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Amácio Mazzaropi

Nasceu em São Paulo, SP, em 09 de abril de 1912.

Aos dezesseis anos foge de casa para ser assistente do faquir Ferri.

Em 1940, monta o Circo Teatro Mazzaropi e cria a Companhia Teatro de Emergência.

Em 1948 vai para a Rádio Tupi, onde estréia o programa Rancho Alegre.

Em 1950, inaugura a televisão no Brasil e para lá leva seu programa, com estrondoso sucesso.

Abílio Pereira de Almeida, então produtor e diretor da Vera Cruz, procura um tipo diferente e curioso para estrelar uma comédia.

Quando vê Mazzaropi na televisão, não tem dúvida e contrata-o para atuar em SAI DA FRENTE (52).

O sucesso popular é tanto que Mazzaropi acaba se dedicando praticamente ao cinema.

Participa de oito filmes como ator contratado e, em 1958, funda a Pam Filmes, Produções Amacio Mazzaropi.

A partir daí, passa a produzir e dirigir seus filmes, sendo sua primeira produção CHOFER DE PRAÇA, em que ele emprega todas as suas economias.

Com o filme pronto, falta dinheiro para fazer as cópias.

Pega seu carro e sai pelo interior a fora fazendo shows até conseguir arrecadar a quantia necessária.

O filme estréia e faz muito sucesso.

O pano de fundo de quase todos os seus filmes é sempre uma fazenda, primeiro emprestada e depois a sua própria, chamada Fazenda da Santa, onde monta seus estúdios.

Ali atravessa sua mais fértil fase e produz seus melhores filmes como TRISTEZA DO JECA (61) e MEU JAPÃO BRASILEIRO (64).

Com o tipo "JECA", o caipira de fala arrastada, tímido, mas cheio de malícia, arrasta multidões aos cinemas.

Lança um filme por ano e sempre em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, e no cine Art-Palácio, que ele adota para lançamento das películas, pois o dono do cinema foi o que mais lhe apoiara no início da carreira de produtor.

Fica milionário e paralelamente produz leite também, sendo um dos maiores fornecedores da empresa Leites Paulista.

No início dos anos 70 constrói novos estúdios e um hotel, também em Taubaté.

Artista nato e empresário com muito tino comercial, é também desconfiado e solitário.

Nunca se casa, mas tem um filho adotivo, Péricles, que o ajuda na produção dos filmes.

Morre em 13 de junho de 1981, aos 69 anos de idade, vítima de câncer na medula, logo após iniciar sua 332 produção, JECA E A MARIA TROMBA HOMEM.

O império que constrói é dilacerado pelos herdeiros após sua morte, com todos os seus bens indo à leilão, inclusive os filmes.

O Hotel-fazenda onde está seu estúdio, continua existindo, agora, com o nome de Hotel Fazenda Mazzaropi, mantenedor do Museu Mazzaropi com um acervo de mais de 6.000 peças.

Mazzaropi é sem dúvida o maior comediante do Cinema Brasileiro.

Seu nome é sinônimo de sucesso e respeitado por todos, inclusive os críticos, que não gostam de seus filmes, mas se rendem ao seu talento.

Construiu um estilo que será sempre imitado mas jamais superado.

Como disse Paulo Emílio Salles Gomes, "O melhor dos filmes de Mazzaropi é ele mesmo".

(Fonte: "Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro", de Antônio Leão da Silva Neto).

Fonte: veracruz.itgo.com

Amácio Mazzaropi

Mazzaropi
Mazzaropi

1912 – 1981

Amácio Mazzaropi, ator e cineasta, nasceu em 9 de abril de 1912, no bairro da Barra Funda em São Paulo. Aos 18 anos fugiu de casa para acompanhar o espetáculo ambulante do faquir Ferris.

Foi trabalhar no circo, onde assistia às peças do gênero caipira em que Sebastião Arruda atuava, que fazia sucesso na época, e se inspirou nele e foi buscar criar seu próprio personagem “um caboclão bastante natural”, em suas próprias palavras, que ficou conhecido como Jeca Tatu: típico caipira de calças pula-brejo, paletó apertado, camisa xadrez e botinas, que o tornou popular em todo o Brasil e lhe rendeu a maior bilheteria do cinema nacional. Criou a Trupe Mazzaropi, com repertório fixo.

Em 1948, foi contratado pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde trabalhou no programa "Rancho Alegre", dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Convidado pela Vera Cruz, em 1951, fez seu primeiro filme: "Sai da Frente". Em 1958, com recursos próprios, comprou uma fazenda em Taubaté e montou a empresa Produções Amácio Mazzaropi - Pam

Filmes

O primeiro filme que fez foi "Chofer de Praça". Ao todo, Mazzaropi fez 32 longas-metragens, contando histórias que abordavam o racismo, a religião, a política e até a ecologia. Amácio Mazzaropi morreu aos 69 anos, em São Paulo, no dia 13 de junho de 1981.

Fonte: www.assaoc.org.br

Amácio Mazzaropi

Mazzaropi
Mazzaropi

Mazzaroppi, um “taubateano de coração” que adotou a cidade com sua história e tradição, assimilando o perfil do interiorano e transportando-o para os palcos e telas de cinema através de suas magníficas interpretações.

Mazzaropi sintetizou gestos, manias e caráter do caipira que se transferiu das áreas rurais para as urbanas nas décadas de 50-60. Mazzaropi atingiu o fundo arcaico da sociedade brasileira e de cada um de nós. Representou o caipira aparentemente simplório mas esperto e que na verdade, usa o bom senso e a astúcia para sobreviver na selva urbana. Não para menos que um dos maiores sucessos da carreira do Mazzaropi tenha sido “JECA TATU”, de 1959, em que fez uma releitura do tipo brilhantemente fixado por Monteiro Lobato em seus aspectos cômicos, sociológicos e claro, conservadores. O Jeca foi o bom arquétipo interpretado fielmente por Mazzaropi.

Há um enaltecimento a Chaplin e um destacar de Mazzaropi por parte dos críticos, uma vez que seus padrões de avaliação consideram somente cômicos que venham revestidos de um papel poético, formalmente refinados ou então escrachados. Mazzaropi fazia filmes que deveriam ser vistos e avaliados pela ótica de entretenimento e como documento histórico. O seu objetivo foi caracterizar o homem rural que em algumas situações tenta se urbanizar. Podemos verificar em seus filmes a história de uma parcela da população brasileira especificamente do mineiro e valeparaibano.

Considerando o artista e empresário, recordando a carreira do Mazzaropi – um artista de circo que encontrou no cinema um meio privilegiado de expressão – equivale a mergulhar num passado nem tão distante em busca de luzes que nos esclareçam sobre inúmeros aspectos. Na frente das câmeras, por exemplo, ele soube como poucos fazer o grande público identificar-se com seus personagens, fossem eles urbanos ou rurais. Atrás delas, tornou-se um negociante matuto que aprendeu rapidamente as regras do mercado e sobreviveu por décadas como seu próprio patrão num meio infestado de “tubarões”. Apenas o cinema de um pais desmemoriado poderia ter a pretensão de voltar-se para o futuro sem examinar detalhadamente, com a isenção que o tempo agora permite, uma trajetória rica como a de Mazzaropi.

Cabe-nos aqui ressaltar o resgate histórico cultural feito pelo MISTAU (Museu de Imagem e Som de Taubaté), recentemente inaugurado e que tem como parte de seu acervo, vastos documentos, inclusive filmes (coleção completa) que se encontram à disposição do público que desejar entrar em contato com essa parte da nossa história, brilhantemente caracterizada e satirizada pelos personagens criados por esse grande artista MAZZAROPI.

BIOGRAFIA – MAZZAROPI

AMACIO MAZZAROPI, nasceu na cidade de São Paulo, aos 09 de abril de 1912, filho do imigrante italiano Bernardo Mazzaropi e de Clara Pereira, filha de portugueses. O casal residia na região central da capital e são Paulo.

Desde garoto, dava mostras de seus dotes artísticos para comediante quando era levado pelo pai à sua loja de tecidos, numa tentativa de atrai-lo para aquela atividade comercial. O menino divertia-se detrás do balcão contando anedotas de sua própria autoria, aos fregueses da loja.
Aos catorze anos (1924), Mazzaropi ingressou no mundo artístico, trabalhando em circo como auxiliar de faquir.

Aos vinte anos (1932), na tentativa de afasta-lo do meio artístico, seu pai conseguiu para ele, um emprego na C.T.I. (Companhia Taubaté Industrial) e por essa razão, Mazzaropi mudou-se para Taubaté, terra natal de sua mãe, onde acabou representando e imortalizando o personagem de Monteiro Lobato, o “Jeca”, um autentico caipira valeparaibano. Nessa mesma época, Mazzaropi trabalhou no “Teatro do Soldado”, cuja renda revertia em beneficio das famílias dos soldados paulistas mortos na Revolução Constitucionalista (1932).

Dois anos mais tarde (1934), Mazzaropi conseguiu montar o “Pavilhão Mazzaropi”, o primeiro circo “quadrado Itinerante” do país.

Pouco depois, Mazzaropi assinou contrato para trabalhar com a companhia de teatro “Mambembe”de Nino Mello, estreando em São Paulo no Cine-Teatro Oberdan. Posteriormente, organizou sua própria companhia teatral, voltando a apresenta-se no teatro Oberdan, onde Costa Lima, diretor artístico da Rádio Tupi, o conheceu e o contratou.

Na Rádio Tupi, onde estreou em 1946 com o programa “Rancho Alegre”, ele permaneceu durante oito anos (1954), tendo participado da inauguração da Tv Tupi de São Paulo (1950) e da Tv Tupi do Rio de Janeiro (1951).

No decorrer de sua carreira, de mais de cinqüenta anos, Mazzaropi desempenhou trabalho em circo, teatro, rádio, televisão e, finalmente, no cinema, onde seu conhecido personagem, o “Jeca” tornou-se imortal nos seus trinta filmes posteriores.

Mazzaropi fez sua estréia no cinema com o filme “Sai da Frente” (1951), uma produção da Companhia Cinematográfica “Vera Cruz”, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Desde o seu primeiro filme até “Chico Fumaça” (1956), onde Mazzaropi atuou apenas como ator. Em 1958, tendo alugado os estúdios da “Vera Cruz”, produziu seu primeiro filme independente “Chofer de Praça” pela Pam Filmes – Produção Cinematográfica Amacio Mazzaropi, passando a acumular a partir de então, as funções de ator, produtor, roteirista e argumentador.

Na década de 70, já com a Pam Filmes totalmente estruturada e instalada na Fazenda Santa em Taubaté, Mazzaropi produziu alguns filmes, satirizando grandes sucessos comerciais de Holywood, como o “Jeca contra o Capeta” (1975) – uma sátira do “Exorcista”. Nos estúdios da Pam Filmes, em Taubaté, foram produzidos dezoito de seus filmes, todos eles contando com a participação de Geni Prado, interpretando, invariavelmente a “mulher do Jeca”, e que atuou ao lado do Mazzaropi em vinte e um filmes.

Quase sempre ignorado pelos intelectuais que apenas começaram a aceitar a existência desse cinema “popularesco”, Mazzaropi faleceu aos 13 de junho de 1981, em São Paulo, aos 69 anos de idade, solteiro, deixando um filho adotivo, Péricles Moreira, filho de sua empregada. Foi sepultado na vizinha cidade de Pindamonhangaba, ao lado de seu pai.

Fonte: www.taubate-sp.com.br

Amácio Mazzaropi

Mazzaropi
Mazzaropi

Nome Completo: Amácio Mazzaropi
Natural de: São Paulo, São Paulo, Brasil
Nascimento: 09 de abril de 1912

Filho de um casal classe média, Dona Clara e Bernardo, um próspero dono de mercearia, iria crescer sem problemas financeiros mas com muita preguiça: mal conseguiu terminar o ginásio. Do avô Amácio Mazzaropi (imigrante italiano que foi trabalhar nas terras do Paraná) não herdou só o nome, mas o gosto pela vida do campo

Aos dezesseis anos foge de casa para ser assistente do faquir Ferri.

Em 1940, monta o Circo Teatro Mazzaropi e cria a Companhia Teatro de Emergência.

Em 1948 vai para a Rádio Tupi, onde estréia o programa Rancho Alegre.

Em 1950, inaugura a televisão no Brasil e para lá leva seu programa, com estrondoso sucesso. Abílio Pereira de Almeida, então produtor e diretor da Vera Cruz, procura um tipo diferente e curioso para estrelar uma comédia. Quando vê Mazzaropi na televisão, não tem dúvida e contrata-o para atuar em Sai da Frente.

Participa de oito filmes como ator contratado e, em 1958, funda a Pam Filmes, Produções Amacio Mazzaropi. A partir daí, passa a produzir e dirigir seus filmes, sendo sua primeira produção Chofer de Praça, em que ele emprega todas as suas economias. Com o filme pronto, falta dinheiro para fazer as cópias. Pega seu carro e sai pelo interior a fora fazendo shows até conseguir arrecadar a quantia necessária. Não foi fácil, no início teve que alugar os estúdios da Cia Vera Cruz para as gravações internas e as filmagens externas foram rodadas na cidade de São Paulo com os equipamentos alugados da Vera Cruz. Estava inaugurada a PAM Filmes - Produções Amácio Mazzaropi. O filme estréia e faz muito sucesso.

O pano de fundo de quase todos os seus filmes é sempre uma fazenda, primeiro emprestada e depois a sua própria, chamada Fazenda da Santa, onde monta seus estúdios. Ali atravessa sua mais fértil fase e produz seus melhores filmes como Tristeza do Jeca e Meu Japão Brasileiro.

O presidente da Academia Brasileira de Letras, no dia 17 de janeiro de 1968, escreve-lhe um bilhete dirigido a Mazzaropi, que o guardava em um quadro sobre a lareira de minha sala. Astraugesilo de Ataide considera que, "com Jeca Tatu e a Freira, Mazzaropi alcançou no cinema o mais alto nível de sua arte. é hoje, sem nenhum favor, um artista de categoria mundial".

Com o tipo "Jeca", o caipira de fala arrastada, tímido, mas cheio de malícia, arrasta multidões aos cinemas. Lança um filme por ano e sempre em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, e no cine Art-Palácio, que ele adota para lançamento das películas, pois o dono do cinema foi o que mais lhe apoiara no início da carreira de produtor.

Mazzaropi também passou pela TV Excelsior fazendo parte de um programa de sucesso na época, apresentado por Bibi Ferreira, Brasil 63.

Fica milionário e paralelamente produz leite também, sendo um dos maiores fornecedores da empresa Leites Paulista.

No início dos anos 70 constrói novos estúdios e um hotel, também em Taubaté.

Artista nato e empresário com muito tino comercial, é também desconfiado e solitário.

Nunca se casa, mas tem um filho adotivo, Péricles, que o ajuda na produção dos filmes.

Falece em 13 de junho de 1981, aos 69 anos de idade, vítima de câncer na medula, logo após iniciar sua 332 produção, Jeca e Maria Tromba Homem.

O império que constrói é dilacerado pelos herdeiros após sua morte, com todos os seus bens indo à leilão, inclusive os filmes. O Hotel-fazenda onde está seu estúdio, continua existindo, agora, com o nome de Hotel Fazenda Mazzaropi, mantenedor do Museu Mazzaropi com um acervo de mais de 6.000 peças.

Fonte: www.adorocinemabrasileiro.com.br

Amácio Mazzaropi

O autor e comerciante Amacio Mazzaropi nasceu em 9 de abril de 1912 em São Paulo (SP).

Ele ficou conhecido na televisão e no cinema por interpretar um sujeito simplório da roça, sempre trajado com camisa e calça pula brejo.Esse caipira, com seu humor malicioso, apareceu em 32 longas.

O personagem surgiu a época em que mazzaropi trabalhou no circo, como assistente do faquir Ferri. Ele fugiu de casa aos 16 anos para juntar à trupe.

O caipira de mazzaropi fez tanto sucesso que, em 1948, a radio Tupi convidou seu criador para apresentar o programa Rancho Alegre.A tração, depois, fez parte a história da TV, inaugurada em 1950.Ela foi um dos primeiros programas exibidos no país.

A carreira de Mazzaropi nos cinemas começou em 1952, com a longa Sai da Frente, produzido pela Vera cruz.

Ele ainda trabalhou em oito filmes como contratado do estúdio,mas após Chico Fumaça (1956) decidiu fundar sua própria produtora.Vendeu vários de seus bens e montou a PAM Filmes (Produções Amacio Mazzaropi).a primeira obra do então novo cineasta foi Chofer da Praça (1958).

Durante as gravações de Jeca e a Maria Tromba Homem (1981), o eterno jeca sucumbiu ao câncer de medula e morreu, no dia 13 de junho , aos 69 anos.

Mazzaropi sempre lançava seus filmes n dia 25 de janeiro, data do aniversario da cidade de São Paulo.

Em 28 anos de carreira, Mazzaropi fez 32 filmes e foi o artista brasileiro mais popular.E o único ator em todo o mundo a ter, por forças de contrato, exibição garantida no mesmo circuito de cinemas para seus filmes anuais.Lançando em 1952 por Abílio Pereira de Almeida em Sai da Frente, produção da Vera Cruz, seu sucesso foi imediato.Tornando-o produtor de todos os seus filmes apartir de 1958 e o único cineasta brasileiro a possuir- em Taubaté- um estúdio exclusivo e bem equipado, onde rodou quase todos os seus filmes posteriores.

Autor: Filipe B. Ribeirto (12 Anos)

Amácio Mazzaropi

Mazzaropi
Mazzaropi

Filho de Bernardo Mazzaroppi, imigrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade sua família muda-se para Taubaté, no interior de São Paulo. O pequeno Amácio passa longas temporadas no município vizinho de Tremembé, na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino de cana verde. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entram em contato com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi.

Em 1919, sua família volta à capital e Mazzaropi ingressa no curso primário do Colégio Amadeu Amaral, no bairro do Belém. Bom aluno, era reconhecido por sua facilidade em decorar poesias e declamá-las, tornando-se o centro das atenções nas festas escolares. Em 1922 morre o avô paterno e a família muda-se novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a freqüentar o mundo circense. Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domenico Mazzaroppi em Curitiba, onde trabalha na loja de tecidos da família.

Já com catorze anos, regressa à capital paulista ainda com o sonho de participar em espetáculos de circo e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929 Mazzaropi volta a Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro.

O teatro, o rádio e a TV

Com a Revolução Constitucionalista de 1932 segue-se uma grande agitação cultural e Mazzaropi estréia em sua primeira peça de teatro, chamada A herança do Padre João. Já em 1935, consegue convencer seus pais a seguir turnê com sua companhia e a atuarem como atores. Até 1945, a Troupe Mazzoropi percorre muitos municípios do interior de São Paulo, mas não há dinheiro para melhorar a estrutura da companhia.

Com a morte da avó materna, Dona Maria Pita Ferreira, Mazzaropi recebe uma herança suficiente para comprar um telhado de zinco para seu pavilhão, podendo assim estrear na capital, com atuações elogiadas por jornais paulistanos. Depois, parte com a companhia em turnê pelo Vale do Paraíba. A grave situação de saúde de seu pai complica a situação financeira da companhia de teatro e, em 8 de novembro de 1944, falece Bernardo Mazzaroppi.

Dias após a morte de seu pai, estréia no Teatro Oberdan ao lado de Nino Nello, sendo ator e diretor da peça Filho de sapateiro, sapateiro deve ser, acolhida com entusiasmo pelo público.

Em 1946, convidado por Demerval Costa Lima da Rádio Tupi, estréia o programa dominical Rancho Alegre, encenado ao vivo no auditório da rádio no bairro do Sumaré e dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Em setembro de 1950, este mesmo programa estreou na TV Tupi, mas agora contava com a coadjuvação dos atores João Restiffe e Geny Prado.

O Cinema

Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari, Mazzaropi estréia seu primeiro filme, intitulado Sai da Frente, em 1952, rodado pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, onde filmaria mais duas películas. Com as dificuldades financeiras da Vera Cruz, Mazzaropi faz, até 1958, mais cinco filmes por diversas produtoras.

Naquele mesmo ano, vende sua casa e cria a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi). O primeiro filme da nova produtora é Chofer de Praça, que agora passa não só a produzir, mas distribuir as películas em todo o Brasil. Em 1959 é convidado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o famoso Boni, na época da TV Excelsior de São Paulo, a fazer um programa de variedades que fica no ar até 1962. Neste mesmo ano começa a produzir um de seus filmes mais famosos, o Jeca Tatu, que vai aos cinemas no ano seguinte.

Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produzirá seu primeiro filme em cores, Tristeza do Jeca, que também será o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior e a ganhar prêmios para melhor ator coadjuvante, Genésio Arruda, e melhor canção.

Seis anos mais tarde, lança o filme O Corintiano, recorde de bilheteria do cinema nacional. Em 1972 é recebido pelo então presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, ao qual pede mais apoio ao cinema brasileiro. Em 1974, roda Portugal, minha saudade, com cenas gravadas no Brasil e em Portugal.

No ano seguinte, começa a construir em Taubaté um grande estúdio cinematográfico, oficina de cenografia e um hotel para os atores e técnicos. A partir de então produz e distribui mais cinco filmes até 1979.

Seu 33º filme, Maria Tomba Homem, nunca será terminado. Depois de 26 dias internado, Mazzaropi morre vítima de um câncer na medula óssea aos 69 anos de idade no hospital Albert Einstein de São Paulo. É enterrado na cidade de Pindamonhangaba, no mesmo cemitério onde seu pai já repousava. Nunca se casou, mas deixou um filho adotivo, Péricles Mazzaropi.

Em 1994 é inaugurado o Museu Mazzaropi, localizado na mesma propriedade dos antigos estúdios, recolhendo a história da carreira de um dos maiores nomes do cinema, do teatro e da televisão brasileiros. Foi somente na década de 90 que a cultura brasileira começou a ver de uma outra óptica a obra de Mazzaropi, que durante sua vida sempre foi duramente atacado (ou ignorado) pela crítica e pela intelectualidade.

Fonte: pt.wikipedia.org

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