| Ordem | Deserto | Continente | km2 |
|---|---|---|---|
| 1 | Saara | África | 8.396.000 |
| 2 | Australiano | Austrália | 1.549.000 |
| 3 | Arábia (da) | Ásia | 1.300.000 |
| 4 | Gobi | Ásia | 1.038.000 |
| 5 | Kalahari | África | 520.000 |
| 6 | Turquestão | Ásia | 360.000 |
| 7 | Takla Makan | Ásia | 321.000 |
| 8 | Sonoran | América do Norte | 310.000 |
| 9 | Namib | África | 310.000 |
| 10 | Thar | Ásia | 260.000 |
Fonte: www.diretoriadeitapevi.com.br

Os desertos constituem um componente natural de nosso meio ambiente. Alguns seres vivos foram aos poucos se adaptando para viver neles. Mas, atualmente, os desertos estão se expandindo, engolindo terras agrícolas e povoados, ameaçando plantas nativas e animais em extinção e criando desertos artificiais. Este problema tem implicações globais, já que vastas áreas de países subdesenvolvidos, dos Estados Unidos e da Austrália estão sendo seriamente afetadas.
Há muitos seres vivos nos desertos, como pessoas, animais e plantas. Geralmente, eles têm comportamentos ou características especiais que lhes permitem sobreviver neles.

Uma caravana de nômades tuaregues cruza o Saara. Como os nômades
estão equipados para resistir ao sol?
Mesmo com suas excelentes adaptações, poucos animais conseguem sobreviver às severas temperaturas do dia. Eles permanecem dentro de abrigos durante a maior parte do dia, refugiando-se sob rochas ou em tocas, onde não é só mais fresco, como também mais abafado, o que permite que a própria respiração dos animais aumente a umidade do ar circundante. Dessa forma, o corpo deles perde menos água pela evaporação.

No caso do escorpião, é sua dura carapaça externa
que o ajuda a obter umidade.
Quando o sol começa a se por, o deserto se agita. No Saara, o gerbo comum e o gerbo-saltador, com suas longas pernas, saem de suas tocas, à procura de sementes e restos vegetais. Também os caçadores aparecem: lagartixas correm entre as pedras procurando besouros, enquanto os fenecos, com suas grandes orelhas alertas, farejam o chão atrás dos odores que os levarão, com toda certeza, a um gerbo desatento.

Neste oásis da Tunísia, o deserto estéril foi
transformado em terra fértil. Mas o deslocamento das dunas de areia
do deserto é uma ameaça sempre presente.
A história é a mesma em qualquer deserto do mundo. Mudam somente os animais: no deserto da América do Norte, a raposa kit substitui o feneco; no Deserto Australiano, o rato-canguru toma o lugar do gerbo.
As noites, porém, são muito frias. Os animais que precisam do calor ambiente para manter a temperatura de seu corpo (animais de sangue frio, como lagartos, cobras, insetos e escorpiões) começam a ficar mais lentos quando a temperatura cai. Logo eles têm de parar de caçar e de procurar alimento e retirar-se para seus esconderijos até o dia seguinte. Mesmo os mamíferos de sangue quente – as raposas, os gerbos e os ratos – acham a temperatura noturna muito &ia para seu gosto e retornam para seus esconderijos e tocas bem antes que surja um novo amanhecer.

O tetraz da Namíbia encharca suas penas peitorais com água
e a leva para seus filhotes.
Quando o sol nasce, surge um novo grupo de animais. Nas terras secas do oeste norte-americano, o gila começa sua patrulha diária. Enquanto o sol aquece seu corpo atarracado, ele devora insetos, ovos de aves e até filhotes de pássaros. Na Austrália, o lagarto moloque tem de encontrar e consumir 7 mil formigas no café da manhã, sua única refeição no dia. O rápido aumento da temperatura o forçará, e aos outros animais do turno matutino, a voltar o quanto antes ao seu abrigo.
Se os desertos são regiões naturais do planeta, qual é o problema? O problema é que eles estão cercados por vastas áreas de terras áridas e semi-áridas. Terras áridas significa realmente "secas", embora elas não sejam tão secas quanto os desertos: seu índice pluviométrico anual está em torno de 200-250 mm e o das semi-áridas, ao redor de 250-600 mm. Em geral, as chuvas caem todas numa determinada época do ano, mas, algumas vezes, elas falham e ocorre seca. As terras áridas e semiáridas normalmente são cobertas por pastagens ou pelo cerrado, com arbustos e árvores pequenas. São freqüentemente muito férteis e ideais para o cultivo e a criação de gado, e é aí que o problema começa.

Contabilizando o custo: este é o resultado humano da desertificação.
Todas as áreas sofrem mudanças naturais. Um campo, se não for cultivado, poderá eventualmente tornar-se uma floresta; um pequeno lago poderá se transformar gradualmente em terra seca, enquanto a vegetação se renova. As terras áridas e semiáridas também se modificam ao longo dos anos, dependendo de como são utilizadas e das mudanças no clima local. Elas podem passar de pastagem a um denso cerrado e, depois, voltar novamente a ser pastagem.
Essas mudanças não causam danos, pois fazem parte do ciclo da natureza, Uma mudança para pastagens ajudará o pecuarista a alimentar o gado; uma mudança para o cerrado favorecerá o fornecimento de lenha para a aldeia. Esse ciclo, porém, pode ser interrompido. Se o pecuarista tiver gado demais ou se os habitantes da aldeia cortarem lenha em excesso, um tipo diferente de mudança ocorrerá: a vegetação será afetada e se tornará mais rala; o solo ficará exposto, sendo mais facilmente levado pelas chuvas ou carregado pelo vento na estação seca. Esse processo é chamado erosão.
Até esse ponto, o dano pode ser revertido e o solo se recomporá se o pecuarista reduzir seus rebanhos ou se menos lenha for cortada. Do contrário, a parte fértil do solo – o solo arável – estará perdida e sua recuperação poderá tornar-se impossível. A mudança não é mais um ciclo, mas um declínio sem volta para a destruição. É assim que a desertificação – a expansão dos desertos – começa.