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Maracujá

Caracteristica do Maracujá

MARACUJÁ DOCE

Flor de Maracujá

Maracujá

Nome Científico

P. alata

Família Botânica

Passifloraceae

Características Gerais

O maracujá-doce é a menos conhecida entre as espécies dessa trepadeira nativa da América Tropical. A mais comum é o maracujá-amarelo, mais azedo, ideal para sucos e doces.

Em segundo lugar, vem o maracujá-roxo, cultivado mais nas Regiões Sudeste e Sul, por preferir clima frio. Por último, em termos de interesse comercial, vem o maracujá-doce, de cor amarela e formato ovalado, que praticamente não é cultivado comercialmente. Por ser, como o próprio nome indica, mais doce, ele é indicado para o consumo ao natural.

Curiosidades do Maracujá

A cultura do maracujá profissionalizou-se, mas passa por desafios para vencer pragas e doenças e conseguir suprir a demanda do diversificado mercado da agroindústria.

Marta Correia Meirelles

Sim, o título merece respeito: o Brasil é o maior produtor de maracujá do mundo. Apesar da honrosa posição, a cultura da fruta vive um alarmante momento de baixa produção, o que tem provocado não apenas um aumento no preço do produto in natura, como também uma diminuição de sua oferta para processamento industrial.

A culpa vai além dos meros ajustes comerciais que os produtores têm sido obrigados a fazer, de acordo com o agrônomo José Rafael da Silva, vice-presidente do Fundo Passiflora, que apóia a cadeia produtiva do maracujá. O País vive hoje uma situação anormal de pressão de doenças, em especial do PWV, conhecido popularmente como o vírus do endurecimento dos frutos. “A presença dessa praga nas plantações tem provocado enormes perdas e dificuldades para o produtor da fruta”, lastima o especialista.

Para minimizar a questão do consumo interno da fruta, especialmente em sua forma processada, algumas indústrias têm recorrido à importação de concentrados. O que não deixa de reforçar ainda mais a discrepância entre o passado e o presente da fruta no País.

VAI UM SUQUINHO AÍ?

Há alguns anos, a agroindústria de produção – subdividida nos segmentos de polpa e de suco integral ou concentrado – tinha o maracujá como seu carro-chefe na lista de produtos para exportação e para a demanda interna. Atualmente, no entanto, diversos fornecedores preferiram diminuir a oferta ou, simplesmente, arrancaram de vez esse item de suas listagens.

Nos bons tempos, o maracujá representava 50% da produção e comercialização da Fruteza, indústria de polpa concentrada e integral de frutas tropicais, localizada em Dracena, SP. Nos últimos três anos, a produção despencou em quase 95%. “Se em 2004 o maracujá representava 7% da nossa produção, em 2005 alcançou apenas 0,41%”, lamenta Edilberto Lanzoni, administrador da empresa. Mais uma vez, a razão da queda livre foi a baixa oferta do maracujá in natura.

“Com produção insuficiente na região da Alta Paulista para atender à demanda, tivemos de buscar matéria-prima em outros Estados como por exemplo Mato Grosso e Espírito Santo”, esclarece. Para complicar o cenário, o ritmo atual de cultivo, muito abaixo da estimativa, derrubou consideravelmente as exportações, apesar do apelo exótico do maracujá e de outras frutas tropicais no Exterior. Hoje, os processados de maracujá representam menos de 1% das vendas da Fruteza no mercado externo.

A cada ano, a empresa produz cerca de três milhões de quilos de polpa e concentrado de fruta e fornece seus produtos para grandes indústrias de sucos nacionais e estrangeiras, como Sucos Del Valle, Cocamar e Wow.

BYE, BYE, POLPA

Por sua vez, o gerente de produção de uma tradicional indústria de sucos, instalada na capital de São Paulo, informou que há um ano a empresa resolveu suspender a comercialização do suco de maracujá, exatamente por causa de problemas no fornecimento da polpa. “Nos últimos três anos, a agroindústria tem sofrido com a falta de matéria-prima e seu preço chegou às alturas”, afirmou ele, enfático, preferindo manter o anonimato por razões estratégicas.

De acordo com José Rafael, a oferta de suco a valores reduzidos pelo Equador, um dos grandes concorrentes, provocou o exercício de preços muito baixos em 2000, 2001 e parte de 2002 pelos agricultores brasileiros. Resultado: abandono dos pomares e desânimo dos produtores de maracujá, que desistiram de investir na produção da fruta. De acordo com Rafael, a situação deve se normalizar dentro de quatro anos, em média. “Isso se não ocorrer um novo ataque equatoriano ou de outra parte do mundo”, avisa o agrônomo.

DE OLHO NA ECONOMIA

Na explicação de Ângelo Domingos Rossi, presidente do Fundo Passiflora e diretor-presidente da Afruvec - Associação dos Fruticultores da Região de Vera Cruz – , SP, com a ocorrência do vírus PWV, o sistema tradicional de plantio ficou comprometido, colocando em risco sua viabilidade econômica.

Que o diga o preço elevado da fruta destinada ao agronegócio nos últimos anos. “A indústria sempre se queixou da qualidade da matériaprima, posicionando-se como vítima do mercado onde o produtor destina à indústria o descarte do consumo in natura. Isso é explicado pela diferença do valor pago por esses dois segmentos de mercado, onde, via de regra, o índice praticado pelo produto in natura é sempre superior àquele oferecido pela indústria”, enfatiza.

Ângelo Rossi também se queixa de que a indústria é refratária a projetos de integração. “Salvo raras exceções, como a Maguary, por exemplo, que tem um programa de fomento na região de Araguari, MG, as demais indústrias preferem comprar as frutas quando disponíveis no mercado por meio de atravessadores, que fazem contratos de venda e estabelecem uma estratégia de compra diretamente dos produtores na origem, ou seja nas propriedades”, lamenta.

Para José Rafael, mais um problema agrava a situação do produtor. “Falta ao Brasil um eficiente sistema de informações sobre o que ocorre com a cultura no resto do mundo. Somos obrigados a nos basear em informações especulativas, com pouca base Técnica”, comenta.

MELHOR PREVENIR

A saga do maracujá na região de Vera Cruz expõe bem o panorama da cultura no País. Na segunda metade da década de 80, o cultivo da fruta teve marcante expansão, época em que a cafeicultura atravessava forte crise e os pequenos agricultores buscavam uma alternativa para a diversificação. “As condições de solo e clima favoráveis à cultura do maracujazeiro foi uma excelente alternativa ao café. Os custos de produção eram baixos e a alta produtividade, que, facilmente, atingia a marca de 40 toneladas por hectare, resultava numa excelente rentabilidade”, diz Rossi. Outro aspecto muito importante para o pequeno produtor é que o retorno do investimento se realizava em curtíssimo prazo.

Os plantios de março/abril iniciavam a produção entre o final de novembro e início de dezembro do mesmo ano e se estendia até junho/julho do ano seguinte, com venda de frutas pelo menos três vezes por semana. Na época, o ciclo de produção do maracujá era de três anos e, portanto, o custo do plantio se diluía neste período, embora a produtividade fosse um pouco menor no segundo e terceiro anos seguintes à colheita.

“Mas o crescimento da produção se deu de forma desordenada. Em muitos casos, profissionais liberais, donos de pequenas propriedades de lazer, em busca de uma atividade rentável para manutenção das despesas, transformaram-se nos chamados agricultores de fim de semana”, esclarece Rossi. Essa condução pouco adequada da cultura do maracujá contribuiu, de forma significativa, para o surgimento e a propagação de doenças, em especial a mais grave delas, o vírus PWV, que praticamente inviabiliza a produção nos moldes tradicionais.

Segundo ensina Ângelo Rossi, a produção atual recomenda a adoção do “rouguing”, isto é, o plantio adensado com cerca de duas mil plantas por hectare e erradicação daquelas que manifestarem contaminação pelo PWV até o quarto mês. O ciclo de produção se tornou anual, com o plantio em agosto e a erradicação no mês de julho do ano seguinte. Recomenda-se, ainda, a irrigação para minimizar os riscos de perda, em virtude dos altos custos de produção envolvidos. “As condições atuais para produzir o maracujá são bem mais difíceis e exigem, além de investimento, conhecimento de manejo do maracujá, sem o qua

O maracujá é uma cultura que encontra lugar nas pequenas propriedades, com área média de produção pouco superior a um hectare por produtor, em função de algumas características típicas da cultura. “A polinização é feita diariamente de forma manual na época das floradas e, em geral, no período da tarde. Dessa forma, a fertilização das flores se realiza num período bastante curto, exigindo conhecimento das pessoas envolvidas no processo.

A colheita também é trabalhosa e envolve a limpeza das frutas e sua classificação”, explica Rossi. Por esta razão, raramente se observam grandes extensões de cultivo do maracujá. E não se pode descartar o risco envolvido nas grandes culturas.

TRADIÇÃO DE ARAGUARI

Na história da cultura do maracujá, a região do município de Araguari, no Triângulo Mineiro, é considerada uma das únicas no País a permanecer como produtora por mais de 30 anos. O maracujazeiro começou a ser cultivado ali em 1972. Atualmente, a área é grande produtora e concentra as principais indústrias processadoras da fruta. Como parte de um bem-sucedido projeto de terceirização de atividades de uma empresa multinacional do ramo da agroindústria, o agrônomo José Rafael da Silva criou a “Viveiros Flora Brasil”.

Trata-se de uma empresa especializada no melhoramento genético de frutas, com prioridade na manutenção da qualidade do maracujazeiro. O principal foco da empresa sempre foi o de ajudar a indústria a suprir os agricultores integrados da região de Araguari, com sementes geneticamente melhoradas e mudas produzidas dentro de rígidos padrões técnicos.

FRUTA DA BELEZA

A exploração das propriedades calmantes do maracujá é antiga. Mais recente - e cada vez mais valorizado - é seu uso na promissora indústria da beleza. A Croda do Brasil, multinacional inglesa instalada em Campinas, SP, há 25 anos, fabrica especialidades químicas para os setores cosmético, farmacêutico e industrial. A Croda desenvolveu e produz, há seis anos, um extrato oleoso obtido a partir das sementes da fruta. Este derivado foi desenvolvido na unidade paulista, mas é fabricado na Crodamazon, subsidiária da empresa instalada em Manaus, AM.

Utilizado pelas indústrias da beleza, o óleo de maracujá proporciona algumas vantagens em relação aos demais. “Ele é riquíssimo nas cadeias linolênicas, que correspondem a mais de 70% de sua composição. Isso faz do produto um excelente emoliente natural, já que o ácido linolênico é encontrado na própria pele. Também ajuda a controlar a produção das glândulas sebáceas, normalizando as peles oleosas”, explica Vânia Pacchioni, gerente de negócios da empresa.

Segundo ela, são produzidas entre 30 e 50 toneladas de óleo de maracujá por ano, que acabam nos frascos de cremes, loções, condicionadores capilares, produtos solares e infantis. A pesquisa já catalogou cerca de 420 espécies da Passifloraceas na natureza. No Brasil, são mais de 150 espécies e em torno de 60 delas comestíveis. Apenas duas, porém, são aproveitadas comercialmente no País: o amarelo ou azedo (Passiflora edulis f. flavicarpa) e o doce (Passiflora alata).

HISTÓRICO DO CULTIVO DO MARACUJÁ NO BRASIL

A alegria é traço inerente ao ato de criar. ERICH FROMM, estudando a criatividade, já dizia: “uma pessoa só é genuinamente feliz quando cria espontaneamente. Na realização espontânea do eu, o homem une-se novamente com o mundo – com o homem, a natureza e ele mesmo. Durante a criação, seu intelecto e seu sentimento encontram-se em harmonia, e ele abraça o mundo com renovado vigor”.

Meus colegas, o meu criar, a minha imaginação não é motivo para eu enfadar os que aqui estão com mais um dos meus livros, digamos de composição predileta para mim, como o foram os demais. Mas quem escreve “olha a sua obra como seu filho” já o dizia Joaquim M. de Macedo. E todos nós sabemos que o pai considera sempre benevolentes os estimados filhos. Logo o MARACUJÁ é mais um dos meus inúmeros filhos. Vejo-o com muito amor.

Tudo isso se vislumbra quando se entra no maravilhoso mundo do MARACUJÁ, quando se identifica algo de um projeto de sonhos, o qual, já realizado, teve início no ano de 1967, à época em que fizemos um estágio de pesquisa no Instituto Agronômico do Estado de São Paulo, em Campinas, SP. Este projeto trouxe ao proscênio um fascínio intenso e delirante. Foi algo que inflou daí por diante até a época atual, apesar de saber-se que o que se escreve é sempre uma crítica da vida.

Foi nessa época que o pesquisador Antônio Mendes de Carvalho tornou-se o nosso primeiro professor a nos ensinar sobre a planta, métodos de melhoramento, seu cultivo e possibilidades da espécie no Brasil. À ocasião, conhecemos as plantas e os frutos das espécies de maracujazeiro-amarelo, Passiflora edulis Sims f. flavicarpa, e maracujazeiro-roxo, o Passiflora edulis Sims f. edulis.

Consideramos o mestre Antônio Mendes de Carvalho como o pioneiro na pesquisa, orientação na produção, formação de pesquisadores e divulgação da cultura do maracujá no Brasil. Isso muito nos encantou, pois sentíamos compelidos pelo prazer de estendermo-nos sobre esse trabalho. Para Susanne Langer “ a maioria das descobertas são coisas subitamente vistas, que sempre estiveram ali”.

Como resultado desse contato, iniciamos o plantio do maracujazeiro em Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, onde preparamos as mudas, acompanhamos o seu cultivo, ciclo de produção, principais doenças, pragas e as possibilidades de sua exploração econômica. Seguiram-se 10 anos de orientação de alunos de pós-graduação na Universidade Federal de Viçosa, realização de pesquisas em diversos municípios do Estado de Minas Gerais, em Viçosa, Visconde do Rio Branco, Florestal, Felixlândia, Pirapora, Araponga, Jaíba, Janaúba e da publicação dos seus resultados, uma vez que desejávamos ir até o fundo do abismo, o que conseguimos. E isso se explica muito bem, porque a ciência, ao esquecer a totalidade, ou seja, a única verdade, acabaria por perder a verdade daquilo que tanto almejávamos ver nascer.

Juntos com Tadashi Yamashiro, lecionamos o primeiro curso para Engenheiros Agrônomos em Recife, Estado de Pernambuco, no ano de 1975, no Programa de Fruticultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco e da SUDENE, com a cultura do maracujá quando resultou na publicação da apostila: MANICA, I. Cultura do maracujá. Recife, SUDENE/UFRPE, 1977, 92p. Decerto, ninguém deixará passar despercebido o jeito hábil do autor ao usar os incontáveis recursos práticos, tudo isso sob a unção do amor à arte, numa convivência de muita dedicação, superação e felicidade. Trajetória impecavelmente bem armada, num tom leve, reproduzindo um linguajar típico, técnico, para estudantes pertencentes à área de fruticultura.

Seguimos nosso trabalho no Estado do Rio Grande do Sul, no período de 1978 a 1996, com pesquisas nos municípios de Viamão e Guaíba, orientações de alunos de pós-graduação, realização de eventos e estimulo à produção junto com a Empresa Estadual de Extensão Rural e publicamos o livro: MANICA, I. Fruticultura Tropical. 1. Maracujá. São Paulo, Ceres, 1981. 160p, o que foi também muito importante, uma vez que a parte formal da arte acaba sempre por se realizar, quando atrás dela há sempre uma imposição total de vida transbordante.

No período de 1996 a 2003, em programa integrado de pesquisa em Fruticultura Tropical da Universidade de Brasília, EMBRAPA – Cerrados e EMATER/ DF, trabalhamos com o Nilton T.V. Junqueira em pesquisas com novas seleções e cultivares, o que comprovou a grande possibilidade da cultura no Distrito Federal, com a produção de 50 toneladas por hectare no primeiro ano de produção, sem a utilização da irrigação e da polinização artificial.

No ano de 1997, junto com Abel. R. S. São Jose, Claudio H. Bruckner e Magali Hoffmann agrupamos: MARACUJÁ: Temas Selecionados (1) Melhoramento, morte prematura, polini-zação, taxionomia. Porto Alegre: Cinco Continentes, 1977. 70p., onde encontramos afirmações bastante novas.

No ano de 2001 viabilizamos a publicação do livro: MARACUJÁ Tecnologia de Produção, Pós-colheita, Agroindústria, Mercado. Porto Alegre, Cinco Continentes, 2001, 471p.

Temos lecionado a disciplina Fruticultura Tropical II, desde o ano de 1974, onde faz parte a cultura do maracujá nos cursos de graduação e de pós-graduação na Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Lavras, Universidade Estadual do Norte Fluminense e Universidade de Brasília.

Na área de fitossanidade e melhoramento, com o lançamento de linhagens de maracujá-azedo e maracujá-doce, destacam-se os trabalhos de pesquisa realizados por Nilton Tadeu Vilela Junqueira e que representam uma grande contribuição para a cultura do maracujá no Distrito Federal e no Brasil. Também no Distrito Federal, José Ricardo Peixoto, da Universidade de Brasília, tem pesquisado, publicado e orientado alunos de graduação e de pós-graduação desde 1998 na área de melhoramento, em se tratando da cultura do maracujá-azedo.

Merece grande destaque e reconhecimento, por parte dos pesquisadores, professores e produtores de maracujá no Brasil, a intensa e eficiente atuação de Carlos Ruggiero, que começou a trabalhar com esta planta frutífera em 1969, tendo realizado e apresentado a sua tese de doutorado, baseando-se na cultura do maracujá, em 1973, realizando o pós-doutorado na Universidade do Havaí, com Henry Nakasone, também aperfeiçoando-se e levando em consideração esta mesma cultura, tendo visitado diversos países produtores, onde realizou e publicou pesquisas, foi orientador de estudantes de graduação e de pós-graduação, organizador de eventos, simpósios e onde fez publicar anais e livros, os quais tratavam da cultura do maracujá com predominância.

Outro grande pesquisador que vem se destacado na cultura tem sido o Dr. Abel Rebouças São José, que trabalha envolvido com a cultura desde 1982. Terminou o seu mestrado com a dissertação: Influência do Método de Extração na Qualidade Fisiológica de Sementes de Maracujazeiro Amarelo no ano de 1987.

omo tal tem orientado alunos de graduação e pós-graduação. Realizou dois simpósios nacionais, publicou livros, vem realizando pesquisas e tem prestado consultoria e assessoria técnica aos Estados de São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Sergipe, Pernambuco, Minas Gerais, Alagoas, Pará, Maranhão, Rio de Janeiro e, mais, a cinco países como Bolívia, Colômbia, Guatemala, México e Nicarágua.

No Estado de São Paulo, são conhecidos os trabalhos do professor e pesquisador Ede Cereda na área de pesquisa, como orientador de alunos de graduação e de pós-graduação, publicação de trabalhos e artigos nas culturas do maracujá-azedo e maracujá-doce.

Na área de melhoramento, merece o nosso reconhecimento e agradecimento, pelos trabalhos realizados e publicados, o pesquisador João Carlos Oliveira, desde os anos de 1980, onde vem realizando pesquisas com a cultura em Jaboticabal, SP, e praticamente todo um período de vida profissional tem sido dedicado ao trabalho de tão afamada cultura.

Ainda no Estado do São Paulo, Laura Maria Molina Meletti tem-se destacado nos trabalhos de melhoramento, dados de pesquisas, divulgando diversos trabalhos, como também na publicação de livros, que trata da cultura do maracujá.

Na Universidade Federal Viçosa, em Viçosa, Minas Gerais, Claudio Horst Bruckner tem trabalhado na parte de melhoramento, como orientador de alunos de graduação e pós-graduação, sendo o editor do livro: MARACUJÁ: Tecnologia de Produção, Pós-colheita, Agroindústria, Mercado. Porto Alegre, Cinco Continentes, 2001, 472p.

Na área de melhoramento e manejo de cultura, Ademar Brancher, da Empresa Catarinense de Pesquisa e Extensão Rural (EPAGRI), tem publicado muitos trabalhos, usando como temas o maracujá-azedo e o maracujá-doce, isto desde o ano de 1995.

José Rafael da Silva vem trabalhando na área da cultura do maracujá desde 1985, fazendo o trabalho de ligação entre os produtores e a indústria. Publicou trabalhos em jornais, revistas e livros; tem dado assistência técnica e assessoria aos produtores e empresas, sendo atualmente produtor de sementes e mudas de maracujá de alta qualidade.

No Centro Nacional de Mandioca e Fruticultura da EMBRAPA, em Cruz das Almas, Bahia, os trabalhos de pesquisa, em que se destaca a cultura do maracujá, foram iniciados no ano de 1989 e, no mesmo Centro, Adelise de Almeida Lima realiza trabalhos de pesquisa desde o ano de 1990. Atualmente, este Centro conta com 19 pesquisadores das diferentes áreas que estão envolvidos, em tempo parcial ou integral, com esta cultura e com muitos trabalhos realizados e publicados principalmente nos anos de 2001 e 2002.

Clóvis De Toledo Piza Júnior foi o pioneiro na área de publicações, tendo traduzido o Livro de H. Akamine, Havaí, um manual que serviu de base para muitos pesquisadores e extensionistas que trabalhavam com a cultura do maracujá na década de 1970 a 1980, tendo editado um boletim técnico, vários artigos técnicos em jornais e revistas, participado, como professor, de muitos cursos sobre a cultura em diversos estados do País.

Neuza Maria Colauto Stenzel, Pesquisadora do Instituto Agronômico do Paraná, que fez a sua dissertação de mestrado, baseada na cultura do maracujá, tem realizado pesquisas no Estado do Paraná.

Marco Antonio da Silva Vasconcellos tem trabalhado em pesquisa com a cultura do maracujá desde 1988, fez a dissertação de mestrado e a tese de doutorado, tem sido professor e orientador em cursos graduação e de pós-graduação, participação na publicação de trabalhos, artigos e livros nas culturas do maracujá-azedo e maracujá-doce.

A literatura mundial publicada e disponível sobre a cultura do maracujá era muito reduzida na segunda metade da década de 60 e inicio da década de 70, principalmente em trabalhos de pesquisa com o maracujazeiro-amarelo, pois eram poucos os trabalhos realizados no Havaí. Existiam dados sobre os resultados de pesquisas realizados no Quênia, África do Sul, Havaí, Austrália e Nova Zelândia, principalmente com maracujazeiro-roxo.

Grande avanço ocorreu com a sua divulgação, treinamento, conhecimento, continuação, novas pesquisas, aumento na produção e produtividade, como resultado dos simpósios sobre a cultura do maracujá, que foram realizados no Brasil, e a publicação dos seus anais.

O Primeiro Simpósio Brasileiro Sobre a Cultura do Maracujazeiro, foi realizado no ano de 1971, no Instituto Agronômico do Estado de São Paulo em Campinas; o segundo, em 1978, na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, SP; o terceiro, em 1991 e o quarto, no ano de 1994, na UESB, em Vitória da Conquista, BA; o quinto, no ano de 1998, na UNESP, em Jaboticabal, SP, e, neste ano de 2003, estamos realizando o VI Simpósio Brasileiro com a Cultura do Maracujazeiro, na Universidade Estadual do Norte Fluminense, em Campos dos Goytacazes, RJ.

Fonte: www.todafruta.com.br

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