Mars Express Orbiter: lançamento em 02/06/03 pela Agência Espacial Européia. Inseriu-se na órbita de Marte em 25/12/03. Os objetivos da missão são: enviar imagens de alta resolução para estudo da topografia e morfologia da superfície, elaborar um mapa mineralógico, estudar a composição da atmosfera e servir como meio de comunicação para as lander de 2003 a 2007. Também carrega consigo a sonda Beagle 2, sendo responsável por envia-la a superfície de Marte e servir como meio de comunicação entre a Beagle 2 e a Terra.

Mars Express Orbiter
Beagle 2: missão britânica que será acoplada a sonda Mars Express. As duas sondas foram lançadas juntas em 02/06/03 e ao chegarem em Marte, no dia 25 de dezembro de 2003, a Mars Express enviou a Beagle 2 em direção a superfície marciana. O local escolhido para o pouso foi a Insidis Planitia. No entanto a comunicação foi perdida deste este dia e nenhum dado foi enviado para a Terra.

Mars Express enviando a Beagle 2 em direção a Marte

Beagle 2.

Beagle 2.
Mars Exploration Rovers B: também chamado Opportunity, foi lançado em 07/07/03 pelos EUA. Realizará os mesmos estudos da missão A, só que em outra região, no Meridiani Planum. Chegou a Marte em 24/01/04. As missões A e B estarão em atividade entre os meses de janeiro e maio de 2004.
Mars Reconnaissance Orbiter: lançamento realizado no dia 12 de agosto de 2005, irá procurar evidências de que a água existiu na superfície de Marte durante um período longo de tempo. Depois de uma viagem de sete meses e seis meses de manobras para alcançar a melhor posição na órbita marciana, a MRO buscará pistas sobre a história da água em Marte com seus instrumentos científicos. Eles serão capazes de fazer um extremo close-up da superfície, analisarão minerais, estudarão a água subterrânea, investigarão como a poeira e partículas de água estão distribuídas na atmosfera e monitorizarão o clima diariamente.

Mars Reconnaissance Orbiter
Na verdade, não se conseguiu obter nenhuma prova de existência de vida atualmente ativa em Marte. Com a descoberta do meteorito ALH84001 (uma amostra de rocha marciana que continha microfósseis de bactérias primitivas), os debates sobre a existência de vida em Marte foram novamente abertos. Acredita-se que atualmente não exista vida em Marte, mas num passado mais distante, onde as condições climáticas do planeta eram mais favoráveis, a vida pode ter começado a se desenvolver em Marte. No entanto, é necessário aguardar estudos mais precisos para esclarecer esta questão.
Certamente este é o tema que desperta maior interesse e fascínio pelo planeta vermelho, sendo a grande fonte motivadora dos enormes investimentos em pesquisa e envio de sondas espaciais ao planeta Marte. Todo esse interesse pelo planeta deve-se a possibilidade de conter alguma resposta para a pergunta que há séculos vem angustiando toda humanidade: seria o planeta Terra a única reserva biológico do universo? Como veremos adiante, indícios de bactérias extraterrestres foram encontrados em um meteorito marciano, sendo este fato o ponto de partida para responder nossa angustiante dúvida sobre a existência de vida fora da Terra, e quem sabe, até ajudar a compreender melhor a origem da vida.
Numa certa época da história da astronomia, a angustia de se sentir só no universo, associada às observações de certas características de Marte, levaram a humanidade e mesmo alguns astrônomos a fazerem especulações sobre a existência de vida em Marte. Os primeiros rumores de que o planeta vermelho poderia abrigar vida surgiram em 1659, quando Christian Huygens visualizou uma grande mancha na superfície do planeta. Inicialmente, foi denominada de “grande pântano” devido sua semelhança com pântanos. Começaram-se então rumores de que Marte poderia ser habitado por seres inteligentes. Observações posteriores mostraram várias manchas escuras na superfície do planeta, as quais mudavam de tamanho e coloração.

Desenho de Syrtis Major feito por Christian Huygens.
Em 1877 Emanuel Liais, no Imperial Observatório do Rio de Janeiro, sugere uma hipótese explicando que a variação no tamanho e cor das manchas estão associados às mudanças climáticas (estações do ano marcianas), podendo ser vegetações crescendo em Marte. No mesmo ano, Schiaparelli anuncia a descoberta de “canais” na superfície do planeta. As vegetações de Liais e os canais de Schiaparelli evidenciavam para a comunidade da época que os marcianos realmente existiam. Nesse contexto, em 1898, H. G. Wells publicou o mais famoso romance sobre marcianos: A Guerra dos Mundos, onde a Terra era invadida por seres vindos de Marte.

Capa do livro Guerra dos mundos.