Biodiesel é o nome de um combustível alternativo, produzido a partir de óleos vegetais ou gordura animal.
Pode ser misturado, em qualquer proporção, ao Diesel de petróleo e usado em motores de combustão interna .
É biodegradável, não-tóxico e essencialmente livre de enxofre e aromáticos.
É produzido através de um processo químico chamado transesterificação, no qual é feita a separação da glicerina do óleo (biodiesel), por meio da reação de álcool e de óleos vegetais.
Podem ser utilizados o etanol (álcool de cana) ou metanol (obtido do gás metano ou gás natural). Em Minas, a primeira opção é mais viável pela disponibilidade do insumo.
Quanto aos óleos vegetais, podem ser de várias procedências como mamona, pinhão manso, soja, algodão, girassol, canola, dendê, pequi, macaúba, etc. Podem também ser utilizados óleos residuais de fritura de alimentos.
Como sub-produto do processo é produzido, além da glicerina, o farelo ou torta.
A palavra biodiesel se refere ao combustível puro, anteriormente à adição ao Diesel de petróleo.
As misturas são chamadas de BXX, onde XX é a porcentagem de biodiesel no combustível.
Fonte: www.cetec.br
Biodiesel (ésteres mono alquila) é um combustível diesel de queima limpa derivado de fontes naturais e renováveis como os vegetais. É obtido principalmente de girassol, amendoim, mamona, sementes de algodão e de colza. É uma alternativa renovável, que resolve dois problemas ambientais ao mesmo tempo: aproveita um resíduo, aliviando os aterros sanitários, e reduz a poluição atmosférica. É uma alternativa para os combustíveis tradicionais, como o gasóleo, que não são renováveis.
O biodiesel reduz 78% das emissões poluentes como o dióxido de carbono que é o gás responsável pelo efeito de estufa que está alterando o clima à escala mundial, e 98% de enxofre na atmosfera.
Trata-se de uma fonte renovável que, além de trazer benefícios ambientais, também possibilita a geração de empregos, tanto na fase de coleta como de processamento. Promove o desenvolvimento da agricultura nas zonas rurais mais desfavorecidas, criando emprego e evitando a desertificação, isto porque reduz a dependência energética do nosso país e a saída de divisas pela poupança feita na importação do petróleo bruto.
Os óleos vegetais podem reagir quimicamente com um álcool,
para produzir ésteres. Esses ésteres quando usados como combustíveis
levam o nome de biodiesel. Atualmente, o biodiesel é
produzido por um processo chamado transesterificação. O óleo
vegetal é filtrado, e então processado com materiais alcalinos
para remover gorduras ácidas. É então misturado com álcool
e um catalizador. As reações formam então ésteres
e glicerol, que é separado.
O biodiesel pode utilizar-se em motores diesel, em mistura com o gasóleo
(geralmente, na proporção de 5 a 30%) ou puro. Também
pode ser utilizado como geração de energia elétrica.
Exige, por vezes, pequenas transformações do motor de acordo
com a percentagem de mistura e o fabricante/modelo do motor.
Apesar de ser um combustível renovável, a sua capacidade de produção é limitada pois depende das áreas agrícolas disponíveis (que terão, também, de ser usadas para fins alimentares) e portanto só poderá substituir, parcialmente, o gasóleo. O preço do biodiesel é ainda elevado, mas as novas tecnologias permitirão reduzir os custos da sua produção.
O biodiesel ainda esbarra em vários obstáculos, como a falta de regulamentação e os preços atuais do diesel derivado do petróleo. Estima-se que no começo do próximo século, teremos condições de gerar biodiesel correspondente a 8% de todo o diesel consumido.
Os motores a óleo vegetal possibilitam uma redução de 11% a 53% na emissão de monóxido de carbono, e os gases da combustão do óleo vegetal não emitem dióxido de enxofre, um dos causadores da chamada chuva ácida. O Brasil também tem a preocupação em reduzir poluentes. Desde 1997 fazemos óleo diesel com menos partículas de enxofre.
Atualmente já existem veículos que utilizam o biodiesel - quatro viaturas ligeiras e duas pesadas da Câmara Municipal de Lisboa, Portugal (mistura de 30%) e 18 autocarros da Carris (17 com mistura de 5% e 1 com 30%), ao longo de 6 meses e durante a Expo'98.
Fonte: www.gabeira.com.br