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Campos do Sul

 

BIOMA PAMPA

O que é Bioma?

Bioma é um conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação próximos e identificáveis em escala regional, com condições de solo e clima similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria daquela região. (Fonte: IBGE)

Quais os Biomas Brasileiros?

O Brasil é constituído por 6 Biomas distintos:

Biomas Continentais Brasileiros Área Aproximada (Km²) Área / Total Brasil
Bioma Amazonia 4.196.943 49,29%
Bioma Cerrado 2.036.448 23,92%
Bioma Mata Atlantica 1.110.182 13,04%
Bioma Caatinga 844.453 9,92%
Bioma Pampa 176.496 2,07%
Bioma Pantanal 150.355 1,76%
Área Total Brasil 8.514.877  

MAPA DOS BIOMAS BRASILEIROS (IBGE)

Campos do Sul

Onde fica o Bioma Pampa?

De maneira genérica, os campos da região Sul do Brasil são denominados como “pampa”, termo de origem indígena para “região plana”.

Esta denominação, no entanto, corresponde somente a um dos tipos de campo, mais encontrado ao sul do Estado do Rio Grande do Sul, atingindo também o Uruguai e a Argentina.

No Brasil, o Bioma Pampa só ocorre no Rio Grande do Sul

Biodiversidade do Bioma Pampa

À primeira vista, a vegetação campestre mostra uma aparente uniformidade, apresentando nos topos mais planos um tapete herbáceo baixo – de 60 cm a 1 m -, que se torna mais denso e rico nas encostas e nas várzeas, predominando gramíneas, compostas e leguminosas.

Sete gêneros de cactos e bromeliáceas apresentam espécies endêmicas da região.

A mata aluvial apresenta inúmeras espécies arbóreas de interesse comercial.

Na Área de Proteção Ambiental do Rio Ibirapuitã, inserida neste bioma, ocorrem formações campestres e florestais de clima temperado, distintas de outras formações existentes no Brasil.

Além disso, a região da APA abriga 11 espécies de mamíferos raros ou ameaçados de extinção e 22 espécies de aves nesta mesma situação.

Pelo menos uma espécie de peixe, cará (Gymnogeophagus sp., Família Cichlidae) é endêmica da bacia do rio Ibirapuitã.

Grande parte da riqueza da biodiversidade do Pampa ainda é desconhecida, pois foram desenvolvidas até hoje poucas pesquisas de levantamento e de identificação da fauna e da flora deste Bioma.

Equivocadamente, quando pensamos em meio ambiente e em biodiversidade vem à nossa mente a imagem da Amazônia, com suas árvores exuberantes. Porém, aqui no Pampa também temos um ambiente rico.

O problema é que nossos olhos já estão tão acostumados à paisagem local que perdemos a sensibilidade para conseguirmos enxergar os detalhes da grande riqueza de espécies vegetais e animais que nos cercam.

Mas, o que é Biodiversidade?

É o mesmo que diversidade biológica, ou seja, é a variedade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo os ecossistemas terrestres, marinhos, aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte, além da diversidade dentro de espécies e de ecossistemas. (Decreto Legislativo n.º 2, de 03/02/1994).

Em outras palavras

Biodiversidade de uma região corresponde aos diferentes tipos de organismos vivos em constante interação entre si e com o meio em que se encontram.

Diversidade Biológica, ou Biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta terra, incluindo: a variedade genética dentro das populações e espécies; a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos; a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias; e inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre habitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Biodiversidade inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes.

A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas, e fonte de imenso potencial de uso econômico.

A biodiversidade é a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais e, também, a base para a estratégica indústria da biotecnologia.

As funções ecológicas desempenhadas pela biodiversidade são ainda pouco compreendidas, muito embora considere-se que ela seja responsável pelos processos naturais e produtos fornecidos pelos ecossistemas e espécies que sustentam outras formas de vida e modificam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida.

A diversidade biológica possui, além de seu valor intrínseco, valores ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético.

A perda da variedade de vida na Terra, nos últimos 50 anos, atingiu uma taxa cem vezes maior que a perda de diversidade biológica que ocorre naturalmente ao longo do tempo. Essa é a conclusão preliminar de um estudo realizado por mais de 1,3 mil pesquisadores de 95 países e encomendado pelo secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Por que a perda de Biodiversidade é preocupante?

Três razões principais justificam a preocupação com a conservação da diversidade biológica:

Primeiro porque se acredita que a diversidade biológica seja uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas;

Segundo porque se acredita que a diversidade biológica representa um imenso potencial de uso econômico, em especial através da biotecnologia;

Terceiro porque se acredita que a diversidade biológica esteja se deteriorando, inclusive com aumento da taxa de extinção de espécies, devido ao impacto das atividades humanas (antrópicas).

O potencial de utilização sustentável da biodiversidade é fruto da disponibilidade de matéria-prima, tecnologia e mercado.

Exemplificando, um parente silvestre do trigo originário da Turquia proporcionou genes resistentes a doenças para as variedades comerciais de trigo resultando num ganho anual no valor de US$ 50 milhões, somente nos Estados Unidos.

Uma variedade de cevada da Etiópia forneceu um gene que protege atualmente a cultura da cevada na Califórnia contra um vírus fatal, proporcionando economia de US$ 160 milhões.

Nos Estados Unidos, 25% dos produtos farmacêuticos receitados atualmente contêm ingredientes ativos derivados de plantas e existem mais de 3.000 antibióticos derivados de microrganismos.

A exploração farmacológica da biodiversidade brasileira está em seu início e, a julgar pelos resultados obtidos em outros países, acredita-se que exista um vasto campo para a produção de fármacos ainda desconhecidos.

O Brasil é um dos países com maior biodiversidade, contando com um número de espécies nativas estimado entre 10 e 20% do número total de espécies do planeta.

O Brasil conta com a mais diversa flora do mundo, com mais de 55.000 espécies descritas (22% do total mundial).

O país possui, por exemplo, a maior riqueza de espécies de palmeiras (390 espécies) e de orquídeas (2300 espécies).

Diversas espécies de plantas de importância econômica mundial são originárias do Brasil, destacando-se dentre elas o abacaxi, o amendoim, a castanha do Pará, a mandioca, o caju e a carnaúba.

Os animais vertebrados são amplamente representados na fauna brasileira. Foram registradas no país 394 espécies de mamíferos, 1.573 espécies de aves, 468 espécies de répteis, 502 espécies de anfíbios e mais de 3000 espécies de peixes.

Esta riqueza de espécies corresponde a pelo menos 10% dos anfíbios e mamíferos, e 17% das aves de todo o planeta.

O Brasil conta ainda com a maior diversidade de primatas do planeta, com 55 espécies, sendo 19 endêmicas. Como evidência da riqueza da fauna brasileira e de seu desconhecimento, cinco novas espécies de macacos foram descritas no país.

O tamanho total da biodiversidade brasileira não é conhecido e talvez nunca venha a ser conhecido precisamente tal a sua complexidade.

Estima-se, entretanto, que existam mais de dois milhões de espécies distintas de plantas, animais e microrganismos no território sob a jurisdição brasileira, uma diversidade genética inestimável e uma imensa diversidade ecológica dadas as dimensões continentais do país e de sua plataforma marinha.

Riqueza desconhecida é riqueza desperdiçada

Apesar da riqueza de espécies nativas do Brasil, a maior parte de nossas atividades econômicas está baseada em espécies exóticas:

a) nossa agricultura está baseada na cana-de-açúcar proveniente da Nova Guiné, no café da Etiópia, no arroz das Filipinas, na soja da China, no cacau do México, na laranja da China, trigo da Ásia Menor etc.;
b)
nossa silvicultura depende de eucaliptos da Austrália e de pinheiros da América Central;
c)
nossa pecuária depende de capins Africanos, bovinos da Índia, eqüinos da Ásia Central etc.;
d)
nossa piscicultura depende de carpas da China e tilápias da África Oriental;
e)
nossa apicultura está baseada em variedades da abelhas provenientes da Europa e da África Tropical, ...

Principais causas da perda de Biodiversidade

Os principais processos responsáveis pela perda da biodiversidade são:

1. Perda e fragmentação dos hábitats através de sua conversão direta em lavouras ou em construções;
2.
Introdução de espécies exóticas invasoras;
3.
Exploração excessiva de espécies de plantas e animais;
4.
Uso de híbridos e monoculturas na agroindústria e nos programas de reflorestamento;
5.
Contaminação do solo, água e atmosfera por poluentes;
6.
Mudanças climáticas. Sendo que as inter-relações das causas de perda de biodiversidade com a mudança do clima e o funcionamento dos ecossistemas apenas agora começam a ser vislumbradas.

O Brasil é signatário da Convenção da Diversidade Biológica - CDB

Mas, o que é essa tal Convenção de Diversidade Biológica?

A Convenção da Diversidade Biológica é um acordo internacional elaborado na Rio-92, que tem como objetivos centrais:

a) a conservação da diversidade biológica,
b)
a utilização sustentável dos recursos naturais e
c)
a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos, com o acesso a esses recursos, a transferência de tecnologia pertinente e financiamento apropriado.

Dos 175 países que assinaram a CDB, 168 confirmaram a disposição de respeitá-la, incluindo o Brasil.

O Princípio da Precaução, aprovado na Declaração do Rio durante a UNCED (Rio-92), estabelece que devemos agir já e de forma preventiva ao invés de continuarmos acomodados aguardando a confirmação das previsões para então tomarmos medidas corretivas, em geral caras e ineficazes.

O que é esse Grupo de Países Megadiversos Afins?

Uma reunião interministerial, realizada em fevereiro de 2001, em Cancun, constituiu o Grupo dos Países Megadiversos Afins. Este Grupo reúne 70% da diversidade biológica do mundo e 45% da população do planeta.

Fazem parte deste grupo Brasil, México, China, Colômbia, Costa Rica, Equador, Índia, Indonésia, Quênia, Peru, África do Sul e Venezuela.

A proposta é compartilhar experiências e firmar posições conjuntas sobre o acesso aos recursos genéticos, a distribuição eqüitativa de benefícios do uso sustentável dos recursos naturais e a proteção do conhecimento tradicional associado.

Por que esses “ecochatos” estão contra as monoculturas?

O que é Monocultura?

Chama-se genericamente monocultura a produção ou cultura agrícola de apenas um único tipo de produto agrícola.

O prefixo latim “Mono” significa “um, uma”, portanto, Monocultura refere-se à cultura de uma única espécie ou variedade.

A instalação de uma Monocultura representa o empobrecimento ambiental de uma área, pois deixamos de ter naquela área diversas espécies e suas interações com o ambiente e passamos a ter uma única espécie.

Em outras palavras, nas áreas em que instalamos uma monocultura, estamos restringido (diminuindo) a interação [flora-fauna-solo-clima] e causando desequilíbrios ecológicos.

A Monocultura traz aos produtores desvantagens ambientais, produtivas e econômicas.

Desvantagens Ambientais:

Diminuição da diversidade biológica existente na propriedade e na região
Alterações (químicas ou físicas) no regime hídrico da propriedade e arredores
Extinção local de espécies nativas por perda de hábitat (conversão de área de banhado em lavoura, conversão de área de campo em área de mato, etc);
Esgotamento do solo através de compactação, erosão, perda de fertilidade, além de morte dos microrganismos do solo pela intoxicação por produtos químicos aplicados à área (adubos químicos, venenos agrícolas...);

Desvantagens Produtivas

Aumento da suscetibilidade da produção ao ataque de pragas e doenças
Esgotamento do solo provocando perda de produtividade
Aumento da suscetibilidade da produção às variações climáticas
Desgaste do solo ocasionando perda de áreas produtivas.

Desvantagens Econômicas

Maior ataque de pragas e doenças = maior custo de produção
Diminuição da fertilidade do solo = maior custo de produção;
Maior suscetibilidade às variações climáticas = maior perda de produtividade;
Diminuição das áreas produtivas = maior perda de produtividade;
Dependência econômica de um único produto = maior dependência dos humores do mercado na cotação do preço de venda = maior risco de falência

Monoculturas preocupantes para o Bioma Pampa

Eucalipto
Arroz
Soja
Pinnus
Cana-de-Açúcar
Mamona

O que preocupa os ecologistas?

O que realmente preocupa os ecologistas não são as espécies cultivadas, mas a adoção de práticas de produção que são inadequadas à realidade ambiental do Bioma Pampa.

Mas afinal, o que querem esses tais “ecochatos”?

O que os “ecochatos” querem é que o uso produtivo do Bioma, ou seja, que as práticas produtivas utilizadas nesta região do país, sejam baseadas nos princípios da Conservação, do Uso Sustentável, da Agrobiodiversidade e da Agroecologia.

O que é Conservação?

Conservação é a utilização racional de um recurso natural qualquer, de modo a se obter um rendimento considerado bom, garantindo-se, entretanto, sua renovação ou sua auto-sustentação.

É a proteção de recursos naturais renováveis e seu manejo para uma utilização sustentada e de rendimento ótimo.

Difere de preservação por permitir o uso e o manejo da área (Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais).

O que é Uso Sustentável?

Uso Sustentável é a capacidade de desenvolver atividades econômicas e, ao mesmo tempo, manter a vitalidade dos ecossistemas.

Baseia-se na hipótese de que é possível calcular a vida de um sistema natural, medir o impacto provocado pelas atividades humanas e implementar ações que minimizem esse impacto.

A Convenção de Diversidade Biológica, em seu sexto artigo, recomenda a criação de programas nacionais para o uso sustentável da diversidade biológica.

O que é Agrobiodiversidade?

Sistema agrícola que privilegia a integração entre diversas culturas e a diversidade de espécies, em bases ecológicas.

Ao diversificar o número de espécies nativas e cultivadas, além de estar contribuindo com a intensificação da biodiversidade local, garantindo a conservação dos recursos naturais, também possibilita a melhoria da renda familiar e o preparo dos agricultores para as instabilidades do mercado, ao contrário da monocultura.

Este sistema também é conhecido como Sistema Agroflorestal (SAF).

O que é Agroecologia?

Existem hoje vários conceitos sobre agroecologia. Tem gente que fala de agricultura orgânica, agricultura pura, agricultura biodinâmica. Mas a idéia da agroecologia é muito mais ampla.

Além de falar da terra, de produção, fala de preservação de meio ambiente, de responsabilidade social e de responsabilidade econômica.

Traz conceitos de respeito à vida em todas as suas formas. E é neste contexto que entra o respeito ao solo, considerado por algumas ramificações da agroecologia, como o maior organismo vivo do planeta. Considerado por outras, o próprio gerador da vida.

A agroecologia é um sistema de produção que procura imitar os processos como ocorrem na natureza, evitando romper o equilíbrio ecológico que dá a estabilidade aos ecossistemas naturais.

É uma tradição fundada em conhecimentos praticados pela maioria das culturas antigas em todo o mundo e pelas comunidades que vivem em contato mais próximos com a natureza.

O princípio fundamental da agroecologia é considerar a propriedade agrícola como um todo.

É muito importante entender que deve haver interação entre todos os seres vivos. As plantas devem relacionar-se com os microorganismos que produzem nutrientes, com as minhocas que soltam o solo para que as raízes se desenvolvam, com os insetos que servem de polinizadores e servem de alimento para os inimigos naturais das pragas.

Nas propriedades em que se trabalha a agroecologia é muito normal ver todo o tipo de organismo como insetos, aranhas, lesmas, nematóides, bactérias, fungos e algas. Sabe-se que todos os seres possuem papel importante no equilíbrio deste ecossistema.

O que o Bioma Pampa realmente precisa?

Que nossos Eng. Agrônomos, Eng. Florestais, Veterinários, Técnicos Agrícolas e Zootecnistas entendam que as interações [flora-fauna-solo-clima] de uma região estão intimamente relacionadas e que, ao alterarmos significativamente a fauna e a flora de uma região, inevitavelmente afetaremos o seu solo e seu clima e, por conseqüência, afetaremos diretamente toda e qualquer atividade econômica que dependa do ambiente natural (como é o caso da pecuária, da agricultura, da piscicultura e até mesmo da silvicultura).

Que nossos Engenheiros Agrônomos, Engenheiros Florestais, Veterinários, Técnicos Agrícolas e Zootecnistas se aprimorem constantemente e possam ajudar a desenvolver técnicas realmente adequadas ao Bioma Pampa, ao invés de simplesmente tentarem reproduzir de forma mecânica as técnicas desenvolvidas para outros ambientes completamente diferentes do encontrado na nossa região.

E, principalmente, que ao recomendarem a instalação de uma atividade econômica sejam respeitadas:

As vocações de uso de cada solo
As limitações ecológicas de cada ecossistema, e
O balanço hídrico de cada micro-região.

“A manutenção do equilíbrio ecológico não deve ser vista pela sociedade como uma mera inspiradora poética da luta dos “ecochatos”, mas como uma ação de importância estratégica para a sobrevivência da espécie humana.” (Eridiane)

Eridiane Lopes da Silva

Fonte: br.geocities.com

Campos do Sul

Esse tipo de vegetação é encontrada em dois lugares distintos: os campos de terra firme (savanas de gramíneas baixas) são característicos do norte da Amazônia, Roraima, Pará e ilhas do Bananal e de Marajó, enquanto os campos limpos (estepes úmidas) são típicos da região sul.

De um modo geral, o campo limpo é destituído de árvores, bastante uniforme e com arbustos espalhados e dispersos. Já nos campos de terra firme as árvores, baixas e espaçadas, se integram totalmente à paisagem. Em ambos os casos o solo é revestido de gramíneas, subarbustos e ervas.

Entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os campos formados por gramíneas e leguminosas nativas se estendem como um tapete verde por mais de 200.000 km2, tornado-se mais densas e ricas nas encostas. Nessa região, com muita mata entremeada, as chuvas distribuem-se regularmente pelo ano todo e as baixas temperaturas reduzem os níveis de evaporação. Tais condições climáticas acabam favorecendo ao crescimento de árvores. Bem diferentes, entretanto, são os campos que dominam áreas do Norte do país.

O domínio das florestas e dos campos meridionais se estende desde o Rio Grande do Sul até parte dos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. O clima é ameno e o solo naturalmente fértil. A junção destes dois fatores favoreceram à colonização acelerada no último século, principalmente por imigrantes europeus e japoneses que alcançaram elevados índices de produtividade na região.

Os campos do Sul ocorrem no chamado "Pampa", uma região plana, de vegetação aberta e de pequeno porte que se estende do Rio Grande do Sul para além das fronteiras com a Argentina e o Uruguai, no interior do estado. Esse tipo de vegetação ocorre em área contínua no Sul e também como manchas dispersas encravadas na floresta Atlântica do Rio Grande do Norte até o Paraná. São áreas planas, revestidas de gramíneas e outras plantas encontradas de forma escassa, como tufos de capim que atingem até um metro de altura. O clima é subtropical, com temperaturas amenas, e chuvas constantes com pouca alteração durante todo o ano. O solo em geral é bom, sua utilização na agricultura é grande, mas o forte da região é a pecuária, tanto a leiteira quanto a de corte. É nesta região que se encontram os melhores rebanhos de corte do Brasil, a maioria das carnes para exportação saem dos pastos sulinos. As vezes estes rebanhos fazem uso até de pastos nativos. A vegetação é característica e composta quase só por gramíneas, sendo encontradas algumas árvores e arbustos próximos a cursos d´água.

Descendo ao litoral do Rio Grande do Sul, a paisagem é marcada pelos banhados, isto é, ecossistemas alagados com densa vegetação de juncos, gravatás e aguapés que criam um habitat ideal para uma grande variedade de animais como garças, marrecos, veados, onças-pintadas, lontras e capivaras. O banhado do Taim é o mais importante devido à riqueza do solo. Tentativas extravagantes de drená-lo para uso agrícola foram definitivamente abandonadas a partir de 1979 quando a área transformou-se em estação ecológica. Mesmo assim, a ação de caçadores e o bombeamento das águas pelos fazendeiros das redondezas continuam a ameaçar o local.

Mas enquanto sobra água no Sul, os campos do Norte do Brasil se caracterizam por áreas secas e de florestas dominadas pelas palmeiras. Tais florestas se situam entre a Amazônia e a Caatinga e se formam a partir do desmatamento da vegetação nativa. Livre da competição de outras plantas, as palmeiras de babaçu e carnaúba, o buriti e a oiticica se desenvolvem rapidamente. Algumas chegando a atingir até 15 metros de altura. Existem também áreas de campos "naturais", com vegetação de porte mais raquítico, que ocorrem como manchas no norte da floresta Amazônica.

Devido à riqueza do solo, as áreas cultivadas do Sul se expandiram rapidamente sem um sistema adequado de preparo, resultando em erosão e outros problemas que se agravam progressivamente. Os campos são amplamente utilizados para a produção de arroz, milho, trigo e soja, às vezes em associação com a criação de gado. A desatenção com o solo, entretanto, leva à desertificação, registrada em diferentes áreas do Rio Grande do Sul. O pastoreio descontrolado do gado bovino e ovelhas está provocando a degradação do solo. Na época de estiagem, quando as pastagens secam, o mesmo número de animais continua a disputar áreas menores. Com o pasto quase desnudo, cresce a pressão sobre o solo que se abre em veios. Quando as chuvas recomeçam, as águas correm por essas depressões dando início ao processo de erosão. O fogo utilizado para eliminar restos de pastagem secas, torna o solo ainda mais frágil.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Campos do Sul

Localização

Os campos da região sul do Brasil são denominados de pampas, termo indígena que significa região plana, abrangendo o Estado do Rio Grande do Sul, o Uruguai e a Argentina.

Caracterização

As florestas dos Campos Sulinos abrangem em sua maioria as florestas tropicais mesófilas, florestas subtropicais e os campos meridionais. As florestas subtropicais compreendem basicamente a Floresta com Araucária, distribuindo-se sobre os planaltos oriundos de derrames basálticos, e caracterizando-se principalmente pela presença marcante do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). E em direção ao arroio Chuí, na divisa com o Uruguai, estabelece-se um campo com formas arbustivas sobre afloramentos rochosos.

Ocupação

Devido à ocupação do território, a exploração indiscriminada de madeira, iniciada pela colonização no planalto das Araucárias, favoreceu a expansão gradativa da agricultura. Os gigantescos pinheiros foram derrubados e queimados para dar lugar ao cultivo de milho, trigo, arroz, soja e uva. O cultivo de frutíferas está tendo um grande avanço, criando uma pressão nas áreas florestais; aliado ao extrativismo seletivo de espécies madeireiras que está comprometendo os remanescentes florestais.

Além dos grandes desmatamentos para o cultivo, existe ainda uma forte pressão de pastejo e a prática do fogo que não permitem o estabelecimento da vegetação arbustiva.

A agricultura, a pecuária de corte e a industrialização trouxeram vários problemas ambientais, como a degradação, a compactação dos solos, a contaminação e o assoreamento dos aqüíferos, devido ao manejo inadequado das culturas. O manejo inadequado em áreas inapropriadas dos campos sulinos tem levado a um processo de desertificação, principalmente em áreas cujo substrato é o arenito, na abrangência das bacias dos rios Ibicuí e Ibarapuitã.

Estas regiões ainda guardam áreas protegidas restritas a ecossistemas naturais, que são alvo de preocupação em relação à sua conservação e preservação. Atualmente estão implantadas Unidades de Conservação voltadas para a conservação da Floresta com Araucária e dos campos sulinos.

Clima

O clima nos campos sulinos é caracterizado com altas temperaturas no verão, chegando a 35ºC, e o inverno é marcado com geadas e neve em algumas regiões, marcando temperaturas negativas. A precipitação anual situa-se em torno de 1.200 mm, com chuvas concentradas nos meses de inverno. O clima é frio e úmido.

Flora

A vegetação predominante é de gramíneas, representadas pelos gêneros Andropogon, Aristida, Paspalum, Panicum e Eragrotis, leguminosas e compostas. As árvores de maior porte são fornecedoras de madeira, tais como o louro-pardo, o cedro, a cabreúva, a grápia, a guajuvira, a caroba, a canafístula, a bracatinga, a unha-de-gato, o pau-de-leite, a canjerana, o guatambu, a timbaúva, o angico-vermelho, entre outras espécies características como, a palmeira-anã (Diplothemium campestre). Os campos sulinos possuem uma diversidade de mais de 515 espécies.

Já os terrenos planos das planícies e planaltos gaúchos e as coxilhas, de relevo suave-ondulado, são colonizados por espécies pioneiras campestres que formam uma vegetação tipo savana aberta. Há ainda áreas de florestas estacionais e de campos de cobertura gramíneo-lenhosa.

Fauna

É um dos ecossistemas mais ricos em relação à biodiversidade de espécies animais, contando com espécies endêmicas, raras, ameaçadas de extinção, espécies migratórias, cinegéticas e de interesse econômico dos campos sulinos.

As principais espécies ameaçadas de extinção são exemplificadas por inúmeros animais, como: a onça-pintada, a jaguatirica, o mono-carvoeiro, o macaco-prego, o guariba, o mico-leão-dourado, vários sagüis, a preguiça-de-coleira, o caxinguelê, o tamanduá.

Entre as aves destacam-se o jacu, o macuco, a jacutinga, o tiê-sangue, a araponga, o sanhaço, numerosos beija-flores, tucanos, saíras e gaturamos.

Entre os mamíferos, 39% também são endêmicos, o mesmo ocorrendo com a maioria das borboletas, dos répteis, dos anfíbios e das aves nativas. Nela sobrevivem mais de 20 espécies de primatas, a maior parte delas endêmicas.

Fonte: www.ambientebrasil.com.br

Campos do Sul

Campos do Sul
Campos Sulinos

Os Campos Sulinos são formados por ecossistemas naturais com alta diversidade de espécies vegetais e animais, oferecem benefícios ambientais importantes e constituem fonte forrageira para a pecuária do sul do Brasil.

Os Campos Sulinos são ecossistemas naturais com alta diversidade de espécies vegetais e animais. São os campos dos biomas brasileiros Pampa e Mata Atlântica e que se estendem sobre amplas regiões do Uruguai e Argentina. Garantem serviços ambientais importantes, como a conservação de recursos hídricos, a disponibilidade de polinizadores, e o provimento de recursos genéticos. Além disso, têm sido a principal fonte forrageira para a pecuária, abrigam alta biodiversidade e oferecem beleza cênica com potencial turístico importante. A sua conservação, porém, tem sido ameaçada pela conversão em culturas anuais e silvicultura e pela degradação associada à invasão de espécies exóticas e uso inadequado.

Nas últimas décadas, cerca de metade da superfície originalmente coberta com os Campos no estado do Rio Grande do Sul foi transformada em outros tipos de cobertura vegetal. Esse processo aconteceu sem que limites tenham sido efetivamente estabelecidos e aplicados nem pelo poder público nem pela sociedade. A legislação ambiental a respeito é ainda precária e negligenciada, algumas políticas públicas têm estimulado a conversão e os Campos estão pobremente representados nos sistemas de áreas protegidas.

A biodiversidade e as formas de produção sustentável praticadas sobre os Campos do sul do Brasil ainda são pouco conhecidas pelo conjunto da sociedade.

Com manejo adequado, o uso pecuário pode ser altamente produtivo e manter a integridade dos ecossistemas campestres e demais serviços ambientais.

Entretanto, seu potencial forrageiro não tem sido devidamente valorizado e a pecuária tem sido substituída por outras atividades aparentemente mais rentáveis no curto prazo.

Caracteristicas

Os Campos da região Sul do Brasil são denominados como “pampa”, termo de origem indígena para “região plana”.

Também é conhecido como Campos do Sul ou Campos Sulinos. Ocupa uma área de 176.496 Km², correspondente a cerca de 2% do território nacional e é constituído principalmente por vegetação campestre. No Brasil o Pampa só está presente no estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho.

O Pampa é composto basicamente de gramíneas, herbáceas e algumas árvores.

Solo

Na região dos pampas o solo é fértil. Por isso, estes campos são normalmente procurados para desenvolvimento de atividades agrícolas.

Ainda mais férteis são as áreas com solo do tipo "terra roxa", batizado assim devido ao nome que receberam dos italianos que vieram para o Brasil trabalhar na lavoura. Por causa de sua cor avermelhada, eles chamavam o solo de terra rossa, pois em italiano, rosso é vermelho. Só que quem começou a chamar de terra roxa não sabia italiano e acabou confundindo rosso com roxo por conta do som da palavra.

Em áreas de planalto os solos são também avermelhados, mas não possuem a fertilidade da terra roxa. Na planície litorânea o solo é bastante arenoso.

Algumas áreas dos pampas estão sofrendo processo de desertificação, devido à retirada da vegetação nativa e sua substituição por monoculturas ou pastos.

Relevo

O relevo nos campos sulinos é suavemente ondulado. Predominam planícies, mas podem ser encontradas algumas colinas, na região conhecidas como “coxilhas”.

Fonte: ecoqua.ecologia.ufrgs.br

Campos do Sul

CAMPOS SULINOS

A Os Campos Sulinos abrangem uma área de 210 mil km², que se estende pelo Rio Grande do Sul, ultrapassando as fronteiras com o Uruguai e a Argentina. Também conhecidos como Pampas.

A região apresenta clima subtropical, com temperaturas amenas e chuvas regulares. Possui um tipo de vegetação herbácea, que varia entre 10 e 50 cm de altura, parecendo, de longe, ser um enorme tapete verde. Apesar de ser considerado pobre em espécies vegetais, seu solo é extremamente fértil.

Como o próprio nome sugere, sua formação vegetal é aberta, coberta quase em sua totalidade por gramíneas, ocorrendo algumas espécies de árvores e arbustos próximos a cursos d'água. O litoral do Rio Grande do Sul apresenta um ecossistema alagado, com vegetação volumosa, habitat ideal para uma expressiva fauna.

O Banhado do Taim é o de maior importância, por causa de sua riqueza natural, especialmente de seu solo. Em 1979, a área foi transformada em estação ecológica.

Por apresentar solo fértil e condições naturais favoráveis, os Campos Sulinos atraíram muitos agricultores e pecuaristas para a região, que expandiram as áreas agropecuárias de maneira inadequada e sem planejamento. Como conseqüência, o solo tornou-se desgastado em alguns trechos do ecossistema, iniciando um processo de desertificação.

Fonte: www.cambito.com.br

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