Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Lixo Agrícola  Voltar

Lixo Agrícola

 

Lixo Agrícola
Pecuária intensiva implica manter muitos animais em pequenas áreas, como nesta foto da Austrália.

Mais da metade do lixo produzido pela Comunidade Econômica Européia vem das fazendas.

Esse enorme acúmulo é o resultado de mudanças nos métodos agrícolas nesses últimos 30 anos.

Tradicionalmente, como ainda ocorre em muitos pontos do Brasil, os animais são mantidos nos campos, enquanto diferentes plantações são feitas em sistema de rotação, para a conservação saudável do solo. As fazendas eram "mistas", isto é, tinham criação de animais e plantações. No decorrer dos anos, as culturas têm se tornado mais especializadas e intensivas. Mais animais são criados, mas em espaços menores e, muitas vezes, em recintos fechados. Os fazendeiros podem produzir mais alimentos desse modo, mas os animais exigem mais cuidados.

A alimentação do gado tem de ser levada até eles, e suas sujeiras precisam ser eliminadas. Nessas fazendas, as plantações crescem intensivamente e um fazendeiro pode plantar trigo, ano após ano, usando fertilizantes para enriquecer o solo melhor que com o método rotativo.

Lixo Agrícola
Animais criados na pecuária intensiva produzem muito lixo, que é estocado em lagoas de sujeira ou fossos.
Muitas vezes ele vaza pela terra, poluindo a água subterrânea.

Lixo animal

A pecuária intensiva exige mais animais, que, por sua vez, produzem mais esterco. As fazendas de criação de gado, na Austrália e na América, são forçadas a tratar grandes quantidades de estrume. A Grã-Bretanha, sozinha, produz cerca de 20 milhões de toneladas por ano! Tamanha quantidade não pode ser reciclada naturalmente. Então, sistemas têm sido desenvolvidos para armazenar e dispor desse esterco. Na fazenda, esse lixo é mantido em fossos e depois espalhado sobre os campos. Se for mal espalhado, formando camadas espessas, os ciclos naturais de decomposição não ocorrerão. Isso faz com que uma certa quantidade desse lixo seja levado para os lençóis freáticos ou para rios e riachos, causando a poluição da água. Os fossos também podem vazar para as águas dos rios.

A poluição de rios e riachos está, sem dúvida, aumentando, e muitos incidentes estão ligados às práticas da pecuária.

A poluição dos rios e riachos por lixo orgânico pode ameaçar os ciclos vitais aquáticos. Lixo que cai na água é gradualmente decomposto por microrganismos, mas esses consomem muito oxigênio quando eliminam os poluentes. Isso pode resultar numa diminuição da disponibilidade de oxigênio a outros seres vivos, como peixes e plantas.

Fertilizantes

Os nitratos que os fertilizantes contêm promovem o crescimento de algas que impedem a oxigenação dos outros seres vivos na água.

Fazendas modernas usam fertilizantes químicos que contêm nitrogênio, para que as plantas cresçam mais rapidamente e para que aumente a produção de alimentos. Todas as plantas precisam de minerais, como o potássio, o nitrogênio e o fósforo, para crescerem. Um solo sadio pode proporcionar tudo isso, mas com o uso de fertilizantes artificiais se conseguem melhores resultados. O nitrogênio do fertilizante é decomposto pelo solo para produzir nitratos, retirados pelas plantas. Fertilizantes em excesso produzem muito nitrato e uma porção dele, que não é absorvida pelas plantas, acaba sendo levada pela chuva para os lençóis freáticos e rios. Novamente a água fica poluída, dessa vez pelos nitratos.

A água de rios e riachos é utilizada para prover água potável e há agora preocupação sobre o alto nível de nitrato saindo pelas torneiras. Calcula-se que a poluição das águas por esse elemento esteja relacionada a várias doenças, inclusive o câncer do estômago e a síndrome do "bebê azul". A Comunidade Econômica Européia estabeleceu padrões para o nível de nitrato na água potável européia, mas nem sempre eles têm sido respeitados. Em 1987, a Yorkshire Water Authority, órgão britânico responsável pela fiscalização da qualidade da água, teve de se desfazer de garrafas de água para bebês, dados os elevados níveis de nitrato.

Montanhas de grãos e lagos de leite

Fazendeiros tomaram mais eficiente a produção de alimentos, mas estarão eles produzindo demais? Na Comunidade Econômica Européia, há um grande excedente de alimentos e, para manter baixos seus preços, o que sobra é destruído ou estocado. Em 1985, 411 couves-flores, 48 pêssegos, 100 kg de tangerinas, 34 kg de tomates, 1358 laranjas e 1648 limões foram destruídos a minuto pela CEE, por causa da superprodução da agricultura. Montanhas de grãos e manteiga, lagos de vinho e leite são produzidos pela agricultura na Europa. Se menos alimentos fossem produzidos, haveria menos poluição e lixo, então seria sensato produzir-se menos alimentos. Contudo, os fazendeiros dependem da produção de alimentos para poderem sobreviver.

Lixo agrícola

É o lixo que vem das áreas rurais. É o resto de colheitas, as sobras de fertilizantes, agrotóxicos, esterco, rações e produtos veterinários.

Resíduos sólidos das atividades agrícolas e pecuárias, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, etc. 

Em várias regiões do mundo estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária intensiva. Também as embalagens de agroquímicos diversos, em geral altamente tóxicos, têm sido alvo de legislação específica, definindo os cuidados no seu destino final e, por vezes, co-responsabilizando a própria indústria fabricante desses produtos.  

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Lixo Agrícola

O que é

Resíduos agrícolas é qualquer substância ou objeto de instalações utilizadas para agricultura ou horticultura, que o detentor se desfaz, pretende descartar ou tem a obrigação de se desfazer. É especificamente resíduos gerados por atividades agrícolas.

Por exemplo, os resíduos que veio de uma fazenda ou uma fábrica de embalagem vegetal não seria resíduos agrícolas.

Alguns exemplos de resíduos agrícolas são:

Embalagens de agrotóxicos;
Velho envoltório silagem;
Medicamentos e vermífugos data;
Pneus usados;
Leite excedente.

Fonte: www.environment-agency.gov.uk

Lixo Agrícola

O lixo agrícola, principalmente os fertilizantes e esterco,  quando é jogado fora de forma incorreta, é levado pela água da chuva até rios ou para lençóis freáticos e polui a água.

Resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, etc.. Em várias regiões do mundo, estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária intensiva.

Também as embalagens de agroquímicos diversos, em geral altamente tóxicos, têm sido alvo de legislação específica, definindo os cuidados na sua destinação final e, por vezes, co-responsabilizando a própria indústria fabricante destes produtos.

No entanto, estes resíduos podem se transformar em fontes de geração de receitas, bem como ajudar a desencadear um processo contínuo de conscientização da preservação do meio ambiente e das fontes renováveis de energia.

O uso de fertilizantes orgânicos e organominerais na agricultura constitui uma prática em ascensão pela ampla disseminação dos seus efeitos benéficos causados nos solos e nas plantas.

Outro fator que alavanca o seu uso é a despoluição ambiental, pela utilização de subprodutos como fonte alternativa destes adubos constituídos de matérias orgânicas e nutrientes prontamente disponíveis para as plantas. O lixo transformado em insumo agrícola pode beneficiar comunidades carentes.

Fonte: Espaço Ecológico

Lixo Agrícola

Casca de laranja, bagaço da cana e resíduos agrícolas em geral. Muitos desses produtos, cujo destino comum é o lixo, podem ser reaproveitados como matéria-prima para a produção de energia limpa a partir do biogás. A GEO Energética, empresa brasileira com sede no Paraná, aplica essa tecnologia no Brasil, investindo em projetos e pesquisas nessa área.

Em entrevista à agência Bloomberg na semana passada, o CEO da companhia, Alessandro Gardmann, disse que R$ 35 milhões serão investidos para quadruplicar a capacidade de um projeto de cana de açúcar no Paraná. A planta terá 16 megawatts de capacidade e produzirá 12 mil metros cúbicos de biometano por dia a partir de 2014.

Gardmann acrescentou que um segundo contrato deve ser assinado em breve para construir uma unidade similar na região Centro-Oeste. Paralelamente, a GEO Energética investe R$ 1,5 milhões por ano em pesquisas nessa área.

Biodigestão

A mágica por trás desse negócio que tem movimentado milhões é um processo químico simples, conhecido já há muito tempo: a biodigestão ou digestão anaeróbica. Bactérias presentes naturalmente na natureza decompõem os compostos orgânicos e os transformam em gás e adubo.

O que a GEO tem feito é utilizar esse biogás, chamado por Gardemann de Gás Natural Verde, para produzir energia elétrica em grande escala. Ele é usado para movimentar motores que acabam gerando a eletricidade. Ela é distribuída para o mercado livre brasileiro por meio de uma subestação da própria empresa.

Os benefícios desse processo são muitos. Além da geração de valor comercial dos dejetos agrícolas, há uma destinação para os resíduos orgânicos (que não se acumularão mais no meio ambiente) e também a captura do carbono que seria liberado na atmosfera, reduzindo a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Destinação de resíduos sólidos agora é lei

No Brasil, há uma legislação recente sobre o tema: o decreto 7.404 de 2010 que regulamenta a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Entre as várias ações previstas por essa regulamentação, está o estímulo ao aumento da produção de energia renovável no país a partir da biomassa.

Fonte: asboasnovas.com

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal