Banhada pelo Atlântico Norte, a Mauritânia está localizada no noroeste da África, entre o Senegal e o Saara Ocidental, possuindo ainda fronteiras com a Argélia e Mali. O território da Mauritânia abrange mais de um milhão de quilômetros quadrados, uma área equivalente a quatro vezes o estado de São Paulo. O relevo mauritano é caracterizado principalmente pelas áridas planícies do deserto do Saara, ocorrendo algumas formações montanhosas.
Aproximadamente 2,6 milhões de pessoas vivem no país, metade das quais tem idade inferior a 15 anos. A população urbana equivale a pouco mais da metade da população e as áreas rurais são caracterizadas por vilarejos. Os árabes berberes formam o principal grupo étnico, mas há minorias de grupos africanos como os pulares, os soninquês e os ulofes.
A Mauritânia foi uma colônia francesa por séculos, mas obteve sua independência em 1960. Desde então, inúmeros conflitos étnicos têm atingido o país. Atualmente, a Mauritânia é uma república dotada de um sistema legal tríplice, formado por tribunais islâmicos, tribunais especiais e tribunais de segurança do Estado.
De maneira geral, o povo mauritano é pobre e trabalha na agricultura. A renda per capita anual é de US$ 1.750 e o nível de desemprego é muito alto. As famílias são grandes e têm, em média, oito membros. Além de o país contar com uma infra-estrutura deficiente, o analfabetismo chega a quase 70% da população e os serviços de saúde são medíocres. Todos esses fatores somados contribuem para a pobreza do país e ajudam a transformar a fome em um problema comum e constante.
O islamismo assumiu o controle da região no século X e obteve êxito na conversão das tribos berberes. Quase todos os mauritanos são muçulmanos de tradição sunita, embora muitos também pratiquem tradições tribais.
O cristianismo chegou à Mauritânia no início do século XX por meio de padres católicos e missionários. Os cristãos não chegam a 1% da população somando apenas uns poucos milhares no total. Há alguns protestantes na capital, mas eles não têm sido capazes de iniciar nenhum trabalho de peso no país. A maior parte da atividade evangelística é dirigida a trabalhadores imigrantes da África subsaariana.
Um cristão que reside na Mauritânia reportou: "Estamos fazendo progressos na Mauritânia, embora o número de convertidos seja baixo. Alguns anos atrás, não havia um só cristão, mas agora temos algumas igrejas que se reúnem nos lares. Nós vivemos em uma sociedade fortemente influenciada pelo islamismo, portanto tudo o que fazemos deve ser em absoluto sigilo. Nosso maior temor não se relaciona ao governo, mas sim à marginalização que podemos sofrer de nossas próprias famílias, que nos deixaria sem ter aonde ir ou onde morar. Viver isolado sem o sentido de comunidade é uma de nossas maiores preocupações. O controle social é um problema sério por aqui."
A constituição mauritana estabelece o Islã como a religião oficial, mas assegura a liberdade de consciência e de religião. Na prática, no entanto, a evangelização é proibida e a conversão de muçulmanos é passível de pena capital. Já houve inúmeros mártires e é bem provável que haverá muitos mais.
A pequena igreja da Mauritânia sofre com a falta de treinamento e de recursos que a capacitariam a evangelizar com eficácia toda a nação. As severas restrições e a perseguição são as outras barreiras que impedem a nação de ser alcançada pelo Evangelho. Sem uma significativa mudança nas atitudes locais e no atual nível de auxílio externo, é bem provável que a Mauritânia tenha somente uma pequena comunidade cristã no final deste século.
1. Poucos se interessam pela situação dos cristãos na Mauritânia. Ore para que missionários cristãos iniciem ministérios bem-sucedidos no país.
2. A igreja enfrenta muitas restrições em suas atividades. Ore para que o governo reveja sua posição e sustente a garantia constitucional de liberdade religiosa, permitindo a conversão de muçulmanos ao cristianismo sem ameaçá-los de morte.
3. Os cristãos sofrem com a miséria da nação. Ore para que cristãos estrangeiros ajudem a Mauritânia por meio de programas de desenvolvimento econômico e comunitário, o que poderia gerar boas relações entre a igreja e o governo.
4. A igreja está diminuindo numericamente. Ore e peça que os poucos cristãos nativos, direcionados por Deus, tornem-se evangelistas ousados e compartilhem sua fé com outros mauritanos.
Fonte: www.portasabertas.org.br
Nome oficial: República Islâmica da Mauritânia (Al-Jumhuriya al-Islamiya al-Muritaniya).
Nacionalidade: Mauritana.
Data nacional: 28 de novembro (Independência).
Capital: Nuackchott
Cidades principais: Nuakchott (608.228), Nouadhibou (88.313), Kaédi (40.633) (1996); Kiffa (29.300), Rosso (27.800) (1988).
Idioma: árabe (oficial), francês, línguas regionais (principais: fulani, ulof, soninquê).
Religião: islamismo 99,5% (sunitas), cristianismo 0,2% (católicos), outras 0,3% (1994).
Localização: noroeste da África.
Hora local: + 3h.
Área: 1.030.700 km2.
Clima: árido tropical (N) e tropical de altitude (S).
Área de floresta: 6 mil km2 (1995).
Total: 2,7 milhões (2000), sendo árabes berberes 75%, sapinques, pulares, tuculeres, peules e ulofes 25% (1996).
Densidade: 2,62 hab./km2.
População urbana: 55% (1998).
População rural: 45% (1998).
Crescimento demográfico: 2,7% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 5,5 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 52/55 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 92 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 60,1% (2000).
IDH (0-1): 0,451 (1998).
Forma de governo: República com forma mista de governo (ditadura militar desde 1984).
Divisão administrativa: 13 províncias subdivididas em 208 distritos.
Principais partidos: Democrático e Social Republicano (PRDS), Ação pela Mudança.
Legislativo: bicameral - Senado, com 56 membros eleitos por líderes municipais para mandato de 6 anos (uma parte é renovada a cada 2 anos); Assembléia Nacional, com 79 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1991.
Moeda: ugüia.
PIB: US$ 989 milhões (1998).
PIB agropecuária: 25% (1998).
PIB indústria: 30% (1998).
PIB serviços: 45% (1998).
Crescimento do PIB: 4,2% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 410 (1998).
Força de trabalho: 1 milhão (1998).
Agricultura: arroz, sorgo, leguminosas, milhete.
Pecuária: caprinos, ovinos, camelos, aves.
Pesca: 82 mil t (1997).
Mineração: ouro, minério de ferro, gipsita.
Indústria: alimentícia (peixe), refino de petróleo.
Exportações: US$ 359 milhões (1998).
Importações: US$ 319 milhões (1998).
Parceiros comerciais: França, Espanha, Alemanha, Japão, Itália.
Efetivo total: 15,7 mil (1998).
Gastos: US$ 25 milhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.net