O diagramador faz diagramação. Diagramação (ou paginação) é o ato de diagramar (paginar) e diz respeito a distribuir os elementos gráficos no espaço limitado da página impressa ou outros meios. É uma das práticas principais do design gráfico, pois a diagramação é essencialmente design tipográfico.
A diagramação é aplicada em diversas mídias como jornais, livros, revistas, cartazes, sinalização, websites, inclusive na televisão. Atualmente, um diagramador também tem sido considerado, no Brasil e no exterior, um designer gráfico. Mesmo assim a diagramação não é uma atividade limitada a uma profissão específica.
A diagramação de publicações costuma seguir as determinações de um projeto gráfico, para que, entre outras coisas, se mantenha uma identidade em toda a publicação. Na diagramação, a habilidade ou conhecimento mais importante é o uso da tipografia.
Não existe curso superior de diagramação. Apenas disciplinas que fazem parte dos cursos de Comunicação Social, Desenho Industrial e Comunicação Visual, (onde se aprendem técnicas específicas para o desenvolvimento do trabalho) e Designer Gráfico.
Hoje em dia, o diagramador, seja de jornal, revista ou livro, atua na área de editoração eletrônica, aproveitando o avanço proporcionado pelo desenvolvimento tecnológico.
Ferramentas modernas, como os programas de computador Photoshop, Adobe InDesign,
CorelDraw!, Quarkexpress auxiliam na execução do seu trabalho.
Este profissional é preparado para desenvolver projetos em áreas
de atuação diversas relacionadas ao design gráfico tais
como projetos gráficos editoriais, identidade coorporativa, tipografia,
interfaces gráficas, projetos de sinalização, material
promocional, embalagens e websites, entre outros.
O curso mais indicado para diagramador é o de Designer Gráfico.
a) Nível Superior – Bacharelado
Duração média de 4 anos, com apresentação de Trabalho de conclusão de curso(TCC). O curso de bacharelado em Design pode oferecer habilitações em Design gráfico, Marketing, Design industrial ou Web design. O currículo é flexível, com diversas possibilidades de ênfases a escolher durante o curso, capacitando o aluno pelas suas habilidades individuais.
O currículo abrange disciplinas como ergonomia, história, desenho técnico e artístico, mercadologia, sociologia, modelagem, comunicação visual, editoração eletrônica e fotografia, entre outras. O curso de Design gráfico pode aparecer também, em algumas instituições, com uma habilitação do curso de Artes visuais, sendo que outros cursos, como Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Produção Editorial ou Desenho Industrial, também oferecem formação para a atuação nesta área.
b) Nível Superior – Tecnólogo
Duração entre 2 e 4 anos, dependendo do curso.
Os cursos tecnológicos na área de Design Gráfico são: Artes Gráficas, Artes Plásticas, Design do Produto e Internet. O currículo básico de todos os cursos é composto por disciplinas nas áreas de estética, sociologia, história da arte, informática aplicada, comunicação visual, desenho técnico e artístico, metodologia e psicologia aplicada. Dependendo da área de concentração de estudos, os cursos englobam disciplinas mais específicas, como design do produto e tecnologia de materiais, para o curso de Design do Produto; cenografia e figurino para o tecnólogo em Artes Plásticas; editoração eletrônica e tratamento de imagens para o curso de Artes Gráficas.
c) Nível médio - Curso Técnico
Duração de 1 a 2 anos. Os cursos técnicos na área de Design Gráfico se apresentam mais como uma especialização, pois o aluno deve estar cursando ou já ter concluído o ensino médio. Existem vários cursos que oferecem habilitações em áreas correlatas do Design Gráfico, entre eles podemos citar: Técnico em Produção Digital – Web e Multimídia, Técnico em Produção Gráfica e o Técnico em Design Gráfico, propriamente dito.
d) Cursos Livres
Existem diversos cursos livres na área de Design Gráfico, que oferecem habilitações variadas dentro da carreira, por exemplo, Ilustração Digital, Desenvolvimento de embalagens, Design para Web, Produção gráfica, Identidade visual, Animação, entre outros.
Mercado de Trabalho
O mercado de trabalho na área de Design Gráfico está em franca ascensão, inclusive porque, o designer ainda pode inaugurar novos campos de trabalho como empreendedor e pesquisador dentro de sua área de atuação, desenvolvendo projetos baseados nas tendências da atualidade e adaptados a necessidades específicas do seu nicho profissional, a partir das relações homem/espaço/comunicação, transpondo os desafios de uma sociedade em constante transformação.
O profissional em Design Gráfico pode atuar como webdesigner, criando sites para a Internet; como programador gráfico, produzindo vinhetas e peças publicitárias para mídia impressa ou televisiva, ou ainda, trabalhar com editoração eletrônica, fazendo a diagramação de jornais, revistas, folhetos e livros.
Ofertas de Emprego
Apesar de as ofertas de trabalho para o profissional em Design Gráfico ainda estarem concentradas nas grandes cidades do Sul e Sudeste, várias oportunidades começam a aparecer nas cidades de pequeno e médio porte, principalmente no interior de São Paulo.
As empresas que mais empregam este profissional são as agências de publicidade, escritórios de design e de promoção de eventos.
Cresce a oferta de vagas nas empresas da mídia impressa e televisiva, além da procura por profissionais especializados na criação de sites, campo de trabalho bastante promissor, onde o profissional vai atuar como autônomo.
Faixa Salarial
O salário inicial médio varia conforme a região de atuação e o porte da empresa contratante. A nível nacional o bacharel em Design Gráfico tem uma remuneração em torno de R$ 1.500,00.
Os profissionais com graduação tecnológica, contratados na região metropolitana de São Paulo como diagramadores, tiveram um rendimento mínimo mensal de R$ 1883,00. O máximo encontrado foi de R$ 2460,00, ficando na média de R$ 2827,00.
Fonte: www.cursocerto.com.br
Define-se a revisão de texto como as interferências no texto visando sua melhoria. Essas mudanças podem atingir palavras, frases ou parágrafos e ocorrem por cortes, inclusões, inversões ou deslocamentos. A pessoa encarregada dessa tarefa é chamada de revisor de textos, cujo papel é verificar, com o editor da matéria, orientador ou co-autores, se há erros de ortografia, se a matéria está corretamente direcionada aos fatos citados, entre outros. Tratando-se de um processo de autorrevisão, as mudanças são feitas pelo próprio autor sem a ajuda de colega ou do revisor.
O revisor exerce uma função essencial nas profissões de Jornalismo e Editoração, nas quais a revisão é parte do processo de elaboração do produto final (jornal, revista ou livro), bem como na finalização do trabalho acadêmico. No entanto, muitas empresas jornalísticas reduziram ou mesmo eliminaram as equipes de revisores após a introdução da informática nas redações, como se os corretores ortográficos pudessem suprir sua falta – o que está longe de ocorrer. Raro também é que as instituições de ensino e pesquisa estejam dotadas de revisores de textos.
Todo texto deve ser submetido a diversas fases de revisão; as primeiras e a última pelo próprio autor, mas outras pessoas devem revisar o trabalho para que os diversos tipos de problemas sejam reduzidos ao mínimo.
O autor, devido à sua familiaridade com o assunto e proximidade ao texto, quase sempre comete lapsos e equívocos que ele próprio não identifica em sucessivas leituras de seu trabalho. Mesmo os orientadores acadêmicos, formalmente responsáveis pelo acompanhamento da produção, pelos mesmos motivos, estão sujeitos a tais enganos e lapsos.
Os revisores profissionais trabalham melhor se o texto lhes for entregue “pronto”, inteiro, de forma que depois de revisado não sofra mais modificações. A última fase será a conferência por parte do autor das interferências do revisor, para verificar se suas intenções e idéias foram corretamente interpretadas.
Revisão primária
Para alguns, confunde-se com o copidesque (em inglês copy desk) ou com preparação de texto (em inglês revision); aponta incoerências, repetições, uso incorreto da língua e falta de normalização. Normalmente inclui mecanismos eletrônicos de verificação da ortografia e sintaxe. Em alguns casos inclui a formatação de texto, inclusive em se tratando de trabalho acadêmico, quando serão obedecidas normas da ABNT, Vancouver, APA, ISO, por exemplo, ou as normas da própria instituição ou veículo a que se destina o texto. Nesta fase é comum e aconselhável a interação com autor ou autores, bem com editores, orientadores e outros responsáveis pelo texto.
Revisão secundária
Verifica uniformidade e constância temporal e pessoal das formas verbais, vícios de eufonia, linguagem oral ou desconhecimento etimológico, clareza, ordenação sintática e hierarquização das idéias.
Verificação “final” de todos os aspectos lingüísticos, metodicamente, conferindo os diferentes aspectos na seguinte ordem:
erros de digitação, ortografia, pontuação e concordância não detectáveis pelos revisores eletrônicos
uniformidade e constância temporal e pessoal
vícios decorrentes da linguagem oral ou desconhecimento etimológico
vícios de eufonia (cacófatos e outros)
ordenação sintática e hierarquização das idéias.
Revisão de provas
Um revisor lê a obra já diagramada em formato de página (em inglês proofreading), checando não só erros de português como inconsistências de tipologia, espaços a mais ou a menos, numerações, “caminhos de rato”, “viúvas”, “forcas” e similares problemas de paginação.
Revisão acadêmica
Revisão de teses, dissertações, monografias, artigos, comunicações e trabalhos acadêmicos em geral. Normalmente requer a interferência de profissional habituado ao jargão universitário, familiarizado com as normas e objetivos do texto científico.
Revisão técnica
Inclui interferência crítica feita por um profissional com qualificação acadêmica no objeto do trabalho, proporcionando ao autor a tranquilidade de uma opinião externa e descomprometida com o conteúdo do texto e com a sua produção, sendo um importante recurso para os autores que trabalham distantes de seus orientadores formais.
Revisão final
No jargão dos revisores, conhecida como “cata piolho” e outras expressões do gênero. Refere-se à última leitura do texto, antes do esgotamento do prazo para entrega. Verifica todas as mínimas questões remanescentes; e sempre haverá mais a ser revisado, enquanto houver tempo.
Listas de checagem
Diversos revisores usam listas de checagem (em inglês cheklists) nas diversas fases da revisão. Estas listas, longe de substituírem a leitura atenta e o conhecimento linguístico e a vivência profissional, subsidiam a rotina de trabalho, favorecendo o treinamento dos profissionais em formação e garantindo a padronização em equipes de trabalho. Nenhuma lista de checagem é completa ou perfeita, elas se sobrepõem e se complementam.
Primeira etapa
Tem o objetivo de corrigir principalmente os erros e textos em versão eletrônica, eliminando os erros recorrentes deste tipo de redação e edição pelo autor, ou autores e demais pessoas que interferiram no texto, editores ou orientadores – por exemplo. O quadro que se segue exemplifica o procedimento, mas não o esgota.
1. ANDRASICK, Kathleen, D. “Independent repatterning:
Developing self-editing competence”. English Journal, v. 82, n. 2, p.
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2. ARROJO, Rosemary. “A relação exemplar entre autor e
revisor (e outros trabalhadores textuais semelhantes) e o mito de Babel: alguns
comentários sobre História do Cerco de Lisboa, de José
Saramago”. D.E.L.T.A. v. 19, n. Especial, 2003.
3. BUENO, Silvia Senz. “‘En lugar de la Mancha’... Procesos
de control de calidad del texto, libros de estilo y políticas editoriales”.
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4. CÁLIS, Orasir Guilherme Teche. A reescrita como correção:
sobras, ausências e inadequações na visão de formandos
em Letras. Dissertação (Mestrado), Universidade de São
Paulo. São Paulo, 2008.
5. DAIUTE, Colette. “Physical and cognitive factors in revising: Insights
from studies with computers.” Research in the Teaching of English, v.
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6. GEHRKE, Nara Augustin. “Na leitura, a gênese da reconstrução
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7. HAWISHER, Gail E. “The effects of word processing on the revision
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the American Educational Research Association (San Francisco), 1986. (ERIC
Document Reproduction Service No.ED 277 049)
11. LEHR, Fran. “Revision in the writing process”. (ERIC Document
Reproduction Service No. ED ED379 664)
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Fonte: pt.wikipedia.org