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Floresta Amazônica

PATRIMÔNIO PLANETÁRIO

A beleza e a diversidade da fauna e da flora, existentes na natureza de toda a superfície terrestre, são as principais riquezas do homem. Entretanto, poucos lugares na Terra abrigam tantas formas de vida como a Mata Atlântica Brasileira, uma das florestas tropicais mais ameaçadas do mundo. Para se ter uma idéia da situação de risco em que a floresta se encontra, basta saber que na época do descobrimento do Brasil ela tinha uma área equivalente a um terço da Amazônia.

Naquela época período, a Mata Atlântica cobria 1 milhão de Km2, estendendo-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Hoje essa área está reduzida e, apesar da devastação sofrida, a riqueza das espécies animais e vegetais que ainda se encontram é espantosa. Nela podemos encontrar milhares de espécies de animais, plantas e microorganismos que vivem nas encostas das montanhas, nos rios, nos mangues, nas restingas, nas ilhas, nas cavernas, nos campos de altitude e nos outros ambientes que formam os seus ecossistemas.

Muitas das espécies encontradas na floresta ainda não foram descritas pela Ciência. De forma geral, não se sabe ao certo quantas espécies diferentes de plantas e animais existem no planeta. As estimativas variam dos 10 aos 50 milhões, sendo que deste total apenas 1,5 milhão foram classificados pelos cientistas.

A nossa Mata Atlântica possui tanta riqueza de vida que foi apontada como um dos mais importantes refúgios da biodiversidade em todo o planeta e declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, um verdadeiro Patrimônio da Humanidade.

A Mata Atlântica pode ser comparada a uma grande quebra-cabeça com mais de 3 mil quilômetros de extensão, em movimento permanente em todas as direções e sentidos formado por um incontável número de peças que variam de forma, cores e tamanhos que mantêm entre si complexas e ao mesmo tempo delicadas ligações que asseguram sua existência. Uma cumplicidade tão extrema, que a perda de qualquer uma das partes é uma ameaça para o conjunto.

Surgimento e suas Origens

Durante muito tempo o planeta passou por diversas transformações que deram origem aos atuais continentes. Com a Mata Atlântica a situação não foi diferente.

Ela é formada por vários tipos de vegetação (Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional, Manguezais e Restinga) e está associada à separação dos continentes africano e sul americano (antigamente eles formavam um único continente chamado Gondwana), ocorrida há aproximadamente 80 milhões de anos.

Com a acomodação das terras e águas e a formação do Oceano Atlântico, a Terra sofreu um período de grande agitação geológica. Vulcões e grandes acomodações na crosta terrestre levantaram inúmeros blocos de montanhas.

Os blocos de montanhas formaram uma barreira para os ventos carregados de umidade que vinham do Oceano. Sob forma de chuva, a umidade ajudou a criar as condições necessárias para que as formações atlânticas se instalassem e evoluíssem numa velocidade alucinante. As variações climáticas e seus diversos fatores contribuíram para a sua expansão que chegou a ultrapassar os limites da Floresta Amazônica.

Espalhada pela faixa litorânea de Norte a Sul e expandindo suas fronteiras para o interior, em extensões variadas, a Floresta Atlântica ocupou regiões de diferentes relevos, clima e solo. Todo seu espaço abrange as bacias dos rios Paraná, Uruguai, Paraíba do Sul, Doce, Jequitinhonha e São Francisco. Estão encaixadas assim as peças básicas sob as quais vão se ligar outras milhares na forma de novas espécies de plantas, microorganismos e animais, num processo dinâmico de crescimento e evolução que caracteriza a fantástica diversidade biológica da Mata Atlântica. Nossa Mata é um laboratório vivo do tempo.

Na diversidade da Mata Atlântica são encontradas matas de altitude, como a Serra do Mar (1.100 metros) e Itatiaia (1.500 metros) onde a neblina é constante.

Paralelamente a riqueza vegetal e a fauna é o que mais impressiona a região.

A maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção são originários da Mata Atlântica. Centenas de pesquisas procuram conhecer a biodiversidade da Mata Atlântica para melhor protegê-la.

Estes estudos já revelaram que a destruição da floresta está provocando o desaparecimento de muitas espécies: das 202 espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção, 171 são originários da Mata Atlântica.

Essa riqueza natural é demonstrada por números que impressionam: 50% das espécies de árvores só são encontradas na floresta. Este fenômeno, que a Ciência dá o nome de endemismo, chega a 70% no caso de espécies como as orquídeas e bromélias. No caso da fauna, 39% dos mamíferos que vivem na floresta são endêmicos. Mais de 15 espécies de primatas habitam a floresta, a maioria endêmica.

Ameaças de Crescimento

Durante 500 anos a Mata Atlântica propiciou lucro fácil para o homem. Nesse período, o impacto da colonização, do extrativismo, da expansão das fronteiras agropecuárias e da urbanização sem controle, deixaram um rastro de destruição dramático. Segundo o levantamento mais recente feito, em 1995, pelo Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais) e pela SOS Mata Atlântica, concluiu que cerca de 10% dos remanesces foram destruídos na primeira metade de 90.

A Mata Atlântica é o ecossistema brasileiro que mais sofreu os impactos ambientais dos ciclos econômicos da história do país. A destruição não se limita às espécies de flora e fauna. O patrimônio étnico, cultural, histórico, arqueológico, arquitetônico, construídos ao longo de séculos pelas comunidades tradicionais que viviam na mata como os indígenas, os caiçaras, os quilombolas, os caboclos correm o risco de desaparecer junto com estas populações cada vez mais descaracterizadas ou expulsas de seus locais.

Para que nada disso desapareça, entram em cena outras peças como inúmeras leis destinadas a proteger o meio ambiente, como a Constituição Federal, a Constituição Estadual e o Código Florestal. E são as Unidades de Conservação, criadas através de leis municipais, estaduais e federais, um dos mais importantes instrumentos de proteção da Mata.

Grande parte da floresta está concentrada na faixa litorânea e na região do Vale do rio Ribeira de Iguape. Os principais remanescentes da Mata Atlântica estão sob proteção legal em Parques Nacionais e Estaduais, Reservas, Estações Ecológicas, Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e áreas tombadas. Em São Paulo, as Unidades de Conservação de uso indireto são administradas pela Secretaria do Meio Ambiente, através do Instituto Florestal, órgão ligado à Coordenadoria de Informação e Pesquisa Ambiental (CINP) e também pela Fundação Florestal.

Para tentar interromper o rastro de destruição e aprofundar os conhecimentos sobre a floresta e criar alternativas para o desenvolvimento sustentável, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo tem buscado parceiros no Brasil e no exterior.

É na união dessas forças e no esforço pela vida que está o Projeto de Preservação da Floresta Tropical (Mata Atlântica) no Estado de São Paulo, denominado Projeto de Preservação de Mata Atlântica (PPMA), resultado do Convênio de Cooperação Financeira Brasil-Alemanha.

Além desse, existem vários outros programas prioritários, que visam articular as ações relacionadas a eles dentro e fora do Sistema Estadual de Meio Ambiente (SISEMA). Entre eles está o Programa Estadual para a Conservação da Biodiversidade - PROBIO/SP.

O PROBIO/SP trata, na escala estadual, de um tema muito importante para o País que é a diversidade biológica. O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade, o que em muito se deve por abrigar cerca de 28% do que resta das florestas tropicais do planeta. O Estado de São Paulo, que possui o maior remanescente de Mata Atlântica do País, é o único Estado da Federação que tem uma equipe e uma linha de ação voltada para o tema biodiversidade.

Fonte: www.unisantos.br

Floresta Amazônica

É a maior floresta tropical remanescente do mundo, representando cerca de 40% das florestas tropicais do planeta. Em terrítório brasileiro cobre uma área de 3,7 milhões de Km². É o bioma brasileiro com maior porcentagem de área em Unidades de Conservação (10%). Cerca de 15% da área total foi removida devido a construçã de rodovias que abriram caminho para atividades mineradoras, colonização, avanço da fronteira agrícola e exploração madereira. (I Relatório para a Convenção sobre Diversidade Biológica do Brasil - 1998)

Em território brasileiro, os ecossistemas amazônicos ocupam uma superfície de 368.989.221 ha, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e pequena parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. A Amazônia é reconhecida como a maior floresta tropical existente, o equivalente a 1/3 das reservas de florestas tropicais úmidas e o maior banco genético do planeta. Contém 1/5 da disponibilidade mundial de água doce e um patrimônio mineral não mensurado.

A grande diversidade geológica, aliada ao relevo diferenciado, resultou na formação das mais variadas classes de solo, sob a influência das grandes temperaturas e precipitações, características do clima equatorial quente superúmido e úmido. Contudo, a fertilidade natural dos solos é baixa, em contraste com a exuberância das florestas ombrófilas (úmidas) que nelas se desenvolvem.

A floresta Amazônica é um ecossistema auto-sustentável. Ou seja, é um sistema que se mantém com seus próprios nutrientes num ciclo permanente. Os ecossistemas amazônicos são sorvedouros de carbono, contribuindo para o equilíbrio climático global. Existe um delicado equilíbrio nas relações das populações biológicas que são sensíveis a interferências antrópicas.

A floresta, apesar de ser a característica mais marcante da Amazônia, não esconde a grande variedade de ecossistemas, dentre os quais se destacam: matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados.

Conseqüentemente, a Amazônia abriga uma infinidade de espécies vegetais e animais: 1,5 milhão de espécies vegetais catalogadas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de pássaros; e ainda insetos, répteis, anfíbios e mamíferos...

Descrição

Na Amazônia vivem e se reproduzem mais de um terço das espécies existentes no planeta. Ela é um gigante tropical de 4,1 milhões de km2. Porém, apesar dessa riqueza, o ecossistema local é frágil. A floresta vive do seu próprio material orgânico, em meio a um ambiente úmido, com chuvas abundantes. A menor imprudência pode causar danos irreversíveis ao seu equilíbrio delicado.

A floresta abriga 2.500 espécies de árvores (um terço da madeira tropical do planeta) e 30 mil das 100 mil espécies de plantas que existem em toda a América Latina. Desta forma, o uso dos recursos florestais pode ser estratégico para o desenvolvimento da região. As estimativas de estoque indicam um valor não inferior a 60 bilhões de metros cúbicos de madeira em tora de valor comercial, o que coloca a região como detentora da maior reserva de madeira tropical do mundo.

A Amazônia é, também, a principal fonte de madeira de florestas nativas do Brasil. O setor florestal contribuiu com 15% a 20% dos Produtos Interno Bruto (PIB) dos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia.

Os insetos estão presentes em todos os estratos da floresta. Os animais rastejadores, os anfíbios e aqueles com capacidade para subir em locais íngremes, como o esquilo, exploram os níveis baixos e médios. Os locais mais altos são explorados por beija-flores, araras, papagaios e periquitos à procura de frutas, brotos e castanhas. Os tucanos, voadores de curta distância, exploram as árvores altas. O nível intermediário é habitado por jacus, gaviões, corujas e centenas de pequenas aves. No extrato terrestre estão os jabutis, cotias, pacas, antas etc. Os mamíferos aproveitam a produtividade sazonal dos alimentos, como os frutos caídos das árvores. Esses animais, por sua vez, servem de alimentos para grandes felinos e cobras de grande porte.

Mais do que uma floresta, a Amazônia é também o mundo das águas onde os cursos d’água se comunicam e sazonalmente sofrem a ação das marés. A bacia amazônica - a maior bacia hidrográfica do mundo com 1.100 afluentes - cobre uma extensão aproximada de 6 milhões de km2. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando no mar, a cada segundo, cerca de 175 milhões de litros de água.

A Amazônia é, de fato, uma região vasta e rica em recursos naturais: tem grandes estoques de madeira, borracha, castanha, peixe, minérios e outros, com baixa densidade demográfica (2 habitantes por km2) e crescente urbanização. Sua riqueza cultural inclui o conhecimento tradicional sobre os usos e a forma de explorar esses recursos sem esgotá-los nem destruir o habitat natural. No entanto, a região apresenta índices sócioeconomicos muito baixos, enfrenta obstáculos geográficos e de falta de infra-estrutura e de tecnologia que elevam o custo da exploração.

Fonte: www.arvoresbrasil.com.br

Floresta Amazônica

O bioma Amazônia (Amazonas) abrange 5% da superfície terrestre do planeta e 40% da América do Sul, sendo 61% em território brasileiro.

A região do Amazonas possui a maior rede hidrográfica do mundo, fornecendo 20% do volume mundial da água doce. É considerada a maior reserva de biodiversidade da Terra.

A Floresta Amazônica abrange cerca de 4 milhões de km2 (50% do território brasileiro), dos quais 200.000 km2 foram reconhecidos em 2001 como Reserva da Biosfera. O Complexo da Amazônia Central (60.000 km2) incluiendo o Parque Nacional Jaú (22.000 km2) foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2000.

Os processos geológicos e climáticos de muitos anos atrás são responsáveis pela topográfico da região da Amazônia de hoje. Antigamente a bacia Amazônica estava coberta por um grande lago chamado "Belterra". Com o choque da placa sulamericana com outra no Oceano Pacífico há 80 milhões de anos atrás, os Andes se levantaram e os atuais rios começavam a cavar seus leitos.

Assim surgiram três tipos característicos de topografia do bioma Amazônia: planaltos, planícies e depressões.

É justamente esta topografia do bioma Amazônia junto com a qualidade da água dos rios que determina as características dos seis ecossistemas principais do bioma Amazônia.

O ecosistema chamado Terra Firme ocupa a maioria dos 7 milhões de km2 da Amazônia. É uma floresta que nunca se inunda e se extende sobre uma grande planície, de até 130 a 200 metros de altitude até as escarpas das montanhas. Este ecossistema da Amazônia tem inúmeras adaptações à pobreza em nutrientes. As árvores que a compõe são capazes de se abastecer com nitratos através de bactérias fixadoras de nitrogênio, que estão ligadas a suas raízes. Esta floresta especialmente rica em aráceas epífitas é, comparando-a com a Mata Atlântcia, relativamente pobre em bromélias e orquídeas. No subbosque da floresta, destacam-se especialmente as palmeiras e as lianas.

O ecossistema da Amazônia chamado Várzea são áreas periodicamente inundadas pelas águas brancas ou turvas de rios, como o Solimões , o Amazonas ou o Madeira. Estes rios percorrem terras ricas em minerais e suspensões orgânicas. A fertilidade destas águas brancas e dos solos aluvionares trazidos pelas mesmas faz com que a flora e fauna desta parte da Amazônia é uma das mais ricas e produtivas. Os rios são ricos em peixes e há várias espécies de mamíferos aquáticos, como os golfinhos de rio, o peixe-boi, a ariranha e as lontras. Na avifauna predominam as aves aquáticas, tais como as garças, biguás, jaçanãs, mucurungos e patos. A alta produtividade da Floresta Amazônica de várzea tornou possível o povoamento da região pela população indígena, bastante densa nos tempos do descobrimento.

O ecossistema da Amazônia chamado Igapó são áreas permanentemente inundadas por águas claras de rios que descem do Planalto Central em direção norte como o Tapajós, o Tocantins, o Xingu, o Araguaia, e pelas águas de rios negros que descem do Altiplano de Guianas na direção sul, como o rio Negro. Tanto os rios de águas claras como os rios de águas negras são pobres em minerais e nutrientes. Conseqüentemente, a flora e fauna desta parte da Amazônia, diferente da várzea, também é uma das mais pobres. Algumas árvores possuem grande resistência às inundacões prolongadas e sobrevivem vários anos imersas permanente.

O ecossistema da Amazônia chamado Igarapé se caracteriza por pequenos rios que cruzam as florestas de Várzea. Ali se desenvolvem árvores enormes, como a maparajuba, que chega a atingir 40 m de altura.

O ecossistema da Amazônia chamado Cerrado possui uma floresta baixa com árvores pequenas e retorcidas. Esta floresta se encontra no nordeste e no Planalto Central da Amazônia, com uma área de aproximadamente 200 milhões de hectares.

O ecossistema da Amazônia chamado Caatinga se apresenta como uma formação de estrato arbustivo e espinhoso com folhas duras, situada sobre as areias brancas do rio Negro.

Fonte: www.brazadv.com

Floresta Amazônica

Ocupando uma área de aproximadamente 6 milhões de km2, a Floresta Amazônica ocupa os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte norte de Goiás e Mato Grosso.

Devido à sua grande biodiversidade, representa uma enorme reserva de recursos naturais, entre eles, muita riqueza mineral, além dos vegetais (cerca de 80 mil espécies) que podem ser a solução para a cura de muitas doenças e, cerca de 30 milhões de espécies animais (a maioria insetos). Também é conhecida como Hiléia brasiliensis (nome científico) e como Inferno Verde, pela sua insalubridade.

Características físicas

Fechada
Muito densa
Sempre verde
Com árvores de portes variados
Muito úmida
Escura
Insalubre

Órgãos estrangeiros instalados na Amazônia sob o rótulo de "científicos" têm contrabandeado espécimes de nossa flora para indústrias farmacêuticas estrangeiras as quais após patenteá-los passam a ter os "direitos" de exploração e de cobrança de royalties.

Também a fauna ali existente - apesar da grande dificuldade de extração dos seus recursos pelo seu aspecto muito denso, com árvores diversas, num emaranhado de cipós - tem sido bastante depredada, com a captura de milhares de espécimes nativos para fins de contrabando para países de outros continentes, principalmente da Europa.

Como se não bastassem os problemas acima, pela sua diversificada riqueza, a região tem sido alvo de cobiça internacional, principalmente dos Estados Unidos com sua política imperialista.

Alguns anos atrás o hoje candidato à presidência daquele país, All Gore, declarou: "O Brasil pensa que a Amazônia lhe pertence, mas na realidade, ela é um patrimônio mundial". Existem denúncias que, nas escolas americanas, a Amazônia foi retirada do mapa do Brasil.

Também a constante ameaça de invasão àquela região, pelo tráfico de drogas praticado na Colômbia é um constante problema. Um exemplo da preocupação com esse problema, é o polêmico projeto SIVAM que está sendo implantado por uma empresa americana (Raytheon) deixando à mercê dos americanos nossa estratégia de defesa daquela região.

Fonte: www.frigoletto.com.br

Floresta Amazônica

A Amazônia é a maior floresta tropical úmida do planeta, com cerca de 5,5 milhões de km², sendo que 3,3 milhões estão em território brasileiro. O restante se divide entre Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Localizada na Região Norte do país, abrange cerca de 47% do território nacional. Já a Amazônia Legal, criada em 1966, engloba uma área total de 4,9 milhões de km², ou 60% do território nacional.

Há três tipos de floresta amazônica: matas de terra firme, mata de igapó e mata de várzea. As matas de terra firme possuem as árvores mais altas, que em algumas espécies podem alcançar 65 m. O fato das copas das árvores serem muito próximas impede a entrada da luz do sol no interior da floresta, deixando-o úmido e sem ventilação. A castanheira-do-pará, o caucho (de onde se extrai o látex) e o guaraná são suas espécies mais comuns.

Nos terrenos mais baixos localiza-se a mata de igapó, formada por espécies de ramificação baixa e densa, como a vitória-régia. A mata de várzea é um tipo de transição entre as duas primeiras, cuja composição varia de acordo com a proximidade dos rios. Nela encontram-se a seringueira, as palmeiras e o jatobá, entre outras árvores de grande porte.

O extrativismo vegetal é a principal atividade econômica também o principal foco de disputa entre nativos, governo e indústrias nacionais e internacionais. O Instituto Osvaldo Cruz e a Companhia de Desenvolvimento Tecnológico (Codetec) vêm estudando 264 espécies de interesse para a indústria, para criar um plano de exploração racional, que não provoque a extinção da espécie e ao mesmo tempo movimente a economia da região.

Levantamentos mostram que existem cerca de 2,5 mil espécies de árvores, e dentre estas, mais de 500 mil são derrubadas por ano, principalmente as madeiras nobres, como o mogno e o pau-brasil.

Fonte: 360graus.terra.com.br

Floresta Amazônica

É o maior corpo florestal do planeta.

A floresta Amazônica ultrapassa os limites das fronteiras políticas de países, ocupando as bacias do Orinoco e do próprio Amazonas, avançando pelos seus afluentes e penetrando ao norte nos territórios da Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Alcança o Atlântico, passando pelo delta do Amazonas, recobrindo parte do nordeste do Maranhão.

Ao sul, invade a região do planalto, e portanto de cerrado, na forma de matas de galerias (mata de beira de rio).

A oeste, é encontrada até os pés dos Andes, em terras bolivianas, peruanas, equatorianas e colombianas.

Tamanha sua vastidão que alcança a América Central (esta mata com características já diferentes da Amazônia brasileira), podendo ser encontrada até no sul do México. Somando todas as áreas recobertas pela floresta, temos o incrível número de 6 milhões de quilômetros quadrados.

Floresta Amazônica
Floresta Amazônica

A parte brasileira é calculada em 3 milhões e meio de quilômetros quadrados, o que representa mais de 50% da floresta e 42% do território nacional.

A Amazônia tem características marcantes que tornam sustentável tamanha vastidão verde. Nos chama atenção a extraordinária continuidade das florestas e a grandeza de sua rede pluvial. Apesar desta vastidão, apresenta pouca variedade de ecossistemas, mesmo analisando-se regiões e altitudes diversas. Algo que nos salta aos olhos é a “mesmice” encontrada nas terras amazônicas, sempre com altas e densas florestas, bem servidas de rios e animais.

A posição geográfica da Amazônia (na região da linha do equador) resulta numa fortíssima entrada de energia solar, acompanhada de abastecimento quase permanente de massas de ar úmido, com ausência de estações frias ou secas, e sem amplitude térmica muito grande. Estas são as características que possibilitaram o aparecimento de tamanha massa verde. Na região periférica da floresta, mais precisamente dos estados de Rondônia ao Acre, ocorre o fenômeno da "friagem". Este fenômeno consiste na penetração da massa de ar tropical atlântica na Amazônia no período de inverno do hemisfério sul, provocando uma pequena baixa de temperatura. Em geral, a Amazônia recebe imensas cargas de água de 1600 a 3600 mm por ano, fazendo exceção aos campos de Boa Vista, em Roraima. As temperaturas médias oscilam entre 24 e 27 Cº. Algo que sempre nos chama atenção quando se fala de Amazônia é o contraste de cores, da fauna e da flora, chegando até a existir contraste de cores nos rios.

Os rios brancos são aqueles que transportam uma grande quantidade de sedimentos finos, como argila e siltes (material sedimentar: pequenas partículas de minerais diversos, de tamanho compreendido entre 0,05mm e 0,005mm de diâmetro, que normalmente constituem mantos situados no solo) em solução, ao mesmo tempo arrastando areia em seu leito. Os rios negros por sua vez, nascem e correm entre terras firmes, com muitas florestas que chegam até suas margens. Por isso pouca quantidade de sedimentos é carreada por suas águas, encontrando-se apenas matéria orgânica em decomposição, provinda em sua maior parte, da serrapilheira (camada de folhas e restos animais do chão da mata) da floresta. Apesar de carregarem poucos sedimentos misturados em suas águas, esses rios transportam um pouco de areia em seu leito, e por isso, por vezes, ocorre a formação de bancos de areias, nos seus cursos. Existem também os rios de água esverdeada, como o baixo Tapajós. Quase sempre os rios de água esverdeada vêm de longe, principalmente das áreas entre o cerrado e os primeiros indícios de matas. Os rios "brancos" tem maior quantidade de peixes e suas várzeas são mais férteis, por conterem uma maior quantidade de sedimentos.

O igarapé (igara significa embarcação escavada no tronco de uma só árvore, pé significa caminho), em termos científicos, significa cursos de água amazônicos de primeira ou segunda ordem, componentes primários de tributação de rios pequenos, médios e grandes, sendo que a sua boca serve de porta de acesso às matas. Por isso os igarapés são usados pelos habitantes locais até hoje como caminhos. Um igarapé típico é aquele que corre mansamente por um túnel de mata quase fechado, com palmeiras se alinhando em suas margens, entre pequenos barrancos e a imensidão da floresta. Por correrem quase que no interior da mata, a maioria dos igarapés tem águas escuras, transportando poucos sedimentos clásticos (certas rochas, como a argila, o saibro, o arenito, formadas de fragmentos de outras rochas), tendo em suas águas quase apenas matéria orgânica em suspensão.

Igapó é o nome que se dá a um trecho inundado de mata ou ainda a um brejo coberto de vegetação. Os igapós são formados pelas enchentes dos rios e dos igarapés, que ficam estagnadas por algum tempo. Esta água escoa pelos furos, que são o mesmo que corixos (canais por onde as águas das lagoas, dos brejos  ou dos campos  baixos escoam  para rios vizinhos) para a região pantaneira. Com todas estas características, a Amazônia abriga uma enorme variedade de espécies, tanto de animais quanto de vegetais, muitos dos quais, até os dias de hoje, não foram estudados.

Como pode se perceber, toda a vida deste imenso ecossistema gira em torno da água. Poucas áreas não são afetadas diretamente com enchentes, e a estas chamamos de matas firmes ou de terra firme. Nestas matas encontramos as árvores mais altas, muitas atingindo mais de 50 metros de altura. Nas matas sujeitas a alagamentos são muito encontradas árvores com raízes tabulares, pois estas dão maior fixação à planta ao solo. Ainda nestas matas, são encontradas adaptações interessantes como sementes que flutuam e que são carregadas pela água, germinando em outros locais, longe da planta mãe. As árvores destas matas são capazes de ficar com boa parte do tronco submerso durante meses.

A Amazônia é um intrincado ecossistema, que abriga uma riqueza de fauna e flora inestimáveis, podendo, caso seja usada de forma correta, trazer um avanço inimaginável para o ser humano. Mas a imensidão esconde a fragilidade desta massa viva perante uma única espécie. Infelizmente, a Floresta Amazônica é mais um ecossistema que vem sofrendo com o desrespeito e a ganância do homem. O desmatamento anual da Amazônia, que cresceu 34% de 1992 a 1994, pouco mais de 11.000 km2 em 1991, já ultrapassou 14.800 km2 conforme dados do próprio Governo. Na região, a atividade agrícola de forma não-sustentável, irracional, continua e a extração madeireira tende a aumentar na medida em que os estoques da Ásia se esgotam. Relatório elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, ligada à Presidência da República, indica que 80% da produção madeireira da Amazônia provêm da exploração ilegal. Conhece-se dezenas de madeireiras nacionais e estrangeiras em operação na região, porém há pouca fiscalização sobre a produção e a área de exploração destas empresas.

Esses dados refletem o descontrole da região por parte das autoridades responsáveis pela gestão ambiental do país. O pior é que o desperdício da madeira gira entre 60% e 70%. Um outro agravante é o fato de o Governo desenvolver mega-projetos de infra-estrutura para a Amazônia que causam degradação ambiental sem trazer benefícios para os habitantes da região. Embora o Brasil tenha uma das mais modernas legislações ambientais do mundo, ela não tem sido suficiente para bloquear a devastação da floresta. Os problemas mais graves são a insuficiência de equipamentos adequados e de pessoal dedicado à fiscalização, as dificuldades em monitorar extensas áreas de difícil acesso, a fraca administração das áreas protegidas e a falta de envolvimento das populações locais. Solucionar essa situação depende da forma pela qual os fatores político, econômico, social e ambiental serão articulados.

Floresta Amazônica
Pirarucu

Mais de 12% da área original da Floresta Amazônica já foram destruídos devido a políticas governamentais inadequadas, modelos inapropriados de ocupação do solo e à pressão econômica, que levou à ocupação desorganizada e ao uso não-sustentável dos recursos naturais. Muitos imigrantes foram estimulados a se instalar na região, levando com eles métodos agrícolas impróprios para a Amazônia.

A ocupação da região amazônica começou a se intensificar na década de 40 quando o Governo passou a estimular, através de incentivos fiscais, a implantação de projetos agropecuários na área. As queimadas e o desmatamento tornaram-se constantes. Até o final de 1990 mais de 415 mil km2 tinham sido desmatados.

O total da área queimada foi 2,5 vezes maior. Em algumas localidades, como Porto Velho (RO), os aeroportos chegaram a ser fechados algumas vezes por causa da fumaça das queimadas. Outra forma de destruição tem sido os alagamentos para a implantação de usinas hidrelétricas. É o caso da Usina de Balbina ao norte de Manaus. A baixíssima relação entre a área alagada e a potência elétrica instalada tornou-se um exemplo de inviabilidade econômica e ecológica em todo o mundo. A atividade mineradora também trouxe graves conseqüências ambientais, como a erosão do solo e a contaminação dos rios com mercúrio.

Organizações não governamentais nacionais e internacionais como o WWF, vêm desenvolvendo vários projetos, como a formulação de modelos para manejo sustentável de madeira tropical e para ecoturismo de base comunitária na região.

O ecossistema é frágil. A floresta vive do seu próprio material orgânico. O ambiente é úmido e as chuvas, abundantes. A menor imprudência pode causar danos irreversíveis ao seu equilíbrio delicado. Na Amazônia vivem e se reproduzem mais de um terço das espécies existentes no planeta. A Bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo, e o Rio Amazonas corta toda a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando no mar, a cada segundo, cerca de 175 milhões de litros de água. Esse número corresponde a 20% da vazão conjunta de todos os rios da terra. Nessas águas, ainda encontramos o pirarucu (Arapaima gigas), o maior peixe de água doce do mundo. Este peixe pode atingir 2,5 metros de comprimento.

Todos os números que envolvem indicadores desse bioma são enormes. Uma boa idéia da exuberância da floresta está na fauna local. Das 100 mil espécies de plantas que ocorrem em toda a América Latina, 30 mil estão na Amazônia. A diversidade em espécies vegetais se repete na fauna da região.

Os insetos, por exemplo, estão presentes em todos os estratos da floresta. Os animais rastejadores, os anfíbios e aqueles com capacidade para subir em locais íngremes, como o esquilo, exploram os níveis baixos e médios. Os locais mais altos são explorados por beija-flores, araras, papagaios e periquitos à procura de frutas, brotos e castanhas. Os tucanos, voadores de curta distância, exploram as árvores altas. O nível intermediário é habitado por jacus, gaviões, corujas e centenas de pequenas aves. No extrato terrestre estão os jabutis, cutias, pacas, antas, etc. Os mamíferos aproveitam a produtividade sazonal dos alimentos, como os frutos caídos das árvores. Esses animais, por sua vez, servem de alimento para grandes felinos e cobras de grande porte.

Uma das medidas tomadas pelo Governo para proteção da floresta foi a moratória de dois anos, a partir de 1996, para concessão de novas autorizações para a exploração de mogno e virola. Como o desmatamento de florestas tropicais representa uma ameaça constante à integridade de centenas de culturas indígenas, tais medidas são de significativa importância. No caso da virola, projetos que priorizem sua conservação ou manejo adequado são fundamentais. A espécie, que chegou a ocupar o segundo lugar em valor na pauta de exportações de madeiras brasileiras, praticamente não é mais explorada comercialmente devido ao esgotamento das florestas nativas do gênero. Já o mogno, biologicamente adaptado às perturbações naturais, não se regenera bem quando está sujeito a práticas de corte seletivo. O seu plantio tem sido extremamente difícil devido à suscetibilidade a pestes naturais. A preservação da Amazônia é particularmente importante.

Mas a região é também a terra dos índios, seringueiros, ribeirinhos e fazendeiros que dependem dos recursos naturais para viver e que têm o direito de usufruir dos recursos naturais, através do manejo sustentado. O desenvolvimento a longo prazo somente irá ocorrer se houver uma administração cuidadosa que evite a exploração excessiva.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Floresta Amazônica

A maioria dos 7 milhões de km2 da Floresta Amazônica é constituída por uma floresta de terra firme. Esta é uma floresta que nunca é alagada e se espalha sobre uma grande planície de até 130-200 metros de altitude, até os sopés das montanhas. A grande planície corresponde aos sedimentos deixados pelo lago "Belterra", que ocupou a maior parte da bacia Amazônica durante o Mioceno e o Plioceno, entre 25 mil e 1,8 milhão de anos atrás. O silte e as argilas depositados neste antigo lago foram submetidos a um suave movimento de elevação epirogenético, enquanto os Andes se ergueram e os modernos rios começaram a cavar os seus leitos.

Assim surgiram os três tipos de florestas amazônicas: as florestas montanhosas Andinas, as florestas de terra firme e as florestas fluviais alagadas, as duas últimas na Amazônia brasileira.

As flutuações climáticas do Pleistoceno se manifestaram numa sucessão repetida de climas frio-seco - quente-úmido - quente-seco. A última fase fria-seca data de 18 mil a 12 mil anos atrás, quando o clima da Amazônia era semi-árido, com temperatura média rebaixada por até 5ºC. Em seguida, houve o retorno do clima quente-úmido, que chega ao máximo em torno de 7 mil anos atrás. Desde então, e com várias oscilações de menor porte, vivemos um clima relativamente quente-seco.

Muito importante foi o fato de que durante as fases semi-áridas, a grande floresta de terra firme se encontrava dividida e fragmentada por formações vegetais abertas, do tipo cerrados, caatingas e campinaranas, todas melhor adaptadas ao clima seco. A floresta sobrevivia em "refúgios", situados nas áreas de solos mais altos e com melhor abastecimento hídrico. Ao voltar o clima mais úmido, a floresta expandiu-se novamente, em detrimento da vegetação dos cerrados. Hoje em dia, o cerrado sobrevive em seus próprios "refúgios", dentro da imensidade das matas de terra firme. Este processo flutuante vai se repetir sem dúvida, a não ser que o homem interfira na situação.

A floresta de terra firme tem inúmeras adaptações à pobreza em nutrientes dos seus solos argilosos e podzólicos. As árvores que a compõem são capazes de se abastecer com nitratos através de bactérias fixadoras de nitrogênio, que estão ligadas às suas raízes. Além disso, uma grande variedade de fungos também simbiontes das raízes, chamados micorrizas, reciclam rapidamente o material orgânico antes deste ser lixiviado. A serrapilheira (formada por folhas e outros detritos vegetais que caem ao solo) é reciclada rapidamente pela fauna rica de insetos, especialmente besouros, formigas e cupins. Os insetos constituem a maioria da biomassa animal na floresta de terra firme.

Esta floresta, especialmente rica em aráceas epífitas, é, comparada à Mata Atlântica, relativamente pobre em bromélias e orquídeas. Entre estas plantas epífitas estão as mirmecófitas, plantas que vivem em estreita simbiose com as formigas. No sub-bosque da floresta destacam-se especialmente as palmeiras e os cipós. As grandes samambaias são raras.

A macrofauna do chão da floresta é relativamente pobre. Os vários sapos e pererecas ali encontrados apresentam diversas adaptações para garantir a água necessária para o desenvolvimento dos girinos. Alguns grandes mamíferos, tais como as antas, o cateto e a queixada, assim como os mutuns e os inhambus, entre as aves do chão, merecem destaque. Perto do chão da floresta encontram-se também muitas aves "papa-formigas", que tiram proveito das enormes migrações de formigas de correição.

A grande diversidade animal encontra-se nas copas das árvores entre 30 e 50 metros de altura, um ambiente de difícil acesso para o pesquisador. Ali é rica a fauna de aves, como papagaios, tucanos e pica-paus. Especialmente vistosos são o pavãozinho do Pará e a cigana. Entre os mamíferos das copas predominam os marsupiais, os morcegos, os roedores e os macacos. Os primatas possuem nichos bem diferenciados. O bugio é diurno e se alimenta de preferência com folhas. O macaco da noite Aotus é o único macaco ativo durante a noite. Os sauins, insetívoros vorazes, possuem várias espécies e subespécies que se diferenciam pelo colorido e forma das faces. Ao lado dos polinizadores clássicos - abelhas, borboletas e aves - os macacos da Floresta Amazônica têm também um papel de destaque como polinizadores. As aves, os morcegos e os macacos frugívoros da mata de terra firme têm um importante papel de disseminar os frutos e sementes das árvores.

As espécies e subespécies de macacos, preguiças, esquilos e outras são freqüentemente separadas pelos grandes rios tributários do rio Amazonas. As unidades biogeográficas formadas pelas bacias destes rios explicam em parte a grande bioversidade da biota amazônica. Além disso, podemos sobressaltar áreas de floresta que serviram de refúgio às várias populações diferenciadas durante os períodos de clima árido do passado, acima mencionados, quando grandes áreas de cerrado fragmentavam a Floresta Amazônica. Hoje em dia, o desmatamento descontrolado está fragmentando a floresta de terra firme. Sem os cuidados necessários, províncias faunísticas inteiras e antigos centros de especiação correm o risco de serem obliterados para sempre.

As florestas alagadas estão ao alcance das enchentes anuais do rio Amazonas e de seus tributários mais próximos. As flutuações do nível da água podem chegar a 10 metros ou mais. De março a setembro, grandes trechos de floresta ribeirinha são alagados. As plantas e os animais da floresta alagada amazônica vivem em função das suas diversas adaptações especiais para sobreviver durante as enchentes.

As águas amazônicas possuem características diferentes, resultantes da geologia das suas bacias fluviais. Os rios chamados de rios de água branca ou turva, como o Solimões ou o Madeira, percorrem terras ricas em minerais e suspensões orgânicas. Os rios chamados de água preta, como o Negro, oriundos de terras arenosas pobres em minerais, são transparentes e coloridos em marrom pelas substâncias húmicas. Existem também rios de águas claras, como o Tapajós, que nascem nas áreas dos antigos escudos continentais, também pobres em minerais e nutrientes.

As matas banhadas pelas águas brancas costumam ser chamadas de florestas de várzea e as banhadas pelas águas pretas e claras, de florestas de igapós. A vegetação da várzea é muito mais rica do que a vegetação dos igapós, por causa da fertilidade das águas brancas e dos solos aluvionais por elas trazidos. O mesmo se constata com a fauna dos dois tipos de florestas, especialmente com a biota aquática. Os rios de água branca são ricos em peixes, enquanto os rios de água preta são "rios da fome". As áreas onde os dois tipos de águas se misturam, como a área perto de Manaus, são consideradas especialmente ricas.

As árvores das matas alagadas têm várias adaptações morfológicas e fisiológicas para viverem parcialmente submersas, como raízes respiratórias e sapopembas. As árvores são pobres em plantas epífitas e o sub-bosque praticamente inexiste. Em seu lugar existe uma rica flora herbácea, como o capim-mori, a canarana e o arroz selvagem. Na estação das enchentes, o capim se destaca e forma verdadeiras ilhas flutuantes. Outras plantas flutuantes, tais como a vitória-régia e o aguapé, também acompanham o nível das águas.

Os mamíferos das matas alagadas - antas, capivaras e outros - são todos bons nadadores. Até as preguiças são capazes de nadar. A fauna de macacos e de outros mamíferos arborícolas em geral é pobre, comparada com a fauna da terra firme. Nos rios de várzea encontram-se, porém, várias espécies de mamíferos aquáticos, como os botos, o peixe boi, a ariranha e as lontras. A fauna de primatas é muito reduzida. O vegetariano peixe boi e os botos predadores são, entretanto, muito raros nas águas pretas e claras dos igapós, pobres em vegetação aquática e pouco piscosas.

Na avifauna relativamente pobre das florestas de igapós predominam as aves aquáticas, tais como as garças, biguás, jaçanãs, mucurungos e patos.

As águas das florestas alagadas são ricas em répteis aquáticos. As tartarugas são importantes herbívoros da vegetação aquática e são muito caçadas. A tartaruga verdadeira (Podocnemis expansa) está em perigo de extinção; a cabeçuda (P. dumeriliana) e a tracajá (P.unifilis) são também muito apreciadas pelos caçadores.

Os cágados Phrynops são encontrados com mais freqüência nas corredeiras. Entre os jacarés, o jacaretinga (Palaeosuchus trigonatus), gênero com uma única espécie endêmica na Amazônia, está ameaçado de extinção. O jacaré-açu (Melanosuchus niger) é o jacaré comum na área. Vários autores atribuem aos jacarés predadores um importante papel de "reguladores" na várzea. A grande jibóia amazônica merece também ser mencionada.

Na Amazônia vivem em torno de 10 mil espécies de peixes. Aqui, mencionamos apenas algumas espécies ligadas à floresta de inundação.

São estas os peixes frugívoros que evoluíram em estreita co-evolução com as árvores e arbustos amazônicos: as frutas caem na água, são engolidas pelos peixes e as sementes resistentes às enzimas gástricas são transportadas para longe. Vários peixes, especialmente os da grande ordem dos Characinoidea, apresentam dentições especializadas para certos tipos de frutas. O tambaqui (Collosoma macropomum) é um comedor especialista das frutas da Hevea spruceana. Pacus, dos gêneros Mylossoma, Myleus e Broco, são também comedores importantes de frutas de palmeiras, embaúbas e outras árvores. A piranheira é uma planta preferida por algumas espécies de piranhas. A dispersão das plantas pelos peixes da várzea e dos igapós tem uma importância comparável à da dispersão clássica de sementes pelas aves e mamíferos nas florestas de terra firme. O tambaqui e os pacus, bem como o pirarucu (Arapaima gigas), são os peixes de maior importância comercial na Amazônia. Nada ilustra melhor o papel ecológico importante da frugivoria dos peixes. O tambaqui é muito procurado por pescadores turísticos.

Os peixes frugívoros constituem somente um dos tipos de peixes na várzea, mas o papel deles é particularmente importante nas águas pretas e claras. Devido à pobreza excessiva dessas águas em fito e zooplâncton, são as árvores que fornecem a maioria dos alimentos. Mesmo assim, os peixes do rio Negro são de tamanhos menores do que os seus coespecíficos no rio Solimões. Os cardumes também são menores.

A fauna de insetos é principalmente ligada à vegetação flutuante. As poucas espécies de cupins e de formigas acompanham a subida e a descida das águas ao longo dos troncos das árvores. Vários tipos de insetos vivem sobre a vegetação flutuante, enquanto nas águas criam-se enormes populações de mosquitos e outros dipterros irritantes. Os rios de água preta são isentos deste flagelo.

As matas alagadas contêm várias espécies de árvores de utilidade econômica, além de madeiras de lei. A seringueira, a sorva, a andiouba, a macaranduba, o buriti e o tiucum produzem borracha, alimentos, óleos, resinas e fibras de importância econômica. As várzeas são especialmente ricas e produtivas. Ali se encontravam as grandes concentrações indígenas e atualmente são desenvolvidos grandes projetos agro-pecuários e industriais.

Específicas dos igapós de solos arenosos e de água preta são a piranheira (Piranhea trifoliata), a oeirana (Alchornea castaniifolia), várias espécies de Inga e de Eugenia, as palmeiras Copaifera martii (copaíba) e a Leopoldinia. Algumas árvores têm grande resistência às enchentes prolongadas, tais como a Myrciaria dubia, a Eugenia inundata (araçá de igapó) e, finalmente, a Salix humboldtiana, que sobrevivem a vários anos de submersão permanente.

Muitas espécies da várzea estão ameaçadas de extinção devido ao rápido desenvolvimento das áreas urbanas, da construção de represas, da poluição com o mercúrio dos garimpos etc. A caça e a pesca desregulada na várzea já colocaram em risco a existência de vários vertebrados aquáticos de grande porte. A lista das espécies em extinção é encabeçada pelos botos, peixe boi, ariranha, tartaruga verdadeira, jacaretinga e outros. Entre os peixes ameaçados destacamos o pirarucu, o maior peixe de água doce do mundo.

A alta produtividade da várzea possibilitou uma povoação indígena densa à época da descoberta. As margens do grande rio abrigaram muitas aldeias com milhares de habitantes. A densidade populacional alcançava 14,6 pessoas por quilômetro quadrado. Os ribeirinhos cultivavam milho e mandioca no rico solo aluvional, coletavam arroz selvagem e usufruíam de pesca rica. Estes índios tinham uma organização de classes sociais e utilizavam trabalho de escravos.

Os rios de água preta, pelo contrário, considerados "rios de fome", foram historicamente pouco habitados. Porém, pela falta de dípteros molestadores, como mosquitos, borrachudos e mutucas, os novos colonizadores preferiam morar nas margens dos rios de água preta. Por um curto período, a capital da região foi para Barcelos, no médio rio Negro, mas mudou rapidamente para Manaus, perto da várzea rica em peixes. Ainda é preciso considerar que os solos férteis na Amazônia são os solos de várzea, justamente onde os grandes centros urbanos tendem a se localizar, junto com as suas bases de abastecimento.

Uma estação ecológica está situada por inteiro no ambiente dos igapós: é a Estação Ecológica Federal do arquipélago de Anavilhanas, no baixo rio Negro. Nas enchentes, o arquipélago de centenas de ilhas é praticamente submerso. O laboratório de pesquisa da Estação fica em casas flutuantes que acompanham também o nível das águas. Uma outra estação, Mamirauá, está situada na várzea, perto de Tefé. O grande centro de pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, e o Museu Goeldi, em Belém, mantêm várias reservas e áreas de pesquisa nas matas de terra firme. Em Santarém encontra-se um grande centro de pesquisas piscívoras.

Fonte: www.mre.gov.br

AMAZONAS

Mulheres guerreiras que, segundo a mitologia grega, teriam vivido no Ponto (Ásia Menor), estando os homens reduzidos a escravos. Dedicadas à caça e à guerra, amputavam o seio (daí o nome Amazonas, que em grego significa "sem seios") direito para melhor manejar o arco.

A elas é atribuída a fundação de cidades como Mitilene e Éfeso.

Nome tambem do maior rio em comprimento (cerca de 6.500 km) e o mais caudaloso do Mundo tendo na foz a vazão de 200.000 m3/s .As suas águas são visíveis no Atlântico a 200 km da foz.

Nasce nos Andes peruanos e terá 7.025 km se se considerar o Apurimac como seu ramo principal. Chega a atingir 30 km de largura na foz e é navegável até Iquito no Perú, a 3.850 km do oceano. Possui 200 afluentes.

Foi designado o rio das Amazonas, em 1542, por Orellana que, ao ser atacado por uma tribo de indios,quando descia o rio, julgou tratar-se das mulheres guerreiras.

AMAZÔNIA

Região natural da América do Sul, formada pela bacia do Rio Amazonas e recoberta pela maior floresta equatorial do mundo: no sentido Norte-Sul mede 2000 a 2500 km,e no sentido Este-Oeste mede cerca de 3000 km.

A bacia amazônica abrange uma área de 6.915.000 km2,dos quais 4.787.000 km2 no Brasil. Para além da riqueza florestal, a Amazônia apresenta vastíssimas potencialidades no setor,de pecuária,dos recursos minerais e da energia hidroelétrica. Inestimável reserva ecológica,a Amazônia é por muitos considerada o "pulmão do mundo"

Fonte: www.mma.gov.br

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