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Radioterapia

O que é a radioterapia?

A Radioterapia ou Radioncologia é uma especialidade médica que emprega as irradiações no tratamento de diversas doenças. Vem sendo empregada desde o final do século passado (ver História da Radioterapia).

A ação terapêutica da radioterapia está restrita exclusivamente à área a ser tratada. Seus efeitos colaterais são fundamentalmente localizados e dependem dos locais tratados. Efeitos gerais no organismo são limitados e infrequentes.

As aplicações de Radioterapia têm poderosa ação anti-inflamatória e anti-dolorosa. Apresentam também um efeito "esterilizante local", uma vez que têm grande capacidade de destruir células malignas que se encontrem nas regiões irradiadas, sendo assim uma importante arma no combate aos tumores malígnos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde a radioterapia é a pedra angular de muitos serviços de oncologia.

Em muitos países o radioterapeuta é o único especialista em câncer. Estima-se que 70% de uma população oncológica se beneficie em alguma fase de seu tratamento das aplicações de radioterapia. Radioterapy in Cancer Management. The World Health Organization Chappman e Hall, London, 1997. Relatórios de inúmeros organismos internacionais tem dado conta do grande aumento da frequência dos tumores malígnos em todo o mundo. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer, em nosso país cerca de 268.000 novos casos da doença serão diagnosticados este ano.

PRINCIPAIS CAUSAS DO AUMENTO DA FREQUÊNCIA DE TUMORES

AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA DA POPULAÇÃO

Os tumores são considerados doenças crônico-degenerativas, ou seja que incidem preferencialmente em etapas mais tardias da vida. A expectativa (ou esperança) de vida da população brasileira tem aumentado de forma impressionante No início do século vinte era de 35 anos, já na década de 90 é de 65 anos.

URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO

Fenômeno que tem permitindo a maior esposição a fatores cancerígenos.
Controle da mortalidade infantil.

CONTROLE DAS DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS

A frequência relativa de ocorrência no Brasil situa-se em uma posição intermediária entre as taxas verificadas nos países de melhor ou pior nível sócio-econômico.

TUMORES MALIGNOS MAIS FREQÜENTES NA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Mama
Colo de Útero
Estômago
Pulmão
Cólon e Reto
Próstata
Boca
Esôfago
Corpo de Útero

TUMORES MALIGNOS MAIS FREQUENTES POR SEXO NO BRASIL

Homens Mulheres
Pulmão Mama
Próstata Colo de Útero
Estômago Cólon e Reto
Cólon e Reto Estômago
Boca Corpo de Útero
Esôfago Pulmão
Esôfago
Boca

A radiação empregada em radioterapia é a chamada radiação ionizante. É assim denominada por sua capacidade de ionizar os átomos e as moléculas, ou seja, remover os elétrons que se movem em torno do núcleo.

Os átomos que perdem os elétrons se tornam muito reativos e no sentido de se estabilizarem, se associam a outras moléculas que também perderam elétrons. Isto leva a uma completa desorganização do metabolismo celular. A ação fundamental da irradiação é a de bloquear a divisão celular por lesão do DNA ou por destruição direta das células. Age especialmente nas células que estão se dividindo com mais rapidez e nas que são melhor oxigenadas. Porém, atua de maneira indistinta sobre células normais e anormais. Sua ação benéfica se dá porque as células tumorais tem baixa capacidade de se recuperar dos danos da radioterapia, enquanto as células normais o fazem com facilidade. Das doenças crônico-degenerativas, os tumores malignos são os que se podem curar com mais facilidade .

Existe uma inexplicável crença muito difundida entre a população e mesmo no meio médico que a cura nos tumores é rara. Isto certamemente não é verdade.

Define-se cura quando a pessoa passa a ter a mesma possibilidade de sobrevida da população de mesma faixa etária. Em algumas circunstâncias seqüelas crônicas podem advir do tratamento. Hoje com os modernos métodos de reabilitação muitas destas consequências podem ser evitadas ou diminuídas.

Por exemplo, a perda da voz pode ser quase totalmente recuperada através da fonoaudiologia. A perda de um grupo muscular pode ser compensada com a fisioterapia. Pergunte a seu médico se existe alguma medida preventiva que possa ser tomada para evitar as complicações a curto e a longo prazos. A saúde é definida pela OMS (Organização Mundial de Saúde ) como um equilíbrio entre o bem estar biológico, psicológico e social do indivíduo. Tradicionalmente a medicina busca alcançar o bem estar físico, e secundariamente o pscológico. No entanto, como fica claro da definição da OMS que eliminar a doença não é o bastante para o indivíduo se tornar saudável.

Reintegrar-se a suas atividades cotidianas com mínimas limitações, além de estar em paz consigo, sem temores, deve ser o objeto de nossa busca. Em muitos casos a ajuda de um profissional da área da saúde mental, psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a restabelecer este equilíbrio. Para a recuperação da saúde, entendida em sua plenitude, é muito importante que a sociedade civil se organize através de instituições não governamentais. Muitos grupos de pacientes e de colaboradores desta causa tem se organizado em todo o país atráves de associações de combate ao câncer. Estas auxiliam a divulgar a importância do diagnóstico precoce; apoiam as pessoas durante o tratamento; trocam informações entre si; ajudam na reabilitação, além de atuarem como um importante fator de pressão sobre os organismos governamentais. É a cidadania posta em prática. A radioterapia pode ser utilizada no tratamento de lesões benígnas e em tumores malígnos.

COMO É FEITA A RADIOTERAPIA?

De acordo com a localização do tumor, a radioterapia pode ser feita de duas formas:

Radioterapia externa ou Teleterapia: A radiação é emitida por um aparelho direcionado ao local a ser tratado, com o paciente deitado. As aplicações são, ge- ralmente, diárias.
Braquiterapia:
Aplicadores são colocados pelo médico, próximo ao tumor a ser tratado, e a radiação é emitida do aparelho para os aplicadores. Esse tratamento é feito no am- bulatório (podendo necessitar de anestesia), de uma a duas vezes por semana.

INDICAÇÕES DE RADIOTERAPIA EM LESÕES BENIGNAS

PTERÍGIO
HEMANGIOMAS
CICATRIZ QUELOIDIANA
TUMORES DE HIPÓFISE
DOENÇA DE PEYRONIE
TUMORES DO CORPOS CAROTÍDEO
MALFORMAÇÕES ARTERIOVENOSAS
PSEUDO TUMOR ORBITÁRIO

INDICAÇÕES DE RADIOTERAPIA EM LESÕES MALIGNAS

A tabela abaixo mostra o percentual de atuação de cada arma terapêutica no combate ao câncer, quando utilizada de forma isolada ou seja, biópsia seguida apenas de cirugia, biópsia seguida de radioterapia ou biópsia seguida de quimioterapia. Mostra também que a maior parte dos pacientes são hoje tratados com uma combinação dos três tratamentos.

PRINCIPAIS TRATAMENTOS DAS DOENÇAS MALIGNAS

EMPREGO DO TRATAMENTO

CIRURGIA ISOLADA 20%
RADIOTERAPIA ISOLADA 10%
QUIMIOTERAPIA ISOLADA 10%
CIRURGIA + RADIOTERAPIA + QUIMIOTERAPIA 60%

INDICAÇÕES DE RADIOTERAPIA ISOLADA

Tumores de pele
Tumores cerebrais
Tumores de cabeça e pescoço
Linfoma de Hodgkin
Linfoma não Hodgkin
Tumores de esôfago
Tumores de pulmão
Tumores de colo uterino
Tumores do corpo uterino
Tumores de testículo
Tumores de próstata
Plasmocitoma

RADIOTERAPIA ASSOCIADA À CIRURGIA E/OU QUIMIOTERAPIA

Tumores do reto
Mama
Bexiga
Orgáos genitais femininos (colo e corpo uterino)
Tumores de partes moles.

A radioterapia pode ser empregada de forma isolada ou em combinação com outras formas de tratamento. Geralmente a finalidade do tratamento é dividida em curativa e paliativa.

Curativa objetiva um controle permanente possibiltando ao cliente obter cura, ou seja, ter a mesma expectativa de vida da polulação de sua faixa de idade. Paliativa quando a finalidade é a de melhorar a qualidade da sobrevida.

A RADIOTERAPIA pode ser empregada isoladamente ou em combinações com outras tratamentos, como podemos ver abaixo:

MODALIDADES DE RADIOTERAPIA

RADIOTERAPIA ISOLADA
RADIOTERAPIA PÓS-OPERATÓRIA
RADIOTERAPIA PRÉ- OPERATÓRIA
RADIOTERAPIA ASSOCIADA À QUIMIOTERAPIA

A descoberta da radioatividade artificial (raios x) ocorreu em 1895, com o desenvolvimento de aparelhos emissores de irradiação. A radioatividade natural foi descoberta em 1896. Os pioneiros destas decobertas notaram que a radiação apresentava propriedades físicas e biológicas.

A propriedade física mais notável se dava quando se interpunha um objeto entre a fonte de irradiação e uma chapa fotográfica, pois esta era capaz de registrar a imagem deste objeto. Esta propriedade de se captar uma imagem permitiu o desenvolvimento da radiologia.

Sua propriedade biológica mais importante se dava ao se expor parte de nosso organismo aos novos raios. A exposição das mãos a irradiação provocava lesõs na pele semelhante as provocadas pelo sol, com posterior recuperação tão logo esta exposição fosse interrompida. Nesta época atribuia-se a luz solar muitas propriedades benéficas, como o combate as bactérias e a sua função cicatrizante( era muito comum colocar os pacintes sob o sol, expondo-se as áreas doentes).

Ora, como os novos raios, artificialmente produzidos apresentavam propriedades semelhantes a da luz solar, foram rapidamente empregados em medicina.

Em 29 de janeiro de 1896, pela primeira vez, uma paciente portadora de um volumoso câncer de mama, sangrante e inoperável foi submetida a exposição com os recém descobertos raios-x. Houve uma surpreendente resposta com grande diminuição do volume tumoral e do sangramento. Registra-se assim pela primeira vez a benéfica ação da irradiação, abrindo um novo horizonte no tratamento de diversas patologias, que até então dependiam exclusivamente de abordagem cirúrgica. Estava inaugurada a radioterapia.

A radioterapia pode ser administrada através do emprego de aparelhos emissores de irradiação, externos ao paciente. Pode-se ainda colocar o aparelho irradiador em íntimo contato com a lesão através da braquiterapia.

A DESCOBERTA DA RADIOATIVIDADE ARTIFICIAL

Wilhelm Conrad ROENTGEN nasceu em março de 1845 na cidade de Lennep na Alemanha. Aos 23 anos graduou-se em engenharia mecânica, tendo obtido o tÍtulo de doutor pela Universidade de Zurich. Em 1880 já obtivera reconhecimento internacional por seus estudos sobre os efeitos magnéticos. Em 1894, aos 49 anos de idade, foi escolhido reitor da Universidade de Wusburg. Dedicou toda a sua vida acadêmica ao ensino e a física experimental. Homem tímido, reservado e cordial, vestia-se impecavelmente. Em 8 de novembro de 1895, sexta feira, Roentgen ao trabalhar com um tubo de raios catódicos percebeu a presença de uma luminosidade vinda de um ponto da bancada de trabalho. Notou que a fluorescência brilhante provinha de um écran de cristais de platinocianeto de bário que lá se encontrava acidentalmente. Roentgen percebeu que certamente algum fenômeno desconhecido excitava a fluorescência. Colocando sua mão sobre o écran notou a imagem de seus ossos, realizando assim a primeira fluoroscopia. Substituiu o écran por um filme fotográfico obtendo a imagem de diversos objetos. Em 22 de dezembro ao expor a mão de sua esposa durante 15 minutos aos raios-x realiza a primeira radiografia humana.

O trabalho de Roentgen ganhou repercusão imediata e universal nos meios acadêmicos e entre a imprensa e o público leigo, impressionados com as "fotografias do invisível" através dos chamados raios-x. Os equipamentos necessários para a obtenção desta irradiação era de fácil construção sendo rapidamente manufaturados em várias partes do mundo. De acordo com inúmeros historiadores, das descoberta científicas fora da área médica, o emprego dos raios-x, foi a que com maior rapidez e repercussão se incorporou a prática clínica. Mais de 1000 trabalhos científicos e cerca de 50 livros foram publicados na literatura mundial em 1896 sobre sua aplicação. Roentgen foi agraciado com inúmeras homenagens e distinções por sua descoberta, embora devido a sua extrema modestia declinasse a maior parte dos convites. Agraciado em 1901 com primeiro prêmio Nobel de Física, destinou o dinheiro do prêmio para a Universidade de Wusburg.

A DESCOBERTA DA RADIOATIVIDADE NATURAL

BECQUEREL, Antoine Henri, físico francês nascido em Paris em 1852, era filho e neto de eminentes pesquisadores e físicos. Seu avô, inventou a pilha voltaica e seu pai estudou o espectro ultra-violeta. Foi catedrático de física do Museu de História Natural e professor em 1895 da Escola Politécnica.

Em 1896 pesquisava a relação existente entre a fosforecência de certos minerais, depois de expostos à luz, e sua capacidade de obscurecer chapas fotográficas.

Descobriu acidentalmente que certos sais fosforecentes de urânio podiam impressionar uma chapa fotográfica, independentes de prévia exposição à luz. Podiam ainda provocar ionização dos gases e penetrar a matéria, da mesma forma que os raios descobertos por Roentgen. Descobriu portanto, a radioatividade natural, passo fundamental para a criação da Física Nuclear. Compartilhou em 1903 o premio Nobel de física com o casal PIERRE E MARIE CURIE

Marie Curie foi uma das mais notáveis cientistas do mundo. Nascida em Varsóvia, em setembro de 1867, era filha de um professor de física e matemática, e desde muito jovem destacava-se por seu amor aos estudos e seu desejo de aprender.

Aos 24 anos de idade mudou-se para Paris, onde se graduou em Física em 1893. Pierre Curie, nasceu em Paris, filho de pai médico, desde criança já demonstrava uma inteligência incomum. Pierre e Marie Curie casaram-se em 1895 constitundo uma das mais importantes parcerias. Ao tomarem conhecimento dos recentes artigos publicados por Roentgen e por Becquerel, decidiram por estudar este então enigmático fenômeno. Na tentativa de encontrar outros elementos radioativos e após incansáveis esforços foi capaz de, em 1898, isolar dois outros elementos, o Polônio e o Radium. Seguiram-se 3 anos de renovado esforço até que em 1902 foi possível obter um decigrama puro de radium. Becquerel e o casal Curie sofreram queimaduras ao manipularem o radium, que cicatrizaram-se após algumas semanas, a semelhança do que ocorria com a exposição aos raios-x.

Esta tríade exposição, dano biológico aos tecidos e restituição levou-os a especular se estas irradiações não poderiam ser usadas com finalidade terapêutica. A combinação de raios-x e de radium foi aplicada a seguir no tratamento de diversas patologias. A partir de 1904 descrevem-se as primeiras aplicações de radium para tratamento dos tumores malígnos do colo do útero. Marie Curie, além do prêmio Nobel de Física compartilhado com Pierre e Becquerel em 1903, recebeu o prêmio Nobel de Química em 1911, sendo a única pessoa a receber este prêmio duas vezes. Marie Curie e sua filha Irene (também prêmio Nobel de Química) visitaram o Brasil em 1906.

Estiveram no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, onde visitaram o primeiro hospital da América Latina dedicado ao tratamento do câncer: O Hospital do Radium, hoje Hospital Borges da Costa.

BRAQUITERAPIA

A utilização de material radioativo em contato direto com o tumor é chamado de braquiterapia. Desde 1091 pequenas quantidades de radium passaram a ser empregadas nos tratamento de lesões de pele. Nesta época limitava-se a inserir tubos dde radium dentro do tumor por um certro período de tempo, removendo-os em seguida.

O primeiro sucesso do emprego da braquiterapia foi divulgado em 1903 no tratatamento de dois tumores malignos de pele. Desde 1904 o tratamento de tumores do colo do útero tambem vem sendo realizado com o emprego de fontes de radium. Em 1913 foi inaugurado em Paris um pavilhão destinado a pesquisas médico científicas com o emprego de elementos radioativos, sendo dirigido por Claude Regaud. Desde então Paris se tornou grande centro difusor das técnicas de braquiterapia acolhendo cientístas de todo o mundo. A partir de 1914 o gáz radônio, sob a forma de tubos, também passou a ser utilizado no tratamento de inúmero tumores.

No final da década de 30 o local de convergência dos estudiosos mudou-se para a Inglaterra. No Christie Hospital em Manchester, foi desenvolvido um sistema didático de braquiterapia, com base em uma nova unidade de radiação, o roentgen, com regras e tabelas que muito facilitaram a utilização dos elementos radioativos. Seus trabalhos conhecidos como da escola de Manchester são ainda hoje utilizados. Durante a Segunda Grande Guerra foram suspensas todas as atividades médico nucleares, só retornando seu emprego a partir de 1948. Até 1953 todo o material radiaticvo era diretamente colocado na lesão. Desta forma os médicos e os profissionais de saúde recebiam durante a operação grande quantidade de radiação. Em 1953 Ulrich Henschke desenvolveu emn sistema chamado de carga postergarda. Este método utiliza tubos de plasticos ocos que são colocados na lesão. Só posteriormente quando completado o procedimeneto é que as cargas radiativas serão inseridas nos tubos. Isto em muito diminuiu a exposição dos médicos a radiação.

A partir da década de 80 um renovado interesse pela braquiterapia passou a acontecer. Surgiram técnicas que com a ajuda da computação permitiu a administração mais precisa das doses. Novos isótopos foram incorporados ao arsenal terapêutico. e outras técnicas de carga postergada, praticamente eliminaram a exposição dos profissionais de saúde a irradiação. Atualmente a braquiterapia pode ser utilizada com cargas de baixa taxa de dose, quando o pacinete permanece internado com o material radioativo no local da lesão por 2 a 4 dias, ou com aparelhos de alta taxa de dose ( a chamada radioterapia "high dose"), em que a mesma dose é administrada em poucos minutos, sem a necessidade de internação.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES DE BRAQUITERAPIA

Tumores de cabeça e pescoço
Tumores de partes moles
Tumores do colo do útero
Tumores do corpo do útero
Tumores de próstata

O emprego de aparelhos de baixo poder de penetração constitue a chamada radioterapia de ortovoltagem. As tentativas de se sistematizar o emprego da irradiação datam de 1906 quando Williams passou a padronizar o tratamento relacionando o tempo de exposição com a milamperagem, tendo construído uma tabela mostrando a intensidade de dose e as doses de segurança em função de diferentes distâncias.

Desde 1902 existe a preocupação de se realizar dosimetrias. As tentativas iniciais tentavam medir a energia calórica emitida pelos aparelhos; a medida de dose pela mudança de cor que a irradiação provocava em certas substâncias químicas, a cromoradiometria; quantimetrias baseadas na ação dos raios em papel fotográfico; métodos de medida baseados na condutividade no ar sob a ação da radiação ionizante e finalmente a determinação da camada semi redutora. Nos primórdios da radioterapia administrava-se tanta dose de irradiação quando se julgava ser o paciente capaz de tolerar, sendo geralmente o limite da dose estabelecido pela tolerância da pele (dose eritema).

A partir de 1928 estabelece-se uma unidade básica de dose, o roentgen, que uniformizou os critérios de sua mensuração.O roentgen prevaleceu até 1962 quando foi substituído pelo rad. A unidade atualmente empregada é o cGy (centiGray), em homenagem ao famoso físico e radiobiologista inglês L.H. Gray, de acordo com a orientação da Comissão Internacional de Unidades e Medidas Radiológicas (ICRU). Por volta de 1915 conseguia-se produzir energia da ordem de 100 KV. Em 1920 Seitz e Wintz na Alemanha introduziram a radioterapia profunda com um aparelho de 200 KV, fundando a moderna radioterapia. Em 1928 o Instituto de Tecnologia da California dispunha de um aparelho de 550 KV.

Em 1920 Coutard na França passou a utilizar filtração no sentido de aumentar a percentagem de dose profunda e pioneiramente iniciou a radioterapia em doses fracionadas. Em 1931 o Memorial Hospital de Nova York instalou um aparelho de 750 KV desenvolvido pelo Dr. Coolidge onde pioneiros da física como Quimby, Marinelli e Henshaw trabalharam. Em 1935 o Laboratório Kellogg constrói um enorme aparelho de radioterapia externa de 1 MeV, com um tubo de cerca de 10 metros de comprimento, capaz de tratar 4 pacientes ao mesmo tempo, emitindo 20 r por minuto a DFP de 70 cm, ao custo de 50.000 dólares.

Necessitava da presença de engenheiros e físicos para sua operação e manutenção.

O progressivo desenvolvimento tecnológico permitiu a construção de aparelhos produtores de radiação, de alto poder de penetração, os aceleradores lineares, que produzem energia de 4 MeV a 20 Mev.

GAMATERAPIA

Entende-se por Gamaterapia a utilização de substâncias radioativas (isótopos) naturais ou artificialmente produzidos, no tratamento dos tumores. As primeiras fontes de gamaterapia usavam o radium como material radioativo.

Em 1912, constrói-se o primeiro aparelho para tratamento de câncer pélvico, o "canhão de radium", rapidamente abandonado por necessitar de grande quantidade de material radioativo para seu funcionamento. Tinha ainda como grande limitação o alto custo do radium, pois 1 g no início do século custava 100.000 dólares.

Em 1922, foi construído no Hospital Radiumhemmt em Estocolmo o que provavelmente pode ser considerado até então, como o mais poderoso aparelho de gamaterapia, pois utilizava 2 gramas de radium, trabalhando com distância entre a fonte e a pele de 6,0 cm. Até 1929 apenas 6 unidades similares estavam disponíveis no mundo. Uma em Estocolmo, Baltimore, Bruxelas, Nova York e duas em Paris. A partir de 1950, um aparelho contendo 50 g de radium foi contruído no Roosevelt Hospital em Nova York, emitindo 3 cGy por minuto, e trabalhando a distância foco-pele de 10 cm. As limitações do uso dos aparelhos com radium ainda decorriam da dificuldade de sua obtenção e de seu alto custo.

A partir da Segunda Grande Guerra tornaram-se disponíveis isótopos radioativos artificialmente fabricados em um reator nuclear. O primeiro substituto do radium foi o Cobalto 60. Em 1949, Grimmet, físico inglês, trabalhando no Departamento de Física do Hospital MD Anderson, em Houston no Texas, desenvolveu o primeiro protótipo, construído pela GE Corporation, com cobalto irradiado no Canadá. Iniciou seu uso clínico em setembro de 1953.

A partir daí foi aperfeiçoado o mais importante aparelho de radiação até então concebido: o telecobalto, impropriamente conhecido como bomba de cobalto.

Embora já na década de 50 alguns aparelhos produzissem energia da ordem de 1 MeV (milhões de elétron-volts), o emprego de energia desta magnitude só se popularizou com o advento dos aparelhos de telecobaltoterapia. O uso desses aparelhos cuja energia emitida é de 1,2 MeV, constituiu uma revolução na Radioterapia pela possibilidade de tratar lesões profundas sem efeitos significativos sobre a pele. De forma independente e simultânea T. A. Watson, Mayneord e Johns desenvolveram um aparelho de telecobaltoterapia que foi manufaturado e instalado na Universidade de Saskatchewan em Saskatoon, no Canadá. Instalado em agosto de 1951, iniciou sua operação clínica em novembro do mesmo ano.

Neste ínterim, o primeiro protótipo comercialmente disponível de uma unidade de cobalto 60 foi produzido, o El Dorado, construído por El Dorado Mining and Refining Company, em Otawa no Canadá. Foi instalado na Clínica de Câncer do Hospital Vitória, em Ontário em 1951, tratando o primeiro paciente em outubro daquele ano. Houve um grande desenvolvimento e popularização dos aparelhos de telecobaltoterapia. Em 1961, cerca de 1.500 unidades estavam em operação em todo o mundo.

MEGAVOLTAGEM

Dois ou três MeV é o máximo de energia que se pode obter, através da diferença de potencial com uma máquina de uso prático. Acima desta energia é necessário acelerar as partículas de forma orbital ou em linha reta. O último dos geradores de baixa megavoltagem em que o feixe de raios x era gerado por um elétron acelerado em um campo elétrico foi o gerador eletrostático de Van der Graaff, capaz de produzir energia de até 5 Mev. O tubo acelerador era circular e mantido com alto vácuo. Os elétrons ali injetados permaneciam em círculos em alta velocidade. O aparelho pioneiro encontra-se hoje no Museu de Ciência de Boston. O primeiro paciente foi tratado por esta máquina em março de 1937. Era um enorme equipamento o que limitava seu uso, além de não ser isocêntrico.

O aparelho era sustentado por pilares pneumáticos, com um tubo construído de porcelana de 3 metros de comprimento. Produzia energia da ordem de 1 Mev, a taxa de 40 r por minuto a DFP de 80 cm. Seu custo unitário de 26.000 dólares. Até 1969, 43 destas máquinas foram instaladas, 35 nos EUA. A idéia de se acelerar elétrons por indução magnética deve-se a Joseph Slepian em 1936. Donald Kerst da Universidade de Ilinois, nos EUA, desenvolveu em 1940 o betatron, produzindo energia de 2.3 MeV, e em 1942 energia de 20 MeV. Em 1949, a equipe de Harold Johns na Universidade de Saskatchewan instalava o primeiro betatron no Canadá e outro aparelho de 22 Mev passa a operar na Universidade de Ilinois em 1951. A primeira unidade de acelerador linear de 1 Mev surgiu em Londres em 1933, seguidas por aparelhos geradores de 2 MeV, os chamados geradores de Van de Graff.

O primeiro acelerador de elétrons, betatron, surgiu em 1948 e era capaz de gerar energia da ordem de 20 MeV.

A idéia de se acelerar elétrons através de um guia de ondas surgiu pela primeira vez na Suécia, em 1924, com Gustav Issing. Com o advento da segunda Grande Guerra e da tecnologia derivada na construção de radares foi possível produzir microondas de alta energia. Em virtude desta tecnologia foi possível também a construção do primeiro acelerador linear de partículas para uso médico, com 8 MeV de energia. Este foi instalado no Hammersmith Hospital, em Londres, 1952, iniciando suas atividades em agosto de 1953. Em seguida os EUA produziu o primeiro acelerador isocêntrico, que se deveu a uma cooperação entre o MIT e a Universidade de Stanford sob proposição do Dr. Henry S. Kaplan. Iniciou suas atividades em 1956, gerando 5 MeV.

APLICAÇÕES DA QUIMIOTERAPIA

O número de aplicações varia de acordo com cada caso podendo variar entre duas a sete semanas. O fato de se optar por um número maior de sessões não significa de forma alguma que se trata de um caso mais grave, mas que esta é a maneira de se obter os maiores benefícios com o menor risco. As aplicações são feitas diariamente, 5 vezes por semana, de segunda a sexta feira. Cada sessão demora de 5 a 15 minutos. A maioria dos pacientes com cân- cer é tratada com radiações e o resultado costuma ser mui- to positivo. O tumor pode desaparecer e a doença ficar controlada, ou até mesmo curada.

Em alguns casos a radioterapia pode ser usada em conjunto com a quimioterapia, que é o uso de medi- camentos específicos contra o câncer. Isso vai depender do tipo de tumor e da escolha do tratamento ideal para superar a doença.

Dependendo da área a ser tratada, podem ou não surgir efeitos colaterais comuns à ra- dioterapia. Por isso, uma vez por semana você terá uma nova consulta de revisão, com seu (sua) médico (a) e enfer- meiro (a), na sala de consul- tas, em particular

TRATAMENTO DA QUIMIOTERAPIA

Na hora do tratamento um grupo de enfermeiras especializadas irão ajudá-lo. Você deitará na mesa do aparelho, permanecendo sem se movimentar, respirando normalmente. Estes cuidados permitirão que a área determinada por nós, seja corretamente tratada. As enfermeiras deixarão a sala de tratamento e ligarão a aparelhagem, iniciando o tratamento. Cada área será irradiada por cerca de 1 a 2 minutos.

Durante sua permanência na sala de tratamento você será acompanhado por um circuito interno de televisão e um sistema de áudio que permite pronta comunicação entre o local de tratamento e a sala de comando.

Os aparelhos contem diversos mecanismos de segurança que permitem a administração precisa da dose. Semanalmente o Departamento de Física Médica revê o planejamento realizado e controla as doses recebidas.

Poderá ser necessária a realização de radiografias durante a radioterapia. Elas tem a função de avaliar se a área de tratamento está adequadamente irradiada.

Durante o tratamento algumas revisões clínicas serão feitas. O dia e a hora destas avaliações serão previamente informados.

OBJETIVOS DA RADIOTERAPIA

O princípio fundamental da radioterapia é o de tratar a lesão e as áreas vizinhas protegendo-se ao máximo os tecidos sadios. O primeiro princípio da medicina exposto por Galeno foi "Primun non nocere" (em primeiro lugar não lesar). A fim de se obedecer a este princípio é necessário que se tenha uma precisa localização da área que se vai tratar. Por isto é necessário restringir ao máximo, delimitar e localizar com precisão a área a ser irradiada.

Como os tecidos têm diferentes radiossensibilidades, proteções e diminuições das áreas a serem tratadas às vezes precisam ser feitas. A ação da radioterapia está geralmente restrita a área tratada. Desta forma seu efeito tóxico sobre outros orgãos fora da área irradiada é muito limitado.

Alguns sintomas gerais podem ocorrer como: discreta perda do apetite, irritabilidade, sonolência especialmente na parte da tarde. Estes efeitos decorrem da ação do tratamento e em nada estão relacionados com a doença.

COMO DIMINUIR OS EFEITOS COLATERAIS ?

Deve-se manter uma dieta frugal, sem super alimentação; manter uma atividade física moderada, como caminhar por cerca de 20 minutos pela manhã ou à tarde (obviamente se não houver outra contra indicação), ingerir bastante líquido (cerca de 2 litros por dia) e dormir após o almoço. Estas reações gerais são passageiras, devendo, quando ocorrer, persistir por poucos dias depois do fim do tratamento. Você poderá ouvir comentários sobre a radioterapia e seus efeitos colaterais. Alguns poderão ser verdadeiros e outros nem sempre corretos. As reações ao tratamento são muito variáveis dependendo de inúmeros fatores que devem ser individualizados.

PRINCIPAL REAÇÃO

É aquela que ocorre sobre a pele. A radioterapia provoca uma desidratação e descamação da pele. Ao final do tratamento sua pele poderá estar mais sensível e de coloração mais escura, efeitos que desaparecem com o tempo.

Ocasionalmente poderá ocorrer uma discreta sensação de fraqueza e sonolência, de pequena intensidade, especialmente na parte da tarde, que desaparecerá totalmente ao final do tratamento. Você não vai ficar radioativo. Seu contato não vai trazer nenhum perigo a outras pessoas. Ao se desligar a aparelhagem desaparece por completo toda a irradiação.

A DOR

A radioterapia é uma importante arma no combate a certos tipos de dores, sendo freqüentemente empregada em muitas ocasiões.

A dor pode ser considerada como um complexo de sensações tendo sido definida por Aristóteles como "uma paixão da alma".

Quando sentir dor não tente se manter em silêncio, expresse claramente seu sofrimento. A dor pode estar diretamente relacionada com a área do problema.

Porém, algumas vezes ocorre o que se denomina de dor reflexa. Por exemplo, uma lesão na bacia pode provocar dor apenas no joelho. Portanto não estranhe se a radioterapia não estiver sendo realizada diretamente na área de maior dor.

Às vezes é muito difícil definir uma dor. Ela pode ser em pontada em queimação, peso, etc.

Descrever a dor com correção auxilia no seu diagnóstico.

Tente responder as questões abaixo para melhor compreender sua dor:

Onde dói?
A dor é localizada ou difusa ?
É constante ou aparece e desaparece ?
É parecida com alguma dor que você já sentiu ?
Existe alguma coisa ou alguma posição que melhora ou piora a dor ?
Se pudesse dar uma nota de 1 a 10 à intensidade de sua dor, qual nota você daria ?

A medicação que combate a dor pode ser administrada de maneira oral, intra muscular, intra venosa ou sob a forma de adesivos.

EXISTEM ALGUMAS REGRAS QUE SEMPRE DEVEM SER SEGUIDAS

Os pacientes possuem o direito de serem ouvidos com respeito e consideração em relação à suas queixas de dor. Portanto o médico deve sempre acreditar no paciente, não subestimando suas queixas.

Contribuem para a sensação de dor não só a lesão em si, mas também fatores físicos, emocionais como ansiedade e a raiva. Portanto não só as medidas para combater a dor como medicação, radioterapia, etc., bem como uma série de cuidados de suporte devem ser empregadas.

O correto tratamento da dor necessita do uso CONSTANTE E REGULAR de analgésicos. Tomar o remédio para dor apenas quando esta aparece É COMPLETAMENTE ERRADO.

Hoje existem médicos especializados no combate à dor. Discuta com seu médico a necessidade de ouví-los.

LEMBRE-SE

Não tenha medo de ficar dependente dos medicamentos. Isto é algo MUITO RARO, que só acontece com alguns tipos de medicamentos e depois de um uso muito prolongado. Cada organismo reage de maneira muito pessoal à dor, não existem esquemas pré definidos. Medicamentos adequados à uma pessoa podem ser totalmente inadequados para outra. De uma maneira geral o combate à dor requer algumas semanas para seu total controle.

ALGUMAS MEDIDAS PODERÃO AUXILIAR NA DIMINUIÇÃO DA DOR

Pode ser necessário mudar de posição com freqüência quando você estiver sentado ou deitado;
Travesseiros ajudam a apoiá-lo na cama
Receba visitas curtas e freqüentes
Se você tem fé não deixe de recorrer à seu pastor, padre ou orientador religioso.

Após alguns dias de medidas de combate a dor tente compará-la com a intensidade anteriormente sentida e discuta claramente com seu médico sua real sensação, seja de piora, melhora ou estabilidade da dor.

ITERRUPÇÃO DO TRATAMENTO

Ocasionalmente o tratamento poderá ser interrompido em virtude de alguma reação colateral ou até mesmo por reparos no equipamento.
Esta interrupção não terá qualquer efeito na eficiência final da radioterapia.

LEMBRE-SE

A radioterapia é um tratamento indolor.
Você não vai perder seus cabelos em decorrência da irradiação, a menos que a área tratada seja a cabeça.
Não altere seus hábitos alimentares nem faça uma dieta de super alimentação.Em certos casos algumas restrições alimentares serão necessárias. Você será informado a respeito recebendo uma dieta específica para cada situação.
A Radioterapia é um lugar movimentado e algumas vezes ocorrem emergências que levam a alguns atrasos. Nós esperamos que isto raramente ocorra e pedimos sua compreensão.

Talvez você tenha algumas dúvidas. Não deixe de expressá-las claramente, pedindo todos os esclarecimentos que julgar necessário. Você verá que a radioterapia é um tratamento relativamente simples e bem tolerado. A radioterapia é um tratamento no qual se utilizam radiações ionizan- tes (raio-x, por exemplo), que são um tipo de energia, para destruir ou impedir que as células do tumor aumentem. Essas radiações não são vistas e du- rante a aplicação você não sentirá nada.

DIETAS

As dietas abaixo relacionadas podem ajudá-lo a suportar a radioterapia com mais facilidade.

DE FORMA ALGUMA AS ORIENTAÇÕES DE DIETA PODEM SER VISTAS COMO UM SUBSTITUTO DA ORIENTAÇÃO MÉDICA. ANTES DE PASSAR A USÁ-LAS ENTRE EM CONTATO COM SEU MÉDICO ASSISTENTE DISCUTINDO COM ELE A NECESSIDADE DE EMPREGÁ-LAS.

DIETA PARA DIARRÉIA

Um dos efeitos colaterais da radioterapia é a diarréia. Usualmente é de moderada intensidade e contornável com algumas modificações em sua dieta.

SIGA AS SEGUINTES SUGESTÕES

Alimente-se com pequenas porções várias vezes ao dia.
Evite alimentos gordurosos , condimentados e doces.
Evite vegetais folhosos(couve, alface, etc), frutas de bagaço e carnes fibrosas.
Beba bastante liquido entre as refeições e mastigue com a boca fechada.
Evite refrigerantes e cervejas.

DIETA

Chá sem açúcar ou com adoçante artificial.
Caldo de arroz simples(sem gordura ou sal).
Torradas ou bolachas de água e sal.
Ovos escaldados.
Pire de batata, galinha cozida ou carne magra desfiada.
Gelatina simples, banana crua ou cozida, maça raspada, crua ou cozida, limão e pêra.

DIETA PARA NÁUSEAS E VÔMITOS

Normalmente as náuseas e vômitos provocados pela radioterapia são de pequena intensidade. As orientações abaixo poderão ser úteis enquanto estes efeitos perdurarem.

Alimente-se com pequenas porções varias vezes ao dia.
Evite alimentos quentes.
Evite alimentos gordurosos
Coma alimentos salgados e evite doces.
Evite líquidos durante as refeições
Não deite após as refeições
Coma alimentos secos, como torradas e bolachas de água e sal.
Tome bastante líquido, em pequenos volumes.

ACRESCENTE A SUA DIETA

Espaguete com molhos leves.
Verduras e sucos de verduras.
Frutas e sucos de frutas
Sorvete ou gelatina gelada.
Roscas, biscoitos e pães integrais.

DIETA PARA CISTITE

Ocasionalmente a ação da radioterapia sobre a bexiga podera causar ardor e dor ao urinar. Para alívio destes sintomas a dieta abaixo podera ser útil.

Evite os seguintes alimentos:

Chá
Café
Alcool
Pimenta
Condimentos
Leite e derivados

CABEÇA E PESCOCO

A utilização de radioterapia na região da cabeça e pescoco pode levar a uma série de efeitos colaterais locais.

A partir da segunda semana do tratamento talvez ocorra sensação de ardor na língua, perda do apetite e do sabor dos alimentos.

Estas sensações embora um pouco desagradáveis são passageiras e vão desaparecendo lentamente com o final da radioterapia. Inicialmente mantenha sua dieta sem alterações.

Se necessário siga as seguintes sugestões:

Evite limentos muito quente, muito frios, alimentos duros e crus
Evite farinhas e condimentos
Não use bebidas alcoólicas ou fumol
Depois de cada refeição bocheche com água morna.
Escove os dentes com uma escova macia e use fita dental. Abra a boca ao máximo, 20 vezes depois de cada escovação.

Com o progredir do tratamento é possivel que que a dificuldade em mastigar e engolir aumentem.

ESTES LEMBRETES PODERÃO SER ÚTEIS

Coma pequenas quantidades de alimentos várias vezes ao dia.
Coma o que realmente voce goste.
Tente comer algo leve antes de dormir.
Evite os alimentos gordurosos e diminua a quantidade de líquidos durante as refeições.
Se necessário use canudo ou tome as refeições em uma xícara.

REFEIÇÕES LEVES

Sucos e vitaminas de frutas não ácidas.
Gemada (ovo cozido)
Leite, café, chá, pão, bolachas e torradas embebidas em líquido.
Tente comer algo leve antes de dormir.
Mingau de aveia com germe de trigo torrado.
Iogurte, ricota e refrigerantes (não muito frios).

ALMOÇO OU JANTAR

Sopas cremosas e de legumes (se necessários cozidos e batidos no liquidificador.
Carne cozida em fatias (cozer em fogo brando e ir adicionando água para torná--la mais macia).
Purê de bata e ovo.
Massas e espaguetti.
Gelatina e pudim.

De forma geral, uma vez terminado o tratamento de radioterapia, não é necessário que se faça de imediato qualquer reavaliação radiológica ou laboratorial. O máximo efeito biológico do tratamento ocorrerá dentro de 4 a 6 semanas. Poderão ser necessários controles clínicos periódicos. Estes têm por finalidade uma reavaliacão das condicões clínicas do cliente, da lesão tratada, e a detecção de eventuais efeitos colaterais a médio e longo prazo. Não existe uma frequência mínima em que estes controles devam se dar. Cada caso necessita de cuidados individualizados e por isto o intervalo dos controles podem variar.

DICAS DE ALIMENTAÇÃO

1. COMA MAIS VEGETAIS DA FAMÍLIA DAS CRUCÍFERAS

Estudos importantes mostram que esses vegetais protegem você contra o câncer coloretal, estômago e do trato respiratório. Eles incluem o brócolis, a couve, o repolho, a couve-flor e a couve de bruxelas, entre outros.

2. INCLUA ALIMENTOS COM MUITA FIBRA

Uma dieta rica em fibras protege você contra câncer de cólon. Contém fibras grãos, frutas e vegetais incluíndo pêras, morangos, batatas, tomates, espinafre, cereais em geral, pipocas, arroz integral e pão integral.

3. ESCOLHA LIMENTOS COM VITAMINA A E C

Isso pode proteger você contra o câncer do esôfago, estômago, laringe e pulmão. Alimentos frescos que contém beta-caroteno como cenouras, pepinos e brócolis. A vitamina C é encontrada em várias frutas e vegetais frescos como mamão, acerola, laranja, tomates, morangos, brócolis e pimenta verde e vermelha.

Não substitua alimentos por pílulas de vitaminas.

4. FAÇA UM CONTROLE DE PESO

Obesidade está ligada ao câncer do útero, vesícula, mama e intestino. Exercícios físicos e ingestão de menos calorias vão ajudar você a não ganhar peso. Andar é o exercício ideal para a maioria das pessoas e prepara você para outros esportes. Consulte seu médico antes de praticar atividades físicas extremas, ou uma dieta especial.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO ?

1. DIMINUA A GORDURA DA SUA DIETA

Uma dieta rica em gordura aumenta o risco de câncer de mama, cólon e próstata. Calorias vindas da gordura representam um ganho de peso para você, especialmente se você não pratica exercícios. Corte de uma maneira geral a gordura comendo carnes magras, peixe, frango sem pele, e produtos sem gordura. Evite doces e massas.

2. DIMINUA ALIMENTOS CURADOS, DEFUMADOS OU ENLATADOS

O câncer de esôfago e estômago são comuns em países onde se come muito desses alimentos. Coma bacon, carne seca, presunto, "hot dogs" ou peixes defumados apenas ocasionalmente.

3. PARE DE FUMAR

O fumo é o maior fator de risco de câncer que há - a principal causa de câncer de pulmão e de 30 % de todos os tipos de câncer. Fumar em casa significa mais doenças respiratórias e alergias para suas crianças.

Mulheres grávidas que fumam prejudicam seus bebês. Mascar fumo também é prejudicial, pois aumenta o risco de câncer de boca e garganta.

4. VÁ DE LEVE COM O ÁLCOOL

Se você bebe muito, seu risco de câncer do fígado aumenta. O álcool aumenta muito o risco de câncer da boca, garganta, laringe e esôfago. Se você bebe álcool, seja moderado.

5. RESPEITE OS RAIOS SOLARES

Tomar muito sol causa câncer de pele além de danificá-la. Proteja sua pele com filtro solar - pelo menos fator #15, use chapéus e evite o sol das 11:00 às 15:00 horas. Se você notar mudanças em pintas na pele ou feridas que não cicatrizam, procure o seu médico.

Fonte: www.sindipetro.org.br

Radioterapia

Radioterapia

O QUE É A RADIOTERAPIA?

A radioterapia é um meio de tratamento que usa a energia fornecida por diferentes tipos de raios (ex.: raio x, raios gamma, cobalto, electrões). Estes raios formam a radiação ionizante que atuam ao nível das células malignas do corpo, destruindo-as e impedindo-as de se reproduzirem.

Os efeitos produzem-se essencialmente ao nível das partes do corpo que estão em contato com a radiação.

Variam de doente para doente, sendo geralmente transitórios. ?? Podem ser diminuídos através de medicamentos indicados pelo médico.

A frequência e a intensidade dos efeitos não estão relacionados com os resultados do tratamento.

Pode sentir cansaço devido às radiações e ao stress que acompanha o tratamento.

O cansaço pode persistir durante algumas semanas após o tratamento.

Que fazer para diminuir a fadiga

Repousar o mais possível
Evitar perder peso
Ingerir líquidos
São desaconselhadas dietas que não sejam prescritas pela equipe de saúde.

Orientações para o doente submetido a radioterapia

IDENTIFICAÇÃO DO LOCAL A TRATAR OU SIMULAÇÃO

A identificação do local exato a tratar é efetuado através de um aparelho de radiografia. De seguida são traçadas linhas ou tatuagens com coloração sobre a pele nesse mesmo local. É muito importante que estas linhas sejam conservadas durante todo o tratamento, para que este se possa efetuar nas mesmas zonas diariamente.

Este processo é indolor e poderá demorar algum tempo.

Em certas regiões do corpo como a cabeça e o pescoço poderá ser necessário, durante o tratamento, o uso de máscaras para garantir uma imobilização perfeita. Nestas situações é necessário ir à sala de moldes dias antes da simulação para efetuar o molde da mascara a usar.

COMO COLABORAR

A sala onde se realiza a radioterapia é um espaço próprio devido à radiação ionizante. É um ambiente fechado onde há aparelhos grandes, alguns dos quais fazem barulho.

Os raios não são visíveis, não provocam dor, nem qualquer reação de calor ou de vibração.

Em cada sessão permanecerá na sala entre 10 a 20 minutos, mas o seu tratamento só tem a duração de 1 a 5 minutos; normalmente, cinco dias por semana, durante três a sete semanas.

A duração do tratamento não é em função da gravidade da doença mas do plano de tratamento previsto, só sendo interrompido por indicação médica.

Ao longo do tratamento efetuam- se análises ao sangue e outros exames, (ex.: radiografias, ecografias, cintigrafias), com o objetivo de obter informações sobre a eficácia do tratamento.

RADIOTERAPIA DA REGIÃO ABDOMINAL

Antes do tratamento ao intestino, útero e ao reto deve beber muita água e se possível não urinar uma hora antes da radioterapia.

SE APRESENTAR NÁUSEAS

Faça várias refeições, coma lentamente e em pequenas quantidades;
Coma de preferência antes do tratamento
Evite gorduras e doces
As refeições devem estar à temperatura ambiente e/ou frias (os alimentos quentes favorecem as náuseas devido aos odores)
Evite comer em locais muito quentes
Beba os líquidos preferencialmente fora das refeições
Prefira bebidas frescas (ex.: água)
Evite bebidas que irritam o estômago (ex.: café, álcool, chás)
Evite bebidas gaseificadas
Após as refeições repouse na posição de sentado em vez de deitado
Se as náuseas continuarem, fale com o seu médico, ele poderá prescrever um medicamento adequado

ARDOR E DIFICULDADE EM URINAR

Pode sentir ardor ou dificuldade em urinar caso a bexiga esteja incluída no tratamento.

EM CASO DE DIARREIAS

Beba dois litros de líquidos por dia, sob a forma de água sem gás, sopa, sumo de maçã, chá, porque a diarreia provoca perda de líquidos
Ingira alimentos pobres em fibras (ex.: arroz, banana, batata, frutas cozidas, legumes cozidos excepto vagem ou ervilhas); carnes magras grelhadas e peixe
Evite alimentos que provocam formação de gases, (ex.: cebolas, alho francês, bebidas gasosas ou alcoólicas)
Evite alimentos gordos, fritos e condimentados
Aumente o consumo de sal para compensar as perdas

RADIOTERAPIA AO NÍVEL DA BOCA, GARGANTA E ESÓFAGO

Os doentes que são tratados ao nível da cavidade oral e garganta, podem apresentar alterações tais como:

Alteração progressiva do paladar (ex.: gosto metálico)
Diminuição da produção de saliva, que causa secura da boca
Dificuldade em engolir
Rouquidão

O QUE FAZER PARA SE SENTIR MELHOR

Bochechar pelo menos cinco vezes por dia com o medicamento prescrito pelo médico
Evite fumar
Evite bebidas que contenham gasosas e/ou álcool
Evite alimentos muito quentes, gelados e muito temperados
Evite frutas e/ou sumos ácidos (ex.: laranja, limão), prefira os sumos de maçã, uvas e alperces
Se tem dificuldade em beber pode usar uma palhinha
Manter a boca húmida bebendo goles pequenos e frequentes
Uma alimentação mais líquida, compensa a falta de saliva (ex.: compotas, cremes, sopa batida, leite, iogurtes, sumos)
Utilize eventualmente pastilhas de menta ou rebuçados sem açúcar
Faça uma higiene dentária cuidada, use o fio dental, escove várias vezes ao dia os dentes com escova macia e um dentífrico com flúor
É importante tratar os dentes antes de se efetuar um tratamento com radiação na boca
Nunca arrancar dentes incluídos na área exposta recentemente

É importante que o dentista entre em contato com o seu médico para esclarecimento da situação

COMO COLABORAR

O doente é sempre acompanhado à sala, ajudado a colocar-se na posição adequada para receber o tratamento
Durante o tratamento deve manter-se o mais imóvel possível e respirar normalmente
Fica só durante o procedimento, podendo contactar o enfermeiro e/ou técnico de radioterapia através de um gesto
Está a ser observado constantemente por um profissional de saúde através de um monitor de TV
Poderão ser colocadas placas com blocos protetores no aparelho, para proteger tecidos e órgãos sãos

VIDA SEXUAL

A impotência sexual ou a diminuição da líbido pode ocorrer devido a problemas tais como:

A doença em si
O stress do tratamento
Efeitos de medicamentos
Radioterapia na região pélvica.

ORIENTAÇÕES

No caso do homem com disfunção eréctil há meios técnicos que o podem ajudar (.auto-injeção com medicamentos –prostaglandina E1, implante de prótese)
Converse com o seu médico sobre a possibilidade de congelar esperma caso deseje ter mais filhos
No caso da mulher fale com o seu ginecologista este pode ajudála com mais informações (ex. indicação de uso lubrificantes vaginais).
Não poderá engravidar

Converse abertamente com a sua companheira e/ou seu companheiro sobre desejos, necessidades de cada um

CUIDADOS A TER COM A PELE

Tome nota

Efeitos possíveis ao nível da pele

Durante o tratamento a pele pode apresentar reações no local onde se efetua a radioterapia, tais como:

Pele a descamar (como se tivesse sido exposta ao sol)
Pele cor de rosa
Comichão
Inchaço
Ferida
Hemorragia

Estes efeitos surgem geralmente duas a quatro semanas após a primeira sessão de tratamento.

Habitualmente, as reações da pele desaparecem quatro a seis semanas após o fim da radioterapia.

O local onde se efetua o tratamento deve ser lavado suavemente com água limpa, morna e sabão neutro (ex.: glicerina), sem esfregar . Seque bem as pregas cutâneas e evite o uso de pó talco.

Evite o uso de adesivos sobre a pele

Evite a exposição da pele irradiada a calor ou frio extremos

Não esfregue, coce, arranhe ou escove a pele irradiada

Use vestuário leve, dê preferência a roupas largas, macias e usadas (por vezes as linhas na pele mancham)

No caso de tratamento ao nível da face, use a máquina de barbear e evite loções e água de colónia com éter ou álcool

A pele que está em contato com as radiações não pode ser exposta durante muito tempo à luz solar e/ou solário (bronzeamento artificial da pele) .Use fator de proteção solar máximo. Mantenha este cuidado até um ano após o tratamento. As restantes regiões podem ser expostas normalmente

Observe cuidadosamente a pele em busca de alterações.

RADIOTERAPIA DA MAMA E REGIÃO AXILAR

Pode sentir um aumento de sensibilidade e de volume na mama irradiada nas duas primeiras semanas;

Na região axilar há gânglios importantes no processo de drenagem linfática para os braços. Por esta razão é muito importante dar atenção especial ao braço da axila que é irradiada.

Tenha em atenção

Evite depilar a axila que é irradiada e/ou do lado da mama que é irradiada;

O tratamento provoca a queda de pelos nesse local e impede a transpiração (devido à irradiação das glândulas sudoríparas)

Informe-se sobre os exercícios que pode praticar, evite exercícios violentos e pesos com o braço da axila e/ou mama que está a ser tratada (ex.: prefira o outro braço para o uso da carteira, para o transporte das compras).

Proteja o braço e a mão do lado que está a receber tratamento:

Use luvas se estiver em contato com produtos químicos ou materiais cortantes (ex.: detergentes, jardinagem,)
Caso surja um corte ou outra lesão no braço limpe com água corrente,
Aplique uma compressa limpa e recorra ao centro de saúde para efetuar o penso e ser avaliado;
Se verificar que o seu braço fica vermelho, quente, inchado contate o médico
Sempre que possível peça para tirar sangue, avaliar tensão arterial e/ou administração de injeções no braço oposto

Evite temperaturas extremas:

Use luvas para cozinhar e/ou mexer no forno do fogão e no congelador;
Evite o contato da área que está a receber tratamento com gelo ou sacos de água quente

Fonte: www.hegasmoniz.min-saude.pt

Radioterapia

RADIOTERAPIA A CURTA DISTÂNCIA - Braquiterapia

Na sua tese de doutoramento em 1904, Madame Curie descreveu um experimento biológico em que ela colocava uma cápsula contendo rádio no braço do seu esposo e deixava-a por várias horas. Ela disse que era produzido uma ferida que levava um mês para sarar. Esta ferida não era uma "queimadura" superficial; a avaria era muito mais profunda. A possibilidade de usar rádio para destruir o câncer foi reconhecida quase que imediatamente.

A vantagem da braquiterapia é que ela dá uma dose muito grande ao tumor com o mínimo de radiação para os tecidos vizinhos normais.

Vantagens

Alta dose ao tumor (pequeno volume) X baixa dose aos tecidos circunjacentes

Curta duração do tratamento

A Braquiterapia é uma modalidade de Radioterapia na qual o elemento radioativo é colocado em proximidade ou dentro do órgão a ser tratado. Para isto são utilizados elementos radioativos específicos, de pequeno tamanho e formas variadas, que são colocados na posição de tratamento através de guias chamados cateteres ou sondas.

Atualmente, com o desenvolvimento dos sistemas computadorizados, os elementos radioativos entram dentro dos guias após sua colocação no paciente, controlados por um programa de computador no qual o físico calcula a dose de tratamento prescrita pelo médico.

Princípios

Um dos princípios da radioterapia é tratar o volume tumoral, ou o local onde este se encontra, preservando ao máximo as estruturas normais vizinhas.

Pois bem, com a braquiterapia é possível irradiar-se volumes alvo muito pequenos com uma alta dose, pois conforme nos distanciamos do elemento radioativo a dose decai rapidamente, poupando-se portanto as estruturas normais vizinhas de receberem a dose total prescrita.

A braquiterapia pode ser utilizada como um acréscimo de dose local após um curso de radioterapia externa, ou como um tratamento exclusivo; depende da doença.

Desvantagens da Braquiterapia

Sua principal desvantagem é a não uniformidade da dose desde que a radiação é muito mais intensa perto da fonte, embora usando muitas fontes ajuda fazer a dose mais uniforme

Uma outra desvantagem se relaciona com a segurança das radiações. O terapêuta deve estar próximo à fonte enquanto elas estão sendo colocadas no lugar. O paciente é uma "fonte radioativa" durante os dias em que as fontes estão no lugar, e as enfermeiras e outros estão expostos assim à radiação. A radiação para o terapêuta tem sido muito reduzida pela técnica "carregamento a posteriori".

O terapêuta cuidadosamente coloca tubos ôcos no paciente e mais tarde rapidamente coloca as fontes radioativas nos tubos.

Tipos de Braquiterapia

Por localização da fonte:

Intracavitária: Ginecológicas (útero, uretra), brônquio, esôfago, ductos biliares
Intersticial:
Mama, sarcomas de membros, língua
Superficial:
Moldes ou placas (pele) Pelo “”Loading”(carregamento dos guias com o material radioativo)
Manual pura:
O material é colocado diretamente no tecido alvo
“Afterloading” (pós-garga) manual:
Cateteres ou aplicadores são colocados, e então o material é inserido nesses guias, manualmente
Remote afterloading” (pós-carga por controle remoto):
Cateteres são colocados e então o material é inserido mecanicamente na aplicação.

Tipos

Pela duração da braquiterapia

Implantes permanentes: Fonte é perene no paciente, nele decaindo. Normalmente, utilizam-se isótopos de meia vida curta: Iodo-125, Paládio-103, Ouro-198
Implantes temporários:
Removidos após o tratamento. Existe um melhor controle da dose no volume alvo, pelo planejamento pós-inserção (Césio-136, Irídio-192).

Pela taxa de dose

Baixa taxa de dose: Geralmente é tratamento único, com liberação da dose ao longo de horas ou dias. Requer internação e isolamento e a colocação dos aplicadores ou material radioativo geralmente é feita sob anestesia ou sedação.

Taxa de Dose

Alta taxa de dose

O elemento radioativo possui uma alta atividade, e portanto libera uma alta dose em um tempo pequeno. Com isto, as aplicações são rápidas, e o tempo de tratamento total, muito menor do que com a braquiterapia convencional de baixa taxa de dose. Geralmente, o tratamento é fracionado e não requer internação nem anestesia.

Na braquiterapia de alta taxa de dose, depois de inseridos os cateteres, o paciente é radiografado para o cálculo da dose em sistema computadorizado. Para tal utilizam-se marcadores metálicos que possibilitam a identificação dos cateteres nas radiografias. Estes dados são então digitalizados no sistema de cálculo para o físico definir os tempos e doses de tratamento.

Equipamentos para Radioterapia

Até 1940 o radioterapêuta tinham pouca escolha na fonte de radiação que ele usava no tratamento do câncer.

A maioria da terapia externa era dada com unidades de raio-X de ortovoltagemque tinham um potencial máximo de 250 kVp ou menos poucos centros médicos tinham unidades de 400 kVp ou a nova máquina de 1.000 kVp ou 1 milhão de volt.

Após a II Guerra Mundial város desenvolvimentos significa-tivos foram feitos nas máquinas de terapia.

Betatron

Kerst desenvolveu o Betatron, que acelera elétrons a altas energias. Os elétrons podem ser usados diretamente ou podem ser usados para produzir um feixe de raio-X de alta energia. O bétraton ajudou abrir uma nova era na terapia de radiação - a era da megavoltagem.

Acelerador Linear

Fontes de Cobalto-60

A aplicação das fontes radioativas artificiais para a terapia de radiação foi um outro importante desenvolvimento pósguerra. Embora o câncer tenha sido tratado por décadas com fontes radioativas de rádio colocadas diretamente no tumor ou sobre ele (ver Seção 5), existia rádio insuficiente para produzir um feixe externo útil de raios gama.

Umas das fontes radioativas fáceis para produzir num reator é o 60Co. O cobalto-60 emite raios gamas penetrantes de cerca de 1.25 MeV de energia.

Estes raios são aproximadamente tão penetrantes quanto os raios-X de uma máquina de raio-X de 3 milhões de volts, mas a unidade 60Co é muito mais compacta

Fontes de Cobalto

A primeira unidade de terapia com 60Co foi feita no Canada por Harold Johns em 1951.

Muitas das unidades 60Co são projetadas para girar em volta do paciente. Um grande metal para-raios absorve a radiação que passa através do paciente e reduz a quantidade de proteção necessária nas paredes.

A radiação de saída de uma fonte de 370 TBq de 60Co é cerca de 200 R/min a um metro da fonte. Um tratamento típico em radioterapia consiste de 3 Gy (menos do que 2 min) cada dia por cerca de 20 dias (excluindo os fins de semanas).

Requisitos de Radioproteção e Segurança para Serviços de Radioterapia

Tópicos

Princípio da Justificativa
Responsabilidades Básicas
Plano de Radioproteção
Instalações e Equipamentos
Controle e Monitoração de Área
Blindagens
Programa de Garantia da Qualidade
Controle de Qualidade dos instrumentos de Medida
Procedimentos e Dispositivos de Segurança
Requisitos Gerais de Radioproteção em Radioterapia
Requisitos de Projeto e Operação
Análise e Registros
Fiscalização

Proteção Radiológica - Radioterapia

Normas Aplicáveis aos Serviços de Radioterapia:

CNEN-NE-3.01: Diretrizes Básicas de Radioproteção
CNEN-NE-3.02:
Serviços de Radioproteção
CNEN-NN-3.03:
Certificação da Qualificação de Supervisores de Radioproteção
CNEN-NE-3.06:
Requisitos de Radioproteção e Segurança para Serviços de Radioterapia
CNEN-NE-5.01:
Transporte de Materiais Radioativos
CNEN-NE-6.01:
Registro de Profissionais para Uso e Manuseio de Fontes de Radiação
CNEN-NE-6.02:
Licenciamento de Instalações radiativas
CNEN-NE-6.05:
Gerência de Rejeitos Radioativos em Instalações Radiativas

Princípio da Justificação

Devem ser levados em consideração:

As vantagens relativas em comparação com outros métodos de tratamento, tais com cirurgia e quimioterapia;

Os riscos de indução de detrimentos malignos, e os riscos devido a tratamento alternativos;

O balanço entre a gravidade da condição a ser tratada e a possibilidade de ocorrência de efeitos estocásticos e determinísticos (fora do volume alvo).

Responsabilidades Básicas

A Direção do Serviço de Radioterapia – TITULAR- É responsável pela segurança e radioproteção dos pacientes e da equipe médica e deve assegurar:

Que somente pessoal treinado e autorizado opere fontes de radiação;
Todos recursos necessários para minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes;
Treinamento e recursos materiais para atuação em situação de incidente ou acidente;

PLANO DE RADIOPROTEÇÃO

Instrumentação para medição da radiação

Plano para situação de emergência, fornecendo as possíveis condições de acidentes, prováveis conseqüências, e os procedimentos que serão adotados para controlá-las;

Procedimentos de radioproteção utilizados durante as sessões de Radioterapia, incluindo em braquiterapia a monitoração de área com o paciente internado;

Gerência de rejeitos radioativos, (CNEN-NE-6.05)

Controle físico das instalações;

Responsabilidades

Que as fontes de radiação (e rejeitos radioativos) estejam adequadamente instaladas e protegidas;

Que sejam fornecidas e aplicadas todas as normas de Radioproteção e instruções de segurança aos pacientes e à equipe médica;

Pronta comunicação à CNEN sobre a retirada de uso de qualquer fonte, bem com sobre a ocorrência de perdas, roubos ou danos de fontes.

Plano de Radioproteção (cnt)

Procedimentos e resultados de monitorações radiológicas de todas as áreas onde são manuseadas, utilizadas e armazenadas fontes de radiação;

Dosimetria inicial completa das fontes de radiação (comissionamento) e freqüência de realização (das dosimetrias e controles periódicos);

Inventário das fontes de braquiterapia existentes;

Procedimentos empregados para transporte de material radioativo, interno e externo ao Serviço, incluindo materiais adquiridos.

Instalações e Equipamentos

O Serviço de Radioterapia deve estar equipado com:

Laboratório para o preparo e uso de material radioativo
Armazenamento de fontes e rejeitos radioativos
Monitoração individual e monitoração de área
Dosimetria de fontes
Calibração, aferição e ajuste de equipamentos
Calibração, aferição e ajuste de equipamentos
Áreas livres adjacentes a salas de tratamento, aos laboratórios para o preparo e uso de material radioativo, as salas de armazenamento de fontes e rejeitos radioativos.

Controle e Monitoração de Área

Blindagens, intertravamentos, mecanismos de controle de feixe de radiação, dispositivos e avisos de segurança

Verificação da aplicação de restrições, se o projeto e/ou emprego de uma instalação depende das mesmas com relação ao fator de uso de qualquer barreira primária

Registro em livro próprio, de todos os dados e resultados obtidos, inclusive observações e recomendações necessárias para a tomada de ações corretivas.

Antes do início de operação de qualquer instalação de Radioterapia e após a ocorrência de qualquer modificação em equipamentos, carga de trabalho, condições de operação e de blindagem que possam alterar significantemente os níveis de radiação, devem ser realizados controles e monitorações de área.

Realização de medições de níveis de radiação em barreiras secundárias usando fantomas e feixe útil de radiação com o maior tamanho de campo clinicamente utilizado;

Blindagens

Devem atender aos seguintes requisitos:

Blindagens e as dimensões das instalações serão tais que as operações possam ser executadas em conformidade com os limites autorizados e o princípio da otimização.
Janelas e portas de salas de tratamento atenderão aos mesmos requisitos de blindagem aplicáveis às paredes onde estão localizadas.
Projetos de novas instalações e/ou modificações envolvendo blindagem estrutural serão revistos e aprovados por perito qualificado e estão sujeitos à aprovação por Autoridade Competente.
Projetos e/ou modificações em instalações, incluindo especificações de blindagens, estarão arquivados em local próprio e acessível à auditoria da CNEN.

Garantia da Qualidade – Dosimetria das Fontes

A dosimetria da fonte (dos equipamentos irradiadores) está incluída no programa de GQ de modo a verificar (garantir):

O valor da grandeza radiológica (*) utilizada para todos os tamanhos de campos e qualidades (energia) de feixes de radiação empregados para todas as distâncias e condições de irradiação.
A qualidade (energia) do feixe útil de radiação para todas as condições de operação.
A congruência entre o campo de radiação e o campo indicado pelo dispositivo localizador.
A uniformidade do campo de radiação e sua dependência com relação à direção do feixe útil de radiação.

Procedimentos e Dispositivos de Segurança

Devem ser empregados:

Dispositivos de segurança que previnam a ocorrência de erros na seleção dos parâmetros essenciais à Radioterapia e para desempenho dos equipamentos.
Intertravamento nas portas que previnam acesso indevido de pessoas durante o tratamento.
Dispositivos luminosos indicadores na sala de controle e na (entrada) sala de tratamento.
Medidas de segurança para prevenir a remoção acidental ou não autorizada de fontes, (ocorrência de incêndios e inundações).
Dispositivos que interrompam automaticamente as irradiações após um período de tempo ou dose preestabelecidos.

CQ dos Instrumentos de Medida

CQ para os dosímetros clínicos (DC) e monitores de área (MA), considerando:

Calibração periódica (1 ano para MA e 2 anos para DC de referência) em laboratórios autorizados pela CNEN.
Recalibração (independente aos períodos estabelecidos), em casos de ocorrências de defeitos, consertos ou indicação de funcionamento irregular.
Aferições periódicas com fontes-testes.
Aferição imediatamente após a realização de transportes.

Requisitos Gerais de Radioproteção em Radioterapia

Não é permitida a presença de acompanhantes na salas de irradiação e em quartos de braquiterapia.
Não é permitida a irradiação de pessoas para propósitos de treinamento ou demonstração.
Em tratamento com feixe superiores a 60 keV não é permitido a presença de pessoas na sala e inferior a 60 keV é obrigatório o uso de vestimentas de proteção com espessura equivalente a 0,5 mm de Pb.
Possibilidade de observar e comunicar com os pacientes a partir da sala de comando.
Planejamento do tratamento radioterápico de forma a reduzir (ALARA) a dose equivalente efetiva em pacientes e a dose em órgãos radiosensíveis que não sejam objeto do tratamento.

Supervisor de Radioproteção

O Supervisor de Radioproteção do Serviço de Radioterapia é responsável por:

Proceder à análise de resultados de controle e monitoração, de medidas de segurança.
Calibração e aferição de equipamentos, e quando necessário, providenciar as devidas correções ou reparos.

Fiscalização

A CNEN realiza auditorias para verificar o cumprimento dos requisitos estabelecidos em suas normas
A CNEN exercerá a necessária autoridade para intervir em caso de não cumprimento dos requisitos descritos
CNEN pode, a seu critério, cancelar provisória ou definitivamente as autorizações fornecidas no âmbito da sua competência.

Obrigações do Supervisor de Radioproteção

O Supervisor é responsável por Registrar integralmente, em livro próprio:

Plano de tratamento
Resultados de controles e monitoração
Medidas de segurança
Ocorrências radiológicas
Resultados do controle de qualidade
Resultados de dosimetria (com que freqüência faz)
Registros de dose individual acumulada
Programa de treinamento
Informação sobre movimentação de fontes e condições de operação
Segurança de equipamentos e gerência de rejeitos radioativos

Bibliografia

Walter Huda e Richard Slone, Review of Radiologic Physics, Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 1994.
2.Steve Webb (Org.), The Physics of Medical Imaging, London: Institute of Physics, 1988.
3.T.J.Godden “Physical Aspects of Brachytherapy” MPHandbooks-19 – Adam Hilger-1998.
4.SC Klevenhagen “Physics of Electron Beam Therapy”
MPH – 13 Adam Hilger 1998
Normas da CNEN www.cnen.gov.br
www.fsc.ufsc.br/~canzian/fismed/programa.html
www.iradioterapia.com/pacientes/leftlistapac.htm
www.ird.gov.br - Maria Helena Maréchal
www.ird..gov.br - Delano Batista

Fonte: www.segurancaetrabalho.com.br

Radioterapia

A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada.

A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada.

Como a radioterapia é um método de tratamento local e/ou regional, pode ser indicada de forma exclusiva ou associada aos outros métodos terapêuticos. Em combinação com a cirurgia, poderá ser pré-, per- ou pós-operatória. Também pode ser indicada antes, durante ou logo após a quimioterapia.

Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:

Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares.
Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante, é uma modalidade de tratamento radioterápico essencial para o tratamento de tumores ginecológicos em especial para o câncer de colo uterino.
O tratamento é realizado com nuclídeos radioativos onde a fonte de radiação fica a uma curta distância, em contato ou até mesmo implantada na região a ser tratada, possibilitando a entrega de uma alta dose no sítio de tratamento, e uma baixa dose nos tecidos sadios vizinhos, diminuindo a toxicidade dos mesmos. Isto só é possível graças à braquiterapia, pois o tratamento somente de teleterapia não consegue atingir este ganho. A combinação destes dois recursos é que possibilita um tratamento adequado e mais seguro para a paciente.

Radiocirurgia

Radiocirurgia é uma forma de tratamento que utiliza radiações ionizantes, dirigidas por um sistema de coordenadas espaciais (estereotaxia) para atingir tumores, malignos ou benignos, e malformações arteriovenosas, em regiões profundas do cérebro.

Além disso, a radiocirurgia pode ser utilizada na correção de distúrbios funcionais, sendo aplicada a determinadas áreas do cérebro com o objetivo de normalizar sua atividade.

A radiação é aplicada externamente, não havendo necessidade de abrir o crânio para alcançar a área a ser tratada.

No tratamento oncológico por irradiação,do Hospital do Câncer de Muriaé, a radioterapia externa e a braquiterapia, possuem um planejamento tridimensional através de tomografia computadorizada, que permite a integração com a simulação do tratamento, reduzindo os efeitos colaterais e assegurando maior eficácia na cura do câncer.

Mais um aparelho de radioterapia externa foi adquirido. Este terceiro acelerador linear é de última geração e extremamente sofisticado, sendo o aparelho de radioterapia com maior tecnologia no mundo, que possibilita a realização de modernas técnicas de tratamento como a radiocirurgia, cirurgia extereotáxica, IMRT, radioterapia conformacional, além de ter o apoio do portal vision e respiratory gate, proporcionando maiores chances de cura e pouquíssimos efeitos colaterais do tratamento.

Fonte: www.fcv.org.br

 

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