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Espécies em Extinção

 

Espécies em Extinção

Tudo o que fazemos tem reflexos na Natureza que nos rodeia. Os homens primitivos causavam apenas ligeiras alterações mas o homem moderno e responsável por grandes danos ambientais.

Há 500 anos os europeus começaram a explorar o mundo. Levaram consigo animais e plantas armas modernas, tecnologias, doenças e um modo de vida que destruiu o equilíbrio ambiental das terras que descobriam

ANIMAIS EM VIAS DE EXTINÇÃO

Desde que a terra existe, numerosas espécies de animais foram morrendo e passado alguns anos foram substituídos. Os homens destruíram muitas espécies de animais em pouco tempo. Nunca mais serão substituídos, por que é preciso salvar os que restam. O dodó é uma espécie de uma ave desaparecida; os marinheiros que desembarcavam para a Ilha Maurícia caçavam-no para o comer. Constituiu também presa de ratos e dos porcos levados pelos navios.

Os crocodilos também são mortos por causa da sua pele: transformar-se-à em sacos, sapatos, carteiras... Estão a rarear. São protegidos, mas os caçadores furtivos continuam a caçalos. O gravial dos ganges, que vês aqui, é uma das espécies mais ameaçadas.

Qual é o animal maior do mundo?

A baleia azul. Do Árctico ao Antárctico, desloca-se ao longo milhares de quilómetros.

O seu corpo enorme é uma grande fonte de riqueza: sua gordura dá óleo a sua carne come-se.

ANIMAIS EM PERIGO - PERDA DE HABITAT

As espécies ficam ameaçadas se puderem os seus abrigos e o alimento.Os herbívoros podem morrer de fome se as plantas de que se alimentam desaparecerem.

Então os predadores também morrem porque há menos herbívoros e podem começar atacar outras presas. E assim sucessivamente.

As espécies extinguem-se quando se afeta o equilíbrio do seu meio ambiente. Isto pode acontecer devido a causas naturais, mas atualmente deve-se subretudo aos resultados da intervenção humana.

CAÇADORES E PRESAS

Num ambiente saudável, deve existir sempre um equilíbrio entre caçadores e os animais que estes caçam, as presas. Se as presas escasseiam os caçadores deixam de ter alimento e morrem.

O HOMEM CAÇADOR

O homem caçou sempre para obter alimentos e descobriu utilizações para as “sobras” tais peles, penas, marfim e óleos. Desde os tempos pré-históricos a caça levou a extinção de muitos animais.

ILHAS

Os marsupiais por exemplo o canguru e o coala sobrevieram na Austrália, que é como uma enorme ilha separada do resto do mundo.

ANIMAIS SELVAGENS E EM EXTINÇÃO

Píton-reticulada

A Píton-reticulada habita as florestas tropicais quentes e húmidas, onde sua cor se confunde com a vegetação. O seu comprimento varia entre os seis e nove metro. Apesar do tamanho, que assusta esta píton é tão dócil quanto a jibóia e pode até ser domesticada. Tanto em cativeiro como no seu ambiente natural, tem por habito descansar de dia e caçar á noite. Adora água e chega a ficar o dia inteiro num agradável banho de imersão apenas com a cabeça de fora.

Pecari

A Pecari é uma espécie de porco selvagem da América do Sul.

A sua principal característica é o calor de pêlos brancos em volta do pescoço: o resto do corpo e cinza e preto com reflexos.

Fora da manada a pecari cai no papo da onça. Diz o povo “sozinho é presa fácil”. Em bando torna-se irascível, perigoso e até a onça prudente, prefere afastar.

EXTINTO

Quando morre o último indivíduo de uma espécie animal ou vegetal, a espécie diz-se extinta (ex.).

Não existe mais nenhum exemplar no mundo. Se uma espécie não foi encontrada na natureza nos últimos 50 anos, considera-se extinta.

A extinção faz parte do ciclo normal da vida durante a História do nosso planeta muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se. O seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Depois da extinção dos dinossauros, o seu lugar foi ocupado pelos mamíferos.

Durante 50 a 100 anos, o ritmo destas extinções aumentou muito. Agora está cada vez mais acelerada.

ESPÉCIES EM PERIGO DE EXTINÇÃO (E)

São aquelas de que existe um número tão reduzido de exemplares que provavelmente serão extintos. Poderão sobreviver se forem cuidadosamente protegidos.

ESPÉCIES VULNERAVEIS (V)

Transformar-se-ão em espécies em perigo de extinção se as dificuldades se encontram no seu meio Ambiente não forem superados. Precisão de proteção.

ESPÉCIES RARAS (R)

Estão em perigo devido ao reduzido número de indivíduos existentes no mundo inteiro.

Todos estes animais estão extintos. Tudo o que deles resta são figuras exemplares de museus. Por exemplo, o lobo da Tasmânia viveu na Austrália e na Nova Guiné e sobreviveu na Tasmânia até 1930. Estes animais matavam os carneiros e, a partir de 1830, pagava-se um prémio por cada escalpe conseguido. O último lobo da Tasmânia morreu no jardim zoológico de Hobart em 1936, mas é possível que haja sobreviventes em alguma zona selvagem ou remota.

MATAR POR LUXO

Á caça de peles

Por trás da fachada elegante da indústria de peles, que movimenta rios de dinheiro, está a triste validade da matança. Todos os anos, milhões de animais apanhados em armadilhas, sofrem uma morte lenta dolorosa. Ficam presos pelas patas, pescoço ou tronco, em armadilhas de metal ou nas condias. Os animais permanecem na ratoeira cerca de 15 horas antes de serem estrangulados ou mortos á paulada.

Um Lince do Alasca esteve com a pata presa numa armadilha durante seis semanas. Conseguiu manter-se vivo tanto tempo porque os outros animais do seu grupo familiar lhe levavam comida. As armadilhas são segas. Muitos outros animais, tais como águias, corujas, cisnes e animais domésticos são apanhados, mortos e rejeitados. Na gíria do comércio, estes animais são "lixo".

Fonte: web.rcts.pt

Espécies em Extinção

Introdução

A extinção de espécies é um processo natural que ocorreu durante toda a história da vida. Uma nova espécie surge num ponto de tempo e floresce, aumentando a população e nicho, mas após certo tempo perde o vigor e desaparece. Estima-se que somente 2-4% de todas as espécies que surgiram vivem hoje [1].

Os motivos variam de caso a caso, tais como mudança de clima, esgotamento de recursos, surgimento de novas espécies mais fortes que ocupam o mesmo habitat, e catástrofe natural. A ciência detectou nos registros geológicos muitos episódios de aumento de taxa de extinção ao longo das centenas de milhões de anos de história da evolução de vida. Alguns deles são marcantes por altas taxas de extinção e são chamados de extinção em massa. Cinco episódios são freqüentemente citados, inclusive o último de 65 milhões de anos atrás quando dinossauros foram extintos, mas há outros episódios de menores escalas. Por exemplo, houve nove ocorrências de relativamente altas taxas de extinção nos últimos 250 milhões de anos [2].

Apesar de a extinção de espécies ser discutida muitas vezes em termos de extinção em massa, ela é um processo contínuo com taxas variáveis, acentuado por acontecimentos catastróficos isolados. Segundo a teoria mais aceita, a extinção de dinossauros foi iniciada pela queda de um asteróide. A maioria de fatalidades pode ter ocorrido num curto período de tempo mas o processo de extinção de uma espécie pode progredir lentamente durante um longo tempo. Cada episódio de extinção em massa foi um processo que continuou durante milhões de anos.

Desde os tempos pré-históricos, dezenas de milhares de anos atrás, o homem causou extinção de espécies, especialmente grandes animais como o mastodonte e tigres com dente de sabre. Mais recentemente, após a colonização pelo homem das ilhas do Oceano Pacífico e do novo mundo, diversos pássaros e outros animais indígenas foram extintos [3]. Nos últimos séculos, especialmente nas últimas décadas, a taxa de extinção de espécies aumentou explosivamente, incluindo todas as formas de vida.

Este fenômeno é às vezes chamado sexto episódio de extinção em massa. Estima-se que entre um terço e dois terços de todas as espécies serão perdidas nos próximos cem anos [4]. Praticamente todas as extinções atuais se devem a atividades humanas. As causas principais são a destruição e fragmentação de habitat, poluição, introdução de espécies não indígenas, mudança de clima, caça e diversas formas de utilização abusiva.

A extinção de espécies tornou-se um assunto de discussão mundial nas últimas décadas devido ao reconhecimento crescente destes fatos e da deterioração geral do meio ambiente. O motivo de se preocupar com a extinção varia entre indivíduos, de interesse econômico até princípio filosófico.

Os motivos freqüentemente mencionados incluem a perda de materiais genéticos ainda desconhecidos que poderiam ser usados para benefício do homem nas formas de remédios e alimentos, perda de conhecimento científico, perda de animais carismáticos e plantas ornamentais, receio de perturbação da biosfera e seus efeitos negativos ao homem, sentimento de culpa pela perda de herança para as gerações futuras, perda de reservas genéticas que prejudicariam futura evolução de novas espécies, e o princípio de que é errado eliminar vidas que desenvolveram ao longo de milhões de anos.

A história mostra que o tempo necessário para o surgimento de novas espécies e a recuperação da biodiversidade após um episódio de extinção em massa é da ordem de 5-20 milhões de anos [5]. Na escala humana de tempo, cada extinção significa uma diminuição definitiva e eterna da biodiversidade, uma perda no valor inerente da biosfera, independente do interesse ou convicção de indivíduos.

História da evolução e extinção de vida no tempo geológico

O surgimento e a evolução da vida é um fenômeno ainda incompreensível e aparentemente foi um processo demorado. Durante centenas de milhões de anos após a formação da Terra, as condições nela eram extremas em diversos sentidos. O planeta estava recebendo novos materiais por bombardeamento de corpos cósmicos que, junto com vulcanismo, transformavam a superfície repetitivamente. A atmosfera continha na matriz de nitrogênio vapor da água em alta concentração, dióxido de carbono, metano e amônia. As temperaturas da superfície e da atmosfera eram altas [6].

Simples formas de vida unicelular como bactérias e algas surgiram em cerca de um bilhão de anos mas seres multicelulares apareceram somente quatro bilhões de anos após a formação da Terra, ou menos de 600 milhões de anos atrás. O primeiro surgimento ocorreu entre 600 e 530 milhões de anos atrás. A fauna deste período é denominada coletivamente Ediacaran e consiste de animais invertebrados com corpo macio. Durante o período houve diversos episódios de invenção de novas formas mas a maioria não foi bem sucedida, sendo as linhas extintas, exceto talvez algumas como água-viva e o coral. Nestes períodos iniciais todas as formas de vida permaneceram somente no mar. Cerca de 530 milhões de anos atrás, durante um período de cinqüenta milhões de anos, surgiram todas as formas básicas de anatomia (no nível de filo) de animais existentes atualmente, num episódio denominado Explosão Cambriana. No período posterior de mais de 500 milhões de anos, a evolução no reino animal envolveu somente variações e refinamentos baseados nos planos básicos estabelecidos neste episódio [7, 8].

A extinção de espécies é um processo necessário para a evolução de novas e mais avançadas formas de vida e também é inevitável na escala geológica de tempo. A vida procura sobrevivência e pequenas variações vantajosas levam a evolução de espécies melhor adaptadas. Uma espécie enfraquecida, pela mudança de clima por exemplo, pode ser substituída lentamente por outras. Estima-se que a extinção dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás, abriu a possibilidade para mamíferos prosperarem, que eventualmente levou ao surgimento do homem. A Terra é um planeta ativo, com suas condições física, química e climática em fluxo.

Os continentes estão em movimento, formando montanhas quando dois continentes colidem e oceanos quando um continente quebra. Condições climáticas como a precipitação e temperatura variam com a posição e orientação do continente. Cerca de 225 milhões de anos atrás, todos os continentes se juntaram, formando um super continente Pangaea [9]. Este continente fragmentou-se cerca de 200 milhões de anos atrás, formando dois blocos, Gondwanaland e Laurasia. As placas tectônicas dos dois blocos continuaram se separar, eventualmente formando a geografia atual. O continente Antarctica estava em latitudes mais baixas e tinha florestas que deixaram carvão.

Atividades vulcânicas criam montanhas e ilhas, soltam lavas, cinzas e enxofre que bloqueiam o raio solar sobre grandes áreas por longos períodos. Meteoros e asteróides caem na Terra e causam fogos e inundações. A atividade solar e a inclinação da Terra variam com o tempo e afetam o clima. Até o movimento da galáxia pode ter influência. Além destes fenômenos inanimados, interações entre espécies e entre a biosfera e o meio geofísico também podem causar extinção.

Atualmente em certas ilhas e outros lugares espécies introduzidas pelo homem estão diminuindo a população de espécies indígenas.

A Tabela 1 mostra um sumário da história de evolução da vida. O tempo geológico é classificado em quatro eras, sendo cada uma dividida em períodos e menores segmentos. Estas divisões são classificações de tipos de rochas sedimentares contendo fosseis de animais e plantas distintos e referem-se também aos períodos nas quais as fauna e flora prosperaram. A data é determinada por análises de isótopos radioativos. A geografia, o clima e outras características do planeta estão sempre mudando e as divisões do tempo geológico são marcadas por fenômenos como movimentos de continentes, variação do nível do mar em relação aos continentes, atividades vulcânicas intensas, queda de meteoros, variação da temperatura, e outros. Os períodos mostrados são longos, dezenas de milhões de anos, e houve em cada período surgimentos e evolução de novos tipos de vida e extinções de espécies.

Houveram cinco casos reconhecidos de grande extinção em massa. As causas não são bem entendidas, exceto a do quinto episódio. Um outro, sexto, caso de extinção está em progresso atualmente devido às atividades humanas. Em cada caso uma parte de fauna e flora desapareceu mas posteriormente surgiram novas formas de vida para ocupar os nichos deixados livres. Além destes surgimentos episódicos a evolução de vida continuou na forma de seleção natural e novas espécies mais avançadas se desenvolveram.

Tabela 1 História de evolução de vida: divisões maiores do tempo geológico (eras e períodos), suas durações aproximadas em milhões de anos antes do presente, alguns dos animais e plantas que apareceram nelas e casos de extinção em massa [6, 7, 10]

Eras e períodos geológicos
Tempo
aproximado *
Evolução de vida Extinção em massa
**
Precambriana
4600 - 570 . .
Arqueano
4600 - 2500 unicelulares - procariotes (bactérias e algas) .
Proterozoico
2500 - 570 unicelulares - eucariotes (bactérias e algas) .
Paleozóica
. . .
Cambriano
570 - 505 planta - somente algas
animal - fauna de Ediacaran de corpo macio multicelular; explosão Cambriana de invertebrados como trilobites e moluscos
.
Ordoviciano
505 - 438

aparecimento de vertebrados - peixes primitivos

438
(12 %)
Siluriano
438 - 408 grandes invertebrados e peixes primitivos .
Devoniano
408 - 360 animal - peixes, anfíbios; artrópodes terrestres
planta - proliferação de plantas terrestres
360
(14 %)
Carbonífero
360 - 286 animal - répteis, insetos com asas
planta - floresta de grandes arvores em terras baixas
.
Permiano
286 - 245 animal - evolução de insetos, anfíbios, répteis
planta - floresta de terras altas, eg, coníferas
245
(52 %)
Mesozóica
. . .
Triásico
245 - 208 animal - moluscos, anfíbios, répteis
planta - continuação da evolução na terra
208
(12 %)
Jurássico
208 - 144 animal - dinossauros, aparecimento de pássaros e mamíferos
planta - feto
.
Cretáceo
144 - 65 extinção de dinossauros no final do período 65
(11 %)
Cenozóica
. . .
Terciário
65 - 1,8 animal - expansão de mamíferos e pássaros
planta - evolução de plantas floríferas
.
Quaternário
1,8 - 0 surgimento do homem (< 1) Em progresso

* os períodos mostrados são aproximados e variam entre literaturas
** os tempos de cinco episódios de extinção em massa são mostrados em milhões de anos atrás: o sexto está em progresso: o número em parênteses mostra a fração de número de famílias extintas – também variável entre literaturas

Casos históricos de extinção pelo homem

São descritos alguns casos marcantes de extinção causada pelo homem [2, 3]. A população humana mundial nos períodos históricos é estimada em 1 milhão (1M), 5M e 50M nos anos 10.000, 5.000 e 1.000 AC [11]. Apesar da pequena população (menor que 1% da atual 3000 anos atrás), a influência humana no meio ambiente e na biosfera não foi desprezível.

A modificação do meio ambiente pelo homem iniciou pelo menos 50.000 anos atrás quando savana na África foi queimada intencionalmente, possivelmente causando extinção de fauna e flora. Nas Américas e na Austrália, 15.000-20.000 anos atrás, a caça de grandes mamíferos aparentemente causou extinções consideráveis, com perda de entre 74 e 86% de gêneros de mega-fauna, animais maiores que 44 kg, inclusive o mastodonte e tigres com dente de sabre.

Na Europa, pelo menos 5.000 anos atrás, foram iniciados desmatamento e conversão de terras selvagens em pastos. Há evidências de que na América do Norte povos indígenas modificaram florestas durante pelo menos 4000 anos, provendo oportunidades para búfalos aumentarem seu nicho e causando extinção de espécies, pelo menos localmente. Na América Central, grandes extensões de florestas já tinham sido desmatadas quando da chegada dos europeus.

A colonização pelo homem de ilhas nos oceanos também era uma causa de extinção de espécies nativas devido à introdução de animais predadores e plantas invasoras, caça intensiva, conversão de florestas em pastos e terras para agricultura. Nas ilhas do Hawaii estavam presentes 98 espécies de aves endêmicas antes da colonização pelos polinésios em 400 AD.

Cerca de 50 delas foram extintas até 1778 quando os europeus chegaram pela primeira vez. Após a colonização humana da Nova Zelândia em 1000 AD, a introdução de cachorros domésticos e ratos, desmatamento de grandes áreas e caças intensivas de grandes pássaros levaram a extinção de 13 espécies de moas e 16 outros pássaros antes da chegada dos europeus. Estima-se que a colonização de outras ilhas dos Oceanos Índico e Pacífico levaram a extinção de até um quarto das espécies de aves que existiam milhares de anos atrás.

A colonização mais recente da Austrália e das Américas pelos europeus também causou profundas modificações do ecossistema e extinção de espécies. Mais de 60 espécies de vertebrados foram introduzidas na Austrália entre 1840 e 1880. O número de espécies de insetos introduzidos aos Estados Unidos aumentou de 36 em 1800 a mais de 1200 em 1980. No Hawaii a extinção de pássaros continuou devido a novas doenças e predadores introduzidos, como gatos, ratos e corujas. Dezessete espécies foram extintas, deixando somente 31% das espécies existentes no ano 400 AD. Diversas outras estão em perigo de extinção.

O número de espécies existentes na Terra é estimado em 13-14 milhões. Estima-se que cerca de 300.000 foram extintos nos últimos 50 anos [1, 4].

Biosfera e extinção em progresso

A maioria das espécies existentes ainda não foi estudada e conhecida, sendo o número de espécies nomeadas menos de dois milhões. A ciência usa uma hierarquia de classificação para organizar o estudo da biosfera, sendo a maior divisão os reinos, seguida por diversos níveis de categorias [6, 12].

Vários sistemas de classificação são usados, diferindo em nomes e números de categorias. O sistema mais simples tem dois reinos, animália e plantae, e outros sistemas podem ter até seis reinos, com fungo, protista (alga), monera (alga e bactéria) e archea (bactéria). Sistemas mais comuns usam categorias de filo (ou divisão), classe, ordem, família, gênero e espécie, mas é freqüente o uso de outras como subdivisão e subclasse.

Os números de espécies estudadas e nomeadas são seguintes [13]:

Reino Animália: > 1.000.000
Reino Plantae:
350.000
Reino Fungo:
100.000
Reino Protista:
100.000
Reino Monera:
10.000.

O número de casos de extinção documentado não é grande comparado ao número previsto para próximas décadas[14]. As razões incluem a taxa crescente de perda de habitat e a dificuldade de documentar extinções. A maioria das espécies ainda não foi estudada e pode desaparecer antes de ser conhecida. Uma espécie é declarada extinta após vários anos sem ser vista, sendo o número declarado bem conservador. Além disso, espécies com habitat reduzido ao nível abaixo do necessário para sobrevivência ao longo prazo podem continuar vivendo em pequena população durante décadas antes de extinção.

A avaliação provavelmente mais completa e confiável do estado mundial da biosfera é da IUCN publicada como Red List (lista vermelha) desde a década de 1960. As Tabelas 2 e 3 mostram números de espécies extintas e ameaçadas em diferentes graus nos reinos animália e plantae segundo a última versão, 2002 IUCN Red List of Threatened Species [15].

Em sumário, os números de espécies extintas e ameaçadas são seguintes:

Animal, extinto: 719
Animal, ameaçado:
8828
Planta, extinta:
92
Planta, ameaçada:
7058.

Os números de espécies extintas incluem espécies existentes somente em cativeiro ou cultivo. Os números de espécies ameaçadas incluem 3375 espécies de animal e 1344 espécies de planta menos ameaçadas (que vulnerável), menos estudadas ou em pequena população.

Tabela 2 Número de espécies extintas e ameaçadas de animal [16]

Classe
Ameaçada criticamente
Ameaçada
Vulnerável
Sub-total ameaçada
Extinta
Mamíferos 181 339 617 1137 77
Aves 182 326 684 1192 132
Répteis 55 79 159 293 23
Anfíbios 30 37 90 157 7
Insetos 46 118 393 557 72
outras 438 456 1223 2117 408

Total

932
1355
3166
5453
719

Tabela 3 Número de espécies extintas e ameaçadas de planta [17]

Classe
Ameaçada criticamente
Ameaçada
Vulnerável
Sub-total ameaçada
Extinta
Coniferopsida 17 41 83 141 1
Ginkgoopsida . 1 . 1 .
Magnoliopsida 928 1135 3139 5202 85
Liliopsida 79 82 129 290 3
Bryopsida 10 15 11 36 2
Marchantiopsida 12 16 14 42 1
Anthocerotopsida . 1 1 2 .

Total

1046
1291
3377
5714
92

Nota: Coniferopsida e ginkgoopsida cobrem arvores e arbustos

Magnoliopsida e liliopsida cobrem plantas que florescem

As Tabelas acima referem se a espécies estudadas pela ciência, somente uma pequena parte da biosfera.

Números de espécies que podem ser extintas no futuro estão estimados como segue [4, 18]:

Cada ano entre 3.000 e 30.000 espécies estão desaparecendo. Esta taxa de extinção é a mais alta nos últimos 65 milhões de anos e mais de 1.000 vezes maior que a taxa de fundo de extinções naturais nos períodos entre episódios de extinção em massa. A taxa de extinção está aumentando ainda mais. Os números citados anteriormente significam, grosseiramente, que surgiram em toda a história cerca de 500 milhões de espécies e que as taxas médias de surgimento de novas espécies e de extinção é de uma espécie por ano. A taxa de fundo de extinção para mamíferos é estimada em uma espécie em 400 anos [1].

Nos próximos 100 anos, serão perdidos entre um terço e dois terços de todas as espécies de mamífero, ave, planta e outros seres. Atualmente estão ameaçadas de extinção quase 25% das 4.630 espécies conhecidas de mamíferos, 34% de peixes, 25% de anfíbios, 20% de répteis, e 11% de aves. Muitas outras espécies estão com a população em declínio. Cerca de um terço das espécies de planta nos Estados Unidos estão ameaçadas de extinção.

População de algumas espécies de animal

São mostradas na Tabela 4 populações atuais e históricas de grandes animais, sendo algumas estimativas com alto grau de incerteza devido à dificuldade de censo.

Tabela 4 Populações estimadas de algumas espécies de animal [19]

Espécie
População histórica (ano)
População recente
Homo sapiens 3.000.000.000 (1960) > 6.000.000.000
Gorila . 120.000
Chimpanzé . 100.000 – 200.000
Bonobo . 10.000 – 20.000
Orangotango . 25.000 –30.000
Elefante
            Africano 1.300.000 (1979) 301.773 – 487.745
            Asiático 100.000 (1900) 34.594 – 50.998
Urso marrom europeu . 46.000
Panda gigante . 1.000
Rinoceronte
            Negro africano 70.000 (1960) 3.100
            Indiano 600 – 700 (1975) 2.400
            de Java 20 – 30 (1960) 40 - 60
            de Sumatra 600 (1994) 300
            Branco . 11.670
Tartaruga (somente fêmeas)
            Hawksbill . 20.000
            Letherback 115.000 (1982) 34.000 (1994)
            Loggerhead . 60.000
            Olive ridley . 800.000
Baleias (há 13 espécies)
            N. Atlantic right . 300 – 350
            Bowhead . 8.500
            Blue . 5.000
            Fin . 50.000 – 90.000
            Sperm . 1.000.000 – 2.000.000

Causas de extinção

Praticamente todas as extinções atuais são causadas pelo homem em diversas formas: perda e fragmentação de habitat, poluição, mudança de clima, introdução de espécies não nativas, caça, pesca e outras formas de uso intensivo [1, 20].

Perda e fragmentação de habitat é a maior ameaça para mamíferos, aves e plantas, afetando 83% de espécies ameaçadas de mamíferos, 89% das ameaçadas de aves e 91% das ameaçadas de plantas. Desflorestamento é a forma mais danosa que elimina praticamente todas as espécies existentes na área com efeitos imediatos. Florestas estão sendo perdidas pela colheita de madeira e para conversão de áreas para agricultura, cidades, rodovias e outros propósitos. Florestas tropicais são ecossistemas mais ricos em biodiversidade mas hoje estão sendo destruídas com ritmo crescente no mundo inteiro, especialmente no Amazonas e na Ásia do Sul, principalmente pela colonização para agricultura de subsistência. As causas fundamentais são o aumento contínuo da população e a dificuldade de integração social, sendo plantio em terras novas única opção de sobrevivência para uma parte do povo. Mesmo nas partes de florestas que permanecem, a sua fragmentação pode inibir movimentos de animais e limitar a população. Florestas isoladas tornam se efetivamente ilhas, levando eventualmente a extinção de algumas das espécies.

Terras molhadas como brejos e lagos têm sido secadas e convertidas em terras cultivadas, cidades e outros usos. Minas de diversos recursos também causam perda de florestas, erosão de terra e poluição dos rios, levando a perda de habitat.

Nos oceanos e em regiões litorâneas também, o habitat está sendo destruído para construção de casas, marinas, hotéis e outras instalações; conversão de manguezais para piscicultura; pescaria com dinamite em recifes corais; e outras formas de alteração. Manguezais, pântanos, baias, estuários e outras zonas litorais são criadouros de peixes e outros seres aquáticos e a sua destruição afeta diretamente a população destas espécies.

Introdução de espécies não nativas foi uma das causas principais de extinção pelo homem no tempo histórico, como mencionado anteriormente. Além de animais predadores e plantas invasoras, insetos e vetores de doenças também podem causar distúrbios em ecossistemas. Este fenômeno continua intensificando no mundo inteiro devido à globalização de comercio, viagens e navegação. Plantas e frutas importadas podem estar acompanhadas por insetos e vetores de doenças.

Comércio de animais vivos, carne e outros produtos podem trazer doenças. Grandes navios atravessam oceanos levando água do mar de um local para outro, introduzindo animais e plantas não nativos.

Espécies introduzidas podem afetar ecossistemas de diversas maneiras. Elas podem tornar-se predadores que matam espécies nativas rapidamente até a extinção.

Elas podem se multiplicar sem controle, consumindo mais que a vegetação local possa produzir. Sendo a vegetação normalmente a base de toda a biosfera, a sua destruição causará um colapso do ecossistema, levando eventualmente a uma nova composição mais simples. Plantas introduzidas podem competir por espaço, nutrientes e recursos minerais, levando em casos severos à eliminação de espécies nativas e à modificação do ecossistema inteiro. Insetos e vetores de doença podem se espalhar explosivamente em novos ambientes na falta de predadores naturais ou imunidade.

Caça, pesca e outros abusos são uma ameaça séria para pássaros (37% de todas as espécies), mamíferos (34%), plantas (8% das espécies avaliadas), répteis e peixes marinhos. Como mencionado anteriormente, há diversos casos de extinção de mega-fauna pela caça intensiva, como mastodonte, moas (Nova Zelândia) e pássaro elefante (Madagascar). Atualmente diversos animais estão ameaçados pela caça para alimento de povos locais (exemplos: gorila e outros macacos) e comércio de alguns órgãos (elefante, tigre, rinoceronte, tubarão) ou captura para comércio no mercado internacional de animais de estimação. Referente a plantas, diversas espécies de árvores de dezenas ou centenas de anos de idade estão sendo cortadas para o mercado de madeira nobre. Em diversos locais tradicionais de pesca comercial, a safra é diminuída e os tamanhos de peixes são menores. Recifes corais são locais de alta biodiversidade mas estão sendo prejudicadas pela pesca com dinamite e cianeto.

Poluição ameaça principalmente animais. Casos bem conhecidos incluem a esterilização de lagoas no norte da Europa pela chuva acida, pássaros mortos por comidas contaminadas com resíduos de inseticidas, herbicidas e outros compostos tóxicos, ovos inférteis de pássaros com casca fina que quebra facilmente, e anfíbios com deformações congênitas. Poluição dos oceanos por rejeitos sólidos também está causando mortes de animais, tais como pássaros e golfinhos mortos em redes de pesca descartadas e tartarugas com sacos plásticos no estomago. Plantas também são afetadas. Por exemplo, árvores em florestas foram enfraquecidas ou até mortas pela chuva acida que danifica as folhas e diminui nutrientes no solo [21, 22].

Mudança de clima. Cada espécie vive num nicho com características bem definidas, tais como temperatura, umidade, nutriente, espécies em volta e insolação. O aumento de temperatura devido ao efeito estufa causará mudanças de condições ambientais globais com muitas conseqüências na biosfera. A precipitação pode mudar, deixando certas regiões mais úmidas e outras mais secas. Zonas climáticas com dada faixa de temperatura sobem nas montanhas e migram na direção aos pólos. É previsto um aumento de 1,5 a 4,5 ºC da temperatura média global nos próximos cem anos. O nível do mar é previsto a subir cerca de 45 cm e modificará as condições nas zonas litorais. Espécies existentes nas montanhas podem perder seu habitat e desaparecer. Florestas precisam migrar a uma velocidade de 3-5 km por ano e sua composição também será afetada [23, 24]. Quando a temperatura da água na superfície do mar sobe alguns graus os corais em recifes perdem a alga simbiótica que fornece nutrientes e, se a condição permanecer, os corais eventualmente morrem [25].

Efeitos de extinção

Apesar da intensa discussão e preocupação mundial sobre a extinção de espécies, não haverá efeitos imediatos que a maioria das pessoas poderão ver ou sentir, exceto alguns casos como um colapso de pescaria de uma espécie popular ou o desaparecimento de um animal ou pássaro simbólico. Porém, ao longo prazo, pode ser prevista uma série de conseqüências contrárias ao interesse do homem.

Talvez a conseqüência mais fundamental seja uma mudança das condições físico-químicas da Terra. Seres vivos criaram as condições atuais, tais como o oxigênio no ar e a temperatura adequada, por meio de absorção de gás dióxido de carbono e de foto-síntese. A ciência mostra que houve mudanças de clima na história da Terra como altas temperaturas e eras de gelo. Estas mudanças podem ser iniciadas por uma pequena variação de um parâmetro como aumento da concentração atmosférica de gases do efeito estufa, aumento de precipitação, perda de florestas e algas marinhas que absorvem o dióxido de carbono. Pesquisas recentes indicam que, além das variações climáticas bem conhecidas, houve cerca de 700 milhões de anos atrás vários ciclos de climas extremos na Terra, inclusive fase de congelamento total até das zonas equatoriais e fase de altas temperaturas [8]. Mudanças na biosfera podem causar um ciclo vicioso que inviabiliza a continuação da civilização global.

Muitas espécies são úteis como fontes de remédios, alimentos, combustíveis, materiais para construção, e matéria prima para a fabricação de móveis e outras utilidades.

Globalmente entre 10.000 e 20.000 espécies de planta são usadas na medicina. Plantas utilizam a energia solar para produzir materiais sólidos e são a base de toda a cadeia de alimento. As plantas de grãos cultivadas atualmente foram criadas a partir de espécies selvagens. Hoje a maioria do cultivo de grãos é de mono-cultura de grande escala susceptível a doenças ou surto de pragas. Os materiais genéticos nas espécies selvagens são reservas de segurança no futuro contra estas possibilidades. Em alguns países em desenvolvimento e em certas regiões no norte, animais selvagens são fontes de alimento, roupa e renda. Cerca de 100 milhões de toneladas de peixes e outros frutos do mar são colhidos anualmente, suprindo uma parte considerável de alimentos no mundo.

A biodiversidade é uma fonte de prazer e satisfaz necessidades da mente humana. Como Rachel Carson descreveu, primavera sem o canto de pássaros será triste e desoladora. Fotografias de manadas de animais na savana da África ou na região norte do Canadá dão uma sensação de milagre de vida. Muitas pessoas acham companhias em animais e diversos povos no mundo inteiro adotaram animais como suporte espiritual nas suas religiões. Flores e outras plantas ornamentais são necessidades diárias e fontes de conforto espiritual. A extinção de espécies diminui o valor intrínseco da natureza.

Medidas possíveis e esforços mundiais

Há diversas medidas para reduzir e efetivamente parar a extinção de espécies e a comunidade mundial tem se esforçado nas últimas décadas para implementar algumas delas. Diversos indivíduos, instituições, ONGs e governos nacionais vêm estabelecendo reservas ecológicas.

Praticamente todos os países e diversas organizações internacionais assinaram acordos e convenções para proteger o meio ambiente (Salvando). Porém, as causas da extinção de espécies em progresso são as necessidades básicas do homem tais como espaço físico, alimentos, casas, móveis e o desejo de ter melhores condições de vida como conforto, lazer e consumo material que uma minoria usufrui em abundância mas a grande maioria somente vê na TV e em outros meios de comunicação globalizada. Para uma parte da população nos países subdesenvolvidos, a caça de animais selvagens e a agricultura de subsistência são únicos meios de sobrevivência. A inércia existente atrás destas necessidades e costumes sociais é enorme.

Para reverter a situação, é necessária uma mudança fundamental no modo em que sociedades funcionam e como os indivíduos vivem. Esta mudança precisa envolver o sistema econômico, sistema de valor de indivíduos e de sociedade, convicções religiosas, os chamados direitos humanos e as rotinas diárias de indivíduos e, no mundo real, não acontecerá em futuro previsível. Será difícil parar o avanço da extinção e reverter o declínio das populações de espécies ameaçadas. Nas próximas décadas os processos atuais continuarão intensificando e uma grande parte da diversidade biológica da Terra será perdida.

As medidas possíveis incluem as seguintes:

Administração efetiva de habitats e ecossistemas, inclusive estabelecimento de áreas protegidas,
Cumprimento dos acordos chaves tais como a CBD, CMS e CITES (Salvando),
Criar incentivos e financiamento para a conservação,
Participação eqüitativa nos custos e benefícios,
Avaliação de biodiversidade e fatores sociais e econômicos relacionados,
Criação em cativeiro e re-introdução, inclusive uso de banco de sementes,
Administração e comunicação de informação sobre conservação,
Limitação do uso de pesticidas, herbicidas e outros poluentes químicos,
Intensificação de treinos e estabelecimento de capacidades técnicas.

As medidas citadas acima estão listadas na Ref.[1] e são necessárias e possíveis mas não se tratam das causas fundamentais. Se a comunidade mundial seriamente deseja salvar o ecossistema e garantir a continuidade e prosperidade da civilização global, ela precisa resolver as questões da procriação, da pobreza absoluta de uma parte da população mundial, do capitalismo, da administração dos recursos finitos e do consumo excessivo da minoria, isto é, estabelecer e seguir uma nova base filosófica de convivência global sustentável, não somente entre sociedades humanas mas também envolvendo toda a biosfera.

Referências

1. IUCN, Species extinction,< http://www.iucn.org/news/mbspeciesext.pdf>.
2. WRI, A history of extinction, <http://www.wri.org/wri/biodiv/b03-koa.html>.
3. New Internationalist, Extinction is forever, http://www.newint.org/issue288/forever.htm.
4. Community Action Publications, Species extinction: our unraveling of creation, <http://www.healthyworld.org/species.html>.
5. Norman Myers, Mass species extinction, A winnowing for tomorrow’s world, <http://www.eco-action.org/dt/winnow.html>.
6. McGraw Hill Encyclopedia of Science and Technology.
7. The Evolution of Life on the Earth, Scientific American, October 1994.
8. P. F. Hoffman, et al, Snowball Earth, Scientific American, January 2000.
9. J. Wittke, Continental drift & plate tectonics, <http://jan.ucc.nau.edu/~wittke/GLG100/PlateTectonics.html>.
10. Threats to Biodiversity, Scientific American, September 1989.
11. The Institute for Memetic Research, Historical world population data, <http://www.futuresedge.org/World_Population_Issues/wp_details.html>.
12. Ecosystem World, Taxonomy: The hierarchy, <http://www.ecosystemworld.com/taxa003.htm>.
13. Thinkquest USA, Taxonomy table, <http://library.thinkquest.org/11771/english/hi/biology/taxonomy.shtml>.
14. WRI, Species extinction: causes and consequences, <http://www.wri.org/wri/biodiv/extinct.html>.
15. IUCN, The 2002 IUCN red list of threatened species, <http://www.redlist.org/>.
16. IUCN, Summary statistics, threatened species, Table 4a, <http://www.redlist.org/info/tables/table4a.html>.
17. IUCN, Summary statistics, threatened species, Table 4b, <http://www.redlist.org/info/tables/table4b.html>.
18. Environmental News Network, Scientists warn of mass extinction, <http://www.enn.com/enn-news-archive/1999/08/080399/extinction_4759.asp>.
19. WWF, Threatened species account, <http://www.panda.org/resources/publications/species/>.
20. Ecosystem World, Factors that cause species extinction, <http://www.ecosystemworld.com/thrt004.htm>.
21. USEPA, Effects of acid rain: forest, <http://www.epa.gov/airmarkets/acidrain/effects/forests.html>.
22. Air – An atmosphere of uncertainty, National Geographic, April 1987.
23. USEPA, Global warming impacts, Forest, <http://yosemite.epa.gov/oar/globalwarming.nsf/content/ImpactsForests.html>.
24. UNEP, Forests in flux, executive summary, <http://www.wcmc.org.uk/forest/flux/executive_summary.htm>.
25. UNEP, Climate Change 2001: Impacts, adaptation and vulnerability, Tropical reef coast, <http://www.unep.no/climate/ipcc_tar/wg2/295.htm>.

Fonte: www.ieav.cta.br

Espécies em Extinção

Na lista Vermelha

Imagine que só existam outras 250 pessoas além de você no mundo, e que vocês sejam responsáveis pela continuação da raça humana. Pois é exatamente essa a situação de diversas espécies animais e vegetais que habitam nosso planeta. Por isso a World Wildlife Fund (WWF), uma das maiores organizações ambientalistas do mundo, criou a "Lista Vermelha", relatório que aponta as espécies mais ameaçadas pelo mundo e quanto elas correm risco. Ela serve de alerta para a situação desesperadora de inúmeros animais.

Segundo a "Lista Vermelha", as espécies vulneráveis são aquelas que estão prestes a ser consideradas em perigo se a situação atual não se alterar. Como sua sobrevivência não está garantida, elas correm risco de extinção. Entram nessa classificação espécies com menos de 10 mil adultos, como lobos-guarás, que podem perder 10% de sua população em aproximadamente 10 anos.

Lobo-Guará

Espécies em Extinção
Lobo-Guará

É considerado em perigo qualquer grupo animal ou vegetal que provavelmente estará extinto em poucos anos se sua situação presente não for mudada rapidamente. Em números, a chance de ele desaparecer é de 20% em aproximadamente 10 anos. Estão nessa categoria as espécies que possuem até 2.500 adultos, como o macaco-uacari.

Uma espécies é apontada como criticamente em perigo quando há um risco muito alto de extinção num futuro imediato. Isso quer dizer que a chance de ela desaparecer num prazo de 10 anos é de no mínimo 50%. Quando recebe essa classificação, significa que restam pouco maos de 50 adultos dessa espécie, ou menos, como é o caso do condor-da-califórnia.

Projetos que auxiliam a vida

É impossível dizer com precisão quantas espécies animais e vegetais correm o risco de extinção no mundo. Só no Brasil, sabe-se que são mais de 300, um número vergonhoso para um país com tanta variedade biológica. A maior esperança de auxílio às espécies ameaçadas vem do trabalho feito por organizações de defesa ambiental, formadas por profissionais ou voluntários interessados em contribuir com a preservação da vida no planeta

Criado em abril de 1995, o Projeto Mamíferos Marinhos é uma entidade sem fins lucrativos. Mas conhecido como Mama, tem como prioridade incentivar a proteção desses animais na costa do estado da Bahia. O projeto estuda o comportamento de baleias, botos e golfinhos, analisa a influência das atividades humanas sobre essas espécies e desenvolve trabalhos com pescadores e moradores locais explicando-lhes a necessidade de preservação da natureza. Assim, a entidade vem ajudando a reduzir o risco de extinção que atingia os animais da região.

Boto-Marinho

Conhecida no Brasil como Fundo Mundial para a Natureza, a WWF está presente no país desde 1971. Ela atua em diversas regiões em que a natureza corre perigo, como a Amazônia e o Pantanal Mato-Grossense. O cerrado, área do Centro-Oeste, e a Mata ATlântica, do Sudeste, são lugares em que a WWF também desenvolve projetos que buscam o equilíbrio entre a atividade humana e o ambiente. Dentre seus trabalhos, destaca-se a atuação no projeto de recuperação dos micos-leões-dourados.

O Projeto Tigre foi criado na Índia para salvar os tigres, em risco de extinção por causa da caça e da devastação das florestas onde vivem. Algumas espécies já foram extintas, como os tigres de Bali e de Java, ilhas asiáticas. Em 1930, havia cerca de 40 mil tigres no mundo. Em 1972, quando foi criado o projeto, restavam apenas 1.800. Com a caça proibida e a criação de reservas, em 1990 o número de tigres aumentou para 5 mil. Mas os chineses acreditam que eles têm poderes medicinais e voltaram a caçá-los para fazer remédios.

Devastação Cruel

Grande parte das espécies ameaçadas encontra-se nessa situação, por causa do desrespeito de muito gente pelo meio ambiente. Afinal, o desmatamento, as queimadas e a poluição, entre outras coisas, agridem os locais em que essas espécies vivem e modificam seu modo de vida, levando algumas delas à morte. O que falta a muitas pessoas é perceber que a nossa vida depende do equilíbrio ecológico.

Nas queimadas, os animais sofrem com a destruição do seu abrigo e de suas fontes de alimento e ainda a queimada libera gases tóxicos que ficam na atmosfera; a chuva ácida, na maioria das vezes é provocada pelas industrias que liberam vários gases poluentes que se concentram na atmosfera, aí quando chove esses gases se misturam com a água, voltando à Terra; outros gases que uma industria libera, como o carbônico e o metano, ajudam no efeito estufa, que poderá ocorrer, nos próximos 50 anos, gigantescas chuvas nas áreas tropicais, derretimento do gelo dos pólos, causando inundações e clima de até 4ºC no planeta.

Há também hábitos de matar animais por prazer, como enfeitar a sala, causar botas de couro, jaquetas, etc, por esporte e por hobbie de gostar de armas ou atirar. Há também a pesca e a caça para nos alimentarmos.

Isso sem falar em crimes ambientais, tráficos de animais proibidos de caça ou apreensão como os canários-da-terra, e outros vários pássaros, papagaios e o mico-leão-da-cara-dourada e tartarugas.

Segunda Chance

Muitos grupos de animais já estiveram bem próximos da extinção. Felizmente, alguns deles puderam receber uma segunda chance e vêm dando sinais animadores de recuperação. É bem verdade que a ameaça ainda ronda essas espécies. Mas para quem quase desapareceu para sempre, qualuqer melhora na situação pode e deve ser comemorada. Cabe a todos nós continuar lutando pela preservação dessas espécies.

Tigre Siberiano

Espécies em Extinção

O siberiano é o maior das espécies de tigres. Sua densa pelagem permite que ele enfrente o intenso frio da região em que vive. Excelente caçador, muitas vezes consegue aproximar-se de suas vítimas sem que elas percebam. Foi, porém, amplamente caçado devido à sua maravilhosa pelagem. Restam hoje apenas 200 animais vivendo em liberdade, que vêm sendo preservados em áreas epeciais.

Orangotango

Espécies em Extinção

O orangotango só é encontrado em Bornéu e Sumatra, ilhas localizadas na Indonésia, país asiático. Há alguns anos, os filhotes desse animal eram tirados de suas mães e vendidos para que virassem bichinhos de estimação. Mas, como eles não são animais que se acostumam a viver em casas, assim que os filhotes cresciam seus donos os prendiam em gaiolas. Esse fator e a destruição das florestas onde estavam acostumados a viver fizeram com que a população de orangotangos se reduzisse. Hoje, vivem em reservas especiais.

Leão-Marinho

Espécies em Extinção

Os leões-marinhos já estiveram muito próximos da extinção. Entre 1917 e 1953, mais de meio milhão desses animais foi abatido por caçadores em busca de sua gordura e de seu couro, usado sobretudo na confecção de casacos. Com a proibição da caça, esses animais, que chegam a pesar até 300 quilos e a atingir 3 metros de comprimento, começaram a se recuperar. Mesmo assim, ainda sofrem com a poluição das águas e, principalmente, com a pesca realizada com redes.

Precisando de ajuda

Equilíbrio ecológico é quando a natureza oferece moradia e alimento suficientes para todos os animais. Mas algumas ações do homem interferem nesse equilíbrio.

Um exemplo é o desmatamento: ele expulsa ou mata várias espécies, que serviriam de alimento para outros bichos. Estes animais, com sua área de caça reduzida, podem ficar quase sem comida. É o caso de felinos como a onça-pintada. Já a jaguatirica e o leopardo-das-neves correm perigo porque são bastante caçados.

Jaguatirica

Espécies em Extinção

As jaguatiricas são capturadas por caçadores interessados em sua pele, considerada uma das mais belas que existem. Por isso, elas vivem sob risco de extinção.

Quando não é perseguida pelo homem, a jaguatirica caça roedores, peixes, porcos selvagens e répteis para se alimentar. Habita florestas tropicais e regiões secas das Américas.

Onça-Pintada

Espécies em Extinção

Assim que a noite cai, e até antes do amanhecer, a onça-pintada sai em busca de alimento. Embora seu olfato não seja muito bom, o maior felino das Américas possui uma visão excelente e uma força excepcional. que lhe dão enorme vantagem sobre suas presas longe da luz do Sol. Boa nadadora e hábil pescadora, ela chega a medir 1,2 metro e alimenta-se de veados, capivaras, antas e peixes. Porém, a destruição das florestas em que vive, nas Américas, reduzu sua área de caça e a colocou na lista de espécies ameaçadas.

Leopardo-das-Neves

Espécies em Extinção

O leopardo-das-neve é hoje uma espécies considerada em perigo. Ele habita países da Ásia Central, entre eles Tibete, Nepal, Índia e Paquistão, e tem sido caçado porque a medicina asiática utiliza seus ossos, sua peles e alguns de seus órgãos para a produção de remédios. Sua pelagem é grossa o suficiente para protegê-lo do frio. Já suas patas possuem pêlos que facilitam seu deslocamento na neve e nas pedras, o que lhe permite viver em lugares de difícil acesso, como o Himalaia e o Monte Everest, na Ásia. Essa distância impede que se aponte com exatidão o número de seres dessa espécie, mas sabe-se que não restam muitos.

Perigo até na água

Não é apenas em terra firme que a natureza anda pedindo socorro. Dentro da água, a situação de algumas espécies animais também é muito delicada. Ameaçadas pela poluição casa vez maior dos oceanos e pela perseguição implacável do ser humano, elas seguem nadando na luta pela sobrevivência.

Alguns golfinhos.

Baleia Jubarte

Espécies em Extinção

Conhecida por seu temperamento dócil e por seus saltos espetaculares, a baleia jubarte consegue deslocar-se a uma velocidade de 27 quilômetros por hora.

Nada mau para um animal de até 16 metros de comprimento e que pode pesar até 40 toneladas. Esse desempenho, no entanto, não salvou a baleia jubarte do perigo de extinção, provocado principalmente pela caça. Restam no mundo cerca de 15 mil deses animais.

Ariranha

Espécies em Extinção

A ariranha é o maior animal do grupo das lontras. Excelente nadadora, ela possui membranas entre os dedos, como os patos. Esse mamífero conta também com uma pelagem densa, que o mantém aquecido dentro da água, onde pega peixes, seu alimento preferido. Mas essa caçadora, que também vive fora da água, muitas vezes vira caça, já que sua pele tem grande valor na confecção de casacos.

Tartaruga Marinha

Espécies em Extinção

Existem cinco espécies de tartarugas marinhas atualmente no Brasil. E, infelizmente, todas elas estão em extinção. Embora sua pesca esteja proibida por lei federal, são comuns os casos de tartarugas-do-mar que se enroscam acidentalmente nas redes dos pescadores e morrem.

E as dificuldades não param por aí: como muitos de seus ovos são comidos por predadores, calcula-se que apenas uma ou duas tartarugas em cada 1000 cheguem à idade adulta.

Céu sem proteção

Às vezes, nem mesmo a capacidade de voar é suficiente para fazer com que algumas espécies escapem da ameaça de extinção. Por isso, algumas aves estão em perigo pela destruição dos locais em que vivem. É o caso do gavião-real ou do papagaio-da-cara-roxa. Outras, como a arara-azul-grande e o condor-da-califórnia, começaram a dar os primeiros sinais de recuperação.

Ararinha-Azul

Espécies em Extinção

Ave mais ameaçada do mundo, encontrado somente na região de Curuçá, divisa entre a Bahia e a Paraíba. Essa ave única é um solitário macho, que se vê obrigado a acasalar uma fêmea de outra espécie. Desse cruzamento não nascem filhotes e, assim, ele a abandona. Um grande esforço tem sido feito para salvar a ararinha-azul. Nas Filipinas, país asiático, 37 desses aves são criadas em cativeiro. Já em Curuçá, cientistas têm trabalhado na recuperação do local em que elas preferem viver, o sertão. A esperança é que, com um ambiente novamente próprio para a vida, alguns animais de cativeiro possam ser trazidos e postos em liberdade, aumentando novamente a população.

Gavião-Real

Espécies em Extinção

Essa é a maior ave de rapina do mundo e a maior do Brasil. Solitário, o gavião-real vive em florestas ou nas margens de rios do Brasil e da América Central. Seus alimentos preferidos são moluscos, crustáceos, peixes, serpentes, lagartos e alguns pássaros. Essa ave possui uma excelente visão, embora a pouca mobilidade do olho a obrigue a virar constantemente a cabeça para enxergar ao redor. Sem inimigos naturais, o gavião-real está ameaçado pela devastação das florestas.

Arara-Azul-Grande

Espécies em Extinção

A arara-azul-grande é o maior representante da família das araras, dos papagaios, dos periquitos e maritacas. Dóceis e sem medo do homem, essas aves são fáceis de capturar. Como já foi muito vendida para outros países, a espécie esteve perto de desaparecer. A última contagem, no entanto, apontou cerca de 3 mil dessas aves, vivendo em sua maioria no Pantanal Mato-Grossense. Ainda é pouco, mas um bom sinal de que a arara-azul-grande começa a se recuperar. Esse número, porém, não permite descuido, pois o perigo ainda não passou totalmente.

Condor-da-Califónia

Espécies em Extinção

Graças ao empenho de biólogos e pesquisadores, o condor-da-califórnia está resistindo ao perigo de desaparecer para sempre. É a maior e uma das mais antigas aves da América do Norte, sendo considerada praticamente extinta nos anos de 1980, quando a espécies esteve reduzida a apenas 29 aves. O condor-da-califórnia era perseguido por fazendeiros que o consideravam uma ameaça aos seus rebanhos.

Hoje, o trabalho de preservação vem dando bons, mas ainda tímidos, resultados: já existem 169 animais, sendo que 49 são livres e 119 vivem em cativeiro.

Em Risco na África

A África é o continente que abriga a maior variedade de animais de grande porte. Nessa parte do mundo, a luta pela vida também se faz presente. Caçadas por esporte nos inúmeros safáris que acontecem em alguns países, ou por interesses puramente comerciais, algumas espécies africanas também se encontram em perigo de extinção.

Rinoceronte
Elefante Africano
Gorila das Montanhas

Problema Mundial

O mundo todo vive com o problema das espécies ameaçadas. Na Ásia, na Oceania e até mesmo no Pólo Norte, grupos ambientalistas também seguem lutando para garantir o direito à vida de diversos animais, que correm risco de extinção pelos mais variados motivos.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Espécies em Extinção

Quais são os animais ameaçados de extinção no Brasil

Espécies em Extinção
Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), espécie classificada como "Em Perigo" na lista de animais ameaçados de extinção

Que o Brasil é um dos países com maior biodiversidade, com uma grande quantidade de espécies de fauna e flora, não é novidade para ninguém. Que alguns desses animais correm sério risco de extinção, devido a uma série de fatores como desmatamento, caça ilegal, poluição, também não. Mas quais são, afinal, as espécies brasileiras ameaçadas?

A resposta está no Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas, produzido pelo Instituto Chico Mendes, do Ministério do Meio Ambiente, e pela organização internacional IUCN, com base nos estudos de uma série de pesquisadores. Atualmente, 627 espécies estão na lista de ameaçadas de extinção, em diferentes categorias de risco. Metade dessas espécies estão protegidas em unidades de conservação, e o governo aprovou planos de ação para cerca de 33% das espécies.

A lista divide os animais de acordo com o estado de conservação de cada espécie. Essas categorias vão desde Vulnerável até Extinta, além das espécies classificadas como Quase ameaçadas ou Pouco preocupante. Confira alguns animais de cada categoria.

Extintas

Essa é a categoria mais dramática: sete espécies brasileiras são consideradas Extintas (EX), e as sete eram encontradas na Mata Atlântica – o bioma mais devastado do Brasil. São espécies como a perereca Phrynomedusa fimbriata ou a arara Anodorhynchus glaucus, além de quatro invertebrados terrestres, como a minhoca-branca e uma espécie de minhocuçu.

Extintas na natureza

Duas espécies estão listadas como Extintas na Natureza (EW). São duas aves que não são encontradas mais em seus habitats naturais, e existem apenas em cativeiro.

O mutum-de-Alagoas é uma ave que antes era encontrada na Mata Atlântica, mas desde 1999 acredita-se que esteja extinta na natureza: há cerca de 120 indíviduos vivendo em cativeiro.

Já a ararinha-azul é uma ave de plumagem azul e cinza que vivia na caatinga. O último indíviduo desapareceu na natureza em outubro de 2000, mas cerca de 60 indíviduos vivem em cativeiro.

A ararinha-azul é conhecida do grande público: é a espécie que inspirou o filme Rio.

Criticamente em perigo

Espécies em Extinção
O peixe-boi (Trichechus manatus), espécie classificada como "Em Perigo" na lista de animais ameaçados de extinção

São considerados Criticamente em Perigo (CR) as espécies de animais que tiveram grande declínio de população e vivem em apenas algumas áreas – a destruição dessas áreas coloca em risco a existência desses animais. Atualmente, há 125 espécies brasileiras classificadas nessa categoria, como o peixe-boi-marinho, que sofre principalmente por causa da caça e de capturas acidentais, e o mico-leão-da-cara-preta, o mais ameaçado dos mico-leões da Mata Atlântica.

Em perigo

São 163 espécies classificadas como Em Perigo (EN). Elas também enfrentam alto risco de extinção, mas a situação não é tão crítica como a categoria CR.

A tartaruga-de-pente é um exemplo de animal em perigo. Essa tartaruga vive no litoral da Bahia, e tem esse nome porque, antigamente, o seu casco era usado para fazer pentes. Hoje, o que mais ameaça a espécie é a poluição marinha.

Vulnerável

Espécies em Extinção
Onça-parda (Puma concolor capricornensis), espécie classificada como "Vulnerável" na lista de animais ameaçados de extinção

A maior parte dos animais da lista encontra-se nessa categoria: são 330 espécies brasileiras consideradas Vulneráveis (VU), em praticamente todos os biomas do país. É o caso dos principais felinos brasileiros, as onças. As três espécies de onça do país estão vulneráveis, e enfrentam ameaças como a destruição de seus habitats com o avanço deo desmatamento, além da caça. Os animais vulneráveis também correm grande risco, mas muitos já estão sendo atendidos por planos de ação de conservação.

O lobo-guará, por exemplo, outra espécie considerada vulnerável, tem 19 metas e 25 ações para reverter o declínio populacional da espécie.

Fonte: revistaepoca.globo.com

Espécies em Extinção

Uma implicação natural do processo de evolução biológica é a extinção de espécies, uma vez que a seleção natural significa a sobrevivência do mais apto, do mais adaptado a cada ambiente. Assim, à medida que ocorrem mudanças ambientais, muitas espécies e até grupos inteiros (famílias) podem ser extintos.

Na longa história da Terra, há provas paleontológicas do desaparecimento de milhares de espécies dos mais diferentes grupos de organismos. Há inclusive um cálculo que estima uma média de 2 a 4 famílias de animais que se extinguem a cada milhão de anos de vida no planeta. No entanto, um fato intrigante é o das chamadas extinções em massa, sendo duas delas, as maiores, bem documentadas. A primeira ocorreu no Permiano, há cerca de 250 milhões de anos, e a mais recente, há 65 milhões de anos, no Cretáceo, sendo conhecida como a extinção dos dinossauros. Nos dois casos, desapareceram bruscamente de 70 a 90% do total de espécies terrestres e marinhas. Nos casos de extinção em massa, a taxa de famílias extintas chega a cerca de 19 a cada milhão de anos.

Ainda não conhecemos as verdadeiras causas das extinções em massa, mas alguns fatos apontam no sentido de que elas podem ter sido conseqüência de grandes e bruscas mudanças da temperatura da Terra e da queda de grandes meteoritos que provocam catástrofes em alguns continentes.

O recente surgimento da espécie humana não alterou os mecanismos evolutivos naturais, a não ser nos últimos séculos, quando passamos a ser o fator fundamental da extinção de milhares de espécies em todo o mundo.

Este é sem dúvida um dos problemas ecológicos mais preocupantes e que têm mobilizado pesquisadores e entidades da maioria das nações, pois aumentam constantemente o número de espécies vegetais e animais já extintas e as ameaçadas de extinção. Isso é grave, pois estão desaparecendo espécies que ainda não conhecemos.

É um fato lamentável, um verdadeiro crime para as futuras gerações, que percamos a riqueza da biodiversidade ainda hoje existente no planeta e que é portadora de um "banco de genes" de valor inestimável. Precisamos entender que toda espécie é importante, hoje ou no futuro, não só para poder servir diretamente ao ser humano, mas também para garantir o equilíbrio dos ambientes naturais, dos quais dependemos.

Em 1971 foi publicada a obra de ecologia do professor Jean Dorst, Antes que a Natureza Morra, um brado de alerta, apoiado pela World Wildlife Foundation que, através do seu presidente, prefaciou:

"O mundo moderno sofreu um grave desequilíbrio em conseqüência da ação do homem, que tende não só para a eliminação da vida selvagem, como também para a destruição da harmonia do meio onde está destinado a viver. Os recursos renováveis estão comprometidos, fato particularmente grave no momento em que as populações humanas aumentam a velocidade crescente, e em que as necessidades se tornam cada dia mais consideráveis. Algumas das nossas atividades parecem conter nelas próprias os germes da destruição da nossa espécie.

Muitos animais e vegetais selvagens encontram-se em vias de desaparecimento ou de rarefação avançada, por todo o mundo, e a lista dessas espécies aumenta dia após dia. Os responsáveis pelos estragos devastadores são essencialmente a caça, realizada levianamente, o verdadeiro vandalismo de alguns e, sobretudo, a destruição dos habitats. Simultaneamente, o homem degrada as terras, devido a um mau tratamento dos solos, espalha pesticidas incontroladamente e envenena o planeta com detritos de uma civilização técnica, derramados de forma abusiva na atmosfera e nas águas. Os recursos marinhos estão sendo pilhados por uma exploração excessiva de uma parte dos oceanos."

Um exemplo clássico da extinção de uma espécie é o da grande ave, o dodô, que vivia nas Ilhas Maurícias (costa oriental da África). Ela pesava em média 25 quilos, era lenta e, com asas reduzidas, não voava, sendo presa fácil de predadores. Nos séculos XVI e XVII os navios que aportavam nessas ilhas levavam um grande número dessas aves para se abastecerem de carne fresca durante as viagens. Além disso foram deixando aí alguns animais domésticos que atacavam as aves, comiam seus ovos e ainda competiam com elas no ambiente. Os últimos dodôs desapareceram em 1680, portanto muito antes do advento da Genética, que apenas nestas últimas décadas desenvolveu tecnologias para o estudo dos genomas e a preservação de genes (banco de genes) das espécies atuais, certamente um tesouro que não podemos perder.

No passado, as colonizações dos novos continentes causaram verdadeiras devastações ambientais, com o extermínio de milhares de espécies e, embora pareça absurdo, o problema, ainda hoje, é grave. Intermináveis listas de animais e plantas em extinção são divulgadas anualmente e, apesar disso, motosseras, redes, armadilhas, diferentes armas e até venenos continuam impunemente sendo usados a serviço dos mais variados interesses, quase sempre injustificáveis.

A União Internacional para a Conservação da Natureza forneceu em 1995 uma lista indicando o número de espécies ameaçadas de extinção, em cada um dos grandes grupos de vertebrados:

Espécies em Extinção
Dodô da ilha Maurícia
Raphus cucullatus

No Brasil conhecemos bem alguns exemplos, como micos-leões, tatus, veados, tamanduás, peixes-boi, preguiças, lobos-guará, onças, jaguatiricas, baleias, antas, papagaios, araras, gaviões, macucos, tartarugas, jacarés.

Em outros continentes as listas também são extensas, incluindo por exemplo: ursos-polar, leopardos, orangotangos, gorilas, tigres, pandas, rinocerontes, elefantes indianos, coalas, golfinhos, baleias, ursos, grous, águias, condores, pingüins, gaivotas, tubarões, tartarugas etc.

Todos esses exemplos são apenas de vertebrados, animais maiores e por várias razões mais ligados ao nosso interesse direto, por isso mesmo mais conhecidos. O que dizer então das espécies de invertebrados, de vegetais, de microrganismos? Não podemos esquecer que eles são a maioria das espécies do planeta, tendo os vertebrados apenas cerca de 50 mil espécies atuais.

Fonte: www.editorasaraiva.com.br

Espécies em Extinção

A defesa das espécies ameaçadas de extinção deu origem ao World Wildlife Fund (Fundo Mundial para a Vida Selvagem), cujo símbolo é o panda-gigante, gracioso animal que só subsiste, em pequeno número, em algumas florestas do Himalaia e em jardins zoológicos.

Espécie ameaçada de extinção é aquela (1) cujo número de exemplares diminui a ponto de pôr em risco sua sobrevivência; (2) capaz de ser prejudicada por espécie exótica e de aparecimento recente, predadora ou competidora, sobretudo nos casos de baixo potencial reprodutivo ou alimentação especializada; (3) cujo habitat está em processo de destruição ou modificação brusca, a ponto de não poder manter uma população que garanta a continuidade da espécie.

A extinção de espécies vivas é fenômeno inerente à própria natureza da vida terrestre e, como tal, ocorreu em todos os tempos, por motivos diversos. O desaparecimento dos dinossauros na era cenozóica, em virtude de alguma catástrofe ainda não esclarecida, foi o primeiro grande fato desse tipo que despertou o interesse dos estudiosos. Fósseis encontrados em muitos lugares do planeta revelam a destruição, em épocas posteriores, de jacarés e preguiças descomunais, de antepassados do tatu, do cavalo, do elefante (como o mastodonte e o mamute, que não ultrapassaram o período quaternário) ou de felinos como o tigre-dentes-de-sabre.

Uma distinção decisiva para o correto entendimento da extinção é chegar à causa mais determinante do fenômeno. Tanto animais como plantas pré-históricas de que só restaram esqueletos ou troncos petrificados foram vítimas, na maior parte, de calamidades naturais, alterações climáticas e outras mudanças inevitáveis a que as características ou o potencial adaptativo de tais espécies não resistiram. O traço peculiar assumido pelo problema nos tempos históricos é ter-se tornado a espécie humana o fator fundamental de desequilíbrio e de extermínio.

São ilustrativos os casos de espécies animais inteiramente extintas nos últimos quatro séculos, como conseqüência óbvia da invenção e aperfeiçoamento das armas de fogo e seus efeitos: menciona-se com freqüência o dodo, grande ave columbiforme que só existia na ilha Maurício e foi exterminada no final do século XVII pelos europeus. No século XIX, várias espécies ou subespécies de antílopes e outras famílias de mamíferos da África não resistiram à intervenção européia, assim como o bisão americano foi quase completamente dizimado pelo avanço dos pioneiros.

Causas e soluções

A degradação do meio ambiente, em geral expressa pelo desflorestamento resultante da agropecuária extensiva e irracional, é uma das causas básicas da destruição ou ameaça de extinção de dezenas de espécies da fauna e flora. Outra causa importante são os altos lucros advindos, por exemplo, da comercialização do marfim de elefantes, das penas coloridas de numerosas aves ou do chifre de rinocerontes - a que se imputam propriedades mágicas de cura. A explosão demográfica é outro fator de relevo em países do Terceiro Mundo, especialmente a Índia, em que se destrói rapidamente o habitat do tigre e de sua presa principal, o antílope sambar.

Em vista da difícil situação de muitas das espécies ameaçadas, as organizações de conservação da natureza elaboraram uma lista dos animais submetidos a sério risco de extinção. Encontram-se entre estes o alce-anão da Califórnia, a baleia-azul (a maior de todas as espécies vivas), a chinchila, o iaque-selvagem, o leão-asiático, o leopardo-da-anatólia, o lince-da-espanha, o órix-da-arábia, o panda-gigante, o rinoceronte-de-java, o tigre-da-sibéria (o maior de todos os felídeos), o faisão-imperial, o grou-americano e o esturjão-de-cabeça-chata.

As campanhas pela preservação dessas e de muitas outras espécies, lançam mão de variados recursos educativos e, nos casos extremos, de providências imediatas como a criação de espécimes em cativeiro, com a intenção de devolvê-las depois a seus próprios habitats. Já se alcançaram resultados substanciais e verifica-se progresso indiscutível nas técnicas desenvolvidas nesse tipo de trabalho.

Espécies brasileiras

Sob um acelerado processo de degradação ambiental, quer no que ainda possui da mata atlântica, quer na vasta planície amazônica, o Brasil começou a tomar consciência, nas últimas décadas do século XX, da ameaça crescente sobre a vida animal e vegetal em seu território. Algumas espécies de sua fauna despertaram preocupações e medidas internacionais, como o mico-leão-de-cara-dourada, de que se criaram em cativeiro nos Estados Unidos diversos exemplares, mais tarde reintroduzidos no habitat original com cuidados especiais.

Cabe ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) a fiscalização das reservas ecológicas e parques nacionais, assim como o controle das atividades de caça e pesca e a repressão ao comércio ilegal de animais ou plantas ameaçadas. Além da instituição oficial, grande número de organizações não-governamentais se ocupa da preservação das espécies em risco e de seus habitats. Entre os animais e plantas brasileiros ameaçados de extinção sobressaem, entre os mamíferos, o muriqui ou mono-carvoeiro, três espécies de mico-leão e duas de uacari, o lobo-guará, a ariranha, a lontra, duas espécies de cachorro-do-mato e o veado-campeiro; entre as aves, o macuco, a harpia ou gavião-real, a ararinha azul, o papagaio-do-peito-roxo e pelo menos quatro espécies de beija-flor; entre as plantas, no meio de 13 listadas, o gênero Laelia, de orquídeas, era um dos mais atingidos.

PRESERVANDO A FAUNA E A FLORA BRASILEIRAS

Muitas espécies vegetais e animais já desapareceram da Terra e outras estão ameaçadas.

As causas da extinção das espécies são as mais diversas: mudanças no ambiente, falta de alimento, dificuldades de reprodução e, sobretudo, a ação destruidora do homem.

Além de lançar na água, no ar e no solo os mais diversos tipos de substâncias tóxicas e contaminadas, o homem também agride o ambiente capturando e matando animais silvestres e aquáticos e destruindo matas e floresta.

A seguir informamos as principais ameaças à destruição da fauna e da flora brasileiras. Tomando conhecimento delas, poderemos contribuir para que a natureza seja menos agredida e, assim, ajudar a preservar as espécies.

A extinção de animais brasileiros:

Por diferentes motivos como caçadas, falta de reprodução, mortes naturais por doenças adquiridas no próprio ambiente, muitos animais brasileiros estão ameaçados de extinção, isto é, suas espécies correm o risco de desaparecer da Terra.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou um mapa do Brasil que mostra, por regiões, as espécies animais ameaçadas de desaparecimento, principalmente pela destruição do ambiente em que vivem. O título desse mapa, que traz um total de 303 espécies ameaçadas, é Fauna ameaçada de extermínio.

Um dos coordenadores daquele trabalho, o biólogo Luiz Carlos Aveline, explica que o uso da expressão extermínio, em vez de extinção, tem o objetivo de mostrar que os animais estão ameaçados principalmente por culpa do homem.

A seguir, você vai saber quais são as espécies brasileiras mais ameaçadas:

Jacaré: O jacaré do Pantanal Mato-Grossense é um dos animais brasileiros que vem correndo maior risco de desaparecer.
Os coureiros, como são chamados os caçadores de jacarés, matam esses animais e retiram sua pele. A carne é abandonada; depois de decomposta, restam montes de ossos.
A pele do animal é vendida dentro e fora do país. Com ela, fabricam-se bolsas, sapatos, cintos, carteiras, etc.
Ema:
A ema também é um animal bastante perseguido pelo homem, já que suas penas são usadas em fantasias exibidas durante o carnaval. O uso das penas de ema torna essas fantasias caríssimas.
Paca
: A carne de paca é apreciada por muitas pessoas. Por isso, a paca é outro animal bastante caçado.
Pássaros:
Os pássaros, de um modo geral, são retirados das matas para serem comercializados. São encontrados em feiras livres, engaiolados e nas piores condições de vida. Curió, canário-da-terra, canário-belga, sabiá, Estevão, azulão e cardeal são os pássaros mais vendidos.

As Ameaças da Pesca Predatória

A pesca predatória também coloca em risco a sobrevivência de muitas espécies animais, principalmente quando a atividade pesqueira é realizada durante a época de reprodução dos peixes. Com a captura de machos e de fêmeas em época de reprodução, as várias populações de peixes podem diminuir drasticamente, já que, com isso, são impedidos de produzir descendentes.

Um dos animais marinhos que vêm correndo sério risco de extinção é a tartaruga. Ela está ameaçada não só pela pesca predatória, mas também pela depredação de seus ovos pelo homem. A tartaruga pões os ovos em ninhos cavados na areia das praias. Quando o homem descobre o local da desova, ele desenterra os ovos para comer, reduzindo, assim, a capacidade de reprodução da espécie.

A Extinção de Vegetais Brasileiros

Numerosas plantas brasileiras também estão desaparecendo por vários motivos. Todos causados pelo homem. A construção de estradas é um exemplo.

Muitas florestas naturais já foram derrubadas para dar lugar a estradas, cidades, plantações, pastagens ou para fornecer madeira.

Esse tipo de devastação já ocorreu na floresta Amazônica, na floresta do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais e em grandes áreas de mata no Paraná, no Mato Grosso, em São Paulo e na Bahia.

Os incêndios também são causas de destruição de florestas, bosques e matas. Muitas vezes os incêndios acontecem por acidente, como um cigarro aceso jogado nas matas, principalmente em épocas de seca. Mas, freqüentemente, são realizados propositadamente. Isso é comum na floresta Amazônica.

Influências das Florestas Sobre a Natureza

As florestas desempenham um papel muito importante na conservação da natureza, pois elas influem no clima de diversas formas:

Impedem que os raios solares incidam diretamente sobre o solo, tornando a temperatura mais amena.
Aumentam a umidade da região por meio da transpiração das plantas, tornando maior o índice de chuvas.
Auxiliam a renovação do ar atmosférico. Durante a fotossíntese, as plantas liberam oxigênio para o ar atmosférico, retirando dele o excesso de gás carbônico.
Diminuem a velocidade do vento e a incidência direta da chuva no solo, reduzindo assim a erosão.

Além dessas vantagens, as florestas impedem que a água das chuvas chegue até o solo com muita força e carregue consigo as substâncias nutritivas da camada superficial. Assim, a flora não só protege o solo contra a erosão provocada pelas chuvas como a mantém fértil.

Se o homem souber explorar os diversos ecossistemas da Terra sem destruí-los, estará preservando todas as espécies e garantindo recursos para gerações futuras.

Fonte: biomania.com

Espécies em Extinção

Biopirataria no Brasil

Com a criação do CBA e da BioAmazônia e a aprovação de leis para regular a exploração dos recursos naturais, as autoridades responsáveis pela preservação do meio ambiente esperam conter a ameaça da biopirataria na região amazônica, a mais afetada pelo problema. Entre os projetos de lei em tramitação a respeito do assunto está a Lei de Acesso aos Recursos Genéticos, da senadora Marina Silva (PT-AC), que já foi aprovada no Senado e continua sendo discutida pela Câmara dos Deputados até o final de 2000. Com a intenção de organizar a exploração da fauna e da flora da região, ela considera os recursos biológicos da Amazônia patrimônio público e estabelece a necessidade de licença formal para pesquisa, além do compromisso de divisão dos resultados com as populações nativas. Isso significa repartir com as comunidades indígenas o lucro obtido com as substâncias extraídas de plantas da região. Os estados do Acre e do Amapá já possuem legislações específicas sobre a questão. Em junho de 2000, o governo edita a Medida Provisória 2.052, o primeiro passo para estabelecer uma legislação federal sobre a biopirataria e o acesso ao patrimônio biológico e genético nacional, ao colocar em prática o que diz a Convenção da Biodiversidade.

Documento firmado durante a ECO-92, a Convenção, assinada pelo Brasil, estrutura-se em três pontos principais: a necessidade de conservação da biodiversidade, a exploração econômica sustentável e a divisão justa dos benefícios obtidos. Ela altera também o conceito jurídico de patrimônio genético, garantindo a soberania sobre esse patrimônio a cada país.

Extinção das espécies no Brasil

Abrigando em seu território 20% das espécies que compõem a fauna e a flora do planeta, o Brasil é considerado atualmente o país de maior diversidade biológica. No entanto, de acordo com o Ibama, estão hoje sob risco de desaparecimento no país 219 espécies animais (109 aves, 67 mamíferos, 29 insetos, nove répteis, um anfíbio, um artrópode, um coral, um peixe e um crustáceo) e 106 espécies vegetais. Algumas aves estão praticamente extintas, como a arara-azul-pequena e o tietê-de-coroa. Entre as espécies mais conhecidas da flora brasileira ameaçadas estão acapu, arnica, barbasco, bico-de-guará, bromélia, caapiá, figueira-da-terra, canelinha, castanheira, cerejeira, cipó-escada-de-macaco, cravina-do-campo, dracena-da-praia, gonçalo-alves, gueta imbuia, ingarana, jaborandi, jacarandá-da-bahia, jequitibá, lelia, marmelinho, milho-cozido, mogno, oitiboi, óleo-de-nhamuí, pau-amarelo, pau-brasil, pau-cravo, pau-rosa, pinheiro-do-paraná, quixabeira, rabo-de-galo, samambaiaçu-imperial, sangue-de-dragão, sucupira, ucuuba e violeta-da-montanha.

A caça predatória e ilegal, a derrubada de florestas, as queimadas, a destruição dos ecossistemas para a instalação de loteamentos e a poluição dos rios estão entre os fatores que ameaçam a biodiversidade brasileira. O relatório Tráfico de Animais Silvestres no Brasil, publicado pela WWF-Brasil em 1995, mostra também que o Brasil é um dos países que mais praticam o comércio ilegal de espécies da fauna e da flora silvestres. Especialistas calculam que a atividade movimente cerca de 10 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Depois do tráfico de armas e de drogas, esse tipo de comércio é o terceiro maior negócio ilícito praticado no planeta. O volume de animais silvestres de origem brasileira responde por 5% a 7% do total - o que equivale a um valor entre 500 e 700 milhões de dólares. Os principais compradores dessas espécies comercializadas ilegalmente são colecionadores, zoológicos, indústrias de bolsas, de couro e calçados e laboratórios farmacêuticos. As ONGs ambientalistas afirmam que, apesar do avanço na legislação , a fiscalização no Brasil ainda é precária.

Extinção de espécies

Os cientistas não sabem dizer qual a quantidade real de espécies extintas. Tampouco têm idéia exata do número de espécies originais do planeta, diante da diversidade biológica atual. Estima-se que haja entre 5 e 15 milhões de exemplares da flora e da fauna, incluídos os microorganismos. Desse total hipotético, de 4 a 8 milhões seriam insetos, 300 mil, plantas, e 50 mil, animais vertebrados - 10 mil aves e 4 mil mamíferos.

As estimativas sobre a extinção de espécies são confiáveis, porque partem de uma amostragem dos 102 exemplares mais importantes de cada um dos ecossistemas. É dessa forma que o relatório Planeta Vivo, lançado em 1999 pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), detecta o declínio geral do acervo vivo de espécies entre 1970 e 1995. Dos 102 exemplares de água doce escolhidos para monitoramento, 35% desapareceram no período estudado. No caso das espécies marinhas, a perda foi de 45%.

A desertificação e a glaciação foram responsáveis pelo extermínio de uma enorme quantidade de espécies, entre elas os dinossauros. A interferência humana, porém, está acelerando o processo de extinção. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), um quarto do 1,5 milhão de espécies conhecidas pelo homem corre o risco de desaparecer. Fazem parte desse grupo o elefante africano, o cervo-da-tailândia, o panda gigante da China, o cavalo selvagem da Europa Central, o bisão da França e a baleia-azul . Algumas das espécies vegetais ameaçadas são as orquídeas de Chiapas, no México, e as bromélias da América e da África.

Pesquisa publicada na revista Nature em 2000 indica os 25 pontos-chave da biodiversidade mundial - áreas prioritárias para ações urgentes de preservação, em virtude de sua riqueza biológica e do risco a que estão expostas. Entre elas, estão a cordilheira dos Andes, as florestas da África Ocidental, a mata Atlântica e o cerrado brasileiro. No mesmo ano, cientistas norte-americanos anunciam a extinção do macaco colobo-vermelho-de-miss-waldron, que vivia nas florestas da África Ocidental. Observado pela última vez na década de 70, é o primeiro primata considerado extinto no mundo desde o século XVIII.

FAUNA E FLORA BRASILEIRAS

Das cerca de 250 mil espécies de plantas existentes hoje no mundo, 55 mil estão no Brasil. O país possui a mais extensa coleção de palmeiras (359 espécies) e de orquídeas (2,3 mil) e a maior variedade de vegetais com importância econômica mundial, como o abacaxi, o amendoim, a castanha-do-pará, a mandioca, o caju e a carnaúba. Pertencem à fauna brasileira 10% de todos os anfíbios e mamíferos existentes e 17% de todas as espécies de aves.

O Brasil ainda abriga a maior diversidade de primatas do planeta, com 55 espécies. Para explorar racionalmente essa riqueza, estão sendo construídos na Zona Franca de Manaus os laboratórios do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). O complexo de pesquisa, cuja inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2001, é o principal projeto do Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia (Probem). Com um orçamento de 60 milhões de dólares - 40% financiados pelo governo e 60% por entidades e empresas privadas -, o Probem servirá de ponto de apoio para a montagem de uma rede de bioindústrias na região e irá desenvolver tecnologias para criar uma central produtora de extratos naturais, provavelmente a maior da América do Sul, com base na biodiversidade da Amazônia. A previsão é de que ela também esteja pronta até julho de 2001. O objetivo maior do programa, criado em 1997 pelo governo federal, é agregar valor à diversidade biológica da região, transformando-a em produtos para o mercado por meio da exploração econômica sustentável, para evitar que as pesquisas sejam feitas no exterior.

As ações do Probem são executadas com o auxílio da Associação Brasileira para o Uso Sustentável da Amazônia (BioAmazônia), uma organização social de direito privado, composta de 40% de membros do governo e 60% de representantes da sociedade. Entre suas tarefas principais estão a implementação e a administração dos laboratórios, a articulação da rede de biotecnologia, a captação de recursos para a biodiversidade e o trabalho com a questão da propriedade intelectual.

O mercado brasileiro de fitoterápicos (ervas e produtos naturais) movimenta 1 bilhão de dólares, de acordo com dados do Probem. A intenção do programa é transformar o CBA em um centro de referência e excelência nessa área, além de estabelecer contratos com as indústrias farmacêuticas internacionais para a pesquisa de princípios ativos de novos fármacos. Já existem cerca de 120 produtos de uso na medicina alopática baseados em plantas brasileiras.

O mercado de fármacos gera 350 bilhões de dólares no mundo e 11 bilhões de dólares no Brasil. O 1º Relatório Nacional para a Convenção sobre Diversidade Biológica, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente em 1998, já traz uma radiografia geral da biodiversidade brasileira, mostrando sua riqueza e diversidade, os perigos da ocupação desordenada e da exploração predatória e as áreas mais ameaçadas pelas atividades econômicas não sustentáveis. Ele destaca também a necessidade de tomar medidas como a capacitação de pessoal para atuar na área, a adoção de políticas de pesquisa, o desenvolvimento de tecnologias de menor impacto ambiental, a elaboração de planos diretores e a ocupação e o uso racional do território.Outra iniciativa de proteção à fauna e à flora em andamento no país é o Programa Nacional da Diversidade Biológica (Pronabio). Criado em 1994 e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, ele promove parcerias entre o poder público e a sociedade civil para garantir a preservação da diversidade biológica, além de estimular a conscientização ambiental.

O Pronabio já realizou um levantamento da situação da biodiversidade nos diversos sistemas ambientais brasileiros, apontando as prioridades de atuação e as formas de preservação e sustentabilidade em cada um deles. A idéia é que esse programa, depois de uma discussão nacional, se transforme em um proposta política sobre o tema da biodiversidade, que leve à adoção de um plano de ação governamental e de atitudes concretas na área.

Fonte: eolfv.vilabol.uol.com.br

Espécies em Extinção

O Brasil é considerado o país de maior diversidade biológica do planeta. Segundo o Ibama, órgão responsável pelas listas oficiais de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas de extinção, 219 espécies animais (109 aves, 67 mamíferos, 29 insetos, nove répteis, um anfíbio, um artrópode, um coral, um peixe e um crustáceo) e 106 espécies vegetais correm o risco de desaparecer. Entre elas, algumas estão praticamente extintas, como a arara-azul-pequena e o passarinho tietê-de-coroa.

Os fatores que ameaçam a biodiversidade são a caça predatória e ilegal, a derrubada de florestas, as queimadas, a destruição dos ecossistemas para loteamento e a poluição de rios. Outro problema grave que ameaça a fauna e a flora brasileira é a chamada biopirataria, a saída ilegal de material genético ou subprodutos de plantas e animais para pesquisas sobre novos medicamentos e cosméticos no exterior sem o pagamento de patentes. A única legislação federal a respeito é a Lei 8.176, de 1991, que proíbe a retirada, sem autorização, de qualquer material genético (animal ou vegetal) das terras da União (que incluem as reservas indígenas).

Em julho de 2.000, o governo editou a Medida Provisória 2.052, o primeiro passo para estabelecer uma legislação federal sobre biopirataria e o acesso ao patrimônio biológico e genético natural. Baseada em um projeto de lei, a medida prevê que estados, municípios, proprietários privados e comunidades indígenas tenham direito a parte do lucro resultante de produtos obtidos de vegetais e animais descobertos em suas áreas, além de um maior controle das coletas.

A regulamentação no País da Convenção da Biodiversidade, assinada durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, por cerca de 150 países, depende da aprovação desse projeto de lei. O Acre e o Amapá são os únicos estados brasileiros que possuem leis específicas sobre a biopirataria. No Acre, para ter acesso aos recursos naturais da floresta Amazônica, as empresas estrangeiras precisam se associar a uma empresa ou entidade brasileira de pesquisa.

Fonte: www.clickmacae.com.br

Espécies em Extinção

Extinção pode ser definida como o evento pelo qual o último representante de uma espécie deixa de existir. Ou ainda, de modo mais abrangente, como o momento a partir do qual os indivíduos remanescentes de uma espécie mostram-se incapazes de produzir descendentes viáveis ou férteis (Frankel & Soulé, 1981).

A extinção de espécies é um fenômeno natural tanto quanto o surgimento de novas espécies por meio da evolução biológica. A maior parte das espécies de plantas e animais que já povoaram a face da Terra se extinguiu devido a causas naturais antes mesmo do aparecimento do homem, e os paleontólogos reconhecem cinco períodos em que extinções em massa reduziram a biodiversidade no planeta (Gibbs, 2001). Então, por que tanta preocupação com aquelas espécies que hoje estão ameaçadas de extinção?

Mais do que o evento da extinção em si, interessa compreender o processo pelo qual as espécies tornam-se extintas. Atualmente, os processos que eventualmente levariam ao desaparecimento de muitos dos seres vivos que conhecemos foram “acelerados” pela ação humana. A espécie Homo sapiens não é a mais populosa do planeta, mas tornou-se dominante pela capacidade de alterar o ambiente natural, adaptando-o às suas necessidades e, assim, reduzindo em extensão e em qualidade os hábitats nos quais vive a maior parte dos demais seres vivos.

Embora, na pré-história, a caça pelo homem antigo possa ter sido a causa da extinção de alguns grandes mamíferos, hoje a grande ameaça à maioria dos organismos é a perturbação, fragmentação e, finalmente, destruição dos hábitats. O papel humano nos processos de extinção tem sido o de elevar a taxa de desaparecimento das espécies existentes, ao mesmo tempo em que interfere no processo de evolução biológica, responsável pelo surgimento de novas espécies.

Estima-se que, durante o século XX, a taxa de extinção de espécies foi 100 vezes maior do que aquela existente antes do surgimento do homem (Lawton & May, 1995). Convencionou-se chamar a essa perda rápida de espécies de erosão da biodiversidade.

A diversidade biológica do planeta constitui um patrimônio natural comum, sendo a fonte de muitos dos recursos naturais renováveis explorados para alimentação, produção de energia, pelas indústrias farmacêutica e de cosméticos, etc. Na tentativa de refrear o ritmo atual de extinções, iniciativas internacionais passaram a identificar as espécies em maior risco de desaparecimento e, assim, a estabelecer prioridades de pesquisa e conservação.

A União Mundial para a Natureza (IUCN – The World Conservation Union) tornou-se referência mundial na avaliação de espécies ameaçadas, através da publicação, desde 1966, das chamadas listas vermelhas de plantas e animais ameaçados de extinção. Ao longo dos anos, não só as espécies, mas também os critérios para definição de seu estado de conservação foram revisados, acompanhando o avanço do conhecimento científico e tornando a avaliação mais objetiva e replicável em diferentes momentos e regiões (Gärdenfors et al., 1999).

O Brasil elaborou sua primeira lista de fauna ameaçada em 1973 (Portaria no 3.481-DN/73), com 86 espécies. A lista atualmente em vigor (Portarias IBAMA no 1522/89 e 45-N/92) foi preparada inicialmente por 14 especialistas reunidos durante o XVI Congresso Brasileiro de Zoologia, em 1989 (Bernardes et al., 1990). A portaria de 1989 foi acrescida de uma espécie em 1992, somando hoje 208 espécies.

A primeira lista estadual de fauna ameaçada no Brasil foi publicada no Paraná em 17 de fevereiro de 1995 (Lei nº 11.067/95). No mesmo ano, a Fundação Biodiversitas, atendendo à solicitação do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, elaborou a lista mineira (Deliberação COPAM 041/95). Um roteiro metodológico para subsidiar a elaboração de outras listas estaduais também foi resultante desse trabalho (Lins et al., 1997).

Em fevereiro de 1998, o Estado de São Paulo acatou recomendação de especialistas reunidos na Universidade Federal de São Carlos e declarou como ameaçadas de extinção ou como provavelmente ameaçadas as espécies da fauna silvestre listadas nos anexos do Decreto no 42.838/98. O Estado do Rio de Janeiro homologou sua lista no mesmo ano, mediante a portaria SEMA no 1 de 4 de junho de 1998.

Com a publicação deste decreto, o Rio Grande do Sul torna-se o quinto estado brasileiro a elaborar uma lista de espécies da fauna ameaçada de extinção e a conferir a esses animais proteção legal especial. Esse procedimento é fundamental para o estabelecimento de políticas públicas norteadoras de um desenvolvimento econômico e social que não prescinda da conservação dos exemplares da fauna gaúcha sob maior risco de desaparecimento.

Fonte: www.agirazul.com.br

Espécies em Extinção

Animais

No cenário das alterações por que passa o meio ambiente, o empobrecimento da diversidade biológica talvez seja o mais importante, pois é o único totalmente irreversível. Qualquer espécie animal ou vegetal, por mais insignificante que possa parecer, desempenha um papel insubstituível no ecossistema do qual faz parte e é produto de milhares de anos de evolução.

Quando o último representante de um determinado tipo de animal ou vegetal é eliminado, nunca mais poderá voltar a existir. Lamentavelmente este é o caso de muitas espécies.

A UICN, importante organização internacional de conservação da natureza, estima que, em todo o mundo, de uma a duas espécies de plantas são extintas por dia, enquanto as de animais varia de 50 a 250 por dia.

São três as principais causas da extinção de seres vivos. A mais conhecida entre elas, a caça, é considerada responsável pela eliminação de quase um quarto das espécies. A destruição de habitats contribui com 36%.

A menos conhecida delas, porém de grande importância, é a introdução de espécies, responsável por 39% da destruição. A literatura é pródiga em exemplos de plantas e animais que foram levados pelo homem de uma região para outra, provocando verdadeiros desastres ecológicos. Um caso recentemente divulgado mostra como o sapo-cururu, animal tão conhecido das crianças do Brasil, pôde causar danos ambientais na Austrália, onde foi introduzido em meados deste século.

Ararinha-azul: Cidade se Une para Salvar Ave em Extinção

"A esperança em Curaçá não é verde. É azul". O lema, do vaqueiro Zé do Roque, de Curaçá, no sertão da Bahia, retrata a união da comunidade do pequeno povoado às margens do Médio rio São Francisco em torno da salvação da ararinha-azul, espécie de ave em extinção que vive na Caatinga. De caraibeira em caraibeira, um único exemplar do pequeno pássaro de apenas 400 gramas, 30 centímetros e plumagem azul-cinza sobrevive, solitário, em liberdade. Com seu longo canto, procura atrair uma companheira, nas árvores ribeirinhas onde costumam fazer ninhos, mas as outras 37 ararinhas-azuis existentes no mundo estão em cativeiro.

Cada vez que abre suas asas, Severino, como foi apelidado pela população de Curaçá, desenha no céu a simbiose que Deus lhe deu com a natureza. Para viver, o pássaro de sangue azul precisa do verde das matas ciliares que pontilham no município, cravado na região semi-árida do norte do Estado da Bahia, ao longo do riacho da Melancia. Ocorre que o habitat já devastado da Cyanopsitta Spixii está sendo destruído também pelos bodes dos sertanejos. Daí a necessidade de atrair a ajuda de toda Curaçá.

Para tentar evitar a extinção da ave, o Ibama, órgão responsável pela preservação do meio ambiente, criou, em 1990, o Comitê Permanente para Recuperação da Ararinha-Azul, que congrega representantes da comunidade científica, do próprio órgão e criadores internacionais.

À frente do projeto de campo está o biólogo catarinense Marcos Da-Ré, que desde 1991 vive num quarto de pensão da cidade, de cerca de 10 mil habitantes, para implantar um projeto arrojado de mobilização popular: o Comunidade de Conservação.

A idéia é audaciosa. Tanto na cidade, onde o mercado municipal dita o ritmo do desenvolvimento urbano, como no campo, onde a maior atividade é das lavadeiras junto aos rios, Da-Ré quer sensibilizar a comunidade sobre a necessidade de se criar uma reserva ambiental no habitat da ararinha-azul e, assim, substituir a proteção legal pela vigilância espontânea.

O biólogo já conseguiu parte dos seus objetivos: os sertanejos descobriram que a proteção ambiental também pode resultar em melhoria das suas próprias condições de vida. Por isso, têm investido nos cercados, tradicional técnica de manejo do gado que também reserva espaço ao crescimento da caraibeira, árvore para a qual a ararinha-azul sempre volta.

Todo esforço é pouco.

Afinal, Severino é o último sobrevivente azul de sangue realmente nobre: carrega em seu vôo a memória biológica da espécie e é o único que ainda realmente conhece os segredos da vida em liberdade. (Marleine Cohen, Parabólicas)

Bicudinho-do-brejo

Em 1995, biólogos do Museu de História Natural do Capão do Embuia, de Curitiba (Paraná), identificaram um novo gênero de pássaro no litoral sul paranaense, um local degradado e muito próximo dos melhores centros de pesquisas do País.

O Stymphalornis acutirostris ou bicudinho-do-brejo, como foi denominado, é muito pequeno, rasteiro, e foi descoberto escondido nos banhados e locais pantanosos da região. Embora pertença à família Formicaridae, ou Papa-formiga, os ornitólogos Bianca Reinert e Marcos Bornscheim logo perceberam que não se enquadrava em nenhum outro gênero já descrito, dadas as particularidades de seu longo bico e da sua plumagem cinza-chumbo.

O mais irônico é que, recém-descoberto, o pequeno pássaro já está ameaçado de extinção. Só para se ter uma idéia do tamanho do risco, a área onde foi localizado pela primeira vez já teve sua vegetação totalmente desbastada e o brejo drenado.

Micos-leões-dourados Continuam Ameaçados

O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), um dos mais ameaçados animais da fauna brasileira, continua em perigo, apesar do enorme esforço desenvolvido por diversas organizações nacionais e internacionais para recuperar a espécie.

Originário da Mata Atlântica, no Estado do Rio de Janeiro, recente recenseamento realizado pela bióloga Cecília Kierulff, da Universidade Federal de Minas Gerais, apontou a existência de apenas 559 micos, sendo que somente 290 vivendo na Reserva Biológica de Poços das Antas, município de Silva Jardim (Rio de Janeiro). Os restantes foram encontrados em áreas particulares sem qualquer proteção, onde os desmatamentos e a caça não são fiscalizados.

Além deste problema, as populações são muito pequenas e o isolamento entre elas tem levado a altos graus de consangüinidade, que em alguns casos chega a ser de 100%.

Este fato, somado à caça e ao desmatamento que continuam a ocorrer na região, poderá levar à inviabilidade da espécie nos próximos 100 anos, prevê a bióloga.

Sapo-cururu Vira Praga na Austrália

Em 1935 o Bufo marinus, conhecido popularmente no Brasil como sapo cururu, foi introduzido na Austrália como controlador biológico de duas espécies de besouros que causavam sérios danos às lavouras de cana-de-açúcar. O projeto não foi bem feito e resultou em fracasso no controle biológico, mas o clima favorável e a existência de poucos predadores naturais transformou esta espécie introduzida em uma praga. Por ser venenoso, algumas espécies de lagartos e cobras que dele se alimentam têm apresentado acentuado declínio de suas populações em determinadas áreas.

Fonte: www.mre.gov.br

Espécies em Extinção

Floresta Morta

Ao derrubar as florestas, o homem remove sistemas biológicos complexos, multiestruturados, extremamente diversificados e estáveis. Ao instalar a agricultura convencional, coloca em seu lugar sistemas simples e instáveis.

Entre os problemas relacionados com o desmatamento estão o esgotamento dos estoques de madeira, que é a fonte primária de energia de 80% da população dos países em desenvolvimento, e irreparáveis danos ambientais, como erosão do solo, provocando a perda da fertilidade, desertificação gradativa, diminuição da produtividade da terra, assoreamento de rios, represas e nascentes, e a eliminação da biodiversidade.

Ao derrubar as florestas, o homem remove sistemas biológicos complexos, multiestruturados, extremamente diversificados e estáveis. Ao instalar a agricultura convencional, altamente mecanizada e dependente do uso extensivo de fertilizantes artificiais, herbicidas e pesticidas, coloca em seu lugar sistemas simples e instáveis. Reduzindo a diversidade e recobrindo vastas áreas com monoculturas, ocorrem flutuações drásticas em populações, com o surgimento de pragas capazes de alterar todo o precário equilíbrio.

Com a destruição e fragmentação das florestas, as nascentes ficam totalmente secas ou se tornam menos abundantes, e os leitos dos rios, que ficam secos durante a maior parte do ano, se convertem em torrentes caudalosas, depois de cada chuva pesada. Sem a cobertura vegetal, as águas da chuva não encontram obstáculos no seu curso, e em vez do nível subir lentamente por infiltração progressiva, essas águas causam inundações repentinas e destrutivas.

Dentre as conseqüências mais importantes da fragmentação das florestas está a diminuição da diversidade biológica existente nestes ambientes, com a perda de populações, espécies e comunidades ecológicas de valor imensurável. A perda de populações geneticamente distintas dentro de uma determinada espécie é um problema tão grave quanto a extinção desta espécie. Uma vez que uma determinada espécie é reduzida a uma pequena população, a sua extinção total num futuro próximo se torna muito mais provável. As espécie mais propensas à extinção são aquelas presentes no topo da pirâmide alimentar, espécies com dificuldades de dispersão, espécies endêmicas, migratórias e com hábitos gregários. Espécies de animais que se alimentam em grandes grupos ou formam grandes congregações de procriação, parecem ser especialmente susceptíveis à epidemias e eventos catastróficos.

A diminuição de uma área de floresta natural pode levar à diminuição exponencial do número de espécies e afetar a dinâmica de populações de plantas e animais existentes, podendo comprometer a regeneração natural e, conseqüentemente, a sustentação destas florestas.

Chamamos de fragmentos florestais, as áreas de vegetação natural interrompidas por barreiras antrópicas ou naturais. Nestes ambientes, pode haver uma diminuição significativa do fluxo de animais, pólen e sementes. Apesar da importância dos fragmentos florestais na conservação da diversidade biológica, a maior parte destes ambientes encontra-se abandonada e em acelerado processo de degradação. O número de espécies vegetais e animais que um fragmento florestal pode suportar e as suas respectivas taxas de extinção dependem do seu tamanho, da distância de uma fonte de povoamento e da estrutura do ambiente. O tamanho do fragmento florestal exerce um efeito direto sobre a diversidade de espécies da avifauna, sendo que pequenos fragmentos de vegetação natural suportam menos espécies do que os grandes fragmentos.

A fragmentação de um ambiente se torna um sério problema quando não existe mais o fluxo de animais migratórios, e a qualidade deste ambiente é muito pobre ou este ambiente é muito pequeno para sustentar populações viáveis. A fragmentação é conseqüência das atividades humanas, e as áreas de vegetação natural que ainda restam encontram-se geralmente muito próximas de áreas com perturbação antrópica, como fazendas agrícolas e de exploração florestal, estando sujeitas a tensão excessiva de agentes externos como fogo, inseticidas e espécie invasoras.

Os fragmentos florestais localizados num ambiente de intensa ação antrópica, assemelham-se às ilhas oceânicas, separadas dos continentes aos quais estiveram ligadas em outras épocas. Estas ilhas biogeográficas encontram-se em equilíbrio quando o número de espécies presentes represente um balanço entre imigração e extinção.

A taxa de imigração é determinada pelo grau de isolamento da ilha: quanto mais isolada estiver a ilha, mais baixa será a taxa de imigração. A taxa de extinção está diretamente ligada ao tamanho da ilha, sendo que ilhas maiores hospedam mais espécies, tanto de animais como plantas, do que ilhas menores, e desta forma são menos vulneráveis à extinção.

O primeiro problema sério que se encontra numa área fragmentada é o efeito de borda, ou seja, o efeito das populações que estão ao redor. Estas populações tentam colonizar o fragmento, enquanto que as populações do fragmento também tentam colonizar esta área de transição. O efeito da colonização se propaga até o núcleo do fragmento, e as populações ficam desorganizadas, pois a tensão ecológica é muito grande, havendo redução de populações devido ao fenômeno da consangüinidade.

A estrutura e a dinâmica dos fragmentos florestais podem ser afetadas por diversos fatores dentre os quais destacam-se a história de perturbações, a área, a forma, o tipo de vizinhança e o grau de isolamento. Os fragmentos florestais devem ser vistos como o resultado de um processo histórico de perturbação da vegetação no qual inúmeros fatores interagiram ao longo do tempo. Para se entender a estrutura e dinâmica atuais de um fragmento, é importante reconstruir ao máximo a história da vegetação local. A área de um fragmento florestal representa uma forte correlação com a diversidade e estabilidade das comunidades de animais e vegetais, sendo que o número de espécies está freqüentemente relacionado à área abrangida.

Após a fragmentação de uma floresta, ocorrem mudanças imediatas na quantidade de luz incidente sobre o solo, na temperatura, umidade e na velocidade do vento. Tais mudanças são mais pronunciadas na borda e diminuem na direção do interior da floresta. Com o aumento da incidência de luz na borda dos fragmentos, há um aumento das espécies vegetais do início da sucessão natural.

A distância entre fragmentos, assim como o grau de isolamento e a diminuição das áreas naturais, dificultam a dispersão e reduzem o tamanho das populações. O tipo de vizinhança e a redução da área dos fragmentos, contribuem para o aumento da pressão dos predadores, competidores, parasitas e doenças.

A vizinhança também pode afetar profundamente a diversidade biológica e a sustentação dos fragmentos florestais. As áreas vizinhas de um fragmento florestal, por exemplo, um plantio homogêneo de eucaliptos, uma área de pastagem ou uma área agrícola de cultivo intensivo, podem funcionar como fontes de propágulos invasores, de poluentes e de perturbação, como modificadores climáticos e barreiras para o trânsito dos animais silvestres.

O grau de isolamento de um fragmento florestal, que pode ser considerado como a média das distâncias até os fragmentos mais próximos, pode afetar o influxo de animais, pólen e sementes e, portanto, a diversidade biológica e a dinâmica das populações de plantas e animais. Fragmentos isolados há muito tempo degeneram pela perda de animais polinizadores, dispersores e predadores, causando um desequilíbrio da flora e fauna.

Entre os representantes mais ameaçados de extinção pela fragmentação de áreas florestais estão as espécies raras e de baixa densidade populacional, os grandes predadores, os grandes frugívoros que vivem nas copas das árvores, e as espécies do estrato inferior da mata, que são maus colonizadores, como certas aves insetívoras terrícolas. A reprodução destes animais diminui ao longo dos anos e não compensa mais a mortalidade dentro da população, levando a espécie sucessivamente à extinção, sem a necessidade da ocorrência de eventos dramáticos, como a destruição total do seu ambiente natural.

Todos os animais necessitam do seu espaço vital para sobreviver. O espaço vital é o território que cada animal alcança, variando de espécie para espécie. Por exemplo, cada indivíduo da espécie Panthera onca (onça pintada), o maior felino das florestas tropicais da América, necessita de uma área mínima ou espaço vital de cerca de três mil hectares. É impossível a sobrevivência de uma população desta espécie em florestas fragmentadas e altamente antropisadas, pois a medida em que uma população isolada se torna pequena, aumentam os riscos com a consangüinidade e perda da diversidade genética, com o acasalamento entre indivíduos de uma mesma família, tornando mais graves os problemas demográficos, conduzindo a população mais rapidamente para a extinção.

Entre os possíveis fatores que contribuem para a extinção de populações locais estão a raridade ou baixa densidade, limitada habilidade de dispersão e adaptação, perda sucessional do hábitat, isolamento, deterioração genética (perda da heterozigoticidade, depressão da procriação e perda da plasticidade genética), hibridação, catástrofe, competição, predação, epidemia, coleta e caça furtiva, variação ambiental, distúrbio e destruição do ambiente natural.

A vegetação é uma das características do meio mais importante para a manutenção dos animais. Intervenções na vegetação produzem efeitos diretos na fauna, pela redução, aumento, ou alteração de dois atributos chaves, que são o alimento e o abrigo. Desta forma, a composição da vida silvestre é alterada com as mudanças na vegetação. A fauna atua de forma crucial na manutenção e restauração dos ambientes naturais, principalmente nas florestas tropicais, onde cerca de 90% das espécies vegetais arbóreas são polinizadas e suas sementes dispersas por animais. Os principais polinizadores são as abelhas, vespas, mariposas, borboletas, besouros, morcegos e beija-flores, e na dispersão das sementes, diversas espécies de aves e mamíferos. Estas espécies de animais e vegetais se encontram organizadas, através de cadeias químicas alimentares, interagindo na polinização e dispersão. Portanto, uma floresta fragmentada e pobre em animais é uma floresta condenada à morte.

Fonte: port.pravda.ru

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