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Planeta Água

Pelo que se sabe, só o planeta Terra tem água em abundância. Estamos falando da água que abrange aproximadamente, 70% da superfície terrestre. São incontáveis as espécies de animais e vegetais que a Terra possui.

Sua distância do Sol - 150 milhões de quilômetros - possibilita a existência da água nos três estados: sólido, líquido e gasoso.

A água, somada à força dos ventos, também ajuda a esculpir a paisagem do nosso planeta: desgasta vales e rochas, provoca o surgimento de diversos tipos de solo etc.

O transporte de nutrientes, que são aproveitados por centenas de organismos vivos, também é feito pela água.

Planeta Água

A Vida depende da Água

A existência de tudo o que é vivo, em nosso planeta, depende de um fluxo de água contínuo e do equilíbrio entre a água que o organismo perde e a que ele repõe.

As semelhanças entre o corpo humano e a Terra são: 70% do nosso corpo também é constituído de água. Assim como a água irriga e alimenta a Terra, o nosso sangue, que é constituído de 83% de água, irriga e alimenta nosso corpo.

Quando o homem aprendeu a usar a água em seu favor, ele dominou a natureza: aprendeu a plantar, a criar animais para seu sustento, a gerar energia etc.

Desde as civilizações mais antigas até as mais modernas, o homem sempre procurou morar perto dos rios, para facilitar a irrigação, moer grãos, obter água potável etc.

Nos últimos trezentos anos, a humanidade se desenvolveu muito, a produção aumentou, o comércio se expandiu, provocando uma verdadeira revolução industrial. Nesse processo, a água teve papel fundamental, pois a partir de seu potencial surgiram a roda d´água, a máquina a vapor, a usina hidrelétrica etc.

Hoje, mais do que nunca, a vida do homem depende da água. Para produzir um quilo de papel, são usados 540 litros de água; para fabricar uma tonelada de aço, são necessários 260 mil litros de água; uma pessoa, em sua vida doméstica, pode gastar até 300 litros de água por dia.

Água - Recurso Limitado

No decorrer do século XX, a população do planeta Terra aumentou quase quatro vezes. Um estudo populacional prevê que no ano 2000 a população mundial, em sua maioria absoluta, estará vivendo em grande cidades; com o grande desenvolvimento industrial, a cada dia aparecem novas utilidades para a água.

O custo de ter água pronta para o consumo em nossas casas é muito alto, pois o planeta possui aproximadamente só 3% de água doce e nem toda essa água pode ser usada pelo homem, já que grande parte dela encontra-se em geleiras, icebergs e subsolos muito profundos.

Outra razão para a água ser um recurso limitado é sua má distribuição pelo mundo. Há lugares com escassez do produto e outros em que ele surge em abundância.

Com o grande desenvolvimento da tecnologia , o homem passou a interferir com agressividade na natureza. Para construir uma hidrelétrica, desvia curso de rios, represa uma quantidade muito grande de água e interfere na temperatura, na umidade, na vegetação e na vida de animais e pessoas que vivem nas proximidades.

O homem tem o direito de criar tecnologias e promover o desenvolvimento para suprir suas necessidades, mas tudo precisa ser muito bem pensado, pois a natureza também tem de ser respeitada.

O Caminho da Água

A água dos mananciais e dos poços, por conter microorganismos e partículas sólidas em suspensão, percorre um caminho nas estações de tratamento até chegar limpa ao hidrômetro.

Na primeira etapa do tratamento, a água fica na bacia de tranqüilização; em seguida, recebe sulfato de alumínio, cal e cloro. Na segunda etapa, a água passa pelos processos de filtração e fluoretação. Para produzir 33 m³ por segundo de água tratada, uma estação como o Guaraú, no município de São Paulo, gasta em média 10 toneladas de cloro, 45 toneladas de sulfato de alumínio e mais 16 toneladas de cal - por dia!

Nas casas, a água começa seu caminho no hidrômetro (aparelho que mede o volume de água consumida), entra na caixa d´água e passa pelos canos e registros até chegar à pia, ao chuveiro, ao vaso sanitário e tudo o mais.

Após o uso ( para beber, cozinhar, limpar), a água vai para os ralos e em seguida para os canos que vão dar na caixa de inspeção e na saída do esgoto doméstico.Os esgotos que saem das casas, indústrias etc devem ser bombeados para uma estação de tratamento, onde os sólidos são separados do líquido - o que diminui a carga de poluição e os prejuízos para as águas que irão recebê-la.

O tratamento de esgoto é vantajoso, pois o lodo que sobra pode ser transformado em fertilizante agrícola; o biogás resultante desse processo também é aproveitável como combustível.

A Poluição das Águas

Os efeitos da poluição e destruição da natureza são desastrosos: se um rio é contaminado, a população inteira sofre as conseqüências. A poluição está prejudicando os rios, mares e lagos; em poucos anos, um rio sujeito a poluição pode estar completamente morto.

Para despoluir um rio gasta-se muito dinheiro, tempo e o pior: mais uma enorme quantidade de água. Os mananciais também estão em constante ameaça, pois acabam recebendo a sujeira das cidades, levada pela enxurrada junto com outros detritos.

A impermeabilização do solo causada pelo asfalto e pelo cimento dificulta a infiltração da água da chuva e impede a recarga dos lençóis freáticos.As ocupações clandestinas de áreas que abrigam os mananciais também acabam poluindo as águas, pois seus moradores depositam lixo e esgoto no local.

Os poluidores e destruidores da natureza são os próprios seres humanos que jogam o lixo diretamente nos rios, sem nenhum tratamento, matando milhares de peixes. Desmatadores derrubam árvores das áreas dos mananciais e de matas ciliares, garimpeiros devastam os rios e usam mercúrio, envenenando suas águas.

As pessoas sabem que os automóveis poluem e colaboram para o efeito estufa, mas por falta de opção ou por comodismo não abrem mão desse meio de transporte. Todos sabem que o lixo contamina e polui o meio ambiente. Porém, muitas pessoas jogam-no nas ruas, praias e parques.

A atividade agrícola também é poluidora da água, já que os pesticidas e os agrotóxicos são levados pela água da chuva para os rios e mananciais ou penetram o solo atingindo os lençóis freáticos.

As fábricas lançam gases tóxicos na atmosfera porque não instalam filtros em suas chaminés. Numa cidade como São Paulo, só 17% das indústrias tratam seus esgotos; 83% jogam nos rios toda a sujeira que produzem.

Quem mais polui é também quem mais consome: 23% da água tratada é consumida pelas indústrias.

A água poluída pode causar doenças como cólera, febre tifóide, disenteria, amebíase etc. Muitas pessoas estão sujeitas a essas e outras doenças porque suas residências não tem água tratada ou rede de esgoto.

Um dado assustador comprova: 55,51% da população brasileira não tem água encanada nem saneamento básico.

O Desperdício da Água

A maioria das pessoas tem o costume de desperdiçar água, mas isso tem de mudar, porque o consumo de água vem aumentando muito e está cada vez mais difícil captar água de boa qualidade. Por causa do desperdício, a água tem de ser buscada cada vez mais longe, o que encarece o processo e consome dinheiro que poderia ser investido para proporcionar a todas as pessoas condições mais dignas de higiene.

Soluções inviáveis e caras já foram cogitadas, mas estão longe de se tornar realidade.

São elas: retirar o sal da água do mar, transportar geleiras para derretê-las etc.

Quando abrimos uma torneira, não estamos apenas consumindo água. Estamos também alimentando a rede de esgoto, para onde vai praticamente toda a água que consumimos. No ano 2000, os seres humanos estarão consumindo aproximadamente 150 bilhões de m³ de água por ano e gerando 90 bilhões de m³ de esgoto.

O consumo de água cresce a cada dia, mas a quantidade de água disponível para o consumo no planeta não cresce. Em um futuro não muito distante haverá escassez.

Alguns hábitos devem ser adquiridos em nosso cotidiano, tais como fechar a torneira ao escovar os dentes, cuidar para que as torneiras fiquem fechadas de forma correta, reaproveitar a água da lavagem da roupa para lavar o quintal etc.

Um pequeno filete de água escorrendo um dia inteiro por um vazamento pode equivaler ao consumo diário de água de uma família de cinco pessoas.

Os Amigos da Vida

Nem todos poluem a água e estragam a natureza. Existem pessoas que trabalham para conservá-la. Os trabalhadores de uma estação de tratamento de água, por exemplo, passam a vida tratando e filtrando a água que todos consomem. Outros trabalhadores retiram a lama e lixo dos rios e riachos assoreados, para evitar enchentes.

Há pessoas que reflorestam áreas que já estavam se tornando desérticas, que estudam soluções e alternativas para os problemas ambientais. E existem os veículos de comunicação, associações de bairro e entidades ambientalistas que denunciam crimes ecológicos e cobram providências do governo. Porém, os que agem para melhorar o meio ambiente ainda são minoria.

Conscientização e Ação

Se continuarmos tratando a natureza de maneira irresponsável, o futuro nos reservará um mundo devastado e sem recursos. Podemos ter um bom futuro, em paz com a natureza, desde que encontremos o equilíbrio entre as necessidades humanas e a capacidade de recuperação ambiental (auto-sustentação).

Não vale a pena quebrar para depois consertar, poluir para depois limpar.

O grande contraste social e econômico distancia o homem da condição de cidadão e do conhecimento ecológico.

Um caminho importante é a educação: para a formação da consciência ecológica, para a vida em harmonia com a natureza e para a convivência solidária entre as pessoas.

Na prática podemos fazer muitas coisas, como economizar água tratada, utilizar menos detergente, jogar o lixo no lugar certo, plantar árvores, respeitar o ciclo da água, usar a água limpa com economia, gastar somente o necessário, denunciar as empresas que poluem, denunciar ocupações clandestinas que estejam despejando esgoto e lixo nos mananciais, cobrar dos governantes a criação e cumprimento de leis que protejam a natureza etc.

Conscientizar a população para as questões ecológicas é importante para a conquista de um futuro com água potável e com saúde para toda a humanidade.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Planeta Água

Cientistas constatam que a ação humana já afetou 41% dos oceanos do planeta.

Aproximadamente dois terços da superfície de nosso planeta são cobertos por água. São aproximadamente 1,5 bilhões de quilômetros cúbicos desta substância elementar para a vida terrestre, e vista por muitos cientistas como condição fundamental para a existência de vida em outros planetas.

Das reservas de água da Terra, apenas 3% são de água doce, correspondendo os demais 97% às águas salgadas dos oceanos.

Ainda que impróprias para o consumo, estas são, atualmente, palco de importantes atividades comerciais, como a pesca, o transporte marítimo e o turismo. Além disso, abrigam uma grande variedade de seres, dentre os quais as algas, responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio do planeta.

A despeito de sua visível importância, 41% dos oceanos da Terra já foram afetados, de forma prejudicial, pela ação humana. Foi o que constataram os cientistas da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, nos Estados Unidos. O estudo, publicado na revista americana Science, baseou-se na sobreposição de diversos fatores, como as mudanças climáticas, a pesca e a poluição, mostrando que, somados, os impactos individuais revelam uma situação mais grave do que se esperava.

O impacto pelo mundo

Apresentada em forma de mapa, a pesquisa revelou que as áreas mais afetadas pela atividade humana são os mares do Norte, Mediterrâneo e Vermelho, o Golfo Pérsico, o Mar de Bering, o Mar da China Oriental e Meridional, várias regiões do oeste do Oceano Pacífico, o Mar do Caribe e a costa leste da América do Norte. São localidades em que há grande concentração de recifes de corais, colônias de algas marinhas, mangues e montanhas marinhas.

Por outro lado, as regiões menos afetadas pelo impacto humano — aquelas próximas aos pólos — são áreas de oceanos abertos, onde o fundo do mar é mais liso, indicando que a influência humana varia significativamente de acordo com o tipo de ecossistema.

Segundo as informações do mapa, em grande parte da costa brasileira, o impacto humano é "médio alto", o que sinalizaria uma interferência de 4,95 a 8,47%, sendo ainda mais ameno no litoral sul. Contudo, uma extensa faixa da costa sudeste do país apresenta o impacto mais elevado, maior que 15,52%.

As etapas da pesquisa

Primeiramente, os cientistas desenvolveram técnicas para quantificar e comparar o impacto das atividades humanas nos diferentes ecossistemas marinhos. A partir da análise da interferência do homem e da distribuição dos ecossistemas, os pesquisadores puderam determinar os "índices do impacto humano" para cada região do mundo.

Para fundamentar ainda mais esses índices, foram utilizadas avaliações já disponíveis sobre as condições dos ecossistemas. Contudo, para os cientistas, o resultado da pesquisa ainda está incompleto, visto que ainda são insuficientes os dados sobre diversas atividades humanas.

E agora?

De acordo com o estudo, o mapa poderá servir como referência para o desenvolvimento de políticas de conservação e manutenção dos ecossistemas marinhos, além de oferecer informações sobre os impactos de certas atividades humanas.

Apesar dos elevados danos em determinadas áreas, a situação ainda não é irreversível. Os cientistas afirmam, contudo, que serão necessários grandes esforços para proteger as porções de oceano que ainda permanecem puras.

Preservar estes grandes reservatórios de água não significa deixar de desenvolver atividades em sua extensão. O homem sempre os utilizou e continuará os utilizando para extração de recursos, transporte e recreação. Contudo, é necessário que isso aconteça de forma sustentável para que os oceanos permaneçam saudáveis e continuem a nos fornecer os recursos que necessitamos. É importante que haja a conscientização de que preservar os oceanos é preservar a vida!

Fonte: aprendendo.ig.com.br

Planeta Água

O consumo de água sem controle representa um desperdício que pode se controlado

As reservas de água doce do planeta estão sendo ameaçadas devido ao crescimento da população mundial, seu consumo excessivo e o alto nível de poluição.

Poucos desconhecem e alguns se fazem ignorantes à esta realidade preocupante de uma possível crise de água potável, onde esse recurso natural indispensável, pode tornar-se uma mercadoria tão cara quanto o petróleo, podendo com isto, causar disputas e guerras por fontes e reservas d'água.

O que é mais importante: Água ou progresso?

É triste que com o grande avanço tecnológico, o ser humano passou à interferir na natureza com agressividade. "Deus nos colocou no mundo como herdeiros de um grande passado, portadores de um grande presente, e construtores de um grande futuro" (Kentenich).

O homem por sua vez, preocupa-se com o crescimento, cria e ignora os resultados de sua criação, pouco se importando, com as conseqüências prejudiciais que trarão ao meio ambiente. "Penso que a água é apenas mais um alvo do péssimo uso e distribuição dos grandes empresários, grandes industriais, grandes, grandes, e grandes... Sem falar na injusta distribuição da moeda, sem falar no abuso da liberação de gases que têm destruído a nossa camada de ozônio.

O uso da 'nossa água' apenas reflete nas mãos de quem realmente está no poder" (Patrícia C. Souza - Ministério CEU - Casais Eternamente Unidos.

Para eles o que importa é o progresso, desprezando então, a natureza, o ar, e principalmente: a água, que se torna indispensável à vida no planeta.

Então, de que vale tanta tecnologia, se a vida está próxima do fim? "Creio eu que o próprio homem é o culpado pela destruição sucessiva do planeta. Com o desenvolvimento industrial e tecnológico a própria natureza foi desfalcada, pagando assim um preço precioso e irrecuperável" (Alexandre Sancho, Consultor de Sistemas, Belo Horizonte-M.G.).

Você sabia ?

Você sabia que para produzir um quilo de papel são usados 540 litros de água? Você sabia que para fabricar uma tonelada de aço, são necessários 260 mil litros de água? Você sabia que em média, um homem tem aproximadamente 47 litros de água em seu corpo e que o mesmo deve repor o líquido em cerca de 2 litros e meio por dia?

Este líquido que por sua vez é composto por dois elementos químicos: Hidrogênio e Oxigênio, quando se faz ausente no corpo do ser humano, aumenta a concentração de sódio que se encontra dissolvido na água. Com isso, o cérebro coordena a produção de hormônios que provocam a sede. Se não houver a reposição do líquido, a pessoa entra em um processo de desidratação e pode morrer em cerca de aproximadamente dois dias. Sabemos que os oceanos compõem cerca de 70% da superfície terrestre, ou seja, quase 2/3 do nosso planeta são cobertos de água, sendo, 97% de água salgada (mar), 1,75% se encontra na Antártica em forma de geleiras, restando-nos apenas 1,25% para nosso consumo. Graças Deus, sabemos que há pessoas que, de alguma forma, se preocupam e trabalham em busca de controle e amenização para o problema.

Tem gente pensando em tudo, desde o controle de natalidade até a possível busca de água em Marte (em junho de 2000 cientistas descobriram a existência deste líquido precioso em Marte). Não podemos levar o texto para o lado cômico, por mais louca que a idéia possa parecer, pois todo trabalho se torna plausível. "É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda em vão, que sentar-se fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver" (Martin Luther King).

Os rios secam e com isso, o setor de agricultura fica prejudicado

Se continuarmos tratando a natureza de maneira irresponsável, não muito longe, nossos filhos estarão colhendo os frutos de nossas árvores plantadas de forma impensável. Podemos sim, planejar um futuro diferente e em paz com a natureza, bastando para isso, somente à busca de um equilíbrio entre as necessidades humanas e a capacidade de recuperação ambiental. "Não conseguimos apagar o passado, mas podemos aceitá-lo como experiência de vida"(Dr. Gary Chapman). O progresso é importante para o desenvolvimento da nação, mas, a vida humana é o que faz o progresso, e sem esta, tudo desce por ralo à baixo. O planeta água pede socorro.

"Deus dá ao homem o metal da mina. Deus dá ao homem as árvores da floresta. Deus dá ao homem a destreza manual. O homem com a sua destreza derruba a árvore. O homem com a sua destreza extrai o metal da mina. Depois do metal extraído e da árvore cortada, o homem com a sua destreza pega essa árvore e faz dela uma cruz. Com sua destreza toma o metal e o transforma em pregos" (Dr. Robinson).

Agora é hora de fazernos nossa parte!

Dicas importantes!

O maior consumo de água geralmente é no banho. Para você que gosta de um banho gostoso e demorado, saiba que, uma simples ducha de chuveiro, é a vilã número um do desperdício de água nas residências domésticas. Numa família de 5 pessoas, onde cada um toma um banho de 15 minutos por dia, gastará por mês entre 7.000 e 14.000 litros de água. Reduzindo o tempo do banho para 5 minutos, o consumo cairá um terço desta quantidade. Por tanto, durante o banho, feche o registro enquanto se ensaboa. Esta será a sua grande contribuição. E na hora de escovar os dentes, mantenha a torneira fechada.

Para lavar a louça, coloque água na cuba até a metade para ensaboar; enquanto isso, feche a torneira. Use a máquina de lavar louça somente quando esta estiver cheia para reduzir o consumo de água e eletricidade.

No calor, regue o jardim, de manhã cedo ou à noite, para reduzir a perda por evaporação. No inverno, a rega pode ser feita em dias alternados pela manhã.

Se você tem uma piscina de tamanho médio exposto ao sol e à ação do vento, você perde aproximadamente 3.785 litros de água por mês por evaporação, o suficiente para suprir as necessidades de água potável (para beber) de uma família de 4 pessoas por cerca de um ano e meio aproximadamente, considerando o consumo médio de 2 litros/habitante/dia. Com uma cobertura (encerado, material plástico), a perda é reduzida em 90%.

Fonte: www.biodiversityreporting.org

Planeta Água

A Terra possui tanta água que recebeu o apelido de Planeta Água, desde a primeira vez em que foi visualizada do espaço, pela inconfundível predominância desta substância quer na sua atmosfera, como na sua superfície, sob a forma de oceanos e mares ou como gelo, nas calotas polares.

O Ciclo Hidrológico

A água é um recurso renovável, graças ao interminável Ciclo Hidrológico, em atividade desde a formação da hidrosfera e da atmosfera, aproximadamente 3,8 bilhões de anos atrás. O ciclo consiste nas fases que a água percorre em sua trajetória no globo terrestre, envolvendo os estados líquido, gasoso e sólido, um verdadeiro mecanismo vivo que mantém a vida no planeta.

Desse modo, a água evapora-se dos mares, rios e lagos e transpira da vegetação, formando as nuvens, que precipitam-se sob a forma de chuvas.

Ao atingir o solo, parte da água das chuvas infiltra-se, abastecendo os aqüíferos, enquanto outra parte escoa para os rios, lagos e mares, onde recomeça o ciclo.

Segundo o Programa Hidrológico Internacional (UNESCO, 1998) o Ciclo Hidrológico envolve um volume de água de 577.200 km3/ano.

A Crise da Água

Contudo, o mundo atual se depara com uma crise de escassez de água no horizonte. Como isso é possível?

Embora o volume total de água existente na Terra seja de 1.386 milhões de km3, 97,5 % deste total é constituído pelos oceanos, mares e lagos de água salgada (Shiklomanov, 1998 in IHP, UNESCO ou in Rebouças, 1999). Na parte formada pela água doce, mais de 2/3 estão nas calotas polares e geleiras, inacessíveis para o uso humano pelos meios tecnológicos atuais.

Vendo as coisas dessa forma, restam apenas cerca de 1% da água para a vida nas terras emersas. Nesta parcela a água subterrânea corresponde a 97,5%, perfazendo um volume de 10,53 milhões de km3. Deste ponto de vista foi formulado o conceito da água como um recurso finito.

O prognóstico da crise da água em um prazo de algumas décadas tem por base o crescimento da população mundial (atualmente 6 bilhões de habitantes), o consumo mínimo de 1.000 m3/habitante/ano, adotado pelas Nações Unidas e o volume estocado nos rios e lagos (cerca de 180 mil km3). Apesar do consumo atual da humanidade representar 11% da descarga anual dos rios, estimada em 41.000 km3, o recurso é distribuído desigualmente no planeta. Enquanto um grupo de países ricos em água têm uma descarga de rios de 1 a 6 trilhões de m3/ano, no grupo de países mais pobres essa descarga fica no intervalo de apenas 15 a 900 bilhões m3/ano (Margat, 1998 in Rebouças, 1999), com países já em situação de “estresse de água”.

O Brasil, o país mais rico em água do mundo, tem uma descarga dos rios de 6,22 trilhões de m3/ano. Apesar da grande disponibilidade do Brasil, vivemos situações de escassez no Nordeste, principalmente durante as periódica secas. Esse problema vem se manifestando em outras partes do país devido a falhas de suprimento e pela cultura de desperdício, além de fatores climáticos. Recentemente, tivemos racionamentos em Recife e na Região Metropolitana de São Paulo.

No Rio de Janeiro o sistema de abastecimento é também deficiente tanto na capital como na Região Metropolitana e nos municípios da Região dos Lagos, em particular, onde muitas vezes se configura um quadro de escassez.

Água Subterrânea e Aqüíferos

A água subterrânea é a parcela da água que permanece no subsolo, onde flui lentamente até descarregar em corpos de água de superfície, ser interceptada por raízes de plantas ou ser extraída em poços. Tem papel essencial na manutenção da umidade do solo, do fluxo dos rios, lagos e brejos. A água subterrânea é também responsável pelo fluxo de base dos rios, sendo responsável pela sua perenização durante os períodos de estiagem. Essa contribuição em todo o mundo é da ordem de 13.000 km3/ano (World Resources Institute, 1991 in Rebouças, 1999), quase 1/3 da descarga dos rios.

Em determinadas áreas, como regiões áridas e certas ilhas, a água subterrânea pode ser o único recurso hídrico disponível para uso humano. Geralmente ela dispensa tratamento, economizando na execução de grandes obras como barragens e adutoras. Mais da metade da população do mundo depende da água subterrânea para suprimento de suas necessidades de água potável.

As águas subterrâneas estão contidas nos solos e formações geológicas permeáveis denominadas aqüíferos.

Existem três tipos primários de aqüíferos:

Planeta Água
Tipos de Aqüífero
(Fonte da Figura: UNESCO, 1992, Ground Water. Environment and Development - Briefs. No. 2. - traduzida e adaptada pelo DRM/RJ)

Aqüífero poroso

Aquele no qual a água circula nos poros dos solos e grãos constituintes das rochas sedimentares ou sedimentos;

Aqüífero cárstico

Aquele no qual a água circula pelas aberturas ou cavidades causadas pela dissolução de rochas, principalmente nos calcários;

Aqüífero fissural

Aquele no qual a água circula pelas fraturas, fendas e falhas nas rochas.

Aqüíferos Livres e Confinados

As formações geológicas portadoras de água superpostas por camadas impermeáveis são denominadas aqüíferos confinados. O seu reabastecimento ou recarga, através das chuvas, dá-se somente nos locais onde a formação aflora à superfície. Neles o nível hidrostático encontra-se sob pressão, causando artesianismo nos poços que captam suas águas. Já os aqüíferos livres são aqueles constituídos por formações geológicas superficiais, totalmente aflorantes, portanto com a recarga no próprio local, em toda a extensão da formação. Os aqüíferos livres têm a chamada recarga direta e os aqüíferos confinados, a recarga indireta.

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Aqüífero livre.
(Fonte: Fetter, C.W. Applied Hidrogeology. New Jersey, 1994 - traduzida e adaptada pelo DRM/RJ)

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Aqüífero confinado e artesianismo.
(Fonte: Fetter, C.W. Applied Hidrogeology. New Jersey, 1994 - traduzida e adaptada pelo DRM/RJ)

Funções dos Aqüíferos

Além da função de produção, os aqüíferos podem cumprir algumas outras funções, como:

Função estocagem e regularização

Corresponde à utilização do aqüífero para estocar excedentes de água que ocorrem durante as enchentes dos rios, correspondentes à capacidade máxima das estações de tratamento durante os períodos de demanda baixa, ou referentes ao reuso de efluentes domésticos e/ou industriais. Esses volumes infiltrados serão bombeados durante as picos sazonais de demanda durante períodos de escassez ou situações de emergência resultantes de acidentes naturais como avalanches, enchentes e outros tipos de acidentes que reduzem a capacidade do sistema básico de água da metrópole.

Função filtro

Corresponde à utilização da capacidade filtrante e de depuração biogeoquímica do maciço natural permeável. Para isso são implantados poços a distâncias adequadas de rios perenes, lagoas, lagos ou reservatórios, para extrair água naturalmente clarificada e purificada, reduzindo substancialmente os custos dos processos convencionais de tratamento.

A Gestão Sustentável da Água

A água é um dos recursos naturais mais importantes, cuja utilização deve ser feita de maneira a não comprometer a disponibilidade para as gerações futuras. Sua disponibilidade é hoje limitada não apenas quanto à quantidade mas também pela qualidade. Um dos maiores desafios atuais para o desenvolvimento sustentável será minimizar os efeitos da escassez permanente ou sazonal e da poluição da água.

A água para a conservação dos ecossistemas também deverá receber mais atenção como tema sócio-político. Será imprescindível que os novos projetos para atender a demanda sejam concebidos dentro de uma perspectiva de sustentabilidade econômica, social e ambiental. A solução vai exigir tanto a exploração cuidadosa de novas fontes, quanto medidas para estimular o uso mais eficiente da água (Salati, Lemos e Salati, 1999).

Para enfrentar os desafios da escassez e da poluição, a grande ferramenta será a gestão do suprimento e da demanda de água. A gestão do suprimento significa a adoção de políticas e ações relativas à quantidade e qualidade da água desde sua captação até o sistema de distribuição. A perspectiva de suprimento a partir de águas de superfície vem se tornando cada dia mais difícil, em virtude do crescimento dos custos de construção, devido às distâncias cada vez maiores dessas fontes, exigindo obras de grande porte e complexidade, além de acirrada oposição dos ambientalistas.

A gestão da demanda trata do uso eficiente e de ações para evitar o desperdício. Dessa forma além de medidas para reduzir o índice elevado de perdas nas redes públicas, mas também a adoção de práticas e técnicas mais racionais de uso, a exemplo da irrigação por gotejamento na agricultura (Salati, Lemos e Salati, 1999).

O Papel Estratégico das Águas Subterrâneas

Perfazendo 97,5% da água doce acessível pelos meios tecnológicos atuais, com um volume de 10,53 milhões de km3, armazenado até 4.000 metros de profundidade (Rebouças, 1999), as águas subterrâneas tornam-se estratégicas para a humanidade. Além de mais protegidas contra a poluição e os efeitos da sazonalidade, apresentam em geral boa qualidade, decorrente do “tratamento” obtido da sua percolação no solo e subsolo. Seu aproveitamento tem se revelado uma alternativa mais econômica, evitando custos crescentes com represas e adutoras e dispensando tratamento, na maioria dos casos.

A UNESCO avalia que 75% do abastecimento público da Europa seja feito por água subterrânea, índice que chega de 90 a 100% na Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda e Suécia. Após o acidente nuclear de Chernobyl, seu uso tende a crescer por terem se revelado uma via mais segura. Nos Estados Unidos são extraídos mais de 120 bilhões de m3/ano, atendendo mais de 70% do abastecimento público e das indústrias. No Brasil, um grande número de cidades de pequeno e médio porte do sul do país, suprem suas necessidades de água a partir do Aqüífero Guarani, o maior do mundo, com uma reserva de 48.000 km3 (Rebouças, 1999), sendo 80% de sua ocorrência em território brasileiro. Capitais estaduais como São Luís, Maceió e Natal são abastecidas por água subterrânea, assim como 80% das cidades do Estado de São Paulo.

A Gestão das Águas Subterrâneas

A gestão das águas subterrâneas não pode ser dissociada da das águas superficiais, haja visto as duas possuírem uma inter-relação na fase líquida do ciclo hidrológico. Nesses termos, as duas poderiam ser consideradas como tão somente a água em sua fases superficial e subterrânea. Ou seja, a água subterrânea tanto pode tornar-se superficial nas nascentes de um rio ou alimentando-o pela base, como um rio pode alimentar um reservatório natural de água subterrânea, como costuma acontecer em certas regiões de clima seco. Este pressuposto, sustenta a moderna visão de gestão integrada da água, entrando os dois tipos de água na contabilidade geral das disponibilidades hídricas.

Apesar de abundante, a água subterrânea não é inesgotável e, como qualquer recurso natural, tem que ser conservada e usada adequadamente para assegurar a disponibilidade no futuro. No seu caso particular, a conservação deve compatibilizar o uso com as leis naturais que governam a sua ocorrência e reposição.

A água subterrânea pode ser retirada de forma permanente e em volumes constantes, por muitos anos, dependendo do volume armazenado no subsolo e das condições climáticas e geológicas de reposição. A água contida em um aqüífero foi acumulada durante muitos anos ou até séculos e é uma reserva estratégica para épocas de pouca ou nenhuma chuva. Se o volume retirado for menor do que a reposição a longo prazo, o bombeamento pode continuar indefinidamente, sem provocar efeitos prejudiciais.

Se, por outro lado, o bombeamento exceder as taxas de reposição natural, começa-se a entrar na reserva estratégica, iniciando um processo de rebaixamento do lençol freático, chamado superexplotação. Quando a captação localiza-se em áreas litorâneas todo o cuidado deve ser tomado para evitar a intrusão da água do mar infiltrada, provocando a salinização da água dos poços e, em alguns casos de todo o aqüífero na faixa costeira.

Embora mais protegidas, as águas subterrâneas não estão a salvo da poluição e seu aproveitamento envolve um planejamento técnico criterioso, com base no conhecimento de cada ambiente onde se localizam e de suas condições de circulação. Atividades humanas como agricultura, indústria e urbanização podem degradar sua qualidade. Dependendo da sua natureza e localização espacial, os aqüíferos podem ter maior ou menor grau de vulnerabilidade, mas quando ocorre, a poluição é de mais difícil e dispendiosa remediação, entre outras razões, devido ao fluxo lento (centímetros por dia) das águas subterrâneas. A poluição da água subterrânea pode ficar oculta por muitos anos e atingir áreas muito grandes.

Sabe-se que as águas subterrâneas resultam da infiltração das águas das chuvas, portanto é necessário proteger essa ponta do processo. Nos aqüíferos confinados o reabastecimento ocorre somente nos locais onde a formação portadora de água aflora à superfície (zonas de recarga). Estas áreas precisam ser preservadas. Nenhuma atividade potencialmente poluidora deve nelas se instalar, a exemplo de distritos industriais, agricultura tradicional, aterros sanitários, cemitérios, etc.

Já nos aqüíferos livres, a recarga é direta, isto é, ocorre em toda a superfície acima do lençol freático. Neste caso as medidas de proteção podem variar de acordo com o ambiente geológico e em relação as diversas atividades poluidoras. Em lugares onde o lençol freático for muito próximo à superfície, o uso de fossas sépticas pode ser pernicioso, porque o efluente não inteiramente tratado é lançado diretamente no lençol, contaminando-o.

A - Embora a água contaminada atravesse mais de 100 metros antes de alcançar o Poco 1, a água move-se muito rapidamente através do calcário cavernoso para ser purificada;
B - Como a descarga da fossa séptica percola através de um arenito permeável, ela é purificada em uma distância relativamente curta.

Uma grande preocupação são os postos de gasolina. Os casos de vazamento em tanques ou na linha tem sido comuns em qualquer parte do mundo. Segundo a USEPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) os acidentes chegam a 1.000 por ano naquele país. No Brasil, estima-se que existam 5.700 casos de vazamentos. Soma-se aos vazamentos a contaminação de cursos d’água e do solo resultante da lavagem dos carros. Para evitar esses danos, torna-se necessário a implantação de normas técnicas, cercando de máxima impermeabilização os tanques e pisos desses postos e implantando drenagens e sistemas de tratamento para os efluentes da lavagens de carros.

Corrigir problemas resultantes do uso inadequado pode demandar soluções tecnológicas caras e muito tempo. Assim, os meios mais econômicos e eficazes para assegurar o suprimento de água subterrânea limpa são a proteção e o cuidadoso gerenciamento destes recursos.

Fonte: www.drm.rj.gov.br

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