Paralelamente ao renascimento clássico, desenvolve-se em Roma, do ano de 1520 até por volta de 1610, um movimento artístico afastado conscientemente do modelo da antigüidade clássica: o maneirismo (maniera, em italiano, significa maneira).
Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes Os grandes impérios começam a se formar, e o homem já não é a principal e única medida do universo.
Pintores, arquitetos e escultores são impelidos a deixar Roma com destino a outras cidades. Valendo-se dos mesmos elementos do renascimento, criam uma arte de labirintos, espirais e proporções estranhas.
A arquitetura maneirista dá prioridade à construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com a cúpula principal sobre o transepto, na distribuição da luz e na decoração.
É na pintura que o espírito maneirista se manifesta em primeiro lugar, procurando deformar uma realidade que já não os satisfaz e tentando re-valorizar a arte pela própria arte.
Principais características
Tensão permanente, formas esguias e alongadas, rostos melancólicos. Os verdadeiros protagonistas do quadro já não se posicionam no centro da perspectiva, mas em algum ponto da arquitetura, onde o olho atento deve, não sem certa dificuldade, encontrá-lo.
Principal Artista
EL GRECO
Na escultura, o maneirismo segue o caminho traçado por Michelangelo.
Principais características: equilíbrio aparentemente frágil e a graciosidade de todo o conjunto.
Fonte: www.fag.edu.br
Maneirismo foi um estilo e um movimento artístico europeu de retoma de certas expressões da cultura medieval que, aproximadamente os anos de entre 1515 e 1610, constituíram manifestação contra os valores clássicos prestigiados pelo humanismo renascentista.
Caracterizou-se pela concentração na maneira.
O estilo levou à procura de efeitos bizarros que já apontam para a arte moderna, como o alongamento das figuras humanas e os pontos de vista inusitados.
As primeiras manifestações anticlássicas dentro do espírito clássico renascentista costumam ser chamadas de maneiristas.
O termo surge da expressão a maneira de, usada para se referir a artistas que faziam questão de imprimir certas marcas individuais em suas obras.
Uma evidente tendência para a estilização exagerada e um capricho nos detalhes começa a ser sua marca, extrapolando assim as rígidas linhas dos cânones clássicos.
O certo, porém, é que o maneirismo é uma conseqüência de um renascimento clássico que entra em decadência ou transição do Renascimento ao Barroco.
Uma de suas fontes principais de inspiração é o espírito religioso reinante na Europa nesse momento.
Não só a Igreja, mas toda a Europa estava dividida após a Reforma de Lutero.
Reinam a desolação e a incerteza
Fonte: www.progressao.com