Em 12 de março comemora-se o Dia do Bibliotecário. Para homenagear esse profissional que tanto colabora com nossa instrução, o Aprenda com o Objetivo Júnior contará um pouco da história das bibliotecas. Vamos, então, saber um pouco mais sobre esse assunto.

A palavra biblioteca, em grego, significa “caixa para guardar livros”. De fato, uma biblioteca abriga esses nossos leais amigos, os quais nos proporcionam o aumento de nossa cultura.
A história da biblioteca remonta à Antigüidade. No século 4 a.C., na cidade de Alexandria, no Egito, foi construída uma grande biblioteca, considerada, inclusive, como a maior da Antigüidade.
Ela reunia 60 mil volumes, manuscritos em folhas de papiro ou pergaminhos (peles de carneiro, preparadas especialmente para servir como material de escrita), com textos em grego e em outras línguas. Muito tempo se passou, até que em 640 d.C. esse valioso arquivo foi destruído com a conquista da Alexandria pelos árabes.
Se por um lado, a Biblioteca de Alexandria era considerada a maior da Antigüidade, a Biblioteca de Assurbanipal, localizada na capital da Assíria, Nínive (região da Mesopotâmia), foi formada no século 7 d.C.. Assurbanipal era rei da Assíria e dele partiu o projeto de formar uma biblioteca, que primeiramente teve relatórios, documentos e obras literárias dispostas em tábuas de barro, mais tarde substituídas pelo papel.
A reprodução de livros, que deu origem à idéia de produção editorial, surgiu com a construção de numerosas bibliotecas públicas pelos romanos, que copiavam as obras para maior divulgação.
Durante a Idade Média, a Europa Ocidental esteve sob o domínio cultural da Igreja Católica. Por essa razão, as bibliotecas ficaram restritas aos mosteiros.
A partir do século 13, porém, começaram a surgir as universidades, que passaram a formar seus próprios acervos manuscritos.
Fonte: www.portalobjetivo.com.br
Quando eu crescer quero ser bibliotecário!

Você já ouviu alguma criança falar isso? Afinal, o que é ser bibliotecário nos primórdios do século 21, com todo um avanço tecnológico na sociedade da informação? Onde está a importância desse profissional e o seu reconhecimento sócio-educativo e cultural em nossa sociedade? No Brasil, temos 39 escolas de formação acadêmica de onde saímos com o grau de bacharel (segundo dados do Conselho de Biblioteconomia da 1ª região), o vestibular não é tão concorrido quanto os outros cursos tradicionais, que deslumbram status, porém, na sua remuneração, esse profissional pode estar muito bem na tabela salarial comparado a outros profissionais liberais.
Mas, voltando a pergunta inicial, você já ouviu uma criança dizer que quer ser bibliotecária? E os pais ficarem encantados com a escolha da profissão e saírem comentando aos quatro cantos que seu filho vai ser bibliotecário, que ele está cursando biblioteconomia? Provavelmente não.
E por que não?
Eis as minhas indagações: as pessoas, na sua grande maioria, não buscam a informação além das emissoras de rádio e televisão, quando vão às bibliotecas de suas escolas, sejam elas públicas ou privadas, raramente encontram um bibliotecário disponível para atendê-lo.
Isso quando a escola tem biblioteca e bibliotecário.
Nas universidades privadas e públicas, esse profissional sempre está envolvido com processamentos administrativos ou técnicos.
Nas outras áreas em que ele atua, raramente aparece em frente a um projeto, se mostrando no sentido denotativo da palavra, não que ele não se envolva, alguns chegam até a ser parte essencial daquele projeto, porém ficam inibidos na hora de utilizar seu marketing pessoal, existem exceções, mas são raras.
Recentemente, um colega comentou que seu ex-supervisor, um homem graduado, questionou por que precisamos cursar quatro anos de faculdade para exercer a função de bibliotecário, tendo ele como área de percepção o espaço biblioteca, porque, apesar de atuarmos em qualquer unidade onde possa existir informação, seja ela bibliográfica ou não, o bibliotecário, na mente da maioria dos mortais, ainda está vinculado às estantes de livros organizados verticalmente.
Para muitos, faz-se necessário apenas guardar os livros nas prateleiras e emprestá-los quando alguém precisa consultá-los ou fazer uma pesquisa.
Daí eu questiono aos colegas bibliotecários e aos órgãos de classe, que nos representam como pessoas jurídicas, onde está a visibilidade da profissão? Será que está apenas em um cartaz parabenizando pelo dia 12 de Março, que comemora o dia do bibliotecário e o nascimento de Manuel Bastos Tigre, bibliotecário que se projetou na biblioteconomia pelas suas ações em prol da profissão, exerceu a profissão por 40 anos sendo o primeiro bibliotecário concursado no Brasil em 1915? Onde está a nossa auto-estima? O que fazer para que a sociedade conheça esse profissional, que os nossos filhos nos olhem com orgulho e que as crianças despertem o interesse em um dia, quando crescerem, terem como opção, além da carreira das áreas médica, advocacia, engenharia, a biblioteconomia sem se sentir pequeno, porque qualquer profissão, seja ela de cunho liberal ou não, quando é exercida e temperada com vocação, prazer e uma remuneração justa, merece todo o reconhecimento e respeito de uma sociedade em desenvolvimento que tem como alicerces políticos a educação como prioridade para alcançar o posto de primeiro mundo.
Fonte: www.portalbibliotecario.com.br