Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Óleo Automotivo  Voltar

Óleo Automotivo



Tire dúvidas sobre troca do óleo do carro

Qual o tipo de óleo ideal para usar no seu carro?

Como e quando efetuar a troca do lubrificante?

Óleo Automotivo
Checar nível de óleo do motor é fundamental

A principal dúvida sobre óleo para motores é uma só: que tipo de óleo usar no meu carro? A resposta é bem simples: o que estiver indicado no manual do proprietário. Mas, acalme-se, a idéia aqui não é comentar o óbvio, mas sim abrir seus olhos para esse importante assunto na manutenção do seu veículo. Antes, porém, vamos detalhar a função do lubrificante. Sua tarefa é evitar o atrito entre as peças móveis dentro do motor e assegurar o bom funcionamento.

Esse fluido deve manter suas características de lubrificação sob as mais diversas condições, sejam climáticas ou formas de uso. Com o passar do tempo, o óleo do motor tende a perder sua viscosidade - característica principal no lubrificante -, encarregada de fazer com que o óleo permaneça por mais tempo revestindo as peças que estão em contato dentro do motor. Perdendo a viscosidade, o atrito poderá comprometer o funcionamento do motor e deste modo a vida útil, além de reduzir o desempenho e aumentar o consumo.

Muitas pessoas têm o hábito de só completar o óleo quando este está abaixo do limite, sendo que o mais adequado é fazer a troca completa do lubrificante.

Esse erro pode custar caro. Se não for substituído, o óleo fica mais sujo que o normal, já que além de lubrificar ele também tem a função de eliminar determinados resíduos da combustão – queima do combustível - e isso compromete a viscosidade.

Mas o que fazer para o óleo não perder a viscosidade? O correto é fazer as trocas dentro dos limites de quilometragem estabelecidos para cada tipo de óleo.

Que óleo colocar? 

Para saber qual é o lubrificante correto para seu veículo consulte o "Manual do Proprietário" na seção referente a manutenção. É simples e rápido. Lembre-se de observar os dados referentes a viscosidade (SAE) e ao desempenho (API) e grave esses números. Outra possibilidade é conferir as tabelas de recomendação disponíveis nos postos de serviço. Conheça os tipos de óleo:

óleo mineral multiviscoso - O mineral multiviscoso é o mais comum no mercado. Esse tipo de óleo é adequado para qualquer motor, sendo ele de qualquer cilindrada ou combustível. Sua principal característica é adaptar a viscosidade de acordo com a temperatura de funcionamento do motor.

Vamos tomar como exemplo o 15W40. O primeiro número indica a viscosidade do óleo em uma temperatura baixa, como na hora da partida, e o segundo indica a viscosidade à temperatura operacional. Quanto menor o primeiro número, mais fino é o óleo e quanto maior o segundo, mais grosso. O cuidado necessário é efetuar as trocas antes de atingir o limite de quilometragem, nesse tipo de óleo recomendada a cada 5 mil quilômetros. Caso passe despercebido, com o tempo provoca alto índice de carbonização interna do motor que, a partir de então, fica sujeito a falhas e quebras.

óleo semi-sintético - O semi-sintético é o óleo que mistura a base sintética com a mineral. Esse tipo é recomendado para motores mais potentes que trabalham em altas rotações. Mas, nada impede seu uso em motores menos potentes. Provoca menos carbonização interna e contribui para amenizar o atrito entre as peças internas do motor, principalmente durante a partida, quando a maior parte do óleo encontra-se em repouso no cárter – reservatório do óleo. Ele também é do tipo multiviscoso. A troca é recomendada pela maioria dos fabricantes a cada 10 mil quilômetros, mas convém efetuá-la antes disso, por volta dos 8 mil.

óleo sintético - Os sintéticos são os mais elaborados e caros e prometem manter a viscosidade constante, independentemente da temperatura de funcionamento do motor. Com essa característica a tendência é não carbonizar o motor. São indicados para os modelos esportivos que trabalham em regimes mais severos. A troca é recomendada a cada 20 mil quilômetros, mas é bom ficar sempre atento ao nível. 

O mais importante de tudo é usar um único tipo de óleo e, de preferência, da mesma marca. Em princípio, os óleos automotivos são compatíveis entre si, sendo até possível misturar marcas diferentes. Porém é preciso tomar o devido cuidado de usar produtos de um mesmo nível de desempenho (API) - sigla em inglês de Instituto Americano do Petróleo, uma classificação de duas letras que informa o tipo de motor para o qual o óleo se destina (gasolina ou diesel) e o nível de qualidade.

Também não se esquecer do mesmo índice de viscosidade (SAE) - sigla em inglês para Sociedade de Engenharia Automotiva, que classifica os lubrificantes automotivos em faixas de viscosidade. No entanto, a melhor alternativa ainda é evitar esse procedimento. Uma observação importante é nunca misturar óleo mineral com óleo sintético. O tempo de troca também varia de modelo para modelo.

Medição no posto de gasolina  

É comum entre os motoristas pedir para checar o nível em postos de gasolina durante o abastecimento. O procedimento é correto, mas, geralmente, os atendentes não perguntam qual a marca e o tipo de óleo que você prefere ou mesmo o que já está no reservatório do motor. Eles medem o nível e, se estiver baixo, completam com o óleo que tiverem no estoque.

Nesse momento é importante ter paciência e aguardar pelo menos três minutos com o carro desligado antes de fazer a medição. Esse tempo é necessário para que todo o óleo do motor escorra para o cárter e assim permita uma correta avaliação do nível.

É por isso que as montadoras aconselham os proprietários a trocar ou completar o óleo em concessionária autorizada. Cada marca tem sua recomendação específica, mas nada que, se você tomar toda a cautela, não seja possível de realizar em postos de serviço.

Com o uso do carro, o nível do óleo baixa um pouco devido às folgas do motor e à queima parcial na câmara de combustão. Assim, enquanto não chega a hora de trocar o óleo, devemos ir completando o nível. Motores com mais de 100 mil quilômetros rodados têm mais folga em determinados componentes internos que os veículos novos e, portanto, tendem a baixar mais o nível de óleo no cárter. É bom lembrar que mesmo o motor novo também tem certo consumo de óleo, assim o acompanhamento do nível se faz necessário para qualquer carro, independente do tipo de combustível utilizado e tempo de uso.

Fonte: g1.globo.com

Óleo Automotivo

Óleo lubrificante: tire as dúvidas

Viscosidade, classificação API, sintético ou mineral, alto consumo: saiba mais sobre um assunto de vital importância para o motor

A lubrificação é essencial para o motor, pois sem isso ele funcionaria apenas por alguns quilômetros. O óleo lubrificante reduz o atrito entre as peças internas do motor e contribui para refrigerá-las, pela troca de calor e para evitar sua oxidação.

Nos primeiros automóveis, bastava existir um reservatório de óleo (o cárter), no qual o virabrequim tocava levemente o lubrificante durante o funcionamento: o toque gerava salpicos que lubrificavam o motor. Aumentos de rotação e de exigências, porém, logo exigiram a evolução para o sistema de lubrificação forçada, para o qual é necessária a bomba de óleo. Assim, se conduz o lubrificante sob pressão para canais que o levam aos mancais do virabrequim, às bielas, aos pistões, ao comando, às válvulas e aos outros componentes. A bomba de óleo é movimentada pelo próprio virabrequim.

O óleo se torna menos espesso, ou viscoso, quanto mais alta a temperatura em que trabalha. A viscosidade é expressa em um número precedido das letras SAE (sociedade de engenheiros automobilísticos, em inglês), uma sociedade americana fundada em 1905 para cuidar da normatização em toda a indústria da mobilidade. Antigamente, o óleo era monoviscoso, ou seja, servia para certa faixa de variação de temperatura &mdash por exemplo, um óleo SAE 40. Há décadas, contudo, o padrão passou aos multiviscosos, que suportam variações de temperatura bem maiores. Um óleo SAE 20-40, por exemplo, atua como um SAE 20 em baixas temperaturas e como um SAE 40 em um dia quente em que o motor seja operado em altos regimes.

Quanto mais baixo for o primeiro valor, melhor será a lubrificação em tempo frio. Quanto mais alto for o segundo número, maior será a proteção em alta temperatura ambiente ou do motor. A especificação de viscosidade SAE traz junto ao primeiro número a letra W, de winter (inverno, em inglês), indicando tratar-se de óleo de grande fluidez em tempo frio. No exemplo dado, seria um óleo 20W40.

Outra classificação do lubrificante é a determinada pelo API (instituto americano do petróleo, em inglês). Iniciada em SA, passou a SB, SC e assim por diante, cada uma representando maior grau de proteção e aditivação que a anterior. A classificação mais alta encontrada hoje no mercado brasileiro é SL, mas ainda existem à venda óleos de classificação mais antiga. Um carro produzido há 10 ou 15 anos pode usar o lubrificante recomendado à época, só que adotar uma classificação API mais recente traz benefícios que certamente valem o pequeno aumento de custo. Além disso, é cada vez mais difícil encontrar óleos de classificação antiga ou mesmo monoviscosos.

Os sintéticos

óleos sintéticos são aqueles desenvolvidos em laboratório e não pelo refino do petróleo. Apresentam grande poder de limpeza, proteção contra atritos e resistência à oxidação (o que permite seu uso por quilometragem muito maior que a dos minerais), mas custam bem mais. Há também os semi-sintéticos, em que uma base sintética recebe óleo mineral, o que barateia o produto e resulta em uma qualidade intermediária.

Se o fabricante recomenda um desses tipos de óleo, não se deve usar o comum (mineral), salvo em emergência e com prazo entre as trocas reduzido à metade. Se por outro lado, o fabricante autoriza o óleo mineral e o proprietário usa o sintético, pode aumentar o prazo entre as trocas. Misturar óleos comum e sintético no motor não chega a prejudicá-lo, mas pode anular boa parte das propriedades oferecidas pelos aditivos de cada um, o que não é recomendado.

Por sua maior função detergente, o óleo sintético tende a remover depósitos de carbonização criados pelo uso prolongado do mineral, sobretudo os de geração mais antiga. Por isso, é interessante substituir o filtro de óleo mais cedo na primeira utilização do sintético, para evitar a sua saturação.

A oferta de aditivos para óleo é comum nos postos, mas os lubrificantes modernos são altamente aditivados na fabricação e atendem com folga às necessidades dos motores atuais. Um produto adicional pode tanto ser inócuo quanto, na opinião de alguns técnicos, mostrar-se incompatível com os aditivos originais &mdash e até prejudicar a lubrificação.

Motos e motores Diesel

Há a crença de que óleos para motocicletas ou para motores Diesel, quando usados no automóvel, garantem melhor proteção e aumentam a vida útil do motor. É pura lenda. No caso dos óleos para motos, eles só são diferentes dos usados para automóveis por conter mais aditivo antiespumante, em razão de seu uso ser compartilhado entre o motor e o câmbio, em que engrenagens normalmente produzem muita espuma ao girar.

Já os óleos para motores Diesel precisam conter mais aditivo para neutralizar o enxofre, presente nesse combustível em porcentagem bem maior que na gasolina e que aumenta a formação do ácido sulfúrico, altamente corrosivo. Nenhum desses dois tipos de óleo, entretanto, prejudica o motor do automóvel.

O prazo correto

Cada motor tem seu intervalo ideal de troca (em quilometragem e tempo), indicado pelo fabricante do veículo, conforme as condições de uso e o óleo recomendado. carros que rodam mais na cidade e em percursos curtos em que o motor trabalha mais tempo na fase de aquecimento, que circulam em regiões muito poeirentas ou submetidos às exigências severas, como puxar reboque, necessitam de uma troca de óleo mais cedo.

Nos últimos anos, foi revertida a tendência de maiores intervalos, como o de 20.000 km adotado pela Fiat no lançamento do Palio, em 1996. Várias marcas passaram a recomendar a troca em prazo menor, pois o uso de combustíveis de qualidade duvidosa resulta em contaminação do óleo e formação de borra, com prejuízo à lubrificação. Ao prazo por tempo, que muitas vezes vence antes da quilometragem indicada, sobretudo em carros que rodam pouco. Vale lembrar que quilometragem e tempo de uso do óleo não são críticos como se pensa. Por exemplo, se no meio de uma viagem o óleo "vencer", não é necessário trocá-lo no caminho. Pode-se continuar normalmente e trocá-lo no destino.

Muito importante, claro, é manter o nível no patamar correto. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário que o nível do óleo esteja na marca superior da vareta de medição para a perfeita lubrificação do motor: basta que fique entre as marcas superior e inferior.

Alguns motores podem consumir até 1 litro de óleo a cada 1.000 km rodados, sem que o fabricante considere o fato anormal quando se trata de discutir um atendimento em garantia. Mas os motores atuais, do início dos anos 1990 em diante, consomem bem menos óleo, não chegando a 0,5 litro por 1.000 km. O consumo costuma ser mais alto em motores novos ou retificados há pouco tempo: seus componentes, em especial os anéis de segmento nos pistões, ainda não estão bem assentados e causam vedação incompleta e maior atrito, além da maior temperatura de trabalho.

Para medir o nível, o ideal é não fazê-lo logo após desligar o motor, como muitas vezes se vê nos postos. Parte do óleo está ainda junto dos componentes e não desceu para o cárter, levando a leitura incorreta (a menos???). É preciso aguardar alguns minutos, se o motor estiver quente e um tempo a mais se foi desligado ainda frio, para que o óleo escoe totalmente. Por isso, nada melhor que a medição em casa, após horas de inatividade. Atenção também ao piso, que pode falsear a medição se não for plano. óleo em excesso aumenta o atrito interno e leva à queima, que suja as velas e aumenta a emissão de poluentes.

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal