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Manjericão

Manjericão

Também chamado de Alfavaca

USO MEDICINAL

O manjericão é um arbusto pequeno, muito ramificado e perfumado. Na sua família existem muitos tipos: o alfavacão, o manjericão de folha larga, o de folha miúda, também chamado de basilicão e o de folhas roxas. Todos eles têm os mesmos princípios ativos .A diferença está no sabor mais ou menos ativo.

O Manjericão favorece aos que têm digestão difícil, gazes, asia, dores de cabeça em conseqüência de alimentação pesada ou inadequada. Facilita o funcionamento dos intestinos, é diurético. Ë bom para tosses, vômitos, mau hálito. Ajuda, junto com a Malva e a sálvia nas infecções de boca.

Também é ótimo para cistite.

O manjericão age como pacificador e integrador na família..

Ele transmuta a nossa energia agressiva, transformando-a em vontade e força para brigar por coisas mais importantes como metas e ideais. Ajuda a brigar pela vida e pelas coisas que nós queremos.

É ótima para os desorganizados e indisciplinados.

Ajuda-nos a ver o brilho e o perfume da vida.

USO CULINÁRIO

O manjericão, por ser um poderoso energizante, deve entrar em toda a alimentação de uma casa. Experimente trocar o alho, que deflagra agressividade, pelo manjericão que traz suavidade.

Tempura de Manjericão

Escolha galhinhos tenros de manjericão, com flores. Lave-os e seque-os delicadamente.

Faça uma massa de crepe com 2 ovos, 1 xícara de farinha, 1 xícara de leite e 1 pitada de sal, todos esses ingredientes batidos no liqüidificador.

Molhe delicadamente os galhinhos de manjericão nessa massa, e frite em óleo bem quente.

Sirva na hora.

Quem não conhece o macarrão ao Pesto? Aí vai a receita:

Limpe 100 g de alho e frite-o cortado em fatias finas com azeite. Deixe esfriar.

Acrescente duas xícaras de manjericão limpo e bem picadinho, nozes picadas e sal à gosto.

Coloque mais azeite se gostar e ponha sobre o macarrão. Sirva com bastante queijo ralado.

O manjericão tem alto valor energético: contém cálcio, vitamina A e B2. Podemos abusar do manjericão como os italianos, usando-o em pizzas, pães, saladas e molhos.

Para os convalescentes, um suco de manjericão é o máximo: bata o manjericão no liqüidificador com pouca água, coe o suco em coador fino e sirva com mel.

Por ser muito delicado ele deve ser usado na cozinha com muito carinho. Coloque-o sempre por último nos alimentos cozidos para que ele não perca os princípios ativos.

OUTROS USOS

O escalda pés de Manjericão é ótimo para quem está agressivo, com raiva e pronto para explodir. Tira a raiva na hora.

O chá de manjericão ajuda pessoas muito contidas a liberarem o amor.

Pode também ser colocado em vasos para evitar a entrada de energias negativas.

As compressas de manjericão ( uma pasta pilada com as folhas ) ajuda as mães que ficam com os seios doloridas ou com rachaduras depois da amamentação.

Os gargarejos com são ótimos para dor de garganta, aftas ou mau hálito.

Fonte: www.aleph.com.br

Manjericão

Nome científico: Ocimum basilicum L.

Família: Lamiaceae (Labiatae)

Nomes populares: Alfavaca (conhecido na região Norte), alfavaca doce; manjericão doce, remédio de vaqueiro; erva- real; manjericão da folha grande, etc.

Origem: Provavelmente chegou à Europa, vinda da Índia, passando pelo Oriente Médio. É subespontâneo em todo o Brasil.

Hábito: Herbácea anual.

Descrição botânica:

Planta herbácea anual, de polinização cruzada, resultando em grande número de subespécies, variedades e formas. Muito ramificada,
aromática e perfumada; atinge 0,5 a 1m de altura. Possui haste reta com muitas folhas carnosas, ovaladas, sem pêlos e de cor verdebrilhante. Na face inferior das folhas existem minúsculas covas, onde se formam gotículas de essências. Suas flores são brancas ou avermelhadas, formando espigas e seus frutos são aquênios (fruto minuto, seco e indeiscente).

Cultivo: Adapta-se bem em climas subtropical e temperado quente e úmido. Vegeta em solos ricos em matéria orgânica e permeáveis.

Propagada por sementes e enraizamento de estacas. No plantio por sementes ralear 2 a 3 semanas após a germinação. O transplante deve ser feito quando a plântula estiver com 3 cm. Recomenda-se plantar no espaçamento de 0,25 x 0,50m, com adubação de 5 kg de esterco de curral por m2

A colheita é feita quando a planta entrar em floração para . não perder seu aroma, colhendo-se as folhas, de preferência, pela manhã até 11:00 horas. A produção é de 0,5 kg/ m2

Pode ser . armazenado fresco em sacos plásticos por uma semana.

Constituintes químicos: Óleos essenciais (eugenol, estragol, linalol, lineol, alcanfor, cineol, pineno e timol), taninos, saponinas, flavonóides, ácido cafeíco e esculosídeo.

Parte da planta para uso:

Folhas, sementes e raízes. Utilizar a planta fresca de preferência, pois há perda de seus princípios ativos ao secar e ferver.

Formas de uso: Banho, xarope, infusão, cataplasma, decocção (raízes).

Indicação: Usada nos estados gripais, bronquites, é estimulante digestiva, carminativa, antiespasmódica, antifebril, sudorífico, diurético, aumenta a secreção do leite, antitussígeno, mau-hálito.

Modo de usar:

Feridas – Cataplasma – Aplicar cataplasma de folhas frescas sobre a parte afetada, cobrindo-o com gaze.

Tuberculose pulmonar - Xarope - Lavar bem as raízes de uma planta de Manjericão, cozinhar por 20 minutos, coar, acrescentar açúcar ao chá e deixar ferver até formar consistência. Tomar 1 colher 4 vezes ao dia.

Gripe e resfriado – Banho – Fazer cozimento de folhas frescas de manjericão com folhas de mucura-caá, folhas de laranjeira e de limoeiro. Deixar amornar e tomar banho pela manhã, por 1 semana.

Afecções da boca e garganta - Decocção – Em ½ litro de água, acrescentar 50 g de folhas secas e 100g de folhas frescas de manjericão. Ferver por 10 minutos, deixar esfriar e fazer bochechos e gargarejos;

Espasmos – Infusão – 1 colher de folhas de manjericão em uma xícara de água fervente. Abafar e tomar;

Queda de cabelo - Infusão – 1 xícara de folhas frescas em ½ litro de água fervente. Depois de 15 minutos espremer bem as folhas e banhar a cabeça com o líquido, fazendo fricções no couro cabeludo.

Possibilidades comerciais e industriais: Utilizado no preparo de fitoterápicos e pela indústria alimentícia em molhos e temperos e ainda fornece aroma aos pratos do dia a dia. É componente importante e determinante da qualidade da maioria das plantas utilizadas como condimento.

Mercado: Atualmente, a nível local são vendidas as folhas frescas nos supermercados.

Referências bibliográficas

BLANCO, M. C.. G. Cultivo comunitário de plantas medicinais. Campinas, CATI, 2000. 36p. il. 21,5cm (Instrução Prática, 267).
DI STASI l. C.; SANTOS, E. M. G.; SANTOS, C. M. dos; HIRUMA, C. A. Plantas medicinais na Amazônia. São Paulo. Editora Universidade Paulista. 1989. 193p.
PINTO, J. E. B. P.;Santiago, E. J. A. de. Compêndio de plantas medicinais. Lavras: UFLA/FAEPE, 2000. 205 p.
VIEIRA, L. S. Fitoterapia da Amazônia: Manual de Plantas Medicinais (a Farmácia de Deus). 2ª Ed. São Paulo. Agronômica Ceres, 1992. 347p. GUIA RURAL ABRIL 1986. Editora Abril S. A. 1986. 450p. (p347) São Paulo

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