A vida surgiu no planeta há mais ou menos 3,5 bilhões de anos. Desde então, a biosfera modifica o ambiente para uma melhor adaptação. Em função das condições de temperatura e pressão que passaram a ocorrer na Terra, houve um acúmulo de água em sua superfície, nos estados líquido e sólido, formando-se assim o ciclo hidrológico.
Sua importância para a vida terrestre é inegável. Não há ser vivo sobre a face da Terra que possa prescindir de sua existência e sobreviver. Mesmo assim, outros aspectos desta preciosidade também podem representar sérios riscos vida.
As águas utilizadas para consumo humano e para as atividades sócio-econômicas são retiradas de rios, lagos, represas e aqüíferos, também conhecidos como águas interiores.
O desenvolvimento das cidades sem um correto planejamento ambiental resulta em prejuízos significativos para a sociedade. Uma das conseqüências do crescimento urbano foi o acréscimo da poluição doméstica e industrial, criando condições ambientais inadequadas e propiciando o desenvolvimento de doenças, poluição do ar e sonora, aumento da temperatura, contaminação da água subterrânea, entre outros problemas.
O desenvolvimento urbano brasileiro concentra-se em regiões metropolitanas, na capital dos estados e nas cidades pólos regionais. Os efeitos desta realidade fazem-se sentir sobre todo aparelhamento urbano relativo a recursos hídricos, ao abastecimento de água, ao transporte e ao tratamento de esgotos cloacal e pluvial.
No entanto, atualmente, muitos fatores interferem nesse ciclo, comprometendo a qualidade das águas urbanas. O desenvolvimento e o crescimento das cidades geram o acréscimo da poluição doméstica e industrial, propiciando o aumento de sedimentos e material sólido, bem como a contaminação de mananciais e das águas subterrâneas.
Dentro das águas doces, as águas residuais ou residuárias são todas as águas descartadas que resultam da utilização para diversos processos. Exemplos destas águas são:
provenientes de banhos;
provenientes de cozinhas;
provenientes de lavagens de pavimentos domésticos.
As águas residuais transportam uma quantidade apreciável de materiais poluentes que se não forem retirados podem prejudicar a qualidade das águas dos rios, comprometendo não só toda a fauna e flora destes meios, mas também, todas as utilizações que são dadas a estes meios, como sejam, a pesca, a balneabilidade, a navegação, a geração de energia, etc.
É recomendado recolher todas as águas residuais produzidas e transportá-las até a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Depois de recolhidas noscoletores, as águas residuais são conduzidas até a estação, onde se processa o seu tratamento.
O tratamento efetuado é, na maioria das vezes, biológico, recorrendo-se ainda a um processo físico para a remoção de sólidos grosseiros. Neste sentido a água residual ao entrar na ETAR passa por um canal onde estão montadas grades em paralelo, que servem para reter os sólidos de maiores dimensões, tais como, paus, pedras, etc., que prejudicam o processo de tratamento. Os resíduos recolhidos são acondicionados em contentores, sendo posteriormente encaminhados para o aterro sanitário.
Muitos destes resíduos têm origem nas residências onde, por falta de instrução e conhecimento das conseqüências de tais ações, deixa-se para o sanitário objetos como: cotonetes, preservativos, absorventes, papel higiênico, etc. Estes resíduos devido às suas características são extremamente difíceis de capturar nas grades e, conseqüentemente, passam para as lagoas prejudicando o processo de tratamento.
A seguir a água residual, já desprovida de sólidos grosseiros, continua o seu caminho pelo mesmo canal onde é feita a medição da quantidade de água que entrará na ETAR. A operação que se segue é a desarenação, que consiste na remoção de sólidos de pequena dimensão, como sejam as areias. Este processo ocorre em dois tanques circulares que se designam por desarenadores. A partir deste ponto a água residual passa a sofrer um tratamento estritamente biológico por recurso a lagoas de estabilização (processo de lagunagem).
O tratamento deverá atender à legislação (Resolução do CONAMA nº 020/86) que define a qualidade de águas em função do uso a que está sujeita, designadamente, águas para consumo humano, águas para suporte de vida aquática, águas balneares e águas de rega.
Denominam-se águas minerais aquelas que, provenientes de fontes naturais ou artificiais, possuem características químicas, físicas e físico-químicas que as distinguem das águas comuns e que, por esta razão, lhes conferem propriedades terapêuticas. Esta conceituação é a mais aceita, embora existam outras definições baseadas em tipos de águas minerais que não se enquadrem completamente no critério acima.
O Código de Águas Minerais do Brasil define as águas minerais como águas provenientes de fontes naturais ou artificiais captadas, que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.
O Brasil apresenta uma extensa área costeira. O mar representa uma importante fonte de alimento, emprego e energia. Sendo assim, as questões relacionadas aos oceanos assumem importância fundamental para o povo brasileiro.
Os recursos estão diretamente associados com a sustentabilidade exploratória dos recursos pesqueiros através da pesca artesanal, do turismo e através das comunidade tradicionais da orla marítima - folclore, tradições, estilo de vida.
Fonte: www.cetesb.sp.gov.br
As águas disponíveis para consumo do Homem não são todas iguais, podendo ser agrupadas em três tipos diferentes:
Águas Minerais Naturais;
Águas de Nascente;
Outros tipos de água consumíveis.
As águas minerais naturais encontram-se no subsolo a grandes profundidades. São sistemas de água sem elementos de poluição e a sua composição química é totalmente natural, sendo provocada pela interacção água/rocha, possuindo oligo-elementos benéficos à vida humana.
Têm por isso uma composição química específica, mantendo as suas características ao longo do tempo.
Mas as águas minerais naturais não são todas iguais. Para além de possuírem características químicas e paladares distintos, algumas águas minerais naturais possuem gás natural. São as chamadas águas gasocarbónicas. Para preservar todas as suas qualidades e pureza, o engarrafamento das águas minerais naturais só pode ser efectuado no local da captação.
A diferença das águas de nascente em relação às águas minerais naturais é precisamente o tempo de circulação no subsolo, o qual é mais curto. Decorrente do curto período de circulação subterrânea, a presença de sais minerais nas águas de nascente não é constante ao longo do ano.
São águas bacteriologicamente sãs e com características originais. De forma a preservar todas as suas qualidades, o seu engarrafamento só pode ser efectuado no local da nascente.
Apesar da sua elevada importância, nem todas as águas possuem garantidamente características naturais e saudáveis. Apenas as águas minerais naturais e as de nascente mantêm a sua pureza original, pelo que a escolha destas águas é a melhor maneira de ajudar a manter o equilíbrio do corpo.
A água mineral natural e a água de nascente são as únicas águas globalmente naturais que não podem sofrer quaisquer tratamentos e que são comercializadas sem adição de químicos ou aditivos. A água mineral natural e a água de nascente têm também de ser submetidas a dois anos de testes rigorosos antes de poderem ser vendidas com essa designação, dado que é necessário provar que os aquíferos de onde provêm estão isentos de poluição e estão implantados em locais protegidos de qualquer ameaça poluidora.
Embora a Natureza não produza duas águas naturais com a mesma composição química, é possível o seu agrupamento por classes ou tipos tendo por base certas semelhanças que entre elas existem. O total de sais dissolvidos, quantificados através da mineralização total, constitui o parâmetro mais imediato para o agrupamento das águas naturais em 4 grandes tipos:
Águas hipossalinas ou de baixa mineralização: quando o total de sais dissolvidos não ultrapassa 50mg/L;
Águas fracamente mineralizadas: quando apresentam valores de mineralização total entre os 50 e 100mg/L;
Águas Mesossalinas: quando a mineralização total se situa entre os 500 e 1500mg/L;
Águas Hipersalinas ou ricas em sais minerais: são as que exibem um valor de mineralização total superior a 1500 mg/L.
A presença de certos aniões e catiões em quantidades manifestamente superiores dos outros constituintes dissolvidos, constitui igualmente um critério para classificar as águas naturais por tipos:
Água Bicarbonatada
A quantidade de bicarbonato é superior a 600 mg/L
Água Sulfatada
A quantidade de sulfato é superior a 200 mg/L
Água Cloretada
A quantidade de cloreto é superior a 200 mg/L
Água Fluoretada
A quantidade de fluoreto é superior a 1 mg/L
Água Sódica
A quantidade de sódio é superior a 200 mg/L
Água Cálcica
A quantidade de cálcio é superior a a 150 mg/L
Água Magnesiana
A quantidade de magnésio é superior a 50 mg/L
Água Gasocarbónica
A quantidade de anidrido carbónico livre é superior a 250mg/L
Água conveniente para um regime pobre em sódio
A quantidade de sódio é inferior a 20 mg
Fonte: www.unicer.pt