
A medicina ortomolecular na atividade esportiva e no envelhecimento.
Quando pensamos em um atleta, sempre nos vem à imagem do super-homem, em outras palavras um ser humano escultural, com uma saúde invejável e uma capacidade física admirável. Porém, não muito raro alguns atletas são acometidos de doenças, às vezes, de modo súbito e chegando a alguns casos a fatalidade.
Como é de conhecimento atual, sabemos que alguns atletas chegam a fazer uso de drogas (doping) no afã de superar sua própria capacidade física e romper limites, e é deste modo irresponsável e consciente, que põem em risco à saúde e a até mesmo a vida do atleta.
Os exigentes exames médicos e avaliação da capacidade física a que são submetidos essas pessoas, traduzem uma verdadeira seleção de saúde. Mesmo assim, encontramos diferentes desempenhos e níveis de competitividade.
O nosso corpo é uma verdadeira máquina humana. Mesmo que a máquina esteja íntegra, faz-se necessário o uso de bons lubrificantes e de bons combustíveis, em níveis aceitáveis como ótimos, para um perfeito funcionamento.
Desta forma, mesmo atletas que tenham uma excelente constituição física não podem prescindir de uma alimentação equilibrada (bom combustível) e de suplementos alimentares que lhes garantem níveis de nutrientes (vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos graxos, carboidratos, etc.) adequados ao tipo e ao nível da atividade esportiva a ser desenvolvida, sem os quais o desempenho atlético será limitado e enfrentará fracassos e esgotamentos que poderão danificar, seriamente, o seu corpo. Vale ressaltar que o solo no mundo de hoje está pobre em nutrientes, e isto se agrava a cada dia, devido à prática inadequada da agricultura, a explicação é simples, não há um tratamento no sentido de enriquecer as terras entre uma colheita e outra, extraindo assim cada vez mais as riquezas do solo, sem uma compensação desse ato. É por isso que encontramos, por exemplo, mesma fruta, porém cultivada em regiões diferentes, com graus distintos de nutrientes. Esta seria uma das teorias defendida pela Medicina Ortomolecular para o uso de suplementos orais, podendo ser encontrado em diversos estudos científicos que comprovam a importância de nutrientes para uma boa saúde mental e física.
Portanto, tem que se policiar continuamente em relação aos nutrientes e na eliminação de tóxicos que resultam da atividade física extenuante, além de um repouso restaurador. Caso negligencie nestes cuidados, terá um desgaste maior de seu organismo (máquina) e enfrentará um envelhecimento precoce e com doenças incapacitantes.
A medicina Ortomolecular, nos países desenvolvidos, é uma forte aliada da medicina esportiva, proporcionando aos atletas um excelente desempenho competitivo sem a necessidade do uso de drogas e tóxicos que danificam, irreversivelmente, a saúde. Nos Estados Unidos, a medicina esportiva e a medicina ortomolecular são usadas na população atlética, há muitos anos, garantindo àquele país uma continua hegemonia nos esportes olímpicos. E não é uma questão racial, já que atletas imigrantes de outros países, lá vivendo, passam a ter, também, um desempenho destacado.
Os Estados Unidos são o berço da Medicina Ortomolecular. Lá nasceu pelas mãos do notável químico Prof. LINUS PAULING (prêmio Nobel duas vezes) e se consolidou nos trabalhos do Prof. DEHAN HERMANN sobre a importância dos Radicais Livres no desenvolvimento de doenças degenerativas e no envelhecimento precoce.
A medicina ortomolecular concebida por Linus Pauling propõe que: se todas as substâncias que compõem o nosso corpo estiverem em níveis ótimos, com certeza, o nosso organismo tem todas as condições necessárias para um bom funcionamento. No contrário, gera-se um déficit funcional e se instala uma doença.
Vejamos exemplos: a carência alimentar de ferro resultará numa anemia ferropriva; a diminuição da produção da insulina pelo pâncreas resultará no Diabetes; a carência alimentar de cálcio desenvolverá a osteoporose que fragiliza os ossos e facilita as fraturas. Assim, se corrigimos estas deficiências, administrando Ferro, Insulina e Cálcio, estaremos tratando com bases na medicina ortomolecular, o que é feito por muitos médicos, inclusive alguns que criticam esta metodologia terapêutica.
Da mesma forma que os atletas precisam de uma boa alimentação, suplementação de nutrientes, uso de antioxidantes, etc., para terem um bom desempenho atlético, nós, também, da população geral, necessitamos destas mesmas condutas preventivas para termos um envelhecimento saudável, ou seja, um organismo equilibrado, com todas as substâncias em níveis adequados, perderá menos células, ocorrerão menos doenças degenetarivas, o que significará um envelhecimento lento com uma vida longa e saudável.
Fonte: www.portalparaiba.com
A Medicina Ortomolecular tem como objetivo primordial restabelecer o equilíbrio químico do organismo. Este acerto (orto=certo) das moléculas se dá através do uso de substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos. Estes elementos,além de proporcionarem um reequilíbrio bioquímico, combatem os radicais livres.
Para entendermos como isto se dá, podemos partir de uma analogia. O organismo é uma máquina que está permanentemente se produzindo. Durante este processo de produção podem surgir falhas, seja na chegada de matéria-prima (vitaminas, minerais, etc.), seja na própria integração de todo e qualquer sistema que compõe a máquina.Estes sistemas devem trabalhar de forma harmoniosa, como uma engrenagem.
Estas engrenagens são os sistemas :
NEUROENDÓCRINO, PSÍQUICO E IMUNE. Qualquer falha em algum ponto ou mecanismo desta máquina (ser humano) compromete toda a produção (vida), surgindo os defeitos (doença).
Por exemplo: uma pessoa deprimida tem mais chances de apresentar infecções recorrentes, já que uma falha no sistema psíquico leva conseqüentemente a alterações no sistema imune. Outro fator importante na gênese de várias enfermidades, como artrite e câncer, é a formação de radicais livres.
Podemos entendê-los da seguinte forma:
O organismo utiliza cerca de 98 a 99% do oxigênio que consumimos para produzir energia. A pequena parcela que sobra (1 a 2%) não participa do processo, formando as espécies tóxicas reativas do oxigênio - os radicais livres.
Estes correspondem a átomos ou grupos de átomos com um elétron não emparelhado em sua órbita mais externa, sendo, portanto, muito reativos pois para recuperar o equilíbrio precisam 'doar' o elétron desemparelhado. Desta forma, combinam avidamente com as várias estruturas celulares do corpo, o que resulta em destruição e, conseqüentemente, em enfermidades. Entre estas podem ser citadas o câncer, osteoartrite, lúpus, enfisema e doenças cardio vasculares.
Radicais livres e sua atuação na medicina ortomolecular.
O Homem está sendo permanentemente submetido a condições que levam ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições prolongadas ao sol, entre outras. A Medicina Ortomolecular, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva, entre outros, neutralizar os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor qualidade de vida. A Medicina Ortomolecular também trata das deficiências de uma série de nutrientes. Sabe-se, por exemplo, que um fumante gasta 25 mg de vitamina C a cada cigarro que consome. Caso esta pessoa fume um maço por dia, estará perdendo 500 mg desta vitamina diariamente. E, hoje em dia, sabemos os inúmeros benefícios que esta vitamina proporciona, seja no combate a radicais livres, na síntese de hormônios, ou mesmo estimulando o sistema imunológico. Todavia, apesar da medicina ortomolecular ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva. Assim, p. ex.,é possível tratar uma pessoa com estresse antes que ele evolua para uma hipertensão arterial. Da mesma forma, é possível tratar obesidade antes que ela ocasione diabetes.
O mais importante é que com a Medicina Ortomolecular o paciente volta a ser encarado como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia. Com esta visão global, qualquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve. Ou ,ainda, voltando à analogia, se encontrarmos o defeito exatamente onde ele origina-se na máquina, é muito mais fácil consertá-la antes que o problema atinja toda a produção, que nada mais é do que a própria vida.
Para se realizar o tratamento ortomolecular adequadamente, é fundamental que se consulte um médico para não causar hipervitaminose no organismo.
Fonte: www.dralexandresantana.com.br