
Teia alimentar do ecossistema do Ártico.
A cadeia alimentar ou trófica é a maneira de expressar as relações de alimentação entre os organismos de uma comunidade, iniciando-se nos produtores e passando pelos herbívoros, predadores e decompositores, por esta ordem.
Ao longo da cadeia alimentar há uma transferência de energia e de nutrientes(a energia diminui ao longo da cadeia alimentar), sempre no sentido dos produtores para os decompositores. No entanto, a transferência de nutrientes fecha-se com o retorno dos nutrientes aos produtores, possibilitado pelos decompositores que transformam a matéria orgânica em compostos mais simples, pelo que falamos de um ciclo de transferência de nutrientes.
A energia, por outro lado, é utilizada por todos os seres que se inserem na cadeia alimentar para sustentar as suas funções, não sendo reaproveitável. Esse processo é conhecido pelos ecologistas como fluxo de energia.
A posição que cada um ocupa na cadeia alimentar é um nível hierárquico que os classifica entre produtores (como as plantas), consumidores (como os animais) e decompositores (fungos e bactérias).
Porque frequentemente cada organismo se alimenta de mais de um tipo de animais ou plantas, as relações alimentares (também conhecidas por relações tróficas) tornam-se mais complexas, dando origem a redes ou teias alimentares, em que as diferentes cadeias alimentares se inter-relacionam.
O primeiro nível trófico é constituído pelos seres autotróficos, também conhecidos por produtores, capazes de sintetizar matéria orgânica a partir de substâncias minerais e fixar a energia luminosa sob a forma de energia química. Os organismos deste nível são as plantas verdes, as cianófitas ou cianofíceas (algas verde-azuladas ou azuis) e algumas bactérias que, devido à presença de clorofila (pigmento verde), podem realizar a fotossíntese. Estes organismos são também conhecidos por produtores primários.
Os níveis seguintes são compostos por organismos heterotróficos, ou seja, aqueles que obtêm a energia de que precisam de substâncias orgânicas produzidas por outros organismos. Todos os animais e fungos são seres heterotróficos, e este grupo inclui os herbívoros, os carnívoros e os decompositores.
Os herbívoros são os organismos do segundo nível trófico, que se alimentam diretamente dos produtores (por exemplo, a vaca). Eles são chamados de consumidores primários; os carnívoros ou predadores são os organismos dos níveis tróficos seguintes, que se alimentam de outros animais (por exemplo o leão). O carnívoro, que come o herbívoro, é chamado de consumidor secundário. Existem seres vivos que se alimentam em diferentes níveis tróficos, tal como o Homem que inclui na sua alimentação seres autotróficos, como a batata, e seres herbívoros como a vaca.
Os decompositores são organismos que se alimentam de matéria morta e excrementos, provenientes de todos os outros níveis tróficos. Este grupo inclui algumas bactérias e fungos. O seu papel num ecossistema é muito importante uma vez que transformam as substâncias orgânicas de que se alimentam em substâncias minerais. Estas substâncias minerais são novamente utilizáveis pelas plantas verdes, que sintetizam de novo matéria orgânica, fechando assim o ciclo de utilização da matéria.
Ao longo da cadeia alimentar há uma transferência de energia e de matéria orgânica. Estas transferências têm aspectos semelhantes, uma vez que se realizam sempre dos autotróficos para os níveis tróficos superiores (herbívoros, carnívoros e decompositores), mas existe uma diferença fundamental: os nutrientes são reciclados pelos decompositores, que os tornam disponíveis para os seres autotróficos sob a forma de minerais, fechando assim o ciclo da matéria, enquanto a energia, que é utilizada por todos os seres vivos para a manutenção da vida, é parcialmente consumida em cada nível trófico.
Assim, a única fonte de energia num ecossistema são os seres autotróficos e, simultaneamente, todos os seres vivos dependem dessa energia para realizar as suas funções vitais. Como apenas uma parte da energia que chega a um determinado nível trófico passa para o nível seguinte: apenas 10% da energia de um nível é produzido a partir do próximo, o que geralmente restringe o número de níveis a não mais do que cinco, pois em determinado nível a energia disponível é insuficiente para permitir a subsistência
Folhas de uma árvore -> Gafanhoto -> Ave -> Jaguatirica -> Decompositores
Algas -> Caramujos -> Peixes -> Carnívoros -> Aves aquáticas -> Decompositores.
Fonte: pt.wikipedia.org
Cadeia alimentar é a seqüência de organismos que, dentro de um ecossistema, servem de alimento um ao outro. Veja, no esquema abaixo, um exemplo de cadeia alimentar na lagoa:

As setas indicam o sentido do fluxo de alimento na cadeia alimentar.
Figura fora de escala (tamanhos e proporções).
Na cadeia alimentar, há passagem de alimento - e, portanto, de energia - de um organismo para outro. A energia do Sol, captada pelas plantas na fotossíntese, é armazenada nas substâncias que elas produzem, como a glicose. Uma parcela dessas substâncias acaba fazendo parte do corpo das próprias plantas (raízes, caules, folhas, frutos), que servem de alimento para os herbívoros. Em seguida, esse alimento - e a energia que ele contém - é transferido para os demais elos da cadeia, até chegar às aves da margem.
Assim, a cadeia alimentar do esquema acima será composta de:
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Fonte: www.editorasaraiva.com.br
É uma seqüência de transferência de energia e matéria onde cada organismo serve de alimento para o outro. Quem produz o alimento é produtor e quem consome é o consumidor.
Como as plantas fabricam alimentos para si e para outros seres vivos, eles são os produtores de um ecossistema.
Os animais herbívoros que se alimentam das plantas são chamados consumidores primários.
Os animais carnívoros que se alimentam dos herbívoros, são chamados consumidores secundários. Os carnívoros que se alimentam de outros carnívoros são chamados de consumidores terciários e assim por diante.
Os animais que consomem plantas e animais são chamados onívoros, como o homem. Os que se nutrem de sangue são os hematófagos, de insetos são os insetívoros e de detritos de vegetais e animais são os detritívoros.
Os consumidores secundários, terciários e quaternários são chamados de predadores, animais que caçam outros animais.
Quando os seres produtores e consumidores morrem, eles são decompostos por fungos e bactérias chamados decompositores. O produto dessa decomposição serve para realimentar as plantas.
Essa seqüência de alimentação dos seres vivos é chamada cadeia alimentar que também podem ser marinha, a dos oceanos e mares.
As cadeias alimentares mantêm os ecossistemas em perfeito equilíbrio.

Este termo ecológico representa o vínculo existente entre um grupo de organismos presentes em um ecossistema, os quais são regulados pela relação predador-presa. É através da cadeia alimentar, ou cadeia trófica, que é possível a transferência de energia entre os seres vivos. É a unidade fundamental da teia trófica.
Existem basicamente dois tipos de cadeia alimentar, as que começam a partir das plantas fotossintetizantes e as originadas através da matéria orgânica animal e vegetal morta. As plantas são consumidas por animais herbívoros enquanto que a matéria orgânica morta é consumida pelos animais detritívoros. A cadeia alimentar é constituída pelos seguintes níveis:
São os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas.
São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.
São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.
São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.
São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A seqüência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada.
A transferência do alimento (energia) de nível para nível trófico a partir dos produtores faz-se através de cadeias alimentares, cuja complexidade é variável. Na maioria das comunidades, cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. Daí resulta que na Natureza não há cadeias alimentares isoladas. Apresentam sempre vários pontos de cruzamento, formando redes ou teias alimentares, geralmente de elevada complexidade.

Produtores, consumidores, decompositores ou microconsumidores são componentes bióticos que integram um ecossistema.
De modo geral, podemos afirmar que nos ecossistemas, os organismos cujo alimento é obtido a partir das plantas, através de um número de passagens, pertencem ao mesmo nível trófico.
Os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas, apesar de se observarem variações quanto a seus componentes.
Os seres vivos precisam de uma fonte de energia potencial para executar a tarefa de viver: a energia química existente nos compostos orgânicos.
O Sol representa a fonte de energia para os seres vivos. Sem a luz solar, os ecossistemas não conseguem manter-se. A energia penetra no ecossistema através dos seres autótrofos. Estes, pela fotossíntese, utilizam a energia solar para a síntese de compostos orgânicos.
A partir dos açúcares produzidos na fotossíntese, o vegetal sintetiza outras substâncias orgânicas que fazem parte da sua estrutura, como proteínas e lipídios. Os vegetais, sendo capazes de sintetizar compostos orgânicos, não precisam "comer". A energia que utilizam nessa síntese não é perdida, pis fica armazenada na forma de energia química, conclui-se que, quando a planta produz compostos orgânicos, armazena e condensa energia.
Os animais não são capazes de utilizar diretamente a energia proveniente do Sol. Sendo heterótrofos, vêem-se obrigados a utilizar os compostos orgânicos produzidos pelos vegetais, assim, ao se alimentarem de vegetais ou de outros animais, na verdade estão ingerindo energia química condensada nas ligações dos compostos orgânicos.
Uma vez no organismo, os compostos orgânicos chegam às células, onde são degradados; nessa ocasião liberam energia, que é, então, utilizada para realizar trabalho.
O processo da liberação de energia a partir de compostos orgânicos é denominado respiração.
As cadeias alimentares são linhas de transferência de energia dos produtores em direção aos consumidores e aos decompositores, no qual, podemos ressaltar:
Em cada transferência de energia de um organismo para outro ou de um nível tróficos para outro, uma grande parte de energia é transformada em calor, portanto, a quantidade de energia disponível diminui à medida que é transferida de um nível a outro.
A partir dessa afirmação, conclui-se que quanto mais curta é a cadeia alimentar, ou quanto mais próxima estiver do organismo do início da cadeias, maior será a energia disponível.
Pode-se dizer que é possível a sobrevivência de um maior número de seres, a partir dos produtos de uma determinada área, desde que funcionem como consumidores primários em vez de secundários.
Alguns ecologistas consideram que cada elo da cadeia alimentar recebe aproximadamente 10% da energia que o elo anterior recebeu.
É importante observar que a energia, uma vez utilizada por um organismo em seus processos vitais, não é reaproveitada. Assim, a energia gasta não retorna aos produtores para ser novamente utilizada; isso permite dizer que a energia possui um fluxo unidirecional.
O mesmo não ocorre com a matéria. Esta, ao contrário, tem um comportamento cíclico, voltando aos produtores e sendo reaproveitada. Portanto, a matéria circula de forma cíclica.
Como já foi visto anteriormente, energia define-se como capacidade de realizar trabalho, evidentemente que obedecendo as leis termodinâmicas.
Além da quantidade, a energia tem qualidade. Quantidades iguais de formas diferentes de energia são variáveis em seu potencial de trabalho, ou seja, a qualidade está diretamente relacionada à menor quantidade gasta no menor espaço de tempo empregado (e.g. potencial de trabalho do petróleo é maior que o potencial da energia solar).
| 1. | 1.000.000 | 10.000 | 1.000 | 100 |
|---|---|---|---|---|
| SOL | PLANTAS | HERBÍVOROS | PREDADORES | |
| 2. | 1 | 100 | 1.000 | 10.000 |
| 1: Quantidade Crescente | ||||
| 2: Qualidade Crescente | ||||
Quanto mais se degrada a quantidade utilizada, mais se eleva a qualidade; quando gasta-se muito para produzir pouco em muito tempo tem-se baixa qualidade; ao contrário, quando gasta-se pouco para produzir muito em pouco tempo tem-se alta qualidade.
Deve-se perguntar qual a importância de se conhecer uma cadeia alimentar. Com a praticidade com a qual estamos lidando com a natureza e a tecnologia que sempre e cada vez mais "de ponta", as pessoas tendem cada vez mais a lidar com a natureza de forma mecanicista. Existe, porém uma grande importância em se conhecer as cadeias ecológicas. Basicamente, a observação nos leva a entender toda a seqüência de alimentação dos animais que ali vivem. Podemos também examinar o conteúdo estomacal de animais e assim percebermos essa seqüência. A importância disto está baseada no uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar no ecossistema de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente, ou ainda, provocar sérias reações nos animais e até os seres humanos que ali habitam.
As medidas naturais utilizadas para o controle de pragas e restabelecimento para de ecossistemas são chamados controles biológicos. Podemos citar como exemplo de controle biológico:
Todas essas medidas são viáveis economicamente e tecnicamente. E quando tomadas podem, de forma muito mais barata, controlar um grande número de pragas que são na verdade desequilíbrios de ecossistemas.
O conjunto de indivíduos que se nutre no mesmo patamar alimentar, ou seja, alimentam se basicamente dos mesmos nutrientes estão colocados em um mesmo nível trófico.
Após esses existe o 4º nível trófico e assim por diante.
Os decompositores ocupam sempre o último nível da transferência de energia formando um grupo especial que degrada tanto produtores quanto consumidores.
Princípio de Gauss (ou princípio da exclusão competitiva):
O Princípio de Gauss diz respeito ao processo de competição inter específica que acontece quando duas espécies diferentes habitam um mesmo ambiente. Assim duas espécies não podem ocupar um mesmo nicho por muito tempo, uma delas irá sempre prevalecer, pois é mais adaptada àquele habitat. É também conhecido como princípio da exclusão competitiva.
A biomassa existente é o peso seco total, ou conteúdo calórico total dos organismos presentes em um determinado momento/local. A biomassa depende do tamanho dos indivíduos: quanto menos o organismo, maior seu metabolismo por grama (ou caloria) de biomassa. Algas, bactérias e protozoários podem ter taxa de metabolismo por grama (calorias) maior que a de grandes organismos (e.g. árvores e vertebrados). Isto aplica-se, tanto à fotossíntese, quanto à respiração.
Fonte: www.biomania.com.br
Cadeia Alimentar, ou cadeia trófica é uma seqüência de seres vivos na qual uns comem aqueles que os antecedem na cadeia, antes de serem comidos por aqueles que os seguem. A cadeia mostra a transferência de matéria e energia através de uma série de organismo.
Na cadeia alimentar, distinguem-se os seguintes níveis tróficos ou alimentares.
São os vegetais autótrofos, clorofilados que, através da fotossíntese, fixam a energia luminosa, utilizam substâncias inorgânicas simples (água e gás carbônico), e edificam substâncias orgânicas complexas (glicose, amido).
No meio terrestre, os principais produtores são os fanerógamos (vegetais com flores), no meio aquático marinho, são principalmente as algas microscópicas, na água doce, são as algas e os fanerógamos.
São os organismos que comem os produtores; são heterótrofos e geralmente herbívoros. Os parasitas vegetais também são consumidores primários.
Os principais herbívoros no meio terrestre são; os insetos, os roedores e os ungulados (animais mamíferos com casco, por exemplo, rinoceronte).
Vivem a expensas dos herbívoros, sendo representados por carnívoros. Acham-se nos mais variados grupos.
São os carnívoros maiores que se alimentam de carnívoros menores, como é o caso de um gavião que come uma cobra.
De maneira idêntica poderíamos definir consumidores de quarta ordem, quinta ordem e etc.
Finalizando a cadeia trófica, aparecem os decompositores, biorredutores ou sapróficas, microorganismos representados por bactérias e fungos. Tais organismos atacam os cadáveres e os excrementos, decompondo-os. São muitos importantes, visto que realizam a reciclagem matéria, devolvendo os elementos químicos ao meio ambiente.

Representação de uma cadeia alimentar
Observação: A reunião de várias cadeias alimentares forma o que se denomina teias alimentares.

Em um ecossistema, as cadeias alimentares interagem formandos redes alimentares. Na teia, representamos o máximo de relações tróficos existentes entre os diversos seres vivos do ecossistema e observamos que um animal, por exemplo, pode pertencer a níveis tróficos deferentes. É o caso dos onívoros, que atacam várias presas.
Como observamos a seguir a rede ou CADEIA ALIMENTAR resulta do entrelaçamento das cadeias alimentares.
Fonte: www.preservacaoambiental.org.br
Os seres vivos de uma comunidade são ligados através de sua alimentação. Um coelho alimenta-se de plantas e uma raposa come coelhos. Esses elos são chamados cadeias alimentares.
Animais e plantas tiram energia de sua alimentação. As plantas usam a energia do Sol para sintetizar seu próprio alimento - são os produtores, ou a origem. Os animais não podem fazer sua própria comida, por isso têm de comer plantas ou outros animais - são os consumidores. Como os animais comem mais do que um tipo de alimento, fazem parte de várias cadeias alimentares. Diversas cadeias podem ser unidas em uma trama alimentar.
Em uma cadeia alimentar cada ser vivo é alimento para o seguinte, como as plantas para o coelho e o coelho para a raposa. As cadeias têm apenas três ou quatro elos, porque no quarto toda a energia foi usada.
Pode-se estudar uma comunidade agrupando os seres vivos em níveis de alimentação: os níveis tróficos (de trofi, nutrição em grego). Os níveis tróficos baseiam-se na biomassa dos seres vivos no mesmo estágio, ou na quantidade de energia estocada por um grupo em certo ponto.
O desenho abaixo forma uma pirâmide - a quantidade de energia diminui em cada nível sucessivo.
O efeito dos venenos aumentam ao longo de uma cadeia alimentar. Inseticidas em plantações são assimilados por pássaros que comem as sementes. Se uma ave de rapina come vários desses pássaros, absorve grande quantidade de veneno, suficiente para matá-lo ou para fazer com que ponha ovos de cascas finas, que se rompem no ninho. Esse efeito é chamado bioamplificação.
Uma trama alimentar inclui seres vivos de diversos ecossistemas. Na teia alimentar abaixo, de uma comunidade em um lago, alguns animais e plantas vivem na água e outros na terra. A origem (produtores) da cadeia alimentar são as plantas aquáticas e plâncton, comidos por herbívoros (comedores de plantas). Os herbívoros são comidos por carnívoros (comedores de carne), como peixes e mamíferos. Uma mudança no número de espécies em um dos elos afeta toda a trama.
Fonte: www.coladaweb.com
Em um ecossistema, uma determinada sequência de alimentação é denominada cadeia alimentar. No exemplo que usamos anteriormente, a cadeia alimentar era formada por capim; gafanhotos; pássaros; cobras; fungos e bactérias. Uma cadeia alimentar completa como essa apresenta três categorias de organismos, que constituem seus níveis tróficos (do grego trofos, alimento, nutrição): o nível dos produtores (capim), o nível dos consumidores (gafanhotos, pássaros, cobras) e nível dos decompositores (fungos e bactérias). As relações alimentares de um ecossistema, se observadas em conjunto, formam um intrincado esquema, a teia ou rede alimentar.

Exemplo de cadeia alimentar : caçador se preparando
para se alimentar de sua presa.
Os seres autótrofos produzem toda a matéria orgânica consumida como alimento pelos heterótrofos. Por isso os primeiros são chamados produtores, e os segundos,consumidores. Em um ecossistema de campo, por exemplo, as plantas de capim são es produtores. Os gafanhotos que se alimentam do capim são consumidores primários, e os pássaros que se alimentam dos gafanhotos são consumidores secundários. Uma cobra que se alimenta dos pássaros é um consumidor terciário, e assim por diante. Existem organismos que possuem alimentação variada, sendo denominados onívoros (do latim omnis, tudo e vorare, comer, devorar). Esse é o caso, por exemplo, da espécie humana. Comemos vegetais, desempenhando o papel de consumidores primários, e também comemos animais, desempenhando o papel de consumidores secundários ou terciários.
Ao morrer, tanto os produtores como os consumidores servem de alimento a certos fungos e bactérias. Estes decompõem a matéria orgânica dos cadáveres para obter energia, e por isso são chamados decompositores.
Fonte: br.geocities.com
Em todos os ecossistemas, cada espécie é essencial para a montagem da cadeia alimentar. No manguezal isso é evidente. Nele o sedimento é fino, quase sempre lodoso, trazido pelos rios e pelo mar. As folhas, frutos, flores e galhos que caem das árvores do manguezal servem de alimento para alguns animais que vivem nesse ambiente. As sobras são trabalhadas por organismos como o teredo, que é uma espécie de molusco que perfura galhos e troncos de árvores caídas, e por alguns insetos e caranguejos.
A decomposição desse material particulado é feita por bactérias e fungos e resulta em nutrientes para as algas que se desenvolvem na coluna de água do estuário.
"No rio Tapera (Cananéia, SP), podemos observar o acúmulo de galhos de mangue branco e folhas de mangue vermelho. Esse material particulado, na verdade, veio do manguezal. Além desse material, podemos observar também um material mais dissolvido, que contém um grande número de bactérias. Isso enriquece o material e fornece os nutrientes para a base da cadeia alimentar, que são as algas no caso desse estuário."
As algas e outros materiais orgânicos assimiláveis formam o principal alimento das larvas e jovens peixes, camarões, caranguejos, siris, ostras e mariscos (ou sururus) que povoam o ecossistema. Um grande número de espécies marinhas freqüenta os estuários margeados por manguezais em busca de alimentos, proteção e ambiente propício para a reprodução.

Baiacu: busca de alimento no estuário
"O mangue é muito importante para criar os caranguejos. Tinha uma época em que o caranguejo vivia com liberdade, andava à vontade. Então, você ia lá, pegava, escolhia os bons, os melhores. E trazia os caranguejos para a alimentação da sua família, das visitas. Hoje é só comércio. Os caranguejos estão acabando. Porque tem uma certa turma, eles vão no mangue, pegam o caranguejo, tiram as patas, aproveitam e soltam o coitado sem nada. Morre tudo. É um crime, deviam pôr esses caras na cadeia. Isso é um crime mesmo."

Cananéia (SP): arte em vermelho
ilustra a carga de nutrientes do estuário As marés revolvem o fundo lodoso dos estuários e transportam para o mar nutrientes e matéria orgânica assimilável. Normalmente, a água do mar é mais fria do que a água doce do estuário. Por isso ela é mais "pesada" e entra nos estuários por baixo da água dos rios, revolvendo o lodo. É nas marés vazantes que o mar recebe uma carga significativa de nutrientes e matéria orgânica.
Outro fator que influencia o aporte desse material para o mar é a chuva. Altos índices pluviométricos significam, além de um aumento de água doce no estuário, um aumento considerável na remoção de matéria orgânica do manguezal e de todo o estuário. Quando a chuva é expressiva, o manguezal mostra uma de suas importantes contribuições para o equilíbrio na relação mar-continente.
Os estuários que têm seus bosques de mangue preservados apresentam uma capacidade muito maior de acomodação das águas e principalmente de retenção dos sedimentos terrígenos. Já os estuários que tiveram seus manguezais ocupados pela urbanização sofrem muito mais com a erosão: a zona costeira do mar recebe o excesso do despejo, com suas nefastas conseqüências para o equilíbrio da vida marinha. Grande parte das espécies de peixes, crustáceos e moluscos, além de usar o abrigo do manguezal para seu desenvolvimento na fase jovem, se alimenta, nas regiões costeiras, dos nutrientes provenientes dos manguezais. Esse fenômeno se repete em todos os estuários, ao longo dos mais de 20.000 km² de manguezais do litoral do Brasil. Apesar da ocupação desordenada, o Brasil ainda tem muitas reservas desse ecossistema produtivo.

Neste mapa e na ilustração abaixo...
... o traçado vermelho indica a ocorrência de manguezais No restante da América do Sul, os manguezais ocorrem quase exclusivamente nas zonas equatoriais. As correntes frias do Oceano Pacífico e a proximidade do maciço andino, aliadas às baixas temperaturas, dificultam o desenvolvimento das espécies características do manguezal. O manguezal é um fenômeno planetário típico das zonas tropicais. São mais de 160.000 km² no mundo inteiro, distribuídos entre o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio.
A história dos bosques de mangue vem de longe. As teorias supõem um centro de origem dos manguezais na região indo-malaia, há cerca de 70 milhões de anos. As espécies teriam se dispersado seguindo uma tendência de migração do leste para o oeste.
O sistema reprodutivo das espécies de manguezal é bastante característico. As espécies típicas de mangue produzem embriões que só se desligam da planta-mãe quando já se tornaram pequenos indivíduos completos, os propágulos. A nova planta pode começar o seu desenvolvimento imediatamente ao cair e se fixar na lama, ou pode permanecer flutuando até encontrar local próprio para o seu crescimento.
"Na praia do Marujá (ilha do Cardoso, em Cananéia, SP), localizada numa região estuarina, é comum encontrarmos propágulos e plântulas de mangue siriúba, normalmente transportados pela maré. Mas ambientes como a praia não são muito propícios para que as plântulas se desenvolvam. Muito resistentes, algumas vezes elas são transportadas durante meses, até que encontram um bom ambiente para o seu desenvolvimento."

Praia do Marujá: ambiente pouco propício ao
desenvolvimento de plântulas
Talvez tenha sido graças a essa resistência e capacidade de flutuação que alguns propágulos e plântulas de mangue branco navegaram mais de 300 quilômetros até o arquipélago de Fernando de Noronha.

Manguezal em Noronha (PE): protegido
Este é um raro exemplar de manguezal oceânico (foto), que se desenvolveu sustentado pela água da chuva armazenada em depressões da baía do Sueste. As marés altas fazem o resto, propiciando a variação de salinidade necessária e estabelecendo a ligação temporária desse pequeno manguezal com o mar. A baía do Sueste tem a proteção de um banco de corais contra a forte ação das ondas, propiciando abrigo para os pequenos peixes e para as tartarugas.
A equipe do projeto Tamar acompanha as tartarugas, que freqüentam a baía em períodos de desenvolvimento, como abrigo e como ponto de descanso em suas jornadas migratórias.
Em Noronha, o manguezal não está completamente protegido. O turismo crescente na ilha aumentou a necessidade de água para o consumo, ameaçando bloquear o sistema natural de captação de água das chuvas e pondo em risco a sobrevivência deste ecossistema.
Fonte: www.tvcultura.com.br