


A Caatinga é dominada por tipos de vegetação com características xerofíticas – formações vegetais secas, que compõem uma paisagem cálida e espinhosa – com estratos compostos por gramíneas, arbustos e árvores de porte baixo ou médio (3 a 7 metros de altura), caducifólias (folhas que caem), com grande quantidade de plantas espinhosas (exemplo: leguminosas), entremeadas de outras espécies como as cactáceas e as bromeliáceas.
Levantamentos sobre a fauna do domínio da Caatinga revelam a existência de 40 espécies de lagartos, sete espécies de anfibenídeos (espécies de lagartos sem pés), 45 espécies de serpentes, quatro de quelônios, uma de Crocodylia, 44 anfíbios anuros e uma de Gymnophiona.
A Caatinga tem sido ocupada desde os tempos do Brasil-Colônia com o regime de sesmarias e sistema de capitanias hereditárias, por meio de doações de terras, criando-se condições para a concentração fundiária. De acordo com o IBGE, 27 milhões de pessoas vivem atualmente no polígono das secas. A extração de madeira, a monocultura da cana-de-açúcar e a pecuária nas grandes propriedades (latifúndios) deram origem à exploração econômica. Na região da Caatinga, ainda é praticada a agricultura de sequeiro.
Os ecossistemas do bioma Caatinga encontram-se bastante alterados, com a substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens. O desmatamento e as queimadas são ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção de populações da fauna silvestre, a qualidade da água, e o equilíbrio do clima e do solo. Aproximadamente 80% dos ecossistemas originais já foram antropizados.
Fonte: www.ibama.gov.br
A Caatinga é uma formação vegetal característica do Nordeste brasileiro que ocupa mais de 70% de sua área. É também chamado de sertão, ou semi-árido. Há grandes processos de desertificação.
Área total: 1.100.000 km2
Área de interferência humana: 800.000 km2.
No inverno vegetação da Caatinga torna-se ressequida, pois a plantas perdem suas folhas para eliminar a superfície de evaporação quando falta água. Algumas plantas armazenam água como os cactos barrigudos. Os poucos rios ou riachos da região da Caatinga são temporários secando na maior parte do ano.
Devido as condições tremendamente agrestes deste ecossistema, a biodiversidade não é muito grande, em se comparando com outros.
Composta principalmente de pequenos mamíferos como a cotia (Dasyprocae azarae) , o gambá (Didelphus sp), o preá, o moco, o tatu-peba. Neste ecossistema vive um primata: o sagüi-do-nordeste (Calithrix jacchus), e um cervídeo o veado-catingueiro (Manzana sp).
Não há uma proteção jurídica específica, ficando por conta da aplicação do disposto no Código Florestal, no que couber, bem como na Lei dos Crimes Ambientais (9.605/98).
Fonte: www.aultimaarcadenoe.com