
O que é Turismo?
Turismo constitui-se numa atividade econômica que pertence ao setor terciário e compõe se em um conjunto de serviços que se vende aos turistas.
Estes serviços constituem-se em: vias de acesso boas e bem sinalizadas, aos locais a serem visitados, transporte, meios de hospedagem, (hotéis, pensões, campings, pesque e pague, etc), gastronomia (alimentação), locais para compras e entretenimento. Tais serviços estão necessariamente interrelacionados de tal forma que a ausência de um deles pode inviabilizar a venda ou a prestação de todos os outros.
Turismo também é definido como um conjunto de atividades realizadas pelas pessoas durante viagens em diferentes lugares, que não o seu habitat, com a finalidade de lazer, negócios ou outros motivos.
Fazer turismo não é só pegar as malas e viajar, é muito mais que isto, é descobrir tudo o que é interessante e principalmente tudo que é diferente daquilo que estamos acostumados a fazer, ver, ouvir, comer, etc...
Fazer turismo é descobrir o que cada cidade, cada local visitado tem de especial, procurando não apenas monumentos e lugares históricos, mas principalmente a cultura, as festas e costumes do povo do local visitado.
Quando viajamos, somos recebidos em outra cidade, nos chamam de turistas. O turista está em busca de algo que possa ser acrescentado à sua experiência de vida e principalmente ser bem recebido e bem tratado pela população local.
A cidade ou local que recebe os turistas chama-se destino turístico. Seja um pesqueiro, um parque, um município a ser um destino turístico, se receber bem o turista, ele volta e traz mais pessoas.
Receber bem o turista significa ser educado e hospitaleiro, bem como oferecer informações corretas sobre a cidade, sobre os pontos turísticos a serem visitados além de manter a limpeza e boa sinalização turística para recebê-los.
Turismo é negócio, geração de renda e empregos diretos e indiretos, proporcionando também a interação e aproximação de pessoas de culturas e locais diferentes.
A pesca hoje, constitui-se num atrativo turístico que leva muitas pessoas à vários destinos diferentes, desde a realização de uma grande viagem como por exemplo ao Mato Grosso ou Amazonas ou à um passeio de um dia à um pesqueiro pelo prazer de sentar-se à beira de um lago e tirar os peixes da água.
A atividade da pesca esta relacionada ao relaxamento, ao lazer, ao sair da rotina diária, a busca do não estressar. Atualmente várias são as alternativas de pesqueiros que oferecem toda a estrutura turística necessária, não sendo preciso que nos afastemos tanto dos centros urbanos. Esta atividade constitui um grande potencial dentro do trade turístico pela facilidade de acesso a muitas propriedades, pelo baixo custo do destino turístico e o fator preponderante relaciona-se ao lazer e divertimento que a pesca proporciona.
Silvia Ludin Motta de Morais
Fonte: www.uov.com.br

De acordo com a Organização Mundial do Turismo – OMT 2003 entende-se Turismo como as atividades realizadas pelas pessoas durante suas viagens e estadas em lugares distintos do seu entorno habitual, por um período consecutivo, inferior a um ano, por lazer, negócios e outros.
A palavra deriva de tour, do latim tornare e do grego tornus, cujo significado é giro ou círculo. Turismo seria, portanto, o ato de partir e posteriormente regressar ao ponto inicial, sendo que o realizador deste giro é denominado Turista.
No contexto histórico, o Turismo tem início com os jogos olímpicos na Grécia e sua ascensão ocorreu durante a Revolução Industrial na Inglaterra por volta do Século XX. Após a Segunda Guerra mundial, com o acesso aos meios de transportes, mais econômicos e o surgimento de companhias aéreas comerciais, as viagens tornaram-se mais presentes na vida das pessoas, intensificando a atividade turística em todo o mundo. Atualmente seu crescimento é impulsionado pela maior disponibilidade de tempo, pela facilidade nas condições de pagamento, pelo aumento da renda, a segmentação do mercado turístico baseado nas preferências e motivações das pessoas e, devido à grande globalização, a busca pela singularidade local e pela fuga da rotina.
O turismo não pode ser considerado uma indústria visto que situa-se no setor terciário da economia. É, portanto, uma atividade de prestação de serviços. Apresenta, dentre outros fatores positivos, a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico local, regional, estadual e nacional, estimula a comercialização de produtos locais, propicia melhoria de equipamentos urbanos e de infra-estrutura de apoio (estradas, segurança, saneamento), investimentos voltados à proteção do meio ambiente e à cultura, melhoria do nível sociocultural da população residente e intercâmbio de idéias, costumes e estilos de vida.
É um fenômeno complexo e abrangente que envolve não só viagens, mas toda uma cadeia de bens e serviços como cultura, gastronomia, compras, negócios, teatro, dança, música, artesanato, eventos, transporte, segurança e entretenimento. Movimenta mais de cinquenta segmentos da economia e é um dos principais geradores de divisas para um país.
Somente um conjunto de atrativos não garante o fluxo turístico ou a permanência das pessoas em determinado destino. É necessária a existência de equipamentos e serviços de qualidade e de infra-estrutura básica que permita a fixação dos turistas em um local por um determinado tempo. Para suprir as necessidades desta demanda real ou da que se espera, é necessário, dispor, além da oferta original (atrativos), uma oferta agregada diversa (hotéis, restaurantes, entretenimento, transporte, dentre outros serviços).
É preciso trabalhar o Turismo sistematicamente, de maneira sustentável, entendendo-o como uma rede de relações e como um processo, contextualizando e organizando-o no tempo e o espaço em que acontece. Incluindo as pessoas e preservando a identidade, os valores e atrativos locais.
O turismo pode ser um importante instrumento transformador de economias e sociedades, mas não deve ser visto como a solução para os municípios se estabelecerem. O não planejamento desta atividade pode gerar impactos ambientais, sociais e econômicos irreversíveis e que podem causar o declínio de um destino ou a depredação e até a extinção de um atrativo. Em cidades que são pólos turísticos, nos períodos de alta temporada, a população local sofre com o aumento dos preços, com a poluição das águas e com a degradação de áreas naturais ou de seu patrimônio histórico-cultural. Os costumes locais podem ser alterados drasticamente no intuito de adequar a oferta de produtos, como artesanato ou manifestações folclóricas e religiosas ao gosto dos visitantes.
Para minimizar os impactos negativos e potencializar os efeitos positivos da atividade é fundamental e indispensável este planejamento, que não deve abranger somente uma localidade, mas todo seu entorno. É de responsabilidade do setor público o cuidado com a infraestrutura de apoio e do setor privado investimentos em equipamentos e serviços turísticos. O Terceiro Setor, por sua vez, atuará na capacitação da mão de obra. Ações conjuntas podem agregar ainda mais valor à atividade e contribuir com o seu efeito multiplicador.
Referências:
BENI, Mário Carlos. Análise Estrutural do Turismo. São Paulo: SENAC, 2000.
LEMOS, Leandro de.Turismo: Que negócio é esse? Uma análise da economia do Turismo. São Paulo: Papirus, 2001.
OMT – Organização Mundial do Turismo. Turismo Internacional: uma perspectiva global. 2. ed. Porto Alegre: Bookmann, 2003.
TRIGO, Luiz Gonzaga Godoi. Turismo Básico. São Paulo: Senac, 2002.
Ana Cristina Faria
Fonte: www.artigonal.com