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Reciclagem do PET

O grande problema da reciclagem do PET ainda reside na coleta incipiente do material, segundo a ABEPET - Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagem de PET, que congrega também os recicladores, a reciclagem tem alcançado índices muito satisfatórios dada as dificuldades apresentadas.

De acordo com informações divulgadas pela ABEPET o Brasil reciclou em 1999 50 mil toneladas de PET contra as 40 mil de 1998.

Porem ainda estamos longe de resolver o problema do descarte adequado deste material.

A associação através de uma serie de iniciativas busca insistentemente equacionar este problema, ajudando a promover a coleta e desenvolver projetos que beneficiem a reciclagem do PET.

Apresentamos a seguir uma linha básica de reciclagem de PET, bem como a descrição do processo; e o esquema apresentado serve como modelo nas principais recicladoras espalhadas pelo pais. É certo que alguns fogem deste Layout e acabaram adequando os seus processos em função da qualidade do material recebido.

Ao material obtido após este processo damos o nome de flake, são pequenos flocos de PET que posteriormente serão reutilizados na cadeia de transformação.

O investimento inicial ainda é considerado alto, haja vista o alto grau exigido nos processos que sucedem esta etapa.

Especialistas na área afirmam que o custo de montagem deste processo, incluindo a infra estrutura adequada, tais como galpão, área de estoque, equipamentos auxiliares, veículos, capital de giro, etc; esteja por volta de U$ 300.000,00.

Mesmo com um custo inicial elevado; pelos levantamentos e estudos apresentados, o negócio se apresenta como uma grande oportunidade.

Os fardos de garrafa entram na plataforma onde serão desfeitos. Após este procedimento as garrafas são colocadas na esteira de alimentação da peneira rotativa.

Na peneira é feita a primeira etapa de lavagem das garrafas.

São retirados os contaminantes maiores (pedras, tampas soltas, etc.). As garrafas passam então para a esteira de seleção. Na esteira de seleção é monitorada a presença de outros materiais (ex.: PVC, PP, PE ), inclusive os metais que são acusados pelo detector de metais ferrosos. As garrafas caem na esteira de alimentação do primeiro moinho onde sofrem a primeira moagem, esta feita a úmido (adição de água).

O material moído é retirado através de um rosca duplo envelope, onde parte da água suja é separada do processo. Passa pelos tanques de descontaminação, onde além de ser feita a separação dos rótulos e tampas poderá ser feita a adição de produtos químicos para beneficiamento do processo.

Após os tanques o material é introduzido em outro moinho até obter a granulometria adequada, O material é transportado pneumaticamente até lavador, onde com adição de água é feito o enxágüe, saindo diretamente para o secador.

O material é retirado do secador por um transporte pneumático indo para o silo, passa por um detector de metais não ferrosos(ideal), de onde é retirado e colocado em big-bag's (sacolas de aproximadamente 1m3) estando pronto para ser enviado à industria de transformação.

Capacidade:

A capacidade das linhas de lavagem de PET, podem variar de 100 a 1500 kg/h.

Consumo de Água:

Consumo médio de água = ~ 4m3/h.

Consumo de Energia:

O consumo médio de energia =~ 120 KW.

Área do Galpão:

Área para instalação da linha.

Um galpão com uma área de 1000m2

Área mínima de estoque 1000m2

Linhas de moagem, lavagem e descontaminação de PET

As linhas de moagem, lavagem e descontaminação de PET começaram a ser comercializadas no Brasil em meados de 1995.
O grande "boom" deste mercado começou a ocorrer em meados de 1999, época em que aumentou em muito o número de linhas de lavagem e descontaminação de PET.
Assim como no caso dos outros plásticos o PET é coletado na sua grande maioria junto a sucateiros, que normalmente por falta de uma política adequada aos resíduos ainda os retiram de lixões.

Troca de garrafas por bônus

Como qualquer material, as condições de obtenção do material que se pretende moer e lavar, influência muito na qualidade final do produto.
Existem também as chamadas "reverse vending machines", que são máquinas onde pode-se depositar as garrafas PET vazias trocando-as por cupons que dão direito a um determinado valor.
As RVM's são consideradas uma grande promessa no mercado de coleta de materiais pois podem ser colocadas em postos de gasolina, supermercados, shopping center's, etc.
O grande problema da reciclagem do PET ainda reside na coleta incipiente do material.
Segundo a ABEPET - Associação Brasileira dos Fabricantes de Embalagem de PET, que congrega também os recicladores, a reciclagem tem alcançado índices muito satisfatórios dada as dificuldades apresentadas.

De acordo com informações divulgadas pela ABEPET o Brasil reciclou em 1999 50 mil toneladas de PET, contra as 40 mil de 1998.
Porém ainda estamos longe de resolver o problema do descarte adequado deste material.
A associação através de uma série de iniciativas busca insistentemente equacionar este problema, ajudando a promover a coleta e desenvolver projetos que beneficiem a reciclagem do PET.
Apresentamos a seguir uma linha básica de reciclagem de PET, bem como a descrição do processo; e o esquema apresentado serve como modelo nas principais recicladoras espalhadas pelo País. É certo que alguns fogem deste Layout e acabaram adequando os seus processos em função da qualidade do material recebido.
Ao material obtido após este processo damos o nome de "flake", são pequenos flocos de PET que posteriormente serão reutilizados na cadeia de transformação.

Segundo dados da ABEPET, os produtos obtidos a partir do PET em flakes e percentual de aplicação de materiais reciclados estão assim divididos:

41% (fibra de Poliéster)
16% (não tecidos)
15% (cordas)
10% (resina insaturada)

Esquema de funcionamento básico de uma unidade de moagem, lavagem e descontaminação de PET:

1- O PET chega em fardos que são desfeitos e depositados na esteira de entrada
2- Passa por uma peneira rotativa, normalmente com utilização de água. (separa pedras e outras sujeiras menores)
3- Passa por uma esteira de separação, onde é feita uma inspeção visual.
4- Em seguida é feita a primeira moagem no material de onde é extraído, para em seguida passar aos tanques..
5- Nos tanques separam-se os rótulos e tampas; e o material passa por uma descontaminação.
6- É feita uma segunda moagem passando o material por um lavador e secador, em seguida passando para o silo de onde é retirado em "big-bags", estando pronto para ser granulado ou enviado para outras indústrias.

O material coletado nem sempre é de boa qualidade

O preço das linhas de lavagem e moagem de PET varia de fabricante para fabricante principalmente em função do processo adotado por cada um.
Na hora de desenvolver seu projeto atente para estes detalhes e procure visitar os clientes de cada fabricante.
O acabamento, espessura do material, robustez, qualidade dos periféricos também faz diferença no projeto pois determinam o tempo de vida útil do equipamento.
Esteja atento a todos estes detalhes.
As linhas de PET são caras em função da quantidade de equipamentos que oferecem.
A primeira vista podem parecer exageradas, porém sem
estes equipamentos as linhas oferecerão pouca ou quase nenhuma flexibilidade, além de comprometer a qualidade
do material.

O PET já é considerado um "commodity" sendo principais fatores de competitividade, produtividade e preço.
Sendo assim procure investir em equipamentos que tenham o máximo de automatização propiciando
a maior produção possível.

A maioria das linhas está projetada para capacidades entre 500 e 600 kg por hora, que definem uma produção média de aproximadamente 100 toneladas/mês de material.

O PET começa a demonstrar toda sua rentabilidade a partir de 100 toneladas/mês, e assim como
o que acontece com linhas de revalorização de outros tipos de plásticos, o ideal é pensar em um negócio que preveja a granulação do material, que no caso do PET é mais cara ainda devido ao processo de secagem do material.

Dicas para quem quer montar um negócio como este:

Pesquisar na sua região em todos os órgãos governamentais ligados a área e indagar sobre programas de coleta de onde você possa comprar seu material
Desenvolver parcerias com Ong's e Empresas privadas
Desenvolver canais de compra de material em outras regiões
Desenvolver seu próprio programa de coleta

Fonte: www.reciclaveis.com.br

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