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Água

6. SANEAMENTO BÁSICO E QUALIDADE DE VIDA

A expressão Saneamento Básico é reconhecida no Brasil, no estágio atual, como parte do saneamento do meio que trata de problemas de abastecimento de água, coleta e disposição dos esgotos sanitários, incluindo os resíduos líquidos industriais, controle da poluição provocada por esses esgotos, drenagem urbana (águas pluviais) e acondicionamento, coleta, transporte e destino dos resíduos sólidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saneamento como o controle de fatores que atuam sobre o meio ambiente e que exercem, ou podem exercer, efeitos prejudiciais ao bem-estar físico, mental ou social do Homem. Portanto, o objetivo final do saneamento é a promoção da saúde, um direito fundamental de todos os seres humanos.

Ter serviço de saneamento é um direito assegurado pela Constituição Federal; porém, o último censo do IBGE revela que cerca de ¼ das residências do país não conta com serviço de água potável e quase metade não tem serviço de esgoto . A ausência deste saneamento básico é a causa de 80% das doenças e de 65% das internações hospitalares no Brasil, cujos gastos anuais com doentes por estas causas são da ordem de US$ 2,5 bilhões, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Segundo dados do Sistema Único de Saúde, a cada R$ 1,00 investido em saneamento, as cidades economizam R$ 5,00 em medicina curativa da rede de hospitais e ambulatórios públicos.

A pobreza, combinada com baixos índices de saneamento básico, é responsável pela morte de uma criança a cada dez segundos. (PNSB-IBGE) .

Dados da pesquisa nacional de saneamento básico do IBGE de 2001.

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DE SÃO PAULO

O Estado de São Paulo possui uma extensão territorial de 247.898 Km2, equivalente a 2,91% da área total do país, e com um total de 645 municípios instalados em 1997.

Demografia

No que tange aos aspectos demográficos, a população do Estado em 1991 (IBGE 1991) era de 31.436.273 habitantes, resultando em uma densidade de 126,81 habitantes/Km2. Essa população, entretanto, não se distribui uniformemente pelo território estadual. Quase 50% (15.369.305 habitantes) concentram-se na Região Metropolitana de São Paulo.

Outros eixos de grande concentração de ocupação e atividade econômica são formados ao longo da Rodovia Anhanguera (regiões administrativas de Campinas e Ribeirão Preto), e da Rodovia Presidente Dutra (Vale do Paraíba).

Uso e Ocupação do Solo

Do ponto de vista histórico, merece destaque à velocidade com que a economia estadual, centrada na exploração da terra, passou para uma economia marcadamente industrial. Essa rápida transição acelerou o processo de degradação ambiental que acompanhou o desenvolvimento econômico de bases agrícolas.

Esse desenvolvimento industrial distanciou o estado de São Paulo dos demais estados da união, sendo que por períodos consideráveis durante o presente século, o Produto Interno Bruto Estadual chegou a representar mais da metade do PIB nacional. Hoje, essa participação tem tendência decrescente.

Do ponto de vista da hidrografia , cabe ressaltar que todas as 29 bacias hidrográficas que contém territórios no estado pertencem à bacia do rio Paraná e às bacias do Atlântico Sul-Leste e Atlântico Sudeste. O potencial de água subterrânea pode ser considerado muito bom em dois terços do território

De todo esse potencial de recursos hídricos, a demanda atinge apenas 353 m3/s, assim destinados: 87 m3/s para o abastecimento urbano, 112 m3/s para uso industrial e 154 m3/s para a irrigação. Entretanto, apesar da aparente folga na disponibilidade de recursos hídricos, algumas regiões de ocupação mais intensa mostram-se claramente deficitárias, especialmente a Região Metropolitana de São Paulo e a bacia do Rio Piracicaba.

7. BACIAS HIDROGRÁFICAS

BACIA é o conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. Em todas as bacias hidrográficas a água escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos.

RIO significa uma corrente líquida resultante da concentração do lençol de água.

O curso de água pode, em toda sua extensão, ser dividido em três partes:

a) curso superior (nascente)

b) curso médio

c) curso inferior (foz)

O homem sempre procurou se fixar ao longo das margens dos rios para sua sobrevivência, dependendo de suas águas para consumo , higiene, alimentação, lazer e transporte.

Com a explosão demográfica, a falta de organização da ocupação e uso dos solos, os rios vêm sofrendo as mais diversas agressões e poluições.

Bacias Hidrográficas: onde os rios se encontram

Os rios nascem nas montanhas ou nos planaltos. Quando a chuva cai, escolhe um caminho que é proposto pela forma da montanha. A água que brota da terra começa a descer também, vai vencendo obstáculos e adaptando-se ao relevo. Na descida, os rios vão se encontrando e formando rios maiores, com mais água e mais força. O conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e sub-afluentes é chamado bacia hidrográfica. A linha que divide as bacias hidrográficas é chamada divisor de águas.

Há uma hierarquia natural, na qual rios de menor volume, nas partes mais altas, contribuem para formar rios de maior volume, nas partes mais baixas. As bacias podem ser classificadas em principais (as que abrigam rios e maior porte), secundárias e terciárias. Segundo sua localização são classificadas como litorâneas ou interioranas.

Quando a inclinação da montanha é mais acentuada, há uma tendência dos rios a serem mais estreitos e profundos, ao contrário, nas bacias de inclinação baixa, os rios tendem a ser mais largos e menos profundos.

O aqüífero Guarani

Água

O Aqüífero Guarani é um dos maiores mananciais de água doce subterrânea transfronteiriços do mundo, abrangendo quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Tem uma extensão aproximada de 1,2 milhão de km, dos quais 840 mil estão no Brasil, nos estados do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Guarani é o nome dado a esse conjunto de rochas que se formam entre 200 e 132 milhões de anos atrás. A espessura das camadas de rochas varia de 50 a 800 m, com profundidade de até 1.800 metros. Por isso, suas águas podem alcançar temperaturas muito elevadas, de 50 a 85°C. Existe um entusiasmo em relação à descoberta desse aqüífero, pois ele abriga águas muito profundas, que, de uma maneira geral, apresentam boa proteção contra agentes poluidores, estando muito mais protegidas do que os rios e lagos, os mananciais usualmente utilizados. Além disso, está localizado em uma região com alta concentração populacional, estimada em mais de 15 milhões de habitantes, e portanto, com alta demanda por água potável.

Há projetos de expansão do uso dessa água para fins energéticos, agropecuários e até de energia termal para co-geração de energia elétrica. Há um grande risco nisso, pois a abertura de diversos poços, muitas vezes sem a fiscalização adequada, pode facilitar a contaminação do aqüífero.

Como ainda faltam dados hidrogeológicos sobre o aqüífero, diversos projetos estão sendo realizados para estudá-lo, detectar possível radiatividade das águas e criar um modelo de proteção e gestão do uso. Recentemente foi criado um grupo de trabalho formado por especialistas do Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia, para desenvolver um programa de gestão compartilhada dos recursos hídricos.

Comitês de bacias hidrográficas

Em 1997, com a Lei 9433/97, o Brasil deu início a um modelo ambicioso de gestão do uso dos rios, passando as decisões sobre tal uso em todo país aos comitês de bacias.

Os comitês de bacias hidrográficas estão sendo criados em todo o país, visando gerenciar a água de forma descentralizada, integrada e com a participação da sociedade. Nesses espaços colegiados participam órgãos do poder público, representantes do setor privado ligados às indústrias e à agricultura, outros usuários da água e representantes da sociedade civil. Por isso, são considerados "o parlamento das águas". Antes de sua criação o gerenciamento era feito de forma isolada por municípios e Unidades da Federação, sem a participação da sociedade civil. Com a criação dos comitês, o estado de São Paulo, por exemplo, foi dividido em 22 unidades de gerenciamento, de acordo com as bacias hidrográficas e afinidades geopolíticas.

A formação do comitê de bacias é muito importante e a evolução desse processo será a formação de comitês transfronteiriços para coordenar nas ações na bacias que envolvem diferentes países, tais como as do rio Amazonas, do rio Paraná e do rio Paraguai.

A política de recursos hídricos cria novos instrumentos tanto de gestão como de outorga, organiza o plano de gestão da bacia e a cobrança pelo uso da água. A outorga é o registro e a autorização que deveria ser dada para qualquer usuário da bacia. Esse registro não existe ainda. O plano de ação visa recuperar e melhorar a conservação da bacia, e uma das fontes de recursos é a cobrança pelo uso da água.

8. FORMAS DE CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA

Somente 0,8% do total da água do planeta é água doce e grande parte dessa reserva já está poluída ou continua ameaçada pela poluição. A água é um poderoso solvente. Ela dissolve algumas porções de quase tudo com o que entra em contato.

Na cidade a água é contaminada por esgoto, monóxido de carbono, poluição, produtos derivados de petróleo e bactérias. O cloro utilizado para proteger a água pode contaminá-la ao reagir com as substâncias orgânicas presentes na água, formando os nocivos trialometanos (substância cancerígena)

A agricultura contamina a água com fertilizantes, inseticidas, fungicidas, herbicidas e nitratos que são carregados pela chuva ou infiltrados no solo, contaminando os mananciais subterrâneos e os lençóis freáticos.

A água subterrânea também é contaminada por todos estes poluentes que se infiltram no solo, atingindo os mananciais que abastecem os poços de água de diversos tipos.

A água da chuva é contaminada pela poluição que se encontra no ar, podendo estar contaminada com partículas de arsênico, chumbo, outros poluentes e inclusive ser uma chuva ácida.

A indústria contamina a água através do despejo nos rios e lagos de desinfetantes, detergentes, solventes, metais pesados, resíduos radioativos e derivados de petróleo.

Os contaminantes da água podem estar:

Dissolvidos

Fazendo parte de sua composição química.

Em suspensão

Fazendo parte da composição física: sedimentos, partículas, areia, barro, etc.

Biológicos

A água é um excelente meio para o crescimento microbiano.

Classificação dos contaminantes da água:

Contaminação Química

Contaminação Orgânica

Contaminação Biológica

Sabores Estranhos

Odores Estranhos Particulado

9. PRINCIPAIS CAUSAS DE POLUIÇÃO DOS RIOS

Poluições químicas com efeitos nocivos:

Poluentes

Produtos tóxicos minerais (sais minerais de metais pesados, ácidos, álcalis, fenóis, hidrocarbonetos, detergentes, etc.)

Responsáveis

Todas as indústrias, devido aos dejetos acidentais, e as atividades de garimpo e mineração

Poluições químicas crônicas:

Poluentes

Fenóis, hidrocarbonetos, resíduos industriais diversos, produtos fito-sanitários (inseticidas e herbicidas), detergentes sintéticos, adubos sintéticos (nitratos)

Responsáveis

Indústrias diversas (refinarias, indústrias petrolíferas, de plástico, de borracha, fábricas de gás, de carvão, de madeira, alcatrões, agricultura, usos domésticos e industriais de detergentes)

Poluições biológicas

Poluentes

Detritos orgânicos, fermentáveis

Responsáveis

Esgotos das coletividades urbanas, indústrias de celulose (serrarias, fábricas de papel), indústrias têxteis e alimentares (destilarias, fábricas de cerveja, conservas, indústrias de laticínios, indústrias de açúcar, matadouros, curtumes)

Poluições físicas: poluição radioativa

Poluentes

Resíduos radioativos das explosões nucleares e das reações nucleares controladas; radiatividade induzida

Responsáveis

Indústrias nucleares

Poluições mecânicas

Poluentes

Matérias sólidas inertes (lodos, argilas, escórias, etc.)

Responsáveis

Grandes estaleiros de construção, construção de estradas, indústrias de extração, lavagem de minérios, drenagens

Poluições térmicas

Poluentes

Dejetos de água de refrigeração que elevam a temperatura dos rios

Responsáveis

Centrais elétricas, térmicas e nucleares, refinarias

Eutrofização

Quando os resíduos de uma água poluída mais ou menos rica em nitratos e fosfatos se tornam demasiado abundantes em relação à quantidade de água pura disponível, surge o fenômeno da eutrofização.

Este fenômeno manifesta-se nos rios lentos e, sobretudo, nos lagos, onde a correnteza é insuficiente para evacuar as águas usadas. Começa a haver um processo de acumulação de detritos no leito, ameaçando ou fazendo desaparecer as espécies da fauna e da flora originais ocasionando o surgimento de uma camada de algas, produtoras de substâncias tóxicas. Com a contínua população de algas na superfície, as águas tornam-se turvas e cada vez mais poluídas.

Classes de uso dos rios

A poluição das águas na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresenta características diferentes das do interior do Estado. A grande concentração industrial e urbana gera cargas poluidoras muito elevadas em relação à capacidade de assimilação dos corpos d’água que atravessam a região. Por isso, a quantidade desses rios é insatisfatória para os vários usos possíveis.

A Legislação Estadual referente ao Controle de Poluição Ambiental (Decreto No. 8.468 de 8/9/76) estabelece no Artigo 7º quatro tipos de classificação da água:

Classe 1

Águas destinadas ao abastecimento doméstico, sem tratamento prévio ou com simples desinfecção

Classe 2

Águas destinadas ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional, à irrigação de hortaliças ou plantas frutíferas e à recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho).

Classe 3

Águas destinadas ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional, à preservação de peixes em geral e de outros elementos da fauna e flora, e a matar a sede de animais.

Classe 4

Águas destinadas ao abastecimento doméstico, após tratamento avançado, ou à navegação, à irrigação e a usos menos exigentes.

Obs: Os rios Tietê e Pinheiros, na Região Metropolitana de São Paulo, se encaixam nesta classificação.

Critérios e padrões da água (IQA)

Não é qualquer água que se preste à potabilização pelo tratamento convencional típico da prática da engenharia sanitária.

Para um manancial ser considerado potabilizável, a análise da água passa por indicadores biológicos e fisioquímicos que, juntos, formam o IQA - Índice de Qualidade de Água . Entre eles, estão o volume de coliformes fecais, DBO (demanda biológica de oxigênio), temperatura da atmosfera, pH, nitrogênio total, fosfato total. Sólidos totais, turbidez.

Para complementar a análise, podem-se usar bioindicadores: peixes, insetos, algas, etc. do fundo e das margens dos rios.

Avaliação da intensidade da poluição biológica

Visto que a poluição por matérias orgânicas acarreta um grande consumo de oxigênio, o padrão de DBO é uma boa estimativa

DBO - Demanda Biológica de Oxigênio

Corresponde à quantidade de oxigênio necessária para que as bactérias possam oxidar as matérias orgânicas a uma temperatura de 20 graus centígrados. É expressa em miligramas por litro (essa medida é feita em laboratório). Quanto mais elevada for a DBO, mais poluída estará a água.

DQO - Demanda Química de Oxigênio

Corresponde à quantidade de oxigênio dissolvido, cedida por via química (portanto sem intervenção biológica) para oxidar substâncias redutoras presentes nas águas poluídas.

IT - Índice de Toxicidade

Levanta algumas substâncias tóxicas presentes em águas naturais ou poluídas.

É possível recuperar um rio poluído?

Algumas providências podem ser adotadas no sentido de elevar a capacidade de permanente autodepuração do rio.

Regularização da vazão

Quando a vazão de um rio se torna menor, os efeitos da poluição se tornam mais graves. Para controlar a vazão, constroem-se barragens. Desta forma, pode-se garantir os curso da água uma vazão constante, pois o excesso de água, existente durante as épocas de chuva, é acumulado para depois ser liberado mediante a abertura das estações secas.

A construção de represas, entretanto, deve restrirgir-se aos casos absolutamente indispensáveis, pois ela implica sempre uma alteração dos sistemas ecológicos, provocando desequilíbrios, alteração de fauna e flora, mudanças de clima e outros impactos ambientais que deverão ser cuidadosamente avaliados.

Elevação da turbulência

Rios que possuem corredeiras têm muito maior capacidade de absorver o oxigênio atmosférico que os rios de águas tranqüilas. É possível produzir "corredeiras artificiais" em um rio poluído. Uma experiência piloto desse tipo foi realizada no rio Pinheiros, em São Paulo, mediante a construção de "escovas rotativas" - movidas por motores elétricos -, as quais submetiam a água a uma forte agitação, promovendo rápida reoxigenação do meio.

Em casos extremos, de produção repentina de fortes odores nocivos, tem-se recorrido à adição de nitratos à água como fonte química suplementar de oxigênio para atividade de bactérias anaeróbias facultativas. Tal solução paliativa tem , porém, o grave inconveniente de acrescentar nitrogênio ao rio, o que acelera o processo de eutrofização.

Essas são as "massagens", "exercícios" e "fortificantes" que podemos administrar ao rio para que ele, por si só, consiga recuperar-se da doença da poluição.

10. ECONOMIA DE ÁGUA - DICAS PRECIOSAS

Para não faltar, a ordem é poupar!

Quando você escova os dentes, molhe a escova e depois feche a torneira. Só volte a abrí-la, para enxaguar a boca e a escova. Você estará economizando 16.425 litros de água por ano!

O consumo de água durante o banho raramente é levado em conta pela maioria das pessoas. Convém saber que, em média, um chuveiro gasta 70 litros de água em apenas 5 minutos ou seja, em média, 25.550 litros por um ano!

Lavar o carro com a mangueira aberta envolve o uso de aproximadamente 600 litros de água, enquanto que lavá-lo com o balde, 60 litros são gastos.

Não demore no banho! Gasta água e energia elétrica. 78% da água que consumimos em casa é usada no banheiro.

Não "varra" quintais e calçadas com esguicho, use a vassoura!

Preste atenção no consumo mensal da conta de água! Você poderá descobrir vazamentos que significam enorme desperdício desse recurso natural! Faça um teste; feche todas as torneiras e os registros da casa e verifique se o hidrômetro, aparelho que mede o consumo da água, sofre alguma alteração, em caso afirmativo, o vazamento está comprovado!

Tempo de decomposição de materiais usualmente jogados nos rios, nos lagos e no mar.

Papel - de 3 a 6 meses
Pano - de 6 meses a 1 ano
Filtro de cigarro - 5 anos
Chiclete - 5 anos
Madeira pintada - 13 anos
Nylon - mais de 30 anos
Plástico - mais de 100 anos
Metal - mais de 100 anos
Borracha - tempo indeterminado
Vidro - 1 milhão de anos

Energia elétrica é muito importante! Economizando-a, você colabora com o seu bolso e com o meio ambiente, evitando a construção de novas represas, que causam grande impacto ambiental.

Apague as luzes quando você não estiver usando.

Use a luz do dia: é grátis, não polui e não gasta energia.

O aquecimento do ferro elétrico, várias vezes ao dia, provoca grande desperdício de energia: junte tudo e passe de uma só vez!

Desligue rádio e tv, quando não estiver assistindo ou ouvindo. Evite que a geladeira permaneça aberta por muito tempo.

11. TRATAMENTO DA ÁGUA EM CASA

Como já vimos, para garantia da população, a água é tratada nas estações de tratamento de água, através de processos diversos , entre eles decantação e cloração.

Porém, o cloro confere um sabor estranho à água e além de prejudicar o sabor dos alimentos (sucos, gelo, café), pode prejudicar a saúde e por isso deve ser retirado na hora do consumo.

Além disso, a água percorre um longo caminho até chegar no ponto de uso, passando por tubulações enferrujadas, furadas e até mesmo sujas com resíduos de areia e barro.

Por esses motivos há a necessidade de se utilizar filtros de qualidade, produzidos para reter essas partículas de sujeira e eliminar gostos e odores estranhos da água, inclusive o cloro.

Porém, atenção para essa informação: o cloro é um agente de proteção da água que evita o desenvolvimento de microorganismos. Só deve ser retirado da água no momento do consumo.

Se a água for ficar armazenada em cisternas ou caixas d'água, deve ficar com cloro.

PROBLEMAS MAIS COMUNS NA ÁGUA DE NOSSAS RESIDÊNCIAS

TURBIDEZ

A turbidez é a presença de partículas de sujeira, barro e areia, que retiram o aspecto cristalino da água, deixando-a com uma aparência túrbida e opaca.

GOSTOS E CHEIROS ESTRANHOS

Gostos e cheiros indesejáveis, como de bolor, de terra ou de peixe, são causados pela presença de algas, humus e outros detritos que naturalmente estão presentes nas fontes de água como rios e lagos.

COR ESTRANHA

A presença de ferro e cobre pode deixá-la amarronzada. Além do aspecto visual, essa água pode manchar pias e sanitários. A água que causa manchas pretas possui partículas de manganês.

CHEIRO DE OVO PODRE

Este cheiro é causado pela presença de hidrogênio sulfídrico, produzido por bactérias que se encontram em poços profundos e fontes de águas estagnadas por longos períodos.

GOSTO DE FERRUGEM/GOSTO METÁLICO

O excesso de ferro e de outros metais alteram o sabor e aparência da água. O sabor da água pode apresentar-se metálico, mesmo que visualmente a coloração esteja normal, pois a coloração enferrujada só aparece depois de alguns minutos em contato com o ar.

GOSTO E CHEIRO DE CLORO

O cloro é usado pelas estações de tratamento para desinfetar a água. Porém, a presença de cloro prejudica o sabor e o cheiro da água que vai ser utilizada para beber ou na culinária em geral.

A eficiência de uma filtração está relacionada com os seguintes fatores:

Qualidade dos materiais utilizados na fabricação do filtro: Dependendo do material usado na construção do filtro a água poderá ser contaminada ao ser filtrada. A água filtrada que será usada no preparo de alimentos e bebidas deve entrar em contato apenas com matéria prima que não apresente possibilidade de contaminar a água com resíduos, cheiros e gostos estranhos.

Um filtro de qualidade é produzido com materiais atóxicos e naturais (por exemplo, carvão vegetal e celulose de algodão), que não prejudiquem a saúde e não alterem as características naturais da água.

Tempo que a água fica em contato com o material filtrante enquanto passa pelo filtro, ou seja, quanto maior o leito de carvão ou de celulose de um filtro, maior será o tempo de contato com a água e maior será a eficiência de filtração.

Tecnologias de filtração, tais como densidade graduada, altas vazões, resina melamínica, certificados de qualidade, entre outros.

Existem duas divisões específicas para designar a filtração:

Ponto de entrada e ponto de uso.

PONTO DE ENTRADA

O ponto de entrada é o local onde a água entra no estabelecimento ou residência (cavalete, por exemplo).

A filtração no ponto de entrada é importante para reter todas as impurezas que vêm com a água (areia, barro, ferrugem, algas, géis), deixando a água que entra na caixa d'água totalmente livre de partículas e resíduos.

Uma filtração eficiente no ponto de entrada protege os encanamentos contra corrosão, vazamentos e entupimentos, reduz a necessidade de sucessivas limpezas na caixa d'água e protege todos os equipamentos que utilizam água (chuveiros, torneiras, máquinas de lavar, cafeteiras).

No ponto de entrada recomenda-se a utilização de filtros de celulose, para retenção de partículas de sujeira, não sendo aplicável a utilização de filtros com carvão ativado, por retirarem o cloro que protege a água durante o armazenamento na caixa d'água.

A durabilidade de um filtro está diretamente relacionada com a sua capacidade de retenção (em micra). Para o ponto de entrada, recomenda-se um filtro com capacidade de retenção de até 25 micra, medida 3 vezes menor que um grão de talco e que garante uma eficiência de filtração por 3 meses. Após esse período deverá ser feita a troca do elemento filtrante (conhecidos como cartucho, refil ou vela).

PONTO DE USO

Ponto de uso é o local onde a água é utilizada para consumo direto ou indireto. A água no ponto de uso deve ser filtrada por um filtro com celulose (para retenção de resíduos que venham da caixa d'água ou dos encanamentos da casa) e carvão ativado para eliminar gostos e odores estranhos e remover o cloro.

O ponto de consumo direto é aquele onde a água é usada diretamente para beber, fazer sucos, fazer gelo, cozinhar, etc.

O ponto de consumo indireto é aquele onde a água será utilizada para produzir algum alimento, como por exemplo, máquinas de gelo, geladeiras importadas, máquinas de café expresso, máquinas de refrigerante post-mix, entre outras.

Outro exemplo de ponto de uso indireto é a máquina de lavar roupas, na qual pode-se acoplar um filtro específico, que fornece água limpa e cristalina para uma lavagem perfeita, conservando as roupas por mais tempo e aumentando o rendimento dos sabões em pó.

A maioria dos filtros domésticos utiliza a prata coloidal como elemento para combater microorganismos. Porém, para garantir a eficiência da prata coloidal, é necessário que ela fique em contato com a água por algumas horas. Como a água passa rapidamente pelos filtros, esse tempo de contato não existe e, portanto, fica provado que os filtros não são esterilizadores ou purificadores.

A prata coloidal, na verdade, é utilizada para evitar a proliferação de bactérias dentro do filtro enquanto ele está em descanso.

A durabilidade de um filtro está diretamente relacionada com a qualidade da água das diversas regiões. Em locais onde a água provém de uma estação de tratamento de água, o filtro tem uma duração de 6 meses.

Para o ponto de uso, recomenda-se um filtro com carvão ativado vegetal granulado, celulose de algodão com densidade graduada e capacidade de retenção de até 5 micra, medida 15 vezes menor que um grão de talco, o que garante uma eficiência de filtração por 3 meses. Após esse período deverá ser feita a troca do elemento filtrante (conhecidos como cartucho, refil ou vela).

Legislação para fabricação de filtros residenciais

Finalmente após muitas reuniões da "Comissão de Estudo Especial temporária de Filtros e Purificadores de Água" foi implementada em caráter regulatório de acordo com a norma NBR 14908 "Aparelho para melhoria da qualidade de água para uso doméstico - aparelho por pressão".

A norma visa especificar os mínimos requisitos e os métodos de ensaio utilizados por aparelhos de pressão, para melhoria da qualidade da água de uso doméstico, potável ou bruta (não residuária). Embasada na norma americana ANSI/ NSF 42:2001 esta norma também é acordada com a Portaria no 1469 do Ministério da saúde, Portaria esta que estabelece o padrão brasileiro de potabilidade para a água de consumo humano.

A norma englobará os seguintes ensaios:

Pressão hidrostática
Fadiga
Eficiência de retenção de partículas
Eficiência de retenção de cloro livre
Eficiência bacteriológica
Controle de nível microbiológico
Determinação de extraíveis.

Fonte: www.cunolatina.com.br

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