Existem várias correntes oceânicas, por exemplo: Norte Pacífica, Califórnia, Norte equatorial, Kuroshio, Aleutas, Sul Equatorial, Humboldt. As 4 primeiras limitam uma área de calmaria chamada Giro Pacífico Norte. Esta área foi descrita principalmente pelo pesquisador Charles Moore, desde 1997 e recebe nomes como "sopa gigante de lixo", "mancha de lixo" ou "ilha de lixo". Sua extensão é incerta, sendo descrita como do tamanho dos EUA, embora careça de fontes precisas. Foi descrita em fevereiro de 2008 no site da BBC e no jornal britânico "The Independent". É composta principalmente de plástico.[1]
O Mar Mediterrâneo é um mar do Atlântico oriental, compreendido entre a Europa meridional, a Ásia ocidental e a África setentrional; com aproximadamente 2,5 milhões de km², é o maior mar continental do mundo. As águas do Mar Mediterrâneo banham as três penínsulas do sul da Europa, que são:Ibérica (Portugal e Espanha), Itálica (Itália) e a dos Bálcãs (Região da Grécia). Suas águas deságuam no Oceano Atlântico através do Estreito de Gibraltar, e no Mar Vermelho (no Canal de Suez). As águas de outro mar também deságuam no Mediterrâneo, que é o Mar Negro (pelos estreitos do Bósforo e dos Dardanelos). As águas do Mediterrâneo geralmente são quentes devido ao calor vindo do Deserto do Saara, fazendo com que aqueça praticamente todo o Sul da Europa (Clima Mediterrâneo).
Atinge a sua maior profundidade, 5121 metros, no Mar Jónico, a sul da Grécia.
Países banhados pelo Mediterrâneo:
Europa (de oeste para leste)
Espanha, Gibraltar (do Reino Unido), França, Mónaco, Itália, Malta, Eslovénia, Croácia, Bósnia e Herzegovina[1], Montenegro, Albânia, Grécia, Chipre e Turquia
Ásia (de norte para sul)
Turquia, Síria, Líbano, Israel e Palestina
África (de leste para oeste)
Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos
Embora não sejam banhados pelo Mar Mediterrâneo, Portugal e Sérvia na Europa, e a Jordânia, na Ásia, são considerados países mediterrânicos devido à proximidade geográfica e sua semelhança com os países do Mediterrâneo.
Principais cidades costeiras do Mediterrâneo:
Gibraltar, uma Território britânicos ultramarinos
Málaga, Cartagena, Valência, Barcelona, Alicante,Tarragona,
Girona, Palma, Ceuta e Melilha, em Espanha
Marselha, Nice, Cannes e Ajácio, em França
Mónaco, no Principado do Mónaco
Génova, Livorno, Cagliari, Nápoles, Palermo, Catânia,
Bari, Brindisi, Veneza ,Ravena e Trieste, na Itália
Valetta, em Malta
Split, Dubrovnik e Rijeka, na Croácia
Durrës, na Albânia
Corinto, Pireu, Tessalónica e Heráclio, na Grécia
Istambul, Esmirna, Antália e Iskenderun, na Turquia
Latakia, na Síria
Beirute, no Líbano
Tel Aviv e Haifa, em Israel
Alexandria, no Egipto
Bengazi e Trípoli, na Líbia
Sfax e Tunis, na Tunísia
Argel e Orão, na Argélia
O clima da região Mediterrânica é caracterizado por Verões quentes e secos e Invernos amenos, com chuva.
Principais ilhas do Mediterrâneo
Sicília (Itália)
Sardenha (Itália)
Chipre
Córsega (França)
Creta (Grécia)
Baleares(Espanha)
Maiorca (Espanha)
Rodes (Grécia)
Menorca (Espanha)
Ibiza (Espanha)
Malta
Elba (Itália)
Ebro (em catalão Ebre), em Espanha
Ródano (em francês Rhône), em França
Pó (em italiano Po), na Itália
Nilo (em árabe an-nil), no Egipto.
Espécies emblemáticas:
Plantas: Zostera
Mamíferos marinhos: Foca-monge Monachus monachus,
golfinhos
Peixes: meros, atuns
Répteis: Tartaruga-boba Caretta caretta
É importante ressaltar que não há camarões nativos do Mediterrâneo.
Maiores ameaças à biodiversidade:
Pressão urbanística nas zonas costeiras
Intensificação da agricultura nas planícies, abandono
das terras altas
Desertificação em algumas áreas
Espécies exóticas invasoras
Desde a Antigüidade, o Mar Mediterrâneo foi uma zona privilegiada de contatos culturais, intensas relações comerciais e de constantes enfrentamentos políticos. Às margens do Mediterrâneo floresceram, desenvolveram-se e desapareceram importantes civilizações, alguns dos povos que habitaram as costas do Mar Mediterrâneo: Egípcios, Cananeus, Fenícios, Hititas, Gregos, Cartagineses, Romanos, Macedónios, Berberes, Genoveses, Venezianos.
Um dos fatos marcantes da história da região aconteceu em 1453 quando os otomanos tomaram a cidade de Constantinopla (atual cidade turca de Istambul) e fecharam o Mediterrâneo oriental à penetração européia. Esta teria sido uma das razões que teria impelido portugueses e espanhóis se aventurarem pelo Atlântico em busca do caminho das Índias.
Na segunda metade do século XVIII, a Inglaterra e a França foram ampliando suas influências sobre a região, aproveitando a gradativa decadência otomana e, ao mesmo tempo, tentando impedir a expansão da Rússia. A Inglaterra que foi afirmando-se cada vez mais como grande potência marítima, estabeleceu-se em alguns pontos estratégicos (Gibraltar e ilhas de Malta e Chipre), que se transformariam em importantes bases navais.
Em 1869, com a abertura do canal de Suez, obra construída por um consórcio franco-britânico, o Mediterrâneo Oriental passou a integrar as grandes rotas do comércio internacional, passando a ter um papel relevante nas relações políticas e comerciais das potências da Europa.
Com o fim da Primeira Guerra Mundial (1914/19), consolidou-se a supremacia britânica, num momento em que o Mediterrâneo se transformava numa artéria vital para a Europa em função de estabelecer uma ligação mais rápida e econômica entre as áreas consumidoras e produtoras de petróleo, estas últimas situadas no Oriente Médio.
Algumas décadas depois, ao findar-se a Segunda Guerra Mundial em 1945, o Mediterrâneo, assim como quase todas as áreas do mundo, encaixou-se imediatamente nos esquemas do jogo de influências e alianças engendrados pela Guerra Fria. Com a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os EUA substituíram gradativamente os britânicos como potência dominante do Mediterrâneo.
Todavia, os processo conflituosos de independência de uma série de colônias europeias situadas especialmente no norte da África, a pressão exercida pela crescente expansão da marinha soviética, os vários conflitos entre países árabes e Israel e as tradicionais rivalidades entre países da região, transformaram o Mediterrâneo numa área de frequentes tensões geopolíticas.
O fim da Guerra Fria, se de um lado eliminou ou amenizou algumas velhas tensões, por outro ensejou o surgimento de inúmeros novos desafios para os países da região.
São dezoito os países que possuem terras banhadas pelo Mediterrâneo. Eles apresentam grandes diferenças no que se refere ao tamanho, à evolução histórico-cultural e ao nível de desenvolvimento.
Praticamente todos os países que circundam o Mediterrâneo Oriental apresentam, ou apresentaram num passado recente, tensões e conflitos internos ou problemas no relacionamento com nações vizinhas.
Alguns elementos da culinária mediterrânica:
O refogado: cebola, alho, azeite, tomate
Os condimentos: louro, manjericão, orégãos,
coentros, salva
Os cereais e derivados: pão, pizza, polenta, massas
(ou pasta), cuscuz, arroz
Os legumes: pepino, courgette, alcaparras, azeitonas e em
menor grau a batata
O peixe, marisco e cefalópodes
As carnes grelhadas ou guisadas
O leite e seus derivados: queijos, iogurte
Turismo
O Mediterrâneo é a região turística mais visitada em todo o mundo. Em 1970, o Mediterrâneo recebeu 57 milhões de turistas; em 1997 já eram 187 milhões, e este número continua a crescer. É a atividade responsável pela metade do PIB dos países localizados nesta região.
Algumas feições notáveis da geomorfologia oceânica:
Plataforma continental
São porções submersas dos continentes, com baixo declive, indo do litoral até cerca de 200 metros de profundidade. É uma região mais favorável à produção biológica.
Planície abissal
São grandes planos nas profundezas do oceano, com profundidade média em torno de 4.000 metros.
Talude continental
É a zona de declive acentuado entre as planícies abissais e a plataforma continental.
Fossa abissal
São fraturas tectônicas, as áreas mais profundas dos oceanos.
Dorsal submarina
São grandes cadeias de montanhas submersas no oceano, originando-se do afastamento das placas tectônicas. Ao se afastarem, as placas tectônicas fazem com que o magma suba do manto e se solidifique, formando a crosta oceânica.
Falésias
São formas de relevo litorâneo abruptas, com declividades acentuadas e alturas variadas, origina-se da ação das ondas do mar sobre as rochas.
Referências
1. ? 1,0 1,1 Michael Pidwirny (2006). Introduction to the Oceans. www.physicalgeography.net. Página visitada em 2006-12-07.
2. ? Tomczak, Matthias; Godfrey, J. Stuart (2003), Regional Oceanography: an Introduction (2 ed.), Delhi: Daya Publishing House, ISBN 81-7035-306-8, http://www.es.flinders.edu.au/~mattom/regoc/
3. ? Since the beginning of the 21st century, sea ice covers only 1/3 to 1/2 the surface of the Arctic Ocean at the end of summer.
4. ? Some Thoughts on the Freezing and Melting of Sea Ice and Their Effects on the Ocean K. Aagaard and R. A. Woodgate, Polar Science Center, Applied Physics Laboratory, University of Washington, January 2001. Retrieved 7 December 2006.
5. ? "Length of a Degree of Latitude and Longitude" - editado por "National Geospatial-Intelligence Agency" (em inglês). NGA mil. Página visitada em 5 de outubro de 2009.
6. ? "Direct and Inverse Solutions of Geodesics on the Ellipsoid with application of nested equation" - autor: T. Vincenty (em inglês). NGA mil. Página visitada em 5 de outubro de 2009.
7. ? "Vincenty formula for distance between two Latitude/Longitude
points" (em inglês). NGA mil. Página visitada em 5 de outubro
de 2009.
8. ? "Um atalho no gelo", Revista Veja (23 de setembro de 2009)
- http://veja.abril.com.br/230909/um-atalho-gelo-p-106.shtml
Fonte: pt.wikipedia.org