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Marte

O clima desse planeta é o mais parecido com a Terra. No verão de Marte que a temperatura chega perto de 20o e no inverno pode chegar a -140o C. Mesmo usando um telescópio médio é possível observar em Marte a presença de calotas polares formadas de gelo seco (gás carbônico congelado). Além disso, desde o século passado os astrônomos já haviam observado a presença de estações do ano no planeta. Acredita-se que em Marte exista água congelada próximo dos pólos e sob abaixo da superfície. Na década de 70, duas sondas (Viking I e Viking II) desceram em Marte com o objetivo de procurar vida na forma de bactérias, fungos ou algo parecido, mas nada foi encontrado, que pudesse comprovar a existência desses organismos. Missões complementares a marte deram prosseguimento até 1996 com a Mars Global Surveyor (MGS) para um mapeamento mais preciso da superfície marciana a ser completado pela sonda ate 31 de janeiro de 2000. A MGS faz parte de um programa de dez anos de duração da exploração de Marte. O incio da exploração com sondas começou em 1960 com vários fracassos e somente a Mariner 4 em 1965 consegue enviar as 21 primeiras imagens de Marte.

Marte

Histórico

Sem dúvida nenhuma é o planeta que mais deu origem a superstições e contos de fadas. Sua cor avermelhada deu origem ao seu nome, Marte: Deus da Guerra É observado desde os primórdios da astronomia moderna. Foi o planeta mais estudado na antiguidade, e isso possibilitou Johannes Keppler (1571-1630), através das observações de Tycho Brahe (1546-1601) descobrir as leis que regem os movimentos planetários.

Galileu Galilei (1564-1642), quando observou Marte em 1610 não soube afirmar se via as fases do planeta ou se o planeta não era perfeitamente redondo. Depois dele alguns outros puderam identificar algumas manchas em sua superfície e em 1.666 Jean Dominique Cassini (1625-1712) concluiu que o período de rotação do planeta é 24h 40 min e observou a presença de calotas polares. Mais tarde observou-se a presença de uma camada atmosférica espessa o suficiente para abrigar vida. As manchas escuras observadas sugeriram a presença de oceânos e vegetação. Porém é a partir de 1870 que começa a grande polêmica sobre a existência de vida no planeta vermelho.

Dispondo de um bom telescópio refrator para a época, Giovanni Schiaparelli (1835-1910) faz uma nova cartografia de Marte, a qual gerou muitas polêmicas e especulações sobre a existência de vida em Marte. Em seus mapas Schiaparelli destaca a apresença de diversas estruturas lineares que ele denominou de canais. Essa denominação provocou muita divergência entre os pesquisadores da época. Uns afirmavam ser estruturas naturais e outros afirmavam ser estruturas artificiais, construidas pelos habitantes marcianos. A segunda hipótese prevaleceu por algum tempo, principalmente nos países de língua inglesa, provocado por um erro de tradução da palavra canali (usada por Shiaparelli) por canals que significa canais artificiais. Edward Pickering (1846-1919) observou que no cruzamento de dois ou mais canais haviam estruturas circulares bem extensas e que foi interpretada como oásis nos desertos marcianos. Os canais seriam redes hidráulicas em todo o planeta que sustentava a pouca agricultura para a sobrevivência dos marcianos que podiam ser uma civilização decadente.

No final do século XIX George Hale (1868-1938), Edward Barnard (1857-1923) e Asaph Hall (1929-1907) que descobriu os pequenos satélites do planeta (Phobos e Deimos), afirmaram que as ligações lineares entre manchas, no planeta, era apenas ilusão de óptica. Com o tempo isso foi provado, colocando-se no lugar a hipótese de que o relato de canais são na verdade estrias irregulares, manchas e zonas de reflexão pouco uniforme.

As conclusões a respeito desse planeta tomaram novos rumos com o envio da sonda Mariner 4 (em 1965), que forneceu dados muito mais precisos sobre sua atmosfera e superfície. Ela foi a primeira missão de sucesso ao planeta vermelho. O processo de exploração espacial seguiu até 2000 com a Mars Global Surveyor.

Observação

As condições de observação mais favoráveis são aquelas em que a distâcia Terra - Marte é a menor possível. Isso se dá quando a Terra está no afélio e Marte no periélio e ambos na mesma direção e sentido em relação ao Sol. Esse tipo de coincidência ocorre num ciclo de aproximadamente dezessete anos, onde a distância entre eles é cerca de 60 milhões de Km. Como Galileu observou em sua época, Marte realmente apresenta uma pequena fase, ou seja os observadores terrestres podem notar uma parte não iluminada do planeta em determinadas condições, porém a fase nunca se completa pois ele está numa óbita mais externa que a da Terra (nunca há fase nova ou de quadratura).

Superfície

Em 1971 a sonda Mariner 9 foi colocada em órbita do planeta, com a função de fazer mapas etalhados de sua superfície, que foi toda mapeada através de fotos, e estas mostravam detalhes de até um quilômetro, sendo que cerca de 1% dessa superfície foi fotografada com detalhes de 100 metros.

O local onde Shiaparelli pensou ser iluminado artificialmente, por ser o ponto de maior brilho encontrado em suas observações foi detectado a presença de um vulcão com 24 km de altura e cratera com 500 Km de diâmetro (Monte Olimpo). Foi visto como o ponto mais iluminado porque sua cratera tem um poder de reflexão bem maior do que as regiões vizinhas. Pouco mais longe outros três vulcões com mais de 20 km de altitude foram encontrados e nas proximidades desses vulcões foi observado um canyon com mais de 5.000 km de extensão e profundidade de cerca de dois quilômetros e alguns pontos onde sua largura ultrapassa os 400 km (Vale Marianers). Além disso existe um número elevado de crateras de impacto. A existência de vales que parecem leitos de rios secos podem ter sido os canais observados por Shiaparelli.

Depois do final da grande polêmica onde muita coisa caiu em descrédito, voltou-se a acreditar que exista água no planeta e em quantidades muito maiores do que as previstas.

Legando a grande possibilidade de vida em Marte (na forma microscópica) é que em 1975 foram lançadas as Sondas Viking 1 e 2, cada uma formada por um satélite, que deveria orbitar em torno do planeta e uma segunda parte que deveria pousar na superfície marciana, com o objetivo de fazer algumas experiências no solo e na atmosfera, além do reconhecimento visual. A experiências em solo não forneceram nenhum resultado conclusivo sobre a existÊncai de vida bacteriana em Marte.

Sua superfície é composta principalmente de óxidos de ferro, o que dá a cor característica do planeta (Ocre-Alaranjado).

Calotas Polares: Mostram variações muito nítidas e periódicas. No inverno de um hemisféro a camada de gelo torna-se bastante extensa podendo atingir o meio do caminho entre o polo e o equador. Com o auxilio dos radiômetros infravermelhos das sondas Mariner concluiu-se que a temperatura da superfície da calota é de (-132oC) ou seja, a temperatura de condensação do CO2, isto quer dizer que os polos são recobertos por CO2 sólido, ou seja, neve carbônica.

Atmosfera

Bem menos espessa que a nossa, é constituida principalmente de anidrido carbônico (50%) e vapor d'agua, sendo que a quantidade de oxigênio corresponde a um milésimo da quantidade existente na Terra. Sabe-se que há uma interação entre os elementos do solo e da atmosfera. Apesar da baixa densidade e pouca pressão atmosférica (equivalente à pressão atmosférica da Terra a 30 Km de altitude), registrou-se em Marte vendavais que cobriam todo a superfície do planeta de poeira, com ventos de até 240 km/h. 
O Clima: Esse é único planeta além da Terra que podemos falar sobre clima. Os pesquisadores que se dedicaram à constante observação de Marte puderam distinguir estações climáticas semelhante à terrestres. Porém devemos considerar que o ano marciano é quase o dobro do ano terrestre e os dias de Marte são de 24h 36min portanto as estações lá tem em média o dobro dos dias das estações terretres.

Podemos comparar o clima equatorial de Marte com uma montanha muito alta em dia claro e seco. O calor durante o dia é pouco amenizado pelas nuvens e neblina. E à noite é rápida a irradiação do calor absorvido durante o dia, para o espaço fazendo muito frio. A amplitude térmica do dia para a noite e de uma estação para outra são muito grandes.

Satélites de Marte

Fobos: O mais próximo do planeta, tem diâmetro equatorial bem maior que o diâmetro polar. Seu período de translação ao redor do planeta é de 7h 40min, sendo o único satélite do sistema solar com período de translação menor do que a rotação do seu planeta. Isso se deve à grande proximidade do centro do planeta 9.400 Km.

Deimos: O mais afastado (23.500 Km do centro), tem período de translação de 30h 17min. Suas dimensões são cerca de metade de Fobos.

Ambos os satélites possuem uma forma bem irregular assemelhando-se a uma batata com dimensões em torno de 15 quilômetros.

Fonte: www.cdcc.usp.br

Marte

raio equatorial = 3397 km
massa = 6,42E23 kg = 0,1074 massas terrestres = 1/3098710 massas solares
densidade = 3,9 g/cm^3
período de rotação = 24 h 37 min 22,7 s
inclinação do equador = 25,19°
achatamento = 0,005186
temperatura = 220 K
albedo geométrico = 0,150
magnitude absoluta = -1,52
número de satélites conhecidos = 2

Marte é o último planeta terrestre, com metade do diâmetro da Terra. Visto através de um telescópio, Marte se apresenta como um disco avermelhado e com manchas escuras, com calotas polares brancas. Estas calotas polares se alteram durante o ano marciano, a cada estação, indicando que são formadas de gelo. As áreas escuras pensava-se que eram vegetação.

O astronomo Giovanni Schiaparelli visualizou canais na superfície do planeta, no final do século 19; estes canais foram estudados por Percival Lowell, que publicou livros sobre o assunto. Hoje sabe-se que estes canais são uma ilusão de ótica. Estes canais geraram especulações sobre a existência de vida em Marte, alimentando inúmeras obras de ficção científica, com o mito dos marcianos. Em 1965 a sonda Mariner4 obteve imagens que descartam a probabilidade de vida no planeta. Marte é um planeta superior, ou seja, é mais facil de ser observado quando mais próximo da Terra (durante oposição), quando o planeta está acima do horizonte a noite toda. Muitos fatos sobre Marte são conhecidos desde antes da idade espacial. Marte possui estações durante o ano marciano, seu eixo de rotação está inclinado 25°, o dia marciano tem cerca de meia hora a mais que o terrestre e na superfície do planeta ocorrem tempestades de poeira.

Foram enviadas sondas para obter mais detalhes sobre Marte, estas revelaram crateras, especialmente no hemisfério sul, já que no hemisfério norte há abundância de bacias de origem vulcânica e vulcões. O maior vulcão é o Monte Olimpo, sua base tem raio de cerca de 300km e cerca de 20km da base ao topo. Há também canyons, o maior deles é o Valles Marineris, com 5000km de comprimento, 200km de largura e 6km de profundidade. Naves descobriram leitos de rios secos. A temperatura atual e a pressão não permitem a existência de água na forma líquida, então estes leitos deveriam ser formados por rios que existiriam logo após a formação de Marte; atualmente a maior parte da água se encontra nas calotas polares a quilômetros de profundidade. Em 1976 as sondas norte-americanas Viking1 e 2 mapearam o planeta e coletaram dados.

A temperatura das calotas polares indica que são formadas de água e gelo de dióxido de carbono. A calota polar norte não se altera durante o ano, se extendendo até latitude 70°N; já a calota sul desaparece quase que completamente no verão marciano. As áreas escuras que acreditava-se ser vegetação são formadas por poeira. O aspecto do céu marciano é avermelhado devido a poeira em suspensão na atmosfera. O solo é avermelhado devido a existência de óxido de ferro.

Experimentos relalizadas pelas Vikings não encontraram sinais de vida, alguns resultados que indicavam o contrário nada eram além de reações químicas incomuns. A atmosfera de Marte é composta principalmente de dióxido de carbono, vapor d'água quase inexistente. A pressão atmosférica é baixa (1/200 da terrestre ao nível do mar). Marte possui dois satélites naturais, Fobos e Deimos.

Fonte: www.geocities.com

Marte

Rotação: 24.6 Horas 
Translação: 687 dias 
Diâmetro: 6794 km 
Temp. Máxima: 20 C 
Temp. Mínima: -140 C 
Pressão atmosférica: - 92 bar 
Luas: 2 - Phobos e Deimos 
Composição da atmosfera: dióxido de Carbono, nitrogênio, oxigênio e monóxido de Carbono

Marte é o quarto planeta a contar do Sol e é o último dos quatro planetas interiores (ou telúricos) no sistema solar, e situa-se entre Terra e o Cinturão de Asteróides a 1.5 UA do Sol (UA= Unidade Astronômica. 1 UA = à distância da Terra ao Sol).

Marte tem muitas afinidades com a Terra. Assim como nosso planeta, tem um dia com uma duração muito próxima do dia terrestre e o mesmo número de estações durante o ano.

Marte, também tem calotas polares que contém água e dióxido de carbono gelados, um imenso desfiladeiro, planícies, antigos leitos de rios secos e até mesmo um lago congelado, descoberto há não muito tempo.

Os primeiros observadores modernos interpretaram as mudanças superficiais do planeta de forma ilusória, que contribuiu para conferir uma idéia quase mítica. Primeiro foram os canais, depois as pirâmides, o rosto humano esculpido e a região de Hellas no sul de Marte que parecia que, sazonalmente, se enchia de vegetação. Tudo isso levou a imaginar a existência de marcianos com uma civilização desenvolvida.

Hoje sabemos que pode ter havido água abundante em Marte e que formas de vida primitiva podem ter existido.

Superfície marciana

A superfície de Marte é composta principalmente por óxidos de ferro, o que confere ao planeta sua característica cor ocre-alaranjado.

Marte
Imagem panorâmica feita pelo robô explorador Spirit.

O ponto mais alto da superfície do planeta, e também de todo o sistema solar, é o Monte olimpo, um gigantesco vulcão com 24 km de altura e com uma cratera de 500 km de diâmetro. Afastados dali, outros três vulcões apresentam altitudes de mais de 20 mil metros. Em suas proximidades destaca-se um gigantesco canyon com mais de 5 mil quilômetros de extensão com até 2 mil metros de profundidade. Em alguns pontos sua largura ultrapassa 400 km, como a região do Vale Marianers.

Um número elevado de crateras de impacto podem ser vistas na superfície de Marte, bem como vales que parecem leitos de rios secos.

As calotas polares de Marte apresentam variações nítidas e sistemáticas. No inverno, a camada de gelo de um hemisfério torna-se tão extensa que chega a meio caminho entre o polo e a linha do equador.

Com auxílios de radiômetros a bordo das sondas Mariner, astrônomos concluíram que a temperatura da superfície da calota é de -132 ºC. Como essa é a temperatura de condensação do CO2, conclui-se também que os polos são cobertos por gás carbônico sólido, ou seja neve carbônica.

Atmosfera marciana

Marte possui uma atmosfera bem menos espessa que a terrestre e é formada principalmente de de 50% de anidrido carbônico e vapor d'agua. A quantidade presente de oxigênio é de 1 milésimo à existente na Terra.

Existe em Marte uma interação entre os elementos da atmosfera e da superfície. Apesar da pouca pressão atmosférica (equivalente à 30 km de altura na Terra), os ventos podem ultrapassar 270 km/h e cobrir toda a superfície com poeira.

Marte
Redemoinhos, como o da imagem acima, fotografado pelo robô Spirit, são comuns na superfície

As estações do ano são semelhantes à nossa, e levando em consideração que o ano marciano tem aproximadamente o dobro de dias que o ano terrestre, cada estação dura aproximadamente seis meses terrestres.

O clima equatorial marciano se assemelha ao de uma montanha alta em dia claro e seco, onde durante o dia o calor quase não é amenizado pelas nuvens e neblina. Durante a noite, a irradiação do calor absorvido durante o dia é muito rápida, fazendo muito frio. A amplitude térmica entre o dia e a noite são muito altas.

No Verão em Marte, a temperatura média atinge -36 ºC antes do nascer do dia. Pela tarde, atinge os -31 ºC, por vezes a média pode chegar aos -4,5 ºC e são raras as temperaturas superiores a zero graus, mas que podem alcançar os 20 ºC ou mais no equador.

No entanto, a temperatura mínima pode baixar até aos -80ºC.

No Inverno, as temperaturas caem até aos -130 ºC nos pólos e chega mesmo a nevar. Mas trata-se de neve carbônica, já que o carbono é o principal constituinte da atmosfera.

A temperatura mais baixa registada em Marte foi de -187 ºC e a mais alta, em pleno verão e quando o planeta se encontrava mais próximo do Sol, foi de 27ºC.

Satélites de Marte

Marte possui dois satélites: Fobos e Deimos. O mais próximo do planeta é Fobos. Seu diâmetro equatorial é muito maior que o diâmetro polar, o que lhe confere uma aparência fortemente achatada. O período de translação ao redor de Marte é de 7h20m e é o único satélite do sistema solar cujo período de translação é menor que o de rotação. Isse é devido à grande proximidade do centro do planeta, de 9.400 km.

Deimos é mais afastado, situando-se a cerca de 23.500 km do centro de Marte e tem período de translação de 30h17m. Deimos também é menor que Fobos e tem aproximadamente metade de seu tamanho.

Tanto Deimos como Fobos possuem forma irregular, se assemelhando à uma batata com aproximadamente 15 quilômetros.

Observando Marte

Marte é facilmente visível a olho nú e as condições de observação mais favoráveis são quando distância entra a Terra e Marte é a menor possível. Isso ocorre dá quando a Terra está no afélio (maior diatância até o Sol) e Marte no periélio (menor diatância até o Sol) e ambos na mesma direção e sentido em relação ao Sol.

Esse fenômeno ocorre a cada 17 anos dezessete anos, quando a distância entre eles é de cerca de 60 milhões de Km.

Com um pequeno telescópio é possível ver Marte e suas duas luas e observar até mesmo uma pequena fase do planeta. Ou seja, em algumas ocosiões é possível notar uma região não iluminada do planeta. Como marte está numa óbita mais externa que a da Terra, nunca há fase nova ou de quadratura, e a fase visível nunca se completa.

Exploração Espacial

Os russos foram os primeiros a enviar uma sonda à Marte, mas não obtiveram sucesso. Logo em seguida os americanos fizeram a segunda tentativa e em 1965 enviaram a Marte a sonda Mariner 4, que foi a primeira a tirar uma fotografia de baixa qualidade do planeta.

Os russos só obtiveram sucesso em 1974.

Em 20 de julho de 1976 a sonda norte-americana Viking I pousa na superfície marciana próximo à Chryse Planitia, uma planície circular na região norte equatorial de Marte próximo à Tharsis, e tira a primeira fotografia da superfície.

Alguns meses mais tarde, em 3 de setembro, a sonda gêmea Viking II pousa na superfície do planeta, próximo à Utopia Planitia.

Durante anos estas duas sondas operaram continuamente até o esgotamento total das baterias.

Em 4 de julho de 1997 a sonda norte-americana Mars pathfinder pousa em Chryse Planitia, na região de Ares Vallis, com um pequeno robô a bordo. Esse pequeno robô explorou e investigou diversas rochas e enviou à Terra mais de 16500 imagens, além de executar aproximadamente 8.5 milhões de medições de pressão barométrica, temperatura e velocidade do vento.

No mesmo ano, em 11 de setembro, pousa no planeta a Mars Global Surveyor, com a missão de fotografar, em alta resolução, a superfície do marciana.

No final de 2003, Agência Espacial Européia faz chegar à orbita marciana a sonda Mars Express que lança em direção à superfície outro robô, que apresentou problemas e nunca chegou à enviar sinais. No entanto foi a sonda Mars Express que fez uma das maiores descobertas, quando detectou os primeiros sinais de água na forma de um lago congelado.

Outras missões mais recentes também foram bem sucedidaes, entre elas os "passeios" dos robôs "Spirit" e de irmão gêmeo "Opportunity", que exploram o planeta desde Janeiro de 2004.

Fonte: www.apolo11.com

Marte

O planeta Marte sempre despertou muita curiosidade e imaginação também. Nesta página, o autor do site procurou obter algumas informações sobre o que se conhece atualmente e perspectivas futuras.

Com a chegada em Janeiro de 2004 de duas sondas de exploração (Spirit e Opportunity), o assunto voltou ao noticiário da imprensa.

Marte
A figura acima é uma das primeiras imagens recebidas.

Por que o interesse por Vênus é menor?

Marte

Até certa época, imaginou-se que Vênus seria o planeta mais adequado para a procura por formas de vida e possível exploração humana. Afinal, é o mais próximo da Terra e tem massa similar. Entretanto, descobertas posteriores inviabilizaram a idéia.

Vênus tem uma espessa atmosfera, formada basicamente por dióxido de carbono e gotículas de ácido sulfúrico. Aparentemente, não há vestígios de água. A pressão é cerca de 90 vezes a pressão atmosférica da Terra. Nas camadas superiores, as nuvens são abundantes e se movem em forma de espiral, em velocidades superiores aos furacões na Terra.

Tão densa atmosfera produz um enorme efeito estufa no planeta e a temperatura na superfície deve estar perto de 450 ºC, maior que a de Mercúrio e suficiente para fundir o chumbo. Planeta Vênus

Dá para concluir que é pouco provável que algum dia seja possível explorar um ambiente tão desfavorável.

Marte e a imaginação

Deve ser difícil encontrar alguém que não tenha lido ou ouvido comentários sobre civilização em Marte, marcianos ou algo similar. O planeta inspirou muitas obras de ficção e, até certa época, não foram poucos os que realmente acreditavam numa civilização lá existente.

As primeiras observações astronômicas sugeriram a existência dos famosos canais de Marte, que poderiam ser uma imensa obra de engenharia dos que lá habitavam. Na realidade, são o resultado visual do movimento de poeiras e nuvens.

Dados físicos, geologia, atmosfera e outros dados

Marte é consideravelmente menor do que a Terra, mas não deixa de ser o planeta mais parecido com ela e virtualmente é o único que pode dar esperanças de algum dia ser visitado. Na tabela abaixo, alguns dados comparativos (Os valores da coluna de percentuais são arredondados e considerados em relação à Terra).

Dado físico Marte Terra %
Massa 1024 kg 0,642 5,974 11
Volume 1010 km3 16,32 108,32 15
Raio no equador km 3394 6378 53
Massa específica média kg/m3 3933 5520 71
Aceleração da gravidade m/s2 3,72 9,81 38
Velocidade de escape 103 m/s 5,03 11,19 45
Irradiação solar W/m2 595 1380 43

 

Marte
Imagem do planeta Marte

Apesar do menor tamanho, a topografia de Marte apresenta extremos maiores que os da Terra. O maior cânion tem cerca de 4000 km de extensão e 7 km de profundidade. A maior montanha tem cerca de 25 km de altura.

Não há indícios de atividade vulcânica nem tremores de solo. Mas certamente existiram no passado. A tectônica de Marte parece diferente da Terra. Enquanto nesta placas deslizantes se juntaram ou se afastaram, em Marte fluxos verticais de lava formaram a crosta. A superfície também foi afetada pelo impacto de outros corpos celestes. Estima-se que o núcleo não seja líquido, devido ao fraco campo magnético, cerca de 0,01% do da Terra.

A atmosfera de Marte é composta basicamente por dióxido de carbono e tem pressão de aproximadamente 1% da pressão atmosférica terrestre. Com uma atmosfera tão rarefeita, há pouca retenção de calor e a temperatura superficial varia bastante, de acordo com a hora e estação do ano. A mínima registrada é -140ºC, a máxima 20ºC e a média é -63ºC.

Curiosidade relacionada: na Terra ocorrem cerca de 8000 tremores de solo por dia.
Marte tem dois pequenos satélites naturais: Fobos (massa 10,8 1015 kg, distância média do planeta 9377 km) e Deimos (massa 1,8 1015 kg, distância média do planeta 23436 km). Ambos foram descobertos em 1877 pelo astrônomo Asaph Hall. Acredita-se que são asteróides capturados.

O dia de Marte é equivalente a 1,02 dias terrestres e o ano, a 1,88 anos da Terra. Satélites naturais de Marte

Marte

O clima de Marte dá-lhe um aspecto desértico. Há nuvens de dióxido de carbono, mas não há chuvas. Em certas épocas do ano, o aquecimento solar provoca correntes de convecção que arrastam poeiras, formando uma espécie de tempestade que se estende por boa parte do planeta. Isso dá um visual de fendas escuras, que certa vez foram confundidas com canais.

Água e vida em Marte?

Essas perguntas são fundamentais. Nas condições atuais de temperatura e pressão, não pode haver água líquida no planeta. Foi detectada uma pequena proporção na atmosfera e há indícios da existência nas calotas polares, em forma congelada.

Marte é muito frio, mas em outras eras já foi mais quente. Se comprovada a existência de água, mesmo congelada, na superfície, há possibilidade do desenvolvimento de alguma forma elementar de vida no passado, pois a água estava líquida. Mas a questão dificilmente poderá ser respondida por sondas. Provavelmente será necessária uma missão humana no planeta.

A suposição da existência de água líquida no passado é reforçada pela abundância de óxido de ferro, responsável pela coloração vermelha do planeta. O ferro contido nas rochas pode ter se combinado gradualmente com o oxigênio da água. Entretanto, ainda não foi possível confirmar isso. Há a hipótese de o óxido ter sido trazido por meteoritos, não precisando de água.

Humanos em Marte?

De todas as sondas que Estados Unidos e outros países enviaram, apenas um terço teve sucesso. Então, não é difícil imaginar os riscos de uma missão tripulada.

Quanto ao custo, um cálculo proporcional com o peso de uma sonda, seu custo e o peso estimado de uma missão com pessoas dá um resultado perto de US$ 100 bilhões. Ou seja, é uma estimativa precária, sem considerar os aspectos de segurança necessários. Humanos em Marte?

Portanto, pode-se supor que uma missão tripulada ainda está distante e que as sondas continuarão desempenhando seu papel por um bom tempo. Alguns dizem que elas serão usadas também na sonhada missão, para o transporte prévio de equipamentos.

Fonte: www.mspc.eng.br

Marte

Marte, o planeta vermelho, tem um dia semelhante ao da Terra em duração mas seu ano é quase o dobro do terrestre. Isto se deve ao fato de sua distância do Sol ser maior que a da Terra e também ao fato de recorrer uma órbita maior, a uma velocidade menor que a Terra. Marte não possui anéis. Tem dois satélites naturais: Fobos e Deimos, o medo e o terror segundo relatos mitológicos. Marte é o planeta que mais despertou a imaginação dos terráqueos. Suas calotas de gelo seco, suas cadeias montanhosas, as fendas, as crateras, canyons, canais e planícies serão o cenário de uma próxima expedição humana, onde deverá prevalecer o frio e a falta de umidade. E, caso seja um êxito, o século XXI testemunhará o nascimento dos primeiros marcianos dotados de raciocínio.

SUPERFÍCIE

Marte, por sua cor semelhante à do sangue derramado nas batalhas, leva o nome do Deus romano da guerra.

A cor vermelha provém do alto conteúdo de ferro no pó que cobre o solo. A superfície marciana é rica em formas de relevo conhecidas na Terra. Possui montanhas, planícies, canais, crateras de impacto, vulcões e profundos canyons. Desde tempos remotos tem evoluído de forma semelhante à Terra. Os canais, por exemplo, parecem formados pela erosão de correntes de água que, por alguma razão, já não existem na superfície.

Entre seus vulcões destaca-se o Monte Olimpo, que é o maior em todo o Sistema Solar, sendo que sua altura equivale a três montes Everest.

A antiga atividade tectônica do planeta modelou oscanyons com dobramentos e falhas, como os do conjunto inter-conectadoVales Marineris, que é tão extenso como a dimensão Leste-Oeste dos Estados Unidos e localiza-se perto do equador marciano.

As calotas polares de gelo seco avançam ou retrocedem segundo o ritmo climático estacional.

ATMOSFERA

O planeta vermelho retém uma delgada atmosfera constituída essencialmente por dióxido de carbono, ainda que com algo de oxigênio e nitrogênio. Sua densidade é tão baixa que não propaga o som.

As variações de temperatura ocasionam diferenças de pressão atmosférica, produzindo ventos que varrem a superfície e removem o pó do solo. Produzem-se desse modo tempestades de pó que cobrem o céu, tornando-o rosado.

As espaçonavesViking I e II que pousaram em latitudes médias do hemisfério Norte marciano, registraram temperaturas de -14º C no verão e -120º C durante o inverno, que são compatíveis com algumas formas de vida terrestre.

SATÉLITES NATURAIS

Marte tem dois satélites naturais, Fobos e Deimos. Por terem o aspecto de dois asteróides, acredita-se que realmente possam ter sido asteróides um dia. Os satélites naturais tiveram uma órbita muito próxima à de Marte, tendo sido, por este motivo, capturados pelo planeta vermelho.
Fobos e Deimos têm 28 e 16 km como maior dimensão, respectivamente.

DADOS TÉCNICOS

DIÂMETRO EQUATORIAL: 6.787 km

DISTÂNCIA MÉDIA DO SOL: 227.900.000 km

PERÍODO DE TRANSLAÇÃO (ANO): 687 dias terrestres

PERÍODO DE ROTAÇÃO (DIA): 24 horas 37 minutos

PRINCIPAL COMPONENTE ATMOSFÉRICO: dióxido de carbono

TEMPERATURA SUPERFICIAL: máxima -14° C, mínima -120° C

GRAVIDADE: 0,38 g (1 g = 9,8 m/s2)

Fonte: bruno.rosenthal.vilabol.uol.com.br

Marte

Procurando Vida em Marte

O planeta Marte há muito é associado à Vida Extra Terrestre. Não é à toa que popularmente, frequentemente "marciano" e "E.T." têm o mesmo significado. Mesmo os cientistas sempre se ocuparam (de formas diferentes) com a questão "Vida em Marte". Desde Christian Huygens(1629-1695), um dos primeiros a observar Marte, sistematicamente, por telescópio; passando por Percival Lowell (1855 - 1924) a quem um biógrafo definiu "... de todos os homens da história que propuseram questões e respostas sobre Marte, Lowell foi o mais influente e controverso."; até os dias de hoje, cientistas têm gasto muito tempo (e verbas) estudando "Vida em Marte".

No final do século passado Lowell interpretou o que viu na superfície de Marte como grandes oásis no meio do deserto, com canais sistematicamente construídos para levar água a esses oásis. Hoje sabemos da impossibilidade de vida inteligente em Marte, mas, e vida microscópica? Já teria existido (ou mesmo, ainda existe) em Marte? Em agosto de 96, cientistas da NASA reacenderam o tema "Vida em Marte" para o grande público, ao anunciarem possíveis sinais de bactéria fóssil em um meteorito que teria origem em Marte. Cientistas, por todo o mundo, continuam estudando amostras desse meteorito, mas a dúvida permanece.

Marte
O "Vale Marineris" já foi confundido com canal artificial

Invadindo Marte

O planeta Terra tem invadido Marte. Essa invasão começou em 1963 com a nave "Mars 1" da URSS passando a "apenas" 190.000 km de Marte. Em 1966 a "Zond 2", também da URSS, entrou em órbita desse nosso vizinho. Em novembro de 1971 uma sonda da "Mars 2", foi o primeiro objeto feito pelo homem a alcançar o solo marciano. Logo no mês seguinte uma sonda da "Mars 3" desceu suavemente no solo de Marte. Também em 1971-72 a "Mariner 9", da NASA, em órbita desse planeta, "dissecou-o "fotograficamente".

Marte
A sonda "Mars Pathfinder" e seu robô "Sojouner" em operação em Marte.

A invasão continuou na década de 70, principalmente, com o projeto "Viking" (NASA) que colocou 2 naves em órbita e 2 sondas na superfície de Marte. Nos anos 80 apenas a URSS mandou naves a Marte, sem grandes novidades: as "Phobos 1 e 2", com o objetivo de estudar, além do planeta, a sua lua Phobos. Em 1997 a sonda "Mars Pathfinder" (NASA) alcançou o solo marciano e nele colocou um pequeno robô de rodas, o Soujoner, com a missão principal de estudar as rochas de Marte. Atualmente a nave "Mars Global Surveyor" da NASA se encontra em órbita do Planeta Vermelho, nos enviando uma quantidade de dados sem precedentes sobre sua superfície, atmosfera e magnetismo. Outras 3 naves já se encontram a caminho: a "Mars Climate Orbiter" e a "Mars Polar Lander", da NASA, e a "Nozomi", do Japão. Essa última irá orbitar Marte com o intúito de estudar sua atmosfera superior.

As questões centrais que fomentam esses quase quarenta anos de corrida a Marte continuam sendo três: a procura por evidências de vida, passada ou presente (Vida é um elemento raro ou comum no universo?); o entendimento da possível grande mudança climática sofrida por Marte em sua história (A Terra poderá se tornar desérticacomo Marte?); e o conhecimento de seus recursos naturais (Quais são, como e quando explorá-los?).

Marte
A "Mars Global Surveyor" em órbita de Marte

Vida é Comum?

Uma pergunta que todos já fizemos: "porque gastarmos tanto dinheiro (e tempo, inteligência, energia, etc) para saber se Marte teve ou tem micróbios?" Além das aplicações que tais estudos, a médio prazo, poderão vir a ter em diversas áreas tais como micro-eletrônica, medicina, etc, é importante lembrarmos que uma das grandes questões da humanidade é o entendimento da Vida. Por essa questão passa a pergunta: "Estamos sozinhos no Universo?" Que também pode ser formulada como: "Vida é um elemento raro ou comum no Universo?"

Se algum outro planeta do Sistema Solar teve vida (não importa quando e em que estágio de desenvolvimento); e se a vida na Terra e nesse planeta não tiveram uma mesma origem (meteoritos oriundos da Terra levaram vida a esse planeta, ou vice-versa) então temos um forte indício a favor da vulgaridade da vida por todo o Universo. Marte, além de ser nosso vizinho imediato e por isso de mais fácil exploração, é, do Sistema Solar, o planeta que mais se assemelha à Terra e, portanto, com maiores chances de haver abrigado vida em sua história.

Marte
Paisagem marciana fotografada pela sonda "Mars Pathfinder"

Fonte: www.observatorio.ufmg.br

Marte

O PLANETA VERMELHO

Marte
Planeta Marte

Baseado nas diversas análises realizadas pelas sondas enviadas, hoje sabemos que este planeta é muito semelhante à Terra e o único sobre o qual o homem poderia pisar, num futuro não muito distante.

A primeira sonda a aproximar-se do planeta foi a Mariner 4, que em julho de 1965, enviou várias fotos tomadas a uma altitude de 10.000 km da superfície do planeta.

Tais imagens testemunharam que , ao menos, no aspecto macroscópico, visível, não existe vida em Marte; desta maneira pôs-se fim à inúmeras controvérsias que se faziam até aquela data a esse respeito.

A missão mais bem sucedida, para aquela época veio através das sondas Viking 1 e 2, que aterrizaram em setembro de 1975 em duas regiões diferentes, com distância de 6.000km entre si, pois as mesmas possuiam um pequeno laboratório a bordo, para analisar as amostras colhidas e um computador capacitado para tomar decisões autônomas.

Marte
Braço da sonda Viking 1, cuja função foi recolher amostras do solo de Marte

SUPERFÍCIE

A superfície de Marte é semelhante à da nossa Lua, acrescentando-se às crateras e planícies, canyons e vulcões.

Há a presença de água, em forma de gelo nas regiões polares e infiltrada nas camadas superficiais do solo, estando permanentemente congelada.

A inclinação do eixo de rotação determina em Marte a alternância de estações e variação das temperaturas na superfície. Em média, a temperatura é de –40ºC, com picos de –14ºC, no verão e de –120ºC, no inverno.

Apesar de possuir clima frio e seco, existem evidências da ação erosiva da água e do gelo em Marte.

Na superfície, existem muitas estruturas em forma de canais que lembram os leitos dos rios terrestres e outros mais profundos, com as mesmas dimensões ao longo de toda sua extensão, que são consideráveis oceanos. Isso demonstra que ao longo de sua história, o clima foi temperado e havia um ciclo hidrodinâmico completo, ou seja evaporação de água do mar, condensação em forma de nuvens e precipitações sobre o solo marciano.

O final deste ciclo provavelmente se deu pela instabilidade da atmosfera e pela distância do Sol. O planeta foi resfriando, a água se infiltrando no solo, que em Marte é muito poroso, os oceanos foram se contraindo, diminuindo gradativamente seus efeitos na atmosfera e a água acabou por ficar toda presa no solo, congelada.

Marte
O imenso Canyon Valles Marineris, em Marte tem mais de 3000 Km de comprimento e 8 Km de profundidade; É 10 vezes mais comprido e 4 vezes mais fundo que o Grand Canyon dos EUA

Marte
Reconstituição do Valles Marineris, tal como seriam quando em Marte existiam oceanos

ATMOSFERA

A camada atmosférica de Marte é extremamente fina e é composta principalmente de dióxido de carbono, quantidades mínimas de nitrogênio, argônio, oxigênio e vapor d’água. A pressão do solo é muito baixa – aproximadamente 6 milésimos da terrestre.

Os ventos marcianos manifestam-se freqüentemente nas formações do tipo ciclônico. A baixa densidade da atmosfera favorece a formação de ventos com velocidades de até 200km/h, que produzem tempestades de areia tão abrangentes que chegam a cobrir todo um hemisfério e são visíveis da Terra. Essas tempestades tornam a atmosfera do planeta opaca durante semanas, até que a poeira em suspensão se deposite no solo novamente.

O vento é o principal agente de erosão do solo marciano, onde continuamente se deslocam e se criam enormes dunas de areia. Por ser o solo rico em óxido de ferro, o céu de Marte é avermelhado, devido à presença constante dessa poeira em suspensão.

Marte
Tempestade de areia Detalhe da supefície de Marte mostrando uma tempestade de areia
(indicada pela seta)

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O céu avermelhado de Marte

OLYMPUS MONS

A montanha mais espetacular de todo o planeta é o Olympus Mons, que está a aproximadamente 20º acima de equador. Essa montanha é a mais alta de todo o sistema solar e eleva-se a 27km de altitude. É um vulcão de forma quase circular com 600km de diâmetro. No cume, a cratera colapsada forma uma caldeira de 90km de diâmetro.

Marte
A montanha Olympus Mons

SONDA MARS PATHFINDER

4 de Julho de 1997 – A sonda Mars Pathfinder pousou em solo marciano – o Ares Vallis numa missão norte–americana totalmente robotizada para analisar diversos tipos de rochas do local onde pousou.

Marte
Imagem tomada pela câmara abordo da Mars Pathfinder. No primeiro plano pode-se ver a rampa pela qual desceu o Rover, e à direita e à esquerda, os balões vazios que serviram como airbag no impacto da sonda com o solo. A direita mais acima, vê se o Rover analizando a rocha Yogi. Vista do alto da montanha Olympus Mons

Marte
Monte Olympus fotografado durante a aproximação de marte

Marte
Imagem da Ares Valles Planície onde pousou a Mars Pathfinder (ficou conhecida como "bosque"). Vêem-se rochas de diversos tamanhos sobre uma base arenoso argilosa; elas indicam que num passado remoto ali corria um rio.

SATÉLITES

Marte possui 2 pequenos satélites  Fobos e Deimos, descobertos em 1877. Possuem formato bem irregular, semelhantes à asteróides, com diâmetros médios de 22 e 14 km, respectivamente.

Marte
Fobos

PRÓXIMA MISSÃO

Está sendo estudada uma nova missão para Marte entre a NASA, ESA e outras agências espaciais para 2020, sendo que esta será tripulada pelo homem. Portanto teremos o ser humano pisando o solo marciano daqui a 20 anos!

Fonte: osistemasolar.vilabol.uol.com.br

Marte

Mitologia

Marte
Símbolo - Personificado pelo deus da guerra, em todas as mitologias, o seu símbolo é um vestígio da lança e o escudo.

Deus na mitologia

Marte

Marte, o quarto planeta a partir do Sol, é conhecido desde a antiguidade. Provavelmente pela sua cor avermelhada foi batizado como o deus da guerra.No Egito antigo; era chamado Nergal (deus da guerra), na Babilônia; Angaraka (coração ardente), na India; Pifoedus ( cor de fogo), na china Teh'i-Sing (o planeta vermelho). Na mitologia romana Marte é o filho de Jupiter e de Juno. Para os romanos de acordo com algumas fontes, Marte é o pai de Remo e Rómulo com Rhea Silvia. Por ser o pai dos legendários fundadores de Roma, os romanos se denominavam filhos de Marte. Na Mitologia grega Ares era o deus da guerra e sempre andava acompanhado pelos seus dois filhos Phobos e e Deimos, que são os nomes das duas luas do Planeta Marte.

Conhecendo Marte

Nome Marte
Massa 6,24 . 10²³kg
Diâmetro 6787km
Distância: Marte - Sol 228 milhões de km
Temperatura na Superfície (Valores aproximados) máxima: +17ºC 
mínima: -142ºC 
Dados - Mars Pathfinder
Período de Rotação - duração do dia em Marte (comparado com a Terra) 1 dia 37min 23s
Atmosfera (valores aproximados) 95% de Dióxido de Carbono 
2,7% de Nitrogênio 
1,6% de Argônio

Por muito tempo Marte foi inspiração para muitos escritores de ficção científica, que o imaginavam berço de uma civilização guerreira que invadiria a Terra. O astrônomo italiano Schiaparelli em 1877 ao observar o planeta Marte notou traços mais ou menos finos e de forma regular atravessando as regiões desérticas do planeta. Ele usou o termo italiano canali que acabou sendo traduzida por canal. Esta idéia de que Marte possuía canais, ao longo do tempo acabou gerando fantasias sobre a possibilidade de haver vida inteligente em Marte. Afirmava-se que estes canais seriam obras de engenharia, para a irrigação das regiões desérticas do planeta. Estas idéias permaneceram até por volta de 1964. Uma destas regiões conhecida como Copraste foi fotografada pelas missões Mariner e Viking e recentemente pela Mars Global Surveyor que pode ser vista na foto abaixo. Podemos notar pela imagem que estes canais não são perfeitamente retilíneos, mas um grande vale repleto de desabamentos, lembrando o grande Canyon nos Estados Unidos. O sistema inteiro tem uma extensão de aproximadamente 5.000km, o que corresponde aproximadamente a um quinto da circunferência de Marte. Algumas partes do "canal" atingem a largura de 200 km e a profundidade de 7.000m.

Marte
Esta imagem de uma parte dos "canais" marcianos mostra uma foto em 3D de Candor Chasma. O nome Candor deriva do latim -candoris- que significa branco ou brancura.


Marte
A palavra Chasma de origem latina é empregada para designar uma depressão alongada na superfície de um planeta. Esta montagem é uma série de fotos de alta resolução tiradas pela nave Viking1 e Viking 2.

A formação deste desfiladeiro, provavelmente se deve entre outras coisas pelos deslizamentos de terra, vento, e talvez por água e atividades vulcânicas.

Após anos de pesquisa, sobre uma grande quantidade de informações enviadas por várias missões espaciais, sabe-se que qualquer tipo de vida em Marte é pouco provável. Existem sinais de que a milhões de anos atrás provavelmente o planeta possuía água na superfície, deixando até hoje sinais da erosão desta época. Marte é um planeta muito frio, o dia mais quente poderá atingir +17ºC e o dia mais frio poderá chegar a -142ºC. Esta temperatura não permitiria que encontrássemos água na forma líquida na sua superfície. A sua cor avermelhada vem da grande quantidade de ferro na sua superfície árida (desertos), que são de grandes extensões. arte é um planeta pequeno e rochoso, formou-se relativamente próximo ao Sol e tem um histórico geológico muito semelhante aos planetas Mercúrio, Vênus e Terra. Esta formação geológica idêntica inclui algumas características comuns; sinais de atividade tectônica (vulcanismos), sinais de impactos com meteoros e asteróides e efeitos atmosféricos. A atividade vulcânica na sua história geológica é muito bem representada pelo monte Olimpo o maior vulcão que se conhece no sistema Solar.

Marte

O vulcão monte Olimpo é o maior vulcão de Marte e talvez o maior do sistema solar. Esta imagem mostra uma certa semelhança com alguns vulcões da Terra como os que encontramos no Havaí. No entanto as suas dimensões são absurdas comparadas com as que estamos acostumados, seu diâmetro é de aproximadamente 620 quilômetros e atinge a altura de 25 quilômetros. 
Ele esta localizada no planalto de Tharsis próximo ao equador de Marte. Como você pode ver na foto 3 D, que nos dá uma visão em perspectiva, ele é limitado por uma escarpa. A extensão da caldeira, ou cratera central do vulcão, é de 80 quilômetros, e é possível notar uma série de círculos ao redor da cratera, indicando diferentes eventos vulcânicos com o passar do tempo. 

Como Marte não conta com Oceanos não ocorrem erosões causada pela ação das águas, assim sendo ele mantem na sua superfície o registro da evolução do planeta. O que pode de alguma forma afetar um pouco a sua superfície são as grandes tempestades de ventos. Esta é uma outra característica importante de Marte, são periódicas e envolvem grandes regiões do planeta. Veja a foto a seguir de uma grande tempestade.

Marte

Nesta figura, tirada pela nave MGS, podemos ver uma recente tempestade de pó no planeta Marte. A imagem mostra o norte marciano, uma tempestade de pó polar observada no dia 29 de agosto de 2000. A tempestade está se movendo como uma frente, na região central da foto podemos ver um jato de poeira e ao redor podem ser visto o vórtice da tempestade. Esta imagem pega uma região que se estende aproximadamente por 900 km. Estas tempestades tem mostrado aos cientistas que elas possuem um importante papel no clima marciano.

Marte
Esta imagem foi enviada pela sonda Mars Global Surveyor, em setembro de 2000. Ela nos mostra um espetáculo de dunas de areia na superfície de Marte. As dunas mostradas nesta imagem foram criadas por ventos que sopram na superfície do planeta.

Fonte: www.ciencia-cultura.com

Marte

Marte é o quarto planeta partindo do Sol e é normalmente referido como o Planeta Vermelho. As rochas, solo e céu têm uma tonalidade vermelha ou rosa. A cor vermelha característica foi observada por astrónomos ao longo da história. Os romanos atribuíram-lhe este nome, em honra ao deus da guerra. Outras civilizações deram-lhe nomes semelhantes. Os antigos egípcios chamaram-lhe Her Descher que significa o vermelho.

Antes da exploração espacial, Marte era considerado o melhor candidato para ter vida extra-terrestre. Os astrónomos pensaram ver linhas retas que se cruzavam na superfície. Isto levou à crença popular que seres inteligentes construíram canais de irrigação. Em 1938, quando Orson Welles transmitiu uma novela por rádio baseada num clássico de ficção científica A Guerra dos Mundos de H.G. Wells, muita gente acreditou na história da invasão dos marcianos, o que quase chegou a causar uma situação de pânico.

Outra razão para os cientistas acreditarem na existência de vida em Marte tinha a ver com as aparentes alterações periódicas de cores na superfície do planeta. Este fenómeno levou à especulação de que determinadas condições levariam à explosão de vegetação marciana durante os meses quentes e provocavam o estado latente das plantas durante os períodos frios.

Em Julho de 1965, a Mariner 4 transmitiu 22 fotografias de perto de Marte. Foi revelada unicamente uma superfície contendo muitas crateras e canais naturais mas nenhuma evidência de canais artificiais ou água corrente. Finalmente, em Julho e Setembro de 1976, as sondas Viking 1 e 2 pousaram na superfície de Marte. As três experiências biológicas realizadas a bordo das sondas descobriram atividade química inesperada e enigmática no solo marciano, mas não forneceram qualquer evidência clara da presença de microorganismos vivos no solo perto dos locais onde poisaram. De acordo com os biologistas da missão, Marte é auto-esterilizante. Eles acreditam que a combinação da radiação solar ultravioleta que satura a superfície, a extrema secura do solo e a natureza oxidante da química do solo impedem a formação de organismos vivos no solo marciano. A questão de ter havido vida em Marte em algum passado distante permanece contudo aberta.

Outros instrumentos não encontraram sinais de química orgânica nos seus locais de poiso, mas forneceram uma análise definitiva e precisa da composição da atmosfera marciana e encontraram traços de elementos que não tinham sido previamente detectados.

Atmosfera

A atmosfera de Marte é bastante diferente da atmosfera da Terra. É composta principalmente por dióxido de carbono com pequenas porções de outros gases. Os seis componentes mais comuns da atmosfera são:

Dióxido de Carbono (CO2): 95.32% 
Azoto (N2): 2.7% 
Árgon (Ar): 1.6% 
Oxigénio (O2): 0.13% 
Água (H2O): 0.03% 
Néon (Ne): 0.00025 %

O ar marciano contém apenas cerca de 1/1,000 da água do nosso ar, mas mesma esta pequena porção pode condensar, formando nuvens que flutuam a uma grande altitude na atmosfera ou giram em volta dos vulcões mais altos. Podem-se formar bancos de neblina matinal nos vales. No local de aterragem da sonda Viking 2, uma fina camada de água congelada cobre o solo em cada inverno.

Há evidências de que no passado uma atmosfera marciana mais densa pode ter permitido que a água corresse no planeta. Características físicas muito parecidas com costas, gargantas, leitos de rios e ilhas sugerem que alguma vez existiram grandes rios no planeta.

Temperatura e Pressão

A temperatura média registada em Marte é -63° C (-81° F) com uma temperatura máxima de 20° C (68° F) e mínima de -140° C (-220° F).

A pressão atmosférica varia semestralmente em cada local de aterragem. O dióxido de carbono, o maior constituinte da atmosfera, congela de modo a formar uma imensa calote polar, alternadamente em cada polo. O dióxido de carbono forma uma grande cobertura de neve e evapora-se novamente com a chegada da primavera em cada hemisfério. Quando a calote do polo sul é maior, a pressão diária média observada pela sonda Viking 1 tem o valor baixo de 6.8 milibars; em outras épocas do ano chega a atingir o valor de 9.0 milibars. As pressões do local da sonda Viking 2 eram 7.3 e 10.8 milibars. Em comparação, a pressão média na Terra é 1000 milibars.

Estatísticas de Marte
Massa (kg) 6.421e+23
Massa (Terra = 1) 1.0745e-01
Raio equatorial (km) 3,397.2
Raio equatorial (Terra = 1) 5.3264e-01
Densidade média (gm/cm^3) 3.94
Distância média ao Sol (km) 227,940,000
Distância média ao Sol (Terra = 1) 1.5237
Período de rotação (horas) 24.6229
Período de rotação (dias) 1.025957
Período orbital (dias) 686.98
Velocidade média orbital (km/seg) 24.13
Excentricidade orbital 0.0934
Inclinação do eixo (graus) 25.19
Inclinação orbital (graus) 1.850
Gravidade à superfície no equador (m/seg^2) 3.72
Velocidade de escape no equador (km/seg) 5.02
Albedo geométrico visual 0.15
Magnitude (Vo) -2.01
Temperatura mínima à superfície -140°C
Temperatura média à superfície -63°C
Temperatura máxima à superfície 20°C
Pressão atmosférica (bars) 0.007
Composição atmosférica
Dióxido de Carbono (C02) 95.32%
Azoto (N2) 2.7%
Árgon (Ar) 1.6%
Oxigénio (O2) 0.13%
Monóxido de Carbono (CO) 0.07%
Água (H2O) 0.03%
Néon (Ne) 0.00025%
Kripton (Kr) 0.00003%
Xénon (Xe) 0.000008%
Ozono (O3) 0.000003%

Vistas de Marte

O Interior de Marte

Marte

O conhecimento atual do interior de Marte sugere que pode ser constituído por uma crusta fina, semelhante à da Terra, um manto e um núcleo. Utilizando quatro parâmetros, a dimensão e massa do núcleo de Marte podem ser determinados. No entanto, apenas são conhecidos três desses quatro parâmetros, que são a massa total, a dimensão de Marte e o momento de inércia. A massa e a dimensão foram determinados em pormenor em missões anteriores. O momento da inércia foi determinado pela sonda Viking e por valores Doppler do Pathfinder, pela medida da taxa de precessão de Marte. O quarto parâmetro, necessário para completar o modelo do interior, será obtido por futuras missões. Com os três parâmetros conhecidos, o modelo é significativamente reduzido. Se o núcleo marciano é denso (composto de ferro) semelhante ao da Terra, ou os meteoritos SNC são originários de Marte, então o raio mínimo do núcleo seria de cerca de 1300 quilómetros. Se o núcleo é feito de material menos denso, tal como uma mistura de enxofre e ferro, o raio máximo seria provavelmente de menos de 2000 quilómetros. (Copyright 1998 by Calvin J. Hamilton)

Hemisfério Schiaparelli

Marte

Esta imagem é um mosaico do hemisfério Schiaparelli de Marte. O centro da imagem é perto da cratera de impacto Schiaparelli, com 450 quilómetros (280 milhas) de diâmetro. As estrias escuras com margens brilhantes emanando das crateras na região Oxie Palus, à esquerda e acima na imagem, foram causadas pela erosão e/ou depósito pelo vento. Áreas brancas brilhantes a sul, incluindo a bacia de impacto Hellas no extremo inferior direito, estão cobertas por dióxido de carbono congelado. (Cortesia USGS)

Vales Marineris

Marte

Esta imagem é um mosaico do hemisfério dos Vales Marineris de Marte. É uma vista semelhante à que se poderia ver de uma nave espacial. O centro da cena mostra todo o sistema de desfiladeiros Vales Marineris, com mais de 3,000 quilómetros (1,860 milhas) de comprimento e cerca de 8 quilómetros (5 milhas) de profundidade, que se estende de Noctis Labyrinthus, o sistema de falhas tectónicas em forma de arco, a oeste, até ao terreno caótico a leste. Muitos imensos canais de rios antigos começam no terreno caótico e nos desfiladeiros no centro-norte e correm para norte. Muitos dos canais fluíram até uma bacia chamada Acidalia Planitia, que é a área escura no extremo norte desta fotografia. Os três vulcões Tharsis (pontos vermelho escuro), cada um com cerca de 25 quilómetros (16 milhas) de altura, são visíveis a oeste. Existem terrenos muito antigos cobertos por muitas crateras de impacto a sul dos Vales Marineris. (Cortesia USGS)

Abismo Candor Central - Vista oblíqua

Marte

Esta imagem mostra parte do Abismo Candor nos Vales Marineris. Está centrado na latitude -5.0, longitude 70.0. O ponto de vista é de norte olhando para o abismo. A geomorfologia do Abismo Candor é complexa, modelada por forças tectónicas, perda de massa, vento e talvez por água e vulcanismo. (Cortesia USGS)

Abismo Candor Ocidental (Cor Melhorada)

Marte

Esta fotografia (centrada na latitude 4° S, longitude 76° W) mostra áreas centrais dos Vales Marineris, incluindo o Abismo Candor (em baixo à esquerda), Ophir Chasm (em baixo à direita), e Hebes Chasm (acima à direita). Níveis de depósitos complexos nos desfiladeiros podem ter ocorrido em lagos, e se aconteceu, estes são de grande interesse em futuras pesquisas de vida fóssil em Marte. Os depósitos de tom rosa no Abismo Candor podem ser devidos a alterações hidrotérmicas e à produção de óxidos de ferro cristalino. ((Geissler et al., 1993, Icarus 106,380). Fotos da Viking Orbiter Números 279B02 (violeta), 279B10 (verde) e 279B12 (vermelho) com uma resolução de 240 metros/pixel. A fotografia tem 231 quilómetros de largura. O norte está a 47° do topo, no sentido horário.)

Deslizamento nos Vales Marineris

Marte

Apesar de os Vales Marineris terem sido originados como uma estrutura tectónica, foram modificados por outros processos. Esta imagem mostra uma vista em pormenor de um deslizamento da parede sul dos Vales Marineris. Este deslizamento removeu parcialmente a borda da cratera que está no planalto adjacente aos Vales Marineris. Note-se a textura dos depósitos por onde o deslizamento fluiu pelo solo dos Vales Marineris. Podem ser vistas várias camadas distintas nas paredes da depressão. Estas camadas podem ser regiões de composição química ou propriedades mecânicas distintas na crusta marciana. (Copyright Calvin J. Hamilton; Legenda: LPI)

3 Vistas do TEH de Marte em Oposição

Marte

Estas vistas do Telescópio Espacial Hubble fornecem a cobertura mais completa e detalhada do Planeta Vermelho, alguma vez vista da Terra. As fotografias foram obtidas em 25 de Fevereiro de 1995, quando Marte estava a uma distância de 103 milhões de quilómetros (65 milhões de milhas). Para surpresa dos pesquisadores, Marte tem mais nuvens do que o visto em anos anteriores. Isto significa que o planeta está mais frio e mais seco, porque o vapor de água na atmosfera congela para formar nuvens de cristais de gelo. As três imagens mostram as regiões de Tharsis, Vales Marineris e Syrtis Major. (Crédito: Philip James, Universidade de Toledo; Steven Lee, Universidade de Colorado; e NASA)

Primavera em Marte: A melhor vista do Planeta Vermelho, do Hubble

Marte

Esta vista de Marte do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, é a fotografia mais nítida alguma vez obtida da Terra, superada apenas pelas imagens em pormenor enviadas pela sondas espaciais que visitaram o planeta. A fotografia foi obtida em 25 de Fevereiro de 1995, quando Marte estava a uma distância de cerca de 103 milhões de quilómetros (65 milhões de milhas) da Terra.

Por ser Primavera no hemisfério norte de Marte, muito do dióxido de carbono congelado à volta da calote de água gelada sublimou, e a calote regrediu até ao tamanho do seu núcleo de água congelada, com várias centenas de milhas de diâmetro. A abundância de porções de nuvens brancas indica que a atmosfera é mais fria do que o observado por sondas espaciais na década de 1970. Notam-se nuvens matinais ao longo da borda ocidental (à esquerda) do planeta. Estas formaram-se durante a noite quando a temperatura de Marte baixa e a água na atmosfera congela e forma nuvens de cristais de gelo. O vulcão Ascraeus Mons, que se ergue a 25 quilómetros (16 milhas) acima das planícies que o circundam, emerge da camada de nuvens próximas da borda ocidental. Os Vales Marineris estão abaixo à esquerda. (Crédito: Philip James, Universidade de Toledo; Steven Lee, Universidade de Colorado; e NASA)

Origem da Corrente do Canal Ravi Vallis

Marte

Esta imagem da parte inicial de Ravi Vallis mostra uma porção do canal com 300 quilómetros (186 milhas). Tal como muitos outros canais que desembocam nas planícies norte de Marte, Ravi Vallis teve a sua origem numa região de terreno desmoronado e quebrado ("caótico") nos planaltos mais antigos e cheios de crateras. As estruturas nestes canais indicam que foram cavadas por água líquida em correntes a grande velocidade. O início abrupto do canal aparentemente sem afluentes, sugere que a água foi libertada em grande pressão de uma camada limitada do solo congelado. À medida que a água era libertada e corria, a superfície desmoronava, produzindo a quebra e a derrocada aqui mostradas. Podem ser vistas nesta imagem três destas regiões de material desmoronado caótico, ligadas por um canal cujo leito foi limpo por água corrente. A corrente neste canal era de oeste para leste (da esquerda para a direita). Este canal, por fim, liga-se a um sistema de canais que fluem para norte para a bacia Chryse. (Copyright Calvin J. Hamilton; Legenda: LPI)

Ilhas de Linhas Aerodinâmicas

Marte

A água que escavou os canais no norte e leste do sistema de desfiladeiros dos Vales Marineris tem um tremendo poder erosivo. Uma consequência desta erosão foi a formação de ilhas de linhas aerodinâmicas onde a água encontra obstáculos no seu caminho. Esta imagem mostra duas ilhas deste tipo que se formaram devido ao desvio da água provocado por duas crateras com 8 a 10 quilómetros (5-6 milhas) de diâmetro, próximas da boca do Vallis na Chryse Planitia. A água correu de sul para norte (de baixo para cima na imagem). A altura da escarpa que circunda a ilha de cima é de cerca de 400 metros (1,300 pés), e a escarpa que circunda a ilha do sul tem cerca de 600 metros (2,000 pés) de altura. (Copyright Calvin J. Hamilton; Legenda: LPI)

Rede de Vales

Marte

Ao contrário do mostrado nas duas imagens acima, muitos sistemas em Marte não mostram evidências de inundações catastróficas. Pelo contrário, mostram uma semelhança com sistemas de drenagem na Terra, onde a água corre mais lentamente durante maiores intervalos de tempo. Tal como na Terra, os canais aqui mostrados juntam-se para formar canais maiores.

No entanto, estas redes de vales estão menos desenvolvidas do que os sistemas de drenagem na Terra, faltando aos exemplos marcianos canais pequenos que alimentam vales grandes. Por causa da ausência de canais pequenos nas redes de vales marcianas, acredita-se que os vales foram escavados pela água corrente e não pela água da chuva. Apesar da água líquida ser atualmente instável na superfície de Marte, estudos teóricos indicam que a água corrente pode ter formado redes de vales se a água correu por baixo de uma camada protetora de gelo. Em alternativa, pelo motivo de as redes de vales estarem confinadas a regiões relativamente velhas de Marte, a sua presença pode indicar que Marte já teve um clima mais quente e húmido no início da sua história. (Copyright Calvin J. Hamilton; Legenda: LPI)

Calote do Polo Sul

Marte

Esta imagem mostra a calote do polo sul de Marte tal como aparece no seu tamanho mais pequeno, com cerca de 400 quilómetros (249 milhas). Consiste principalmente de dióxido de carbono congelado. Esta calote de dióxido de carbono nunca derrete completamente. O gelo parece avermelhado devido à poeira que foi incorporada. (Cortesia NASA)

Calote do Polo Norte

Marte

Esta imagem representa uma vista oblíqua da calote do polo norte de Marte. Ao contrário do polo sul, a calote do polo norte provavelmente consiste de água congelada. (Copyright Calvin J. Hamilton)

Terreno Polar Laminado

Marte

Uma das descobertas da sonda Mariner 9 foi que a calote polar sul de Marte é feita de camadas finas ou lâminas de gelo e sedimento. Quatro anos mais tarde, em 10 de Outubro de 1976, a sonda Viking 2 obteve esta fotografia da calote polar norte marciana. As camadas visíveis ocorreram como resultado de poeira levada pelo vento para a calote polar. Por existirem variações climáticas nas calotes, elas expandem-se e contraem-se. As camadas de sedimento de poeira tendem a tornar-se mais espessas perto dos polos onde os depósitos de gelo permanecem durante longos períodos de tempo. A espessura dos depósitos indica que foram formados durante variações climáticas cíclicas e não durante alterações anuais. Enquanto o gelo se afasta de uma região, o vento expõe as camadas esculpindo vales e escarpas. A formação dos depósitos em camadas é um processo atualmente ativo. (Copyright 1998 por Calvin J. Hamilton)

Campo de Dunas

Marte

Esta imagem mostra diversos tipos de dunas que se encontram no campo de dunas circumpolar norte. Esta imagem reduzida mostra uma seção de dunas transversais. A imagem completa tem um campo de dunas transversais à esquerda e dunas do tipo "barchan" à direita com uma zona de transição entre elas. As dunas transversais estão orientadas perpendicularmente à direção predominante do vento. São longas e lineares e frequentemente unem-se às vizinhas numa junção em "Y" num ângulo pequeno. As dunas do tipo barchan são pequenos montes em forma de crescente com as pontas na direção do vento. Estas dunas são comparáveis em dimensão às maiores dunas encontradas na Terra. (Copyright Calvin J. Hamilton)

Tempestade de Poeira Local

Marte

Tempestades de poeira local são relativamente comuns em Marte. Têm tendência para ocorrer em áreas de gradientes topográficos e/ou térmicos elevados (normalmente perto das calotes polares), onde os ventos de superfície seriam mais fortes. A tempestade tem várias centenas de quilómetros de extensão e está localizada perto do extremo da calote do polo sul. Algumas tempestades locais crescem, outras extinguem-se. (Copyright Calvin J. Hamilton; legenda de LPI)

Rocha Branca

Marte

Esta imagem mostra uma formação menos conhecida e invulgar em Marte. É normalmente denominada de "Rocha Branca". A formação branca é o preenchimento de uma cratera erodida, mas exatamente como foi formada não foi ainda satisfatoriamente explicado. A Rocha Branca não foi formada por processos polares porque está situada perto do equador a uma latitude de -8 graus e uma longitude de 355 graus. Foi modificada por erosão eólica mostrando características de erosão transversais e longitudinais. (Copyright 1998 por Calvin J. Hamilton)

A Atmosfera Marciana

Marte

Esta imagem oblíqua obtida pela sonda orbital Viking mostra uma ténue faixa da atmosfera marciana. A fotografia está tirada para nordeste através da bacia Argyre. A bacia Argyre tem cerca de 600 quilómetros de diâmetro com uma borda escarpada com cerca de 500 quilómetros de espessura. (Copyright 1997 by Calvin J. Hamilton)

Referências

Beatty, J. K. and A. Chaikin, eds. The New Solar System. Massachusetts: Sky Publishing, 3rd Edition, 1990.

Carr M. H. The Surface of Mars. Yale University Press, New Haven, 1981.

Kiefer, Walter S., Allan H. Treiman, and Stephen M. Clifford. The Red Planet: A Survey of Mars - Slide Set. Lunar and Planetary Institute.

Mutch T. A., Arvidson R. E., Head J. W. III, Jones K. L., and Saunders R. S. The Geology of Mars. Princeton University Press, Princeton, 1976.

Williams, Steven H. The Winds of Mars: Aeolian Activity and Landforms - Slide Set. Lunar and Planetary Institute.

Fonte: www.if.ufrgs.br

Marte

Marte é o quarto planeta partindo do Sol e é normalmente referido como o Planeta Vermelho devido a coloração avermelhada de seu solo e sua atmosfera. Os romanos atribuíram-lhe o nome Marte em honra ao deus da guerra, já os antigos egípcios, o chamaram de Her Descher, que significa o vermelho. Atualmente, Marte é um dos mais intrigantes planetas do sistema solar pelo fato de já ter sido um planeta rico em água, de clima mais quente e com as condições para um possível desenvolvimento de formas de vida. A possibilidade de Marte ter abrigado vida no passado desperta profundo interesse e admiração da comunidade científica e toda humanidade, já que a comprovação de vida em algum momento da história de Marte, prova definitivamente que o fenômeno da vida não é exclusivo ao planeta Terra.

Principais características de Marte

Características Físicas

O planeta vermelho possui aproximadamente metade do tamanho da Terra e está, em média, 230 milhões de kilomêtros longe do Sol. Um dia marciano tem quase a mesma duração que o nosso, cerca de 24 horas e 37 minutos, já o ano marciano tem uma duração de 687 dias terrestres. Como já foi dito anteriormente, Marte possui uma coloração avermelhada, podendo ser facilmente reconhecido no céu, mesmo a olho nu.

Atmosfera e Clima

Marte possui uma atmosfera muito fina, constituída principalmente de gás carbônico; apresenta ainda tempestades de areia e formação de nuvens e neblinas. Em relação ao clima, é um planeta muito frio e seco, sua temperatura máxima fica em torno de 26°C no local mais quente do planeta, mas em média a temperatura do planeta é de -60°C. Como a atmosfera do planeta é muito tênue, durante a noite não existe nenhuma proteção para impedir a dissipação do calor, sendo que a temperatura chega a atingir -140°C na região mais fria do planeta. Também apresenta estações do ano semelhantes às da Terra.

Características e Composição

A atmosfera de Marte é bastante diferente da atmosfera da Terra. É composta principalmente por gás carbônico com pequenas porções de outros gases:

Gás carbônico 95,32%
Nitrogênio 2,7%
Argônio 1,6%
Oxigênio 0,13%
Monóxido de carbono 0,07%
Água 0,03%
Neônio 0,00025%
Criptônio 0,00003%
Xenônio 0,000008%
Ozônio 0,000003%

O ar marciano contém apenas cerca de 1/1000 de água do nosso ar, mas essa pequena porção pode condensar, formando nuvens que flutuam a uma grande altitude na atmosfera ou giram em volta dos vulcões mais altos. Podem-se formar bancos de neblina matinal nos vales. No local da sonda Viking 2, uma fina camada de água congelada cobre o solo a cada inverno.

A atmosfera de Marte é muito rarefeita, como mostra a figura ao lado, obtida pela sonda Viking. Mas há evidências de que no passado uma atmosfera marciana mais densa pode ter permitido que a água líquida corresse pelo planeta. Características físicas muito parecidas com costas, gargantas, leitos de rios e ilhas sugerem que alguma vez existiram grandes rios no planeta. Uma grande quantidade de poeira bem fina encontra-se dispersa na atmosfera marciana conferindo-lhe um tom avermelhado, como pode ser visto ao lado. No solo de Marte existe minerais como o ferro, enxofre e magnésio, além de ácidos que combinados com o gás carbônico produz um odor desagradável, mostrando que a atmosfera marciano não é nem um pouco agradável ao olfato humano.

Pressão Atmosférica

A pressão atmosférica depende da quantidade de gases presentes na atmosfera; quanto maior a quantidade de gases, maior a pressão atmosférica e vice-versa. A pressão atmosférica média de Marte é 8 milibares, bem menor que a da Terra que fica em torno de 1000 milibares. A pressão marciana corresponde, na Terra, a uma pressão equivalente a uma altitude de 30000 metros acima do nível do mar.

Durante o inverno polar, a temperatura cai de tal forma que o gás carbônico (principal constituinte da atmosfera) passa do estado gasoso para o sólido (processo chamado sublimação). Dessa forma, ocorre diminuição da quantidade de gás na atmosfera e sua pressão chega a reduzir cerca de 25%. No verão polar ocorre o contrário: com o aumento da temperatura, o gás carbônico passa para o estado gasoso aumentando a pressão atmosférica.

Durante o solstício, enquanto um pólo está no verão, o outro está no inverno. Assim, o gás carbônico evapora em um pólo e congela em outro. Como o gás carbônico evapora mais rápido do que congela, há acúmulo deste na atmosfera e elevação da pressão (veja figura ao lado mostrando grande quantidade de gás carbônico dispersa na atmosfera, principalmente no lado esquerdo da imagem). No equinócio, os pólos não recebem luz solar diretamente sobre sua superfície e portanto há pouca evaporação e mais congelamento do gás carbônico com conseqüente queda da pressão atmosférica. Devemos lembrar que no verão do pólo sul, Marte está mais próximo do Sol, ocasionando maior evaporação de gás carbônico, fazendo com que a pressão atinja seus valores máximos, em torno de 9 milibares.

Em suma, a pressão atmosférica varia de acordo com as estações do ano. É maior no verão do pólo sul (quando atinge seu valor máximo) e norte; tendo valores mínimos nos equinócios. A tabela seguinte mostra a variação da pressão atmosférica no local da sonda Viking 1, durante um ano marciano:

Dia do ano Pressão atmosférica (milibar)
0 8.0
57 8.25
114 8.40
172 7.75
229 7.00
286 6.90
343 7.25
400 8.00
458 8.80
515 8.90
572 8.50
629 8.00

Gráfico mostrando a variação da pressão atmosférica no local da Viking 1: No eixo y temos a pressão atmosférica em milibares, e no x, o tempo em dias, começando (à esquerda) no verão do pólo norte e inverno do sul. Note que a pressão atmosférica atinge valores altos no verão do pólo sul ( valor máximo) e no verão do pólo norte.

Perda da Atmosfera

A atmosfera marciana é bastante rarefeita, mas há evidências de que ela já foi mais densa e alguns mecanismos contribuíram para a perda gradual da atmosfera, tornando-a rarefeita.

Existem dois mecanismos responsáveis pela depleção da atmosfera de Marte: o escape térmico e o não térmico. O escape térmico acontece quando as moléculas de gases ou átomos fogem da atração gravitacional do planeta quando ultrapassam a velocidade de fuga (quanto mais aquecido o gás na atmosfera, mais alta será sua velocidade e se esta for maior que a velocidade de fuga gravitacional, o gás pode ser perdido para o espaço). Outro mecanismo é o não térmico através da ejeção pelo vento solar.

A ejeção pelo vento solar é um processo no qual a plasma solar varre a atmosfera de planetas com campo magnético fraco (como é o caso de Marte), jogando no espaço moléculas e átomos mais leves. Dessa maneira, a atmosfera marciana contém maior quantidade de isótopos pesados. Por exemplo: com a ação do vento solar o Ar36 é mais facilmente lançado no espaço que o Ar40, assim na atmosfera ocorre acúmulo do isótopo mais pesado. Assim, a relação Ar40/Ar36 é 3000 em Marte, enquanto que na Terra é 296 devido maior quantidade do isótopo leve.

Clima

Marte

O clima de Marte é bastante dinâmico. De um modo geral, o planeta é frio, apresenta grandes variações de temperatura, inúmeras tempestades de areia, ciclones, calotas polares que variam de tamanho conforme as estações do ano, geadas, nuvens e neblinas. A foto ao lado foi feita pela Viking 2 em Maio de 1979. É possível observar depósitos de geada sobre as rochas (áreas brancas), durante o inverno marciano. Esse depósito é formado por "gelo seco" e uma fina camada de água congelada.

Temperatura

Marte é um planeta frio, com temperatura média de 60 graus Celsius negativos. A temperatura pode variar de -140 graus Celsius nos pólos durante o inverno, até 26 graus na região equatorial, durante o verão (a maior temperatura registrada no planeta). Entretanto, mesmo durante um único dia marciano, a temperatura pode variar de modo bastante significante. Na região equatorial a temperatura é de 25 graus Celsius no início da tarde. Cai para 50 graus negativos no começo da noite e atinge -70 graus Celsius à meia-noite. A variação de temperatura chegou a ser de 20 graus Celsius por minuto, durante o amanhecer.

Também ocorre variação da temperatura conforme a altitude. A sonda Mars Pathfinder revelou que se uma pessoa estivesse em pé ao lado da sonda, notaria um diferença de 15 graus Celsius entre os pés e o tórax. Essa intensa variação da temperatura em Marte, provoca ventos fortes, gerando as grandes tempestades de poeira vistas na superfície marciana.

Tempestades de Poeira

As tempestades de poeira em Marte são bastante comuns. Elas se formam em áreas com grande variação de temperatura, ou seja, quando há mudanças na altitude e/ou latitude. Assim, o ar mais quente das baixas altitudes e baixas latitudes (próximo ao equador) migra para áreas mais frias, provocando ventos fortes e tempestades. Nos pólos há elevado gradiente térmico e topográfico, favorecendo o início de tempestades.

Durante o verão em um hemisfério, o gás carbônico do respectivo pólo sublima-se e migra para o pólo oposto. Se esse processo ocorrer rapidamente (principalmente no hemisfério sul, onde o verão é mais quente), as enormes quantidades de gás liberadas formam ciclones, onde a velocidade da ar chega a 240 Km/h, além de cobrir grandes regiões do planeta.

Marte
Tempestade de areia de vários quilômetros de extensão, localizada próximo ao pólo Sul.

Marte
Grande tempestade fotografada pela MGS no hemisfério Norte. As manchas brancas são gás carbônico congelado na calota polar e o jato central tem 900 Km de comprimento.

Tempestade fotografada pela Mars Global Surveyor em seqüência de intervalos de 2 horas. As nuvens brancas são de gelo de água e as alaranjadas são de poeira levantando do solo.

Algumas tempestades crescem e outras extinguem-se, um exemplo de tempestade que se expandiu e cobriu todo o planeta, ocorreu em 2001. Phill Christensen (cientista da MGS) explica: "Esta tempestade começou como uma pequena nuvem de poeira na bacia Hellas, uma cratera de impacto no hemisfério sul de Marte. Foi quando, em 27 de Junho, a tempestade explodiu. Deve ter atravessado algum ponto crítico e começou realmente a crescer. As grandes tempestades podem durar semanas ou mesmo meses... De fato, ainda não sabemos o que as faz parar".

Exploração de Marte

Fácil de ser distinguido mesmo a olho nu, sempre mereceu atenção especial e alimentou a esperança de que fosse habitado por seres inteligentes. Em 1877, por exemplo, o astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli, utilizando seus modestos instrumentos científicos, observou no planeta pela primeira vez uns estranhos "canais". Em 1906, as mesmas formações foram interpretadas por Percival Lowell como "canais de irrigação artificial". Manchas escuras na superfície, que mudavam de coloração de acordo com a época do ano, foram tidas como vegetações que se desenvolviam nos meses quentes e entravam em estado de latência nos meses frios. Por esses e muitos outros motivos Marte sempre despertou a atenção da humanidade.

Mas observações feitas com instrumentos muito mais sofisticados e os dados transmitidos por numerosas sondas espaciais levam a crer que esses canais de centenas de quilômetros de comprimento, encontrados em uma enorme área de terrenos irregulares, tenham sido cavados por grandes quantidades de água corrente. Sabe-se também que as manchas escuras aparecem quando as rochas perdem sua cobertura arenosa durante as tempestades de areia.

Além de seus mistérios, sua proximidade com a Terra facilitou a observação astronômica e o envio de sondas espaciais. Muito foi aprendido desde as primeiras observações astronômicas com Tycho Brahe e Galileu Galilei, até as mais modernas análises com instrumentos de última geração a bordo das sondas espaciais. Não é ao acaso que Marte tornou-se o planeta mais estudado do sistema solar.

Atualmente existem cinco missões espaciais estudando o planeta Marte: Mars Global Surveyor, Mars Odyssey, Mars Express, Spirit e Opportunity. Em março de 2006, a sonda Mars Reconnaissance chegou o planeta vermelho para se juntar as outras cinco missões e estudar o planeta marte com detalhes cada vez profundos.

Primeiros Observadores

Antiguidade

Antes da invenção de instrumentos astronômicos, a observação de Marte erafeita somente a olho nu, portanto não se sabia muito sobre esse planeta. Através de suas observações, os povos mais antigos sabiam que Marte aparecia no céu noturno sempre no início da primavera (do hemisfério norte), no mês de Março. Além disso, sua cor avermelhada era a marca registrada desse planeta e, por isso, alguns povos associavam-no às divindades guerreiras.

Os Babilônios

Os babilônios estudaram astronomia por volta de 400 aC, e desenvolveram métodos avançados para prever fenômenos astronômicos como os eclipses, mas nunca tentaram explicar os fenômenos por eles observados. Chamavam o planeta vermelho de Nergal, o rei das guerras.

Os Egípcios

Os egípcios foram os primeiros a relatar que as estrelas pareciam fixas e que o Sol se movia em relação as estrelas. Eles também perceberam que cinco objetos no céu (os cinco planetas visíveis a olho nu: Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) pareciam moverem-se de forma semelhante. Chamavam o planeta vermelho de Har Decher (o vermelho).

Os Gregos e Romanos

O planeta vermelho representava o deus da guerra desses povos. Os gregos o chamavam de Ares, enquanto os romanos denominaram-no Marte, nome usado atualmente.

1576

Tycho Brahe, um astrônomo dinamarquês, fez cálculos precisos sobre a posição de Marte. Brahe montou um observatório em Hven, uma ilha perto de Copenhagen, onde estudou as estrelas por 20 anos. Usando apenas seus olhos, ele calculou a posição de Marte para até quatro minutos de arco.

Marte
Tycho Brahe (1546 - 1601)

1609

Após a invenção dos primeiros instrumentos astronômicos, foi possível obter mais detalhes sobre Marte e outros objetos do cosmos. A primeira luneta foi inventada por Galileu Galilei em 1609, com um poder de aumento de 21 vezes.

Marte
Telescópio feito por Galileu com uma objetiva de 16mm e distância focal de 980mm, fornecendo aumento de 21 vezes.

1610

Galileu observa Marte afim de descobrir se este possui fases, assim como a Lua.

Marte
Galileu Galilei (1564-1642),por Justus Sustermans.

1636

Fontana faz o primeiro desenho do planeta vermelho.

Marte
Primeiro desenho de Marte. Fontana observou Marte perfeitamente esférico, com uma mancha escura no centro. Essa mancha era ilusão óptico do instrumento usado por Fontana.

1659

Christian Huygens descobre uma estranha imagem na superfície do planeta vermelho. Mais tarde ela foi chamada de Syrtis Major. O medo de uma invasão marciana começou a surgir desde então, pois acreditavam que as figuras fossem sinais deixados por marcianos.

Marte
Christian Huygens (1629-1695).

1666

Cassini estima que a rotação de Marte é de 24 horas e 40 minutos.

Marte
Gian Domenico Cassini

1672

Maraldi estima que a rotação de Marte é de 24 horas e 39 minutos.

1783

Herschel calcula o diâmetro de Marte como sendo 0.55 do diâmetro da Terra.

Marte
Friederich Wilhelm Herschel (1738-1822)

1785 - 1803

Schroeter faz cerca de 230 desenhos.

Marte
Um dos desenhos de Schroeter.

1830

Beer & Maddler produzem o primeiro mapa com um refrator de 108 mm.

Marte
Primeiro mapa global de Marte.

1865

Liais lança uma explicação para o colorido do disco marciano. Acredita que as manchas na superfície do planeta, as quais variam de cor e intensidade de acordo com as estações do ano, podiam ser vegetações crescendo em Marte.

1867

Proctor estima a rotação de Marte em 24h 37min 22.7seg, além da elaboração de um mapa.

1877

Asaph Hall: descoberta dos dois satélites de Marte com o refrator de 660 mm do Observatório Naval de Washington.

Marte
Asaph Hall (1829-1907)

Giovanni Schiaparelli: constrói um mapa de Marte, além da descoberta de "canais" na superfície do planeta, com um refrator de 220 mm no Observatório Brera de Milão.

Marte
Giovanni Virginio Schiaparelli

Marte
Páginas do livro de observações de Schiaparelli. (1835-1910)

Marte
Mapas de Marte feitos por Schiaparelli, mostrando os seus famosos canais.

Nathaniel Green: Astrônomo amador e pintor profissional, desenha um mapa onde ele identifica nuvens na atmosfera marciana.

Marte
Mapa de Nathaniel, em 1877

1894

Percival Lowell funda o observatório Lowell em Flagstaff - Arizona (EUA).

1895

P. Lowell, particularmente interessado nos canais de Marte desenhados pelo italiano Schiaparelli, publica o livro Mars. Lowell acreditava que as faixas vistas na superfície marciana eram canais de irrigação construídos por uma civilização inteligente. Esses canais levavam água dos pólos para a região equatorial do planeta, onde haviam plantações. Ele ainda acreditava que as manchas escuras na superfície, as quais mudavam de tamanho de acordo com a estação do ano, eram vegetações crescendo no planeta. Mais tarde, depois de muitas observações em seu observatório no Arizona, Lowell lança outros dois livros sobre Marte: Mars and its canals (em 1906) e Mars as the abode of life (em 1908). Apesar dessas idéias fascinarem o público, elas nunca foram levedas a sério por outros astrônomos. Mais tarde provou - se que não existia vida inteligente em Marte e muito menos vegetações. A grande contribuição de Lowell foi a previsão do nono planeta do sistema solar, que em 1930 foi descoberto no observatório que Lowell fundou.

Marte
Percival Lowell (1855 - 1916)

1909

Fournier observa nuvens em Marte.

1911 - 1924

Antoniadi observa em 1911 uma nuvem amarelada cobrindo pequena parte do planeta. Em 1924 ele observa que a nuvem já cobre quase todo o planeta.

1926

Coblentz & Lampland: estudam a "climatologia" de Marte nas oposições de 1922, 1924 e 1926, no Observatório Lowell.

Wright: mostra que o diâmetro de Marte é diferente em fotografias com filtro vermelho e azul.

1930

Antoniadi elabora um grande mapa publicado no livro Planéte Mars, além de descrever com detalhes as mudanças das manchas na superfície de Marte.

Marte
Eugéne Michel Antoniadi

Marte
Grande mapa feito por Antoniadi. (1870 - 1944)

1939

Gerard de Vaucouleurs realiza trabalhos de fotometria, estimando que a pressão atmosférica de Marte seja em torno de 85 milibars.

1941

Lyot, Camichel, Dollfos & Focas realizam extensas observações com um refrator de 610 mm no Observatório Midi, um lugar renomado pela qualidade de suas imagens.

1947

Kuiper detecta a presença de gás carbônico na atmosfera de Marte.

1951

Saheki, durante uma observação de rotina, vê um pequeno ponto luminoso na superfície de Marte, o qual ele atribuiu como sendo uma erupção vulcânica.

1952

Focas elabora o mapa de mais alta qualidade em detalhes da superfície marciana, ampliando a descrição das manchas feita por Antoniadi.

1954 - 1956

McLaughlin diz que a mudança das manchas de Marte é devido a atividade vulcânica.

1958

Sharanov refere que a mudança das manchas na superfície é devido aos ventos que ocorrem durante as mudanças das estações do ano.

1963

Dollfos detecta vapor de água na atmosfera de Marte.

A Era das sondas espaciais

1960

Neste ano, tentou-se enviar a primeira sonda espacial à Marte, inaugurando a era das missões espaciais enviadas ao planeta vermelho.

Marte 1960 A ou Korabl 4 ou Marsnik 1: lançada em 10/10/60 pela URSS, mas não obteve sucesso.

Marte 1960 B ou Korabl 5 ou Marsnik 2: foi lançada em 14/10/60 pela URSS, mas também não atingiu a órbita terrestre.

1962

Marte 1962 A ou Korabl 11 ou Sputinik 22: lançada em 24/10/62 pela URSS, falhando na saída da órbita terrestre.

Mars 1 ou Sputinik 23: lançada em 01/11/62, pela URSS sendo a primeira sonda a deixar a Terra, mas falhou durante o vôo, perdendo contato com a base em 21/03/63, antes de chegar ao seu destino. Viajou cerca de 106 000 Km.

Marte
Sonda espacial Mars 1

Marte 1962 B ou Korabl 13 ou Sputinik 24: lançada em 04/11/62 pela URSS, não conseguiu atingir a órbita da Terra.

1964

Mariner 3: lançada em 05/11/64 pelos EUA, apresentou uma falha na abertura dos painéis solares causando mudança na aerodinâmica da sonda, o que impossibilitou sua passagem pela órbita de Marte, permanecendo em órbita solar.

Mariner 4: lançada em 28/11/64 pelos EUA, foi a primeira sonda a passar pela órbita de Marte, numa distância ao redor de 9900 Km do planeta vermelho em 14/07/65. Fez 22 fotografias de Marte, descobriu as crateras e confirmou a presença de uma atmosfera tênue composta por gás carbônico. Acabou com o mito do século XIX de Marte ter uma civilização avançada. Agora a Mariner 4 está em órbita solar.

Marte
Sonda Mariner 4, a qual era idêntica a Mariner 3

Marte
Primeira imagem da Mariner 4 Observe a tênue atmosfera de Marte

Marte
Crateras marcianas descobertas pela Mariner 4

Zond 2: lançada em 30/11/64 pela URSS. Passou a cerca de 1500 Km de Marte em 06/08/65, mas a comunicação tinha sido interrompida muito antes, em 04/05/65, e portanto, nenhum dado foi enviado pela sonda.

Marte
Sonda espacial Zond 2.

1965

Zond 3: lançada em 18/07/65 pela URSS. Viajou por parte da órbita de Marte, mas não visualizou o planeta.

1969

Mariner 6: lançada em 24/02/69 pelos EUA. Chegou a Marte em 31/07/69 com uma aproximação máxima de 3300 Km. Enviou imagens, num total de 75, principalmente da região equatorial. Analisou a atmosfera, superfície e enviou fotos de Fobos. Atualmente está em órbita solar.

Mariner 7: lançada em 27/03/69 pelos EUA, chegou a Marte em 05/08/69 com uma aproximação mínima de 3518 Km. Enviou 126 fotos e fez estudos semelhantes ao da Mariner 6. Provavelmente apresentou uma danificação insignificante provocada por um meteoro poucos dias antes da chegada em Marte.

Marte
Aparência das sondas Mariner 6 e 7. As naves foram lançadas em 1969 numa missão dupla a Marte.

Mars 1969 A: lançada em 27/03/69 pela URSS, apresentou complicações no lançamento que cursaram com a destruição da sonda antes de entrar em órbita. Pedaços caíram nos Montes Altai.

Mars 1969 B: lançada em 02/04/69 pela URSS, apresentou problemas no lançamento e não conseguiu entra na órbita da Terra.

Marte
Aparência das sondas Mars 1969 A e B.

1971

Mariner 8: lançada em 08/05/71 pelos EUA, falhou ao tentar alcançar a órbita da Terra, caindo a 560 Km ao norte de Porto Rico, no oceano Atlântico.

Kosmos 419: lançada em 10/05/71 pela URSS, falhou ao sair da órbita da Terra. Um defeito foi detectado e a sonda retornou para a Terra em 12/05/71.

Mars 2: lançada em 19/05/71 pela URSS. A orbiter (parte da sonda destinada a orbitar o planeta) inseriu-se numa órbita de 1380 x 25000 Km em 27/11/71. Transmitiu dados até 1972 sobre a atmosfera, superfície, gravidade, magnetosfera e temperatura. A lander (parte da sonda destinada a pousar na superfície do planeta) apresentou falhas durante o pouso, em 27/11/71, e foi destruída ao chocar-se com o solo sem retornar nenhum dado. Mesmo assim, tornou-se o primeiro objeto feito pelo homem a tocar a superfície de Marte.

Mars 3: lançada em 28/05/71 pela URSS. A orbiter inseriu-se numa órbita de 1500 x 200000 Km em 02/12/71. Junto com a Mars 2, enviou 60 imagens de Marte. Retornou dados até agosto de 1972 com medidas da temperatura da superfície e composição da atmosfera. A lander fez um pouso suave em 02/11/71 na região plana entre Electris e Phaetontis, mas os equipamentos pararam de funcionar 20 segundos após o pouso. É provável que uma tempestade de areia no local do pouso tenha causado a falha dos aparelhos.

Marte
Sonda Mars 3 (idêntica a Mars 2)

Marte
Módulo de pouso (lander) das sondas Mars 2 e 3

Mariner 9: lançada em 30/05/71 pelos EUA, entrou numa órbita de 1390 x 17140 Km em 14/11/71 e tornou-se o primeiro objeto dos EUA a orbitar um corpo celeste que não fosse a Lua. Enviou 7329 fotos que permitiram a elaboração do primeiro mapa global de Marte. No momento em que a sonda chegou a Marte, estava acontecendo uma tempestade de areia e, aproveitando a ocasião, foram coletados dados sobre este evento. Descobriu canais, vulcões e outras estruturas; aliás, os Valles Marineris (Vale da Mariner) têm esse nome em homenagem a Mariner 9, que os descobriu. Tirou fotos detalhadas de Deimos e Fobos.

Marte
Mariner 9.

Marte
Mapa baseado nas imagens da Mariner 9. Clique na figura

1973

Mars 4: lançada em 21/07/73 pela URSS, tinha por finalidade entrar na órbita de Marte. Chegou ao seu destino em 10/02/74 mas um mal funcionamento dos sistemas de propulsão fizeram com que a sonda falhasse na inserção da órbita. Passou a 2200 Km da superfície marciana e retornou algumas fotos e dados.

Marte
Imagem da superfície marciana feita pela Mars 4.

Mars 5: lançada em 25/07/73 pela URSS, alcançou a órbita de Marte em 12/02/74, coletou imagens e dados para as missões Mars 6 e 7, mas após 10 dias os equipamentos pararam de funcionar.

Marte
Imagem da superfície marciana feita pela Mars 5.

Mars 6: lançada em 05/08/73 pela URSS, chegou a Marte em 12/03/74, inserindo-se com sucesso na órbita marciana. Lançou a sonda lander que, devido as falhas, foi destruída ao chocar-se contra superfície de Marte. Entretanto, durante sua descida, conseguiu coletar dados sobre a atmosfera.

Mars 7: lançada em 09/08/73 pela URSS, falhou ao tentar ingressar na órbita de Marte, passando a 1280 Km do planeta em 09/03/74. Atualmente está em órbita solar.

Marte
Sonda espacial Mars 7(idêntica a Mars 6).

1975

Viking 1: lançada em 20/08/75 pelos EUA. Consistia em uma missão orbiter e lander, conseguindo inserir-se na órbita de Marte me 19/06/76. A sonda lander pousou suavemente no solo marciano, mais especificamente na Chryse Planitia (lat 22,4° N, long 48,8° O), em 20/07/76. A lander realizou experimentos biológicos na tentativa de encontrar microrganismos em Marte, mas os resultados foram negativos, embora controversos e, por isso, ainda são debatidos. Também fez imagens da superfície e monitorou o clima. A sonda orbiter passou perto de Fobos e mapeou o planeta através de mais de 52000 imagens. A Viking orbiter 1 foi desativada em 07/08/80 e a lander foi acidentalmente desativada em 13/11/82 e nunca mais conseguiu ser reativada.

Viking 2: lançada em 09/09/75 pelos EUA. Consistia em missões orbiter e lander. Alcançou a órbita de Marte em 07/08/76 e a missão lander pousou com sucesso na Utopia Planitia (lat 48,0° N, long 225,6° O) em 03/09/76. Realizou as mesmas experiências que a Viking 1 e passou perto de Deimos. Seus experimentos biológicos foram inconclusivos. A Viking orbiter 2 foi desativada em 25/07/78 e a lander 2 passou a usar a Viking orbiter 1 para transmitir seus dados. Não retornou mais dados desde a desativação da Viking orbiter 1, em 07/08/80.

Marte
Vinking lander

Marte
Vinking orbiter e lander

Marte
Primeira imagem da superfície feita pela Viking

Ambas as missões Vikings foram bastante competentes na qualidade e quantidade de dados coletados. As missões orbiters coletaram mais de 52000 imagens e cartografaram 97% da superfície a partir da órbita de Marte, em ângulos deferentes, o que permitiu melhor detalhamento da topografia. As landers retornaram 4500 imagens e dados da superfície, clima, atmosfera, mudanças sazonais, alem de realizarem experimentos biológicos com o solo marciano.

1988

Phobos 1: lançada em 05/07/88 pela URSS, tinha a função de investigar a lua marciana Fobos. Perdeu contato com a Terra em 02/09/88 devido a erros na execução da seqüência de comandos.

Phobos 2: lançada em 12/07/88 pela URSS, chegou a Marte em 31/01/89 e entrou com sucesso na órbita marciana. Chegou a uma distancia de 800 Km de Fobos, mas sofreu perda súbita de energia, causando o encerramento da missão. A sonda lander nunca chegou a pousar em Fobos.

Marte
Aparência das sondas Phobos 1 e 2

1992

Mars Observer: lançada em 25/09/92 pelos EUA, tinha o objetivo de orbitar Marte e enviar imagens de alta resolução. No entanto, em 21/08/93, perdeu contato com a base, um pouco antes de entrar na órbita de Marte.

Marte
Mars Observer

1996

Mars Surveyor Program: após o fracasso da missão Mars Observer, a NASA elaborou um novo programa para explorar Marte: O Mars Surveyor Program. Consistia no envio de sondas espaciais a cada 26 meses, durante as oposições de Marte. As sondas eram as seguintes Mars Global Surveyor, Mars Pathfinder, Mars 98 (Mars Climate Orbiter e Mars Polar Lander), Mars 2001, Mars 2003 e Mars 2005. Como veremos adiante, o fracasso das missões Mars 98 fez a NASA rever seus planos e encerrar o programa Mars Surveyor.

Mars Global Surveyor: lançada em 07/11/96 pelos EUA, inseriu-se na órbita de Marte em 11/07/97. Foi designada a orbitar Marte por um período de 2 anos, a fim de coletar dados sobre a superfície, topografia, dinâmica atmosférica, gravidade, campo magnético e composição do planeta. Esses dados seriam usados para orientar missões futuras. Com o fracasso das sondas Mars 98, o prazo da missão Mars Global Surveyor, que era 2 anos, foi prorrogado até hoje. A Mars Global Surveyor continua enviando belíssimas imagens do planeta vermelho.

Marte
Mars Global Surveyor

Mars 96: lançada em 19/11/96 pela Rússia. O foguete que carregava a sonda levantou vôo com sucesso, mas ao entrar em órbita houve uma falha, enviando a sonda para uma queda no Oceano Pacífico, entre a costa do Chile e a Ilha de Páscoa. Afundou com 27g de plutônio radioativo, usado como fonte de energia.

Mars Pathfinder: lançada em 04/12/96 pelos EUA. Consistia numa missão lander, ou seja, destinada a pousar em Marte. A novidade era a presença de veículos pequenos chamados Sojourner, os quais caminhariam pela superfície marciana para analisar o solo ao redor da sonda lander. Lembramos que as missões chamadas orbiter são designadas a ficar orbitando o planeta, enquanto que as missões chamadas lander são designadas a pousar na superfície do planeta. A Mars Pathfinder, alem de ser uma missão lander, também era uma missão rover, ou seja, envia veículos a superfície do planeta.Os rovers Sojourner pesavam cerca de 10 Kg, tinham 62 cm de comprimento, 47 cm de largura e 32 cm de altura.

A Mars Pathfinder pousou em Marte no dia 04/07/97 na região de Ares Vallis (lat 19,33° N, long 33,55° L), sendo então renomeada de Carl Sagan Memorial. No dia 06/07/97 os veículos Sojourner de 6 rodas, caminharam pela superfície. A Mars Pathfinder retornou 16000 imagens da lander e 550 dos rovers, bem como realizou 15 analises químicas das rochas marcianas e estudou o clima. A última transmissão foi em 27/09/97, após 83 dias de missão, atingindo 100% de seus objetivos.

Marte
Mars Pathfinder

Marte
Mars Pathfinder lander

Marte
Mars Pathfinder rover

1998

Planet B ou Nozomi: lançada em 04/07/98 pelo Japão, deveria chegar a Marte em 1999, mas problemas em adquirir aceleração gravitacional atrasaram a chegada da sonda, a qual estava prevista para dezembro de 2003 ou janeiro de 2004. Uma erupção solar danificou o sistema de comunicação impedindo a realização de manobras de inserção na órbita marciana. A missão foi abandonada em 09/12/03. Tinha o objetivo de estudar a atmosfera superior de Marte e sua interação com o vento solar. Em japonês, nozomi significa esperança.

Marte
Missão Nozomi

Mars Climate Orbiter: lançada em 11/12/98 pelos EUA, era a missão orbiter da Mars 98, consistindo no envio de duas sondas em épocas distintas, uma orbiter (Mars Climate Orbiter) e uma lander (Mars Polar Lander), as quais deveriam estudar o clima e a taxa de água e CO2 em Marte. A Mars Climate Orbiter perdeu contato em 23/09/99 quando, devido a erros de navegação, passou muito perto da superfície, sofrendo superaquecimento e destruição na atmosfera.

Marte
Mars Climate Orbiter

1999

Mars Polar Lander: lançada em 03/01/99 pelos EUA. Deveria pousar no pólo sul de Marte e estudar o solo e clima. A sonda chegou a Marte sem problemas, mas ao atingir a superfície perdeu contato com a base. A razão disso não é conhecida, mas muito provavelmente foi destruída com o impacto no solo.

Marte
Mars Polar Lander

Deep Space 2: lançada em 03/01/99 pelos EUA, acoplada a sonda Mars Polar Lander. Consistia em dois perfuradores de solo que deveriam investigar a existência de água abaixo da superfície. Provavelmente foi destruída junto com a Mars Polar Lander.

Marte
Deep Space 2

O fracasso das missões Mars Climate Orbiter e Mars Polar Lander fez a NASA suspender o Mars Surveyor Program, cancelando as missões Mars 2001, Mars 2003 e Mars 2005. O objetivo do cancelamento era revisar dados e informações com o intuito de traçar uma nova estratégia na exploração de Marte.

2000

Após revisar informações anteriores, a NASA anuncia um novo programa para a exploração de Marte. Este incluía o envio da missão 2001 Mars Odyssey, alem de outras missões que serão lançadas nos próximos anos. Planejava-se enviar 2 rovers a Marte em 2003, uma poderosa orbiter em 2005 e um laboratório cientifico móvel em 2007, alem da primeira das varias pequenas missões Scout (consistindo em pequenos landers, balões e planadores para estudara atmosfera inferior de Marte). Também estava prevista para 2011 a missão Simple Return, a qual deverá colher amostras do solo e rochas marcianas e trazê-las aqui para a Terra.

2001

2001 Mars Odyssey: lançada em 07/04/01 pelos EUA, chegando ao seu destino em 24/10/01. Seu objetivo é orbitar Marte por pelo menos três anos para coletar dados sobre quais elementos químicos e minerais predominam na superfície do planeta. Deve obter informações sobre o risco potencial de radiação para futura exploração humana. Também estudará o clima e será um possível meio de comunicação com sondas landers.

Marte
2001 Mars Odyssey

2003

Mars Exploration Rovers A: também chamado Spirit, foi lançada em 10/06/03 pelos EUA. A missão Mars Exploration Rovers consiste no envio de dois poderosos veículos (rovers) em épocas diferentes; missões A e B, devendo pousar em lugares distintos de Marte. Os rovers são idênticos, pesando cerca de 180 Kg cada um e podendo percorrer cerca de 100m durante um dia marciano. Carregam instrumentos sofisticados para análise do clima, rochas e solo. Os objetivos da missão são: realizar estudo mineralógico, estudar a história do clima e da água de Marte, onde condições podem ter sido favoráveis ao desenvolvimento de vida. A Mars Exploration Rovers A tem chegou ao seu destino em 04/01/04 na Gusev Crater.

Marte
Cápsula espacial que levará os veículos à Marte.

Mars Express Orbiter: lançamento em 02/06/03 pela Agência Espacial Européia. Inseriu-se na órbita de Marte em 25/12/03. Os objetivos da missão são: enviar imagens de alta resolução para estudo da topografia e morfologia da superfície, elaborar um mapa mineralógico, estudar a composição da atmosfera e servir como meio de comunicação para as lander de 2003 a 2007. Também carrega consigo a sonda Beagle 2, sendo responsável por envia-la a superfície de Marte e servir como meio de comunicação entre a Beagle 2 e a Terra.

Marte
Mars Express Orbiter

Beagle 2: missão britânica que será acoplada a sonda Mars Express. As duas sondas foram lançadas juntas em 02/06/03 e ao chegarem em Marte, no dia 25 de dezembro de 2003, a Mars Express enviou a Beagle 2 em direção a superfície marciana. O local escolhido para o pouso foi a Insidis Planitia. No entanto a comunicação foi perdida deste este dia e nenhum dado foi enviado para a Terra.

Mars Exploration Rovers B: também chamado Opportunity, foi lançado em 07/07/03 pelos EUA. Realizará os mesmos estudos da missão A, só que em outra região, no Meridiani Planum. Chegou a Marte em 24/01/04. As missões A e B estarão em atividade entre os meses de janeiro e maio de 2004.

2005

Mars Reconnaissance Orbiter: lançamento realizado no dia 12 de agosto de 2005, irá procurar evidências de que a água existiu na superfície de Marte durante um período longo de tempo. Depois de uma viagem de sete meses e seis meses de manobras para alcançar a melhor posição na órbita marciana, a MRO buscará pistas sobre a história da água em Marte com seus instrumentos científicos. Eles serão capazes de fazer um extremo close-up da superfície, analisarão minerais, estudarão a água subterrânea, investigarão como a poeira e partículas de água estão distribuídas na atmosfera e monitorizarão o clima diariamente.

Marte
Mars Reconnaissance Orbiter

Vida em Marte

Na verdade, não se conseguiu obter nenhuma prova de existência de vida atualmente ativa em Marte. Com a descoberta do meteorito ALH84001 (uma amostra de rocha marciana que continha microfósseis de bactérias primitivas), os debates sobre a existência de vida em Marte foram novamente abertos. Acredita-se que atualmente não exista vida em Marte, mas num passado mais distante, onde as condições climáticas do planeta eram mais favoráveis, a vida pode ter começado a se desenvolver em Marte. No entanto, é necessário aguardar estudos mais precisos para esclarecer esta questão.

Certamente este é o tema que desperta maior interesse e fascínio pelo planeta vermelho, sendo a grande fonte motivadora dos enormes investimentos em pesquisa e envio de sondas espaciais ao planeta Marte. Todo esse interesse pelo planeta deve-se a possibilidade de conter alguma resposta para a pergunta que há séculos vem angustiando toda humanidade: seria o planeta Terra a única reserva biológico do universo? Como veremos adiante, indícios de bactérias extraterrestres foram encontrados em um meteorito marciano, sendo este fato o ponto de partida para responder nossa angustiante dúvida sobre a existência de vida fora da Terra, e quem sabe, até ajudar a compreender melhor a origem da vida.

Numa certa época da história da astronomia, a angustia de se sentir só no universo, associada às observações de certas características de Marte, levaram a humanidade e mesmo alguns astrônomos a fazerem especulações sobre a existência de vida em Marte. Os primeiros rumores de que o planeta vermelho poderia abrigar vida surgiram em 1659, quando Christian Huygens visualizou uma grande mancha na superfície do planeta. Inicialmente, foi denominada de “grande pântano” devido sua semelhança com pântanos. Começaram-se então rumores de que Marte poderia ser habitado por seres inteligentes. Observações posteriores mostraram várias manchas escuras na superfície do planeta, as quais mudavam de tamanho e coloração.

Em 1877 Emanuel Liais, no Imperial Observatório do Rio de Janeiro, sugere uma hipótese explicando que a variação no tamanho e cor das manchas estão associados às mudanças climáticas (estações do ano marcianas), podendo ser vegetações crescendo em Marte. No mesmo ano, Schiaparelli anuncia a descoberta de “canais” na superfície do planeta. As vegetações de Liais e os canais de Schiaparelli evidenciavam para a comunidade da época que os marcianos realmente existiam. Nesse contexto, em 1898, H. G. Wells publicou o mais famoso romance sobre marcianos: A Guerra dos Mundos, onde a Terra era invadida por seres vindos de Marte.

Fonte: planetmars.sites.uol.com.br

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