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Floresta Amazônica

PATRIMÔNIO PLANETÁRIO

A beleza e a diversidade da fauna e da flora, existentes na natureza de toda a superfície terrestre, são as principais riquezas do homem. Entretanto, poucos lugares na Terra abrigam tantas formas de vida como a Mata Atlântica Brasileira, uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo. Para se ter uma idéia da situação de risco em que a floresta se encontra, basta saber que na época do descobrimento do Brasil ela tinha uma área equivalente a um terço da Amazônia.

Naquela época período, a Mata Atlântica cobria 1 milhão de Km2, estendendo-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Hoje essa área está reduzida e, apesar da devastação sofrida, a riqueza das espécies animais e vegetais que ainda se encontram é espantosa. Nela podemos encontrar milhares de espécies de animais, plantas e microorganismos que vivem nas encostas das montanhas, nos rios, nos mangues, nas restingas, nas ilhas, nas cavernas, nos campos de altitude e nos outros ambientes que formam os seus ecossistemas.

Muitas das espécies encontradas na floresta ainda não foram descritas pela Ciência. De forma geral, não se sabe ao certo quantas espécies diferentes de plantas e animais existem no planeta. As estimativas variam dos 10 aos 50 milhões, sendo que deste total apenas 1,5 milhão foram classificados pelos cientistas.

A nossa Mata Atlântica possui tanta riqueza de vida que foi apontada como um dos mais importantes refúgios da biodiversidade em todo o planeta e declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, um verdadeiro Patrimônio da Humanidade.

A Mata Atlântica pode ser comparada a uma grande quebra-cabeça com mais de 3 mil quilômetros de extensão, em movimento permanente em todas as direções e sentidos formado por um incontável número de peças que variam de forma, cores e tamanhos que mantêm entre si complexas e ao mesmo tempo delicadas ligações que asseguram sua existência. Uma cumplicidade tão extrema, que a perda de qualquer uma das partes é uma ameaça para o conjunto.

Surgimento e suas Origens

Durante muito tempo o planeta passou por diversas transformações que deram origem aos atuais continentes. Com a Mata Atlântica a situação não foi diferente. Ela é formada por vários tipos de vegetação (Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional, Manguezais e Restinga) e está associada à separação dos continentes africano e sul americano (antigamente eles formavam um único continente chamado Gondwana), ocorrida há aproximadamente 80 milhões de anos.

Com a acomodação das terras e águas e a formação do Oceano Atlântico, a Terra sofreu um período de grande agitação geológica. Vulcões e grandes acomodações na crosta terrestre levantaram inúmeros blocos de montanhas.

Os blocos de montanhas formaram uma barreira para os ventos carregados de umidade que vinham do Oceano. Sob forma de chuva, a umidade ajudou a criar as condições necessárias para que as formações atlânticas se instalassem e evoluíssem numa velocidade alucinante. As variações climáticas e seus diversos fatores contribuíram para a sua expansão que chegou a ultrapassar os limites da Floresta Amazônica.

Espalhada pela faixa litorânea de Norte a Sul e expandindo suas fronteiras para o interior, em extensões variadas, a Floresta Atlântica ocupou regiões de diferentes relevos, clima e solo. Todo seu espaço abrange as bacias dos rios Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco. Estão encaixadas assim as peças básicas sob as quais vão se ligar outras milhares na forma de novas espécies de plantas, microorganismos e animais, num processo dinâmico de crescimento e evolução que caracteriza a fantástica diversidade biológica da Mata Atlântica. Nossa Mata é um laboratório vivo do tempo.

Na diversidade da Mata Atlântica são encontradas matas de altitude, como a Serra do Mar (1.100 metros) e Itatiaia (1.500 metros) onde a neblina é constante. Paralelamente a riqueza vegetal e a fauna é o que mais impressiona a região.

A maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção são originários da Mata Atlântica. Centenas de pesquisas procuram conhecer a biodiversidade da Mata Atlântica para melhor protegê-la. Estes estudos já revelaram que a destruição da floresta está provocando o desaparecimento de muitas espécies: das 202 espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção, 171 são originários da Mata Atlântica.

Essa riqueza natural é demonstrada por números que impressionam: 50% das espécies de árvores só são encontradas na floresta. Este fenômeno, que a Ciência dá o nome de endemismo, chega a 70% no caso de espécies como as orquídeas e bromélias. No caso da fauna, 39% dos mamíferos que vivem na floresta são endêmicos. Mais de 15 espécies de primatas habitam a floresta, a maioria endêmica.

Ameaças de Crescimento

Durante 500 anos a Mata Atlântica propiciou lucro fácil para o homem. Nesse período, o impacto da colonização, do extrativismo, da expansão das fronteiras agropecuárias e da urbanização sem controle, deixaram um rastro de destruição dramático. Segundo o levantamento mais recente feito, em 1995, pelo Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais) e pela SOS Mata Atlântica, concluiu que cerca de 10% dos remanesces foram destruídos na primeira metade de 90.

A Mata Atlântica é o ecossistema brasileiro que mais sofreu os impactos ambientais dos ciclos econômicos da história do país. A destruição não se limita às espécies de flora e fauna. O patrimônio étnico, cultural, histórico, arqueológico, arquitetônico, construídos ao longo de séculos pelas comunidades tradicionais que viviam na mata como os indígenas, os caiçaras, os quilombolas, os caboclos correm o risco de desaparecer junto com estas populações cada vez mais descaracterizadas ou expulsas de seus locais.

Para que nada disso desapareça, entram em cena outras peças como inúmeras leis destinadas a proteger o meio ambiente, como a Constituição Federal, a Constituição Estadual e o Código Florestal. E são as Unidades de Conservação, criadas através de leis municipais, estaduais e federais, um dos mais importantes instrumentos de proteção da Mata.

Grande parte da floresta está concentrada na faixa litorânea e na região do Vale do rio Ribeira de Iguape. Os principais remanescentes da Mata Atlântica estão sob proteção legal em Parques Nacionais e Estaduais, Reservas, Estações Ecológicas, Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e áreas tombadas. Em São Paulo, as Unidades de Conservação de uso indireto são administradas pela Secretaria do Meio Ambiente, através do Instituto Florestal, órgão ligado à Coordenadoria de Informação e Pesquisa Ambiental (CINP) e também pela Fundação Florestal.

Para tentar interromper o rastro de destruição e aprofundar os conhecimentos sobre a floresta e criar alternativas para o desenvolvimento sustentável, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo tem buscado parceiros no Brasil e no exterior.

É na união dessas forças e no esforço pela vida que está o Projeto de Preservação da Floresta Tropical (Mata Atlântica) no Estado de São Paulo, denominado Projeto de Preservação de Mata Atlântica (PPMA), resultado do Convênio de Cooperação Financeira Brasil-Alemanha.

Além desse, existem vários outros programas prioritários, que visam articular as ações relacionadas a eles dentro e fora do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). Entre eles está o Programa Estadual para a Conservação da Biodiversidade - PROBIO/SP.

O PROBIO/SP trata, na escala estadual, de um tema muito importante para o País que é a diversidade biológica. O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade, o que em muito se deve por abrigar cerca de 28% do que resta das florestas tropicais do planeta. O Estado de São Paulo, que possui o maior remanescente de Mata Atlântica do País, é o único Estado da Federação que tem uma equipe e uma linha de ação voltada para o tema biodiversidade.

Fonte: www.unisantos.br

Floresta Amazônica

É a maior floresta tropical remanescente do mundo, representando cerca de 40% das florestas tropicais do planeta. Em terrítório brasileiro cobre uma área de 3,7 milhões de Km². É o bioma brasileiro com maior porcentagem de área em Unidades de Conservação (10%). Cerca de 15% da área total foi removida devido a construçã de rodovias que abriram caminho para atividades mineradoras, colonização, avanço da fronteira agrícola e exploração madereira. (I Relatório para a Convenção sobre Diversidade Biológica do Brasil - 1998)

Em território brasileiro, os ecossistemas amazônicos ocupam uma superfície de 368.989.221 ha, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e pequena parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. A Amazônia é reconhecida como a maior floresta tropical existente, o equivalente a 1/3 das reservas de florestas tropicais úmidas e o maior banco genético do planeta. Contém 1/5 da disponibilidade mundial de água doce e um patrimônio mineral não mensurado.

A grande diversidade geológica, aliada ao relevo diferenciado, resultou na formação das mais variadas classes de solo, sob a influência das grandes temperaturas e precipitações, características do clima equatorial quente superúmido e úmido. Contudo, a fertilidade natural dos solos é baixa, em contraste com a exuberância das florestas ombrófilas (úmidas) que nelas se desenvolvem.

A floresta Amazônica é um ecossistema auto-sustentável. Ou seja, é um sistema que se mantém com seus próprios nutrientes num ciclo permanente. Os ecossistemas amazônicos são sorvedouros de carbono, contribuindo para o equilíbrio climático global. Existe um delicado equilíbrio nas relações das populações biológicas que são sensíveis a interferências antrópicas.

A floresta, apesar de ser a característica mais marcante da Amazônia, não esconde a grande variedade de ecossistemas, dentre os quais se destacam: matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados. Conseqüentemente, a Amazônia abriga uma infinidade de espécies vegetais e animais: 1,5 milhão de espécies vegetais catalogadas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de pássaros; e ainda insetos, répteis, anfíbios e mamíferos...

Descrição

Na Amazônia vivem e se reproduzem mais de um terço das espécies existentes no planeta. Ela é um gigante tropical de 4,1 milhões de km2. Porém, apesar dessa riqueza, o ecossistema local é frágil. A floresta vive do seu próprio material orgânico, em meio a um ambiente úmido, com chuvas abundantes. A menor imprudência pode causar danos irreversíveis ao seu equilíbrio delicado.

A floresta abriga 2.500 espécies de árvores (um terço da madeira tropical do planeta) e 30 mil das 100 mil espécies de plantas que existem em toda a América Latina. Desta forma, o uso dos recursos florestais pode ser estratégico para o desenvolvimento da região. As estimativas de estoque indicam um valor não inferior a 60 bilhões de metros cúbicos de madeira em tora de valor comercial, o que coloca a região como detentora da maior reserva de madeira tropical do mundo.

A Amazônia é, também, a principal fonte de madeira de florestas nativas do Brasil. O setor florestal contribuiu com 15% a 20% dos Produtos Interno Bruto (PIB) dos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia.

Os insetos estão presentes em todos os estratos da floresta. Os animais rastejadores, os anfíbios e aqueles com capacidade para subir em locais íngremes, como o esquilo, exploram os níveis baixos e médios. Os locais mais altos são explorados por beija-flores, araras, papagaios e periquitos à procura de frutas, brotos e castanhas. Os tucanos, voadores de curta distância, exploram as árvores altas. O nível intermediário é habitado por jacus, gaviões, corujas e centenas de pequenas aves. No extrato terrestre estão os jabutis, cotias, pacas, antas etc. Os mamíferos aproveitam a produtividade sazonal dos alimentos, como os frutos caídos das árvores. Esses animais, por sua vez, servem de alimentos para grandes felinos e cobras de grande porte.

Mais do que uma floresta, a Amazônia é também o mundo das águas onde os cursos d’água se comunicam e sazonalmente sofrem a ação das marés. A bacia amazônica - a maior bacia hidrográfica do mundo com 1.100 afluentes - cobre uma extensão aproximada de 6 milhões de km2. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando no mar, a cada segundo, cerca de 175 milhões de litros de água. A Amazônia é, de fato, uma região vasta e rica em recursos naturais: tem grandes estoques de madeira, borracha, castanha, peixe, minérios e outros, com baixa densidade demográfica (2 habitantes por km2) e crescente urbanização. Sua riqueza cultural inclui o conhecimento tradicional sobre os usos e a forma de explorar esses recursos sem esgotá-los nem destruir o habitat natural. No entanto, a região apresenta índices sócioeconomicos muito baixos, enfrenta obstáculos geográficos e de falta de infra-estrutura e de tecnologia que elevam o custo da exploração.

Fonte: www.arvoresbrasil.com.br

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