O povos da antiguidade, observando o céu à olho nu, deram o nome a estrela
avermelhada de "Ares", que entre os romanos se chamava Marte.
Marte sempre despertou a imaginação humana de que poderia existir vida inteligente.
Mas em 1964, os USA, enviaram a sonda espacial Mariner 4, o que detectou que
não havia vestígios de civilização em Marte. Até hoje já foram enviadas várias
sondas em direção à esse planeta.
Depois do globo terrestre vem o planeta Marte (4º planeta do sistema solar),
o qual precisa de 687 dias para realizar o movimento de translação, a uma
distância de 229 milhões de quilômetros do Sol. Seu dia, no entanto, tem duração
semelhante ao nosso planeta: 24 horas e 37 minutos. Com um diâmetro de 6750
quilômetros, seu volume é sete vezes menor que o da Terra. Sua atmosfera é
bastante rarefeita, enquanto a temperatura varia ao redor de 0º C. Atualmente
é pesquisada a existência de alguma forma de vida em Marte.
Marte possui duas pequenas luas: Fobos, com 15 quilômetros de diâmetro, e
Deimos, com 10.
Fobos está a quase 10 000 km de distância de Marte e leva 1/3 dia marciano
para dar uma volta completa em torno do planeta. Deimos, que está a mais de
20 000 km de distância de Marte, leva mais de um dia para fazer esse movimento
em torno de Marte.

Lua de Marte
A superfície de Marte é extremamente acidentada e os vulcões são atualmente
extintos. Cadeias de montanhas, crateras, extensas planícies desertas e grandes
depressões compõem a maior parte da paisagem marciana. Em seus pólos, há grandes
calotas brancas cujo tamanho varia no decorrer do tempo: no verão, essas calotas
quase desaparecem e em outras épocas tomam grandes extensões do planeta. Essas
calotas são feitas de gelo e "gás" carbônico sólido.
Existe água em Marte, mas devido à baixa temperatura do planeta (média de
0º C), esta se encontra basicamente em estado sólido, no subsolo e também
nas calotas polares. A temperatura pode variar de + 22º C (durante o dia)
e - 73º C (durante à noite - no equador).
Os ventos sopram a mais de 200km/h e erguem a poeira, dando um colorido rosa-acre.
A intensa atividade eólica é atestada pela existência de campos de dunas.
Marte não apresenta campo magnético, mostrando que o ferro e o níquel não
se apresentam no centro (como ocorre na Terra), supondo-se que o ferro esteja
espalhado uniformemente por todo o planeta, explicando assim, a cor vermelha
de Marte.
Sua atmosfera é composta por 95,3% de gás carbônico, 2,7% de nitrogênio, 1,6% de argônio e traços de oxigênio, óxido de carbono, vapor de água e de outros gases.
» Diâmetro equatorial - 6794 km (0,533 vezes o da Terra)
» Diâmetro polar - 6760 km
» Achatamento - 0,005
» Massa em relação à da Terra - 0,107
» Densidade média - 3,93
» Período de rotação sideral - 24h 37mim 22,7s
» Inclinação do equador sobre a órbita - 24º
» Albedo - 0,154
» Raio de sua órbita - 227 940 000 km
» Distância máxima do Sol - 249.000.000 de km
» Distância mínima do Sol - 207.000.000 de km
» Excentricidade - 0,093
» Inclinação sobre a eclíptica - 1º51'
» Período de revolução sideral - 686,980d
» Velocidade orbital média - 24,14 km/s
Fonte: www.webciencia.com

Marte, o planeta vermelho, tem um dia semelhante ao da Terra em duração mas seu ano é quase o dobro do terrestre. Isto se deve ao fato de sua distância do Sol ser maior que a da Terra e também ao fato de recorrer uma órbita maior, a uma velocidade menor que a Terra. Marte não possui anéis. Tem dois satélites naturais: Fobos e Deimos, o medo e o terror segundo relatos mitológicos. Marte é o planeta que mais despertou a imaginação dos terráqueos. Suas calotas de gelo seco, suas cadeias montanhosas, as fendas, as crateras, canyons, canais e planícies serão o cenário de uma próxima expedição humana, onde deverá prevalecer o frio e a falta de umidade. E, caso seja um êxito, o século XXI testemunhará o nascimento dos primeiros marcianos dotados de raciocínio.
Marte, por sua cor semelhante à do sangue derramado nas batalhas, leva o nome do Deus romano da guerra.
A cor vermelha provém do alto conteúdo de ferro no pó que cobre o solo. A superfície marciana é rica em formas de relevo conhecidas na Terra. Possui montanhas, planícies, canais, crateras de impacto, vulcões e profundos canyons. Desde tempos remotos tem evoluído de forma semelhante à Terra. Os canais, por exemplo, parecem formados pela erosão de correntes de água que, por alguma razão, já não existem na superfície.
Entre seus vulcões destaca-se o Monte Olimpo, que é o maior em todo o Sistema Solar, sendo que sua altura equivale a três montes Everest.
A antiga atividade tectônica do planeta modelou oscanyons com dobramentos e falhas, como os do conjunto inter-conectadoVales Marineris, que é tão extenso como a dimensão Leste-Oeste dos Estados Unidos e localiza-se perto do equador marciano.
As calotas polares de gelo seco avançam ou retrocedem segundo o ritmo climático estacional.
O planeta vermelho retém uma delgada atmosfera constituída essencialmente por dióxido de carbono, ainda que com algo de oxigênio e nitrogênio. Sua densidade é tão baixa que não propaga o som.
As variações de temperatura ocasionam diferenças de pressão atmosférica, produzindo ventos que varrem a superfície e removem o pó do solo. Produzem-se desse modo tempestades de pó que cobrem o céu, tornando-o rosado.
As espaçonavesViking I e II que pousaram em latitudes médias do hemisfério Norte marciano, registraram temperaturas de -14º C no verão e -120º C durante o inverno, que são compatíveis com algumas formas de vida terrestre.
Marte tem dois satélites naturais, Fobos e Deimos. Por terem o aspecto
de dois asteróides, acredita-se que realmente possam ter sido asteróides
um dia. Os satélites naturais tiveram uma órbita muito próxima
à de Marte, tendo sido, por este motivo, capturados pelo planeta vermelho.
Fobos e Deimos têm 28 e 16 km como maior dimensão, respectivamente.
DIÂMETRO EQUATORIAL: 6.787 km
DISTÂNCIA MÉDIA DO SOL: 227.900.000 km
PERÍODO DE TRANSLAÇÃO (ANO): 687 dias terrestres
PERÍODO DE ROTAÇÃO (DIA): 24 horas 37 minutos
PRINCIPAL COMPONENTE ATMOSFÉRICO: dióxido de carbono
TEMPERATURA SUPERFICIAL: máxima -14° C, mínima -120° C
GRAVIDADE: 0,38 g (1 g = 9,8 m/s2)
Fonte: bruno.rosenthal.vilabol.uol.com.br

O planeta Marte há muito é associado à Vida Extra Terrestre. Não é à toa que popularmente, frequentemente "marciano" e "E.T." têm o mesmo significado. Mesmo os cientistas sempre se ocuparam (de formas diferentes) com a questão "Vida em Marte". Desde Christian Huygens(1629-1695), um dos primeiros a observar Marte, sistematicamente, por telescópio; passando por Percival Lowell (1855 - 1924) a quem um biógrafo definiu "... de todos os homens da história que propuseram questões e respostas sobre Marte, Lowell foi o mais influente e controverso."; até os dias de hoje, cientistas têm gasto muito tempo (e verbas) estudando "Vida em Marte".
No final do século passado Lowell interpretou o que viu na superfície de Marte como grandes oásis no meio do deserto, com canais sistematicamente construídos para levar água a esses oásis. Hoje sabemos da impossibilidade de vida inteligente em Marte, mas, e vida microscópica? Já teria existido (ou mesmo, ainda existe) em Marte? Em agosto de 96, cientistas da NASA reacenderam o tema "Vida em Marte" para o grande público, ao anunciarem possíveis sinais de bactéria fóssil em um meteorito que teria origem em Marte. Cientistas, por todo o mundo, continuam estudando amostras desse meteorito, mas a dúvida permanece.

O "Vale Marineris" já foi confundido com canal artificial
O planeta Terra tem invadido Marte. Essa invasão começou em 1963 com a nave "Mars 1" da URSS passando a "apenas" 190.000 km de Marte. Em 1966 a "Zond 2", também da URSS, entrou em órbita desse nosso vizinho. Em novembro de 1971 uma sonda da "Mars 2", foi o primeiro objeto feito pelo homem a alcançar o solo marciano. Logo no mês seguinte uma sonda da "Mars 3" desceu suavemente no solo de Marte. Também em 1971-72 a "Mariner 9", da NASA, em órbita desse planeta, "dissecou-o "fotograficamente".

A sonda "Mars Pathfinder" e seu robô "Sojouner" em operação em Marte.
A invasão continuou na década de 70, principalmente, com o projeto "Viking" (NASA) que colocou 2 naves em órbita e 2 sondas na superfície de Marte. Nos anos 80 apenas a URSS mandou naves a Marte, sem grandes novidades: as "Phobos 1 e 2", com o objetivo de estudar, além do planeta, a sua lua Phobos. Em 1997 a sonda "Mars Pathfinder" (NASA) alcançou o solo marciano e nele colocou um pequeno robô de rodas, o Soujoner, com a missão principal de estudar as rochas de Marte. Atualmente a nave "Mars Global Surveyor" da NASA se encontra em órbita do Planeta Vermelho, nos enviando uma quantidade de dados sem precedentes sobre sua superfície, atmosfera e magnetismo. Outras 3 naves já se encontram a caminho: a "Mars Climate Orbiter" e a "Mars Polar Lander", da NASA, e a "Nozomi", do Japão. Essa última irá orbitar Marte com o intúito de estudar sua atmosfera superior.
As questões centrais que fomentam esses quase quarenta anos de corrida a Marte continuam sendo três: a procura por evidências de vida, passada ou presente (Vida é um elemento raro ou comum no universo?); o entendimento da possível grande mudança climática sofrida por Marte em sua história (A Terra poderá se tornar desérticacomo Marte?); e o conhecimento de seus recursos naturais (Quais são, como e quando explorá-los?).

A "Mars Global Surveyor" em órbita de Marte
Uma pergunta que todos já fizemos: "porque gastarmos tanto dinheiro (e tempo, inteligência, energia, etc) para saber se Marte teve ou tem micróbios?" Além das aplicações que tais estudos, a médio prazo, poderão vir a ter em diversas áreas tais como micro-eletrônica, medicina, etc, é importante lembrarmos que uma das grandes questões da humanidade é o entendimento da Vida. Por essa questão passa a pergunta: "Estamos sozinhos no Universo?" Que também pode ser formulada como: "Vida é um elemento raro ou comum no Universo?"
Se algum outro planeta do Sistema Solar teve vida (não importa quando e em que estágio de desenvolvimento); e se a vida na Terra e nesse planeta não tiveram uma mesma origem (meteoritos oriundos da Terra levaram vida a esse planeta, ou vice-versa) então temos um forte indício a favor da vulgaridade da vida por todo o Universo. Marte, além de ser nosso vizinho imediato e por isso de mais fácil exploração, é, do Sistema Solar, o planeta que mais se assemelha à Terra e, portanto, com maiores chances de haver abrigado vida em sua história.

Paisagem marciana fotografada pela sonda "Mars Pathfinder"

Pôr do Sol em Marte, fotografado pela sonda "Mars Pathfinder"
Fonte: www.observatorio.ufmg.br