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Efeito El Niño

El Niño: Um susto com data marcada

Cheias, secas e até fomes. Por trás de boa parte dessas catástrofes, que no Brasil costumam chegar com o verão, se encontra o fenômeno meteorológico mais estudado neste fim de século e que aos poucos vai sendo desvendado pelos cientistas.

Nos últimos anos, os brasileiros se habituaram a conviver com um fenômeno sobre o qual recai boa parte da culpa pelas desgraças naturais que, de tempos em tempos, assolam os mais variados cantos da Terra . No Brasil, o susto chega sempre com data marcada. Vem com as águas de março, uma época que, para os habitantes do Sul do país, deixou há muito tempo de ser o período de sonho das férias, da praia e das festas para se tornar um pesadelo de enchentes. Para os nordestinos, já tão castigados pela seca, sobra a certeza de que nem um pingo d’água da chuva deverá visitá-los nos próximos meses. Graças a esse fenômeno, também, associações extravagantes como relacionar o desaparecimento das enchovas na costa peruana com invernos amenos na América do Norte ou as secas na Austrália com enchentes devastadoras no Sul dos Estados Unidos hoje em dia soam perfeitamente normais. Apesar da aparência de um quebra-cabeça incompreensível, todos esses desastres e alterações no clima global repousam sobre uma única explicação: o El Niño.

Conhecido há mais de duzentos anos, inicialmente ele não mereceu muita atenção da ciência. Associado a um aquecimento anormal das águas do Pacífico na costa do Peru, durante muito tempo o El Niño foi considerado como um fenômeno estritamente local. Um tipo de patrimônio folclórico da região, batizado pelos próprios pescadores peruanos: em espanhol, El Niño significa “o menino”, numa referência ao Menino Jesus, já que o fenômeno se manifestava sempre em dezembro, pouco depois do Natal. A partir do final da década de 50, porém, viria a conclusão espantosa: aquele aquecimento das águas era apenas uma pequena parte de um distúrbio planetário, cujos efeitos dramáticos não têm endereço nem nacionalidade.

Na época, os cientistas descobriram que uma estranha coincidência acontecia durante o El Niño. De um lado, os oceanógrafos perceberam que as águas aquecidas não apareciam somente nas costas do Peru e do Equador, mas se estendiam por todo o Pacífico. De outro, os meteorologistas descobriram que os ventos alísios que sopram sobre o oceano pareciam se tornar mais fracos justamente na época em que essa massa de mar quente aparecia. Ou seja, enquanto, na maioria dos anos, os ventos sobre o Pacífico sopravam com força e constância em direção à Indonésia, quando as águas aquecidas tomavam conta do oceano ao longo da linha do Equador, essas rajadas de ar diminuíam de forma substancial.

Para os estudiosos do clima, estas constatações foram extremamente significativas: elas não só mudaram radicalmente a face do Pacífico central, como se tornaram a chave para ligar o fenômeno às catástrofes que costumam se encadear pelo mundo afora quando o El Niño se manifesta. O que conjuga a mudança dos ventos e do mar é um segredo que os cientistas ainda não desvendaram, mas é certo que o vento é um dos principais vilões dessa história. “Hoje, ninguém mais duvida de que a diminuição dos ventos é uma das causas do El Niño”, conta o meteorologista Carlos Nobre, chefe do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “O que não se descobriu é por que isso acontece.”

Este ano, tudo indica que ele não vai dar muito que falar. A despeito das chuvas que já caíram e das que não, o El Niño está fraco e promete não causar pânico.

Depois de cobrir a superfície do Pacífico ao longo de 1992, a camada de água quente que caracteriza o fenômeno está recuando de volta à região da Indonésia. Em princípio, portanto, a estiagem no Nordeste brasileiro não poderá mais ser posta na sua conta e, no Sul, as chuvas talvez não se tornem sinônimo de inundações. Em compensação, na Amazônia o Rio Negro está ameaçando provocar uma das maiores cheias do século, e mais uma vez o nome do culpado de plantão está de volta às manchetes. Entre os técnicos em meteorologia, imagina-se que, como o El Niño reteve as nuvens chuvosas durante o ano passado — em junho, a falta de água baixou tanto o nível dos rios que a represa de Balbina, no Pará, foi obrigada a desligar quatro de suas cinco turbinas —, elas agora vão despencar sem cerimônia sobre a região.

Apesar de suas causas serem obscuras, o mecanismo de funcionamento do El Niño já deixou de ser um mistério para os pesquisadores. Sabe-se, por exemplo, que o fenômeno costuma se manifestar com regularidade, geralmente em intervalos de três a sete anos, e que a influência dos ventos alísios está na importância que têm na renovação das águas superficiais do oceano: vindos do nordeste e do sudeste, eles se encarregam de deslocar as águas, normalmente mais quentes, do Pacífico central em direção ao sul do continente asiático, abrindo caminho para que a corrente fria e profunda que chega do Pólo Sul, a Humboldt, venha à tona. Além disso, nos anos em que a situação está dentro dos padrões normais, eles ajudam a manter essas águas quentes literalmente presas na região da Austrália e da Indonésia. A tal ponto que, lá, o nível do mar chega a ser até 40 centímetros mais alto do que na costa da América do Sul.

Enquanto esse bolsão de água quente está em seu devido lugar, na Indonésia e na Austrália, o clima da região costuma funcionar com a precisão de um relógio suíço: o mar aquece o ar, bombeando vapor para a atmosfera, o ar sobe, a umidade forma densas nuvens e fortes chuvas se precipitam sobre a região. É o que se chama de áreas de baixa pressão, aquelas em que há chuvas abundantes. Livre da umidade, o ar segue então seu trajeto em direção às altas camadas da atmosfera, se resfria e desce sobre o oceano, nas proximidades da costa sul-americana, criando uma área de alta pressão, onde as chuvas são raras. Dali, ele é carregado pelos ventos de volta à Indonésia, onde tudo começa de novo. Esse movimento circular é o que se chama de Célula de Walker, homenagem ao meteorologista inglês sir Gilbert Walker, que no início do século desvendou o jogo das pressões nessa região.

Com o El Niño, tudo isso muda. A começar pelos ventos, que diminuem sua intensidade. Por que não se sabe, mas o fato é que, sem a força dos ventos, a bolsa de água aquecida acumulada no sul da Ásia consegue se libertar, esparramando-se ao longo da linha do Equador até a costa do Peru: a água quente aos poucos toma conta da superfície do oceano e as correntes frias ficam retidas nas profundezas. É isso, aliás, o que torna a chegada do El Niño tão incômoda para os pescadores peruanos: como são as correntes frias que transportam os nutrientes do fundo do mar para a superfície, quando a água quente impede que elas cheguem à to-na, acabam provocando a escassez de pescado, já que os peixes morrem de fome e praticamente desaparecem. Para os meteorologistas, porém, mais interessante do que as conseqüências ecológicas do El Niño é o fato de que o “mar quente” nunca viaja sozinho.

No seu deslocamento rumo à América do Sul, as águas quentes sempre levam com elas o sistema climático da sua região de origem. Isto é, as formações chuvosas da Indonésia também fogem para o meio do Pacífico, dando início a uma espécie de reação em cadeia que empurra todos os sistemas climáticos dos trópicos para leste: a Austrália, onde antes havia fartura de chuvas, passa a ser castigada pela seca, enquanto as águas que deveriam estar caindo lá são despejadas no oceano, nas proximidades da Polinésia. Ao mesmo tempo, as chuvas que antes caíam sobre o mar, perto da costa americana, invadem o continente e passam a abençoar as lavouras peruanas, enquanto o ar, que sobe com as precipitações no Peru, vai descer justamente na região costeira do Nordeste brasileiro, banindo as chuvas dali.

No que diz respeito ao Brasil, as catástrofes de 1982 e 1983, quando ocorreu a maior manifestação , do El Niño neste século, se encarregaram de confirmar essas teorias. A área de alta pressão que se formou junto ao Nordeste, por causa das chuvas no Peru, trouxe uma das mais fortes estiagens já registradas na região. Em 1983, 85% da área do Nordeste ficaram secos e 89% de seus municípios em estado de emergência. Simultaneamente, o Sul do Brasil também foi castigado de forma impiedosa por chuvas torrenciais, chamando a atenção para outro problema ligado à mudança nas águas do Pacífico: o bloqueio de frentes frias no sul do continente pelas correntes-de-jato.

Formadas pelo encontro das massas de ar quente dos trópicos com o ar gelado do Pólo Sul, essas correntes, localizadas no topo da atmosfera (entre 10 e 12 quilômetros de altura), são extremamente velozes e até úteis em certas viagens aéreas. Durante o El Niño, porém, com as águas quentes tomando conta de toda a extensão do oceano e produzindo gigantescas massas de ar aquecido, o excesso de ar quente aumenta sua força. Com isso, as correntes-de-jato passam a funcionar como verdadeiras barreiras de ar, que impedem que as frentes frias, carregadas de chuvas, sigam seu trajeto normal em direção ao norte. “A chuva que deveria ser distribuída ao longo da costa leste da América do Sul acaba caindo toda num só lugar”, conta a meteorologista Cíntia Uvo, do INPE, já que as frentes estacionam sobre a região entre o Norte da Argentina e o Sul do Brasil. Uma boa idéia do que isso significa em termos de água pode ser dada pelos números das enchentes de 1983 em Santa Catarina. Só nos dias 11 e 12 de julho, o índice de chuvas alcançou nada menos do que 300 milímetros — o que corresponde a 300 litros de água por metro quadrado —, três vezes e meia mais que a média de todo o mês anterior, de 90 milímetros, que já tinha sido extremamente alta.

Hoje os cientistas já conhecem com uma certa segurança o modo de funcionamento, mas as causas do El Niño estão distantes de serem decifradas, apesar de não faltarem teses que tentem explicá-las. Uma das mais recentes delas, elaborada pelo físico americano Paul Handler, da Universidade de Illinois, defende que o fenômeno seria provocado pela erupção de vulcões tropicais. Em sua controvertida teoria, Handler, que se baseou em comparações estatísticas, defende a idéia de que tudo começa com o bloqueio da luz do Sol pelas nuvens de partículas lançadas na atmosfera pelos vulcões: como elas provocam o esfriamento dos trópicos, isso afetaria o funcionamento normal dos ventos na região, dando início então ao El Niño. Até hoje ele não conseguiu demonstrar o mecanismo dessa influência.

Até que se encontre uma explicação satisfatória, capaz de aumentar a capacidade dos cientistas para se anteciparem ao fenômeno, o El Niño continuará a ser uma grande incógnita. Embora já se tenha uma noção de sua periodicidade, a intensidade do fenômeno continua sendo uma fonte de surpresas. Para os brasileiros, normalmente desagradáveis. Para outros, nem tanto. E, apesar de ser sempre motivo de preocupação, dependendo do ponto de vista e da localização de quem olha, ela pode ser bem menor.

Se para os pescadores peruanos o El Niño significa escassez de peixe e dificuldades, não muito longe dali ele chega como uma dádiva dos céus para os agricultores do Peru, trazendo chuvas e abundância para as lavouras. Correntes-de-jato iguais àquelas que são responsáveis pelas trágicas inundações do Sul têm uma função extremamente benéfica na região do Golfo do México, onde se encarregam de dissolver a formação dos furacões que vivem provocando estragos naquela região. Mesmo as estiagens que ressecam a Austrália e o Nordeste brasileiro têm uma contrapartida agradável: para os habitantes do Norte dos Estados Unidos, durante o El Niño seus invernos serão mais amenos.

Fonte: super.abril.com.br

Efeito El Niño

El Niño e La Niña são alterações significativas de curta duração (12 a 18 meses) na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, com profundos efeitos no clima. Estes eventos modificam um sistema de flutuação das temperaturas daquele oceano chamado Oscilação Sul e, por essa razão, são referidos muitas vezes como OSEN (Oscilação Sul-El Niño – ver abaixo). Seu papel no aquecimento e arrefecimento global é uma área de intensa pesquisa, ainda sem um consenso.

O El Niño foi originalmente reconhecido por pescadores da costa oeste da América do Sul, observando baixas capturas, à ocorrência de temperaturas mais altas que o normal no mar, normalmente no fim do ano – daí a designação, que significa “O Menino”, referindo-se ao “Menino Jesus”, relacionado com o Natal.

Durante um ano “normal”, ou seja, sem a existência do fenômeno El Niño, os ventos alísios sopram no sentido oeste através do Oceano Pacífico tropical, originando um excesso de água no Pacífico ocidental, de tal modo que a superfície do mar é cerca de meio metro mais alta nas costas da Indonésia que no Equador. Isto provoca a ressurgência de águas profundas, mais frias e carregadas de nutrientes na costa ocidental da América do Sul, que alimentam o ecossistema marinho, promovendo imensas populações de peixes – a pescaria de anchoveta no Chile e Peru já foi a maior do mundo, com uma captura superior a 12 milhões de toneladas por ano. Estes peixes, por sua vez, também servem de sustento aos pássaros marinhos abundantes, cujas fezes depositadas em terra, o guano, servem de matéria prima para a indústria de fertilizantes.

Quando acontece um El Niño, que ocorre irregularmente em intervalos de 2 a 7 anos, com uma média de 3 a 4 anos, os ventos sopram com menos força em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando numa diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais quente que o normal na costa oeste da América do Sul e, consequentemente, na diminuição da produtividade primária e das populações de peixe.

Outra consequência de um El Niño é a alteração do clima em todo o Pacífico equatorial: as massas de ar quentes e úmidas acompanham a água mais quente, provocando chuvas excepcionais na costa oeste da América do Sul e secas na Indonésia e Austrália. Pensa-se que este fenômeno é acompanhado pela deslocação de massas de ar a nível global, provocando alterações do clima em todo o mundo. Por exemplo, durante um ano com El Niño, o inverno é mais quente que a média nos estados centrais dos Estados Unidos, enquanto que nos do sul há mais chuva; por outro lado, os estados do noroeste do Pacífico (Oregon, Washington, Colúmbia Britânica) têm um inverno mais seco. Os verões excepcionalmente quentes na Europa e as secas em África parecem estar igualmente relacionadas com o aparecimento do El Niño.

La Niña é o fenômeno inverso, caracterizado por temperaturas anormalmente frias, também no fim do ano, na região equatorial do Oceano Pacifico, muitas vezes (mas não sempre) seguindo-se a um El Niño. Também já foi denominado como “El Viejo” (“O Velho”, ou seja, a antítese do “menino”) ou ainda o “Anti-El Niño”.

OSEN (Oscilação Sul-El Niño)

A Oscilação Sul é a flutuação interanual da pressão atmosférica ao nível do mar no Oceano Pacífico, devida a variações na circulação atmosférica. Normalmente, os ventos alíseos sopram para sudoeste (no hemisfério sul), levando a água da superfície do mar aquecida na região do equador para a costa da Indonésia e Austrália e, com ela, massas de ar também aquecidas. No entanto, a força dos ventos varia de um ano para outro, provocando diferenças na temperatura e pluviosidade nas vários continentes que ladeiam aquele oceano.

Aparentemente, estas variações também se registram nos restantes oceanos, mas ficaram mais conhecidas pelas anomalias conhecidas pelo nome “El Niño”, que foram descobertas no Oceano Pacífico. Por essa razão, as anomalias passaram a ser estudadas em termos de prever a ocorrência daquele evento e muitas vezes usa-se a expressão OSEN (Oscilação Sul-El Niño ou ENSO, da expressão em inglês) como sinónimo do El Niño ou da Oscilação Sul e aplica-se a anomalias do clima e da circulação marinha em qualquer oceano – os eventos OSEN do Oceano Atlântico ocorrem 6-15 meses depois de ocorrerem no Pacífico.

A Oscilação Sul é acompanhada através do Índice de Oscilação Sul (IOS ou SOI, em inglês), que é a diferença normalizada entre a pressão atmosférica medida no Tahiti (na Polinésia Francesa) e em Darwin, na Austrália. Um valor alto do IOS (grande diferença de pressões) significa ventos mais fortes que a média e normalmente está associado a uma situação de “La Niña”, ou seja, água com temperatura superficial mais fria que a média na costa ocidental da América do Sul, e vice-versa.

Uma vez que estes eventos têm uma grande influência no clima, provocando secas ou cheias e, portanto, afetando a agricultura e, em geral, a economia dos países, o estudo da Oscilação Sul e das suas anomalias ou OSEN, tem uma grande importância, não só para a economia mundial, mas também para a compreensão dos fenómenos climáticos.

Efeitos do El Niño no Brasil

No Brasil a variação no volume de chuvas depende de cada região e da intensidade do fenômeno. A temperatura aumenta na maioria das regiões.

Região Norte e Nordeste

Diminuição da precipitação e secas, se agrava a situação no Sertão nordestino e aumentam as chances de incêndios florestais na Amazônia;

Região Sudeste

Aumento da temperatura média.

Região Sul

Aumento da temperatura média e da precipitação, principalmente na primavera e no período entre Maio e Julho.

Eventos anteriores

Registro de El Niño anteriores, desde o ínicio da medição de temperatura do Oceano Pacífico Equatorial:

1877-1878 - Forte intensidade
1888-1889 - Intensidade moderada
1896-1897 - Forte intensidade
1899 - Forte intensidade
1902-1903 - Forte intensidade
1905-1906 - Forte intensidade
1911-1912 - Forte intensidade
1913-1914 - Intensidade moderada
1918-1919 - Forte intensidade
1923 - Intensidade moderada
1925-1926 - Forte intensidade
1932 - Intensidade moderada
1939-1941 - Forte intensidade
1946-1947 - Intensidade moderada
1951 - Fraca intensidade
1953 - Fraca intensidade
1957-1959 - Forte intensidade
1963 - Fraca intensidade
1965-1966 - Intensidade moderada
1968-1970 - Intensidade moderada
1972-1973 - Forte intensidade
1976-1977 - Fraca intensidade
1977-1978 - Fraca intensidade
1979-1980 - Fraca intensidade
1982-1983 - Forte intensidade
1986-1988 - Intensidade moderada
1990-1993 - Forte intensidade
1994-1995 - Intensidade moderada
1997-1998 - Forte intensidade
2002-2003 - Intensidade moderada
2004-2005 - Fraca intensidade
2006-2007 - Fraca intensidade
2008-2009 - Fraca intensidade
2009-2010 - Intensidade moderada

Efeito do El Niño nos pescadores

O El Niño traz problemas para os pescadores peruanos, tendo em vista que o aquecimento das águas do Pacífico reflete na diminuição da piscosidade oriunda da corrente de Humboldt, que influencia diretamente a costa do Peru e do Chile.

Fonte: pt.wikipedia.org

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