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Dia Mundial do Meteorologista

 

23 de Março

Dia Mundial do Metereologista

A data de 23 de março foi escolhida como o Dia Mundial do Meteorologista por ser a data de fundação da Organização Mundial de Meteorologia (WMO) da ONU, em 23 de março de 1950. A Organização, que tem sede em Genebra, na Suíça, trabalha como facilitadora mundial, estabelecendo por exemplo as bases das contribuições da Meteorologia para a conservação dos recursos hídricos do planeta, para a identificação das causas e para o combate à desertificação, nas causas das mudanças climáticas, no manejo das reservas hídricas das megacidades e regiões agrícolas, alguns dos principais problemas que estão afetando a vida do planeta.

O que é Meteorologia?

Em todas as atividades que fazem parte do nosso cotidiano existe a influência das condições do tempo. É só pensar nas nossas viagens (terrestres, aéreas e marítimas), no plantio e na colheita, em todas as nossas atividades ao ar livre. Nesses momentos, a gente nem lembra que existe um monte de técnicos altamente especializados, observadores e cientistas que, apoiados pela moderna tecnologia, trabalham dia e noite para pesquisar e prever as condições do tempo que vamos enfrentar. E que este serviço muitas vezes tem salvado vidas, quando prevê por exemplo as nevascas e os tornados.

meteorologia é o estudo científico da atmosfera em escala global, dentro de regiões e em localidades específicas, e a formulação de conclusões que permitem o conhecimento sobre os fenômenos atmosféricos e as previsões sobre o tempo.

Como e o que estudam os meteoerologisas

Existe o curso técnico, em nível de 2ºgrau, que forma esse profissional. O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, CEFET, no Rio de Janeiro, tem o curso técnico público e pioneiro desse tipo no Brasil

O curso técnico ensina todas as matérias de um curso superior e difere deste apenas no grau de aprofundamento.

O bacharelado em Meteorologia tem quatro anos de duração e é oferecido pelo Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela Universidade Federal do Pará, pela Universidade Federal da Paraíba, pela Universidade Federal de Alagoas e Universidade Federal de Pelotas (RS).

Nos dois primeiros anos se estudam as disciplinas (Física, Cálculo e Computação). Depois, entram as matérias específicas deMeteorologia. A profissão é regulamentada pela Lei Federal nº 6835/80. Os profissionais de nível médio e superior são filiados ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

Um curso de extensão universitária é dado pelo Laboratório de Meteorologia da Universidade Federal do Vale do Paraíba, UNIVAP, em São José dos Campos, São Paulo.

O que faz um profissional de meteorologia

Executa previsões meteorológicas, dirige e orienta projetos científicos, pesquisa e avalia recursos naturais da atmosfera; dirige órgãos e serviços públicos e privados de meteorologia; pesquisa, planeja e dirige a aplicação da Meteorologia nos diversos campos da sua utilização; julga e decide sobre tarefas científicas e operacionais de Meteorologia.

É uma recente área interdisciplinar com oportunidades para profissionais e pesquisadores. No Brasil é uma atividade em desenvolvimento e oferece possibilidades de emprego em instituições privadas e governamentais.

A meteorologia tem história

O termo surgiu quando o filósofo grego Aristóteles, em torno de 340 a.C., à sua maneira filosófica e especulativa, escreveu um livro sobre filosofia natural denominado Meteorológica, falando sobre o tempo, o clima, sobre astronomia, geografia e química. Falava de nuvens, chuva, neve, vento, granizo, trovões e furacões. Naqueles dias, tudo o que caia do céu e qualquer coisa vista no ar era chamada de meteoro, daí o nome meteorologia.

As idéias de Aristóteles se mantiveram aceitas por quase dois mil anos. De fato, o nascimento da meteorologia como uma ciência natural genuína não aconteceu até a invenção dos instrumentos meteorológicos (os termômetros, no fim do século XIV, o barômetro, para medir pressão atmosférica, em 1643, e o higrômetro, para medidas de umidade, no final do século XVIII).

A invenção do telégrafo, em 1843, permitiu a transmissão das observações rotineiras do tempo.

Depois, cartas sinóticas simples ("cartas de tempo") foram traçadas.

Em torno de 1920, os conceitos de massa de ar e frentes foram formulados na Noruega.

Na década de 40, as observações diárias de temperatura, umidade e pressão, feitas com radiossondas (balões de ar superior), deram uma visão tridimensional da atmosfera.

Com os computadores, na década de 50, a Meteorologia deu outro salto, e passou a resolver equações que descrevem o comportamento da atmosfera. Em 1960, o Tiros I, o primeiro satélite meteorológico lançado, colocou a Meteorologia na era espacial.

Os satélites estão capacitados a suprir os computadores com uma série de dados sobre todo o globo com previsões cada vez mais confiáveis

Fonte: www.ibge.gov.br

Dia Mundial do Metereologista

23 de Março

A chuva, as nuvens, o vento, as condições da atmosfera em geral e suas mudanças cotidianas são conhecidas globalmente como tempo atmosférico. Os fenômenos meteorológicos, causados por fatores internos ao sistema terrestre e fatores astronômicos externos, determinam as variações no tempo e no clima. A meteorologia é, portanto, a ciência que registra essas variações e procura prever o tempo.

Atualmente, a meteorologia ocupa um lugar de destaque nas atividades humanas. A capacidade de prever os fenômenos meteorológicos intensos - tais como terremotos, furacões, erupções vulcânicas, chuvas intensas, períodos de secas e de temperaturas extremas - determina o sucesso ou o fracasso de muitas das ações humanas.

A investigação de todos esses fenômenos atmosféricos é feita pelos observatórios meteorológicos, que são instalados em locais isolados, longe de edifícios e de árvores que possam influir na exatidão das medições. As observações devem ser precisas, e a utilização de unidades - padrão é necessária para que sejam comparadas com as medições feitas em outros lugares. Quase todas as observações são realizadas na superfície do solo, mas podem ser montados instrumentos de observações em balões, que se elevam na atmosfera e transmitem as leituras da Terra pelas ondas de rádio.

Os observatórios meteorológicos terrestres, instalados em barcos ou aviões, coletam várias vezes ao dia, milhões de dados sobre o tempo, os quais são introduzidos em uma rede de comunicações gigantesca chamada Sistema Planetário de Telecomunicações. A informação é enviada ao mundo todo por satélite, rádio e cabo.

Dessa maneira, os meteorologistas obtêm desse sistema os dados necessários para realizar as previsões locais. A informação é fornecida primeiro em um gráfico numérico, que mostra a situação global do tempo. As previsões são realizadas quando os meteorolistas utilizam seus conhecimentos sobre o comportamento da atmosfera, com a ajuda de computadores que demonstram o que ocorreu na última vez que se anunciaram condições semelhantes.

Os institutos de meteorologia têm uma grande e longa tradição para salvaguardar as populações. Mais recentemente, em conseqüência das recomendações da Agenda 21 da Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, novos desafios foram suscitados num adequado apoio às atividades socioeconômicas mundiais. A missão dos institutos de meteorologia é servir aos interesses dos cidadãos mediante o fornecimento de avisos e informações para salvaguardar vidas e bens, reduzir os impactos dos desastres naturais, proteger a qualidade do meio ambiente e atuar junto à defesa nacional dos países.

Fonte: www.paulinas.org.br

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23 de Março

A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos da atmosfera terrestre e a atmosfera de outros planetas (Vênus, Marte, Júpiter etc). A palavra meteorologia vem de meteoro, isto é, daquilo que flutua no ar.

meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos do ar. A meteorologia é propriamente a ciência atmosférica ou ciência da atmosfera. A meteorologia tem diferentes objetivos associados à pesquisa da atmosfera e às aplicações práticas.

Entre os objetivos da meteorologia operacional está a previsão do tempo que pode ser feita para diferentes escalas temporais (minutos, horas, dias, meses, anos etc) e espaciais (microclimas urbanos, previsão regional, continental e global).

Fonte: www.cidadaopg.sp.gov.br

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23 de Março

Hoje em dia, quem não assiste ao jornal da TV para saber se deve sair ou não às ruas com guarda-chuva? Apesar de nem sempre acertarem as previsões, o trabalho dos meteorologista é baseado em pesquisas científicas para prognosticar fenômenos meteorológicos, astronômicos e de geofísica espacial. Para isso, eles desenvolvem sistemas computacionais e instrumentação científica para gerenciar projetos em suas áreas.

Meteorologistas podem atuar tanto na iniciativa privada, em empresas de eletricidade, empresas aéreas, empresas e indústrias que trabalham com alimentos perecíveis etc., quanto no setor público, em secretarias estaduais e municipais de agricultura, planejamento, urbanismo, educação, saúde, transporte; institutos de pesquisa etc.

Além de prever se vai chover ou não, os meteorologistas são capazes de observar fenômenos a curto prazo, como enchentes e dispersão de poluentes para que atitudes de prevenção sejam tomadas para salvar vidas. As previsões climáticas são essenciais para que o produtor rural cuide de seu cultivo com eficiência.

Fonte: UFGNet

Dia Mundial do Metereologista

23 de Março

Comemora-se nesta data a fundação da Organização Meteorológica Mundial, em 1950. No ano seguinte, a instituição tornou-se o organismo especializado das Nações Unidas para a meteorologia (tempo e clima), hidrologia operativa e ciências geofísicas.

Dessa forma, atua como porta-voz da ONU acerca do comportamento da atmosfera terrestre, sua interação com os oceanos, o clima e a distribuição dos recursos hídricos.

O ciclo da água não conhece fronteiras, por isso a cooperação em escala mundial é de grande importância para a proteção contra desastres naturais, a preservação da biodiversidade e o bem-estar da sociedade em esferas como a segurança alimentar, os recursos hídricos e o transporte.

A OMM fomenta a colaboração entre os serviços meteorológicos nacionais e favorece a aplicação da meteorologia para a agricultura, a aviação, a navegação, o meio ambiente, questões relacionadas à água e para a redução dos prejuízos provocados por catástrofes naturais.

Além disso, a organização contribui para amenizar os efeitos de desastres causados pela ação humana, como os acidentes químicos ou nucleares e os incêndios florestais.

Fonte: www.ftd.com.br

Dia Mundial do Metereologista

23 de Março

meteorologia (do grego meteoros, que significa elevado no ar, e logos, que significa estudo) é a ciência que estuda a atmosfera terrestre. Seus aspectos mais tradicionais e conhecidos são a previsão do tempo e a climatologia. O tempo pode ser definido como o estado da atmosfera em determinado instante e lugar. O clima tem sido freqüentemente definido como um " tempo médio ", ou seja, um conjunto de condições normais que dominam uma região, obtidas das médias das observações durante um certo intervalo de tempo. Contudo, variações e condições extremas do tempo também são importantes para caracterizar uma região. Por exemplo, fazendeiros estão interessados não apenas em conhecer a precipitação média de novembro, mas também a freqüência de novembros extremamente secos. Da mesma forma o gerenciamento de recursos hídricos exige o conhecimento não apenas de valores médios, mas também de valores extremos e sua probabilidade de ocorrência. Portanto, o clima é o conjunto de toda a informação estatística sobre o tempo em determinado local. A longo prazo é o clima que determina se uma região é ou não habitável e sua vegetação natural; num prazo mais curto, é o tempo que condiciona a segurança dos meios de transporte, a forma de lazer, a dispersão de poluentes e as atividades da agricultura.

As condições do tempo são descritas em termos de alguns elementos básicos, que são quantidades ou propriedades medidas regularmente.

Os mais importantes são :

(1) a temperatura do ar
(2) a umidade do ar
(3) a pressão do ar
(4) a velocidade e direção do vento
(5) tipo e quantidade de precipitação
(6) o tipo e quantidade de nuvens.

Estudaremos estes elementos inicialmente de forma isolada, mas é importante ter em mente que eles são muito correlacionados.

A Meteorologia no seu sentido mais amplo é uma ciência extremamente vasta e complexa, pois a atmosfera é muito extensa, variável e sede de um grande número de fenômenos. Contudo, certas idéias e conceitos básicos estão presentes em todas as áreas da meteorologia. Esses conceitos mais gerais são abordados em disciplinas tradicionais da Meteorologia : a Meteorologia Física, a Meteorologia Sinótica, a Meteorologia Dinâmica e a Climatologia.

A Meteorologia Física estuda os fenômenos atmosféricos relacionados diretamente com a Física e a Química:

processos termodinâmicos
composição e estrutura da atmosfera
propagação da radiação eletromagnética e ondas acústicas através da atmosfera
processos físicos envolvidos na formação de nuvens e precipitação
eletricidade atmosférica
reações físico-químicas dos gases e partículas, etc...

Dentro da Meteorologia Física tem se desenvolvido o campo da aeronomia, que trata exclusivamente com fenômenos na alta atmosfera.

A Meteorologia Sinótica está relacionada com a descrição, análise e previsão do tempo. Na sua origem era baseada em métodos empíricos desenvolvidos na 1ªmetade do século, seguindo a implantação das primeiras redes de estações que forneciam dados simultâneos (isto é, sinóticos) do tempo sobre grandes áreas. Atualmente utiliza os conhecimentos gerados nas diversas disciplinas da Meteorologia, em especial a Meteorologia Dinâmica.

A Meteorologia Dinâmica também trata dos movimentos atmosféricos e sua evolução temporal mas, ao contrário da Meteorologia Sinótica, sua abordagem é baseada nas leis da Mecânica dos Fluídos e da Termodinâmica Clássica. É a base dos atuais modelos atmosféricos de previsão do tempo nos principais centros de previsão dos países desenvolvidos. Sua principal ferramenta são os computadores. Com a crescente sofisticação dos métodos de análise e previsão do tempo a distinção entre a Meteorologia Sinótica e Dinâmica está rapidamente diminuindo.

A Climatologia estuda os fenômenos atmosféricos do ponto de vista de suas propriedades estatísticas (médias e variabilidade) para caracterizar o clima em função da localização geográfica, estação do ano, hora do dia, etc.

Classificar exatamente os diversos ramos da Meteorologia é muito difícil. São áreas do conhecimento que se inter-relacionam e se sobrepõem. Pode-se identificar estes ramos através de vários critérios. A seguir são dados alguns exemplos desses critérios, bem como os principais objetos de estudo dentro de cada uma dessas áreas da Meteorologia.

a) Segundo a região de estudo

Meteorologia Tropical

Furacões, desertos, interação oceano-atmosfera, El Niño.

Meteorologia de Latitudes Médias

Frentes frias, ciclones, geadas, nevascas, correntes de jato.

Meteorologia Regional

Brisa marítima, circulação de vales e montanhas, "ilhas de calor" urbanas, efeitos topográficos, nevoeiros.

Micrometeorologia

Interações superfície-atmosfera, fluxos de calor e massas, estabilidade atmosférica.

Meteorologia de meso-escala

Fenômenos severos que ocorrem em períodos de até 1 dia em regiões localizadas, tais como tornados, "micro-explosão", chuvas intensas, ventos fortes e linhas de instabilidade.

b) Segundo a aplicação

Meteorologia Aeronáutica

Apoio a operações de pouso e decolagem, planejamento de rotas e aeroportos.

Meteorologia Marinha

Estudos de interação ar-mar, previsão de marés e ondas, planejamento de rotas.

Meteorologia Ambiental

Estudos e controle de poluição atmosférica, planejamento urbano.

Agrometeorologia

Projetos agrícolas, plantio e colheitas, produtividade, novas espécies.

Hidrometeorologia

Planejamento e impacto de reservatórios, controle de enchentes e abastecimento.

Biometeorologia

Influência do tempo sobre a saúde, reações e modo de vida do homem, animais e plantas.

c) Segundo a técnica ou equipamento utilizados

Radiometeorologia

Propagação de micro-ondas em enlaces de telecomunicações, quantificação de precipitação por radar, deslocamento de tempestades, ventos com radar Doppler.

Meteorologia com Satélites

Auxílio à previsão, balanços de energia, ventos, precipitação, estrutura térmica e de vapor d'água na atmosfera, estudos de recursos naturais e produtividade agrícola.

Assim como ocorre uma integração cada vez maior entre as várias subdisciplinas na Meteorologia, esta também interage cada vez mais com outras áreas científicas. Além disso, tecnologias sofisticadas como, por exemplo, aquelas associadas ao radar e satélites, permitem observação e monitoramento mais detalhado da atmosfera e computadores de alta velocidade tornaram possível lidar com complexos modelos numéricos da atmosfera.

O acervo crescente de conhecimentos na Meteorologia está sendo aplicado a uma grande gama de problemas práticos, incluindo:

Previsão de fenômenos atmosféricos que influenciam as atividades humanas (por exemplo, o tempo no dia-a-dia, riscos para a aviação, secas, tempestades severas, eventos na alta atmosfera que possam afetar as rádio-comunicações)

Avaliação do impacto das atividades humanas sobre o meio atmosférico (por exemplo, poluição do ar, modificação da composição da atmosfera, tempo e clima)

Modificações benéficas de certos processos físicos que agem em pequena escala (por exemplo, supressão de granizo, aumento e redistribuição da precipitação) e

Fornecimento das informações estatísticas básicas da atmosfera necessárias para planejamento de longo prazo (por exemplo, zoneamento de uso do solo, projeto de edifícios, especificações para aeronaves).

É desnecessário enfatizar a importância da Meteorologia. Vários aspectos da nossa vida cotidiana são afetados pelo tempo: nosso vestuário, nossas atividades ao ar livre, o preço dos produtos hortifrutigranjeiros. Ocasionalmente, as condições de tempo são extremas e o impacto pode estender-se de uma mera inconveniência a um desastre de grandes custos materiais e perda de vidas humanas. Os meios de transporte (terrestre, marítimo e aéreo) dependem muito do tempo. O tempo e o clima são decisivos também para a agricultura, zootécnica e gerenciamento de recursos hídricos. Em adição a estes aspectos tradicionalmente reconhecidos, tem havido e continuará havendo uma demanda crescente por decisões políticas envolvendo a atmosfera, relacionados à poluição e seu controle, efeitos de vários produtos químicos sobre a camada de ozônio e outros impactos ambientais. Portanto, há necessidade de crescente conhecimento sobre a atmosfera e seu comportamento.

Fonte: fisica.ufpr.br

Dia Mundial do Metereologista

23 de Março

A Meteorologia é a ciência que estuda os processos que ocorrem na atmosfera terrestre, principalmente na camada mais próxima à superfície, de aproximadamente 20 km de espessura, onde ocorre a maior parte das atividades humanas, e onde podem ser sentidos os efeitos que as condições atmosféricas exercem na vida das pessoas.

Percebe-se daí que é necessário conhecer adequadamente os processos que causam a evolução das condições do tempo e aplicar este conhecimento na previsão destas condições. Esta é uma das atividades de que se ocupa a Meteorologia, mas não a única, de modo que o termo Ciências Atmosféricas tem sido empregado para melhor caracterizar a diversidade das áreas de estudo desta ciência.

Além da previsão do tempo, as Ciências Atmosféricas têm por objeto de estudo a poluição atmosférica, as mudanças climáticas globais, o problema das modificações na camada de ozônio na alta atmosfera, raios e relâmpagos, sistemas atmosféricos de grande escala, tufões e furacões e sensoriamento remoto. Para estes estudos, são necessários conhecimentos complementares de Física, Química, Matemática, Cálculo Numérico e Computação.

Fonte: www.iag.usp.br

Dia Mundial do Metereologista

23 de Março

É a ciência que estuda a atmosfera da Terra e seus fenômenos. O meteorologista pesquisa e avalia as condições atmosféricas e estuda dados relativos a vento, chuva, insolação, temperatura e umidade do ar, para entender e prever o tempo nas diversas regiões do planeta. Interpreta gráficos, imagens de satélites e radares, utilizando mapas e programas específicos de computador. Sua atividade é fundamental para o setor rural, uma vez que o agricultor depende das condições climáticas para definira época de plantio e colheita. Também trabalha em empresas que prestam serviços de radio meteorologia e meteorologia ambiental.

O mercado de trabalho

O mercado para os meteorologistas continua com boas oportunidades, pois há carência de profissionais graduados. Eles trabalham principalmente com previsão do tempo, observando imagens de satélite e radares meteorológicos. Gradativamente têm sido abertos centros regionais de previsão do tempo em todo o país,mas o número de formados ainda não dá conta de toda a demanda. Empresas privadas como a Climatempo e a Somar Meteorologia, de São Paulo, requisitam o profissional, que pode atuar também na área de ensino, em razão da abertura de mais cursos universitários. Os órgãos públicos, no entanto, são os que mais oferecem vagas. O Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cepetec), a Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), por exemplo, são tradicionais empregadores. Quem tem conhecimentos de meteorologia ambiental também encontra perspectivas animadoras em instituições que operam nesse setor, como as secretarias estaduais e municipais de Meio Ambiente. Rádios e canais de TV abrem vagas para o profissional nos boletins de informação e previsão do tempo, mas esse nicho de mercado ainda é restrito.

O curso

Os dois primeiros anos são voltados para as matérias básicas, e, por isso, você pode esperar muitos cálculos em aulas de física e matemática. As disciplinas específicas incluem meteorologia física, climatologia, micro meteorologia, agrometeorologia e sensoriamento remoto. Há muita atividade em laboratórios, nos quais o aluno desenvolve um intenso treinamento em técnicas modernas de previsão do tempo e se familiariza com radares, satélite se sensores meteorológicos.

O que você pode fazer

Agrometeorologia

Elaborar boletins do tempo para empresas e produtores rurais, definindo a época mais adequada para o plantio e a colheita de safras agrícolas.

Área operacional

Estudar as condições climáticas para orientar o tráfego aéreo e marítimo.

Biometeorologia

Pesquisar a relação entre a vida animal e vegetal e a atmosfera, para prevenir e reduzir alterações climáticas, como o efeito estufa e o aquecimento global.

Climatologia

Analisar imagens de satélites e construir modelos numéricos em computadores para determinar as condições de tempo e prever o clima.

Hidrometeorologia

Estudar o regime das águas das chuvas e dos rios para prevenir enchentes. Assessorar construtoras e órgãos públicos. Instrumentação meteorológica Projetar, construir e operar equipamentos empregados na meteorologia.

Meteorologia ambiental

Estudar a poluição atmosférica e as condições climáticas em que os poluentes se concentram e se dispersam.

Previsão do tempo

Fazer a previsão do tempo para jornais, programas de rádio e de TV e websites.

Radiometeorologia

Estudar as influências meteorológicas na área de telecomunicações para evitar interferências na transmissão e na captação de ondas.

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br

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23 de Março

Instrumentos Meteorológicos

A aquisição de conhecimentos relativos ao tempo é um objetivo do ramo da ciência denominada meteorologia. Os fenômenos meteorológicos são estudados a partir das observações, experiências e métodos científicos de análise. A observação meteorológica é uma avaliação ou uma medida de um ou vários parâmetros meteorológicos. As observações são sensoriais quando são adquiridas por um observador sem ajuda de instrumentos de medição, e instrumentais, em geral chamadas medições meteorológicas, quando são realizadas com instrumentos meteorológicos.

Portanto, os instrumentos meteorológicos são equipamentos utilizados para adquirir dados meteorológicos (termômetro/temperatura do ar, pressão atmosférica/barômetro, higrômetro/umidade relativa do ar etc).

A reunião desses instrumentos em um mesmo local, é denominada estação meteorológica. E o conjunto dessas estações distribuídas por uma região, é denominado rede de estações meteorológicas.

Anemógrafo

Dia Mundial do Metereologista

Registra continuamente a direção (em graus) e a velocidade instantânea do vento (em m/s), a distância total (em km) percorrida pelo vento com relação ao instrumento e as rajadas (em m/s).

Anemômetro

Dia Mundial do Metereologista

Mede a velocidade do vento (em m/s) e, em alguns tipos, também a direção (em graus).

Barógrafo

Dia Mundial do Metereologista

Registra continuamente a pressão atmosférica em milímetros de mercúrio (mm Hg) ou em milibares (mb).

Barômetro de Mercúrio

Dia Mundial do Metereologista

Mede a pressão atmosférica em coluna de milímetros de mercúrio (mm Hg) e em hectopascal (hPa).

Evaporímetro de Piche

Dia Mundial do Metereologista

Mede a evaporação - em mililitro (ml) ou em milímetros de água evaporada - a partir de uma superfície porosa, mantida permanentemente umedecida por água.

Heliógrafo

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Registra a insolação ou a duração do brilho solar, em horas e décimos.

Higrógrafo

Dia Mundial do Metereologista

Registra a umidade do ar, em valores relativos, expressos em porcentagem (%).

Microbarógrafo

Dia Mundial do Metereologista

Registra continuamente a pressão atmosférica - em milímetros de mercúrio (mm Hg) ou em hectopascal (hPa), numa escala maior que a do Barógrafo, registrando as menores variações de pressão, o que lhe confere maior precisão.

Piranógrafo

Dia Mundial do Metereologista

Registra continuamente as variações da intensidade da radiação solar global, em cal.cm­².mm­¹.

Pluviógrafo

Dia Mundial do Metereologista

Registra a quantidade de precipitação pluvial (chuva), em milímetros (mm).

Pluviômetro

Dia Mundial do Metereologista

Mede a quantidade de precipitação pluvial (chuva), em milímetros (mm).

Psicrômetro

Dia Mundial do Metereologista

Mede a umidade relativa do ar - de modo indireto - em porcentagem (%). Compõe-se de dois termômetros idênticos, um denominado termômetro de bulbo seco, e outro com o bulbo envolvido em gaze ou cadarço de algodão mantido constantemente molhado, denominado termômetro de bulbo úmido.

Tanque Evaporimétrico Classe A

Dia Mundial do Metereologista

Mede a evaporação Em milímetros (mm) - numa superfície livre de água.

Termógrafo

Dia Mundial do Metereologista

Registra a temperatura do ar, em graus Celsius (°C).

Termohigrógrafo

Dia Mundial do Metereologista

Registra, simultaneamente, a temperatura (°C) e a umidade relativa do ar (%).

Termômetros de Máxima e Mínima

Dia Mundial do Metereologista

Indicam as temperaturas máxima e mínima do ar (°C), ocorridas no dia.

Termômetros de Solo

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Indicam as temperaturas do solo, a diversas profundidades, em graus Celsius (°C).

Fonte: www.inmet.gov.br

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23 de Março

Dia Mundial do Metereologista
Nuvens do tipo "Cumulus".

A meteorologia ou ciência atmosférica investiga os fenômenos da atmosfera terrestre e de outros planetas, com foco nos processos físicos que envolvem múltiplas escalas e na previsão do tempo.[1]

A origem da palavra meteorologia é meteoro que significa aquilo que está elevado ou contido na atmosfera.

A pesquisa científica da atmosfera e as aplicações que dela decorrem definem o universo e a abrangência da meteorologia. Um dos principais objetivos operacionais da meteorologia é a previsão do tempo, entendida aqui como a previsão dos fenômenos atmosféricos que ocorrerão em um período futuro de até 15 dias. Além da previsão do tempo há a determinação da tendência das flutuações climáticas, em geral referida simplesmente como tendência climática. Nesse caso, a tendência procura estabelecer as condições das flutuações climáticas do próximo ano ou da próxima estação, se a temperatura, umidade do solo, precipitação etc estará acima, abaixo ou próxima do valor esperado. Assim, a previsão do tempo é definida para diferentes escalas temporais e espaciais. Muitos dos sistemas atmosféricos apresentam uma combinação complexa de fenômenos de escalas diferentes. [1]

Os prognósticos ou previsões dos fenômenos do tempo local, principalmente daqueles fenômenos associados ao tempo severo, como tempestades, ventanias, rajadas, pancada de chuva, granizo, etc são muito importantes para uma vasta gama de atividades humanas e para o entendimento das transformações rápidas do ambiente. Por exemplo, nas grandes cidades os fenômenos meteorológicos mais críticos acabam por definir as condições de salubridade e a qualidade ambiental a qual está sujeita a população. Entre esses fenômenos listam-se as inundações, as estiagens e a disponibilidade de água potável, as condições críticas de temperaturas extremas (ondas de calor ou canicules), em geral associadas a baixos valores de humidade relativa do ar, os eventos críticos de poluição do ar, associados à concentrações de poluentes atmosféricos acima de valores aceitáveis à saúde humana, animal e vegetal, etc. A população mundial das cidades tem hoje uma percepção crescente quanto a sua vulnerabilidade aos riscos ambientais.

A atmosfera é um dos componentes do chamado Sistema Ambiental do Planeta, do qual também participam o Oceano, a Superfície planetária em geral (solos, rochas etc) e o conjunto dos seres vivos, para definir uma sistema caracterizado por uma complexa rede de inter-relações e feedbacks (processos de retro-alimentação positiva e negativa). A Meteorologia estuda a atmosfera em sua inter-relação com as outras esferas do planeta: a biosfera, litosfera, criosfera e hidrosfera.

A camada atmosférica em que a maioria dos seres vivos da terra e do ar vivem é chamada também homeosfera, porque nela a convecção térmica e a turbulência, encontrada na troposfera homogeneizam as frações em volume dos gases atmosféricos, principalmente nitrogênio (também denominado azoto) e oxigênio.

A atmosfera terrestre é distinta de outras no sistema solar, por uma lado, pela presença de quantidades significativas de vapor de água e de oxigênio e por outro, pela ausência de equilíbrio químico entre os compostos químicos na atmosfera. muito em função das reações bioquímicas. Como exemplo, o oxigênio da atmosfera terrestre não está em equilíbrio químico com os outros materiais da superfície terrestre como ocorre em Marte. Isso se deve a presença de vida vegetal na Terra. De forma diferente em Marte praticamente todo o oxigênio disponível na atmosfera foi utilizado na oxidação dos compostos da superfície ariana, daí a cor avermelhada de sua superfície e também o que é espantoso, a ausência de formas de vida macroscópicas ou que sejam facilmente identificáveis por sensoriamento remoto.

Como se forma um meteorologista?

No Brasil, meteorologistas são bacharéis em meteorologia que se formam em cursos de período integral com duração mínima de 3000 horas (aproximadamente 4 anos). Uma vez formado estão plenamente capacitados ao trabalho operacional e também à realização de atividades de pesquisa científica.

As empresas privadas e as atividades de pesquisa em meteorologia encontram-se em expansão no mundo. À medida que o acesso à educação aumenta e atinge um número maior de pessoas no mundo, aumenta também a necessidade de pessoal técnico e científico capacitado para gerar subsídios e informações corretas aos gestores responsáveis pelo ambiente e sua proteção em suas múltiplas facetas. Por essa razão, a ciência atmosférica torna-se cada vez mais presente na consciência dos gestores ambientais, tanto nas cidades como no campo das paisagem natural e agropastoril. Infelizmente, hoje, as paisagens estão sob intensa pressão ocupacional, hídrica e das diferentes formas da poluição.

No Brasil, a profissão é reconhecida por lei federal e fiscalizada pelo sistema CONFEA/CREA. A esfera de atuação dos meteorologistas é constituída por: empresas privadas, empresas de capital misto e por instituições governamentais.

A meteorologia utiliza as ferramentas analíticas, dedutivas e operacionais da física, matemática e computação. Por isso, essas disciplinas são obrigatórias nos primeiros anos do curso de graduação em meteorologia, além das disciplinas introdutórias a própria ciência atmosférica.

Na Universidade, após um período inicial em que o estudante da graduação se debruça sobre matemática, física e ciência da computação em nível superior, ele passa a cursar as disciplinas específicas da meteorologia: (dinâmica da atmosfera, Meteorologia física, sistemas de medição atmosférica e instrumentos de observação meteorológica, meteorologia sinótica, micrometeorologia, hidrometeorologia, agrometeorologia, climatologia dinâmica e estatística, métodos numéricos aplicados a geociências, poluição do ar e química da atmosfera etc.

Esse conjunto de disciplinas e a formação básica em cálculo diferencial e integral, física clássica e ciência da computação (programação) dá ao graduado uma boa perspectiva da complexidade do ambiente atmosférico, colocando-o em contato tanto com as facilidades laboratoriais e computacionais como com o estado-da-arte da pesquisa em meteorologia.

A maioria dos programas computacionais (softwares) que são utilizados na previsão do tempo pertencem ao universo do software livre, como a plataforma Linux e seus principais aplicativos (computadores, processadores e interfaces gráficas e de texto).

História da ciência atmosférica

Antiguidade

Dia Mundial do Metereologista
Aristoteles

3000 a.C.

O chinês Nei Tsing Sou Wen escreveu a primeira obra sobre a meteorologia que compreendeu igualmente as previsões.

400 a.C.

Na Índia, a estação chuvosa (período das monções) conduziu às primeiras medições das taxas de precipitação como também de suas previsões.

350 a.C.

O termo "meteorologia" vem de Aristóteles que o utilizou para descrever o que ele chamou de ciências da terra de forma geral e não apenas o domínio exclusivo dos estudos da atmosfera. Em particular, ele descreveu o ciclo hídrico (hidrológico) como:

«Agora o Sol, nascendo, como ele sempre faz, coloca em ação um processo de mudança, surgimento e declínio, cuja ação levanta a mais pura e doce água, a cada dia, dissolvendo-a em vapor e transportando-a para as alturas onde ela se condensa novamente pelo frio e retorna a seguir para a superfície da terra.»

(Transliteração a partir do francês: Maintenant le soleil, se déplaçant comme il le fait, met en branle un processus de changement, de devenir et de déclin qui par son action élève la plus fine et douce eau chaque jour, la dissout en vapeur et la transporte vers les hauteurs où elle se condense à nouveau par le froid et retourne ensuite à la terre).

300 a.C.

O filósofo Teofrasto publica "Os Sinais do Tempo" (Fr.:Les Signes du Temps), primeira obra de previsões meteorológicas na Europa.

Renascença

Dia Mundial do Metereologista
Galileu Galilei

1607

Galileu Galilei construiu um termoscópio, o ancestral do termômetro, ainda que a paternidade desse invento seja contestada. Esse instrumento mudou o pensamento do tempo porque conseguia a medida de um elemento que era pensado como um elemento imutável de Aristóteles (fogo, água, ar e calor). Nós começamos a notar as variações do tempo, ainda de modo limitado porque faltava esperar a criação do padrão de temperatura por Daniel Gabriel Fahrenheit e Anders Celsius ao século XVIII para quantificar verdadeiramente as coisas.

1644

Evangelista Torricelli, um contemporâneo de Galileu, cria o primeiro vácuo artificial em 1644 e desenvolve no processo o primeiro barômetro. O tubo de Torricelli é um tubo de vidro com uma extremidade aberta e outra fechada.

O tubo é preenchido com mercúrio e virado de ponta-cabeça com a abertura mergulhada em um recipiente que também contem mercúrio. Para realizar as medidas, o tubo é mantido na posição vertical, de modo que parte do mercúrio no tubo escoa para o reservatório até que a pressão exercida pela coluna de mercúrio se equilibre com a pressão atmosférica sobre a superfície livre do reservatório. O movimento do mercúrio na coluna é apenas parcial pois ao deixar o volume superior do tubo cria um vácuo local. A altura da coluna de mercúrio será proporcional à pressão atmosférica. A pressão atmosférica impede o mercúrio de sair completamente do tubo resultando em equilíbrio hidrostático. O vácuo no interior do tubo não é total mas quase. A altura da coluna de mercúrio permite a leitura da pressão atmosférica em uma escala apropriada, i.e. milímetros de mercúrio. Torricelli descobriu com sua invenção que a pressão da atmosfera varia no tempo, i.e. que ela podia variar dia a dia. Hoje é muito conhecida a regra de previsão que diz que em condições de pressão do ar relativamente baixa ocorre mal tempo e vice-versa.

1648

Blaise Pascal descobriu que a pressão atmosférica diminuía com a altitude e por isso que havia um vácuo fora da atmosfera.

1667

Robert Hooke construiu o anemômetro para medir a velocidade do vento.

1686

Edmund Halley cartografa os ventos alíseos (intertropicais) e deduz que as mudanças do tempo atmosférico são causadas pelo aquecimento solar. Ele confirma assim as descobertas de Pascal sobre a pressão atmosférica.

1735

George Hadley é o primeiro a tomar em consideração a rotação da Terra para explicar os alíseos. Ainda que sua explicação fosse incorreta e previsse ventos com velocidade menor que a real, seu nome foi dado à circulação tropical conhecida hoje como células de Hadley, uma das grandes circulações que compõe a circulação geral da atmosfera.

1743-1784

Benjamin Franklin observou cotidianamente e notou que os sistemas meteorológicos vem de oeste na América do Norte. Ele publicou a primeira carta científica da Corrente do Golfo, provando que o raio é um fenômeno elétrico, também estudou os efeitos das erupções vulcânicas e o comportamento dos meteoros e especulou sobre os efeitos da desflorestamento ou desmatamento sobre o clima.

1780

Horace-Bénédict de Saussure construiu um higrômetro de fio de cabelo para medir a umidade relativa do ar. Mostrou que variação do comprimento do fio de cabelo é linearmente proporcional à variação da umidade relativa do ar.

Dia Mundial do Metereologista
Benjamin Franklin

Início dos tempos modernos

1802-1803

Luke Howard escreveu o trabalho intitulado "Sobre a modificação das nuvens" (Trad. ingl.: On the modification of clouds) no qual ele deu nomes às nuvens tal qual as conhecemos hoje, i.e. a partir do latim.

1806

Francis Beaufort introduziu sua escala descritiva dos ventos destinada aos marinheiros. A escala de Beaufort destaca os efeitos do vento sobre vagas (i.e. quando o estado do mar é das ondas que encrispam e se quebram para formar espuma) à intensidade do vento, medida em nós (1 nó equivale a aproximadamente meio metro por segundo).

1835

Foi em um artigo intitulado Sobre as equações do movimento relativo dos sistemas de corpos (em fr.:Sur les équations du mouvement relatif des systèmes de corps) que Gustave-Gaspard Coriolis descreveu matematicamente a força que leva seu nome. No seu artigo, a força de Coriolis apareceu como uma componente suplementar à força centrífuga, sentida por um corpo em movimento relativo a um referencial em rotação. Essa força é essencial para a descrição do movimento dos sistemas meteorológicos como Hadley havia pressentido um século antes.

1837

Samuel Morse inventou o telégrafo que permitiu a disseminação de informações, dentre elas as medidas meteorológicas.

1838

William Reid[2] publicou o artigo controverso "Lei das Tempestades" (Ingl.: Law of Storms) que descreveu o comportamento das depressões. Sua obra dividiu a comunidade científica durante dez anos.

1841

Elias Loomis[3] foi o primeiro a sugerir a presença de frentes para explicar o tempo mas não somente após a Primeira Gerra Mundial que a escola norueguesa de meteorologia desenvolveu o conceito.

1849

O Smithsonian Institution, sob a direção de Joseph Henry [4] começou a operação de uma rede de estações meteorológicas de observação nos Estados Unidos da América.

Era Contemporânea

1904

Logo no início do século XX, em 1904, Vilhelm Bjerknes inicia a discussão necessária para a realização da previsão numérica do tempo [5].

Depois da Primeira Guerra Mundial

1919

Os meteorologistas noruegueses [6], sob a direção de Vilhelm Bjerknes, desenvolveram o modelo norueguês de ciclones, uma idéia de que as bordas das massas de ar se encontram ao longo de zonas de descontinuidade que denominaram frentes: (frente quente, frente fria e oclusão). De acordo com essa teoria, existem três zonas frontais que separam quatro massas de ar:

Polar
Ártica, no Hemisfério Norte e Antártica no Hemisfério Sul
Marítima
Tropical

Considerando a rotação da Terra (expressa pela força de Coriolis), a distribuição de massas e a força de pressão atmosférica associada ao peso da coluna de ar, o aquecimento diferencial da superfície e o movimento vertical associado às precipitações implicam na geração, intensificação e declínio dos sistemas meteorológicos de latitudes médias.

O grupo compreendia Carl-Gustaf Rossby, que foi o primeiro a explicar a circulação atmosférica de grande-escala em termos da mecânica dos fluidos, Tor Bergeron, que determinou o mecanismo de formação de gotas de chuva a partir de nuvens de topo frio, e Jacob Bjerknes.

Esta escola de pensamento expandiu-se mundialmente. Ainda hoje, as explicações meteorológicas simples que nos chegam pela mídia utilizam o vocabulário criado pela escola norueguesa.

1922

O desenvolvimento da meteorologia de certo ponto de vista esteve associada à mecânica dos fluidos até o final do século XIX. Em 1922, Lewis Fry Richardson publicou o importante livro chamado Weather prediction by numerical process (Previsão do tempo por métodos numéricos) no qual ele descrevia a integração numérica das equações das variáveis atmosféricas médias de forma a obter uma previsão do tempo 24 horas adiante. Mostrou como os termos de menor magnitude relativa das equações do movimento do ar podiam ser negligenciados em uma primeira aproximação. Por exemplo, o termo de difusão molecular podia ser desconsiderado desde que era realmente menor se comparado à força da gravidade e às forças inerciais. Além disso, a partir de sua análise ficou evidente para os meteorologistas, físicos e matemáticos da primeira metade do século XX que a integração numérica das equações da atmosfera somente poderia ser efetuada com sucesso a partir do conhecimento e da definição precisa do estado inicial das variáveis da atmosfera (o que é conhecido hoje por 'inicialização' ou simplesmente a 'análise'). Devido ao fato de que o campo inicial utilizado por Richardson não ser exatamente o que chamaríamos de um campo suficientemente filtrado (ou alisado), isto é, dele ter utilizado um campo onde as diferentes variáveis não se apresentavam consistentes uma com a outra. Do ponto de vista físico, seus resultados pioneiros não foram muito encorajadores. Realmente, superestimaram a queda da pressão em uma localidade da Alemanha, mas, considerado em seu conjunto teórico, a metodologia apontou o caminho a ser seguido: primeiramente seria filtrar as variáveis do estado inicial de forma a remover perturbações de alta frequência que não estão associadas ao movimento do tempo atmosférico, esse último definido pelas chamadas ondas de Rossby, o que somente foi entendido posteriormente por Rossby e Charney. Essas simplificações permitiram que o conjunto de (6) equações básicas pudesse ser integrado computacionalmente para obter a previsão do estado futuro da atmosfera de forma operacional no início da década de 1950 nos EUA.

Richardson (1922) também indicou a necessidade de organizar um algoritmo decompondo a integração em atividades numéricas simplificadas de forma a efetuar a integração do conjunto de equações, como já havia sido apontado por Bjerknes em 1904. Isso poderia ser feito através de centros de computação, e isto ocorreu no início do século XX, muito antes da existência de computadores eletrônicos. Somente ao final da Segunda Guerra Mundial o primeiro computador eletrônico chamado ENIAC pôde ser utilizado para finalidades não bélicas, isto é, para a previsão numérica de um modelo atmosférico simplificado chamado modelo auto-barotrópico (realmente baseado em equações filtradas) e que corresponde a uma representação bidimensional do escoamento atmosférico médio.

1950

O desenvolvimento dos computadores ao final da Segunda Guerra Mundial e durante os anos 1950 conduziu à formulação dos programas numéricos (com a formalização teórica de John Von Neumann e Alan Mathison Turing) gravados diretamente na memória operacional do computador, i.e. os chamados algoritmos, e à formulação da solução numérica das equações da atmosfera. Este foi o começo da previsão numérica do tempo operacional. O primeiro modelo meteorológico era uma versão bidimensional da atmosfera baseado na integração da equação da vorticidade, chamado modelo auto-barotrópico (bidimensional). Esse modelo correspondia a média vertical aplicada às equações do escoamento atmosférico, em uma forma na qual ondas de gravidade são filtradas do conjunto de ondas que compõe a solução do sistema de equações básicas da atmosfera. Esse filtro corresponde simplesmente em substituir a vorticidade atmosférica (que é igual ao operador rotacional do vetor velocidade do vento) e o vento atmosférico por seus valores dados pela aproximação geostrófica (isto é, pelo vorticidade geostrófica, associada à curvatura do campo de altura geopotencial ou pressão; e pelo vento geostrófico, associado ao gradiente do campo de altura geopotencial). Assim, obtiveram uma equação diferencial parcial para a altura geopotencial. O campo de geopotencial (que é a energia potencial utilizada para elevar uma parcela de ar desde a superficie até a altura z) pode ser prognosticada com 24 horas de avanço, primeiramente para o Hemisfério Norte e depois para o planeta todo, de modo operacional, já com a versão barotrópica equivalente do modelo. As versões sucessivas de desenvolvimento do modelo atmosférico conduziram à modelos cada vez mais realísticos, com multi-camadas e para um grande número de variáveis atmosféricas (pressão, temperatura, umidade, componentes da velocidade do vento, precipitação, etc). Hoje os modelos de previsão global são tridimensionais, integrados durante vários dias e aplicados sobre as chamadas equações primitivas da atmosfera.

O radar meteorológico foi desenvolvido durante a II Grande Guerra a partir de estudos dos ecos (potência da onda eletromagnética retro-espalhada) causados pelas gotas de precipitações.

Nos Estados Unidos

Desenvolvimento dos primeiros radares meteorológicos operacionais [7].

No Canadá

J.S. Marshall e R.H. Douglas formam o « Stormy Weather Group» [8] na Universidade McGill de Montréal que trabalhou a relação entre a potência retro-espalhada ou reflectividade do radar e a variável (Z), associada à intensidade e a taxa de precipitação (R).

Na Grã-Bretanha, avançavam as pesquisas sobre as características dos padrões de precipitação e sobre a possibilidades oferecidas pelos diferentes comprimentos de onda entre 1 e 10 centímetros.

1951

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) foi fundada pela ONU em substituição a Organização Meteorológica Internacional.

1960

Em 1960, o TIROS-1 é o primeiro sucesso de lançamento de um satélite meteorológico. Esse feito marca o início da coleta de dados meteorológicos a partir do espaço com uma resolução espacial muito superior àquela então disponível pelas estações terrestres de radiossondagem atmosférica enviando assim informações das variáveis meteorológicas de locais com pouca densidade de estações, como oceanos, grandes florestas, desertos e pólos geográficos.

A teoria do caos é iniciada com os trabalhos pioneiros de Edward Lorenz no estudo da estabilidade de escoamentos atmosféricos convectivos, ao curso dos anos 1960, por métodos computacionais. A aplicação dos conceitos da teoria seriam utilizados mais tarde, a partir dos anos 1990, para tratar as soluções do sistema dinâmico da atmosfera por meio da análise estatística dos chamados ensambles (conjuntos) de resultados. Nesses ensambles, as soluções obtidas de diferentes modelos de previsão ou mesmo resultados de um mesmo modelo inicializado a partir de variações minúsculas dos parâmetros iniciais (estado inicial) do modelo, são analisados do ponto de vista das possíveis soluções do sistema dinâmico resultando em previsões mais confiáveis e precisas. Por exemplo, quando de 100 simulações obtidas a partir de estados iniciais ligeiramente diversos, 70 indicam que ocorrerá tempestades em determinada região, resulta que a probabilidade de ocorrência dessas tempestades é da ordem de 70%.

Início do serviço meteorológico

Nos EUA, em 1837, o estabelecimento da rede telegráfica permitiu o início de um serviço sistemático de coleta rápida da informação das condições do tempo meteorológico sobre uma vasta área. Esse serviço é o protótipo do serviço internacional realizado pelos acordos internacionais da Organização Meteorológica Mundial (WMO).

Mapas do tempo junto à superfície podiam então ser produzidos com esses dados meteorológicos representados por símbolos e números sobre cartas de distribuição da pressão atmosférica (reduzida ao nível médio da superfície do mar, NMSM). A análise da sequencia temporal dessas cartas de tempo permitia conhecer o deslocamento e alterações dos sistemas de tempo, como o movimento de frentes frias, com uma resolução temporal de algumas horas e espacial de mais de 100 km.

A previsão do tempo baseada em medidas meteorológicas requer um conjunto apreciável de observações, o que só foi possível a partir de 1849 quando o Instituto Smithsonian estabeleceu uma rede de observações sobre todo o território estadunidense coordenada por Joseph Henry. Observações similares foram implementadas na Europa e em outros países ao mesmo tempo.

Na Inglaterra, em 1854, o governo inglês designou Robert FitzRoy para seu novo escritório de Estatística Meteorológica com o propósito de coordenadar a coleta de medidas meteorológicas sobre os oceanos. Esse escritório instituiu o Serviço Meteorológico Inglês (United Kingdom Meteorological Office) em 1854, que foi o primeiro serviço meteorológico nacional no mundo. As primeiras previsões do tempo diárias feitas pelo escritório de FitzRoy foram publicadas no jornal The Times em 1860.

Nos anos que se seguiram, um sistema de alerta de mal tempo foi montado na forma de um cone hasteado nos principais portos quando ventania era prevista.

Nos 50 anos seguintes, muitos países estabeleceram serviços meteorológicos nacionais:

1. O Escritório Central Meteorológico da Finlândia (1881) foi formado como parte do Observatório Magnético da Universidade de Helsinki;

2. O Departamento Meteorológico da Índia (1889) estabeleceu que eventos de ciclones tropicais e de monsão eram seguidos por períodos de fome;

3. O Departamento de Agricultura dos EUA criou o Escritório do Tempo (United States Weather Bureau) em 1890;

4. O Escritório Australiano de Meteorologia (Australian Bureau of Meteorology) foi estabelecido em 1905 pelo Ato Meteorológico como forma de unificar os diferentes serviços meteorológicos estaduais.

Fenômenos atmosféricos

Os fenômenos meteorológicos são os objetos de estudo da ciência atmosférica. Esses fenômenos são mensurados pelos seus componentes principais (luz, água, eletricidade) ou por variáveis meteorológicas (temperatura, pressão, umidade do ar). Há também a classificação em escalas, que leva em consideração o tamanho e a duração do fenômeno. A primeira camada da troposfera é chamada Camada Limite Atmosférica (CLP), e é onde ocorrem a maioria desses eventos.

Entre os fenômenos conhecidos destacam-se:

ciclone tropical (furacão, tufão)
ciclone extratropical
tornado
hidrometeoros (chuva, formação de nuvens, granizo, neve, gota de água, orvalho, geada)
frente-frias e frente-quentes
linhas de instabilidade
complexos convectivos de mesoescala
veranicos e invernicos
seca
El Niño
Ilha de calor urbana
Zona de convergência intertropical (ZCIT)
Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)
fotometeoros (halo, arco-íris, miragem, coroa lunar)
eletrometeoros (raio, trovão)

Referências

1. 1,0 1,1 1,2 (em inglês) Wallace, J. M. and P. V. Hobbs, 2006: Atmospheric science: an introduction survey - 2dn ed. Book. Amsterdam: Elsevier Academic Press. 483 pp.

2. (em inglês) William Reid (1791-1858) site na Internet por John D. Reid (2006)

3. (em inglês) Elias Loomis (1811 - 1889) site na internet por John D. Reid (2006)

4. (em inglês) JOSEPH HENRY Father of Weather Service site oficial do Smithsonian Institution (2006)

5. (em inglês) The problem of Weather Prediction, as seen from the standpoints of Mechanics and Physics par Wilhelm Bjerknes dans le site de NOAA accédé le 2006-12-14

6. (em inglês)Descrição do modelo Norueguês das depressões frontais das latitudes médias do National Weather Service da NOAA (2006)

7. Radar in Meteorology de David Atlas, publicado por American Meteorological Society

8. [1]. A história do «Stormy Weather Group» da Universidade McGill], Montréal, Canada] (1968)

9. (em inglês) Holton,J. R., 2004: An Introduction to Dynamic Meteorology. Book: 4th ed. Amsterdam: Elsevier Academic Press. 529 pp.

10. (em inglês) Stull, R. B., 1988: Boundary Layer Meteorology. Kluwer Acad. Publ., 647 pp.

11. (em inglês) Petterssen, Sverre, 1956: Weather Analysis and Forecasting. New York: McGraw-Hill Book Company, Inc., Vol.1: 428 pp, and Vol.2.

12. (em inglês) Oke, T., 1987: Boundary Layer Climates. Second Edition. Routledge Publ., 435 pp.

* (fr) Fierro, Alfred, Histoire de la météorologie, publié chez Éditions Denoël , 1991, 315 pages.

* a? b? (en)Nathan Sivin (1995). Science in Ancient China, VARIORUM,. Ashgate Publishing, Tome III, 24.

Fonte: pt.wikipedia.org

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