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Mangueira

MELHORAMENTO DA MANGUEIRA

Mangueira

A mangueira é uma planta tropical, que se desenvolve bem em condições de clima subtropical. Originária do Sul da Ásia, a manga dispersou-se por todos os continentes, sendo cultivada, atualmente, em todos os países de clima tropical e subtropical.

Desde seu cultivo milenar na Ásia, a manga tem sido melhorada ao longo de sua história como principal fruta tropical, embora neste último século tenha progredido, pela obtenção de novas variedades em vários países, fora de seus centros principais de origem. Isso levou à expansão de sua cultura comercial, sendo considerada uma das frutas de maior crescimento em produção, fazendo jus ao seu cognome de “rainha das frutas”.

Atualmente pode ser encontrada nos principais mercados mundiais, ao longo de todo o ano. Essa expansão levou, também, a maiores exigências de adaptação a climas e solos muito diversos, exigências dos consumidores e produtos dela derivados, o que leva à necessidade de obtenção de novos materiais genéticos, adaptáveis às citadas condições, associadas a novas práticas culturais, irrigação, controle fitossanitário e do florescimento.

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

A maioria das espécies de Mangifera são encontradas nativas na Península Malaia, arquipélago Indonésio, Tailândia, Indo-China e Filipinas. O gênero Mangifera é apenas um entre outros 73 gêneros, com 850 espécies da família Anacardiaceae. A citada família é constituída, em sua maioria, de espécies tropicais, nativas na Ásia. Além da manga, outras espécies de frutíferas cultivadas pertencem à mesma família, como algumas dos gêneros Spondias, Anacardium, Pistacea e outros. As 69 espécies de Mangifera são nativas até uma faixa de latitude de 27o N e ao Leste das Ilhas Carolinas, sendo nativas em diversos países, mas com maior diversidade de espécies na Malásia, Bornéo e Sumatra, que é considerado o principal centro de origem.

A distribuição da maioria das espécies dá-se em áreas de diversas altitudes, desde áreas alagadas até altitudes de 1.000 m, ocasionalmente, em altitudes maiores, como o caso de algumas espécies ao norte do Trópico de Câncer.

A origem de Mangifera indica, é o Nordeste da Índia (Assam), da região fronteira Indo-Myanmar e Bangladesh, embora possa ocorrer em outras regiões.

DISTRIBUIÇÃO

É possível que o cultivo da mangueira tenha sido originado na Índia, pela sua domesticação há 4 mil anos, oriundo de frutos menores e com pouca polpa. Pela importância da manga na cultura e religião hindu, conforme relatos antes da era cristã, até a colonização portuguesa do século XV, sua difusão foi da Índia à África e daí para outros continentes como o americano. A introdução da manga na América, México e Panamá foi proveniente das Filipinas, o que justifica a predominância até pouco tempo da manga Manila, no México.

Na Flórida, a manga só foi introduzida em 1861, de Cuba, sendo que, pouco antes, teria sido introduzida nas Índias Ocidentais, do Brasil, onde os portugueses já a haviam introduzido anteriormente de suas colônias africanas, no século XVI. A Flórida é considerada, atualmente, um centro secundário de diversidade, pela distribuição de diversas variedades lá obtidas, inicialmente provenientes da variedade indiana ‘Mulgoba’, que originou a ‘Haden’, em 1910, e após, outras atuais variedades comerciais.

A cultura da mangueira, apesar de ainda concentrada na Ásia, expandiu-se para vários países, em todos os continentes, sendo importante na África e Américas e com menor presença na Europa, onde é cultivada em pequena escala na Espanha, em latitudes de até 37oN. Dos 18 milhões de toneladas anuais de manga produzidas no mundo, a Ásia responde por 75%, as Américas 14%, a África 10% e o 1% restante em outras áreas, como Austrália e Europa.

ORIGEM DAS ATUAIS VARIEDADES

A origem das principais variedades foi das antigas variedades em seus centros de origem e baseado na seleção natural de possíveis híbridos e mutantes, chegando até o início do século atual, com sua máxima expressão na mangicultura da Flórida.

A hibridação natural é a responsável pelas atuais variedades utilizadas comercialmente. Na Índia, há mais de 1.000 variedades e, em outros países, bancos de germoplasma com, pelo menos, uma centena de variedades, a maioria de origem local, são freqüentes. No Brasil, já foram descritas, pelo menos, duas centenas de variedades aqui originadas.

O melhoramento, apoiado em hibridações controladas teve até o momento maior sucesso na Índia, decorrente do maior número de híbridos produzidos. As variedades híbridas obtidas podem ser vistas na Tabela 1.

Tabela 1. Principais híbridos indianos de manga.

Mangueira

No Havaí, já em 1920, foi relatada a obtenção de híbridos artificiais. Na Flórida foram realizadas hibridações, mas sem sucesso.

No Brasil, pela Embrapa de Brasília, já foram feitas milhares de hibridações, com lançamento recente de duas variedades híbridas e atual avaliação de novos híbridos promissores.

O melhoramento quanto à produção, qualidade, resistência às doenças e pragas, e porte das plantas, é oriundo tanto da seleção quanto da hibridação controlada. Exemplos são casos da ‘Neelum’, produtiva e regular, e útil na hibridação por estas características, o nanismo de ‘Amrapali’, a cor de ‘Tommy Atkins’, a resistência à malformação da ‘Badhauran’, à antracnose da ‘Tommy Atkins’, ao oídio da ‘Bangalora’, à seca da mangueira, da ‘Bourbon IAC-100’.

BIOLOGIA

A ocorrência de produções alternadas na mangueira deve-se, principalmente, à sua biologia, relativamente ao florescimento, polinização e pegamento dos seus frutinhos. Fatores biológicos ligados à estrutura das flores, além de fatores fisiológicos e climáticos, também são importantes na frutificação da mangueira.

A vegetação da mangueira dá-se em diversos fluxos dentro de cada ano, dependendo de sua intensidade, das condições climáticas e da variedade. No Estado de São Paulo, a mangueira vegeta de agosto a março, com fluxos mais freqüentes e abundantes em agosto e outubro, sendo menores as vegetações de dezembro a fevereiro. As vegetações mais intensas são as responsáveis pela frutificação do ano seguinte.

A mangueira pode ser mono ou poliembriônica quanto ao seu sistema de reprodução pela semente, o que pode levar à produção de diferentes tipos de embriões quanto à sua constituição genética, ou seja, das variedades monoembriônicas, quase sempre são obtidos híbridos, devido à predominância da polinização cruzada, enquanto, das variedades poliembriônicas, pode-se obter tanto híbridos como nucelares estes idênticos à planta mãe e predominantes, pois a sua produção é em maior porcentagem em relação aos zigóticos, estes nem sempre presente, o que pode ser um entrave ao melhoramento por hibridação.

O florescimento da mangueira se dá usualmente de junho a outubro, em São Paulo, sendo o florescimento de agosto o mais importante. Como conseqüência deste comportamento, tem-se, em cada período de produção, frutos de vários estágios de desenvolvimento. Estudos feitos na Índia mostraram que as inflorescências saem geralmente das vegetações novas, de quatro a mais meses, sendo importante, portanto, a produção regular de ramos novos, do ponto de vista de produção de frutos. A mangueira produz uma grande quantidade de flores, mas uma pequena percentagem chega a dar frutos.

Variedades com altas percentagens de flores perfeitas são usualmente as mais prolíficas.

A flor da mangueira é adaptada para a polinização por insetos, mas as abelhas não são muito atraídas por ela, sendo a polinização feita por trips e moscas, não muito eficiente. Na Índia, foi encontrado que apenas 3 a 35% das flores hermafroditas são polinizadas. Além dos fatores biológicos citados, a chuva e o vento concorrem para a baixa polinização.

CARACTERÍSTICAS VARIETAIS DESEJÁVEIS

O ideal para variedades copa, embora possam variar com as condições ecológicas nas quais se dará o cultivo tem como objetivos. a) produção regular; b) hábito de crescimento anão, com precocidade; c) fruto atrativo, com tamanho médio de 300 a 500 g e de boa qualidade, esta medida por bom sabor, aroma, polpa firme, sem fibras; d) tolerância à maioria das principais pragas e doenças; e) isenta de desordem fisiológica; f) boa qualidade quanto à conservação e vida de prateleira.

Para variedades usadas como porta-enxertos, as seguintes são as principais características: a) variedades poliembriônicas; b) ananizantes; c) tolerantes a várias condições adversas do solo; d) boa compatibilidade com a copa; e) tolerantes a doenças e pragas; f) indutores de boa produção e qualidade do fruto.

Quanto à produção regular, este requisito é importante em mangueira, pois muitos cultivares se mostram alternantes, embora esta característica também esteja associada à região de cultivo e às características biológicas de cada cultivar.

O tamanho da copa da mangueira, usualmente muito grande, é considerado um dos principais entraves ao seu cultivo, em larga escala, e que impede o uso de espaçamentos adensados. Porta-enxertos indutores de menor porte também existem, embora em menor número e com resultados poucos consistentes ainda.

A característica de atração da cor do fruto é, atualmente, um dos objetivos mais importantes do melhoramento, a partir da seleção das variedades da Flórida. Entretanto, a cor vermelha, ou sua mistura com roxa e tons parecidos, que torna a manga atrativa, deve estar associada a outras características desejáveis do fruto.

Quanto à resistência a doenças e pragas há ocorrência de tolerância ou resistência às principais doenças e pragas da mangueira, como malformação, antracnose, íodio, cancro e outras, como à broca da semente. Entretanto, poucos cultivares conseguem agregar as citadas resistências, ou elas com outras importantes características, como de qualidade do fruto, o que dá vantagem à ‘Tommy Atkins’ que, no conjunto, ainda supera as demais.

Para o Brasil, a doença mais importante é a seca da mangueira, causada pelo fungo Ceratocistis fimbriata, associado à praga Hypochyphalus mangiferae, o que tem levado à realização de vários trabalhos, com resultados importantes, tanto na obtenção de copas como para porta-enxertos tolerantes ou resistentes.

Sobre a ocorrência do colapso interno do fruto em variedades copa de manga, há poucas variedades com alguma tolerância ao problema.

Fonte: www.todafruta.com.br
Mangueira

Manga

Mangueira

A manga é considerada uma das frutas mais delicadas e a rainha das espécies tropicais, sendo até citada nas escrituras budistas. É uma fruta suculenta, de sabor muito exótico. Está presente em diversas regiões do mundo. A manga é fruto da mangueira que se desenvolve em condições de clima subtropical.

Planta originária do sul da Ásia, atualmente é cultivada em praticamente todos os países de clima tropical e subtropical. A mangueira pode atingir entre 35 e 40 m de altura. A fruta tem tamanho e formato variado e sua coloração pode variar em amarelo, laranja e vermelho.

Quando madura, sua cor tende a ser amarelada, porém pode ocorrer da fruta estar madura, mas com coloração verde. A fruta pode ser degustada in natura, pois é rica em vitaminas, minerais e antioxidantes. Por conter uma grande quantidade de ferro é bastante indicada para tratamentos de anemia.

É uma das frutas mais consumidas em todo o mundo. É contabilizado hoje um número entre 500 e 1000 variedades existentes.

Os estados de São Paulo e Minas Gerais são os maiores produtores de manga do país, juntos alcançam cerca de 50% da área plantada e 25% do total da produção, logo em seguida vêm os estados da Bahia, Pernambuco, Piauí e Ceará. A fruta é comercializada tanto no território nacional como também em outros países.

Manga com leite sim!

Quem já não ouviu dizer: "manga com leite não pode". Pode sim, é tudo história. Assim, vale a pena aproveitar a safra que vai de novembro até janeiro e se esbaldar com a fruta, seja batida com leite, em saladas, molhos ou doces. "A combinação leite com manga não faz mal, mas existem outras combinações que ficam melhor com a manga", afirma a nutricionista Milena Teixeira.

Mas é preciso certa atenção ao comer manga à noite. "Não faz mal pra saúde, mas algumas pessoas podem ficar com uma indisposição, com dor no estômago", explica.

A mangueira, originária da Índia, é uma árvore tropical que pertence à mesma família do cajueiro. O fruto varia muito em tamanho e cor. As mangas menores são do tamanho de uma nêspera, enquanto as maiores podem pesar até 2 kg. Quanto à forma, existem as redondas, ovais, alongadas e finas, do formato de um coração e até mesmo de um rim.

Em relação à cor, podem ter casca bem verde, amarela ou vermelha, de acordo com a variedade. A polpa da manga é suculenta, com sabor bem característico, algumas vezes fibrosa e de cor que varia do amarelo-claro ao alaranjado-escuro.

Variedades

Dentre as cerca de 500 variedades de manga existentes no mundo, seguem as mais conhecidas:

Bourbon - possui frutos grandes, saborosos e perfumados, caracterizando-se pela casca verde geralmente manchada de preto.

Coração de boi - essa variedade quase não tem fibra. É grande e arredondada; quando madura, apresenta uma tonalidade vermelho escura, com polpa tenra e aromática.

Espada - bastante fibrosa e muito doce, essa espécie tem fruto comprido e estreito, com casca esverdeada mesmo quando madura.

Espadão do norte - tem menos fibras que a espada, mas não é tão saborosa. Seu formato também é parecido, mas mais volumoso.

Háden ou Áden - considerada a mais bonita das mangas, tem a casca amarela e vermelha, quando madura. Sua polpa é macia e sem fibras.

Manga-coquinho - é conhecida também por manguita, devido ao tamanho pequeno. Tem casca amarela e sabor delicioso.

Manga-coração - seu formato lembra um pequeno coração. Possui casca rosada ou amarelo rosada e polpa um pouco fibrosa.

Keit - também quase não tem fibras. Sua polpa é macia e sua casca é verde arroxeada ou avermelhada.

Manga-maçã - assemelha-se à manga-manteiga no formato, mas sua casca é rosada e a polpa, também macia, é aromática e de sabor ácido.

Manga-manteiga - é grande, arredondada, de casca verde clara amarelada e polpa macia, quase sem fibra.

Manga-rosa - maior que a manga coração, por vezes é confundida com a manga-maçã. Sua casca é rosada ou amarelo-rosada e a polpa não contém fibras.

Compra e armazenamento

Ao comprar manga, observe se a casca tem a cor bem típica da variedade a que pertence. É importante que, ao ser pressionada, ela apresente uma consistência macia.

A manga boa para o consumo tem de ter a cor bem típica (qualquer que seja a cor, dependendo da variedade) e deve mostrar-se macia quando apertada com os dedos, mas sem que a casca se rompa pela pressão.

Se tiver batidas, rachaduras ou estiver coberta com um líquido grudento, não é aconselhável o seu consumo, pois são sinais de que a fruta está passada. Por outro lado, quando está muito verde não tem sabor agradável. Também pode ser encontrada em calda, em forma de suco ou de purê doce.

O lugar ideal para guardar mangas maduras deve ser fresco e ventilado, mas na geladeira elas também ficam bem acondicionadas. Se estiverem verdes, embrulhe-as em jornal.

Propriedades nutricionais

Encontra-se na manga um bom teor de carboidratos, betacaroteno (pró-vitamina A), vitamina C, vitaminas do complexo B, ferro, fósforo, cálcio, potássio, magnésio e zinco. "A vitamina A é o principal nutriente da manga e faz bem para os olhos e para a pele, por exemplo", diz Milena.

Uso no mundo

As mangas são também a matéria-prima do famoso chutney de manga, de origem indiana e muito usado na Inglaterra e nos EUA. Trata-se de um molho para carnes feito de fatias da fruta cozidas com vários temperos como cebola, sal, pimenta, açúcar, vinagre, curry, gengibre, coentro em pó, páprica e noz moscada.

Disponibilidade: Janeiro, Fevereiro e Dezembro

Fonte: www.tropicalfresh.com.br

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