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Marte

A formação deste desfiladeiro, provavelmente se deve entre outras coisas pelos deslizamentos de terra, vento, e talvez por água e atividades vulcânicas.

Após anos de pesquisa, sobre uma grande quantidade de informações enviadas por várias missões espaciais, sabe-se que qualquer tipo de vida em Marte é pouco provável. Existem sinais de que a milhões de anos atrás provavelmente o planeta possuía água na superfície, deixando até hoje sinais da erosão desta época. Marte é um planeta muito frio, o dia mais quente poderá atingir +17ºC e o dia mais frio poderá chegar a -142ºC. Esta temperatura não permitiria que encontrássemos água na forma líquida na sua superfície. A sua cor avermelhada vem da grande quantidade de ferro na sua superfície árida (desertos), que são de grandes extensões. arte é um planeta pequeno e rochoso, formou-se relativamente próximo ao Sol e tem um histórico geológico muito semelhante aos planetas Mercúrio, Vênus e Terra. Esta formação geológica idêntica inclui algumas características comuns; sinais de atividade tectônica (vulcanismos), sinais de impactos com meteoros e asteróides e efeitos atmosféricos. A atividade vulcânica na sua história geológica é muito bem representada pelo monte Olimpo o maior vulcão que se conhece no sistema Solar.

O vulcão monte Olimpo é o maior vulcão de Marte e talvez o maior do sistema solar. Esta imagem mostra uma certa semelhança com alguns vulcões da Terra como os que encontramos no Havaí. No entanto as suas dimensões são absurdas comparadas com as que estamos acostumados, seu diâmetro é de aproximadamente 620 quilômetros e atinge a altura de 25 quilômetros.
Ele esta localizada no planalto de Tharsis próximo ao equador de Marte. Como você pode ver na foto 3 D, que nos dá uma visão em perspectiva, ele é limitado por uma escarpa. A extensão da caldeira, ou cratera central do vulcão, é de 80 quilômetros, e é possível notar uma série de círculos ao redor da cratera, indicando diferentes eventos vulcânicos com o passar do tempo.

Como Marte não conta com Oceanos não ocorrem erosões causada pela ação das águas, assim sendo ele mantem na sua superfície o registro da evolução do planeta. O que pode de alguma forma afetar um pouco a sua superfície são as grandes tempestades de ventos. Esta é uma outra característica importante de Marte, são periódicas e envolvem grandes regiões do planeta. Veja a foto a seguir de uma grande tempestade.

Nesta figura, tirada pela nave MGS, podemos ver uma recente tempestade de pó no planeta Marte. A imagem mostra o norte marciano, uma tempestade de pó polar observada no dia 29 de agosto de 2000. A tempestade está se movendo como uma frente, na região central da foto podemos ver um jato de poeira e ao redor podem ser visto o vórtice da tempestade. Esta imagem pega uma região que se estende aproximadamente por 900 km. Estas tempestades tem mostrado aos cientistas que elas possuem um importante papel no clima marciano.


Esta imagem foi enviada pela sonda Mars Global Surveyor, em setembro de 2000. Ela nos mostra um espetáculo de dunas de areia na superfície de Marte. As dunas mostradas nesta imagem foram criadas por ventos que sopram na superfície do planeta.

Fonte: www.ciencia-cultura.com

marte

Marte é o quarto planeta partindo do Sol e é normalmente referido como o Planeta Vermelho. As rochas, solo e céu têm uma tonalidade vermelha ou rosa. A cor vermelha característica foi observada por astrónomos ao longo da história. Os romanos atribuíram-lhe este nome, em honra ao deus da guerra. Outras civilizações deram-lhe nomes semelhantes. Os antigos egípcios chamaram-lhe Her Descher que significa o vermelho.

Antes da exploração espacial, Marte era considerado o melhor candidato para ter vida extra-terrestre. Os astrónomos pensaram ver linhas rectas que se cruzavam na superfície. Isto levou à crença popular que seres inteligentes construíram canais de irrigação. Em 1938, quando Orson Welles transmitiu uma novela por rádio baseada num clássico de ficção científica A Guerra dos Mundos de H.G. Wells, muita gente acreditou na história da invasão dos marcianos, o que quase chegou a causar uma situação de pânico.

Outra razão para os cientistas acreditarem na existência de vida em Marte tinha a ver com as aparentes alterações periódicas de cores na superfície do planeta. Este fenómeno levou à especulação de que determinadas condições levariam à explosão de vegetação marciana durante os meses quentes e provocavam o estado latente das plantas durante os períodos frios.

Em Julho de 1965, a Mariner 4 transmitiu 22 fotografias de perto de Marte. Foi revelada unicamente uma superfície contendo muitas crateras e canais naturais mas nenhuma evidência de canais artificiais ou água corrente. Finalmente, em Julho e Setembro de 1976, as sondas Viking 1 e 2 pousaram na superfície de Marte. As três experiências biológicas realizadas a bordo das sondas descobriram actividade química inesperada e enigmática no solo marciano, mas não forneceram qualquer evidência clara da presença de microorganismos vivos no solo perto dos locais onde poisaram. De acordo com os biologistas da missão, Marte é auto-esterilizante. Eles acreditam que a combinação da radiação solar ultravioleta que satura a superfície, a extrema secura do solo e a natureza oxidante da química do solo impedem a formação de organismos vivos no solo marciano. A questão de ter havido vida em Marte em algum passado distante permanece contudo aberta.

Outros instrumentos não encontraram sinais de química orgânica nos seus locais de poiso, mas forneceram uma análise definitiva e precisa da composição da atmosfera marciana e encontraram traços de elementos que não tinham sido previamente detectados.

Atmosfera

A atmosfera de Marte é bastante diferente da atmosfera da Terra. É composta principalmente por dióxido de carbono com pequenas porções de outros gases. Os seis componentes mais comuns da atmosfera são:

Dióxido de Carbono (CO2): 95.32%
Azoto (N2): 2.7%
Árgon (Ar): 1.6%
Oxigénio (O2): 0.13%
Água (H2O): 0.03%
Néon (Ne): 0.00025 %

O ar marciano contém apenas cerca de 1/1,000 da água do nosso ar, mas mesma esta pequena porção pode condensar, formando nuvens que flutuam a uma grande altitude na atmosfera ou giram em volta dos vulcões mais altos. Podem-se formar bancos de neblina matinal nos vales. No local de aterragem da sonda Viking 2, uma fina camada de água congelada cobre o solo em cada inverno.

Há evidências de que no passado uma atmosfera marciana mais densa pode ter permitido que a água corresse no planeta. Características físicas muito parecidas com costas, gargantas, leitos de rios e ilhas sugerem que alguma vez existiram grandes rios no planeta.

Temperatura e Pressão

A temperatura média registada em Marte é -63° C (-81° F) com uma temperatura máxima de 20° C (68° F) e mínima de -140° C (-220° F).

A pressão atmosférica varia semestralmente em cada local de aterragem. O dióxido de carbono, o maior constituinte da atmosfera, congela de modo a formar uma imensa calote polar, alternadamente em cada polo. O dióxido de carbono forma uma grande cobertura de neve e evapora-se novamente com a chegada da primavera em cada hemisfério. Quando a calote do polo sul é maior, a pressão diária média observada pela sonda Viking 1 tem o valor baixo de 6.8 milibars; em outras épocas do ano chega a atingir o valor de 9.0 milibars. As pressões do local da sonda Viking 2 eram 7.3 e 10.8 milibars. Em comparação, a pressão média na Terra é 1000 milibars.

Estatísticas de Marte
Massa (kg) 6.421e+23
Massa (Terra = 1) 1.0745e-01
Raio equatorial (km) 3,397.2
Raio equatorial (Terra = 1) 5.3264e-01
Densidade média (gm/cm^3) 3.94
Distância média ao Sol (km) 227,940,000
Distância média ao Sol (Terra = 1) 1.5237
Período de rotação (horas) 24.6229
Período de rotação (dias) 1.025957
Período orbital (dias) 686.98
Velocidade média orbital (km/seg) 24.13
Excentricidade orbital 0.0934
Inclinação do eixo (graus) 25.19
Inclinação orbital (graus) 1.850
Gravidade à superfície no equador (m/seg^2) 3.72
Velocidade de escape no equador (km/seg) 5.02
Albedo geométrico visual 0.15
Magnitude (Vo) -2.01
Temperatura mínima à superfície -140°C
Temperatura média à superfície -63°C
Temperatura máxima à superfície 20°C
Pressão atmosférica (bars) 0.007
Composição atmosférica
Dióxido de Carbono (C02) 95.32%
Azoto (N2) 2.7%
Árgon (Ar) 1.6%
Oxigénio (O2) 0.13%
Monóxido de Carbono (CO) 0.07%
Água (H2O) 0.03%
Néon (Ne) 0.00025%
Kripton (Kr) 0.00003%
Xénon (Xe) 0.000008%
Ozono (O3) 0.000003%

Vistas de Marte

O Interior de Marte

O conhecimento actual do interior de Marte sugere que pode ser constituído por uma crusta fina, semelhante à da Terra, um manto e um núcleo. Utilizando quatro parâmetros, a dimensão e massa do núcleo de Marte podem ser determinados. No entanto, apenas são conhecidos três desses quatro parâmetros, que são a massa total, a dimensão de Marte e o momento de inércia. A massa e a dimensão foram determinados em pormenor em missões anteriores. O momento da inércia foi determinado pela sonda Viking e por valores Doppler do Pathfinder, pela medida da taxa de precessão de Marte. O quarto parâmetro, necessário para completar o modelo do interior, será obtido por futuras missões. Com os três parâmetros conhecidos, o modelo é significativamente reduzido. Se o núcleo marciano é denso (composto de ferro) semelhante ao da Terra, ou os meteoritos SNC são originários de Marte, então o raio mínimo do núcleo seria de cerca de 1300 quilómetros. Se o núcleo é feito de material menos denso, tal como uma mistura de enxofre e ferro, o raio máximo seria provavelmente de menos de 2000 quilómetros. (Copyright 1998 by Calvin J. Hamilton)

Hemisfério Schiaparelli


Esta imagem é um mosaico do hemisfério Schiaparelli de Marte. O centro da imagem é perto da cratera de impacto Schiaparelli, com 450 quilómetros (280 milhas) de diâmetro. As estrias escuras com margens brilhantes emanando das crateras na região Oxie Palus, à esquerda e acima na imagem, foram causadas pela erosão e/ou depósito pelo vento. Áreas brancas brilhantes a sul, incluindo a bacia de impacto Hellas no extremo inferior direito, estão cobertas por dióxido de carbono congelado. (Cortesia USGS)

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