As chuvas ácidas são um sério problema de agressão ao meio ambiente, são gotas de água que podem ser chuva ou neblina carregadas de ácido nítrico e sulfúrico. Esses ácidos são resultados de reações químicas que correm na atmosfera a partir da presença do enxofre. O enxofre, por sua vez, é emitido para a atmosfera pelas indústrias, pela queima de carvão, pelos veículos, etc. Ela pode manifestar-se tanto no local de origem, como a centenas de quilômetros de distância.
As chuvas ácidas são um sério problema de agressão ao meio ambiente, são gotas de água que podem ser chuva ou neblina carregadas de ácido nítrico e sulfúrico. Esses ácidos são resultados de reações químicas que correm na atmosfera a partir da presença do enxofre. O enxofre, por sua vez, é emitido para a atmosfera pelas indústrias, pela queima de carvão, pelos veículos, etc. Ela pode manifestar-se tanto no local de origem, como a centenas de quilômetros de distância.
A ação corrosiva do ácido é impiedosa, provoca acidificação do solo, prejudicando as plantas e animais, a vida dos rios e florestas. Da mesma forma as edificações presentes na área são afetadas, o excesso de nitrogênio lançado pela chuva ácida em determinados lagos também pode causar crescimento excessivo de algas, e conseqüentemente perda de oxigênio, provocando um significativo empobrecimento da vida aquática.

No Brasil, durante muito tempo e até recentemente, a maior e mais famosa região industrial poluidora do meio ambiente era Cubatão. Todos os tipos imagináveis de poluição e de agressão ao meio ambiente podiam ser encontrados nesse enorme complexo industrial, que apresenta uma grande siderúrgica (Cosipa) e uma refinaria de petróleo (Presidente Bernardes), além de inúmeras indústrias químicas (fertilizantes, sabão, etc). Poluindo atmosfera, chuva ácida, chuva química, poluição dos rios, destruição da vegetação da Serra do Mar, população afetada com problemas respiratórios, abortos e crianças nascendo sem cérebro foram alguns dos problemas ambientais que deram fama a Cubatão como uma das cidades mais poluídas do mundo.

No mundo as chuvas e neblinas carregadas de ácidos são responsáveis pelo "desgastes" de esculturas de mármore, como ocorre em Atenas e em todos os grandes centros poluídos por automóveis e fábricas do mundo.

No mundo as chuvas e neblinas carregadas de ácidos são responsáveis pelo "desgastes" de esculturas de mármore, como ocorre em Atenas e em todos os grandes centros poluídos por automóveis e fábricas do mundo.

Na Europa esse problema é muito grave, pela antiguidade das obras expostas a céu aberto. É o chamado Câncer de Pedra, que faz com que seja necessário recolher essas obras de arte, substituí-las por réplicas e somente expô-las em ambientes fechados. Infelizmente, muitas obras de arte e monumentos antigos, já se acham completamente destruídos pela corrosão provocada pelas chuvas ácidas.
As chuvas ácidas também tem provocado a destruição completa da flora e da fauna aquática de numerosos lagos nos Estados unidos, no Canadá e na Suécia, também as florestas, como a Floresta Negra na Alemanha, vêm sofrendo os efeitos dessa poluição. Floresta Negra é o nome dado a floresta de pinheiros típicas do Sul da Alemanha. O controle da chuva ácida tem de ser feito como o emprego de combustíveis de baixo teor de enxofre, com a instalação de sistemas de tratamento de emissões gasosas nas indústrias e no veículos com motor de explosão.

A ingestão de água potável acidificada, por longos períodos , pode causar a doença de Parkinson e de Alzheimer, a hipertensão, problemas renais e principalmente em crianças, danos ao cérebro. Estima-se que nos Estados Unidos a chuva ácida é a terceira maior causa de doenças pulmonares.
Continuando no ritmo de poluição do ar, nos próximos 30 a 40 anos a chuva ácida causará maiores alterações na química dos solos do que as florestas tropicais poderiam suportar.
Fonte: paginas.terra.com.br
A formação de chuvas ácidas trata-se de um fenômeno (e um problema) moderno, originado a partir do grande desenvolvimento de centros urbanos altamente industrializados. Com a liberação de poluentes à atmosfera pelas diversas fontes de poluentes gasosos (indústrias, veículos e usinas energéticas), há a combinação destes poluentes com o vapor de água existente na atmosfera. Esta combinação entre água e poluentes (como o dióxido de enxofre e o óxido de nitrogênio) vai sendo acumulada em nuvens, ocorrendo assim sua condensação, basicamente da mesma forma como são originadas as chuvas comuns. Através da eletricidade gerada do choque entre nuvens, os elementos poluentes entram em reação química, formando compostos ácidos, que mais tarde serão precipitados.
Na natureza, a água reage com certos óxidos formando ácidos. É o caso sa reação da água com o dióxido de carbono, ou gás carbônico (CO2), formando o ácido carbônico:
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Esse ácido é útil ao ecossistema, pois participa do processo químico de formação dos solos argilosos. É o ácido carbônico que reage com o feldspato, formando a argila. É interessante lembrar ainda que o ácido carbônico é um compostos instável, desdobrando-se facilmente na natureza novamente em água e dióxido de carbono.
Alguns ácidos, no entanto, são muito agressivos aos ecossistemas, sendo considerados poluentes altamente nocivos. São ácidos formados pela reação da água com óxidos liberados pelas indústrias e veículos automotivos, principalmente.
Um exemplo é o dióxido de enxofre (SO2), que reage com o oxigênio do ar, dando SO3, que em seguida com o vapor d’água da atmosfera, forma o ácido sulfúrico (H2SO4):
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Esses ácidos caem, depois, com a água da chuva e, como são ácidos fortes e corrosivos, poluem severamente o ecossistema: rios, lagoas, florestas, mares, têm seu ambiente biológico prejudicado, pois a vida é agredida e ameaçada por esses ácidos. A população humana também sofre efeitos do que se passou a chamar chuva ácida.
O ambiente físico também é agredido pelos ácidos trazidos pela chuva, pois eles infiltram-se no solo e reagem com várias substâncias, libertando produtos tóxicos, que são absorvidos pelas plantas e ingeridos por animais.
Além da agressão à natureza em si, a chuva ácida deixa suas marcas na arquitetura, em todo o mundo: os ácidos da chuva reagem com a superfície construída, corroendo-a, enfeiando-a e, em alguns casos, até mesmo destruindo algumas de suas partes.
No Brasil, como acontece em todo o mundo, a acidez da chuva está relacionada com o desenvolvimento industrial: cidades com maior número de fábricas, de indústrias e de veículos têm certamente, maior concentração de ácidos, no entanto, nem sempre caem onde são produzidos, pois o vento freqüentemente carrega as nuvens para outras regiões, geralmente próximas.
Três exemplos de ecossistemas brasileiros nos quais se têm detectado os efeitos da chuva ácida são o Parque Florestal do Rio Doce, a Floresta da Tijuca e parte da Mata Atlântica, próxima à Grande São Paulo.
Os efeitos da chuva ácida têm sido revelados nesses e em outros ecossistemas, o que seguramente não significa serem eles os únicos atingidos; certamente, significa que eles foram estudados. O mal causado pela chuva ácida é no entanto, muito maior do que o conhecido.
Fonte: www.mundodoquimico.hpg.ig.com.br