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Camada de Ozônio

Situada na estratosfera, entre 20 e 35 km de altitude da superfície terrestre, é uma camada de gás com cerca de 15 km de espessura que funciona como um filtro que protege a Terra da radiação ultravioleta emitida pelo Sol.

O ozônio é um gás rarefeito cujas moléculas são formadas por três átomos de oxigênio.

Em 1985, o cientista inglês John Farman faz o primeiro alerta sobre a redução da camada de ozônio em decorrência da ação de poluentes no planeta.

Destruição da Camada de Ozônio
Destruição da Camada de Ozônio

A diminuição da camada permite que a radiação ultravioleta chegue à Terra com maior intensidade. Esse tipo de radiação é nociva à saúde e provoca principalmente câncer de pele e doenças oculares, como a catarata.

Em 1987, a Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) confirma que o escudo protetor vem perdendo espessura, sobretudo nos pólos.

Os estudos da Nasa indicam também a existência de um buraco de cerca de 7 milhões de km² sobre a Antártica.

Em setembro de 1995, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulga que o buraco na camada de ozônio sobre o continente antártico já atinge cerca de 10 milhões de km², área equivalente à Europa.

CFC – O cloro presente nos compostos de clorofluorcarbonetos (CFC) é identificado como o principal poluente responsável pela redução da camada de ozônio.

O CFC é utilizado como propelente em algumas espécies de sprays, espuma de plástico, fôrmas e bandejas de plástico poroso, chips de computadores, solventes utilizados pela indústria eletrônica e, principalmente, em aparelhos de refrigeração, como geladeira e ar-condicionado.

Em 1987, representantes de 24 países reunidos no Canadá assinam o Protocolo de Montreal, comprometendo-se a reduzir pela metade a produção de CFC até 1999.

Em junho de 1990, a Organização das Nações Unidas (ONU) determina o fim gradativo da produção de CFC até o ano 2010.

No mesmo ano, é criado o Programa Brasileiro de Eliminação da Produção e Consumo das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, que pretende eliminar até 2001 a utilização de CFC no país.

Fonte: www.angelfire.com

Camada de Ozônio

A camada de ozônio é uma região da atmosfera, onde se acumula 1 parte de ozônio para cada 1 milhão de partes de oxigênio.    

Ela possui 30 mil metros de espessura.

Camada de Ozônio

Função da Camada de Ozônio

Sua importância é que a camada forma uma barreira na terra, bloqueando a penetração das radiações ultra-violetas do sol. Sem a camada de ozônio não seria possível a vida na terra , pois ela retem 95% das radiações ultravioletas.

Ultraviloleta

Raio gerado pelo sol, é agressivo em dias de muito sol pode provocar queimaduras e provavelmente são os causadores dos vários tipos de câncer de pele existentes nos humanos.    

Cálculos da academia de ciências dos Estados Unidos estimam que com a diminuição de 1% da camada de ozônio, 10 mil novos casos de câncer de pele ocorrerão nos Estados Unidos.

O que é ozônio?

O ozônio é uma forma de oxigênio em que a molécula é constituída de três átomos (O3 ) no lugar de dois (O2 ) do oxigênio normal.

Buraco na camada de ozônio

Buraco na camada de ozônio é um termo popular usado para definir uma área em que o ozônio se encontra em menor concentração que o esperado.

Conseqüências do buraco

Quanto menos ozônio houver na estratosfera, maior será a incidência de radiações ultravioleta sobre a terra. Como essas radiações são extremamente nocivas para o tecido cutâneo humano, uma grave conseqüência de seu aumento é a maior incidência dos vários tipos de câncer de pele, entre eles o carcinoma de células basais, ou basocelular e o melanoma.

Na Grã-bretanha uma pesquisa provou que o aumento das radiações ultravioletas eleva a ocorrência dos casos de catarata.

O excesso de UVs afeta a fotossíntese, com isso a planta demora a crescer, tem folhas pequenas, suas sementes perdem qualidade e ela fica mais exposta ao ataque das pragas; como resultado ocorre redução das safras agrícolas.

Clorofluorcarbonos

Os CFCs são utilizados em aerossóis pressurizados, em compressores pela indústria de refrigeração, em processo de expansão de espumas e na limpeza de aparelhos eletrônicos. Os BrCFCs são usados principalmente em extintores de incêndio.

A indústria tem muitos motivos para usar esses gases:

São baratos;

Tem baixíssima toxidade;

Não são inflamáveis nem corrosíveis;

Possuem certa estabilidade química na baixa atmosfera. E essa última característica que permite aos CFCs subirem intactos até a estratosfera, onde reagem com as moléculas de ozônio.

Como ocorre a destruição da camada?

A destruição da camada de ozônio ocorre quando os CFCs chegando a estratosfera intactos se quebram em várias partículas liberando o átomo de cloro, ele por sua vez rompe a molécula de ozônio formando monóxido de cloro e oxigênio.

O cloro libera o oxigênio que se liga a outro átomo de oxigênio e o átomo de cloro passa a destruir a outra molécula de ozônio; formando uma reação em cadeia.

O grande vilão

Os CFCs são apontados como os principais redutores da camada de ozônio. Em países como no Brasil e EUA esse gases já são proibidos em aerossóis. Nesses casos eles estão sendo trocados pelo propaso ou pelo butano. O problema é encontrar alternativas de substituição em indústrias como a de refrigeração, (geladeira, aparelhos de ar-condicionado e congeladores) de espuma plástica (isopor) e outras...

Antártida

A Antártida é a região mais afetada pela destruição da camada de ozônio, metade da concentração de ozônio é sugada da atmosfera deixando uma área de 31 milhões quilômetros quadrados a mercê dos raios ultravioletas.

Isso acontece na Antártida porque o ar de lá, devido ao rigoroso inverno, não circula como o ar dos outros lugares. Foi constatado que na Antártida a concentração de monóxido de cloro é 100 vezes maior do que em qualquer parte do mundo.

Observa-se um crescimento contínuo durante a década de 80, com ligeira redução de suas dimensões nos anos de 1986 e 1988. A partir de 1989, porém, o buraco não se reduz mais

Brasil

A camada de ozônio na estratosfera brasileira é relativamente estável , oscilando positivamente(crescimento) e negativamente( diminuição) em torno de 5% .

Isso acontece por dois motivos: 1º os ventos alísios tropicais facilitam a dispersão de poluentes a caminho da estratosfera. E em 2º porque o consumo de CFC é baixo, cerca de 80 gramas por habitante ao ano. Contra 1 a 1,3 quilos nos paises desenvolvidos.

Sabendo que os agentes destruidores da camada de ozônio provêm de produtos caros (por exemplo, geladeira), adquiridos, portanto, pelas classes de maior poder aquisitivo, podemos tomá-los como indicadores do processo de desenvolvimento. A baixa participação brasileira na emissão de clorofluorcarbonos pode ser explicada, então, pelo menor consumo daqueles produtos pela maior parte da população. Para entrar na era do consumo moderno, que caracteriza as sociedades avançadas, o Brasil teve de promover uma forte concentração de renda nacional. Mesmo assim só conseguiu implantar a modernização numa classe média restrita, miniatura daquelas sociedades avançadas.

Remendo

O grande empecilho para se tomar qualquer providência quanto ao buraco na camada de ozônio é que tem que haver um consenso universal, já que isso atinge e necessita da colaboração de todos.

Protocolo de Montreal

Uma das primeiras discussões visando resolver o problema da camada de ozônio, aconteceu em Viena em 1985. O resultado desta discussão foi :O Protocolo de Montreal que foi redigido em 16 de setembro de 1987, propondo metas a serem cumpridas pelos paises envolvidos.

Fonte: coag.g12.br

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