Qual a importância desses diferentes conceitos?
São os Impactos Ambientais que podem ocorrer sobre os mesmos e que diferenciam em sua causa e efeito, dependendo de onde incide o problema. Pode ser em aqüíferos, que até à alguns anos atrás , eram considerados “relativamente melhor protegidos”, ou em águas subterrâneas.
QUAIS SÃO OS IMPACTOS?
Contaminação por agrotóxicos em solos que não favorece a degradação do agentes químicos, principalmente na zona de recarga dos aqüíferos.
Impactos Ambientais sobre os aqüíferos
Superexploração de aqüiferos, que é a exploração da água subterrânea que ultrapassa os limites de produção das reservas reguladoras ou ativas do aqüífero, iniciando um processo de rebaixamento do nível potenciométrico do mesmo.
Indução de água contaminada, causada pelo deslocamento da pluma de poluição para locais de aqüíferos
Subsidência de solos
Movimento para baixo ou afundamento do solo causado pela perda de suporte subjacente, que leva ao colapso das construções civis.
Avanço da cunha salina
Avanço da água do mar em superfície , sobre a água doce salinizando o aqüífero.
Os aqüíferos costeiros fluem quase sempre para o mar, em gradiente variável.
No encontro subterrâneo da água doce com a água salgada forma-se uma interface denominada cunha salina. Por ser mais densa, a água salgada fica abaixo da água doce, permitindo que poços bem próximos à praia ainda captem água doce.
Só em casos de intensa explotação, a cunha salina pode avançar terra a dentro, salinizando os poços. Isto quase que acontece na praia de Boa Viagem, na cidade do Recife, exigindo a intervenção governamental, que proibiu a perfuração de novos poços naquela área.
O avanço da cunha salina pode salinizar não só os poços , mas também as estruturas de aço e concreto de edifícios próximos ao mar.
Quando se começa a retirar água de um lençol subterrâneo através de um poço, o nível estático do lençol é rebaixado Em zonas de praia, isto replica ainda na alteração da cunha salina, a qual procura novo equilíbrio, mais dentro do continente.
Vê-se que a linha tracejada da cunha salina atinge a fundação do prédio, que antes ficava acima da água salgada.
No caso de Boa Viagem, não há apenas um aqüífero, mas vários, cada um com seus níveis estático e dinâmico Só um estudo hidrogeológico detalhado poderá dizer da situação real no subsolo.
Na figura abaixo, em linha cheia(1) estão as interfaces de equilíbrio antes do bombeamento no poço, e em linha tracejada(2), após o bombeamento.
“UMA COISA NÃO DEVE SER JUSTA PORQUE É
LEI,
MAS DEVE SER LEI PORQUE É JUSTA”
Charles-Louis De Secondat
Fonte: www.ecovale.org.br
Origem e Ocorrência da Água Subterrânea
A água é encontrada em todos os corpos do sistema solar nas formas de vapor ou gelo. A Terra porem, é o único que possui água no estado líquido e em abundância. Ela representa um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser um dos elementos fundamentais para existência e bem estar do homem e componente importantíssimo na manutenção dos ecossistemas do planeta.
Apesar de aparentemente a Terra dispor de uma enorme quantidade de água, quase 97% estão represadas nos mares e oceanos e cerca de 2% congeladas nas regiões polares. Apenas 1% da água doce está efetivamente disponível para o consumo humano, uso agrícola e industrial. Ela se encontra em córregos, rios e lagos constituindo os recursos hídricos superficiais, assim como nos interstícios do solo e subsolo, formando os recursos hídricos subterrâneos. Estes últimos representam cerca de 97% do total de água doce existente no planeta Terra.
Ciclo da Água
A movimentação constante da água na Terra passando pelos estados líquido, sólido e gasoso, dos oceanos para a atmosfera, desta para a terra, sobre a superfície terrestre ou no subsolo, e o retorno para os oceanos, recebe a denominação de Ciclo Hidrológico.
O ciclo se inicia quando o sol aquece e evapora a água dos oceanos, rios, lagos e solos. O vapor d’água sobe e junta-se formando as nuvens. Estas, por determinadas condições atmosféricas, condensam-se e precipitam-se em forma de chuva, granizo ou neve. Quando chove sobre os continentes, parte da água é retida pela vegetação e acaba evaporando novamente para a atmosfera. Outra parte escoa diretamente para os rios e lagos, retornando assim aos oceanos ou infiltra-se no solo.
A parte da água infiltrada é retida pelas raízes das plantas e acaba evaporando através da capilaridade do solo ou através da transpiração desses vegetais; outra parte da água move-se para as camadas mais profundas, por efeito da gravidade, até chegar a chamada zona de saturação. Nessa região do sub-solo todos os poros da formação sedimentar, as fissuras das rochas, enfim os espaços vazios são preenchidos com água, constituindo aquilo que se denomina de Água Subterrânea.
O ciclo hidrológico acaba fechando-se porque a água subterrânea obedecendo a morfologia do terreno, percola muito vagarosamente em direção aos rios, lagos e oceanos.
Conservação da Água Subterrânea
A quantidade de água subterrânea que pode ser bombeada com segurança ano após ano, depende da capacidade do reservatório natural e das condições climáticas e geológicas que possibilitem a recuperação do aqüífero. A água existente num reservatório natural foi acumulada por anos, ou mesmo séculos. Se a quantidade de água retirada através do poço for menor que a quantidade recuperada através da infiltração, o bombeamento pode continuar indefinidamente, sem causar qualquer efeito desastroso. Porém se o bombeamento for maior que a recarga, poderá haver em longo prazo o esgotamento do aqüífero.
Como todos os demais recursos, a água subterrânea deve ser conservada e utilizada adequadamente, para assegurar uma disponibilidade no futuro. Por Isso o planejamento, feito por técnicos especializados é sempre imprescindível.
Fonte: www.suderhsa.pr.gov.br