
A cultura do coqueiro (Cocos nucífera L.) é cultivada em aproximadamente 90 países , sendo típica de clima tropical. Tem origem no Sudeste Asiático. Os maiores produtores mundiais são: Filipinas, Indonésia e Índia.
No Brasil a cultura do coqueiro, variedade gigante, chegou possivelmente, na colonização portuguesa em 1553, oriunda da ilha de Cabo Verde, que por sua vez, foram originadas de plantações Indianas, introduzidas na África.
O coqueiro, variedade anã, foi introduzido no Brasil pelos Doutores: Artur Neiva e Miguel Calmon, quando retornavam de uma viagem ao Oriente em 1921, estimulados pela precocidade na produção e facilidade de colheita dos frutos.
A cultura se adaptou bem no litoral Brasileiro, sendo encontrada em áreas desde o Maranhão até o Espírito Santo.
O coqueiro pertence ao gênero Cocos e Família Palmae, sendo comumente tradada como palmeira .
Atualmente o Brasil possui em torno de 50 mil hectares implantados, com a cualtura do coqueiro anão, praticamanete em quase todos os Estados da Federação. O maior produtor é o Estado do Espírito Santo, com aproximadamente 14 mil hectares, seguido pela Bahia, com aproximadamente 12 mil hectares e Ceará em terceiro, com 5 mil ha produzindo.
O Estado de São Paulo vem nos últimos anos substituindo as tradicionais culturas de café e laranja por coqueiro anão, devido a grande procura pela água do fruto, mundialmente conhecida como "Água de coco", que além do sabor adocicado apresenta características isotônicas em relação ao sangue humano, não sendo necessário acrescentar nenhum eletrólito. .
A água de coco envasada já pode ser encontrada no comércio na forma congelada, refrigerada, 100% natural e em embalagens "Tetra Pak", longa vida, com 250 mm. Atualmente pesquisas tem sido realizada para a pasteurização da água de coco verde no próprio fruto, aumentando assim a vida útil do produto. Com a expansão novas áreas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, agricultores de regiões tradicionais, como o Ceará, Paraíba e Pernambuco estão perdendo mercado, principalmente pela distância dos centros consumidores. A alternativa encontrada pelos produtores, além do envasamento da água é a exportação para outros Países.
A primeira exportação de frutos verdes, in natura para a Europa (Itália e Inglaterra) foi realizada nos meses de agosto e setembro de 1999, o que deixou os produtores do Vale do São Francisco bastantes otimistas. O fruto sob temperatura de 12oC, pode ser armazenado por um período de 28 dias, sem deformação da casca nem perda da qualidade da água. De posse dessa informação produtores do Vale do São Francisco, conseguiram transportar em contêinres refrigerados por via marinha, até a Europa o fruto in natura, o que tornou a operação economicamente viável. Os produtores pretendem o mercado internacional, principalmente, durante o verão do Hemisfério Norte, período em que a demanda interna se retrai em função do inverno. O que facilitou o acesso ao mercado internacional do fruto in natura foi o desenvolvimento de um selo de qualidade, que atesta a procedência e a padronização do produto.
O coqueiro (Cocos nucifera L.) é uma planta arbórea, com caule ereto, sem ramificações e com folhas terminais. Pertencendo a família Palmae (Arecaceae), uma das mais importantes famílias da classe Monocotyledoneae, que possui mais de 200 gêneros com mais de 200 espécies.
O coqueiro é uma das plantas mais úteis do mundo. Conhecida como "a árvore da vida", ela tem um papel importante na vida das pessoas que habitam as regiões tropicais úmidas e, indiscutivelmente, tem tanta importância nos dias de hoje como em tempos passados. Constitui-se na mais importante das culturas perenes possíveis de gerar um sistema auto-sustentavél de exploração como provam vários países do continente asiático.
O coqueiro é uma planta monóica produzindo flores unissexuadas em uma inflorescência ramificada normalmente, de 12 a 15 inflorescência por ano em intervalos de 24 a 30 dias. Uma inflorescência paniculada, parte sempre da axila da folha e acha-se envolta por por duas espatas, que a protege. A espata inferior tem cerca de 60 cm de comprimento e a forma de cunha. Sobre ele repousa o ramo florífero. A espata superior é cilíndrica e cobre a inflorescência. A espata superior tem o nome de buso antes de abrir e o nome de cangaço após aberta. O cacho florífero é o ingaço. O crescimento da espata dura de 3 a 4 meses. A abertura da espata faz-se longitudinalmente e em cerca de 24 horas.
A inflorescência propriamente dita, consta de um pedúnculo, subcilíndrico flexível, e raque, que leva ramos em número variável de de 15 a 30 em cada inflorescência. cada ramo, na parte basal, possui corpo arredondado, com cerca de 15 mm de diâmetro, que são os botões, de flores femininas. O número destes varia de zero a nove, conforme a variedade e o estado nutricional do coqueiro.
Nos dois terços terminais do ramo acha-se flores masculinas, em números que variam de dezenas e centenas em cada um; são alongadas, menores que as femininas. Logo que a inflorescência abre-se, desabrocham também as flores masculinas sucessivamente, a começar pela base.
A flor masculina é composta de seis pequenas lâminas amarelas; as três externas são sépalas e as três internas-meio-ambiente, pétalas. No centro da flor, montadas em pequenos filamentos, estão seis anteras, que abertas deixam escapar o pólen, elemento de fecundação da das flores femininas para formação do fruto.
A flor feminina consta de uma espécie de botão, de coloração amarelo-clara, como a flor masculina, de três brácteas duras, curtas, seis folíolos esbranquiçados e um tanto carnudos, dos quais os três externos são as sépalas e os três internos são as pétalas.
O embrião da fruta encontra-se no meio sendo de coloração branco, esférico e tenso. Este é o futuro mesocarpo. No centro e na base do mesocarpo, encontra-se o óvulo sob a forma de um corpúsculo pequenino. Os estigmas acham-se na parte apical do embrião, e constam de três pequenas saliências.
A abertura das flores femininas não coincide, em geral, com a das masculinas. As flores masculinas abrem progressivamente, começando pela base,desde que a espata se abra. Em três a cinco semanas todas as flores masculinas tem aberto e caídos. Enquanto isto, os botões das flores femininas continuam o seu desenvolvimento e mantêm-se fechadas. A fecundação nesse período é impossível. Começa então a abertura a abertura das flores femininas. Primeiro abrem as da base. A abertura é também progressiva e dura cerca de uma semana. A fecundação deve se processar nas primeiras 24 horas que seguem a abertura da flor. depois desse período o estigma enegrece. caem as flores não fecundadas, persistindo as fecundadas, que evoluem e forma a fruta.
No coqueiro gigante, em uma mesma inflorescência, as flores masculinas abrem-se e disseminam o pólen antes que as flores femininas se tornem receptivas, sendo normal a polinização cruzada.
No anão, as flores masculinas e femininas amadurecem aproximadamente ao mesmo tempo, ocorrendo normalmente a auto-fecundação. No entanto, entre as cultivares do coqueiro anão, o nível de auto-fecundação é variável e ocorre de acordo com a variedade considerada.
O coqueiro fornece não somente alimento, água e óleo de cozinha, mas também folhas para telhados de palha, fibras para cordas, tapetes e redes, casca que pode ser usada como utensílios e ornamentos, açúcar e álcool podem ser feitos da seiva de sua inflorescência e inúmeros outros produtos elaborados de partes da planta.
O coqueiro também é, muito utilizada como planta ornamental em casas, parques e jardins. O desenvolvimento do fruto necessita de 12 meses, desde a diferenciação floral até a maturação completa.
A folha do coqueiro é do tipo penada, sendo constituída pelo pecíolo, que se continua pela raque, onde se prendem numerosos folíolos, podendo a folha atingir até 6 metros de comprimento. A inflorescência é paniculada, axilar, protegida por bráctea grande, chamada espata; com flores masculinas e femininas na mesma inflorescência. O fruto é uma drupa formado por uma epiderme lisa ou epicarpo, que envolve o mesocarpo espesso e fibroso, ficando mais para o interior uma camada muito dura, o endocarpo. A semente é constituída de uma camada fina de cor marrom, o tegumento, que fica entre o endocarpo e o albúmem sólido (carne) onde fica o embrião; a cavidade interna é preenchida pelo albúmem líquido (água do coco).
O coqueiro possui sistema radicular fasciculado, com maior concentração nos primeiros 60 centímetros e raio de 150 centímetros. Seu caule é do tipo estipe, não ramificado, muito desenvolvido e bastante resistente, não apresentando crescimento secundário.
O coqueiro é constituído de uma única espécie (Cocos nucifera), e pode ser dividido em três grupos:
Cada grupo contém um número de variedades. As variedades são geralmente nomeadas de acordo com a sua suposta localidade de origem. As variedades gigantes apresentam de modo geral, fecundação cruzada; seu crescimento é rápido e fase vegetativa longa (cerca de sete anos). As principais variedades existentes no Brasil são:
Os espaçamento mais recomendados são 7,5 m x 7,5 m para as variedades anãs, 8,5 m x 8,5 m para os híbridos e 9,0 m x 9,0 m para as variedades gigantes em triangulo equilátero, totalizando 205, 160 e 142 plantas por hectare As covas devem ser abertas com dimensões de 0,80 m x 0,80 m x 0,80 m.
Os solos mais indicados para a cultura são os areno-argiloso, profundos, com boa drenagem.
O plantio deve ser realizado no início da estação chuvosa, caso a cultura não seja irrigada, ou qualquer época com irrigação. As mudas são colocadas no centro das covas tendo-se o cuidado de deixar sobre a parte superior da semente uma camada de terra suficiente para cobrí-la, mas sem permitir que o colo da planta fique coberto.
O coqueiro se adapta a diversos sistemas de irrigação.
Os mais recomendados são:
No método de irrigação localizada, a quantidade de água necessária é fornecida individualmente a cada planta, sobre uma área limitada da zona radicular, através de redes de tubulações. A água é aplicada no solo através de emissores, em pequena intensidade e alta freqüência, para manter a umidade próximo da ideal, que é a de capacidade de campo, de modo que as perdas por percolação e por escoamento superficial sejam minimizados. Os sistemas de irrigação por gotejamento e microaspersão são os mais difundidos, sendo, o primeiro o mais antigo no Brasil (1972) e, o segundo, o mais recente (1982). Diferem entre si quanto ao sistema de aplicação. Um sistema completo de irrigação localizada consta de conjunto motobomba, cabeçal de controle, linhas de tubulações (de recalque, principal, secundária e lateral), válvulas e emissores (gotejadores ou microaspersores).
O conjunto motobomba é normalmente de menor potência, em virtude das pequenas alturas manométricas e das pequenas vazões do sistema. O cabeçal de controle é o cérebro do sistema. Nele ocorrem vários processos fundamentais, tais como a filtragem da água, a mistura dos produtos para quimigação e a distribuição da água para os vários setores. É composto de filtros, válvulas, manômetros e injetor de fertilizantes. Os filtros são de três tipos mais comuns: de areia, de tela e de disco. O de areia é usado para reter o material orgânico e partículas maiores e, por isso, é o primeiro filtro do sistema. Sua limpeza é feita facilmente com a retrolavagem, recomendada a cada aumento de 10 a 20% da perda de carga normal do filtro, quando limpo (aproximadamente 20 kPa).
Em algumas condições especiais de qualidade da água ou mesmo em alguns sistemas de microaspersão, pode-se dispensar seu uso. O filtro de tela tem grande eficiência na retenção de pequenas partículas sólidas, como a areia fina, porém entopem facilmente com algas. A tela usada apresenta orifícios que podem variar de 0,074 mm (200 mesh ou malhas por polegada) até 0,2 mm (80 mesh).
Constitui, juntamente com o filtro de areia, o sistema de filtragem mais usado. Os filtros de discos têm forma cilíndrica e são colocados na linha, em posição horizontal. O elemento filtrante é composto por um conjunto de pequenos anéis, com ranhuras, presos sobre um suporte central cilíndrico e perfurado. A água é filtrada ao passar pelos pequenos condutos formados entre anéis consecutivos. A qualidade da filtragem vai depender da espessura das ranhuras.
Na maioria dos coqueirais irrigados no Brasil até a década de 80, com irrigação localizada, dava-se preferência a irrigação por gotejamento, e ainda hoje vem sendo utilizada, principalmente nos Estados da Paraíba e Ceará. Atualmente a irrigação localizada por microaspersão, vem sendo utilizada em grande escala, em razão das vantagens que o próprio sistema apresenta como aumento da eficiência do uso da água e nutrientes, além de melhor adequar o perfil do bulbo úmido ao sistema radicular da cultura. A microaspersão na cultura do coqueiro, se expande em todo o Pais, principalmente nos municípios de Petrolina-PE, Juazeiro, Anagê, Bom Jesus da Lapa-BA, Varjota, Paraibaba-CE, Norte de Minas, Platô de Neópolis-SE e São Mateus, Vila Valério e São Gabriel da Palha-ES.
A cultura do coqueiro exige grande quantidade de água durante seu desenvolvimento vegetativo e fase produtiva.. A irrigação, além de favorecer o desenvolvimento da planta, contribui para a precocidade de floração, que ocorre a um (01) e oito (08) meses que a partir daí produz continuamente. O suprimento adequado de água a cultura promove aumento da produtividade e a produção de frutos durante ano inteiro.
A cultura do coqueiro adapta-se bem a diversos métodos de irrigação, dentre eles a irrigação por sulcos, a aspersão convencional e a irrigação localizada.
No método de irrigação localizada, a quantidade de água necessária a cultura é fornecida individualmente a cada planta, sobre uma área limitada da zona radicular, através de redes de tubulações. A água é aplicada em pequena intensidade, e alta freqüência para manter a umidade do solo na região explorada pelas raízes próxima à umidade de capacidade de campo, de modo que as perdas por percolação e por escoamento superficial sejam minimizadas.
Atualmente, a irrigação localizada vem sendo utilizada em grande escala, em razão das vantagens que o próprio método apresenta, como aumento da eficiência do uso da água e nutrientes, além de maior economia de mão-de-obra, água e energia, pois, molha somente parte da superfície do solo. Os sistemas de irrigação por gotejamento e microaspersão são os mais difundidos, sendo, o primeiro o mais antigo no Brasil (1972), e o segundo, o mais recente (1982). Diferem entre si quanto ao sistema de aplicação.
No sistema por gotejamento, os gotejadores normalmente trabalham com pressões de serviço de 10 a 30 mca, cujas vazões variam de e 2 a 16 l.h-1, sendo mais comum na cultura do coqueiro, gotejadores com 4 l.h-1, dependendo do espaçamento entre gotejadores
Os gotejadores são mais sensíveis ao entupimento, e proporcionam uma maior concentração do sistema radicular do coqueiro.
No caso da microaspersão no cultivo do coqueiro, os microaspersores normalmente também trabalham com pressões de serviço de 10 a 30 mca, atingindo vazões entre 20 a 100 l.h-1, sendo mais comum microaspersores com 30 a 50 l.h-1. Eles são menos sensíveis ao entupimento quando comparados aos gotejadores.
Na irrigação por gotejamento, deve-se usar no mínimo dois (02) gotejadores por planta, enquanto na irrigação por microaspersão usa-se apenas um (01) microaspersor por cova.
Na opção por microaspersão ou gotejamento, deve-se levar em consideração o tipo de solo, a quantidade e qualidade da água a ser utilizada. Se a água for escassa, e de baixa qualidade principalmente quanto à salinidade, com possibilidade de promover salinização, e se o solo for de textura média a argilosa deve-se dar preferência ao gotejamento, por proporcionar melhor volume de solo umedecido e menor incidência danoso dos efeitos da salinidade no solo e na cultura. Nos solos arenosos, a microaspersão seria a mais recomendada, pois propiciará maior volume de solo molhado, neste tipo de solo, pois a água penetra e se move com maior velocidade, sendo necessário uma área de umedecimento maior, beneficiando o sistema radicular do coqueiro.
Nas regiões com pouca possibilidade de salinização e independente do tipo de solo, como é o caso das zonas litorâneas, cerrados, etc, o mais recomendado seria a microaspersão. Deve-se levar em consideração na momento de optar por um ou outro sistema localizado, a qualidade da água de irrigação.
Água com alto teor de sais e matéria orgânica, pode ao longo do tempo promover obstruções nos gotejadores ou microaspersores.
Neste método a água é aplicada na forma de chuva artificial com fracionamento do jato d’água, originando gotas que espalham pelo ar e atingem o solo. É um sistema pressurizado e sua distribuição envolve tubulações com derivações que conduzem a água até os aspersores que direcionam o jato e auxiliam seu fracionamento. os sistemas de irrigação por aspersão convencional é bastante utilizado, sendo que no extremo sul da Bahia estão usando, canhões e autopropopelidos em pomares novos em formação e início de produção.
A irrigação por superfície através de sulcos, respectivamente na ordem de maior adequação à cultura e economia d'água.
Este sistema consiste na distribuição de água às áreas irrigadas utilizando a própria superfície do solo para escoamento gravitacional, durante o tempo necessário para que a água, infiltrada ao longo do sulco, seja suficiente para umedecer o solo da zona radicular efetiva da cultura.
Este sistema prevalece em quase todas as áreas de agricultura irrigada do mundo e também no Brasil, tendo sido o primeiro sistema de irrigação usado na cultura do coqueiro.
Para a cultura do coqueiro, geralmente utiliza-se um (01) a dois (02) sulcos por fileira de planta, o que resulta no molhamento de 30 a 80% da superfície total da área irrigada, diminuindo assim as perdas por evaporação, permitindo ainda realizar os tratos culturais e colheita durante e após a irrigação. Quanto a forma geométrica, a mais comum é "V", com 15 a 20 cm de profundidade e 25 a 30 cm de largura, na parte superior, que normalmente conduz uma vazão inferior a 2 l/s.
Este sistema de irrigação é comum na região de Souza-PB, Juazeiro-BA, Petrolina-PE, Pentecoste e Lima Campos-CE, em áreas de pequenos produtores localizadas em perímetros irrigados.
Os frutos são grandes, em número de 50 a 80 por planta/ano geralmente, variedades gigantes, e 150 a 240 frutos/planta/ano nas variedades anãs . Os frutos se prestam tanto para o consumo "in natura" como para a produção de copra para a indústria, pois, possuem endocarpo espesso e firme.
Fonte: www.geocities.com