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Poluição Sonora

Finalmente, as barreiras não têm que ser, necessariamente, de altura constante. Isso pode acarretar aumento no custo de construção. Existem softwares capazes de otimizar o perfil de uma barreira para classificar eficientemente tais propriedades. Variar a altura da barreira pode também ajudar a aliviar a aparência monótona de longos comprimentos de barreiras e pode diminuir o impacto visual criado também.

Pequenas variações no alinhamento da barreira, tais como degraus ou zig-zags, podem ter um efeito paralelo na atenuação do ruído, e assim podem ser usadas para se criar um desenho mais atrativo, particularmente no lado protegido.

FIGURA 27: BARREIRA COM ALINHAMENTO IRREGULAR

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6 ESTUDO DE CASO

Apresenta-se nesta seção um estudo de caso sobre a efetividade de implantação de uma barreira acústica entre o edifício LAC do LACTEC e a [antiga ] BR116.

6.1 Medição de campo

Foram feitas medições do Nível de Pressão sonora na antiga BR-116, avenida que corta a cidade de Curitiba no sentido norte-sul, que liga o bairro do Atuba (entrada vindo de São Paulo - SP) ao Bairro do Pinheirinho (saída para Porto Alegre -RS) no trecho em que se encontram as instalações do LACTEC - Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento, dentro do campus da UFPR, Centro Politécnico.

As medições foram efetuadas no dia 05 de outubro de 2006 no horário das 10h às 12h, a 5 metros de distância da lateral da pista de rolamento, a 10 metros e depois, dentro das dependências do LACTEC junto à porta de fundo do LAC, a uma distância de 49,20 metros da pista, conforme mapa de localização (mapa 1 página 88) e desenho esquemático a seguir. Em todas as medições o instrumento foi colocado a 1,5m do solo.

MAPA 1: – CENTRO POLITÉCNICO DA UFPR – Curitiba (PR)

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FIGURA 28: DESENHO ESQUEMÁTICO EM PLANTA DA FONTE, DOS PONTOS DE MEDIÇÃO, LOCAL PARA INSTALAÇÃO DE BARREIRA E PONTOS DE RECEPÇÃO.

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Conforme o desenho explicativo na figura 28, página anterior, os pontos “A”, “B” e “C” representam os locais em que foram feitas as medições de ruído com o medidor de níveis de pressão sonora marca Bruel & Kjaer, modelo 2231. As fotos na figura 28 ilustram os três locais de medição e o aparelho utilizado.

FIGURA 29: PONTOS DE MEDIÇÃO E APARELHO UTILIZADO

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Os resultados das medições nos três locais indicados a cada 1/3 de banda de oitava são apresentados na tabela 12. As medidas de nível de pressão sonora em dB(A) foram obtidas com leituras tipo LA,eq por fornecerem leituras mais constantes do que leituras instantâneas de Nível de Pressão Sonora (NPS).

Ao final do levantamento de campo foram efetuadas medições do nível de pressão sonora global nos três pontos: 81,2 dB(A); 80,7 dB(A) e 67,5 dB(A). Esses valores são comparados na Tabela 13 com valores calculados a partir das somas das diversas parcelas de cada terço de banda de oitava, e apresentam ótima aproximação. Como esperado, o maior valor de pressão sonora global é registrado no ponto mais próximo da fonte de ruído.

TABELA 12: TABULAÇÃO DAS MEDIÇÕES EFETUADAS – LA, eq em dB(A)

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TABELA 13: NIVEL DE PRESSÃO SONORA GLOBAL - LA, eq em dB(A)

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FIGURA 30: ESPECTRO DAS MEDIÇÕES DE CAMPO: 5m, 10m e 49,2m.

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Os valores das medições na Tabela 12 são apresentados em gráfico na Figura 30 acima, onde se observam os maiores níveis sonoros no ponto de medição mais próximo da rodovia. Também nesse gráfico percebe-se que os maiores níveis são registrados na faixa entre 1000 e 3000Hz. Segundo a Legislação Municipal (Lei 10.625), a [antiga] BR-116 está inserida em Zona de Uso (ZT-BR-116, Zona de Transição e SE-BR-116, Setor Especial da BR-116) cujos limites máximos de pressão permitidos são de 65 dB(A) no período diurno, de 60 dB(A) no período vespertino e de 55 dB(A) durante a noite. Nesse parâmetro as medições efetuadas “in locu” apresentam-se fora dos limites máximos estabelecidos pela Prefeitura Municipal de Curitiba.

Atenção especial deve ser dada à Legislação Municipal em seu artigo 5º., parágrafo 3º. que trata dos casos de perturbação sonora em ambientes escolares, creches, bibliotecas públicas, hospitais e outros que necessitam de silêncio, cujos locais são equiparados à Zona de Uso ZR-1, com limites de nível de pressão sonora máximos de 55 dB(A) no período diurno, 50 dB(A) no período vespertino e 45 dB(A) no período noturno. E, independentemente da zona de uso, esse enquadramento deve ocorrer e ainda deve ser respeitado o raio de 200m (duzentos metros) de distância definida como zona de silêncio17.

Pode-se afirmar que o local objeto desse estudo de caso, o LAC – LACTEC, por ser um centro de pesquisa, estaria no citado artigo enquadrado e, conforme o levantamento realizado, o ruído de tráfego no local estaria em desacordo com essa Legislação trazendo algum tipo de prejuízo ao ambiente de pesquisa e estudo.

Por outro lado, se for levada em consideração a perda por transmissão através da janela (fechada) do prédio do Lac-Lactec, cujo vidro tem espessura média entre 0,4 e 0,5 cm, pode-se atribuir uma atenuação próxima de 28 dB(A), o que seguramente ameniza o referido incômodo.

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