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Maracujá

Maracujá

Nome popular

Maracujá-mirim; maracujá-suspiro; maracujá-mamão; flor-da-paixão

Nome científico

Passiflora sp

Família botânica

Passifloraceae Passiflora maliformis L

Origem

Regiões Tropicais

Características da planta

Flor de Maracujá

Trepadeira vigorosa de caule frequentemente sulcado. Em algumas espécies, as folhas são arredondadas e em outras são profundamente partidas, com bordos serrados. Flores grandes, vistosas, de coloração que pode variar de branco-esverdeada, alaranjada, vermelho ou arroxeada, de acordo com a espécie. Floresce de dezembro a abril.

Fruto

Geralmente arredondado com casca espessa de coloração verde, amarelada, alaranjada ou com manchas verde-claras, de acordo com a espécie. Sementes achatadas, pretas, envolvidas por um arilo de textura gelatinosa de coloração amarelada e translúcida. Frutifica durante o ano todo, menos intensamente de maio a agosto.

Cultivo

Prefere climas quentes e úmidos, sendo cultivado em todos os países tropicais. Necessita de solo argiloso-humoso, profundo, fértil e bem drenado.

Uma das principais características das plantas dos maracujás é a especial forma de suas flores, que são belíssimas, tão lindas e maravilhosas como não se encontram em nenhuma outra espécie vegetal.

Os maracujás ou flores-da-paixão - seus frutos e suas flores - já eram muito conhecidos e utilizados na América antes da chegada dos primeiros europeus que, desde cedo, encantaram-se com a sua exuberância.

Em seu afã religioso da conquista, os missionários estrangeiros viram nessas flores e frutos muito mais do que beleza e perfume. Segundo informa Clara Inés Olaya, os religiosos viram naquela formação complexa e admirável um verdadeiro presente de Deus para iluminar seu trabalho de catequese, encontrando em suas formas e cores exóticas a metáfora perfeita para explicar aos "infiéis éis indígenas a truculenta história da Paixão de Cristo".

Assim, em primeiro lugar, associaram-se as cores com que a natureza premiou as belas flores do maracujá aos vermelhos e aos roxos utilizados nos rituais cristãos da Semana Santa. Além das cores, a coroa floral, completamente filigrada transformou-se na própria imagem da coroa de espinhos com que Cristo foi crucificado; os três estigmas da flor passaram a ser os três cravos que o prenderam na cruz; suas cinco anteras estariam representando as cinco chagas de Cristo; as gavinhas eram vistas como os açoites que o martirizaram; e o fruto redondo era a representação do mundo que o Cristo veio redimir.

Desde então, as flores e também os frutos dos maracajazeiros e de outras plantas trepadeiras do mesmo tipo começaram a ser chamadas de "as flores-da-paixão', da Paixão de Cristo.

Os coloridos sedutores das flores-da-paixão, em composição com a estranha beleza de suas formas e coroas, fazem do maracujazeiro uma planta essencial m ente ornamental. Próprios para o estabelecimento de cercas vivas e para a cobertura de caramanchões, os maracujás nascem em trepadeiras que, enquanto vão crescendo, procuram se agarrar a outras plantas, cercas ou muros, por meio de suas gavinhas.

As flores-da-paixão ou passion fruits, como são mais conhecidas em grande parte do mundo, são também objeto de grandes paixões pessoais. Contam-se casos de colecionadores capazes de estudá- las obsessivamente e de cultivá-las mesmo nas condições climáticas mais adversas, mantendo estufas e complicados equipamentos, só para preservar o prazer proporcionado pela abertura suave e delicada de suas flores.

Como se não bastassem suas qualidades estéticas, muitas das trepadeiras do gênero Passiflora ainda fornecem à humanidade os famosos e deliciosos frutos de incontáveis utilidades alimentícias, culinárias e medicinais.

O suco do maracujá oferece ao organismo que o ingere, entre outras coisas, boa quantidade de vitaminas hidrossolúveis, especialmente A e C, sais minerais e fibras. Mas o principal prestígio do maracujá - talvez uma das plantas de uso medicinal mais conhecidas no Brasil - advém de suas propriedades calmantes e sedutivas. De fato, de seus frutos, folhas e sementes é possível extraírem-se boas quantidades de Passiflorina, um sedutivo natural.

No Brasil, a cultura do maracujá vai muito bem. O País é, hoje em dia, um grande produtor e exportador da fruta, destacando-se o Estado do Pará, com mais de um terço da produção nacional Em seguida, vem a região Nordeste, onde os Estados da Bahia, de Sergipe e do Ceará, juntos, alcançam também quase um terço da produção total, e, depois, a região Sudeste, com um quarto da produção, onde o Estado de São Paulo é o líder.

No entanto, em algumas regiões, o maracujá vem sofrendo com os desmatamentos, uma vez que o desaparecimento das matas faz desaparecer também a mamangava, espécie de abelha grande, fundamental na polinização das flores-da-paixão dos maracujás.

Atualmente, vários maracujás nativos do Brasil são cultivados em outros países tropicais, tais como o Havaí, a Venezuela, a África do Sul e a Austrália, onde alcançam considerável importância econômica.

O gênero botânico Passiflora apresenta uma extraordinária diversidade de espécies, sem contar as variedades e os híbridos. A grande maioria delas pode ser encontrada naturalmente em toda a América tropical, onde são nativas. Apenas um número reduzido é originário da Ásia e da Austrália.

De acordo com Eurico Teixeira, essa abundância só pode ser explicada em virtude da facilidade com que as flores dessas trepadeiras produzem hibridações e cruzamentos, sendo, por isso, "natural que novas espécies surjam espontânea e indefinidamente".

Entre tantas espécies diferentes, nem todas produzem frutos comestíveis e aproveitáveis. E apenas um pequeno número consegue ocupar espaços nos grandes mercados fruteiros nacionais e internacionais. As mais conhecidas e de maior aplicação comercial são basicamente duas: o maracujá-amarelo e o maracujá-roxo, variedades de uma mesma espécie, de formato redondo quase perfeito; e o maracujá-doce que tem a forma semelhante à de um pequeno mamão.

O maracujá-amarelo ou maracujá-azedo (Passiflora edulis f. favicarpa) é o mais conhecido pelos brasileiros. Seus frutos podem ser obtidos quase o ano inteiro, principalmente no norte e no nordeste do país.

Esse maracujá, amarelo da cor do sol que ele tanto aprecia, possui inúmeras sementes pequenas de cor amarronzada. Quando sua casca enruga completamente, então, é a melhor hora para aproveitar o sabor suculento e azedinho de sua polpa. O maracujá-amarelo é a variedade que apresenta maior produtividade, sendo ideal para doces, geléias, batidas, sucos, refrescos e sorvetes, adoçados à vontade e a gosto.

O maracujá-roxo (Passifora L'dlf,7is), por sua vez, é bem redondo e menor que o maracujá-amarelo.

Reputado como menos ácido do que o outro, o maracujá-roxo é delicioso para o consumo in natura. Prefere os climas subtropicais como os da África do Sul, Austrália e do sul do Brasil.

Pesquisas e experimentos desenvolvidos ultimamente têm conseguido aumentar a doçura dos maracujás destinados à produção industrial de sucos engarrafados, ampliando também o peso e o rendimento da fruta, além de torná-los cada vez mais resistente às doenças.

O maracujá-doce (Passiflora alata), por sua vez, embora originário do Brasil é o menos conhecido, produzido e consumido pelos brasileiros. Sua polpa doce, de forte e agradável perfume, é até mesmo um pouco enjoativa quando processada na forma de suco e, por esse motivo, ele costuma ser consumido quase exclusivamente in natura.

Além das espécies de maracujá normalmente cultivadas, existem centenas de outras espécies silvestres encontradas em ambientes, climas e solos extremamente diversificados. Algumas delas, desconhecidas dos mercados internacionais e das grandes cidades, são cultivadas exclusivamente em pomares caseiros e em estações experimentais, apresentando uma imensa variedade e delicadeza de sabores e aromas.

No Brasil, destacam-se, entre outros, o excepcional maracujá-açu, maracu-já-melão ou maracujá-mamão (Passiflora quadrangularis), também conhecido como badea ou granadilha gigante, na América espanhola.

Espécie nativa do norte do Brasil, o maracujá-açu dificilmente medra fora da região amazônica. Sua principal característica é o tamanho do fruto, alongado e de grandes dimensões, chegando a pesar até 3 quilos. De casca amarelo-clara, levemente esverdeada, de polpa consistente e mais espessa do que a das espécies mais comuns, do maracujá-açu aproveita-se quase toda a fruta, exceto a fina casca. Por esse motivo, o maracujá-açu torna-se ideal para o fabrico de doces, mousses e sorvetes.

Outra espécie de maracujá que se destaca, especialmente pela forma com que ocorre a sua frutificação e pela beleza e exotismo da flor e do fruto, é o Passiflora maliformis, também conhecido como maracu-já-maçã ou maracujá-de-osso.

A flor desse maracujá, grande e perfuma-díssima, apresenta uma coloração verde-creme, pontilhada de minús-culas listras violetas.

Quando polinizada, as três abas que separam a flor de seu caule, fecham-se sobre ela e o fruto começa a crescer ali dentro, protegido por uma capa de cor creme- esverdeada. Essa capa tem a importante função de proteger a flor e a fruta dos enxames de insetos atraídos por seu perfume e doçura. frutificação, os ramos dos maracujazeiros ficam repletos de saquinhos contendo os pequenos frutos.

Bastante doce, a polpa desse maracujá é, no entanto, difícil de se obter: sua casca, extremamente resistente e dura, não se rompe com facilidade, nem com as mãos, nem com facas afiadas, sendo necessário batê-la com vigor, muitas vezes, até mesmo com o auxílio de um martelo.

Também digno de destaque é o maracujá-da-serra ou maracujá-ametista (Passiflora amethystina), fruto nativo da Serra do Mar e de outras regiões serranas de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Trata-se de espécie de excepcional beleza, em especial pelo colorido de sua flor, que apresenta a mesma e preciosa cor ametista da mais brasileira das pedras semipreciosas.

Um outro exemplo da beleza delicada e do exotismo dos frutos e das flores-da-paixão nativos da América Latina é a trepadeira onde nasce o maracu-já-tomé-açu (Passiflora coccínea). Planta habitante de uma extensa região que vai desde as Guianas até o Estado do Rio Grande do Sul, esse maracujá distingue-se por suas flores de coloração vermelho-escar ate, cujos filamentos apresentam uma variação de cores que vão do púrpura ao cor-de-rosa e ao branco. Além disso, seu fruto ovalado, de pequenas dimensões e de coloração alaranjada com estrias verde-claras, assemelha-se a um pequeníssimo e curioso melão.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Maracujá

Maracujá

MARACUJÁ ( Bromeliaceae )

Nome

Abacaxi, ananás.

Origem

Continente americano, muito provavelmente Brasil e Paraguai.

Frutificação

Durante o ano todo.

O maracujá (Passiflora edulis Sims.) é uma planta perene, trepadeira, pode atingir 3-4 metros de comprimento, e graças as suas gavinhas, crescem apoiadas em suportes.

As folhas são simples, incompletas, de inserção alternada, pecioladas e com duas glândulas no ápice do pecíolo, estipuladas, trilobadas, verdes e glabras.

A inflorescência é axilar, pedunculada, com flores de 5-6 cm. de diâmetro; o cálice possui cinco separas oblongas, de cor verde claro; a corola tem pétalas em número de cinco e de cor branca; a corona (verticilio floral constituído por numerosos estaminóides filamentosos) branca no ápice e levemente avermelhada na base; o androceu é formado por 5 estames monoadelfos (quer dizer, os filetes dos estames são concrescidos em um tubo); o gineceu com o ovário globoso, ligeiramente piloso e com três estiletes.

O fruto normalmente é arredondado, amarelado ou avermelhado, medindo 4-5 centímetros de diâmetros e com numerosas sementes envoltas por arilo carnoso.

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL

Porção de 67 g (1/2 copo = 200ml)

Quantidade por Porção % VD ( * )
Valor Energético 37,5 Kcal = 157,6 Kj 2
Carboidratos 9,4 g 3
Proteínas 52 g 0
Gorduras Totais 0,0 g 0
Gorduras Satur. 0,0 g 0
Gorguras Trans. 0,0 g 0
Fibra Alimentar 0,0 g 0
Cálcio 2,5 mg 0
Ferro 0,2 mg 2
Sódio 0,0 g 0
Fósforo 16,5 g 2
Vitamina A 46,9 g 8
Vitamina B1

0,0201 mg

2
Vitamina B2 0,0871 mg 7
Niacina 0,134 mg 1
Vitamina C 20,1 mg 45
*Valores Diários com base em uma dieta de 2.500 Kcal ou 8.400 Kj seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
*ND = Não Disponivel

Fonte: www.polifruta.com.br

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