
O nome do planeta Marte foi dado pelos romanos em homenagem ao Deus da Guerra. Desde 1960, os Estados Unidos e a antiga União Soviética gastaram grandes quantidades de tempo e dinheiro desenvolvendo tecnologia necessária para chegar a Marte primeiro.
A atmosfera de Marte é muito diferente a da Terra, pois está formada principalmente de dióxido de carbono e pequenas quantidades de outros gases.
A atual compreensão que possuímos sobre o interior de Marte sugere que pode estar modelada por uma fina crosta, semelhante à da Terra, um manto e um núcleo.
Distância média do Sol: 227.940.000km
Duração do ano: 686,98 dias terrestres
Diâmetro: 6.794 km
Temperatura média: -81°F (-63°C)
Fonte: www.discoverybrasil.com
O planeta Marte sempre despertou muita curiosidade e imaginação também. Nesta página, o autor do site procurou obter algumas informações sobre o que se conhece atualmente e perspectivas futuras.
Com a chegada em Janeiro de 2004 de duas sondas de exploração (Spirit e Opportunity), o assunto voltou ao noticiário da imprensa.

A figura acima é uma das primeiras imagens recebidas.
A tabela abaixo dá as distâncias médias (em milhões de quilômetros) do Sol para os planetas de nosso Sistema Solar.
- Mercúrio Vênus Terra Marte Júpiter Saturno Urano Netuno
Plutão
Dist média do Sol 58 108 150 228 778 1427 2871 4498 5907
Nada mais natural, portanto, que os vizinhos Vênus e Marte sejam objeto de pesquisas por formas de vida e, quem sabe, de futura exploração humana.

Até certa época, imaginou-se que Vênus seria o planeta mais adequado para a procura por formas de vida e possível exploração humana. Afinal, é o mais próximo da Terra e tem massa similar. Entretanto, descobertas posteriores inviabilizaram a idéia.
Vênus tem uma espessa atmosfera, formada basicamente por dióxido de carbono e gotículas de ácido sulfúrico. Aparentemente, não há vestígios de água. A pressão é cerca de 90 vezes a pressão atmosférica da Terra. Nas camadas superiores, as nuvens são abundantes e se movem em forma de espiral, em velocidades superiores aos furacões na Terra.
Tão densa atmosfera produz um enorme efeito estufa no planeta e a temperatura na superfície deve estar perto de 450 ºC, maior que a de Mercúrio e suficiente para fundir o chumbo. Planeta Vênus
Dá para concluir que é pouco provável que algum dia seja possível explorar um ambiente tão desfavorável.
Deve ser difícil encontrar alguém que não tenha lido ou ouvido comentários sobre civilização em Marte, marcianos ou algo similar. O planeta inspirou muitas obras de ficção e, até certa época, não foram poucos os que realmente acreditavam numa civilização lá existente.
As primeiras observações astronômicas sugeriram a existência dos famosos canais de Marte, que poderiam ser uma imensa obra de engenharia dos que lá habitavam. Na realidade, são o resultado visual do movimento de poeiras e nuvens.
Marte é consideravelmente menor do que a Terra, mas não deixa de ser o planeta mais parecido com ela e virtualmente é o único que pode dar esperanças de algum dia ser visitado. Na tabela abaixo, alguns dados comparativos (Os valores da coluna de percentuais são arredondados e considerados em relação à Terra).
| Dado físico | Marte | Terra | % |
|---|---|---|---|
| Massa 1024 kg | 0,642 | 5,974 | 11 |
| Volume 1010 km3 | 16,32 | 108,32 | 15 |
| Raio no equador km | 3394 | 6378 | 53 |
| Massa específica média kg/m3 | 3933 | 5520 | 71 |
| Aceleração da gravidade m/s2 | 3,72 | 9,81 | 38 |
| Velocidade de escape 103 m/s | 5,03 | 11,19 | 45 |
| Irradiação solar W/m2 | 595 | 1380 | 43 |

Imagem do planeta Marte
Apesar do menor tamanho, a topografia de Marte apresenta extremos maiores que os da Terra. O maior cânion tem cerca de 4000 km de extensão e 7 km de profundidade. A maior montanha tem cerca de 25 km de altura.
Não há indícios de atividade vulcânica nem tremores de solo. Mas certamente existiram no passado. A tectônica de Marte parece diferente da Terra. Enquanto nesta placas deslizantes se juntaram ou se afastaram, em Marte fluxos verticais de lava formaram a crosta. A superfície também foi afetada pelo impacto de outros corpos celestes. Estima-se que o núcleo não seja líquido, devido ao fraco campo magnético, cerca de 0,01% do da Terra.
A atmosfera de Marte é composta basicamente por dióxido de carbono e tem pressão de aproximadamente 1% da pressão atmosférica terrestre. Com uma atmosfera tão rarefeita, há pouca retenção de calor e a temperatura superficial varia bastante, de acordo com a hora e estação do ano. A mínima registrada é -140ºC, a máxima 20ºC e a média é -63ºC.
Curiosidade relacionada: na Terra ocorrem cerca de 8000 tremores de solo
por dia.
Marte tem dois pequenos satélites naturais: Fobos (massa 10,8 1015
kg, distância média do planeta 9377 km) e Deimos (massa 1,8 1015
kg, distância média do planeta 23436 km). Ambos foram descobertos
em 1877 pelo astrônomo Asaph Hall. Acredita-se que são asteróides
capturados.
O dia de Marte é equivalente a 1,02 dias terrestres e o ano, a 1,88 anos da Terra. Satélites naturais de Marte

O clima de Marte dá-lhe um aspecto desértico. Há nuvens de dióxido de carbono, mas não há chuvas. Em certas épocas do ano, o aquecimento solar provoca correntes de convecção que arrastam poeiras, formando uma espécie de tempestade que se estende por boa parte do planeta. Isso dá um visual de fendas escuras, que certa vez foram confundidas com canais.
Essas perguntas são fundamentais. Nas condições atuais de temperatura e pressão, não pode haver água líquida no planeta. Foi detectada uma pequena proporção na atmosfera e há indícios da existência nas calotas polares, em forma congelada.
Marte é muito frio, mas em outras eras já foi mais quente. Se comprovada a existência de água, mesmo congelada, na superfície, há possibilidade do desenvolvimento de alguma forma elementar de vida no passado, pois a água estava líquida. Mas a questão dificilmente poderá ser respondida por sondas. Provavelmente será necessária uma missão humana no planeta.
A suposição da existência de água líquida no passado é reforçada pela abundância de óxido de ferro, responsável pela coloração vermelha do planeta. O ferro contido nas rochas pode ter se combinado gradualmente com o oxigênio da água. Entretanto, ainda não foi possível confirmar isso. Há a hipótese de o óxido ter sido trazido por meteoritos, não precisando de água.
De todas as sondas que Estados Unidos e outros países enviaram, apenas um terço teve sucesso. Então, não é difícil imaginar os riscos de uma missão tripulada.

Quanto ao custo, um cálculo proporcional com o peso de uma sonda, seu custo e o peso estimado de uma missão com pessoas dá um resultado perto de US$ 100 bilhões. Ou seja, é uma estimativa precária, sem considerar os aspectos de segurança necessários. Humanos em Marte?
Portanto, pode-se supor que uma missão tripulada ainda está distante e que as sondas continuarão desempenhando seu papel por um bom tempo. Alguns dizem que elas serão usadas também na sonhada missão, para o transporte prévio de equipamentos.
Fonte: www.mspc.eng.br