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Maracujá

Maracujá

Cultura do Maracujá

O maracujá é uma trepadeira originária da América Tropical, que pode atingir de 5 a 10 m de comprimento, e que portanto, exige sistemas de condução, que são suportes que se assemelham a "cercas" ou caramanchão. Existem mais de 530 espécies de maracujá, no entanto, a espécie Passiflora edulis, mais conhecida como maracujá-azedo, é a que possui maior importância econômica, pois sua polpa, de coloração amarelo - alaranjado, proporciona bom rendimento de suco, que é de boa aceitação no mercado. É um fruto rico em minerais e vitaminas, principalmente A e C. Possui ainda princípios ativos nas folhas que são usados como sedativo e antiespasmódico.

Sobre cultivo, as informações dentro deste texto, se referem à cultura do maracujá-azedo, devido sua expressão econômica. Outras variedades como as descritas abaixo e que precisam conquistar espaço no mercado, diferem quanto a cultura do maracujá-azedo em alguns aspectos, como temperatura ideal para um bom desenvolvimento, número de horas de luz, momento da polinização (principalmente quando se adota polinização manual) entre outros aspectos.

Variedades

Maracujá-amarelo ou maracujá-azedo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deg)

Como anteriormente escrito esta é a espécie mais cultivada e comercializada no Brasil, tanto para a indústria quanto para consumo in natura, por ser mais vigorosa, mais adaptada aos dias quentes, apresentar frutos de maior tamanho, com peso entre 43 e 250g, maior produção por hectare, maior acidez total e maior rendimento de suco. A produtividade média é em torno de 12 a 15 t/ ha, havendo potencial para produção de 30 a 35 t/ha. Seu cultivo é indicado para regiões tropicais e subtropicais.

Maracujá-roxo (Passiflora edulis Sims)

É assim chamado, pois a casca dos frutos é verde antes da maturação, tornando-se púrpura à medida que este processo ocorre.

É mais indicado para locais de maior altitude e climas mais frios. Seus frutos apresentam peso entre 50 e 130g, maior porcentagem de açúcares e maior teor de sólidos solúveis (brix) quando comparado com o maracujá-amarelo. Apresenta rendimento e qualidade de suco semelhante ao do maracujá-amarelo, com diferenças relativas ao teor de vitamina C que é maior, à acidez cítrica que é menor, o que representa suco mais doce. Tem potencial de produção de até 30-40 t/ha, e pode ser destinado para indústria, consumo in natura e exportação. É muito apreciado na Austrália e África do Sul.

Maracujá doce (Passiflora alata AIT)

Tem a sua produção e comercialização limitadas pela falta de hábito de consumo. Seu caule é quadrangular, os frutos são ovais ou periformes, de casca alaranjada, que lembra o mamão papaia, e pesam de 80 a 190 g. É o menos rico em suco, que é adocicado e de aroma agradável. É quase exclusivamente consumida como fruta fresca. Pode ser destinado para exportação, pois os frutos por suas características agradam os consumidores, principalmente aos europeus, mercado ainda pouco conquistado.

Culturas intercalares

Deijão de mesa.

Aspectos do Cultivo

Clima

O maracujá-azedo desenvolve-se bem em regiões com altitude entre 100 e 900 m, temperaturas médias entre 21-320C, com precipitação anual na faixa de 800 a 1750 mm, bem distribuídos durante o ano, com limitações para as áreas sujeitas a ocorrência de geadas. Um outro fator que pode limitar o cultivo é a ocorrência de chuvas intensas na época da floração, que dificultam a polinização em virtude do grão de pólen "estourar" em contato com a umidade. Deve-se evitar também áreas com alta incidência de ventos, por sua ação favorecer a ocorrência de doenças do sistema radicular.

Ventos frios afetam o florescimento, interferindo no vingamento dos frutos. Ventos quentes e secos causam murchamento e diminuem a quantidade e qualidade dos frutos produzidos. Para diminuir a ação dos ventos pode-se fazer uso de quebra-ventos.

Solo

São preferíveis os profundos com textura média e bem drenados, evitando-se os que estão sujeitos ao encharcamento, ou pedregosos, por favorecerem a ocorrência de doenças do sistema radicular. De um modo geral, se desenvolvem bem em diferentes tipos de solo, sendo os mais indicados os arenosos ou levemente argilosos, profundos e bem drenados. Os solos arenosos, quando bem adubados com matéria orgânica são plenamente satisfatórios para a produção de maracujá. Para o cultivo do maracujá o solo deve ter pH de 5 a 6.

Preparo do solo

Realizar adubação e calagem de acordo com resultado de análise do solo. A calagem deve ser feita antes da instalação da cultura. Em solos arenosos e pobres em matéria orgânica, geralmente é comum que sejam deficientes em micronutrientes, que podem ser aplicados diretamente no solo ou via adubação foliar.

Preparo do terreno

Uma aração e uma ou duas gradagens, dependendo das condições do terreno.

Combate à moléstias e pragas

Percevejos, lagartas e besouros: cloreto fosforado sistêmico; moscas-das-frutas: pulverizações quinzenais de iscas contendo 5% de melaço mais fosforado e água;
fungos: fungicidas cúpricos adicionados a emulsão de óleo a 1%.

Propagação

O método mais utilizado é a propagação através de sementes, que devem ser colhidas de frutos de plantas previamente selecionadas (plantas matrizes).

Em pomares sadios e bem conduzidos, as plantas são selecionadas considerando-se o seu vigor, produtividade, precocidade, resistência a pragas e doenças; destas plantas são colhidos os maiores frutos maduros, de boa qualidade e com boa quantidade de suco. Selecionados os frutos, as sementes podem secar em seu interior ou serem colhidas e colocadas em um recipiente de louça ou vidro para a fermentação, sem adição de água, por 2 a 6 dias, cuja finalidade é separá-las da mucilagem que as envolve. Em seguida são lavadas e colocadas sobre um papel para secarem na sombra.

Um outro modo de retirar a mucilagem é utilizar um despolpador, uma peça adaptável ao liquidificador que não danifica as sementes, encontrada no comércio. As sementes devem ser usadas logo após a secagem, pois ao longo do tempo vão perdendo sua capacidade de germinação.

O maracujá, por ser uma planta que apresenta auto-incompatibilidade, ou seja, ao se realizar a autopolinização na mesma flor, ou em flores diferentes na mesma planta, ou em flores diferentes, mas pertencentes a um mesmo clone, não se obtém os frutos. Assim, o fruticultor deve retirar e plantar sementes de vários frutos colhidos em diferentes plantas, e não de muitos frutos colhidos de uma mesma ou de poucas plantas.

Produção de mudas

Adubação: na cova: encher a cova com a melhor terra da superfície misturada com 3 a 4 litros de esterco de galinha bem curtido ou torta de mamona ; 500 a 1.000g. de calcário dolomítico quando necessário; no terço final, acrescentar 2.00g de superfosfato simples e 80g de cloreto de potássio; na formação: 30 dias após o plantio, aplicar 60g de sulfato de amônio; repetindo-se duas ou três vezes espaçadas de 30 a 40 dias; de frutificação: em fevereiro: 100g de sulfato de amônio; 250g de superfosfato simples e 150g de cloreto de potássio, repetindo-se as mesmas dosagens em agosto.

Local do viveiro: deve ser distante de pomares comerciais ou plantas adultas de maracujazeiro; ter disponibilidade de água de boa qualidade; o solo deve ser livre de plantas daninhas e de boa drenagem; ser de fácil acesso.

Época de plantio: julho - agosto, em laminados ou recipientes plásticos ou ainda, semeadura direta no campo colocando-se 5 sementes por cova. Deve-se efetuar o plantio no período das chuvas; caso disponha de irrigação, poderá ser em qualquer época do ano.

Preparo das mudas: a semeadura normalmente é efetuada em sacos de polietileno de 10 x 25 cm ou 18 x 30 cm, contendo uma mistura de 3 partes de terra para uma de esterco, sendo a mistura previamente tratada, a fim de se obter mudas sadias. Em cada saco plástico colocam-se de 4 a 6 sementes, a 1 cm de profundidade, cobrindo-as com leve camada de terra. Quando as mudas estiverem com 3 a 5 m de altura, efetua-se o seu desbaste deixando apenas a mais vigorosa.

O transplante das mudas para o local definitivo deve ser efetuado quando as plantas tiverem de 15 a 25 cm de altura (ou até 30 cm), quando também se inicia a emissão das gavinhas, filamentos que se enrolam nos suportes e servem para firmar as ramas do maracujazeiro, o que ocorre em torno de 45 a 70 dias após a semeadura. A época mais adequada para o plantio definitivo é no início do período chuvoso.

Plantio

Sempre que possível é feito em sulcos com 50 cm de profundidade. Quando não for possível o uso de sulcador, o plantio deverá ser feito em covas de aproximadamente 40 cm de largura, 1 m de comprimento e 50 cm de profundidade, momento em que se aproveita para realizar a adubação orgânica, cujas quantidades a serem empregadas nas covas de plantio, principalmente em solos arenosos e de baixa fertilidade, variam de acordo com o tipo de adubo empregado: esterco de curral - 20 a 30 litros, esterco de galinha e ou torta de mamona: 5 a 10 litros, podendo-se utilizar outros compostos disponíveis na região ou propriedade. Irrigar as plantas após o plantio, que deverá se repetir sempre que necessário.

Combate à erosão

Em terreno acidentado, efetuar o plantio em linhas de nível.

Distribuição do adubo

Nos pomares em formação são distribuídos em uma faixa de 20 cm ao redor e distante aproximadamente 10 cm do tronco, aumentando gradativamente essa distância com a idade do pomar.

Em pomares adultos, aplicá-los em faixa de 1 m de largura de ambos os lados das plantas, ao longo das espaldeiras, longe o suficiente dos troncos, onde as raízes pequenas e absorventes são poucas. O sucesso da adubação depende tanto da quantidade adequada, quanto da época e dos fertilizantes aplicados. Aplicar os adubos sempre em períodos de boa umidade do solo e realizar análise de solo anualmente.

Manejo pós-plantio

Logo após o plantio no campo, as plantas devem ser tutoradas com varas ou barbantes para a condução até o arame do sistema de condução.

Calagem

pH igual ou superior a 5,5.

Sistema de condução

O maracujá por ser uma trepadeira, necessita de suporte para proporcionar uma boa distribuição dos ramos e garantir assim, maior produção de frutos. Os sistemas mais utilizados são o de espaldadeira vertical composta de 1 a 3 fios e o sistema de latada ou caramanchão ou em forma de "T". Um único broto deverá ser conduzido através de um tutoramento até o arame situado no topo dos mourões para a formação natural da ramagem. O arame utilizado será liso de nº 8 ou 10 o de aço n.º 16, sustentado por mourões de 2,60m deverá ser ser enterrado ao solo.

Latada ou caramanchão

Geralmente apresenta maior produtividade, frutos com coloração uniforme, mas no entanto, o custo é elevado, além de ter como inconveniente o favorecimento da ocorrência de doenças devido a formação de massa vegetal muito densa.

Caramanchão
Latada ou caramanchão

Espaldeira vertical

Um dos sistema utilizados no estado de SP, é o "espaldeira vertical com um único fio", no entanto pode ter de 1 a 3 fios de arame liso; é uma cerca formada por mourões de madeira, espaçados de 4 a 6 m, normalmente 5 m, colocando-se um fio de arame liso n 0 12 no ápice dos postes e os demais, se existirem, dispostos a 40 e 80 cm respectivamente abaixo dele. De um modo geral, o sistema de condução por espaldeiras verticais é muito utilizado nos pomares brasileiros.

Recomenda-se que a cerca tenha altura livre de 2,0 m e no máximo 120 m de comprimento, constituída de postes de 10 cm de diâmetro nas extremidades e a cada 40 m utiliza-se postes com diâmetro superior a 20 cm, chamados de esticadores, os quais devem ser enterrados a pelo menos 1 m de profundidade.

Os esticadores das extremidades devem ser fincados com uma inclinação de 15 a 45 0. Para facilitar os tratos culturais recomendam-se espaldeiras com o comprimento máximo de 100 m, utilizando-se mourões reforçados com sistema de travamento (ancoragem) nas extremidades e pelo menos mais dois mourões intermediários. Nos espaçamentos entre plantas deve-se colocar, conforme a necessidade, repiques de madeira ou bambu, ao qual são amarrados, por exemplo, com fita plástica.

Espaldeira vertical com 1fio de arame
Espaldeira vertical com 1 fio de arame

Espaldeira vertical com 2 fios de arame
Espaldeira vertical com 2 fios de arame

Espaldeira vertical com 3 fios de Arame
Espaldeira vertical com 3 fios de Arame

Existem também outros tipos de suporte, como espaldeira em "T", que consiste em utilizar na extremidade superior dos postes, travessões de madeira que sustentarão os fio de arame liso n0 12, utilizando-se 2 fios de arame um em cada extremidade do travessão, ou 3 fios, sendo que o terceiro passará no centro.

Há também o espaldeira em cruz, que difere da espaldeira em T, pela posição do travessão que é colocado a 30 cm abaixo da extremidade do poste, no qual, obrigatoriamente passa 1 fio de arame n0 12. A planta é conduzida até o fio de arame superior e posteriormente irá se apoiar nos fios laterais. Estes dois sistemas necessitam de madeira de boa qualidade para a construção.

Condução das plantas

As plantas novas deverão ser tutoradas, de preferência com auxílio de bambu, ao qual são amarradas, por exemplo, com fita plástica. Durante a fase de formação da guia principal, deverão ser feitas desbrotas periódicas, de modo a assegurar o crescimento de apenas uma haste até a altura do fio. Quando a planta ultrapassar em aproximadamente 20 cm a altura do fio, é feita a eliminação da gema apical, para estimular a brotação lateral.

Dos brotos que surgirem serão escolhidos dois, que serão conduzidos sobre o arame, um para cada lado. Durante esta fase vistoriar periodicamente a cultura para verificar se a planta que está sendo formada, não está sendo "enforcada" pelas gavinhas ou pelo material usado para amarrar a haste no suporte.

A lavoura pode ser conduzida de forma "penteada", que consiste em permitir o crescimento vertical do ramos secundários e produtivos; para tanto, os ramos que emergem a partir dos 2 cordões que crescem fixados ao arame são conduzidos para um crescimento de forma pendente e livre de gavinhas.

Espaçamento

É definido em função do grau de mecanização da cultura. Para culturas mecanizadas o espaçamento entre linhas deverá ser de 4 m e para cultivo manual deverá ser de 2,5 metros. O espaçamento entre plantas na linha deverá ter no mínimo 5 m, no entanto é preferível o espaçamento de 6 m.

Renovação da cultura

Geralmente realizada a cada 2 ou 3 anos.

Principais pragas e doenças do maracujazeiro:

O maracujazeiro, de um modo geral, tem como principais pragas, podendo existir outras mais importantes de acordo com a região em que é cultivado: lagartas-desfolhadoras; broca-do-maracujazeiro ou da haste; percevejos, ácaros, lagarta-de-teia, mosca-das-frutas; pulgões; abelhas arapuá e melífera; besouro-das-flores; nematóides.

Entre as principais doenças estão: tombamento; mela ou damping off; antracnose; verrugose ou cladosporiose; bacteriose; morete-prematura, podridão -do-colo, murcha ou fusariose; virose.

Produção normal

15 a 25t/ha

Tratos culturais

São necessários para um bom desenvolvimento da cultura

Adubação de formação, realizando-se um programa de adubação, que consiste em aplicar pequenas doses de adubo, de acordo com orientação técnica, aos 30, 60, 90 e 120 dias após o plantio

Adubação de produção, que consta de adubação mineral, adubação orgânica e adubação com micronutrientes

Controle de plantas daninhas, deixando o mato baixo, com o emprego de roçadeiras nas ruas. As linhas são mantidas no limpo fazendo o seu trilhamento a 1 m de cada lado do fio. Não utilizar grade ou enxada rotativa no interior do pomar, para evitar danos ao sistema radicular do maracujazeiro.

Polinização

Através da abelha conhecida por mamangava, ocorre a polinização natural. Alguns fruticultores, para manter a população de mamangavas colocam próximos do pomar mourões em putrefação, pelo fato destas abelhas construírem seus ninhos em madeira neste estado; cultivam também próximo ao pomar, flores que são polinizadas somente pelas abelhas Apis, que não são polinizadoras eficientes para as flores do maracujá, para diminuir a concorrência pelo pólen das flores do maracujá entre elas e as mamangavas.

No entanto, em algumas regiões onde a incidência desses insetos é muito baixa adota-se a polinização manual, que é normalmente feita com o auxílio dos dedos, providos ou não de dedeiras de flanela, que tem por objetivo transportar os grãos de pólen das flores de uma planta para outras. Antes de se iniciar esta tarefa em uma linha, o polinizador deve impregnar as dedeiras de flanela com o pólen de várias flores de diversos maracujazeiros. São necessárias 2 ou 3 pessoas para polinizar manualmente 1 ha de pomar.

A polinização do maracujá-amarelo deve ser realizada diariamente, pois as flores permanecem abertas somente por 1 dia, ocorrendo a partir das 12:30 horas, o pico de maior abertura das flores, que decresce rapidamente até em torno das 18 horas, quando as flores se fecham. Os tratos culturais do maracujá-amarelo devem ser relizados de manhã ou nos horários de pouca atividade dos agentes polinizadores para não interferir na ação dos mesmos.

No caso de cultivo do maracujá doce, as flores permanecem abertas durante todo o dia, com abertura entre 4 e 5 horas e fechamento entre18 e 19 horas. Para outras espécies de maracujá deve-se observar os picos de abertura das flores, para decidir o período de realização dos tratos culturais e momento da polinização manual, se necessária no pomar.

Poda: a frutificação do maracujazeiro ocorre em ramos novos, e por esta razão a poda se faz necessária, de modo a possibilitar produções satisfatórias. Também é exigida pelo intenso desenvolvimento da planta, que origina uma densa massa vegetal, favorável muitas vezes ao desenvolvimento de pragas e doenças.

A primeira poda é a chamada poda de formação, descrita no item condução das plantas. No período da entresafra deve ser feita a poda de limpeza, retirando-se todos os ramos secos e doentes, proporcionando melhor arejamento da folhagem do maracujazeiro e diminuindo o risco de contaminação das novas brotações. A poda não recupera pomares debilitados, pois normalmente o maracujazeiro não se recupera adequadamente. Para que esta operação seja realizada a cultura deve ser adequadamente preparada, realizando-se uma adubação mineral completa, e 1 semana antes, realizar adubação foliar.

Colheita

O maracujazeiro, em função das condições climáticas e do número de horas de luz, pode produzir praticamente durante o ano todo. A colheita, dependendo das condições climáticas e solo, ocorre em média 70 dias após a polinização. O ponto de colheita para os frutos destinados à indústria é quando caem no chão, sendo então recolhidos do chão 2 ou 3 vezes por semana. Os frutos destinados ao comércio de frutas frescas são colhidos diretamente das plantas e com um pequeno pedúnculo.

Tratamento pós-colheita

Basicamente deve consistir em:

Seleção dos frutos segundo a classificação adequada ao mercado;

Eliminação dos frutos murchos, lesionados, verdes ou com sintomas de ataques de mosca-da-fruta ou doenças;

Eliminação de restos florais e aparação de pedúnculos para 0,5 cm;

Lavação cuidadosa, realizada somente quando necessário;

Tratamento contra podridões e murchamento com produtos permitidos e dentro de concentrações recomendadas;

Armazenamento em temperatura de 100C e 80-85% de umidade relativa;

Capinas, poda dos ramos a uma altura de 60cm do solo, após cada produção; pincelar o local do ferimento com oxicloreto de cobre.

Estes cuidados pós-colheita permitem que os frutos se conservem por cerca de 40 dias. Os frutos após serem devidamente tratados e protegidos, devem ser embalados e identificados (selo de garantia, peso, tipo, etc), para serem comercializados dentro de um nível de qualidade desejável.

Observações: as pulverizações devem ser realizadas somente quando as flores estiverem fechadas a fim de não atingir o agente polinizador.

As plantas atacadas por fusariose devem ser erradicadas e queimadas ; proceder á rotação de cultura. A cultura é explorada economicamente somente até o terceiro ano.

Bibliografia

A cultura do Maracujá / Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultura Tropical - Brasília: EMBRAPA - SPI, 1994, 76 p. Coleção Plantar (13).

Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina. Maracujá. Reiter, Janice M.W. Florianópolis, 1998, 69 p. (Estudos de Economia e Mercado de Produtos Agrícolas, 5).

Maracujá: espécies, variedades, cultivo, Júlio Seabra Inglez de Sousa e Laura Maria Molina Meletti - Piracicaba: FEALQ, 1997. 179 p.

Maracujá para Exportação: aspectos técnicos da produção/ Carlos Ruggiero...(et al.), Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Programa de Apoio à Produção e Exportação de Frutas, Hortaliças, Flores e Plantas Ornamentais - Brasília: EMBRAPA - SPI, 1996, 64p., (Publicações Técnicas FRUPEX; 19)

Fonte: www.agrov.com

Maracujá

Maracujá

O maracujá é o fruto de uma planta trepadeira, muito conhecida em todo o Brasil, tanto pela fruta como pela flor, também chamada de flor da paixão. Há muitas espécies de maracujá, que variam de tamanho e cor. Entre as mais conhecidas encontram-se: maracujá mirim, maracujá melão, maracujá do igapó, maracujá guaçu e maracujá comprido.

A casca da fruta é gorssa w pode ser amarela ou vermelha. A polpa, a parte comestível do maracujá, é formada por semente pretas cobertas de uma substância amarela e translúcida, ligeiramente ácida e de aroma acentuado. O suco de maracujá pode ser consumido como refresco ou ser empregado no preparo de pudins, sorvetes, geléias, compotas e, claro, na famosa e tradicional batida de maracujá.

É rico em vitaminas do complexo B e sais minerais, como ferro e fósforo. Além disso, também contém uma substância, chamada passiflorina ou paracujina, que tem propriedades sedativas, mas não é prejudicial pois não causa dependência.

O melhor maracujá para o consumo é aquele que tem a casca lisa e firme, brilhante e de cor amarelo clara. Não deve ter furos provocados por insetos, nem rachaduras ou machucados. A fruta está madura se, ao se pressionar o extremo oposto ao cabo, ele cede à pressão dos dedos, mas sem que se rompa a casca. A casca muto enrugada e a cor amarelo escura indicam que o maracujá já está bem maduro, neste caso, em geral, ele tem mais polpa do que quando sua casca ainda está lisa.

Como a casca do maracujá é grossa, a polpa fica bem protegida, podendo conservar-se durante vários dias na geladeira ou fora dela, desde que o ambiente seja fresco e seco. Quando a fruta está amadurecendo ou já está madura, convém guardar na gaveta da geladeira, longe do congelador. O suco pode ser guardado por vários dias se engarrafado em recipiente de vidro bem fechado. Não coloque em vasilhame de plástico ou de outro material que não seja vidro, pois os mesmos alteram o sabor do maracujá.

Fonte: www.horti.com.br

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