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Tipos de Água

Diferentes Tipos de Água e Suas Propriedades

Composta por duas partes de hidrogênio e uma de oxigênio (H2O), a água se destaca como a substância mais abundante no corpo humano, chegando a consistir entre 50 e 65% do peso de um adulto razoavelmente magro.

A quantidade de água existente no corpo humano mantém-se constante durante longos períodos da vida sendo fundamental para a homeostasia.Esse equilíbrio exige a disponibilidade de água e nutrientes adequados na alimentação diária com a participação de vários órgãos como rins, pulmões, coração, pele e anexos, hormônios e sistema nervoso central e autônomo.

Um corpo adulto contém em média 45 litros de água, dos quais, 30 circulam dentro das células. Aproximadamente 3 litros circulam como plasma sanguíneo, transportando proteínas e outros nutrientes com capacidade de penetrar nas paredes capilares. Os demais 12 litros integram o líquido intersticial, que envolve as células e produz a linfa e várias outras secreções.Com exceção do tecido ósseo, no qual a água é mantida encapsulada, existe um intercâmbio permanente de líquidos intracelulares e extracelulares através das membranas das células.

Funções vitais

A água desempenha um papel essencial em quase todas as funções do corpo humano. É utilizada para a digestão, absorção e transporte de nutrientes; permite que ocorra uma série de processos químicos; assume o papel de solvente para resíduos do corpo e também os dilui para reduzir sua toxicidade, ajudando no processo de excreção do corpo. Além disso, mantém a temperatura do corpo estável, e proporciona uma camada protetora para as células do corpo.

É necessária ainda na formação de todos os tecidos do corpo, fornecendo base para o sangue e todas suas secreções líquidas (lágrimas, saliva, sucos gástricos, líquido sinovial, dentre outros), que lubrificam os diversos órgãos e juntas.

Tipos de água

Na natureza, encontramos diversos tipos de água, que variam de acordo com os elementos que a compõe. Algumas são ideais para o consumo, enquanto outras são prejudiciais à saúde.

Água potável: É a água que pode ser ingerida pelo homem. Para ser potável a água precisa apresentar as seguintes características: incolor (perfeitamente transparente), não ter cheiro (inodora), conter alguns sais minerais naturais (atualmente costuma-se, acrescentar à água sais de flúor o que impede o desenvolvimento das cáries dentarias), e ser estéril, isto é, isenta de micróbios causadores de doenças. Este tipo de água é apresentada no mercado em garrafões dos mais diversos tamanhos e marcas. Pode ser retirada de qualquer fonte aprovada – água encanada do município, riachos, rios, reservatórios ou cisternas. Em seguida é filtrada e desinfetada, e o conteúdo mineral pode ser ajustado.
Água Mineral:
Contém no mínimo 500mg de minerais por litro. Os produtos vendidos como “água natural” não sofrem nenhuma modificação no conteúdo de minerais, enquanto outros produtos podem vir da fábrica com ajustes.
Água com Gás:
Recebe artificialmente o acréscimo de dióxido de carbono para ficar borbulhante, podendo ser ou não enriquecida de sais minerais. Existem fontes naturais de águas gaseificada, mas parte do gás se perde no processo de envazamento. A única forma de beber água naturalmente gaseificada é direto da fonte.
Rica em oxigênio:
Sem gás e sem sabor tem alta concentração de oxigênio.
Aromatizada:
Muito utilizada no preparo de drinks. É aromatizada artificialmente, podendo ou não ser gaseificada.
Club Soda:
Água encanada, filtrada, gaseificada e enriquecida com bicarbonatos, citratos, fosfatos e outros tipos de sais minerais.
Água purificada:
É aquela que foi esterilizada e filtrada para remover seus minerais naturais.
Água destilada:
É purificada por evaporação, o que remove seus minerais. Os vapores são em seguida recondensados para sua forma líquida – água.
Água salgada:
É a água que contém muitos sais dissolvidos, como a água do mar.
Água-mole:
Água da chuva que pode, em alguns casos, substituir a água destilada, por ser mais pura e isenta de sais minerais em relação a água das fontes ou dos rios.
Água de fonte:
Águas subterrâneas que ao aflorarem na superfície, contém substâncias minerais e gasosas dissolvidas. Conforme o principal mineral dissolvido, a água de fonte pode ser alcalina, sulfurosa, dentre outras, decorrendo daí suas propriedades medicinais.

Existem diversos tipos de águas minerais.

As principais são:

Salobra: Levemente salgada e não forma espuma com o sabão.
Acídula:
Contém gás carbônico. É chamada também água gasosa. Tem um sabor ácido e é usada para facilitar a digestão.
Magnesiana:
Nesse tipo de água predominam os sais de magnésio. É usada para ajudar o funcionamento do estômago e do intestino, função laxante e desintoxicaste. Quando ingerida em excesso pode provocar diarréia.
Alcalina:
Possui bicarbonato de sódio, combate a acidez do estômago e auxilia na digestão.
Carbônica:
possui dióxido de carbono, o qual atua na superfície da pele, provocando vasodilatação. É indicada na hipertensão arterial leve ou moderada.
Oligomineral:
Possui vários elementos em sua composição como sódio, cloro, alumínio, magnésio, manganês e lítio. Existem estudos mostrando a quantidade destas substâncias presentes na água que provoca um efeito prejudicial ao organismo.
Radioativa:
Possui radônio, gás nobre que estimula o metabolismo e age no sistema digestório e respiratório Sua inalação é indicada para o tratamento de asma. Pode ser ingerida, já que o radônio permanece ativo por pouco tempo no organismo. O que elimina o risco de contaminação; nesse caso, atua como diurética.
Sódica:
Deve ser ingerida em quantidades pequenas, pois o sódio, quando ingerido em grandes quantidades, provoca inchaço. O banho pode auxiliar em problemas reumáticos.
Sulfurosa:
Sulfurosa contém substâncias à base de enxofre é indicada para problemas articulares, laringites, bronquites e sinusites, e acredita-se no seu poder cicatrizante, desintoxicante e estimulante do metabolismo. Pode ser inalada, ingerida ou tilizada em banhos de imersão.
Ferruginosa:
Ferruginosa possui ferro e ajuda no combate à anemia.
Água termal ou termomineral:
Água mineral que apresenta temperatura superior à temperatura do meio-ambiente. Possui ação medicinal devido às substancias minerais e gasosas nela dissolvidas. Esse tipo de água é usado para tratar certos problemas de pele.
Água poluída:
É a que recebeu substâncias que a deixou turva, ou que alteraram sua cor, odor ou sabor, tornando-a desagradável. Água que sofreu alteração em suas características físicas e químicas.
Água contaminada:
É a que contém substâncias tóxicas ou micróbios capazes de produzir doenças. A contaminação pode ser invisível aos nossos olhos ou imperceptível ao paladar.

O consumo de água engarrafada está crescendo firmemente no mundo nos últimos 30 anos. É o mais dinâmico setor de toda a indústria de alimento e bebidas; o consumo, no mundo, cresce numa média de 12% cada ano, apesar do alto preço comparado com a água de torneira.

Referência Bibliográfica

OLIVEIRA, J.E.D.; MARCHINI, J.S. Ciências Nutricionais. São Paulo: Sarvier, 1998.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Tipos de Água

As águas disponíveis para consumo do Homem não são todas iguais, podendo ser agrupadas em três tipos diferentes:

Águas Minerais Naturais.
Águas de Nascente.
Outros tipos de água consumíveis.

As águas minerais naturais encontram-se no subsolo a grandes profundidades. São sistemas de água sem elementos de poluição e a sua composição química é totalmente natural, sendo provocada pela interação água/rocha, possuindo oligo-elementos benéficos à vida humana.

Têm por isso uma composição química específica, mantendo as suas características ao longo do tempo.

Mas as águas minerais naturais não são todas iguais. Para além de possuírem características químicas e paladares distintos, algumas águas minerais naturais possuem gás natural. São as chamadas águas gasocarbónicas. Para preservar todas as suas qualidades e pureza, o engarrafamento das águas minerais naturais só pode ser efetuado no local da captação.

A diferença das águas de nascente em relação às águas minerais naturais é precisamente o tempo de circulação no subsolo, o qual é mais curto. Decorrente do curto período de circulação subterrânea, a presença de sais minerais nas águas de nascente não é constante ao longo do ano.

São águas bacteriologicamente sãs e com características originais. De forma a preservar todas as suas qualidades, o seu engarrafamento só pode ser efetuado no local da nascente.

Apesar da sua elevada importância, nem todas as águas possuem garantidamente características naturais e saudáveis. Apenas as águas minerais naturais e as de nascente mantêm a sua pureza original, pelo que a escolha destas águas é a melhor maneira de ajudar a manter o equilíbrio do corpo.

A água mineral natural e a água de nascente são as únicas águas globalmente naturais que não podem sofrer quaisquer tratamentos e que são comercializadas sem adição de químicos ou aditivos. A água mineral natural e a água de nascente têm também de ser submetidas a dois anos de testes rigorosos antes de poderem ser vendidas com essa designação, dado que é necessário provar que os aquíferos de onde provêm estão isentos de poluição e estão implantados em locais protegidos de qualquer ameaça poluidora.

Embora a Natureza não produza duas águas naturais com a mesma composição química, é possível o seu agrupamento por classes ou tipos tendo por base certas semelhanças que entre elas existem.

O total de sais dissolvidos, quantificados através da mineralização total, constitui o parâmetro mais imediato para o agrupamento das águas naturais em 4 grandes tipos:

Águas hipossalinas ou de baixa mineralização: quando o total de sais dissolvidos não ultrapassa 50mg/L.
Águas fracamente mineralizadas: quando apresentam valores de mineralização total entre os 50 e 100mg/L.
Águas Mesossalinas: quando a mineralização total se situa entre os 500 e 1500mg/L.
Águas Hipersalinas ou ricas em sais minerais: são as que exibem um valor de mineralização total superior a 1500 mg/L.

A presença de certos aniões e catiões em quantidades manifestamente superiores dos outros constituintes dissolvidos, constitui igualmente um critério para classificar as águas naturais por tipos:

Água Bicarbonatada: A quantidade de bicarbonato é superior a 600 mg/L
Água Sulfatada:
A quantidade de sulfato é superior a 200 mg/L
Água Cloretada:
A quantidade de cloreto é superior a 200 mg/L
Água Fluoretada:
A quantidade de fluoreto é superior a 1 mg/L
Água Sódica:
A quantidade de sódio é superior a 200 mg/L
Água Cálcica:
A quantidade de cálcio é superior a a 150 mg/L
Água Magnesiana:
A quantidade de magnésio é superior a 50 mg/L
Água Gasocarbónica:
A quantidade de anidrido carbónico livre é superior a 250mg/L
Água conveniente para um regime pobre em sódio:
A quantidade de sódio é inferior a 20 mg

Fonte: www.unicer.pt

Tipos de Água

A composição das águas varia conforme o tipo de solo e clima das regiões onde se originam e atravessam. Então com base na quantidade de sais dissolvidos nas águas, elas podem ser classificadas em salinas, salobras ou doces.

Cada classe se presta a usos determi-nados, como por exemplo, águas salinas podem ser utilizadas em algumas atividades, até industrial, nas não servem para o abastecimento humano.

Assim como as águas doces, recomendadas para o uso doméstico, não devem ser desperdiçadas em atividades menos exigentes como a refrigeração de equipamentos industriais, por exemplo.

O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) pela resolução 20/86 classifica as águas no Brasil de acordo com a sua salinidade.

As águas são consideradas DOCES quando apresentam salinidade menor ou igual a 0,5%. A variação de 0,5% a 30% na concentração dos sais dissolvidos, leva essas águas a serem consideradas como salobras. Já as águas que apresentam salinidade igual ou superior a 30% são consideradas salinas.

Dependendo das condições de uso em que se encontra, a água pode ser classificada em cinco tipos:

ÁGUA PURA - Se for considerada como pura a água composta exclusivamente por hidrogênio e oxigênio, chegar-se-á facilmente à conclusão de que não existe água absolutamente pura na natureza. Isso porque, por onde ela passa, vai dissolvendo e transportando substâncias que a ela se incorporam durante seu caminho. A água pura somente vai ser encontrada quando produzida artificialmente em laboratório, e a sua finalidade é, quase sempre, a fabricação de remédios, ou algum outro processo industrial mais sofisticado.

ÁGUA POTÁVEL - é a que se pode beber. É fundamental para a vida humana, e é obtida através de tratamentos que eliminam qualquer impureza. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como potável uma água com teor mineral de até 500 mg por litro (mg/l). No Brasil é considerada aceitável uma água com teor mineral de até 150 mg/l. Em regiões menos providas, como o Nordeste, esse percentual pode até ultrapassar a 200 mg.

ÁGUA SERVIDA - é a água que foi usada pelo homem e ficou suja. É o esgoto.

ÁGUA POLUÍDA - é a que recebeu substâncias que a deixou turva, ou que alteraram sua cor, odor ou sabor, tornando-a desagradável. É a água que sofreu alteração em suas características físicas e químicas.

ÁGUA CONTAMINADA - é a que contém substâncias tóxicas ou micróbios capazes de produzir doenças. A contaminação pode ser invisível aos nossos olhos ou imperceptível ao paladar. É a água que faz mal à saúde.

Fonte: www.unemet.org.br

Tipos de Água

A água do mar não é igual a da torneira. Isso acontece porque a água contém, misturados, sais minerais, gases, terra, micróbios, restos de animais, vegetais mortos etc.

Devido a essa capacidade de dissolver várias substâncias, a água é chamada de solvente universal. Na natureza, encontramos diversos tipos de água, dependendo dos elementos que ela contém.

Algumas são ideais para o consumo, enquanto outras são prejudiciais à saúde. Encontramos fontes de água quente e à temperatura ambiente.

Existem até certos tipos de água recomendados para tratamento de doenças.

Água potável: É o tipo ideal para o consumo ( beber, cozinhar) é fresca e sem impureza.
Água poluída:
É a água suja ou contaminada, isto é contém impureza, micróbios etc.
Água doce:
É a água dos rios , lagos e das fontes.
Água salgada:
É a água que contém muitos sais dissolvidos ( como a água do mar )
Água destilada:
É constituída unicamente de hidrogênio e oxigênio. Não existem impureza e nenhum tipo de sal dissolvido nela.
Água minerais:
As águas minerais são assim denominadas, porque contém uma grande quantidade de sais minerais, dissolvidos nela, por isso tem cheiro e sabor diferentes da água que recebemos na torneira de nossas casas. Existem diversos tipos de águas minerais. As principais são:
Salobra:
É levemente salgada e não forma espuma com o sabão
Termal:
Além de apresentar sais minerais dissolvidos, a água termal tem uma temperatura mais elevada que a do ambiente em que se encontra. Esse tipo de água é usado para curar certas doenças da pele.
Acidula:
Contém gás carbônico. É chamada também de água gasosa, tem um sabor ácido e é usada para facilitar a digestão.
Magnesiana:
Nesse tipo de água predominam os sais de magnésio. É usada para ajudar o funcionamento do estômago e do intestino.
Alcalina:
Tem bicarbonato de sódio e combate a acidez do estômago.
Sulfurosa:
Contém substâncias a base de enxofre e é usada no tratamento da pele e das vias respiratórias.
Ferruginosas:
Possui ferro e ajuda no combate a anemia.

Fonte: www.caetenews.com.br

Tipos de Água

Água Pura

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como potável uma água com teor mineral de até 500 mg por litro (mg/l). No Brasil, com cerca de 8% dos recursos hídricos do planeta, é considerada aceitável uma água com teor mineral de até 150 mg/l. Em regiões menos providas, como o Nordeste, esse percentual pode até ultrapassar a 200 mg. O que dizer de uma água que jorra naturalmente com teor mineral inferior a 10 mg/l.

Água pura é a definição mais aproximada para a encontrada na fazenda Nova Espadilha, em Taquiraí, no Mato Grosso do Sul.

A água é pura quando só contém moléculas H2O. Segundo Uriel Duarte, pesquisador do Instituto de Geociências (IGc) da USP e diretor do Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas (Cepas), também da universidade, que há dois anos estuda a fonte, não há registros na literatura mundial de uma água com tão baixos teores minerais. "No estado de São Paulo há fontes com teor mineral próximo a 20 mg/l, o da água descoberta em Taquiraí está próximo do que se consegue após os processos de destilação da água comum", afirma.

Com tal característica, essa água é ideal para o preparo de produtos farmacêuticos e cosméticos porque reduz etapas de desmineralização, necessárias para a obtenção de produtos puros. "As indústrias finas seriam, de uma maneira geral, os grandes interessados e os maiores beneficiados", pondera o pesquisador. Também as montadoras, que usam água destilada no processo de pintura de veículos, seriam beneficiadas.

Dentre as vantagens relacionadas a água de Taquiraí, Uriel Duarte destaca sua utilização na hemodiálise. Não é raro os equipamentos que fazem a filtragem artificial do sangue apresentarem problemas em virtude do uso de água de baixa qualidade. "Com água mais pura os filtros não se entupiriam com tanta facilidade", acredita.

O pesquisador ainda não conseguiu identificar quais fatores contribuem para a composição dessa água, mas garante que estão relacionados à constituição do solo. Ele baseia sua afirmação no fato de que mesmo a água da chuva, que cai sobre o solo de Nova Espadilha com teor mineral aproximado de 80 mg/l, sai do aqüífero com teor de 10 mg.

Água de Reuso

Reúso de água é a utilização dessa substância por mais de uma vez.

Isto ocorre espontaneamente na própria natureza, no ciclo hidrológico, ou através da ação humana, de forma planejada ou sem controle. O reúso Planejado da água pode ser feito para fins potáveis ou não potáveis, tais como recreacional, recarga de lençol freático, geração de energia, irrigação, reabilitação de corpos d'água e industrial.

O reúso Planejado de água faz parte da Estratégia Global para a Administração da Qualidade da água proposta pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pela Organização Mundial da Saúde.

Nela se prevê o alcance simultâneo de três importantes elementos coincidentes com objetivos estratégicos da Sabesp:

1. Proteção da Saúde Pública
2. Manutenção da Integridade dos Ecossistemas
3. Uso Sustentado da água

Isto quer dizer que, para a Sabesp, a reutilização da água vai além do atendimento de demandas circunstanciais.

A Sabesp já realiza - e vai ampliar ainda mais - o reúso planejado de água em suas instalações de tratamento de água (recirculação de água de lavagem de filtros, por exemplo) e de esgotos. Para o setor industrial, a empresa está aberta a negócios em torno do reúso da água com sistemas apropriados de distribuição. A reutilização da água apresenta atrativos como menor custo, confiabilidade tecnológica e suprimento garantido. No aspecto qualidade, os riscos inerentes são gerenciados com adoção de medidas de planejamento, monitoramento, controle e sinalização adequados.

Os principais processos industriais que permitem o uso de água reciclada são os de produtos de carvão, petróleo, produção primária de metal, curtumes, indústrias têxteis, químicas e de papel e celulose. Exemplo disso é o acordo feito entre a Sabesp e a Coats, empresa fabricante das Linhas Corrente, que utiliza a água de reúso nos processos de lavagem e tingimento dos produtos.

Há também a possibilidade de fornecimento da água reciclada para outros segmentos. Prefeituras da Região Metropolitana de São Paulo já utilizam a alternativa para a limpeza de ruas, pátios, irrigação e rega de áreas verdes, desobstrução de rede de esgotos e águas pluviais e limpeza de veículos.

O reúso planejado de água é um bom negócio. A Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri, por exemplo, com capacidade atual de 9,5 mil litros de esgotos por segundo, com remoção de 90% da carga poluidora - lança a maior parte do esgoto tratado no rio Tietê. Todavia, representa um recurso de grande valor: a partir de soluções tecnológicas apropriadas, toda essa água deve ser fornecida para usos específicos, poupando-se grandes volumes de água potável. Uma parte da Água de reúso é utilizada no processo de refrigeração de equipamentos da estação.

Estudos preliminares indicam que o efluente tratado na estação Barueri para reúso planejado industrial tem um custo significativamente menor que a média tarifária industrial praticada atualmente na Região Metropolitana de São Paulo. O reúso planejado da água representa, ainda, a possibilidade de ganhos pela economia de investimentos e pela comercialização de efluentes hoje descartados.

Atenção

A Água de Reuso não é potável, muito pelo contrário; é poluida e pode estar contaminada com inumeras doenças de veiculação hídrica. Recomenda-se que seja manuseada com equipamentos de proteção individual - EPI.

Fonte: www.agua.bio.br

Tipos de Água

São classificadas, segundo seus usos preponderantes, em nove classes, as águas doces, salobras e salinas do Território Nacional

Águas Doces

I - Classe Especial - águas destinadas:

a) ao abastecimento doméstico sem prévia ou com simples desinfecção
b)
à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.

II - Classe 1 - águas destinadas:

a) ao abastecimento doméstico após tratamento simplificado
b)
à proteção das comunidades aquáticas
c)
à recreação de contato primário (natação, esqui aquático e mergulho)
d)
à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que ingeridas cruas sem remoção de película
e)
à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.

III - Classe 2 - águas destinadas:

a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário (esqui aquático, natação e mergulho);
d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas;
e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana;

IV - Classe 3 - águas destinadas:

a) ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à dessedentação de animais.

V - Classe 4 - águas destinadas:

a) à navegação:
b) à harmonia paisagística;
c) aos usos menos exigentes.

Águas Salinas VI - Classe 5 - águas destinadas:

a) à recreação de contato primário;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.

VII - Classe 6 - águas destinadas

a) à navegação comercial;
b) à harmonia paisagística;
c) à recreação de contato secundário.

Águas Salobras VII - Classe 7 - águas destinadas

a) à recreação de contato primário;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.

IX - Classe 8 - águas destinadas:

a) à navegação comercial
b) à harmonia paisagística
c) à recreação de contato secundário.

Fonte: uniagua.org.br

Tipos de Água

Água Doce

A vida surgiu no planeta há mais ou menos 3,5 bilhões de anos. Desde então, a biosfera modifica o ambiente para uma melhor adaptação. Em função das condições de temperatura e pressão que passaram a ocorrer na Terra, houve um acúmulo de água em sua superfície, nos estados líquido e sólido, formando-se assim o ciclo hidrológico.

Sua importância para a vida terrestre é inegável. Não há ser vivo sobre a face da Terra que possa prescindir de sua existência e sobreviver. Mesmo assim, outros aspectos desta preciosidade também podem representar sérios riscos vida.

As águas utilizadas para consumo humano e para as atividades sócio-econômicas são retiradas de rios, lagos, represas e aqüíferos, também conhecidos como águas interiores.

O desenvolvimento das cidades sem um correto planejamento ambiental resulta em prejuízos significativos para a sociedade. Uma das conseqüências do crescimento urbano foi o acréscimo da poluição doméstica e industrial, criando condições ambientais inadequadas e propiciando o desenvolvimento de doenças, poluição do ar e sonora, aumento da temperatura, contaminação da água subterrânea, entre outros problemas.

O desenvolvimento urbano brasileiro concentra-se em regiões metropolitanas, na capital dos estados e nas cidades pólos regionais. Os efeitos desta realidade fazem-se sentir sobre todo aparelhamento urbano relativo a recursos hídricos, ao abastecimento de água, ao transporte e ao tratamento de esgotos cloacal e pluvial.

No entanto, atualmente, muitos fatores interferem nesse ciclo, comprometendo a qualidade das águas urbanas. O desenvolvimento e o crescimento das cidades geram o acréscimo da poluição doméstica e industrial, propiciando o aumento de sedimentos e material sólido, bem como a contaminação de mananciais e das águas subterrâneas.

Dentro das águas doces, as águas residuais ou residuárias são todas as águas descartadas que resultam da utilização para diversos processos. Exemplos destas águas são:

Águas residuais domésticas:

Provenientes de banhos
Provenientes de cozinhas
Provenientes de lavagens de pavimentos domésticos.

Águas residuais industriais:

Resultantes de processos de fabricação.

Águas de infiltração:

Resultam da infiltração nos coletores de água existente nos terrenos.

Águas urbanas:

Resultam de chuvas, lavagem de pavimentos, regas, etc.

As águas residuais transportam uma quantidade apreciável de materiais poluentes que se não forem retirados podem prejudicar a qualidade das águas dos rios, comprometendo não só toda a fauna e flora destes meios, mas também, todas as utilizações que são dadas a estes meios, como sejam, a pesca, a balneabilidade, a navegação, a geração de energia, etc.

É recomendado recolher todas as águas residuais produzidas e transportá-las até a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Depois de recolhidas noscoletores, as águas residuais são conduzidas até a estação, onde se processa o seu tratamento.

O tratamento efetuado é, na maioria das vezes, biológico, recorrendo-se ainda a um processo físico para a remoção de sólidos grosseiros. Neste sentido a água residual ao entrar na ETAR passa por um canal onde estão montadas grades em paralelo, que servem para reter os sólidos de maiores dimensões, tais como, paus, pedras, etc., que prejudicam o processo de tratamento. Os resíduos recolhidos são acondicionados em contentores, sendo posteriormente encaminhados para o aterro sanitário.

Muitos destes resíduos têm origem nas residências onde, por falta de instrução e conhecimento das conseqüências de tais ações, deixa-se para o sanitário objetos como: cotonetes, preservativos, absorventes, papel higiênico, etc. Estes resíduos devido às suas características são extremamente difíceis de capturar nas grades e, conseqüentemente, passam para as lagoas prejudicando o processo de tratamento.

A seguir a água residual, já desprovida de sólidos grosseiros, continua o seu caminho pelo mesmo canal onde é feita a medição da quantidade de água que entrará na ETAR. A operação que se segue é a desarenação, que consiste na remoção de sólidos de pequena dimensão, como sejam as areias. Este processo ocorre em dois tanques circulares que se designam por desarenadores. A partir deste ponto a água residual passa a sofrer um tratamento estritamente biológico por recurso a lagoas de estabilização (processo de lagunagem).

O tratamento deverá atender à legislação (Resolução do CONAMA nº 020/86) que define a qualidade de águas em função do uso a que está sujeita, designadamente, águas para consumo humano, águas para suporte de vida aquática, águas balneares e águas de rega.

Água Mineral

Denominam-se águas minerais aquelas que, provenientes de fontes naturais ou artificiais, possuem características químicas, físicas e físico-químicas que as distinguem das águas comuns e que, por esta razão, lhes conferem propriedades terapêuticas. Esta conceituação é a mais aceita, embora existam outras definições baseadas em tipos de águas minerais que não se enquadrem completamente no critério acima.

O Código de Águas Minerais do Brasil define as águas minerais como águas provenientes de fontes naturais ou artificiais captadas, que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.

Água Salgada

O Brasil apresenta uma extensa área costeira. O mar representa uma importante fonte de alimento, emprego e energia. Sendo assim, as questões relacionadas aos oceanos assumem importância fundamental para o povo brasileiro.

Os recursos estão diretamente associados com a sustentabilidade exploratória dos recursos pesqueiros através da pesca artesanal, do turismo e através das comunidade tradicionais da orla marítima - folclore, tradições, estilo de vida.

Fonte: www.cetesb.sp.gov.br

Tipos de Água

"Dispõe sobre a classificação das águas doces, salobras e salinas, em todo o Território Nacional, bem como determina os padrões de lançamento."

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 7º, inciso IX, do Decreto Nº 88.351, de 1º de junho de 1983, e o que estabelece a Resolução CONAMA Nº 03, de 5 de junho de 1984;

Considerando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesa de seus níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo a assegurar seus usos preponderantes;

Considerando que os custos do controle de poluição podem ser melhor adequados quando os níveis de qualidade exigidos, para um determinado corpo d'água ou seus diferentes trechos, estão de acordo com os usos que se pretende dar aos mesmos;

Considerando que o enquadramento dos corpos d'água deve estar baseado não necessariamente no seu estado atual, mas nos níveis de qualidade que deveriam possuir para atender às necessidades da comunidade;

Considerando que a saúde e o bem-estar humano, bem como o equilíbrio ecológico aquático, não devem ser afetados como conseqüência da deterioração da qualidade das águas;

Considerando a necessidade de se criar instrumentos para avaliar a evolução da qualidade das águas, em relação aos níveis estabelecidos no enquadramento, de forma a facilitar a fixação e controle de metas visando atingir gradativamente os objetivos permanentes;

Considerando a necessidade de reformular a classificação existente, para melhor distribuir os usos, contemplar as águas salinas e salobras e melhor especificar os parâmetros e limites associados aos níveis de qualidade requeridos, sem prejuízo de posterior aperfeiçoamento.

ÁGUAS SALOBRAS

Para as águas de Classe 7, são estabelecidos os limites ou condições seguintes:

a) DBO5 dias a 20 °C até 5 mg/l O2
b) OD
, em qualquer amostra, não inferior a 5 mg/l O2
c) pH:
6,5 a 8,5
d) óleos e graxas:
virtualmente ausentes
e) materiais flutuantes:
virtualmente ausentes
f) substâncias que produzem cor, odor e turbidez:
virtualmente ausentes
g) substâncias que formem depósitos objetáveis:
virtualmente ausentes
h) coliformes:
para uso de recreação de contato primário deverá ser obedecido o artigo 26 desta Resolução.

Para o uso de criação natural e/ou intensiva de espécies destinadas à alimentação humana e que serão ingeridas cruas, não deverá ser excedido uma concentração média de 14 coliformes fecais por 100 mililitros com não mais de 10% das amostras excedendo 43 coliformes fecais por 100 mililitros. Para os demais usos não deverá ser excedido um limite de 1.000 coliformes fecais por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 5 amostras mensais, colhidas em qualquer mês; no caso de não haver na região, meios disponíveis para o exame de coliformes fecais, o índice limite será de até 5.000 coliformes totais por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 5 amostras mensais, colhidas em qualquer mês

i) substâncias potencialmente prejudiciais (teores máximos):

Para as águas de Classe 8, são estabelecidos os limites ou condições seguintes:

a) pH: 5 a 9
b)
OD, em qualquer amostra, não inferior a 3,0 mg/l O2
c)
óleos e graxas: toleram-se iridicências
d)
materiais flutuantes: virtualmente ausentes
e)
substâncias que produzem cor, odor e turbidez: virtualmente ausentes
f)
substâncias facilmente sedimentáveis que contribuam para o assoreamento de canais de navegação: virtualmente ausentes
g)
Coliformes: não deverá ser excedido um limite de 4.000 coliformes fecais por 100 ml em 80% ou mais de pelo menos 5 amostras mensais colhidas em qualquer mês; no caso de não haver, na região, meios disponíveis para o exame de coliformes fecais, o índice será de 20.000 coliformes totais por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 5 amostras mensais colhidas em qualquer mês;

Os padrões de qualidade das águas estabelecidos nesta Resolução constituem-se em limites individuais para cada substância. Considerando eventuais ações sinergéticas entre as mesmas, estas ou outras não especificadas, não poderão conferir às águas características capazes de causarem efeitos letais ou alteração de comportamento, reprodução ou fisiologia da vida.

§ 1º - As substâncias potencialmente prejudiciais a que se refere esta Resolução, deverão ser investigadas sempre que houver suspeita de sua presença.

§ 2º - Considerando as limitações de ordem técnica para a quantificação dos níveis dessas substâncias, os laboratórios dos organismos competentes deverão estruturar-se para atenderem às condições propostas. Nos casos onde a metodologia analítica disponível for insuficiente para quantificar as concentrações dessas substâncias nas águas, os sedimentos e/ou biota aquática deverão ser investigados quanto à presença eventual dessas substâncias.

Art. 13 - Os limites de DBO, estabelecidos para as Classes 2 e 3, poderão ser elevados, caso o estudo da capacidade de autodepuração do corpo receptor demonstre que os teores mínimos de OD, previstos, não serão desobedecidos em nenhum ponto do mesmo, nas condições críticas de vazão (Qcrit. = Q7,10, onde Q7,10, é a média das mínimas de 7 (sete) dias consecutivos em 10 (dez) anos de recorrência de cada seção do corpo receptor).

Art. 14 - Para os efeitos desta Resolução, consideram-se "Virtualmente ausentes" e "não objetáveis" teores desprezíveis de poluentes, cabendo aos órgãos de controle ambiental, quando necessário, quantificá-los para cada caso.

Art. 15 - Os órgãos de controle ambiental poderão acrescentar outros parâmetros ou tornar mais restritivos os estabelecidos nesta Resolução, tendo em vista as condições locais.

Art. 16 - Não há impedimento no aproveitamento de águas de melhor qualidade em usos menos exigentes, desde que tais usos não prejudiquem a qualidade estabelecida para essas águas.

Art. 17 - Não será permitido o lançamento de poluentes nos mananciais sub-superficiais.

Art. 18 - Nas águas de Classe Especial não serão tolerados lançamentos de águas residuárias, domésticas e industriais, lixos e outros resíduos sólidos, substâncias potencialmente tóxicas, defensivos agrícolas, fertilizantes químicos e outros poluentes, mesmo tratados. Caso sejam utilizadas para o abastecimento doméstico, deverão ser submetidas a uma inspeção sanitária preliminar.

Art. 19 - Nas águas de Classes 1 a 8 serão tolerados lançamentos de despejos, desde que além de atenderem aos disposto no artigo 21 desta Resolução, não venham a fazer com que os limites estabelecidos para as respectivas classes sejam ultrapassados.

Tendo em vista os usos fixados para as Classes, os órgãos competentes enquadrarão as águas e estabelecerão programas permanentes de acompanhamento da sua condição, tem como programas de controle de poluição para a efetivação dos respectivos enquadramentos, obedecendo o seguinte:

a) o corpo de água que, na data de enquadramento, apresentar condição em desacordo com a sua classe (qualidade inferior à estabelecida), será objeto de providências com prazo determinado, visando a sua recuperação, excetuados os parâmetros que excedam aos limites devido às condições naturais
b)
o enquadramento das águas federais na classificação será procedido pela SEMA, ouvidos o Comitê Especial de Estudos Integrados de Bacias Hidrográficas - CEEIBH e outras Entidades públicas ou privadas interessadas
c)
o enquadramento das águas estaduais será efetuado pelo órgão estadual competente, ouvidas outras entidades públicas ou privadas interessadas
d)
os órgãos competentes definirão as condições específicas de qualidade dos corpos de água intermitentes
e)
os corpos de água já enquadrados na legislação anterior, na data da publicação desta Resolução, serão objetos de reestudo, a fim de a ela se adaptarem
f)
enquanto não forem feitos os enquadramentos, as águas doces serão consideradas Classe 2, as salinas Classe 5 e as salobras Classe 7, porém aquelas enquadradas na legislação anterior permanecerão na mesma classe até o reenquadramento
g)
os programas de acompanhamento da condição dos corpos de água seguirão normas e procedimentos a serem estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA.

Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam às seguintes condições:

a) pH: entre 5 a 9
b) temperatura:
inferior a 40 °C, sendo que a elevação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3 °C
c) materiais sedimentáveis:
até 1 ml/litro em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes
d) regime de lançamento:
com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor;
e) óleos e graxas:
f)
ausência de materiais flutuantes
g)
valores máximos admissíveis das seguintes substâncias:
h)
tratamento especial, se provierem de hospitais e outros estabelecimentos nos quais haja despejos infectados com microorganismos patogênicos;

Art. 22 - Não será permitida a diluição de efluentes industriais com águas não poluídas, tais como água de abastecimento, água de mar e água de refrigeração.

Parágrafo único - Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes despejos ou omissões individualizadas, os limites constantes desta regulamentação aplicar-se-ão a cada um deles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão competente.

Os efluentes não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com o seu enquadramento nos termos desta Resolução.

Parágrafo único - Resguardados os padrões de qualidade do corpo receptor, demonstrado por estudo de impacto ambiental realizado pela entidade responsável pela emissão, o órgão competente poderá autorizar lançamentos acima dos limites estabelecidos no artigo 21, fixando o tipo de tratamento e as condições para esse lançamento.

Os métodos de coleta e análise das águas devem ser os especificados nas normas aprovadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO ou, na ausência delas, no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater APHA-AWWA-WPCF, última edição, ressalvado o disposto no artigo 12. O índice de fenóis deverá ser determinado conforme o método 510 B do Standard Methods for the Examination of Water and Wasterwater, 16ª edição, de 1985.

As indústrias que, na data da publicação desta Resolução, possuírem instalações ou projetos de tratamento de seus despejos, aprovados por órgão integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, que atendam à legislação anteriormente em vigor, terão prazo de 3 (três) anos, prorrogáveis até 5 (cinco) anos, a critério do Órgão Estadual Local, para se enquadrarem nas exigências desta Resolução. No entanto, as citadas instalações de tratamento deverão ser mantidas em operação com a capacidade, condições de funcionamento e demais características para as quais foram aprovadas, até que se cumpram as disposições desta Resolução.

BALNEABILIDADE

As águas doces, salobras e salinas destinadas à balneabilidade (recreação de contato primário), serão enquadradas e terão sua condição avaliada nas categorias EXCELENTE, MUITO BOA, SATISFATÓRIA E IMPRÓPRIA, da seguinte forma:

a) EXCELENTE (3 estrelas)

Quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das 5 semanas anteriores, colhidas no mesmo local, houver no máximo, 250 coliformes fecais por 100 mililitros ou 1.250 coliformes totais por 100 mililitros;

b) MUITO BOA (2 estrelas)

Quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das 5 semanas anteriores, colhidas no mesmo local, houver no máximo, 500 coliformes fecais por 100 mililitros ou 2.500 coliformes totais por 100 mililitros;

c) SATISFATÓRIAS (1 estrela)

Quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das 5 semanas anteriores, colhidas no mesmo local, houver no máximo 1.000 coliformes fecais por 100 mililitros ou 5.000 coliformes totais por 100 mililitros;

d) IMPRÓPRIAS

Quando ocorrer, no trecho considerado, qualquer uma das seguintes circunstâncias:

1. não enquadramento em nenhuma das categorias anteriores, por terem ultrapassado os índices bacteriológicos nelas admitidos
2.
ocorrência, na região, de incidência relativamente elevada ou anormal de enfermidades transmissíveis por via hídrica, a critério das autoridades sanitárias
3.
sinais de poluição por esgotos, perceptíveis pelo olfato ou visão
4.
recebimento regular, intermitente ou esporádico, de esgotos por intermédio de valas, corpos d'água ou canalizações, inclusive galerias de águas pluviais, mesmo que seja de forma diluída
5.
presença de resíduos ou despejos, sólidos ou líquidos, inclusive óleos, graxas e outras substâncias, capazes de oferecer riscos à saúde ou tornar desagradável a recreação
6.
pH menor que 5 ou maior que 8,5
7.
presença, na água de parasitas que afetem o homem ou a constatação da existência de seus hospedeiros intermediários infectados
8.
presença, nas águas doces, de moluscos transmissores potenciais de esquistossomose, caso em que os avisos de interdição ou alerta deverão mencionar especificamente esse risco sanitário
9.
outros fatores que contra-indiquem, temporariamente ou permanentemente, o exercício da recreação de contato primário.

No acompanhamento da condição das praias ou balneários, as categorias EXCELENTE, MUITO BOA e SATISFATÓRIA, poderão ser reunidas numa única categoria denominada PRÓPRIA.

Se a deterioração da qualidade das praias ou balneários ficar caracterizada como decorrência da lavagem de vias públicas pelas águas da chuva, ou como conseqüência de outra causa qualquer, essa circunstância deverá ser mencionada no Boletim de condição das praias e balneários.

A coleta de amostras será feita, preferencialmente, nos dias de maior afluência do público às praias ou balneários.

Os resultados dos exames, poderão, também se referir a períodos menores que 5 semanas, desde que cada um desses períodos seja especificado e tenham sido colhidas e examinadas pelo menos, 5 amostras durante o tempo mencionado.

Os exames de colimetria, previstos nesta Resolução, sempre que possível, serão feitos para a identificação e contagem de coliformes fecais, sendo permitida a utilização de índices expressos em coliformes totais, se a identificação e contagem forem difíceis ou impossíveis.

À beira-mar, a coleta de amostra para a determinação do número de coliformes fecais ou totais deve ser, de preferência, realizada nas condições de maré, que apresentem, costumeiramente, no local, contagens bacteriológicas mais elevadas.

As praias e outros balneários deverão ser interditados se o órgão de controle ambiental, em qualquer dos seus níveis (municipal, estadual ou federal), constatar que a má qualidade das águas de recreação primária justifica a medida.

Sem prejuízo do disposto no artigo anterior, sempre que houver uma fluência ou extravasamento de esgotos capaz de oferecer sério perigo em praias ou outros balneários, o trecho afetado deverá ser sinalizado, pela entidade responsável, com bandeiras vermelhas constando a palavra POLUÍDA em cor negra.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Aos órgãos de controle ambiental compete a aplicação desta Resolução, cabendo-lhes a fiscalização para o cumprimento da legislação, bem como a aplicação das penalidades previstas, inclusive a interdição de atividades industriais poluidoras.

Na inexistência de entidade estadual encarregada do controle ambiental ou se, existindo, apresentar falhas, omissões ou prejuízo sensíveis aos usos estabelecidos para as águas, a Secretaria Especial do Meio Ambiente(*) poderá agir diretamente, em caráter supletivo.

Os órgãos estaduais de controle ambiental manterão a Secretaria Especial do Meio Ambiente(*) informada sobre os enquadramentos dos corpos de água que efetuarem, bem como das normas e padrões complementares que estabelecerem.

Os estabelecimentos industriais, que causam ou possam causar poluição das águas, devem informar ao órgão de controle ambiental, o volume e o tipo de seus efluentes, os equipamentos e dispositivos antipoluidores existentes, bem como de seus planos de ação e emergência, sob pena das sanções cabíveis, ficando o referido órgão obrigado a enviar cópia dessas informações, à SEMA, à STI (MIC), ao IBGE (SEPLAN) e ao DNAEE (MME).

Os Estados, Territórios e Distrito Federal, através dos respectivos órgãos de controle ambiental, deverão exercer sua atividade orientadora, fiscalizadora e punitiva das atividades potencialmente poluidoras instaladas em seu território, ainda que os corpos de água prejudicados não sejam de seu domínio ou jurisdição.

O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas na Lei Nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, e sua regulamentação pelo Decreto Nº 88.351, de 1º de junho de 1983.

Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

DENI LINEU SCWARTZ

Fonte: www.ibamapr.hpg.ig.com.br

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