Mata Ciliar (Página 2)
Mata Ciliar


Mata Ciliar

O termo Mata Ciliar também conhecida como mata de galeria, tem sido usado para classificar as diversas formações vegetais, inclusive as estreitas faixas de floresta ocorrentes nas margens dos rios. Entretanto, na legislação brasileira o termo Mata Ciliar significa qualquer formação florestal ocorrente na margem de cursos d'água.

As Matas Ciliares foram reduzidas drasticamente e, quando presentes, normalmente estão reduzidas a vestígios, apesar de ser garantida pelo Código Florestal (Lei 4.771 de 15/-09/65). Segundo esta Lei são obrigatórias as conservações de:

- 30 m de mata para cursos d'água com até 10 m de largura.

Por que é tão importante preservar as Matas Ciliares?

A função das matas ciliares em relação às águas está ligada a sua influencia sobre uma série de fatores importantes, tais como:

Assim, os solos sem cobertura florestal reduzem drasticamente sua capacidade de retenção de água de chuva, causando duas conseqüências gravíssimas:

A voçoroca é formada pela combinação de processos de erosão e demonstram um desequilíbrio do ambiente.

Fonte: educar.sc.usp.br

Mata Ciliar


Mata Ciliar

A mata ciliar é uma das formações vegetais mais importantes para a preservação da vida e da natureza. O próprio nome já indica isso: assim como os cílios protegem nossos olhos, a mata ciliar serve de proteção aos rios e córregos. Simplificadamente, podemos dizer que a mata ciliar é a formação vegetal que cresce às margens dos cursos d'água.

No entanto, a mata ciliar é mais que isso. Ela forma uma comunidade de plantas, animais e outros organismos vivos que interage com outros componentes não vivos, como os rios. Essa interação é benéfica a todos. Ou seja, a mata ciliar é parte fundamental de um ecossistema.

A formação da mata ciliar é favorecida pelas excelentes condições dos terrenos próximos dos rios. Os rios fornecem a água e os nutrientes, que são levados através deles, se depositam em suas margens e ajudam as plantas a crescer.

Nas margens dos rios mais fundos, é mais comum observarmos árvores. Os rios mais rasos formam várzeas, áreas planas que alagam com freqüência. Essas várzeas não têm o solo firme, sendo mais comum encontrar nelas arbustos e vegetação rasteira. No entanto, a mata ciliar se espalha por uma área maior nos rios mais rasos.

Mais importante que os rios para a sobrevivência dessa vegetação, é a mata ciliar para a conservação dos rios e dos animais. A mata ciliar funciona como um obstáculo contra o assoreamento dos rios, ou seja, segura a terra das margens para que ela não caia dentro deles. Essa terra poderia matar as espécies que vivem no fundo dos cursos d'água ou torná-los barrentos, dificultando a entrada da luz solar, necessária para alguns organismos que vivem nos rios e que servem de alimento aos peixes.

Quando chove, a mata ciliar também impede que uma quantidade muito grande de água caia de uma vez só no rio, e assim evita as enchentes. A água das chuvas também pode trazer diversas substâncias estranhas, como excesso de adubos e outros produtos químicos aplicados nas áreas de cultivo. A vegetação também retém uma parte destas substâncias, evitando a contaminação dos rios que protege.

A mata que se forma às margens dos rios também serve de abrigo aos animais, que podem se reproduzir ali e também se alimentar dessas plantas. Esses animais também podem utilizar a mata ciliar como um corredor entre florestas distantes entre si, sem precisar cruzar campos cultivados e, com isso, arriscar a vida. Os peixes também acabam se servindo das árvores, que fornecem alimento e criam na região do rio um clima onde são menores as variações de temperatura.

Apesar de tão necessária, a mata ciliar vem desaparecendo muito rapidamente. A ocupação das várzeas por plantações e pastagens, o despejo de enormes quantidades de lixo e esgotos nos rios, a falta de planos para a utilização racional e adequada das florestas, além de agravarem o problema das enchentes, reduzem a produtividade agrícola e provocam o acúmulo de material nas barragens e nos fundos dos rios.

Algumas cidades que captam de pequenos rios a água consumida pela população já percebem a diminuição do volume de água desses cursos d'água, como Bauru, Descalvado e Rio Claro, entre outras. O custo para o tratamento da água para o abastecimento das cidades também se torna mais elevado, já que ela se encontra mais poluída.

Outras regiões percebem uma redução no número de peixes de seus rios, devido ao assoreamento. Com a diminuição da profundidade dos rios, os peixes passam a ter dificuldades de encontrar alimento, visto que é principalmente no fundo dos rios onde vivem os organismos que os peixes consomem. O assoreamento também provoca a morte de bactérias e algas que necessitam de oxigênio e faz proliferar outros organismos que liberam substâncias tóxicas na água.

O acúmulo de sedimentos no fundo também torna complicada a navegação, já que os barcos necessitam de uma profundidade mínima para não encalhar. No trecho navegável do rio Paraguai, na região do Pantanal mato-grossense, cuja calha não é muito profunda, a situação começa a se tornar crítica.

Durante muito tempo, aceitou-se as conseqüências da destruição das matas ciliares, porque se acreditava que esses prejuízos eram menores que os benefícios trazidos pelo progresso. Só quando percebeu os enormes prejuízos econômicos causados por essa destruição, a sociedade passou a prestar mais atenção e até a exigir maiores cuidados com a natureza.


Hoje, o Código Florestal, uma lei federal, exige a preservação da mata ciliar. Nos locais onde ela já não existe mais, é necessário o replantio da vegetação original ou de outra espécie adequada àquele ambiente. Ao contrário do que pensam muitos proprietários de terras, a recomposição da mata ciliar não é perda de dinheiro. Pelo contrário, é um investimento para a preservação do curso d'água que passa por suas terras.

Muitas instituições, associações e secretarias de meio ambiente auxiliam pequenos proprietários rurais a manter a mata ciliar, ensinando a utilização racional dos recursos da floresta. Entre outras atividades, elas mostram que é possível criar abelhas e extrair plantas medicinais. As associações também oferecem mudas de árvores para o replantio.

Espera-se que, sendo lucrativa a manutenção da mata ciliar, os proprietários de terras não a destruam. No entanto, precisamos é de consciência ecológica, livre da ganância por dinheiro e lucros. Dessa consciência depende a sobrevivência do planeta.

Fonte: www.cdcc.sc.usp.br

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