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Cidadania Ecológica

 

Cidadania Ecológica

A participação e o exercício da cidadania, com empenho e responsabilidade, são fundamentais na construção de uma nova sociedade, mais justa e em harmonia com o ambiente. Para isto, é urgente descobrir novas formas de organizar as relações entre sociedade e natureza, e também um novo estilo de vida que respeite todas as criaturas que, segundo São Francisco de Assis, são nossas irmãs. Queremos contribuir para melhorar a qualidade de vida através da construção de um ambiente saudável, que possa ser desfrutado por nossa geração e também pelas futuras. Vivemos hoje sob a hegemonia de um modelo de desenvolvimento baseado em relações econômicas que privilegiam o mercado, que usa a natureza e os seres humanos como recursos e fonte de renda. Contra este modelo injusto e excludente afirmamos que todos os seres, animados ou inanimados, possuem um valor existencial intrínseco que transcende valores utilitários.

Por isso, a todos deve ser garantida a vida, a preservação e a continuidade. Já chega deste antropocentrismo exacerbado. O ser humano tem a missão de administrar responsavelmente o ambiente natural, não dominá-lo e destruí-lo com sua sede insaciável de possuir e de consumir. Apesar do quadro ecológico ser extremamente inquietante, existem, graças a Deus, cada vez mais pessoas e entidades que têm a consciência de que uma mudança é necessária, e possível.

Para tanto, algumas atitudes são essenciais: Utilização mais racional e responsável dos recursos da natureza, que não são inesgotáveis; respeito à vida em todas as suas formas; reconstrução daquilo que foi destruído; medidas preventivas.

Há quem julgue que já chegamos a um nível tal de degradação que o retorno é praticamente impossível. Comprometidos com a proteção da vida na terra, reconhecemos o papel central da educação ambiental, do processo educativo permanente e transformador para uma sustentabilidade eqüitativa, baseada no respeito a todas as formas de vida. Por trás do drama ecológico e dos sinais inequívocos de destruição do ambiente, existe uma questão mais profunda, que é a ética, o modo de ser, de posicionar-se e de relacionar-se, em todos os níveis. E como a deterioração do natureza aponta para uma deterioração das relações humanas, é compreensível que a mudança de postura ética passa pela justiça.

A crise ecológica revela uma crise ética em nossos dias, uma crise de valores, uma crise de relações humanas, e de convivência com as demais criaturas. Daí a importância da educação ambiental para a responsabilidade e o respeito à vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam relações de interdependência e diversidade. A educação ambiental deve gerar, com urgência, mudanças na qualidade de vida e maior consciência de conduta pessoal, bem como harmonia entre os seres humanos.

A Terra está ferida. Em alguns sentidos, ela está quase ferida de morte. O mar, os rios e os lagos estão contaminados. O ar está poluído. O desmatamento cria novos desertos. Temos pouco tempo para agir, pouco tempo para salvar a Terra, antes que se torne um planeta onde a vida não conseguirá existir. Essa é uma tarefa de governos? Sim. Mas é também uma tarefa de cada um de nós. Você pode, e deve, fazer sua parte. Afinal, a Terra é nossa moradia, nossa casa comum.

Nela vivemos e nela viverão nossos filhos. Não é justo entregar a eles um casa em ruínas. O futuro do planeta está em nossas mãos.

Fonte: www.agirazul.com.br

Cidadania Ecológica

Cidadania Ecológica
Cidadania Ecológica

Quando eu penso em cidadania eu penso na consciência sobre os direitos e deveres de cada um e uma como ser-humano num coletivo (na sociedade), penso na consciência de cada um e uma sobre as conseqüências dos atos para os próximos e o meio ambiente e penso em métodos de alcançar e defender uma vida digna com soberania.

A palavra-chave neste contexto é “consciência”. Ela é diretamente ligada com a experiência e a educação. E a educação de sua vez é essencial para a democracia. Uma democracia sem educação é uma ditadura, um aparato de exclusão. A educação básica como ler, escrever e calcular, junto com uma educação mais ampla, a educação ambiental, que trata da política, da produção para o sustento da vida e da ecologia, permite aos moradores (cidadões do futuro?) de ser capaz de perceber o meio ambiente de uma maneira mais consciente, de analisar e diagnosticar o que restringe uma vida digna, articular as críticas e mudar a sua realidade.

A produção do homem (a economia do homem) e a ecologia são diretamente ligadas e interatuando. O meio ambiente é o lugar, o espaço físico da produção e reprodução da vida humana e a fonte dos bens da natureza. Para segurar estas condições básicas de vida é preciso segurar maneiras sustentáveis de viver e produzir dos moradores neste meio ambiente.

Os moradores conseguem viver e produzir desta maneira se eles sentam a responsabilidade, a competência e o controle (a posse) sobre o ambiente de vida e os recursos locais. Sentam a responsabilidade se eles sentam o desafio e o desejo de querer viver nesta terra ao longo prazo.

Por isso é preciso estabelecer condições de vida e condições da produção autônomas, sociais e escabeles (compare Reforma Agrária e a redistribuição dos meios de produção).

Esses são as condições sociais necessários que possibilitam aprender como operar e produzir numa maneira sustentável. A experiência, a prática, a rotina e o conhecimento de produzir, viver e sobreviver aprendem os filhos dos pais, a geração nova de uma comunidade da velha.

Infelizmente no Brasil tomava lugar a época da escravidão, e depois de 1888 nunca foi distribuída a concentração de terra e dos meios da produção. Sob essas condições não era possível passar adiante o conhecimento operário da subsistência adotado para região de uma geração pra outra.

Neste país aconteceu o contrário. Muitas pessoas passaram a adotar a maneira de produzir dos seus velhos “senhores”, que usaram métodos de produzir extremamente destrutivos para o meio ambiente e contra os princípios da sostenabilidade.

Os impactos e pecados ambientais são, entre outros:

Cultivar em monocultura
Usar agrotóxicos e adubos químicos-sintéticos
Queimar grandes áreas para criar números excessivos de boi (gado)
Causar desertificação e erosão da paisagem
Extrair recursos minerais com químicos de alta toxidade
Extrair lenha e madeira numa maneira irresponsável
Gerar grandes quantidades de lixo
Poluir a água e destruir os ecossistemas aquáticos, etc.

Há que dizer que os grandes poluidores do meio ambiente não é o terceiro mundo, nem a periferia, nem os pobres. Os grandes poluidores são principalmente os paises industrializados, que são apenas 20 % da população mundial, responsável para 80 % da poluição no mundo.

Falando de proteger o meio ambiente é falar de proteger as condições básicas de vida das pessoas com baixa renda e do terceiro mundo que apresentem 80 % da população mundial, significa protege-os da influencia, dependência e exploração do sistema econômico que esta ocorrendo atualmente no mundo: o capitalismo sem limites, o capitalismo neoliberal.

O funcionamento(?) [só a curto prazo!, ou o não-funcionamento ao longo prazo] do capitalismo está baseado sobre todo no método da exploração- a exploração que começo com a exploração das colônias e da natureza e que continua explorando “novas colônias”, como as mulheres, as crianças, os lavradores, o trabalho informal, etc.

No capitalismo estas “colônias” não têm um valor, com a justificativa: “O que não tem preço não tem valor, é gratuito e de livre acesso!”. O capitalismo continua explorando o mundo, os humanos e a natureza e nos leva a um desastre sócio-ecológico.

A cidadania ecológica nesta situação significa tomar uma contraposição contra os mecanismos da exploração do capitalismo. A cidadania ecológica significa romper com a exclusão social, com a ma de terra e dos meios de produção. A cidadania ecológica significa criar uma verdadeira responsabilidade para o meio ambiente através da disponibilidade dos recursos locais pelos moradores, os habitantes e as comunidades da área, resgatando os conhecimentos tradicionais e locais de viver e produzir numa maneira sustentável.

Markus Breuss

Fonte: puravidabrasil.org

Cidadania Ecológica

Socorro, a Terra está morrendo! (Psicologia Profunda ou Holística para Paz na Terra)

O PARADIGMA DA NOVA CONCEPÇÃO DE MUNDO

Como professor de física tenho lido, refletido e ensinado aos meus alunos acerca da revolução que vem lentamente ocorrendo através das novas concepções da física; que vem mudando profundamente nossas visões de vida e do universo; passando da visão superficial de vida efêmera no mundo mecanicista de Descartes e de Newton para uma visão cosmológica de Einstein, de Huberto Rhoden e do Dr. Samael Aun Weor, muito mais profunda, holística e ecológica.

As mudanças de paradigmas, para Kuhn, ocorrem sob a forma de rupturas descontínuas e revolucionárias e representam uma transformação cultural.

As mudanças de paradigmas ocorrem em todas áreas do conhecimento humano: nas ciências, na cultura, nos esportes, etc, e refletem em toda sociedade.

Um paradigma tem seu ponto de partida e de chegada e, quando vai chegando ao fim é porque vai sendo substituído por outro, após haver predominado por muito tempo. O paradigma cartesiano, que na física é newtoniano já vai se indo, após haver dominado a nossa cultura centenas de anos, aonde moldou a sociedade ocidental, influenciou o mundo inteiro. Esse paradigma é calcado no antropocentrismo centrífugo, que concebe o universo como sendo um sistema casual, automático, composto de sistemas fragmentados. Ele visualiza o micro, o meso e o macro-cosmo, como sendo máquinas, totalmente destituídos de qualquer princípio organizativo inteligente. A vida em sociedade é concebida como sendo uma luta competitiva pela existência e a crença no progresso material é ilimitado. Deve ser obtido por intermédio de um crescimento econômico, feito a custo do sacrifício dos desvalidos, em decorrência do mais valia.

O novo paradigma, que já vai substituindo gradativamente os princípios antropocêntricos, de natureza econcêntrica, é denominado de concepção holística do cosmos, por conceber o universo como uma totalidade integrada, onde as unidades funcionam simultânea, interdependente e integradamente e não como um conjunto desconexo de partes dissociadas.

Na visão ecocêntrica há o reconhecimento da independência fundamental de todos os fenômenos; onde há o encaixe e a dependência dos homens nos processos cíclicos da natureza. Aí os sistemas vivos possuem conexões vitais com o meio ambiente e se sustentam reciprocamente.

A Ecologia Profunda já é um movimento popular global, que vai sendo conhecido por muita gente e está rapidamente adquirindo preponderância. Arne Naess fundou escola filosófica ecocentrista, no início dos anos 70, dando distinção entre "Ecologia Rasa", a ecologia convenciona e "Ecologia Profunda", a ecologia revolucionária. Onde fica claro que a Ecologia Convencional é muito superficial e antropocêntrica, por estar centralizada no ser humano. Para ela os seres humanos estão situados acima ou fora da natureza, como sendo a fonte de onde emergem todos os valores, tendo no meio ambiente e nos demais seres vivos apenas um valor de objeto de uso.

Na Ecologia Profunda os seres humanos não se separam das outras coisas do meio ambiente natural, sejam elas de natureza vegetal, animal ou mineral. Para ela o mundo não se constitui numa coleção de objetos isolados, mas numa rede de fenômenos cósmicos interconexos, simultâneos e interdependentes.

A ecologia profunda compreende que cada ser vivo se constitui numa pérola muito valorosa engastada no colar da Teia da Vida da Terra Viva; reconhece o valo intrínseco de cada ser vivo e vê o ser humano apenas como um fio particular desta teia da vida.

Devemos nos reeducar convenientemente, para adquirir consciência ecológica profunda, o que significa experimentar e compreender a realidade da sensação de pertinência e de interconexidade com Unidade Absoluta do universo cósmico, ser diversidade na unidade, ser uno com o todo.

As escolas devem abordar em seus currículos a Ecologia Profunda, para construir a Cultura da Paz e Não Violência na Terra: paz ambiental, escolar e social, por intermédio do combate à violência na causa. Nossas escolas devem ensinar aspectos importantes do novo paradigma ecológico, fazendo suas abordagens dentro de uma visão ecológica coerente com o holismo cósmico.

Nossa natureza tem sido dramaticamente violentada por uma sociedade homemoidal fundamentalmente antiecológica, decorrentes de nossas estruturas sócio-econômicas estarem solidificadas no neocapitalismo que engendra sistemas ideológicos dominadores, que geram explorações antiecológicas, traduzidas no patriarcado, no imperialismo, no racismo, no escravagismo.

As mudanças de paradigmas só poderão se dar por meio da revolução da consciência ecológica, com base nos três fatores de revolução da consciência. Isto ampliará nossa capacidade de registro das nossas percepções do holismo do universo, mudando nossas maneiras de pensar e sentir a natureza.

Numa sociedade capitalista como a nossa, é amedontrador para maioria das pessoas conceber mudanças de paradigma, para atingir valores centrípetos mais equilibrados; principalmente aqui no Brasil, onde levar vantagem em tudo é a lei, o que reforça a competitividade, a individualidade e egoísmo, em detrimento da solidariedade e do altruísmo; onde muitos são favorecidos, privilegiados, recebem recompensas econômicas e poderio político.

A síndrome do medo exacerbado imposta pelo ego, leva o homemóide à aquisição de poder excessivo de dominação sobre os demais. Se as estruturas políticas, militares e corporativas fossem hierarquicamente organizadas para servir ao próximo seriam toleráveis; mas, para defender a ideologia da estrutura de poder, para manutenção de privilégios à camada dominante, se constitui em algo criminoso e absurdo. Ninguém desejaria poder para si mesmo, se não possuísse o germe egóico do medo da inferioridade. Para pessoas investidas de poder, as mudanças de paradigmas, de valores trazem em seu bojo o medo existencial.

Portanto, para o exercício do poder, mais apropriado para o novo paradigma, seria o poder como influência de outros. A estrutura ideal para exercitar esse tipo de poder não é a hierarquização das funções, mas uma rede intrincada de convergência ecocêntrica, que é também, ao mesmo tempo, a metáfora central da Ecologia Profunda. A mudança de paradigma passa também por uma mudança na organização social, mudando de hierarquias para redes; indo de uma relação de poder hierárquico para uma rede dialógica.

NOVO RENASCIMENTO ECOLÓGICO

O homemóide antropocêntrico, antiecológico, de natureza egocêntrica, violentou a natureza e nos colocou num beco-sem-saída e nos deixou diante de uma série de problemas globais, por intermédio de violências múltiplas que prejudicam a biosfera e a vida microcósmica, de modo alarmante e quase irreversível.

A humanidade chegou a esse nefasto estágio de descosmificação em razão do hipertrofiamento do ego, causa do paradigma que configurou a sociedade ocidental com fundamento no antropocentrismo centrífugo, induzindo as pessoas do mundo inteiro a uma cultura de devastação ambiental e social.

O paradigma centrífugo - que deu base à desconexão entre microcosmo hominal e o mesocosmo terrestreal, tirando-lhe a compreensão do holismo transcendental dos cosmos - consubstancializa-se em idéias e valores periféricos que ofuscam a percepção da realidade e a visão do holismo univérsico, para conceber o universo como sendo um sistema mecânico, automático e casual.

Assim caminhou a humanidade através dos tempos, afastando cada vez mais do centro de si mesma, concebendo o micro e o mesocosmo como sendo uma máquina desprovida de valores transcendentais. O centrífugo antropocêntrico deu ao homemóide egocêntrico uma conformação egóica, uma visão da vida em sociedade com sendo uma luta competitiva pela existência, onde o lucro é que interessa e a crença num progresso material ilimitado a ser alcançado pelo crescimento econômico emergente de uma ciência desprovida de consciência.

Gradativamente, ainda que muito lento, os valores antiquados do velho paradigma do antropocentrismo vão perdendo força e um novo paradigma do despertar da consciência ecológica vai aparecendo, trazendo uma visão holística do cosmo, que concebe o mundo como um todo integrado e não como uma reunião de partes dissociadas. Esta percepção profunda dos fenômenos ecológicos está associada a uma escola filosófica, acoplada a um movimento global que é denominado Ecologia Profunda.

As ciências ambientalistas convencionais são superficiais, centrífugas e antropocêntricas. Vêem o homem como centro do cosmos, acima ou fora da natureza, como uma fonte de onde convergem todos os valores e concebe a natureza como sendo um objeto de uso, um instrumento de satisfação de seus prazeres. Por outro lado, a Ecologia Profunda não desconecta o Homem sapiens dos outros seres vivos e dos seres bruto do ambiente natural. Isto permite a ela enxergar o universo como sendo uma teia de fenômenos cósmicos inter-relacionados, simultâneos e interdependentemente, onde todos estes seres vivos e seres brutos estão inseridos nos processos cíclicos da natureza e dependem deles.

A ecologia Profunda é uma ciência de religação do homem ao cosmos, sabendo-se que os cosmos se reduzem aos universos relativo e absoluto, onde a diversidade se entrelaça com a unicidade, para configurar a uniciência, unipresença e a unipotência em todas as coisas. Portanto, a Ecologia Profunda se faz presente em todas as ordens religiosas, com sua esplendorosa gnosiologia, seja místicos cristãos, budistas, no islamismo, na filosofia, na cosmologia, no antropologismo, etc.

A Ecologia Profunda reconhece o valor inerente da vida que gira ao redor vida humana.

Pois considera que todos os seres dos reinos: mineral, vegetal e animal são membros do mesmo Oikos, do mesmo Lar Terrenal, onde toda a comunidade se interliga numa rede de interdependências. Se os homens despertassem a consciência para esta realidade fenomenológica, uma nova ética ambiental e social de valores holísticos emergiria.

Há necessidade de uma completa revolução nas ciências convencionais, recheadas de materialismo centrifuguista se colocam a serviço da morte e não da vida, uma vez que a maior parte do trabalho dos cientistas e do povo em geral não é em função de promover e de preservar a vida, mas sim destruí-la. Desta forma os físicos trabalham a serviço da criação de sistemas bélicos, criando armas e artefatos belicistas o bastante para extinguir a vida do nosso planeta. Os químicos trabalham criando substâncias que contaminam o meio ambiente e matam a vida. Os biólogos e os engenheiros do geneticismo inconsciente estão criando novos e desconhecidos microorganismos sem a devida consciência desperta para saber das conseqüências. Biólogos, médicos, psicólogos e outros cientistas torturam animais cobaias, infringindo-lhes dores, desespero e todo tipo de sofrimento, cometendo o pior dos absurdos em nome de um pseudoprogresso cientifico.

ÉTICA ECOLÓGICA PROFUNDA

Os valores éticos são fundamentais para a ecologia profunda, no sentido de revolucionarem a consciência ecológica do ente social, elevando-o do senso comum, traduzido pelo velho paradigma antropocêntrico da ecologia convencional, à consciência holística do novo paradigma da Ecologia Profunda. O velho paradigma está baseado em valores antropocêntricos, isto é, é centralizado no ser humano como sendo o centro do universo, o que deu sustentação às agressões e violência à natureza, levando o mesocosmo ao caos.

Por outro lado, a Ecologia Profunda está embasada no novo paradigma de valores ecocêntricos, isto é, centralizado na Terra, traduzido numa visão de mundo que reconhece o valor inerente da vida não só humana, mas também de todos os seres vivos e não vivos. Porque todos os seres vivos e os não vivos são membros de uma mesma casa, a Terra, espalhados através das comunidades ecológicas, que estão ligadas umas às outras numa rede de interdependências, interconexidade e simultaneidade.

Quando o ser humano despertar a consciência, para o holismo do mesocosmo, terá tido acesso à percepção ecológica profunda, o que fará parte de sua consciência cotidiana e dai emergirá um novo sistema ético, revolucionário transcendental.

Faz-se urgente à emergência de uma ética ecológica profunda de uma ecoética, nos dias de hoje, fundamentalmente no campo das ciências físicas, químicas e biológicas, levando em consideração que a maior parte dos cientistas fazem ciência sem consciência, atuando a serviço da morte, destruindo a vida, como os físicos que projetam armamentos para eliminar a vida do planeta, como os químicos que estão contaminando o meio ambiente com os produtos químicos antiecológicos, como os biólogos que estão criando tipos desconhecidos de microorganismos e cruzando animais sem saber prever as conseqüências destes atos, como os filósofos, os psicólogos, políticos, juristas e outros cientistas que estão impondo sofrimento aos povos, torturando e matando animais em nome da evolução social e científica.

Naess propôs a Ecologia Profunda, em 1973, se inspirando nos pensamentos ecofilosóficos de Henry Thoreau e de Aldo Leopoldo, contidos na Ética Ambiental, numa resposta a visão dominante acerca do uso dos recursos naturais. Arne denominou de Ecologia Profunda por que esta demonstra profundamente a sua distinção frente ao paradigma dominante, traduzido na Ecologia Convenciona, de configuração muito superficial. A Ecologia Profunda concebe o homem em harmonia com os seres vivos e com a natureza, enquanto que Ecologia Convencional, vê o homem como um ser que domina os outros seres vivos e a natureza.

Na Ecologia Profunda, toda natureza possui um valor intrínseco transcendental. Para o paradigma convencional o ambiente natural tem valor enquanto fonte de recursos naturais para uso dos seres humanos. Para as ciências do paradigma convencional, os seres humanos são superiores aos demais seres vivos; enquanto que para as ciências do paradigma revolucionário da Ecologia Profunda, todos os seres humanos representam apenas uma das espécies de seres vivos, em total igualdade, na Teia da Vida, com todas as outras espécies de seres vivos.

O paradigma convencional materialista concebe o crescimento econômico e material como sendo base do crescimento humano; enquanto que as metas materiais estão a serviço de objetivos transcendentais de auto-realização do ser. O paradigma convencional apregoa a crença em amplas reservas de recursos naturais. Ao passo que para o paradigma revolucionário, o planeta possui recursos limitados.

O antropocentrismo centrífugo visualiza o progresso e soluções para problemas baseados em alta tecnologia, que demandam gastos de muita energia; já o novo paradigma concebe uma tecnologia apropriada, fruto de uma ciência com consciência. Do materialismo do paradigma convencional emanou o consumismo, que engendrou os descartáveis que, por sua vez, conduz à devastação da natureza. Já para a Ecologia Profunda o homem faz uso só daquilo que é necessário, reciclando sempre os recursos não-renováveis.

NOSSO ENDEREÇO NO COSMOS

Naturalmente todos nós moramos em uma casa que está inserida em uma rua, a rua pertence a um bairro, o bairro está contido na cidade que, por sua vez, pertence ao estado; o estado está contido no país; o país está contido no continente e o continente está dentro do planeta Terra. E o planeta Terra onde está?

Nosso planeta pertence ao Sistema Solar de ORS. O Sistema Solar está contido na Galáxia de Gutemberg, que está contida na Via Láctea. A Via Láctea está contida no Universo. O Universo não é o fim de tudo.

Como disse Einstein: Depois de cada Universo há um espaço vazio e, depois do espaço vazio, vem outro Universo e assim sucessivamente; e o conjunto de todos os universos compõe o cosmos. E o que são os cosmos? Conforme ensinamentos contidos nas obras científicas do Dr. Samael Aun Weor, que em sua cosmologia transcendental nos fala acerca de um universo extraordinário, composto por um conjunto de mundos emanantes e transcendentes, há sete cosmos: Protocosmos, Ayocosmos, Macrocosmos, Deuterocosmos, Mesocosmos, Microcosmos e Tritocosmos. O vocábulo grego cosmos tem o significado de beleza, ordem, etc. Por exemplo, quando uma mulher quer ficar bela utiliza cosmético. Por outro lado, na dialética dos contrários, caos é o oposto de cosmos, significa feiúra e desordem, etc.

A história da humanidade é construída com batalhas incansáveis para vencer os limites que a natureza lhe impõe. O homem se apropria de ciência e tecnologia para vencer os limites e decretar a sua independência, enquanto que os demais seres vivos são obrigados a viver onde o clima lhes é favoráveis. O grande problema para o homem é saber que a tecnologia constrói a sua independência dos fatores climáticos adversos da natureza, mas que o mesmo não acontece em relação aos fatores bióticos abióticos de constituição da vida. Apesar do avanço tecnológico, a humanidade ainda depende da natureza. Sua liberdade é restrita e complicada, porque evoluiu em ciência, retrocedeu em consciência e solidificando o caos por intermédio da violência.

Ao desenvolver em ciência e regredir em consciência o homem violentou a natureza, desequilibrou-a, colocando-a em perigo através dos impactos ambientais, da depredação descomedida, ameaçando a continuidade da vida no planeta: poluição da água, do ar, desmatamentos descomedidos, exploração irracional dos recursos naturais, degradação do solo, etc.

Como impedir que o homem programado para destruir a vida e o planeta consiga a sua meta? Como preservar a vida da agressão do seu violentador? Isto só seria possível se construíssemos um relacionamento holístico com planeta, calcado numa ética transcendental revestida de uma formação com valores da consciência. O que viria, por certo e permitir ao homem um desenvolvimento cultural, moral, espiritual, que se constitui em fatores básicos de preservação da natureza, condição fundamental à continuidade da vida no planeta.

Há necessidade urgente de uma educação transcendental para nossas crianças, para jovens e para os adultos também, revestida de uma pedagogia que lhes confira o despertar da consciência holística, construção da cidadania ecológica e de atitudes práticas em favor da sobrevivência do planeta Terra.

A luta pela preservação da natureza é uma guerra contínua contra a violência do homemóide inconsciente; que em nome da globalização promove a desagregação social, ao obrigar os habitantes das margens de um rio belo, piscoso, recreativo, etc., a morar nas cidades. Tudo isto para construção de usinas que alimenta indústrias de coca-cola e outros. Será que isto é desenvolvimento ou violência? Não seria violência generalizada o fato de marginalizar, despersonificar e massificar seres humanos, ao obrigá-los a abandonar sua pesca, seu artesanato, sua canoa, para habitar nas cidades, viver em favelas, passar fome, engrossar a violência urbana, etc?

A luta contra os homemóides antiecológicos, contra agressores que violentam a mãe natureza, contra os que praticam violência ao meio ambiente, é sustentada pelas pessoas que possuem uma consciência da importância da ecologia holística para continuidade de nossa existência no plano físico.

HOMEMÓIDE, HOMEM E SUPER-HOMEM

Homemóide é o mamífero intelectual automaticamente deformado pela ortodoxia dos sistemas sociais institucionalizados. O homemóide é um mamífero intelectual equivocadamente chamado de homem como diz o Dr. Samael Aun Weor. O homemóide é um ente social antiecológico, adormecido, inconsciente, autômato, etc.

Ele é um títere, um boneco de engonço, um indivíduo programado pelos sistemas sociais antropocêntricos, que se deixa ser manejado pelos componentes do seu ego.

A Pedagogia Revolucionária classifica o ente social, de acordo com a posição que ocupa na escala da consciência, em três grupos bem distintos: homemóide, homem e super homem. A Educação Revolucionária consiste em elevar o estudantado do grau de consciência homemoidal ao grau de consciência de super-homem, passando pela posição intermediária de homem. Homemóide é o mamífero racional, intelectual, modelado pela ortodoxia dos sistemas sociais centrífugos: escolar, político, econômico, etc.

Ao falarmos em homemóide, homem e super-homem, o fazemos com base na escala de seidade interna, isto é, com relação ao percentual de consciência desperta que cada um tem. De maneira grosseira podemos dizer que a consciência do homemóide fica aquém dos 3%, a do homem parte daí e chega até ao início do grau da consciência de super-homem, que possui a plenitude da consciência desperta.

O homemóide é a Fera, o ego, personificado no conto infantil de A Bela e a Fera. Entretanto, este possui uma Bela, sua essência, que poderá tirá-lo deste estado caótico e inseri-lo no universo hominal. Para tal precisa reconhecer a si mesmo, reconhecer a sua feiúra resultante da atuação dos defeitos do ego e do estado caótico que se encontra.

O filme A Bela e Fera, na versão francesa, mostra um diálogo entre a Bela e a Fera, em que a Fera pergunta à Bela: -Eu sou muito feio? -Você sabe que não sei mentir, respondeu-lhe a Bela. -Eu sei que sou feio e não tenho inteligência, reafirmo a Fera! -Você possui a inteligência de reconhecê-lo a si mesmo, da maneira como é, respondeu-lhe a Bela.

A inteligência da Besta é a maior inteligência que uma pessoa pode possuir, que permite reconhecer a si mesmo como é; reconhecer o mais cru realismo do estado caótico que nos encontramos, em razão do baixo percentual de consciência desperta que temos. Reconhecer este estado se constitui no ponto de partida para o trabalho sobre si mesmo, com o propósito de se emendar dos erros, morrer para os defeitos e nascer para as virtudes da alma e trabalhar gratuitamente ao bem do nosso semelhante, para que se torne um cidadão holístico na senda do despertar da consciência, indo do grau de homemóide do senso comum ao grau de super-homem de consciência total.

O homemóide é filho da dispersão, da fornicação, agente do ego; enquanto que o homem é fruto da autoconstrução, da revolução da consciencitiva, feita sobre os três fatores de revolução da consciência da Psicologia Revolucionária.

O homemóide é produto da reação dos defeitos psicológicos do ego, ao passo que o homem é agente das virtudes da essência. O físico Huberto Roden descreveu o Homem Integral como sendo um ser que já equilibra ego e consciência, numa proporção balanceada de 50% para cada. Outro físico, não menos extraordinário, Albert Einstein, também falou do homemóide e do homem em suas obras científicas e filosóficas, ao dizer que o homem tem um valor, diretamente proporcional à quantidade de ego liberada, isto é, à quantidade de defeitos erradicados de dentro de si mesmo.

Nietzsche fala muito acerca do Super-Homem, ao enunciar a doutrina do Super-homem, na sua magistral obra Assim Falava Zaratustra. Nietzsche concebeu a filosofia do Super-Homem e Hitler a usou, equivocadamente, a serviço da morte, no nefasto Facismo. A raça ariana de Nietzsche, formada de homens superiores, se constituía numa super raça, composta de homens de consciência desperta, portanto da paz, da liberdade e do amor e não do ódio e do terror e da violência, conforme entendeu o homemóide Hitler.

Os ensinamentos de Nietzsche são usados por psicólogos com jogadores de futebol e de outros esportes, em momentos difíceis, por intermédio da terapia de auto-superação. O Dr. Samael deixou-nos importantes ensinamentos acerca da doutrina do Super-homem, em seu livro do Homem ao Super-homem. Tendo nos deixado o modus operandi para se tornar também um Super-homem. Como exemplos vivos de Super-homens podemos citar: Zoroastro, Saint Germain, Pitágoras, Platão, Sócrates, São Francisco de Assis, Santo Agostinho, Krishna, Buda, Jesus Cristo, Samael Aun Weor, VM. Rabolu e muitos outros.

Homemóide é o mamífero intelectual automaticamente deformado pela ortodoxia dos sistemas sociais institucionalizados. O homemóide é o “mamífero intelectual equivocadamente chamado de homem” (Dr. Samael Aun Weor). O homemóide é um ente social antiecológico, adormecido, inconsciente, autômato, etc. Ele é um títere, um boneco de engonço, um indivíduo programado pelos sistemas sociais antropocêntricos, que se deixa ser manejado pelos eus componentes do seu ego.

O homemóide é um bonifrates desprovido de hominalidade e de consciência ecológica, características fundamentais dos agentes holísticos. A ausência de consciência, principalmente a ecológica, é uma constante no ente homemoidal que compõe a massa social do segundo milênio.

Homemóide, infelizmente, com esta palavra, ainda que na ausência de heteromorfismo e de heterofrasia, designa eficaz e literalmente o maior percentual de entes sociais componentes da sociedade moderna, equivocadamente chamada de humanidade.

Homemóide é qualquer um de nós que compõe a sociedade atual que, mais do que nunca, está recheada de desumanidade, de defeitos que afloram nas mais variadas formas de violências, que traduzem na destruição do holismo da Terra, ameaçando o planeta telúrico, impondo o desequilíbrio ecológico para a vastidão do cosmos.

Homemóide é todo agente social que possui o centro de gravidade, ou de inteligência, na periferia do universo psicológico, isto é, no ego. Por isso, ele se conduz pelos caminhos irracionais da razão subjetiva, gerando violência ecológica por onda passa.

O ente homemoidal é um fornicário, que extravasa a sua matéria seminal, dia após dia até se tornar impotente, que o leva a descosmificação total, conforme se comprova em Levítico 15:16. Não só Levítico, mas a Bíblia inteira está recheada de referenciais que atestam a descosmificação do ente homemoidal através do derramamento seminal, da fornicação. Esta é a causa que levou a humanidade e se destituir sua qualificação hominal, para transformar-se ao longo dos tempos em entes homemoidais e mergulhar no universo da violência, agentes ameaçador da biomassa, causador de desequilíbrio ecobiopsicossocial.

O homemóide é um ente social carente de poder temporal, que enaltece o culto à personalidade, por se tratar de um ente autólatra, que é revestido de vaidade, orgulho e de luxúria; ele é um elemento gastronômico, cheio de cobiça.

O homemóide é um ente social imanente do centrifuguismo antropocêntrico, que promove almoços, jantares, banquetes políticos e todo tipo de festas, como pretexto para tratar de assuntos econômicos de seu interesse. Todo homemóide se sente muito macho, é revestido de prepotência e está sempre se apoiando no substrato de sua força física, no seu poderio econômico, político, religioso, bélico, etc, para defender seus interesses unilaterais e disseminar a violência múltipla sobre o meio ambiental e social nos quatro cantos do mundo.

O mesocosmo telúrico está densamente povoado de machos homemodais, entretanto, está rarefeito de homens e super-homens. Há, por aqui, muitos machos e poucos homens! Uma diferença fundamental entre o macho homemoidal e o ente hominal, que está na prepotência do primeiro ante a humildade do segundo. O macho homemoidal está para o ego, agente dos defeitos geradores de violência, assim como o ente hominal está para as virtudes que engendram a paz.

O homemóide não preenche as condições ecopsicossocial para ser classificado na espécie dos Homo sapiens. Porque sapiência denota conhecimento, sabedoria, holismo. Portanto, somente o ente humano, revestido de hominalidade, deveria ser classificado na espécie Homem sapiens do sistema de classificação dos seres vivos do naturalista sueco Lineu (1707-1778).

Da mesma forma, não se pode confundir o ser homemoidal, em hipótese alguma, com o agente humanal da escala de Nietzsche, mesmo que se dê todo crédito à doutrina biológica do notável evolucionista inglês Charles Darvin (1809-1822). A propósito, ao bem da veracidade dos fatos, pode-se inferir que a doutrina biológica darwiniana - cuja exclusão extrema se fundamenta no parentesco fisiológico e na comunhão de origem em todos os seres vivos com formação de novas espécies, por um processo de seleção natural - não possui competência para identificação das distinções evidentes que existem entre o ente humanal e o ser humanoidal.

O ente humanoidal é revestido de todo tipo de temor. Tem medo da morte, tem medo da vida, tem medo dos outros, tem medo de si próprio, tem medo de tudo; por isso se arma contra tudo e contra todos e produz violência generalizada; enquanto que o agente hominal só tem medo de ter medo. Por isso o homemóide engendra o pseudonacionalismo por entre a sociedade, por causa medo que possui dos outros povos e para defender suas posses, coloca as fronteiras entre povos e nações.

O homemóide se arma até os dentes, armazena artefatos bélicos, cria muralhas em torno de suas propriedades e em torno de si mesmo, para defender o que expropriou, quase sempre de maneira indevida, dos demais. Devido a hipertrofiação do seu ego, este autômato jamais dividiria o que possui com o seu semelhante de modo a atender a justiça social.

O homemóide, o mamífero intelectual, erroneamente chamado de homem, é destituído de anelos espirituais e da verdade das coisas; não possui inquietudes que demandem o despertar de sua consciência, que está acondicionada pelo ego. Essa espécie de ser é internamente vazio e busca refúgio nas coisas materiais, exteriores e efêmeras, para preencher o vácuo do seu coração, para enriquecer a pobreza de seu espírito. Com isso, hipertrofia o seu eu da cobiça, da ambição, da inveja, da ira, que se transformam em violência, em antagonismo e beligerância.

O Homemóide beligerante, às vezes é condecorado pelos seus feitos heróicos nas lutas, nas guerras e se sente orgulhoso dos seus feitos antiecológicos contra vida, nas barbáries cometidas no matadouro humano. Entretanto, esta criatura, de baixo percentual de consciência desperta, não sabe que o seu heroísmo que emerge do temor é proporcional ao seu percentual de medo, que consiste num dos sentimentos mais inferiores do ser homemoidal.

O temor bloqueia a mente homemoidal, tira-lhe a inteligência, a felicidade, a liberdade e mergulha-o no oceano da escravidão. Todo agente homemoidal desconhece os sentimentos superiores como a paz, a liberdade e o amor, pois vive sempre no substrato do seu ego, no mundo dos sonhos e das ilusões, se projetando para fora de si mesmo as recordações do passado e os projetos do futuro, o que lhe tira a vivência do presente. Na sua ânsia maluca de poderes econômicos, temporais, religiosos, políticos, etc, comete violência, injustiça, desatino e todo tipo de barbárie, para consecução de seus objetivos.

Desta forma, a maioria do dos eventos planejados pelo o homemóide tende ao fracasso, porque este ente social não possui práxis, não consegue ligar suas intenções às realizações. O que podemos comprovar, por exemplo, no evento Eco-92, em que as intenções ali firmadas não conseguiram sair do papel até hoje, numa total desconexão entre plano e planificação.

O homemóide antiecológico perdeu o seu livre arbítrio e se transformou em autômato tiranete, à medida que se tornou escravo da luxúria, da sensualidade, da volúpia degenerada, da sodomia, etc. Daí, ele se encerra nos motéis, locais de baixa freqüência vibratória, onde habitam os íncubos e súcubos, elementos que se alimentam das secreções gonodais.

Para o homemóide degenerado o amor é sinônimo de saldo bancário, carros belos, de noitadas nos motéis, etc. Entretanto, no fundo, o homemóide não passa de uma criatura amedrontada, que precisa ser compreendida por todos, por não possuir capacidade de compreender ninguém. Pois é um ignorante, não conhece a si mesmo, desconhece a sua integridade psicológica, conseqüentemente desconhece o holismo cósmico, a filosofia univérsica, o cosmo, os deuses e seus mistérios.

Infelizmente, o vocábulo homemóide - aparentemente revestido de heterofrasia, ainda que na ausência de caracterização de heteromorfismo - designa literalmente a maioria dos entes sociais da nossa sociedade atual. Homemóide é o termo que objetivamente descreve, com precisão, cada um de nós, que direta ou indiretamente tomamos parte na destruição do mesocosmo telúrico e dos microcosmos animais e vegetais, impondo desequilíbrio ao meio ambiente.

O homemóide é um homúnculo que se prima pela irracionalidade e que na sua ação fornicária de extravasamento da energia seminal, dia após dia, chega à impureza total, tornando-se protagonista da violência generaliza nas escolas, na ecologia e na sociedade, com reflexos imediatos em todos acontecimentos da vida (Levítico 15:16-18). O homemóide é um ser que ama a autofilia, cultua a personalidade, adora ser homenageado, os elogios, as bajulações, se recheia de ira, de vaidade, de orgulho, de autolatria, de glutonaria, se transforma num glutão que vivencia verdadeiras maratonas gastronômicas.

A CAUSA DA VIOLÊNCIA NA ECOLOGIA

Onde estão as reais causas da violência ecológica, escolar, da violência familiar e da violência social como um todo? Há quem atribua os mais diversos fatores como causa da violência: ignorância, pobreza material, carência cultural, desigualdade social, regime capitalista, etc. Entretanto, ao nosso ver, tudo isso são fatores emergentes da violência, que se constituem em efeito da mesma e não em sua causa. A verdadeira causa da violência não é veiculada pelo saber convencional; mas sim ocultada por este, por motivos ideológicos de interesses dos sistemas sociais dominantes em obscurecer a verdade. A verdadeira causa da violência é tácita à segunda natureza do ser humano; ela reside no subconsciente do seu universo psíquico, e foi denominada por Freud de ego. Ninguém pode saber das reais causas da violência, sem conhecer e compreender os mecanismos de ação do Ego. Então, o que é o ego, com o seu complexo mecanismo de ação?

Sigmund Freud não é o descobridor do ego, nem tampouco foi a primeira pessoa a falar deste, pois ele é tão antigo quanto o ser humano na face da Terra. Freud foi o primeiro homem a usar o vocábulo ego para denominar um conjunto de agentes psíquicos constituintes do subconsciente, a causa dos defeitos psicológicos, intelectuais e emocionais, que constituem a estrutura das neuroses e psicoses. Freud analisou tudo isto por meio de uma investigação psicológica profunda dos processos engendram a violência e a inconsciência no ente humano. Em sua Psicanálise, método de tratamento criado por ele para diagnosticar e tratar as desordens emocionais e mentais.

Freud dá o nome de ego para um conjunto de elementos psíquicos de valores positivos ou negativos, manifestos na psique do homem. Tudo que possuímos, no universo relativo, se apresenta sob a forma de matéria, de energia e de luz. A matéria, segundo Einstein, é a energia que perde temperatura e se apassiva, pois o movimento de seus átomos se torna mais lento. A energia por sua vez é a luz condensada, apassivada. E, por último, a luz resulta da superativação da energia advinda da matéria ativada.

A luz é a mais alta fonte de atividade da dinâmica subatômica; ela é a mais alta realidade de forma de energia do universo relativo. O ego é uma forma de energia apassivada a partir da essência. Portanto o ego é a luz da essência cósmica numa freqüência vibratória diminuída. Na realidade, o ego é uma forma de energia psíquica grosseira, que impede a manifestação da essência na forma de consciência. Em síntese, o ego é a treva, antítese da luz da essência, sintetizada a partir do rebaixamento da freqüência vibratória desta para ofuscar a consciência.

Einstein se referiu a esta forma absurda de energia ao dizer: "O valor do homem é determinado, em primeiro lugar, pelo grau e pelo sentido em que ele se libertou de seu ego". No universo relativo, todas as coisas se manifestam em dualidades bipolares: positivos e negativos, masculinos e femininos, altos e baixos, tristezas e alegrias, prazeres e dores, evolução e involução, existência e morte, amor e ódio, essência e ego, etc.

No universo Hominal, de modo análogo, esta bipolaridade se faz presente, em seu mundo psicológico, nas formas de energias, que são denominadas pela Filosofia Moderna de: Seidade e Egocentrismo, Essência e Ego.

Na Filosofia Oriental, a manifestação da essência é chamada de Atman e a do ego, Aham. O cientista Humberto Rodhen descreve a essência como sendo o Uni do Universo e o Ego, o Verso deste.

O Dr. Samael Aun Weor, nascido na Colômbia, em 3 de Março de 1.917, foi um homem de notável saber que, com suas profundas inquietudes, promoveu intensas investigações no campo das ciências sociais, das ciências naturais, da antropologia e da psicologia. Ele deixou-nos um vastíssimo conhecimento dialético acerca do ego, da essência e da consciência, registrado em mais de 100 obras, que foram traduzidas em diferentes idiomas. Também, o Sr. Joaquim Enrique Amortegui Valbuena, Mestre Rabolu, discípulo de Samael Aun Weor, sintetizou o ensinamento sobre o ego, sobre a essência e a consciência, usando uma linguagem mais simples, clara e concisa, para facilitar nossos estudos.

O ego é um conjunto formado por agentes que geram os defeitos, enquanto que a essência produz as virtudes através do ente humano. A doutrina dos agentes do ego, dos eus componentes do ego, foi estudada na Filosofia Tibetana, na Egípcia e no Cristianismo Ocidental. No Tibet Oriental, os eus, componentes do ego, são chamados de agregados psíquicos, ou simplesmente valores, conforme ensinamentos do Dr. Samael. No Egito os agregados psíquicos, os eus, os valores, o ego, são chamados de Demônios Vermelhos de Seth, conforme está escrito nas obras de Psicologia Revolucionária do Dr. Samael. No Cristianismo os eus componentes do ego recebem a denominação de Legião e os efeitos resultantes destes são chamados de pecados. Aí o conjunto dos elementos psíquicos compõe um universo de sete Legiões: Cobiça, Gula, Luxúria, Inveja, Ira, Orgulho e Preguiça.

Sabemos que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, lei da inércia. Da mesma forma, no nosso espaço psicológico, não podem atuar ao mesmo tempo a essência (consciência) e o ego (subconsciência). Na realidade, a essência age, porque é pró-ativa, e o ego reage ante os acontecimentos, porque é reativo.

A psicologia revolucionária, criada pelo Mestre Samael, diz que o homem moderno possui tão somente 3% de essência livre produtora de virtudes, de qualidades, contra 97% de essência engarrafadas nos eus, germes do ego, geradores de defeitos. Então, o pobre ser humano, mecanizado como está, produz 97% de defeitos, entre eles, todo tipo de violência, de agressividade, de depredações, etc; e, por outro lado, produz apenas 3% de virtudes, em suas relações interpessoais e, também, nas relações intrapessoais, isto é, nas suas relações com o próximo, com o cosmo e consigo mesmo.

Devido ao ego o homemóide não possui individualidade definida e sim uma multiplicidade de comportamentos que se alternam entre si, de instante a instante, através da personalidade. Amarguras, dificuldades, etc., são efeitos da falta de unidade psicológica em nós. Há uma falta de organização psíquica em cada um de nós, decorrente da atuação dos múltiplos agregados psíquicos, dos eus.

Dentro de cada um de nós vivem milhares de eus que podem ser evidenciados através da prática da auto-observação, conforme asseverou o Dr. Samael; o que pode ser comprovado por cada um de nós, ao percebermos as inumeráveis mudanças de comportamento, reações e contradições que se dão em nosso interior.

Nossa mente é como um palco e os eus são os seus atores que aí atuam; e, cada um, ao cumprir o seu papel cósmico de dramacidade, de comédia ou de tragédia, é destronado pelo seguinte que entra em cena, o que podemos comprovar, na prática, através da auto-observação e nos ensinamentos que nos deixou o Dr. Samael. Da mesma forma não possuímos um eu permanente, mas, muitos eus, que geram comportamentos efêmeros; é uma legião de eus diabólicos, uma multidão de elementos infra-humanos, que nos tornam seres agressivos, depredadores da natureza, usuários de drogas, violentos e absurdos.

Do ensinamento dado pelo mestre Samael e que pode ser comprovado por nós, conclui-se que também é um absurdo a teoria do Eu Superior e Eu Inferior conforme se apregoa a psicologia convencional; porque estes são partes da mesma coisa, assim como o ponto de partida e o ponto de chegada de um móvel pertencem a uma mesma trajetória de movimento. Assim como o ponto inicial e o ponto final de um segmento de reta formam duas secções de uma mesma coisa, a inferior e a superior, o Eu Superior e o Eu Inferior em nós são dois aspectos do mesmo ego pluralizado, tenebroso e absurdo.

O Eu Divino ou Eu Superior é um disfarce, ideologicamente formulado pelos inimigos da paz e da justiça social. Certamente é uma evasiva, uma escapatória, para manter a sociedade na obscuridade, na ignorância e na violência generalizada. Dentro de nossa personalidade persona em castelhano, que em grego significa máscara, vivem muitíssimas personagens diferentes entre si; algumas boas, outras más, umas melhores, outras piores, algumas gulosas que nos levam a comer excessivamente, outras beberronas que nos levam aos bares e outras luxuriosas que nos levam ao abuso sexual, ao adultério e à fornicação; há aquelas iradas que nos levam ao desentendimento, à agressividade, à briga, à morte; há outras cobiçosas que nos levam a trabalhar compulsivamente, outras preguiçosas que nos conduzem à inércia total, etc.

Cada agente psicológico luta por sua hegemonia no espaço psicológico; querem exclusividade e tentam controlar o centro intelectual por meio de pensamentos, o centro emocional através de sentimentos, o centro motriz por meio de movimentos, o centro sexual através do sexo desenfreado e o centro instintivo pelo automatismo da mecânica do reino animal, conforme nos ensina a Psicologia Revolucionária do Dr. Samael.

A PSICOLOGIA DA VIOLÊNCIA ECOLÓGICA

Todo defeito do ente humano tem sua origem no ego. O ego é a causa de todo mal. É responsável por toda amargura, tristeza e fracasso da raça humana.

Portanto, a causa da depredação, da pichação, do uso das drogas e da violência generalizada, na escola, na família, nos campos de futebol, no trânsito, na ecologia e na sociedade em geral, está inserida no ego, na forma de agregados psíquicos inumano, em suas múltiplas formas mentais.

Os elementos psicológicos da ambição são os responsáveis pelo desequilíbrio que há no homemóide materialista, que tendo todo um aparato ideológico amparado pelo sistema, passa a acumular riquezas materiais, razão do desequilíbrio financeiro e da injustiça social. Pois tudo aquilo que é acumulado de um lado por alguns, é exatamente o que faltará do outro lado para os demais.

O Dr. Samael dizia que o homem sempre esteve diante de dois monstros que queriam devorá-lo: de um lado o capitalismo e do outro, o socialismo. Hoje, já desapareceu o socialismo do Leste Europeu. Entretanto sobrevive o monstro do capitalismo, sob a forma moderna do neoliberalismo.

A economia global leva a riqueza produzida por todos, a se concentrar nas mãos de poucos. Dentro em breve, teremos o capital concentrado nas mãos de algumas poucas pessoas; enquanto que a grande maioria da massa de seres humanos estará descapitalizada, pobre, sem emprego, sem teto, sem educação, sem saúde, sem alimento, sem nada e completamente escrava daqueles que detém o capital.

Só que, como a dinâmica é pendular, pela dialética dos fenômenos, tudo volta à origem, no incessante movimento de vai-e-vem; daí, que não haverá segurança para ninguém aqui na Terra; nem para o violento acumulador de capital, que se aquartela em sua própria casa, com muros altos, com cachorros de guarda, com alarmes e todo tipo de dispositivo de segurança e nem para o sem-nada que, para sobreviver, hipertrofia e coloca em ação o eu do roubo, do seqüestro, do latrocínio, etc.

O sem-nada, vitimado pela violência da injustiça social, robustece dentro de si o eu da ira; e, ao hipertrofiar este eu, eclode-se nas mais variadas formas de violências pluralizadas; coisa que escola nenhuma ensinou até hoje; por isso a educação do ente humano é um fracasso em todos os quadrantes da terra.

A INCONSCIÊNCIA ECOLÓGICA

Nós, seres humanos, somos responsáveis direta e indiretamente pelo caos na ecologia do planeta, ao colocá-lo em profunda agonia por meio da violência generalizada ao meio ambiente.

Nós, seres humanos, distinguimos dos demais animais pela capacidade de agir sobre a natureza, com um nicho ecológico diferente dos outros nichos dos demais seres vivos. Nós somos capazes de agir sobre os meios naturais, para criarmos o nosso próprio meio. Assim, além de adaptar-se às condições do meio natural, o ser humano adapta os meios naturais às suas necessidades.

A ação de transformar o ambiente está diretamente relacionada com o desenvolvimento das nossas funções orgânicas e habilidades, que caracterizam a nossa condição humana. Com efeito, podemos concluir que o ser humano é inteiramente responsável pelo impacto catastrófico que vem impondo ao planeta; é autor e vítima das conseqüências nefastas deste caos para a continuidade da vida existencial aqui na Terra.

O ser humano se desenvolveu bastante em ciência, mas regrediu em consciência. Tecnologia como expoente da ciência, sem que a base da potência esteja sobre o substrato da consciência, é o caminho mais curto de se chegar ao caos e à morte da vida sobre a Terra.

O ser humano possui atualmente apenas 3% de seu potencial consciencitivo desenvolvido. Com apenas 3% de consciência, onde os alicerces da essência ecológica se apóiam e convergem os homens para as atitudes de preservação da natureza. Entretanto, os 3% de consciência desperta é muito pouco para percepção holística do cosmo, da beleza do universo, da dinâmica sincronizada do nosso planeta.

Para os seres de consciência, a Terra é bela! É parte de si mesmo, se e se encantam com os encantos da natureza telúrica. Os indivíduos de consciência ecológica desenvolvida são altamente sensíveis à beleza cósmica de nosso planeta, possuem uma relação de empatia com a Terra; eles sentem-se parte dela, integrados a ela pelo fio da vida, que congrega os diversos para formar o universo. Os indivíduos com apenas 3% de consciência não possuem uma relação dialógica com a mãe natureza. Estes se acham dono da Terra, não percebem a sua inteireza e agem no sentido de destruí-la, subjugá-la em benefício próprio, etc.

É preciso educar o homem do presente, para subsistir no futuro, de maneira integrada à natureza; para se sentir extensão dela e esta, parte de si mesmo, na mecânica holística do cosmos. É preciso educar o homem do presente, para expandir o seu percentual de consciência ecológica e amar mais, e muito mais a mãe natureza. Inculcar no estudante a idéia de que a nossa luta para mobilização articulada em favor da preservação do planeta Terra, se integra à luta pela própria realização da condição humana sobre a superfície do nosso planeta.

As escolas devem proporcionar uma educação revolucionária aos homens do presente, para que estes atuem concretamente no sentido de conciliar progresso e preservação do planeta, evitando assim uma catástrofe apocalíptica. Nossos alunos devem ser educados com uma didática fundamental, que lhes garanta o exercício da cidadania plena e solidária e a aquisição de um conhecimento transcendental, revestido de valores éticos e morais que lhes garanta a formação de uma consciência ecológica da mecânica holística do planeta Terra, embasada na Psicologia Revolucionária que nos deixou o Dr. Samael Aun Weor, um dos maiores ecologistas de todos os tempos, ao lado de São Francisco de Assis e outros tantos.

A ENTROPIA NA PSIQUE HUMANA

Define-se convencionalmente entropia como sendo a quantidade energia de um sistema que não pode ser convertida em trabalho de natureza mecânica, sem comunicação de calor a algum outro corpo, ou sem alteração do volume. A entropia se amplia em todos os processos irreversíveis e permanece constante nos processos reversíveis.

Se tivéssemos desenvolvido tecnologia, ciência e consciência, em pleno segundo milênio, já poderíamos alimentar os famintos, abrigar os sem-teto, os sem-terra, os sem nada, proteger, criar e educar nossos filhos; transmitindo às gerações futuras oportunidades, para que tornassem cidadãos ecológicos, herdeiros e contribuintes da nossa herança humana, biológica e cultural.

“Acredito que a resposta explanatória mais plausível para o cenário que temos diante de nós resida num fenômeno entrópico, de base comportamental e causa política, tanto individual como coletivo. De fato, vivemos um tempo de grande entropia biocultural. Mas o que isso quer dizer?” (José Maria G. de Almeida Jr.).

O ego de cada indivíduo que compõe a sociedade se constitui no canal para atuação do fenômeno da entropia; e esta leva todo universo físico para o equilíbrio estático de energia e matéria, rumo à desestruturação, à degeneração, à dissipação, à estagnação e ao caos, consoante aos princípios termodinâmicos da física.

Erwin Schrödinger, mostrou em 1944, que os seres vivos não resistem a entropia física. E a sociedade humana é composta de Homo sapiens, elemento reino animal, componente do conjunto dos seres vivos.

"Se o atributo humano singular da educabilidade permite melhor compreender o comportamento social da humanidade, o que esperar da sua aplicabilidade na solução de problemas individuais ou coletivos, locais ou globais? Como, por exemplo, lutar contra a tendência política prevalecente no nosso tempo, de escolher sistematicamente o caminho para vencer a entropia biocultural, da miséria da condição humana, da degradação ambiental, manifestos nos quadros de decaimento generalizado do mundo de hoje? Como, enfim, aprimorar o homem, elevar a condição humana e preservar o planeta com desenvolvimento ecologicamente auto-sustentável?” (José Maria G. de Almeida Jr.).

Precisamos nos educar para viver em meio ao caos, com equilíbrio e serenidade. Temos que nos constituirmos em células positivas do mesocosmos; aqueles, que mesmo em meio à barbárie e ao caos, repensam suas trajetória para construção de um mundo melhor com um homem de perfil ecológico.

Se educarmos as gerações do futuro com fundamentos na Psicologia Revolucionária, com certeza se abrirá a cada pessoa à possibilidade de autotransformação em direção a escalada luminosa de elevação do nível de seidade. A partir daí poderemos construir uma sociedade dialógica, com uma consciência ecológica desenvolvida, para gerir holisticamente um planeta auto-sustentável.

O combate ao centrifuguismo antropocêntrico com uma educação centrípeta representa a chave capaz de abrir o universo psicológico do homem e apontar caminhos para um mundo ético, social, moral, ecologicamente aceitável e para destruição da entropia biocultural.

"Biologicamente, o homem de hoje é muito semelhante aos seus ancestrais de dez mil, cem mil e até de um milhão de anos atrás. Culturalmente, porém, as diferenças do presente em relação ao passado são tão fantásticas que são auto-evidentes. Mas o que dizer sobre mudanças na natureza psicossocial do homem, diante do quadro de grande entropia biocultural do mundo contemporâneo?” (José Maria G. de Almeida Jr.).

O pobre homemóide se vangloria do seu domínio sobre a natureza e sobre o ambiente; graças ao conhecimento e à tecnologia chegou ao ponto que está hoje: viagens extraterrestres, máquinas inteligentes e clonagem humana, coisas artificiais que representam um pseudoprogresso. O homemóide não levou em conta a sua absoluta ignorância de que tudo isto representou um afastamento da ordem natural das coisas, devido à atuação da entropia que atuou a serviço do caos.

A natureza psicossocial humana pouco ou nada mudou ao longo da nossa trajetória evolucionária como espécie humana, apesar das riquezas materiais acumuladas e de todo o progresso técnico-científico alcançado até agora, e nunca mudará; pois mudanças radicais nesta não são possíveis com evolução e só com revolução da consciência, através dos três fatores que a revolucionam a consciência.

Nosso homem saiu do planeta, foi à Lua, quer chegar a Marte, mas ainda não conseguiu sair de uma condição de escravidão e miséria e nunca sairá enquanto persistir o ego, fator que embaça a consciência, engendra os defeitos que casam a violência social e ambiental.

Graças a uma nova percepção sobre a vida e o ambiente da Terra, introduzidos pelas ciências centrípetas nos últimos 50 anos, o homem vem, gradativamente, redescobrindo o holismo univérsico, o todo, a interdependência de cada parte do todo, a transitoriedade e a finitude de todas as coisas do cosmo. "A consciência ecológica começa e termina no indivíduo, mas, passa pelo outro, tornando-se assim social e dialógica. Trata-se de um processo necessariamente ético e estético.

Daí o verdadeiro ato educativo - não importa se escolar ou não escolar, formal ou não formal, em qualquer nível, para qualquer idade - ser a autotransformação que ocorre no contexto social da pantransformação”.(José Maria G.).

Devemos nos educar convenientemente para compreender e lutar pela erradicação da entropia biocultural, criar resistência a toda e qualquer forma de desordenação social que represente decaimento na escala de seidade. Pela capacidade do livre arbítrio podemos escolher e até fazer caminhos rumo à educabilidade, e daí, escolhemos e fizemos o mundo que se nos apresenta hoje. Assim, também poderemos fazer no futuro um mundo diferente, onde haja a justiça, a paz, o bem-estar comum, o mutualismo na alteridade e a sustentabilidade planetária.

É por demais sombria a natureza homemoidal dos nossos tempos. Tempos de escândalos de todos os tipos, tempos de violência permanentemente violência à natureza, tempos de caos. A entropia nos arrastou bem para o fundo de poço, onde há obscuridade e desesperança e, daí só sairá aquele que revolucionar a consciência. Isto demanda, do lado iluminado da consciência, constante vigilância, discernimento moral, etc.

Há uma profunda dor em minha alma por causa dos navios de petróleo que derramam no mar, matando os seres vivos; por causa fogo que queima incessantemente a mata da Amazônia; por conta das crianças que tombam nas escolas, nas ruas, nas casas, que dormem nas calçadas, etc, vitimadas pela violência generalizada, por causa do descaso político e da injustiça social.

A ENTROPIA NOS SISTEMAS

A Segunda lei da termodinâmica diz que todo processo natural gera a entropia, uma medida de desordem. A entropia é a medida da desordem molecular. A entropia é uma lei de desorganização progressiva, do desaparecimento completo das leis iniciais que regem os corpos ou substâncias. Em qualquer sistema ordenado, aberto ou fechado, há uma tendência para a desorganização, para desintegração que só pode ser interrompida ou invertida através de uma fonte de energia dirigida para tal.(Lei das Oitavas).

Todas as coisas que foram criadas um dia, se ordenaram a partir do caos, que é a desordem, em direção ao cosmo, que é a ordem e coordenadas pelo princípio organizativo inteligente. Daí seguem novamente a trajetória do caos, caminhando agora para a desordem, em direção ao caótico, para num determinado dia, novamente seguirem o caminho da ordem, e assim infinitamente, em eternos ciclos da dialética pendular da mecânica holística.

Define-se convencionalmente entropia como sendo a quantidade energia de um sistema que não pode ser convertida em trabalho de natureza mecânica, sem comunicação de calor a algum outro corpo, ou sem alteração do volume. A entropia se amplia em todos os processos irreversíveis e permanece constante nos processos reversíveis.

Hoje, aplicam-se as leis da física na análise de problemas sócio-econômicos pela sensação de segurança que elas dão, por pertencerem a uma ciência exata. As leis da física são discutidas pelas melhores inteligências e colocadas a serviço da tecnologia. A segunda Lei da Termodinâmica, a Lei da Entropia, se apresentou com muita resistência, ao longo dos anos, entretanto está é amplamente acatada e usada em outras áreas de conhecimento, como nas ciências sociais: na Psicologia, na Sociologia, na antropologia, na Teoria da Comunicação, etc. As leis e os métodos da Física podem ser aplicados plenamente à psicologia humana, pois esta é holisticamente constituída de energias também, pois está justaposta nos interior de um organismo humano, pertencente ao um ser vivo.

O homem precisa reavaliar a tendência das ciências centrífugas do antropocentrismo, que tanta nocividade trouxeram à ecologia humana e reorganizar métodos amortecedores dos efeitos destas na desorganização da sociedade, para que possa impor novos rumos à economia mundial e traçar novos modos de enfretamento dos desafios que temos no presente: violência, globalização da economia, desemprego estrutural, etc.

O modelo atual de desenvolvimento embasado no antropocentrismo possui sistema de produção, calcado num conjunto de coisas automáticas: máquinas, instalações, insumos de comunicação e transportes, etc; e que possuem objetivos de produzir para os seres humanos bens que a natureza não produz, e conseqüentemente acaba devastando o meio ambiente, produzindo violência, injustiça e caos. No novo paradigma holístico de formação do homem univérsico, integrado à mecânica holística, o sistema produtivo não é isolado do restante do universo, pois a matéria prima e as energias necessárias são extraídas da natureza viva, que é uma extensão de todos nós. Pois a energia que é usada na produção e os sistemas que transformam a energia contida nos combustíveis bem como a eletricidade em trabalho, necessário para transformar, extrair, movimentar, beneficiar, e separara a matéria prima, ao longo dos diversos estágios da produção, distribuir produtos e movimentar os rejeitos, provém dos seres vivos e dos seres brutos da natureza holística.

As ciências centrifuguistas convencionais conduziram a sociedade ao exercício de atividades econômicas não racionalizadas, provocando desequilíbrios sociais, ambientais e psicológico, cujos resultados negativos já se fazem sentir na forma de desemprego, ampliação das desigualdades sociais, redução forçada da capacidade de consumo do trabalhador e na globalização que trouxe em seu bojo a desnacionalização da economia que acarretou mais sacrifícios para os marginalizados e pobres. À luz das ciências centrípetas a maior parte destes desequilíbrios ambientais e sociais advém do consumismo, que representa uma doença da sociedade humana ou de sua parte mais favorecida. Se o ente humano não conseguir detectar as causas que lhe engendram a ambição, a cobiça, não terá como erradicar este vetor de desequilíbrio ambiental e social.

A compreensão de que os princípios da entropia também se aplicam aos fenômenos que ocorrem no interior psíquico do homem, no seio da sociedade humana e na interação do homem com o ambiente indica-nos que devemos estabelecer inteligentemente limites para o consumismo, para pormos um fim nas desigualdades que há entre os seres humanos.

O consumo descomedido de alimentos não melhora a qualidade de vida, nem traz a felicidade, conduz as pessoas à obesidade e à degeneração. A obesidade é uma doença resultante do consumismo e se dá a custa da subnutrição de muitos. Devemos lutar para construirmos uma sociedade mais justa, mais solidária, mais racional, mais consciente e com mais qualidade de vida.

Cientificamente até hoje na Calorimetria não foi observado nenhum caso em que o corpo o mais quente tenha ficado ainda mais quente e o outro ainda mais frio durante a troca de calor, em decorrência do fato da conservação da energia. Até hoje não se pôde comprovar a impossibilidade de o calor passar do corpo frio para o quente, indo do potencial energético menor para o maior, apesar disto nunca ter sido observado; assim, o fenômeno da entropia se constitui num dos postulados que possuem credibilidade entre os cientistas.

No universo relativo tudo que existe se resume a duas coisas: matéria e energia, que na verdade resultam na mesma coisa; pois matéria e energia efetuam interconversões. Na mecânica holística, o que é matéria agora, daqui a pouco será energia, que depois volta ser meteria novamente, pois a matéria se transforma em energia e vice-versa; na dialética cósmica tudo é dual, se manifesta pela complementariedade, que na física chamamos de relatividade, enquanto que no universo absoluto tudo é uno.

O princípio organizacional do cosmos, para controlar a diversidade das coisas do universo relativo, que emana do universo absoluto, aqui no mesocosmo conta com 48 leis, conforme nos ensina o Dr. Samael em sua Cosmognose. Então, dialeticamente temos: ação-reação; evolução-involução; entropia-sacrifício ou lei das oitavas.

Quando estou dando aulas de física para meus alunos, explico que a entropia é lei de igualação energética. Para tal cito o exemplo de que se misturarmos meio copo de água quente a 100C com meio copo de água fria a 20C, iremos obter uma mistura de água morna, a 60C. Como a entropia é um fenômeno de equilibração para baixo, a energia fluiu do corpo de maior para o de menor temperatura, não ao contrário. Nunca a energia térmica fluirá do potencial menor para o maior, sempre ao contrário, pela entropia.

A ENTROPIA DAIXA O HOMEMÓIDE IMBECIL

Da mesma forma, se colocarmos uma laranja podre em meio a laranjas boas, estas se tornarão podres. Ao contrário, se colocarmos uma laranja boa em meio às podres o que acontecerá?

Quando eu trabalhava de Conselheiro Psicológico da Portuguesa Santista, antes de jogo, na preleção aos jogadores eu dizia sempre para que ficassem atentos ao fenômeno da entropia, dizendo-lhes que se um jogador atuar bem numa partida de futebol, isto se constituirá numa corrente de energia positiva que se transmitirá a todos, fortalecendo o conjunto e em conseqüência, coletivamente todos atuarão bem. Entretanto, se alguém estiver atuando mal, tem que ser substituído de imediato, antes que a corrente negativa de energia atinja os demais jogadores e acabe desanimando a todos, o que virá resultar numa má atuação de toda a equipe.

A entropia está presente em todas as partes do cosmo relativo: no macrocosmo, no mesocosmo, e no microcosmo, tanto ao nível de matéria grosseira como em energia sutil. No nosso microcosmo, a entropia atua tanto no corpo físico quanto na psique, degenerando-os gradativamente.

A maior parte da humanidade está sucumbida pela lei da entropia e não faz nada para melhorar a si mesma, para elevar o seu nível de seidade, para adquirir compreensão e despertar a consciência ecológica. Assim, a cada dia que se passa, a massa homemoidal vai se deteriorando, ficando mais degenerada, muito mais agressiva e violenta.

O Dr. Samael nos ensina, em sua Psicologia Revolucionária, que as mentes das pessoas, que estão sob entropia, vão se degenerando progressivamente, vão se atrofiando, partes do cérebro vão deixando de funcionar e as pessoas vão se tornado cada vez mais imbecis.

O fenômeno da entropia, progressivamente, acaba igualando a todos em níveis mais subalternos. Pobres e ricos, negros, amarelos e brancos, homens e mulheres, todos acabam se imolando pelo fenômeno da entropia em suas sepulturas. Podem ser enterrados em bonitas e luxuosas sepulturas, belos caixões ornamentados, ou em covas grosseiras de feias sepulturas, que ambos ficarão iguais pela entropia, após decomposição através das bactérias.

Já sabemos que cosmos é ordem, é beleza, que dialeticamente se contrasta com caos, que é desordem, é tristeza e feiúra. O fenômeno da entropia leva todas as coisas ao caos, à feiúra, ao desequilíbrio, etc, se não houver a sua oponente dialética, o fenômeno do sacrifício, atuando em sentido contrário. A lei das oitavas ou dos sacrifícios conduz tudo à beleza, à organização, ao equilíbrio, enquanto que a entropia age no sentido contrário.

Numa estratégia espetacular da natureza, os agentes decompositores, fungos e bactérias exercem um papel importante para o fenômeno da entropia, na reciclagem dos materiais da natureza, ao transformarem seres vivos em seres brutos. Como a entropia, gradativa e progressivamente, produz desordem, definha, desestrutura tudo, ela acaba se constituindo numa força desordenadora a serviço da mecânica holística; é pode ser visto em ação na tarefa de decomposição dos seres vivos através dos fungos e bactérias que destroem os átomos e moléculas dos organismos em defunção, no final de suas existências.

Por outro lado, há nos seres vivos autótrofos e heterótrofos a capacidades de transformação de seres brutos em massas vivas, para complemento da dialética da natureza transformativa no universo holístico. É extraordinário o poder do fenômeno holístico das transformações. Por isso a palavra transformação pode ser substituída por uma sinônima, chamada magia. É mágica a transformação que a mecânica holística produz a nível atômico, molecular, sistêmica e cósmica no universo para assegurar a ordem, a beleza e o equilíbrio na natureza. Em qualquer átomo, molécula e sistema do universo está presente a ordem. Nas raízes, nos caules, nas flores e nas demais estruturas de uma planta está presente a ordem. Nos átomos, moléculas, órgãos e sistemas dos organismos microcósmicos está presente uma ordem. Se há ordem nos cosmos, nas partículas atômicas e moleculares, como conseqüência, é porque há ordem nas estruturas subatômicas, nos íons, nos elétrons, nos prótons e nêutrons, como efeito, é porque é emanada de um princípio ordenador como causa de toda a mecânica holística dos cosmos.

"Eu não poderia conceber ordem em uma molécula de cobre ou de amido sem uma força ordenadora”.(Dr. Samael).

Podemos concordar com o Dr. Samael de que há uma força ordenadora e inteligente bem visível à consciência holística; e que uma força ordenadora se constitui em algo que é revestida de inteligência organizativa, pois ela não poderá vir do acaso como querem os ateus materialistas. É impossível para uma mente sadia chegar a pensar que uma força organizadora, que é capaz de organizar átomos, moléculas e sistemas micro e macrocósmicos, pudesse advir do acaso. Como pode uma força ordenadora vir do acaso, se o acaso não possui inteligência? Se o acaso tivesse condição de produzir uma força ordenadora inteligente, não deixaria de ser acaso para converter-se num extraordinário princípio inteligente?

Qual seria este princípio inteligente, diretor, ordenador, coordenador, maravilhoso que a tudo ordena no cosmo, e que através deste princípio organizacional deu existência à vida e a tudo que há no universo, mantendo-o em expansão, involução, evolução e revolução contínua, para toda a eternidade? Deus não joga dado, disse Einstein. Com isso queria dizer que o universo não foi criado aleatoriamente, casualmente, como querem os ateus materialistas, mas sim, divinamente arquitetado pelo Criador do Princípio Organizador, pela Inteligência Cósmica, que é Deus.

No cosmos tudo, que se coloca em consonância com esta força ordenadora, se cosmifica; tudo que se coloca contra, se torna caótico, incorporando à entropia, para ir, gradativamente, produzindo a desordem nos átomos, nas moléculas, nos sistemas, nos seres vivos e nos seres brutos, mas que também faz parte da Inteligência Cósmica de um mesmo Deus.

A entropia é degenerativa, quando ela pega nosso organismo físico, vai deteriorando até levá-los ao caos. Mas, o mais grave é que quando a entropia atinge o nosso universo psicológico vai deteriorando nossa mente, degradando nossas virtudes, transformando-as em defeitos, destruindo os nossos valores, para transformar-nos em seres homemóides antiecológicos, agentes destruidores do meio ambiente e engendradores de violência múltipla a nossa Terra.

Devido à entropia, à medida que a atmosfera vai se tornando mais rara, se torna menos eficaz na tarefa de análise e decomposição dos raios solares, para transformá-los em luz e calor. Da atuação da entropia no microcosmo hominal, especificamente na psique do ente humano, resultou, ao longo dos tempos, a degradação dos valores morais, a violência e o caos social. Devido à atuação da entropia no microcosmo hominal, a sociedade humana já é, no segundo milênio, um corpo doentio, que está em decomposição progressiva a caminho da desordem, em direção ao caos.

Em decorrência da hipertrofiação do ego no homemóide humanoidal, a sociedade se igualou entropicamente para baixo; já é notória a estas alturas a sua configuração violenta, sua feiúra e sua inércia; está despojada de solidariedade, fraternidade, alteridade e outros valores transcendentais da escala de seidade.

Como pode uma sociedade como a nossa, que habita um paraíso mesocósmico como a Terra, decair tanto na escala de seidade, rebaixando o seu nível moral, espiritual, ético, destituindo-se das virtudes da solidariedade, da fraternidade, afastando-se definitivamente da paz e do amor?

A entropia é um fenômeno universal, é uma lei univérsica, que atua em todas as coisas do micro, do meso e do macrocosmo. Os homemóides converteram os nossos rios, lagos, mares e oceanos em lixeiras, onde depositam lixos convencionais e atômicos, derramam petróleo e resíduos das experiências nucleares, etc.

Assim, assassinam os peixes, poluem o "Berçário da Vida", os manguezais, destruindo seus habitantes. O agente homemóide está destruindo a atmosfera, contaminando os frutos da terra e as verduras também; está adulterando animais e vegetais através de enxertos, de clonagem, etc; o homemóide antiecológico vem fusionando átomos, descosmificando-os, desorganizando-os para o caos da matéria e Terra.

Pela entropia se chegou aos enlatados de laranjas e frutos sem sementes e um amontoado de alimentos artificiais que aí estão, se distanciando da ordem natural das coisas. Tudo isto, por tentar construir progresso com uma ciência destituída de consciência. Como pode chamar de progresso tecnológico, ao processo de produção, que degenera os vegetais, os animais e os minerais, impulsionando-os pela trajetória da entropia, conduzindo a Terra à agonia, ao caos?

Nossa amada Terra já está em processo de agonia, está ficando muito doente, com febre e está se tornando estéril, em decorrência da violência que lhes é imposta pelo homemóide inconsciente; deste modo certamente a Terra será queimada pelas mil umas explosões atômicas, que fazem à custa de energia nuclear; assim, a Terra certamente se imolará para se converter em mais uma Lua do espaço deuterocósmico, em algo morto, totalmente destituído de força vital.

O FENÔMENO DAS OITAVAS

O Fenômeno das Oitavas, Corrente do Som ou Lei do Sacrifício, constitui-se na lei que complementa dialeticamente a lei da entropia, completa o binário das transformações, traduzido pelo par entropia/sacrifício. O fenômeno da entropia atua em nossa psique por intermédio do desânimo, da preguiça, etc e nos conduz á inércia, ao ócio, ao imobilismo. Por outro lado, o fenômeno das oitavas nos leva ao dinamismo à ordem, à operosidade, a cosmificação, à beleza, etc, através da lei do sacrifício.

A entropia age mecanicamente em nós, enquanto que o sacrifício só pode ser causado e coordenado pela nossa consciência e modo voluntário da queda que nos impõe a entropia, mediante um sacrifício voluntário e consciente. Tudo se comporta como um móvel, estacionado no ponto mais alto de uma trajetória. Se soltarmos os freios destes, descerá aceleradamente pela ação da gravidade, até atingir o ponto mais baixo da trajetória.Daí, para arrastá-lo novamente até o ponto mais alto, teremos que impor uma força extra através do sacrifício muscular ou do sacrifício de algum combustível.

Qualquer coisa que queremos fazer seja num empreendimento material ou espiritual, temos que estar atentos ao fenômeno da entropia, porque no início da trajetória tudo vai muito bem; no ponto médio, mais ou menos e, no final, de mal a pior. Por isso, em todo empreendimento que fizermos, seja psicológico ou físico, temos que provocar choques contínuos, por intermédio do sacrifício, para evitarmos a estagnação e o fracasso total seja no namoro, no casamento, no trabalho, nos negócios, etc.

Para vencermos a entropia veiculada através da preguiça e que nos leva ao desânimo, impondo-nos a inércia e a ociosidade, temos que nos sacrificarmos muito após um almoço, por exemplo, e nos colocarmos em movimento, mantendo-se de pé, para não ser levado para cama e dormir excessivamente, de modo mecânico. Assim se depreende que podemos vencer a força da entropia, antepondo-lhe uma outra força de oposição chamada sacrifício. Quando sacrificarmos os desejos que nos levam ao hipertrofiamento dos nossos defeitos por intermédio dos prazeres, construiremos as virtudes da alma e despertaremos a consciência.

As virtudes não nascem do acaso, pois é causada por intermédio do processo de construção da consciência, através dos três fatores de revolução da consciência da Psicologia Revolucionária.

Para construirmos infra-sexuais degenerados; para construirmos virtude do altruísmo, temos que sacrificar o defeito da cobiça, a abominável ânsia da ambição materialista; para construirmos a virtude da filantropia, temos que sacrificar o defeito da inveja, que tanto nos impede de ajudarmos o próximo; para construirmos o amor e a alegria pela felicidade alheia, temos que sacrificar a ira, o ódio, a indiferença, a aversão, etc, e trabalharmos gratuitamente, sem nada receber, pelo bem do nosso semelhante.

Assim, podemos depreender que qualquer tipo de movimento seja físico ou metafísico, depende do sacrifício de alguma coisa. Desta forma, se não houver o sacrifício de todos nós em favor da natureza que está se deteriorando por meio do fenômeno da entropia, o seu tempo está se encurtando e ela poderá chegar ao fim em breve!

Se nós que os seres mais importantes do holismo da Terra, nada fizermos em prol do nosso mesocosmos, certamente a entropia o imolará. A entropia estudada pela física, que é propriamente a segunda lei da termodinâmica, é uma das 48 leis mesocósmicas. A palavra entropia vem do grego e significa transformação para níveis mais baixos, para igualação em níveis inferiores de energia.

Fala-se que por causa da entropia, a Terra está girando mais lentamente, em torno do seu próprio eixo, sua rotação vai ficando cada vez mais lenta. Desta forma, a Lua irá se afastando gradativamente em decorrência da diminuição da verticalidade de rotação e assim, pela entropia, a Terra se converterá, um dia, em mais uma rocha dura no espaço, destituída de beleza, sem vida e totalmente descosmificada. Assim, vimos um exemplo de entropia mesocósmica.

EDUCAÇÃO PARA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Devemos educar o estudante para utilização racional e inteligente dos recursos naturais, ampliando a capacidade de produção que possui o meio ambiente, em favor da massa social, com equilíbrio, sem degradação deste.

Devemos conscientizar o estudantado acerca da crise ambiental e da necessidade de sobrevivência do planeta, para continuação da nossa existência. Há que se achar uma fórmula equilibrada que concilie crescimento econômico com preservação ambiental. Há necessidade de disseminar, entre os nossos estudantes, uma educação revolucionária para expansão da consciência ecológica que lhes permita tomar atitudes favoráveis ao meio ambiente.

É preciso articular a mobilização da sociedade em direção à conquista da cidadania ecológica. É preciso articular a mobilização social, promover a participação da sociedade nos movimentos ecológicos. Precisamos de educação para transformação, para enfrentamento dos graves problemas que a humanidade atravessa, tais como a violência à ecologia urbana, traduzida na forma de seqüestros, roubos, mortes nas ruas, nas escolas, etc. Há a miséria, a corrupção, as drogas, degradação dos valores morais, etc. Meu Deus, o que causa o ego?

Devido à entropia, a maioria dos seres humanos já não acredita em mais nada, não acredita na possibilidade de transformação, não trabalho sobre si mesma, não trabalha para elevar o grau de consciência ecológica do seu semelhante, não transmite às novas gerações os valores que esta precisa para cultura da paz e não-violência. Devemos formar homem consciente, para participação decisiva nas decisões acerca dos destinos do planeta. Vem, vamos combater a inércia, a passividade, o imobilismo! Vamos tomar atitudes favoráveis em defesa do mesocosmos.

Assim, o homemóide tem degradado o meio ambiente, ameaçado a sobrevivência dos homens e dos outros seres vivos do planeta. O modelo desenvolvimentista do capitalismo selvagem que engendrou o consumismo exacerbado, não permitiu a difusão das propriedades entre os povos, além de haver acentuado as desigualdades sociais entre os homens, entre os países ricos e pobres, ampliando a miséria, o sofrimento, a cultura do desperdício e degradação do meio ambiente; sem falar na acentuação dos efeitos nocivos à holística mesocósmica, como a poluição dos mares, destruição da camada de ozônio, etc.

O homemóide colocou a vida do planeta em cheque, ao poluí-lo, ao desmatá-lo, ao explorar irracionalmente os recursos naturais, degradar o solo, poluir o ar, levando o planeta à agonia. Agora a Terra está doentia!

Em reação à violência homemoidal, o mesocosmo revida com inúmeras catástrofes, secas, inundações, el niño, alterações nas condições atmosféricas e nas estações do ano, matando milhões de pessoas, vitimadas por desnutrição, ingestão de água não potável, radiação atômica, agrotóxicos, etc.

O homemóide acelera cada vez mais a degradação do meio ambiente, ao provocar o crescimento econômico, sem o crescimento da consciência. A maioria dos cientistas e dos trabalhadores em geral do mundo todo, trabalham a serviço da violência e da morte: constroem as guerras, produzem as drogas, as bebidas alcoólicas, os cigarros, etc. São homens que dedicam seu tempo, gastam sua energia e talentos para o desenvolvimento de armas, de bebidas nocivas, cigarros e todo tipo de drogas.

Com 10% de consciência desperta, nenhuma pessoa trabalharia a serviço guerra, das drogas, da morte. Se houvesse pelo menos uns 10% entre as pessoas, elas teriam compreendido a lei maior da empatia, passada pelo mestre dos mestres: "Faça aos outros aquilo que queres que façam a ti". Então, o cientista, o homemóide em geral, ao desenvolver uma bomba, uma arma, uma droga, etc, deveria, primeiramente experimentar em si mesmo. Amarrando a bomba em seu próprio pé, explodindo-a. Se fosse gostoso, fosse bom, passaria aos demais.

Nesta maratona dos inconscientes, os homemóides confeccionaram armas para destruir nosso planeta dezenas de vezes. Destruindo-a apenas uma vez já não seria suficiente? Se não fosse a psicologia equivocada do homemóide não se gastaria recurso, 60 vezes mais, com a formação de um soldado, do que para educar uma criança ao longo de toda a sua vida. Enquanto se gasta 1,3 milhão de dólares, por minuto com o militarismo, com a belicosidade, 30 crianças morrem desnutridas, com fome, nos países pobres. Nenhuma evolução científica tecnológica, nenhum sucesso econômico, militar, desenvolvimentista, compensa a violência homemoidal, imposta ao micro e mesocosmo, aos seres vivos e aos seres humanos, através de uma ciência, desprovida de consciência.

Se o homemóide possuísse um percentual maior de consciência desperta, ao invés de gastar grande quantidade de dinheiro em tecnologia sofisticada de guerra, trabalharia a serviço do bem-estar da humanidade, combatendo a fome, a miséria, a violência, etc. O homemóide destituído de compreensão e consciência impôs um modelo de desenvolvimento predatório; com sua violência generalizada, deixa rastro de destruição ambiental por onde passa. Há que se ter um pouco mais de consciência ecológica, para lutar contra a destruição das florestas, dos peixes, de outros animais e do próprio homem.

TÉCNICA DE ERRADICAÇÃO DA VIOLÊNCIA ECOLÓGICA

Não se pode erradicar a violência da sociedade, da forma como se tentou até hoje, atacando-a no efeito. É preciso atacá-la no seu nascedouro, na origem, na causa. E, para isso, precisamos saber onde ela nasce; coisa que a escola convencional não ensina às crianças. Não ensina porque não sabe nada. E não sabe nada porque não quer saber a verdade acerca da crua realidade dos fatos.

E por incrível que pareça, qualquer indivíduo pode erradicar de dentro de si mesmo os germes da violência; para isto, basta saber o como. E o saber como, até hoje, a escola não ousou ensinar, porque não aprendeu ainda. E, para ensinar isto ao ente humano, a escola precisaria ter uma didática concreta, que orientasse o estudantado a maneira correta de combater a violência na causa por meio da dissolução dos seus eus inumanos do seu ego.

Para acabar com a violência social é preciso que a escola ensine aos seus alunos, crianças e adolescentes - e entre estes aqueles que ainda não se tornaram demasiadamente violentos - a maneira como não se prostituírem socialmente com a violência generalizada do mundo adulto; a não se tornarem violentos, como mais uma das vítimas do sistema.

E, é preciso ensinar a quem já se contaminou com os vírus da violência, com os eus da ira, da ambição, da inveja, da preguiça, da gula, da luxúria, do orgulho, etc., a técnica de erradicação destes defeitos, por intermédio do sistema de revolução da consciência, que começa com a prática de auto-observação de si mesmo. É preciso ter a coragem de ensinar às crianças que a violência de concentrar bens materiais, no modelo econômico injusto do neoliberalismo, é responsável pela violência escolar, pela violência infanto-juvenil, pela violência senil, pela violência social, pela violência familiar, racial, etc; e, mostrar onde ela inicia, no interior de cada um de nós mesmo, através dos agentes componentes do ego.

Para estancar a violência vigente seria necessário promover a transformação do modelo econômico que aí está. Mas, para transformar este modelo vigente, promotor da violência ecológica, seria preciso transformar o homem que o dirige. E, este não se transforma sem a erradicação do ego de dentro de si mesmo.

Uma verdadeira educação para elevação do homemóide e da sociedade em geral ao grau de humano, começa por ensinar o aluno a destruir dentro de si mesmo os aspectos animalescos que possui, o ego, o germe de todos os males, raiz da violência generalizada.

É preciso ter uma didática concreta de dissolução destes eus geradores de defeitos, para ensinar ao homem a erradicar do interior de si mesmo o germe da ambição e todos os outros eus engendradores de todo tipo de violência. É preciso educá-lo com aquela educação que possui a inteligência vegetal, da árvore produz frutos para alimentar não só a si mesma, mas a todos os demais seres vivos da biomassa.

E o homemóide cria um sistema econômico violento, que lhe permite usar o trabalho de outros homens em benefício próprio; assim, o homemóide consegue ajuntar só para si, por possuir em seu interior os agentes danosos da ambição, tudo aquilo que a árvore produz universalmente para todos os demais seres vivos. E depois dizem que o indivíduo de hoje, concentrador do grande capital, é moderno, evoluído, coisa e tal!

A EDUCAÇÃO PREVENTIVA DA VIOLÊNCIA ECOLÓGICA

Pitágoras já dizia há 2.500 anos: "Eduquem as crianças de hoje que não será preciso castigar os homens de amanhã”. Porém, a ação de educar não se vingou, a partir de Pitágoras, até hoje. No nosso mundo atual, pseudoevoluído, as preocupações econômicas e financeiras absorveram completamente os 3% de inteligência da raça humana, tanto dos que governam o país quanto dos que são governados. Na escola convencional de qualquer grau só se trata da instrução e da adestração. Esqueceu-se por completo da Maiêutica Socrática, geratriz da verdadeira educação.

Uma verdadeira educação deve fazer presente na escola, em todos os momentos, principalmente no ensino fundamental, que é o alicerce formativo; esta deve ser completamente desarticulada da questão econômica e voltada para os valores éticos. Quem forma o caráter de um indivíduo que, por sua vez, vai compor a sociedade, é a educação que ele recebe quando ainda é criança ou jovem. O destino das criaturas humanas que compõem a sociedade está em conexão com os princípios educacionais que lhes foram inculcados na infância e na adolescência. Daí pode-se dizer que a horrorosa violência, que ronda os quatro cantos do mundo, possui suas raízes no fracasso dos sistemas educacionais.

A famigerada violência, crescente em suas múltiplas formas, nos dias de hoje, está estritamente relacionada à inegável falta da educação, no sentido real da palavra.

Como o povo, tanto o rico como o pobre, não se auto-educou ao longo da existência humana, hoje a sociedade é um caos. Segurança, na atualidade, é questão de vida ou de morte. Porque a violência atinge a todas as pessoas de qualquer nível social. Ninguém é feliz, ninguém tem paz! O desespero e o medo atingem a todos. Pois, ninguém tem tranqüilidade nas ruas, em casa, nos campos de futebol, nas praças de esportes, no aglomerados de pessoas, nos templos, nos carros, nos ônibus, nos aviões, dentro ou fora da cidade, etc. Todo mundo vive desassossegado, de dia e de noite, a qualquer hora. É uma situação caótica, deplorável, a que chegou o ser humano!

A violência representou o fracasso da sociedade em seu processo de humanização. Esta violência criou um quadro imbatível, imprevisível e absurdo, com os assaltos a bancos, às residências e a estabelecimentos comerciais que se verificam freqüentemente nos dias de hoje no meio social, o que por si só comprovam a veracidade dos fatos. A população vive atemorizada com os assaltos às pessoas nas cidades e nos campo, como mostram os noticiários de violência de todo tipo, agressões e crimes, que já tomam a maior parte da televisão, do rádio, dos jornais, das revistas, etc.

A raça humana tornou-se vítima de si mesma e está num beco sem saída! Ao sair à noite pelas ruas, a pé, é agir imprudentemente, pois é grande a possibilidade de ser assaltado lá. Ficar em casa também corre o mesmo risco. As estatísticas dos crimes contra a ecologia, contra as pessoas, o vandalismo, o bandidismo, a corrupção, a sodomia, a depravação e a degeneração humana, crescem assustadoramente todos os dias. Isto está nos noticiários, nas páginas dos jornais e é do conhecimento de todos. É a realidade atual do nosso COSMOS que virou CAOS.

As medidas que os governos vem adotando não têm conseguido resolver os problemas e nem remediá-los. Porque qualquer solução acerca do processo de violência crescente, passa pela transformação da sociedade através da educação. Mas, como não há educação para transformar a massa social, a questão da violência fica insolúvel. Jogamos a culpa nos políticos, nos governos, etc. pela violência descomedida; mas quem é o governo? Nada mais é do que o expoente que sai de uma base (sociedade). Se a base é suja, é corrupta, é violenta, etc., produz, conseqüentemente, expoentes sujos, como os que ai estão. Se não há transformação através da educação da base, o expoente sai sujo e deplorável, ainda que sua aparência externa seja revestida de uma pseudobeleza.

Como transformar base suja em expoentes limpos, se esqueceu completamente do papel da educação? Expoente, não transformado pelo filtro da educação, reproduz com fidelidade a base impura. Se não se coloca a escola como filtro transformador de bases sujas em expoentes limpos, a superação da violência múltipla, dessa verdadeira calamidade pública, que tanto infelicita os países, não encontrará solução no nosso mundo.

Uma educação eficaz certamente seria uma grande força para transformação das bases sujas em expoentes limpos e imaculados; o que resultaria na diminuição da violência. É irrefutável que a prática da educação para a modificação do caráter do cidadão, propicia-lhe insumos para uma vida equilibrada na sociedade.

Uma educação verdadeiramente formativa transforma bases sujas em expoentes limpos. Da mesma maneira que se formam os políticos, se formam os médicos, os dentistas, os engenheiros, etc. Daí, que se os políticos são sujos, estes profissionais também são.

O sistema escolar convencional que ai está é um fracasso total, enquanto agente transformador da massa social; porque este só ousa instruir, adestrar, segundo o modelo econômico vigente, para as coisas materiais, o que é muito pouco no caminho da transformação. Porque é preciso educar os jovens, inculcando-lhes princípios morais e éticos, norteadores de suas vidas; dirigindo-os para o espírito de cooperação mútua, ao invés da competição egocêntrica que lhes é imposta pelo sistema escolar adestrador.

A violência, a indisciplina e a desordem caótica são os frutos da sub educação, da permissividade dos pais, da despersonalização da culpabilidade, etc. Os pais e a escola, ausentes, têm produzido cidadãos delinqüentes; uma legião de seres desajustados, esquizofrênicos, irresponsáveis, etc. É preciso que os governos e a sociedade em geral acreditem no que Pitágoras disse há cerca de 2.000 anos a respeito da educação: "Educar as crianças de hoje, para não ser preciso castigar os homens de amanhã". Por que os jovens não nascem delinqüentes. Os germes da delinqüência, que residem em sua psique, ao invés de serem germinados por falta de educação, como geralmente ocorre, podem ser transformados pelo filtro da mesma. Porque todos são educáveis, sem distinção de raça, sexo, cor, classe social e de faixa etária. Basta, para que isso ocorra, que haja priorização da educação, como meio de elevação dos parâmetros éticos do ente social. Tratem-se de fazer a educação na escola, nos meios de comunicação, nos sindicatos, na família, etc., que os resultados serão altamente positivos. Todos poderão ver isto ocorrer! Podes crer!

Nunca se viu tanta violência ecológica, urbana, no campo, na escola, no futebol, no Brasil, em outros países, etc., o que se tem constituído em verdadeiras guerras civis disfarçadas. Isto é o resultado da ausência de educação para formação moral, espiritual e ética do ente humano. Desta maneira esta sociedade não logrou avançar na escala de valores da seidade interna; o que se agravou com a falta da noção de cidadania ecológica, espelhada na repetência e na evasão escolar, no fracasso escolar, no desemprego maciço, nos salários irrisórios, etc., frutos da injustiça social, propiciada pelo monstro do capitalismo.

Para dar fim a este estado de coisas, é preciso investimento no social, na criança, no homem, etc., educando-os, formando-os com valores morais, espirituais e éticos. A experiência demonstra que investir no cidadão e na criança é o melhor caminho para se controlar a violência. Então, é preciso que a sociedade comunitária e o governo, como um todo, trabalhem conjuntamente, para combater as drogas, vetor da violência, para reduzir a miséria, para retirar os sem nada da rua, dá-los abrigo e assistência condizentes com a dignidade do ente humano.

É necessário montar um sistema embasado nos valores educacionais, onde o aluno deve ser levado a conhecer a verdade acerca de todas as coisas e de si mesmo. Então, a escola deve informar ao aluno que a violência tem origem no ego e que este foi quem engendrou o modelo econômico que ai está, para propiciar uma distribuição injusta de renda. Ego, que por sua vez, dá origem à miséria, ao desemprego, à favela dos sem nada e à violência em geral. Também deve ser ensinado que, por outro lado, o modelo econômico vigente, na forma de neocapitalismo voraz, na sua etapa apocalíptica, e que é o grande responsável pelo desequilíbrio social, tem sua origem na hipertrofiação do ego.

Portanto, se desintegrarmos este ente gerador de defeitos, por meio de uma didática concreta, que nos ensine o caminho da revolução da consciência, a transformação do homem será um evento certo; o que por sua vez demandará a transformação da sociedade e do modelo econômico desumano que ai está, etc.

Então, a miséria, a injustiça social, a violência, etc., serão erradicadas, como conseqüência direta da transformação da humanidade. Desta forma estaremos combatendo estes males, vetores da violência generalizada, onde eles nascem, nas causas, ao erradicar do interior de cada estudante os eus da ambição descomedida.

Esta mudança é radical e representa a última esperança para o homem telúrico. Por este motivo, a educação genuína do ente humano não poderá estar atrelada ao modelo econômico. Não se pode fazer um projeto de educação do ente humano, atrelado ao modelo, como se fez até hoje. Temos que conectar a educação do homem a valores virtuosos da essência: éticos, espirituais, morais, etc. Porque se o educando permear-se destes valores, a transformação da sociedade estará garantida; pois que este é o meio mais eficaz de se combater a violência generalizada, na causa. Mas, do combate da violência no efeito, sem a transformação da sociedade pelo filtro escolar que transforme defeitos em virtudes, nada resultará.

Porém, se o ente humano for transformado pelo filtro da educação, dialeticamente à luz da ética, se tornará em uma poderosa força motriz, agente de todas as outras transformações que virão em decorrência. Considera-se como educação para erradicação da violência, aquela que se veicula ao estudante para o alongamento de sua inteligência, para ampliar a sua compreensão e revolucionar a sua consciência, levando-o a conhecer-se a si mesmo, por intermédio de técnica da auto-observação, prática que permite ao estudante visualizar os elementos psicológicos atuando na construção dos defeitos e da violência generalizada, o que tanto infelicita os povos da nossa sociedade.

Os sistemas de ensino, ao elaborarem os seus projeto educacionais, devem ter como objetivo o sucesso do homem, da escola e da sociedade. E, nenhum sucesso econômico, tecnológico, material, etc., compensa o fracasso da massa social, aqui no planeta Terra. E, todos nós sabemos que este fracasso vem na forma de globalização econômica, neoliberalismo econômico, destruição familiar, desemprego, trabalho infantil, fome, injusta distribuição de renda, ausência de política concreta de reforma agrária, imoralidade generalizada, perdas de parâmetros éticos da sociedade, mortalidade infantil, epidemias, discriminação social e racial, torturas, guerras entre os povos, agressividade, drogas nas escolas, pichação, depredação escolar, criminalidade exacerbada e violência geral, coisas que exterminam a raça humana e põe um fim à espécie Homo sapiens no Planeta Terra.

É preciso levar em conta ao planejar o ensino, a perda de parâmetros éticos do ente social, em quase todos os setores da vida. Nossa sociedade evolucionou tecnologicamente, sem que houvesse expansão da sua consciência. Daí perdeu-se os referenciais éticos na família, nos aglomerados sociais, na política, na televisão, no rádio, na dança, na música, na Internet, nos esportes, nas escolas, no comércio, nos serviços públicos, etc. Devido ao hipertrofiamento do ego, levar vantagem em tudo é a lei do homemóide atual, torpe, antiecológico e egoísta em sua totalidade.

A EDUCAÇÃO REVOLUCIONÁRIA

Ao falarmos em educação centrípeta, educação genuína, educação verdadeira, etc., ao longo deste livro, referíamos à Educação Revolucionária. Educação Revolucionária é emanante da Pedagogia da Antiviolência, que promove a revolução da nossa consciência. E a verdadeira revolução é aquela que nos leva a romper definitivamente com o passado e conectar ao futuro através do presente.

Então, para a Educação Revolucionária, o importante é a vida do estudantado no presente. Enquanto que a Escola Convencional tem preparado o alunado para um futuro tão distante, que chega ser irreal, ilusório, fantasioso. Pois a vida moderna, num mundo globalizado, é tão dinâmica, as coisas mudam tão rapidamente, que se torna quase impossível prever o futuro. Quando o futuro real chega, quase toda preparação, que o aluno recebera no passado, já se encontra desatualizada, desfigurada, descontextualizada, etc. O importante é fixar-se firmemente ao estreito presente, que é a síntese entre o passado antitético e ates do futuro emanante.

A Educação Revolucionária é aquela que se sustenta firmemente sobre o alicerce sólido da Psicologia Revolucionária do Dr. Samael; e esta psicologia deve ser estudada profundamente e vivenciada por todos os dirigentes de ensino, por professores, estudantes e comunidade escolar em geral. A Psicologia Revolucionaria sempre esteve presente entre os seres humanos, desde o princípio dos tempos. Portanto, ela não é uma ciência contemporânea como se supõem; pois é uma ciência antiqüíssima que remonta às velhas escolas dos mistérios arcaicos.

O Dr. Samael disse que: "é impossível definir isso que se conhece como psicologia porque, exceto nesta época contemporânea, ela já mais existiu sob seu próprio nome, devido a que por tais e quais motivos, sempre foi suspeita de tendências subversivas de caráter político ou religioso. Por isso, viu-se na necessidade de se disfarçar com múltiplas roupagens”.

O Dr. Samael também nos ensina que desde a antiguidade, nos mais diferentes lugares do mundo, a psicologia experimental, que se apresentava sob o nome Philokalia, sempre representou inteligentemente o seu papel, disfarçada com as vestimentas da filosofia. A Philokalia dos antigos tempos, que sempre esteve ligada à arte, à ciência, à religião e a filosofia, que hora se apresentava, hora se ocultava da massa social, foi restaurada na sua plenitude, em 1950, pelo Dr. Samael, com a denominação de Psicologia Revolucionária. Esta psicologia experimental é uma Psicologia Revolucionária, que estuda o homem com profundidade do ponto de vista da revolução da consciência.

A Psicologia Revolucionária do Dr. Samael, que dá base ao nosso presente tratado de Educação Revolucionária, espalhou-se pelo mundo todo através das muitas obras que ele escreveu, aproximadamente cem, entre estas temos por exemplos: Educação Fundamental; “Tempo, Espaço e Consciência”; Antropologia Gnóstica; Dialética da Razão Objetiva; De Lábios a Ouvidos; Conferências Extraordinárias; A grande Rebelião, Transformação Social da Humanidade; Revolução da Dialética; o Tratado de Psicologia Revolucionária e muitos outros.

A educação escolar da forma como está aí, embasada na psicologia do ego, não serve para tirar o estudantado e a humanidade do mar de violência, do caos que estamos submetidos. Porque esta psicologia convencional se degenerou ao longo dos tempos. Esta psicologia degenerada, da escola convencional, conseguiu o seu objetivo: de manter a ignorância, a violência e o caos entre a massa humana.

A psicologia da escola convencional, além de ser retrógrada e reacionária, perdeu o seu sentido de ser, e todo contato com a Philokalia, com a verdadeira Psicologia de Revolução da Consciência. Uma verdadeira Educação Revolucionária leva-nos a compreender a importância da formação do homem ético, destituído de qualquer resido da violência, habilitado a promover a paz.

A Educação Radical forma o estudantado com base na revolução de sua consciência. Para tal está embasada na Psicologia Revolucionária, que ensina ao estudantado os princípios, leis e fatos intimamente relacionados com a transformação definitiva e radical deste. É preciso que os agentes do ensino, professores, dirigentes, estudantes e comunidade escolar, dêem conta do momento crítico que estamos vivendo, em meio à pichação, à depredação às drogas e à violência generalizada e proporcionem uma nova maneira de formar o alunado, baseada na Educação Revolucionária, que possui a capacidade de erradicar tais males das gerações do futuro.

É preciso que a escola aprenda a conduzir a nova geração através da Educação Revolucionária, para erradicar de dentro de estudante a semente do individualismo, que foi plantada pela sociedade ancestral: a semente do egoísmo, das agressões acirradas, da violência generalizada, etc; atacando estes males na causa e promovendo o espírito de coletivismo, a paz, a cidadania e a solidariedade.

A escola do Terceiro Milênio poderá direcionar a instrução que dá ao ente humano atrelada à economia, com base na competição egóica, para uma educação holística, para uma formação centrípeta, sustentada na Psicologia Revolucionária. Então, esta escola possuirá um Ensino Revolucionário, totalmente objetivo, prático e real. Daí, o estudantado aprenderá a aprender a ler o mundo, tendo a vida como centro. Aí, a Pedagogia Revolucionária transmitirá ao alunado, métodos para despertar as suas potencialidades internas e, através da leitura da vida e do mundo, conquistar seu próprio conhecimento, adquirir sabedoria e expandir a consciência.

17. A EDUCAÇÃO PARA CIDADANIA ECOLÓGICA

Os homemóides são responsáveis pelo caos na ecologia do planeta, ao colocar a Terra em agonia, por meio da violência generalizada. Os seres humanos distinguem dos outros seres vivos, pela capacidade de agirem sobre a natureza com um nicho ecológico diferente de todas as outras formas de vida, para construírem sua próprias formas de existências. Eles são capazes de agirem sobre o meio natural para criarem o seu próprio meio. Assim, além de adaptar-se ao meio natural, o ser humano adapta o meio natural às suas necessidades.

A ação de transformar o planeta está diretamente relacionada com o desenvolvimento das funções e habilidades que caracterizam a condição humana. Daí, conclui-se que o ser humano é responsável pelo impacto que causou à natureza e pelas conseqüências disto para a sociedade humana.

O ente humano atual, segundo a Psicologia Revolucionária do Mestre Samael Aun Weor, possui apenas 3% de consciência, o que é muito pouco para efeito de construção da paz e para sua própria preservação aqui no planeta. Pó isso é preciso educar o ente humano para expandir seu coeficiente de consciência além dos 3%, elevando conseqüentemente seu grau de consciência ecológica, sua compreensão ambiental, sua ética social, etc. Devemos conscientizar o estudantado de que a luta pela proteção à natureza se associa à luta pela realização da condição humana.

As escolas devem colocar para os estudantes uma educação revolucionária, induzindo-lhes ações concretas, que possibilitem ao estudantado a aquisição de conhecimentos e valores éticos e de atitudes que sustentem o exercício da cidadania solidária.

Este livro constitui-se num pequeno tratado das causas da violência generalizada do homem sobre a natureza. Ele denuncia contundentemente as agressões criminosas e o consumismo descomedido do homemóide sobre o planeta, chamando a humanidade à reflexão, com uma mensagem dirigida ao despertar da consciência, para ampliação da compreensão das questões ecológicas, por meio dos fatores de revolução da consciência da Psicologia Revolucionária.

Entretanto, o grande objetivo deste trabalho é mostrar que no cosmos tudo é dinâmico, nada é estático, tudo se movimenta dinâmica e holisticamente, como podemos ver no caso da água que cai da chuva, uma parte vai formar rios, lagos e logo após, está no mar, nos no interior dos seres vivos, no ar, no solo, etc; e nada impede que vote ao mar novamente, num eterno ciclo. O mesmo ocorre com o oxigênio, com o hidrogênio, com o carbono, etc, que num dia estão no ar, noutro dia fazem parte de uma planta ou de um animal; contudo, acabam, certamente, voltando ao meio ambiente, meio ambiente, recomeçando o ciclo infinito.

O ser humano precisa desenvolver a sua consciência, para não interferir negativamente nos ciclos naturais, porque a natureza aproveita tudo, não desperdiça nada! Nos ciclos que não acabam nunca, tudo é reaproveitado e formam um conjunto de partes isoladas, nos ciclos intermináveis, que se integram num equilíbrio delicado, cósmico, holístico, maravilhoso, que precisa ser compreendido e respeitado, para existir sempre.

Amigo estudante leia, estude e pratique o conteúdo deste livro, para desenvolver uma compreensão do holismo do planeta, expandir nossa consciência ecológica e participarmos da preservação dos ciclos da natureza e contribuir para preservar o equilíbrio em nosso planeta. Vamos todos nós, trabalharmos para salvação de nossa casa, que ela é linda; a Terra é viva! Viva vida na Terra!

Precisamos conhecer e vivenciar os diversos ambientes do nosso planeta, seus constituintes e seus habitantes, para compreendermos que o segredo da natureza está no equilíbrio das relações entre os seres vivos e o meio ambiente. Este equilíbrio depende da reciclagem dos materiais e do reaproveitamento de todos os restos orgânicos. O que está em defunção, que é resto para uns, está como matéria prima para as funções de outros. Tudo se aproveita em infindáveis ciclos; a natureza não desperdiça nada. Nela, "nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.

Ao desenvolvermos nossa consciência ecológica, compreenderemos a formação da Terra com diversos ambientes e sua incrível biodiversidade. Teremos condições de raciocinar acerca do surgimento desta, juntamente com outras partes do cosmos. A Terra foi se transformando com o passar dos tempos, e dai surgiram os seres vivos, porque este é um planeta vivo e a sua biodiversidade é a sua maior ferramenta de manutenção do seu equilíbrio holístico.

Nos ecossistemas do planeta a matéria circula e energia flui constantemente. A cadeia alimentar é uma estratégia importante, usada pela natureza para passar a matéria e a energia de um ser vivo para o outro. Toda cadeia alimentar se constitui sempre em um importante ciclo de reciclagem da matéria.

A energia adentra no planeta na forma de luz e boa parte desta sai sob a forma de calor; portanto, se perde pela entropia, não é reciclável. Então a energia flui e a matéria circula holisticamente na natureza. É importante conhecermos a movimentação da energia e da matéria na natureza.

É importante a compreensão de que todos os seres vivos são formados pelos mesmos materiais: glicídios, protídeos, lipídios, ácidos nucléicos, etc. Desta forma, um ser vivo pode servir de alimento para outro, numa estratégia importante de reciclagem de materiais. Devemos saber que toda cadeia alimentar consta sempre de três elos importantes: produtores, consumidores e decompositores. Também é importante saber que a energia entra na vida sob a forma de luz, por meio dos seres clorofilados e sai sob a forma de calor, enquanto outra parte se transforma em matéria orgânica. Como os seres vivos não possuem a capacidade de transformar calor em energia, nossa vida na Terra fica na dependência do Sol.

É importante observarmos e comprovarmos que tudo que nós e os seres vivos retiram do meio ambiente é devolvido a ele, mais cedo ou mais tarde. Como diz a Bíblia: "Do pó viemos ao pó retornaremos". Essa é a estratégia dos ciclos da natureza. Nesta estratégia para existência de vida no nosso sistema solar de ORS, o Sol gera e fornece energia para Terra, para que haja os seres vivos, os materiais, etc.

As plantas absorvem o gás carbônico do ar e do solo, retiram água e sais minerais do solo. Com esses ingredientes, na presença da luz solar, fazem fotossíntese, para produzirem o seu próprio alimento, aumentarem seu corpo, crescer e executar as suas funções vitais; por isso os seres autótrofos, que ocupam o primeiro elo da cadeia ecológica, são chamados de produtores. Os animais não fazem fotossíntese, são consumidores chamados heterótrofos; eles são o segundo elo da cadeia ecológica. Os micróbios são decompositores, terceiro elo da cadeia ecológica.

Todo ser vivo precisa de materiais para promover o crescimento do seu corpo e renovar as partes desgastadas. Por meio da fotossíntese os vegetais transformam substâncias minerais simples, encontradas no ambiente em substâncias orgânicas mais complexas. Se não houvesse os seres vivos não haveria renovação dos materiais, reciclagem das substâncias em nosso planeta, como disse o sábio francês Lavoisier (1743 a 1794): "Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. No nosso planeta tudo circula, tudo se movimenta constantemente. As inter-relações dos diversos ambientes se dão graças a esta dinâmica. A Terra é um organismo vivo, possui uma parte vital, que permite a existência dos seres vivos sobre si mesma, devido ao intercâmbio de energia que há, entre eles e à sua constante movimentação.

18. MENSAGEM DE AMOR À MÃE NATUREZA

Deixo minha homenagem para esta mãe doce e bondosa, que foi bem lembrada com a maior mensagem de amor já deixada para ela. Esta mensagem foi composta com cada ato, cada olhar e cada sentimento de um homem, que soube ver na criação o reflexo do seu Criador. Para este homem tudo, que compõe a natureza, era importante, desde o mais diminuto até o maior ser, fosse animado ou inanimado; e também os quatro elementos eram importantes: terra, água, ar e fogo. Pois seus olhos cintilavam, com uma beleza da alvorada e em suas veias corriam as águas limpas dos rios. Assim como seus ouvidos entendiam a linguagem dos pássaros, sua alma se exultava com cada crepúsculo. De modos, que possam os ventos levar a ti nossa gratidão, irmão Francisco; que fora de Assis. E que toda a humanidade apreenda com o teu exemplo: respeitar e amar verdadeiramente a mãe natureza. Que aprendamos a inspirarmos, cada manhã, quando os dedos mornos da aurora tocarem a nossa face e exclamarem: Oh, irmão Sol Não dito isto por sentimentalismo, mas, por conscientização de que precisamos da mãe natureza; porque somos parte dela e, mais ainda, que a natureza e nós somos uma só coisa!(Simone Silva Santos, minha esposa).

19. CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA ECOLÓGICA

Culturalmente o homem altera o seu modo de vida por intermédio de sua inteligência criativa, que constrói capacidades de buscar soluções para seus problemas. Então ele busca maneiras de sobreviver aqui no planeta, se agrupando sempre, por tratar-se de um animal social. Entretanto, o mal em tudo isto foi que o homem não aprendeu a desenvolver a sua consciência paralelamente ao uso das ciências. E inteligência utilizada sem consciência, quase sempre se dirige para o mal, é empregada para destruir o planeta, a serviço da morte.

Temos que preparar uma sociedade ecológica de cidadãos holísticos, que possua consciência ecológica desenvolvida e a utilize na tecnologia do bem, para adaptar o ambiente as suas necessidades, sem degradação deste, usando para isto a sua inteligência criativa, para se apossar da cultura acumulada ao longo dos milhares de anos.

O homem holístico respeita e preserva as culturas de todos os povos, porque sabe que com isto está respeitando e preservando a própria natureza. Nossa vida em grupo requer cooperação, solidariedade e compreensão. Porém, devido ao capitalismo nossa sociedade se pauta pela competição, gerando antagonismo, individualismo e competição.

Precisamos preparar o homem do futuro, revesti-lo de cidadania ecológica, para que possa zelar pelo seu destino e da sua grande causa que é o planeta Terra.

Devemos educa-lo com base nos fatores de revolução da consciência holística da Psicologia Revolucionária, para que venha ter uma ética de valores elevados, de respeito aos seres vivos, à natureza, ao seu semelhante e a si mesmo.

O homemóide do antropocentrismo destruiu muitas culturas, violentou muita gente, ao modificar seus hábitos, descaracterizando e exterminando muitos grupos humanos, com ajuda dos aparelhos ideológicos de estados, religiões, escolarizações, etc. Não bastasse isto, o homemóide destruiu a sua própria morada. Agora, o futuro da humanidade está nas mãos do homem holístico e não do homemóide antropocêntrico.

Certamente, por tudo isto, o homemóide continuará pertencendo ao gênero homo, à família dos hominídeos, à ordem dos primatas, à classe dos mamíferos, ao reino animal, como antes fora. Entretanto, este mamífero intelectual não pode mais ser classificado como espécie Homo sapiens, porque sapiens denota sabedoria, conhecimento, compreensão, etc; e como pode ser sábio, um ente antiecológico que destrói os seres vivos, a sua própria morada e a si mesmo? A maioria absoluta de seres humanos já não faz jus ao qualificativo de Humano, e sim, desumano, pois são violentos, fazem guerras, provocam a miséria, a fome, a desordem, a violência generalizada, etc.

Os componentes físicos, químicos e biológicos do planeta são gerados, interagem e transformam-se coordenados pelos princípios inteligentes da natureza, por intermédio da mecânica holística. Os princípios inteligentes da natureza utilizam-se de fatores determinantes das transformações da hidrosfera, da atmosfera e da litosfera para da origem à vida existencial e posteriormente distribuí-la na natureza, para composição dos ecossistemas, adotando para isto mecanismos de adaptação, evoluções e modificações ao longo dos tempos.

A inteligência organizativa da natureza construiu condições físicas, químicas, climáticas e nutricionais, através da mecânica holística, para geração, desenvolvimento, manutenção e perpetuação da vida existencial.

A humanidade retira da natureza os recursos que necessita para a sua existência. Só, que na atualidade, vem retirando muito, e repondo pouco ou quase nada, daquilo que sem dúvida desequilibra a natureza, empobrece-na gradativamente, agonizando-a até à morte.

Devemos formar uma sociedade holística que retire do solo somente aquilo que necessita, fazendo a as devidas reposições na mesma proporção da retirada, para que haja um desenvolvimento auto-sustentado, ao bem de todos nós e das gerações futuras.

A humanidade atual chegou ao ano 2000 com uma crise existencial total, trazendo em seu bojo a miséria, a desordem, a violência e o caos. A crise que vivenciamos, oriunda das ações centrífugas do homemóide antropocêntrico antiecológico, mostra-nos que há erros profundos no paradigma antropocêntrico, que separou o homem da sua mãe natureza, tornando-o órfão e imbecil.

Por outro lado, falando em construtivismo de Piaget, à luz da mecânica pendular, a crise de valores morais e espirituais que a humanidade atravessa, representa uma oportunidade para reconhecermos nossos erros e emendarmos deles, corrigirmos o desequilíbrio ecológico, construirmos um novo modelo de organização social, criando uma sociedade ecologicamente ambientalista, que avance em direção à humanização holística, sob os signos de um paradigma psicognóstico.

20. TEIA DA VIDA NA TERRA VIVA

A Ecologia Holística nos coloca uma nova forma de compreender o mundo, como sendo uma extensão de nós mesmos. Ela possui uma visão sistêmica, que concebe o mundo como um todo, formado por partes interdependentes. É uma concepção que transcende a antiquada visão da ecologia convencional, que concebe o mundo como sendo um sistema mecânico, casual, automático, morto, aleatório e determinista.

A deusa grega Gaia, que simbolizava a Terra viva, emprestou seu nome à moderna Teoria de Gaia, que considera nosso planeta Terra como uma totalidade integrada, um organismo vivo, que gera e desenvolve a vida e processa matéria e energia para todos os seres vivos.

A Teoria de Gaia, que concebe nosso planeta como um verdadeiro sistema vivo resultante do acoplamento perfeito do meio ambiente com os seres vivos, formando uma unidade auto-reguladora; ela revoluciona o saber convencional que concebe a Terra como um planeta morto, constituído de seres brutos inanimados: solo, rochas, oceanos e atmosferas, automático e casualmente habitado pela vida.

A Ecologia Profunda tem por objetivo integrar homem e natureza; eles foram separados pelo centrifuguismo antropocêntrico. Ao entrarmos em contato com a natureza cósmica, constatamos que de seus locais virginais, emanam energias que mobilizam internamente as nossas capacidades de percepção, permitindo-nos um modo mais profundo de sentir, pensar e agir; estados internos mais profundos que nos permitem perceber o holismo e restabelecer o elo de ligação com a teia da vida do sistema Gaia.

Precisamos educar nossas crianças dentro dos princípios holísticos, para perceberem melhor a si mesmas e a perfeita conexão que há entre suas próprias vidas, os seres vivos microcósmicos e o mesocosmo telúrico.

A natureza viva organizou os organismos dos seres vivos e deu-lhes uma forma holística, de tal forma que os materiais ingeridos por eles sofrem transformações, para que haja um funcionamento harmonioso das células que formam os órgãos e sistemas, para tornar realidade à geração e desenvolvimento da vida existencial.

O princípio organizativo da natureza dotou os organismos dos seres vivos de receptores, para captação de estímulos externos, para percepção dos estímulos externos, dos fenômenos naturais e da própria existência. Os sentidos internos, dotados de receptores externos, se constituem num importante departamento de espionagem e vigilância para os seres vivos, destinados a mantê-los informados acerca das condições ambientais, situações de perigo, etc. Eles matem estes seres vivos informados acerca de tudo aquilo que está ao seu redor, prevenindo-os, inclusive, de certas substâncias nocivas e coisas venenosas. Os sentidos coordenados pela consciência informam aos animais e ao homem sobre tudo, preventivamente, a fim de que possam se ajustar às novas circunstâncias ambientais e interagir holisticamente com elas.

O homemóide antropocêntrico afastou-se muito de si mesmo ao desenvolver um progresso tecnológico destituído do desenvolvimento da consciência; gerou situações degradantes: agressões, degeneração moral, violência ambiental, explosão populacional desarticulada de métodos científicos de controle de concepção, sem planejamento adequado. Assim, a sociedade demanda uma grande quantidade de alimentos, vestimentas, remédios, energia, transportes, moradias, etc; coisas que exigem um alto consumo de matéria prima para manutenção das necessidades humanas, trazendo a devastação ambiental, que deixou a Terra desarrumada, doente, a caminho da morte.

Por isso devemos lutar incessantemente para construirmos uma sociedade de cidadania ecológica, para formação de uma sociedade holística formada de homens que tenham uma ética ambiental, cultural e social, como condição básica para se evitar morte definitiva do nosso Planeta Azul e, com ele, os seres vivos e nós também!

As ciências holísticas estão lutando para reintegrar o homem ao planeta, por intermédio de uma filosofia centrípeta e de uma psicologia revolucionária.

Cada ser vivo, esteja onde estiver no cosmos, se constitui numa pérola engastada no grande colar da Teia da Vida. Devemos ensinar aos nossos alunos fundamentarem suas opiniões acerca das questões relacionadas a desequilíbrio ambiental e suas conseqüências para dinâmica ambiental e para saúde pessoal, que está intimamente relacionada à saúde ambiental.

Nossas crianças precisam aprender que o meio ambiente se constitui em algo resultante da interatividade entre seus elementos constituintes. Esta interação holística se dá através dos ciclos da matéria e do trânsito da energia. O equilíbrio dinâmico do ambiente é devido à existência dos ciclos da matéria e do fluxo da energia, coisa que o homemóide não compreende e destrói a manutenção deste equilíbrio dinâmico da natureza, porque não entende que este equilíbrio holístico do ambiente significa saúde ambiental, que é base da saúde social.

O homemóide antiecológico não compreende que ruptura a qualquer ciclo da natureza resulta em desequilíbrio ambiental, comprometendo todas as espécies que vivem ali e conseqüentemente a saúde social que é o expoente da saúde ambiental.

Cada ser vivo, inclusive o ser humano, é um elemento importante para manutenção do equilíbrio ambiental da natureza. Cada ser vivo se constitui num elemento que capta, transforma e transmite energias cósmicas para geração e desenvolvimento da vida existencial na Terra.

Cada ser vivo capta, conforme nos ensina o Dr. Samael através de suas obras holísticas, energia do cosmos em determinadas freqüências, transforma-na integralmente e transmite-na à cápsula terrestre numa freqüência adequada à manutenção da vida da Terra Viva.

Então, cada ser vivo constitui-se num componente muito especial da Teia da Vida, por ser um fio de captação, transformação e transmissão de raios de energias cósmicas à cápsula terrestre.

Todo ser vivo, ao mesmo tempo, que vai transmitindo as energias recicladas a terra, vai absorvendo as energias degradadas e retransmitindo-as ao espaço cósmico, para reciclagem e posterior reintrodução ao solo, num eterno ciclo das radiações univérsicas, para geração, manutenção e desenvolvimento da vida existencial na Terra. O homemóide antropocêntrico degrada tudo isto ao destruir os fios da teia da vida, violentando a natureza, por não compreender que cada ser vivo, seja ele de que espécie for, inclusive o homem, é um precioso elemento de constituição da vida de Gaia.

O homemóide antiecológico não consegue compreender que cada ser vivo guarda estreitas relações de dependência com os demais seres vivos e com o meio ambiente em geral, de modo holístico, isto é, as relações ocorrem de maneira simultânea e interdependente. Assim, devemos engendrar esforços para formação de uma sociedade de cidadãos holísticos, que percebam a fragilidade da teia da vida e que a menor interferência nesta provoca ruptura no equilíbrio ambiental e compromete seriamente a vida de cada ser vivo, inclusive a do ser humano.

Em decorrência da hipertrofiação dos defeitos dos eus componentes do ego homemoidal, o homemóide já destruiu uma enorme quantidade de espécies de seres vivos, trazendo prejuízo a energização do planeta, à saúde humana, ao equilíbrio ambiental, agonizando a Terra, com sérias ameaças à continuidade da vida existencial.

21. SHOW HOLÍSTICO DA BIODIVERSIDADE

Todos os dias há o silenciar das manhãs e também dos entardeceres, onde os ecossistemas revelam a sua harmonia holística e a sua biodiversidade, traduzidos pelos fenômenos simultâneos e interdependentes. A floresta exibe suas árvores, seus arbustos e herbáceas, que cintilam e bailam ao ressoar o vento, à luz do Sol brilhante, revelando um maravilhoso universo holístico de extraordinária variedade de seres vivos que compõem a unidade da vida. Aí os passarinhos cantam, voam e pulam nos ramos e nos galhos; há também os insetos que navegam pelo oceano das belas flores e os répteis que rastejam e toma sol sobre as pedras.

Enquanto isto, lá pra aqueles cafundós piam o nambu chitão e o chororó, canta o sabiá nos galhos do jequitibá, as joaninhas coloridas que se movem através das folhas, o pica-pau vai cortando madeira, enquanto o João-de-barro constrói sua casa e o bem-te-vi diz estar vendo tudo, num grande show da biodiversidade!

22. HOLÍSTICA UNIVÉRSICA DA NATUREZA

Holisticamente há uma perfeita interconexão entre os fenômenos ecobiopsicológicos do microcosmo hominal, o que se passa no interior do nosso organismo microcósmico e o que se passa no mesocosmo terreal. Os fenômenos micro e mesocósmico vão se processando simultaneamente e de modo interdependente através da mecânica holística. Dentro de cada um de nós há 12 as faculdades para percepção do universo holístico. Destas algumas estão totalmente atrofiadas no homemóide antropocêntrico, que chega a possuir, no máximo cinco, mesmo assim, em estado deplorável, enquanto que o ente hominal holístico percebe além dos cinco sentidos. O registro desta percepção é efetuado pela consciência, proporcionalmente ao grau que cada um possui, que no agente homemoidal fica aquém dos 3%. Portanto, a compreensão do holismo cósmico está diretamente associada ao percentual de consciência ecológica desperta de cada indivíduo.

Para cada indivíduo em particular, o mundo univérsico vai só até onde sua consciência permite registrar. O universo conhecido por cada indivíduo homemoidal é infinitamente diminuto, do tamanho de sua consciência ecológica desperta, enquanto o que o seu mundo desconhecido é imensamente grande, do tamanho de sua ignorância.

Independentemente do registro ou não que a consciência de cada indivíduo possa efetuar das profundidades ecológicas, da amplidão cósmica dos fenômenos holísticos e da vastidão do universo, eles existem e acontecem simultânea e interdependentemente, coordenados pelos princípios inteligentes de Deus que é a vida.

Deus é a vida essencial que habita, palpita, anima e sustenta a existência de cada elemento dos cinco reinos de seres vivos (animal, vegetal, protista, monera e fungos) pertencentes ao conjunto de mundos microcósmicos. Deus está manifesto no holismo quântico do interior atômico, coordenando as partículas subatômicas que se movimentam eternamente de modo contínuo, simultâneo e interdependentemente. Por isso os religiosos dizem, com muita sabedoria, que Deus é unipotente, uniciente e uniconsciente. E cada um de nós vê tudo isto se manifestando, de acordo com a capacidade particular de cada um de registro de tais fenômenos, por intermédio do nosso quantum de consciência, que para o homemóide antiecológico é muito milimetricamente reduzido e opacidado.

Quando olhamos o ambiente ao nosso redor, podemos sentir ou ver através da luz que impressiona e sensibiliza a retina dos nossos olhos na formação de imagens, na proporção de nossa consciência ecológica desperta, com simultaneidade e interdependência: a ordem e a beleza da água que bebemos, correndo pelas cachoeiras, rios, lagos, mares e oceanos; o ar que respiramos se movimentando na forma de vento; a transferência de calor através do tato; os relâmpagos riscando os céus; os arco-íres abraçando os rios; o Sol iluminado o horizonte; a Lua prateada, as estrelas cintilantes, etc. Tudo isto nos permite dizer que a natureza é holística, é muito bela! E é coordenada pela inteligência cosmocrática a favor da geração e manutenção da vida! Pois aí, ao sabor da mecânica holística, os seres vivos, os seres brutos, os fenômenos naturais e os ciclos da natureza interativamente ocorrem ao mesmo tempo, perfeitamente interconectados ao todo univérsico. Onde a unicidade cósmica se fragmenta na diversidade univérsica, para se integrar à unidade absoluta, como se pode observar experimentalmente através da decomposição da luz num prisma, com convergência para o disco de Newton, que as recompõe, formando novamente luz branca, a unidade.

Na mecânica holística do universo tudo é dinâmico, tudo se movimenta incessantemente, nada está parado. A água que está circulando hoje na forma líquida nos córregos, nos rios, nos mares e nos oceanos, poderá amanhã, subir à atmosfera e lá circular na forma de vapor, cair na forma de chuva, dar uma parada sob forma sólida, derreter-se sob a ação do fogo solar e voltar a circular novamente como líquido, reiniciando mais um dos infinitos ciclos hidrológicos.

Devemos formar homens holísticos, que compreendam a holística cósmica e atuem no sentido de preservar os ciclos naturais, como condição básica para garantir o equilíbrio do nosso planeta. Os sistemas holísticos da natureza trabalham incessantemente a favor da teia da vida e para nutri-la condignamente não desperdiça nada, reutiliza tudo, por intermédio da estratégia dos ciclos naturais. Aí, a teia da vida formada na biomassa pela interatividade entre os ecossistemas e os seres vivos, que trocam matéria e energia incessantemente. Daí, ela integra aos ciclos da natureza, para formar um conjunto de partes, que não se isolam; mas que sim, se integram num equilíbrio cósmico maravilhoso, ao mesmo tempo muito delicado, que se denomina equilíbrio ecológico, para se constituir no instrumento da vitalidade do micro e do mesocosmo. Por isto podemos gritar veementemente aos quatro cantos do mundo: Nossa Terra é viva! Viva a vida da do nosso planeta holístico!

23. VIDA HOLÍSTICA DA TERRA!

É fundamental conscientizarmos acerca da importância de se adquirir informações sobre a holística dos componentes do ambiente, saber das suas funções e das necessidades da Terra para manutenção da vida existencial. Água, ar, o solo, os sistemas, as propriedades da matéria, os fenômenos luminosos, o calor, as descargas elétricas, a gravidade, a massa, a energia e as leis mesocósmicas se constituem em importantes elementos da mecânica holística; responsáveis pelo holismo determinante da vida existencial.

A água é um componente dinâmico da mecânica holística da natureza; ela possui um dinamismo extraordinário no seu ciclo hidrológico. Ora ela se apresenta no estado líquido, outrora como vapor, que às vezes se apresenta como sólido e quando se funde volta a ser volátil, se pondo a circular a partir da forma líquida e depois na forma de vapor, após ser transformada pelo calor do sol. Uma vez estando no ar, se resfria, condensa-se, transforma-se em líquido que atraído pela gravidade, cai sob a forma de chuva. Nesta movimentação a água se distribui por todo o planeta, que por sua vez vai permitir a existência da vida em diversos lugares.

Nesta intensa movimentação, a água vai dissolvendo partículas, transformando-as em matérias necessários à vida. A água possui utilidade universal, é usada em quase tudo. Ora ela está no meio ambiente, nos clubes, nas fábricas, nas escolas, nas casas, nos rios, lagos, mares e oceanos e ora está nos seres vivos, nos organismos animais ou vegetais.

Devemos desenvolver a consciência ecológica de preservação ambiental para preservarmos a água. Pois ninguém tem o direito de poluí-la e de torna-la imprestável, porque ninguém sabe construí-la potavelmente.

Na mecânica holística da natureza, o solo é o substrato para os seres vivos, por se constituir num sistema que não se move tanto quanto a água e o ar. O solo dá origem, manutenção e desenvolvimento aos seres vivos e constitui reserva importante de materiais necessários à vida existencial dos seres vivo e para produção de objetos para o ser humano.

O homemóide antropocêntrico vem retirando cada vez mais materiais do solo e do subsolo, sem compreender que muito destes não são renováveis. Dai, precisamos formar o uma geração de homens holísticos, que venha ter zelo e cuidado com a preservação do solo.

Na mecânica holística da natureza, a atmosfera constitui-se numa importante camada de ar que se locomove juntamente com as camadas hidrosfera e litosfera na movimentação da Terra. Ela é um grande reservatório de materiais e exerce a função de filtro solar, comportando-se como um capote natural, que contribui para a vida existencial dos seres vivos e meio para dispersão das sementes e grãos de pólen e vôo dos animais.

O homemóide antropocêntrico piora a qualidade do ar, sem compreender que isto implica na deterioração da qualidade de vida. Assim, devemos formar homens holísticos que compreendam que preservar a qualidade do ar é um dever fundamental.

A espaçonave Terra só importa do exterior cósmico a energia solar; no mais, ela possui de tudo que a natureza holística precisa para gerar e sustentar a vida existencial de todos os seres vivos através da estratégia dos ciclos. Coisa que o homemóide antropocêntrico não compreende. Já o homem holístico, devido à consciência ecológica que possui, compreende a ciclo dos materiais da nossa Terra; o que permite a durabilidade infinita destes através da estratégia de reciclagem de suas substâncias.

Precisamos educar as gerações futuras para viverem em sintonia com holismo cósmico da Terra, pois isto significa verdadeira saúde. Viver em sintonia com a holística do planeta é construir uma vida saudável. E possuir uma vida saudável vai muito além do tradicional estar sem-doenças. Ser saudável é possuir saúde, é estar bem física, mental, socialmente, estar em paz consigo mesmo, com os semelhantes e com a natureza. É estar num estado de plena paz e não violência, com amor e liberdade. Estados da consciência que só se experimenta na ausência de atuação do ego. É quando se atinge um estágio holístico de equilíbrio cósmico e do desabrochar da consciência ecológica, para percepção da dinâmica holística da mecânica cósmica.

A saúde individual ou pública não advém do nada, não é fruto do acaso, mas é resultante do processo de construção contínua, da mobilização articulada em prol da qualidade de vida para todos e da mesma forma que se constrói tudo aquilo que vem existir para o mundo da realidade.

Holisticamente falando, pode-se afirmar que a saúde emerge do equilíbrio interativo entre os organismos micro e macrocósmicos. A liberdade, a saúde, a paz e o amor não combinam com miséria, escravidão, violência e doenças, que estão aí, espalhadas pelos os quatro cantos do mundo. Liberdade, saúde, paz e amor se constituem em estados que emergem da consciência, para nos conduzir à plenitude da holística ecológica; enquanto que a escravidão imposta pelas condições econômicas e sociais injustas, nos trazem miséria, doenças e violência e nos conduz ao caos social, moral e ecológico.

24. A TERRA É VIVA COMO NÓS!

Devemos educar nossas futuras gerações com as ciências holísticas revolucionárias do gnosticismo do Dr. Samael Aun Weor, para que venhamos ter cientistas, políticos e pessoas comuns com cidadania ecológica conquistada, para se colocarem a serviço da construção da tecnologia voltada para teia viva da vida e não para sua morte. Devemos assim, formar cidadãos que construam uma tecnologia que esteja embasada numa ciência revestida de consciência ecológica, a fim de que se faça utilização racional e inteligente das diversas formas de energia em benefício da vida, provendo um progresso com base no desenvolvimento auto-sustentável, que não ameace o futuro da humanidade.

Devido à entropia, com o passar do tempo, o nosso planeta foi enfraquecendo, agravado pela violência generalizada que o homemóide antropocêntrico lhe impôs. De forma que hoje, nosso planeta já não é mais o mesmo de tempos passados.

James Lovelock nos dá ensinamentos maravilhosos a respeito da Terra, colocando-a como um planeta vivo, capaz de se transformar, da mesma forma que qualquer organismo vivo do universo holístico se transforma. Na verdade a Terra é viva porque possui um corpo vital, um organismo de quarta coordenada Einsteiana, de quarta dimensão que se conecta, penetra e compenetra, com as demais dimensões do universo cósmico para gerar e sustentar a vida existencial, coordenada pelo princípio organizativo inteligente da holística do cosmos.

As transformações de nosso planeta mesocósmico são resultantes das interações dos seus componentes holísticos, traduzidos pelos fatores bióticos e abióticos presentes nos diversos ecossistemas do planeta. A organização funcional do nosso organismo microcósmico se assemelha à organização funcional dos demais seres vivos e também do nosso planeta. Todos são constituídos por partes cujo funcionamento harmonioso e integrado se dá, sincronizadamente, de modo simultâneo e interdependentemente. Como exemplo disto, podemos citar o caso do nosso aparelho digestivo que se constitui num conjunto de partes integradas, que funcionam ao mesmo tempo e interdependentemente para processar a digestão.

Os organismos dos seres vivos ao trabalharem na decomposição dos açucares, das gorduras e das proteínas, liberam gás carbônico, produzem ácido úrico e amônia ou uréia, que são substâncias tóxicas que contém nitrogênio em sua composição química.

As substâncias nitrogenadas são transformadas em nitrato e nitritos por intermédio de determinados tipos de bactérias. As plantas utilizam os nitritos e nitratos na produção de proteínas, que se constitui numa transformação fantástica dentro da mecânica holística da natureza, consubstancializada no fenômeno dos ciclos naturais; onde o que é resto para uns seres vivos, se transforma e se constitui em material que é reaproveitado por outros; o que equivale dizer que a natureza é holisticamente cíclica!

Há necessidade de se formar as gerações futuras, calcadas nos fatores de revolução da consciência ecológica, a fim de que se possa criar em cidadania ecológica, uma ética ambiental e uma conduta holística em relação ao meio ambiente, para retirá-lo da rota de destruição total. As futuras gerações merecem respeito e dignidade; toca a todos nós formá-las convenientemente em cidadãos ecológicos e deixar para elas uma Terra equilibrada ecologicamente. Para isso, temos que aprender a usar os recursos naturais com racionalidade e consciência holística, para que ela possa ser usada sempre. Cabe lembrarmos sempre que o planeta gera e sustenta a vida, oferecendo-nos tudo o que precisamos gratuitamente; e nós, em contrapartida, não temos lhe oferecido nada, a não ser devastação, agressão de todo tipo, violência generalizada, etc; temos agido no sentido de levá-la, sem piedade, à morte, por não sermos holísticos e não sabermos ainda construir o progresso sem poluir a natureza.

O princípio inteligente da natureza viva arranjou uma forma de passar matéria e energia de um ser vivo a outro através das teias alimentares pela estratégia da alimentação. Os homemóides do capitalismo comem muito, num claro prenúncio de desequilíbrio do antropocentrismo, por possuírem o ego da gula hipertrofiado em sua psique anormal. Por outro lado, os pobres, vítimas do capitalismo, comem pouco e são violentados pela miséria que lhes é imposta pela injustiça social.

Entretanto, estão doentes tanto os ricos que comem muito, quanto o pobre que comem pouco; porque o equilíbrio, a saúde está no caminho do meio, numa alimentação balanceada.

Quem começa compreender a organização e o funcionamento holístico da Terra viva, já encontrou o seu motivo para construção de uma atitude de respeito a tudo isto e de uma ética ambiental. Isto acontece com o homem holístico, ser que percebe gnosticamente, que está intimamente relacionado com o meio ambiente e com os outros seres vivos deste; e aí, se verifica a holisticidade profunda entre eles, onde todos trocam matéria e energia entre si e com o meio ambiente, num verdadeiro show de interatividade da vida holística, respeitando os princípios da simultaneidade e interdependência. Assim, o homem holístico se sente uno com a natureza, parte dela; diferentemente do homemóide antropocêntrico, que imagina ser um ente separado da natureza, superior a ela e que por isto tenta tirar o maior proveito possível dela, violentando a sua beleza e a harmonia holística que há entre os seus componentes, agredindo-a com violências múltiplas, levando-a a agonia.

Na atualidade, fala-se muito em preservação ambiental. Cresce a preocupação em garantir a continuidade da vida existencial na Terra. Para tanto, há necessidade de criar condições para educar as crianças e jovens com base nos fatores do despertar da consciência ecológica profunda, a fim de criar cidadãos ecológicos, homens holísticos que saberão usar racionalmente o solo; homens que não lançarão restos de industriais na água, no solo e no ar; homens que com certeza não farão crescimento desordenado das cidades, nem desmatamento sem planejamento; homens que farão reflorestamento planejado de áreas devastadas, que criarão condições para tornar melhor a qualidade de vida para todos e não farão como o homemóide que fazem uso irracional do solo, lançam poluente no ar, no solo e na água, promovem crescimento desorganizado das cidades, desmato e violentam a natureza, piorando a qualidade de vida para todos, comprometendo a continuidade da vida existencial no planeta.

Muitas espécies de animais e vegetais só existem ainda por causa da interferência positiva de alguns poucos homens iluminados, defensores da natureza que criarão algumas poucas áreas de preservação como, por exemplos, os parques, hortos e reservas florestais. Entretanto, há homemóides inescrupulosos que invadem estas áreas preservadas, protegidas por legislação, para usurparem dali bens materiais preservados a custo de grande sacrifício.

Precisamos criar cidadãos ecológicos, homens que tenham conduta holística e atitudes favoráveis ao ambiente, para que se evite a sua destruição total, para que possamos deixá-lo holisticamente equilibrado às gerações futuras.

O progresso das ciências, desatrelado da consciência, traz o bem-estar a poucos e sofrimento a muitos; traz conforto para alguns poucos, com melhores condições de saúde, grande quantidade de bens matérias, que dão transportes rápidos, conservantes de alimentos, etc. Entretanto, tudo isto vem acompanhado de poluição da água, degradação do meio ambiente, devastação das matas, etc. Somente o homem holístico pode construir o progresso para todos, sem poluição, sem devastação, sem agressão e sem qualquer tipo de violência ao meio ambiente.

O homemóide antropocêntrico hipertrofiou os agregados psicológicos da ambição e impôs violência à natureza, agredindo a vida, para buscar poderio econômico, político e social. Para tudo isto lançou mão dos conhecimentos científicos, acumulados pela humanidade, para produção de armas e todo tipo de material bélico que engendram a morte, para aumentar o seu lucro e degradar o meio ambiente. Tudo isso acontece porque o homemóide de ambição descomedida se apropria de uma ciência destituída de consciência, que gera uma tecnologia voltada para dominação, violência e morte e não para vida. Por outro lado, a ciência do homem holístico produz tecnologia para o conforto, solidariedade e confraternização dos povos.

25. POPOSTA DE CONSTRUÇÃO DA PAZ NA TERRA

A todas pessoas do mundo conturbado que estamos vivendo nestes tempos difíceis, apresento minha proposta de construção da paz, como cidadão, que juntamente com vocês, está vivendo no beco-sem-saída que a violência nos coloca! Espero assim estar contribuindo para pacificar a humanidade, que está um tanto quanto meio louca, a estas alturas dos acontecimentos, já bastante caótica, em decomposição!

Espero que você também elabore sua proposta para paz, entre para o Projeto Violência Não do Movimento Vivavida com Paz, nos apresente críticas e propostas, para juntos construirmos a paz. A paz social só pode ser construída com a participação de cada um de nós no coletivo da massa social.

Em l986 sai da cidade de Itariri, SP, para dar aulas na cidade de São Paulo. Foi quando tomei conhecimento do universo da violência escolar, ao observar o comportamento agressivo da maioria dos alunos, o desassossego, as inquietudes de tendência agressivas, a falta de respeito, a ausência de valores éticos, morais e espirituais. Conclui que o interior de uma sala de aula é um palco de dramatização da violência, onde as peças são apresentadas, uma após outra, na forma de desrespeito ao professor, desacatos, ameaças, etc, por alunos que desrespeitam ao professor, não respeitam seus colegas, não respeitam a si mesmos, fazem do templo da aprendizagem o palco da violência.

Foi ai que percebi que a violência escolar é extensão da violência familiar, da ecológica e da social e que cresce diariamente em progressão geométrica, de maneira assustadora, a ponto de colocar em risco a continuidade da vida no planeta, se nada fizermos para reversão das causas desta. E para reverter este quadro caótico é que resolvi dar minha singela contribuição para o processo de construção da paz, fundando o MOVIMENTO VIVAVIDA COM PAZ.

O Movimento Vivavida com Paz pertence à humanidade, e está para ser construído por todos nós que tomamos consciência das dimensões caótica da violência.

Ele terá a configuração final que desenharmos, terá a pintura que fizermos. Então, vamos desenhá-lo?

O Movimento já conta com um projeto de construção da paz, com livros editados pela Editora Evirt e outros em processo de edição, está conectado ao Projeto Jornal Escola e Comunidade da do Jornal A Tribuna de Santos e conta com o apoio da Editora Evirt, sua maior divulgadora e incentivadora.

Então, meus caros amigos professores, coordenadores e diretores, ao fazer o lançamento oficial aqui hoje, de um trabalho que começou em 1986, presto conta à humanidade do que fiz a ela até agora, e do que pretendo fazer daqui para frente, juntamente com todos os envolvidos e os que se envolverem no processo de construção de dias mais felizes para a sociedade humana, ao participarem do PROJETO DE COMBATE ÀS CAUSAS DA VIOLÊNCIA.

26. AS FORMAS DE VIOLÊNCIA

Na atualidade, a violência está presente em todas as áreas da vida, presente nas relações dos seres humanos com o meio ambiente, com os outros seres vivos e entre si; na relação com o mundo das coisas, com as pessoas e consigo mesmo.

A ausência de desenvolvimento da consciência paralelo ao desenvolvimento da tecnologia, ao invés de propiciar bem-estar e paz aos indivíduos, concorre para produção de uma cultura de violência e da deterioração das condições da vida social.

A violência, causada pela atuação dos elementos inumanos do ente social, se transforma em causa da deterioração das condições de vida social, que como uma patologia acaba contaminando e provocando uma pandemia no tecido social, em os predadores, os construtores da violência vão fagocitando as presas, principalmente através da violência estrutural, como numa teia ecológica.

A violência, como uma patologia, acaba contaminando as pessoas e as instituições responsáveis pela segurança e pela paz dos cidadãos, como é o caso da polícia, da justiça, das religiões, etc., por intermédio de alguns de seus membros.

Devido ao potencial de agressividade, produzido pelo ego, não canalizado em produções socialmente construtivas e nem erradicado do interior do ente humano, a massa cultural antropocêntrica produz violência.

A cultura antropocêntrica acaba produzindo entes sociais potencialmente agressivos, que não consegue encontrar canais adequados para expressarem-se de forma positiva, dentro dos limites das formas legais e acabam canalizando-as na produção da cultura da violência.

A violência progressiva, descontrolada, coloca-nos num beco-sem-saída e aciona em cada ente humano o potencial de agressividade, cuja meta é a destruição do semelhante, do ser vivo, do ser bruto e de nós próprios, sob a perspectiva antropocêntrica que rouba-nos a visão real, que permite-nos enxergarmos enquanto elementos de constituição da rede da vida no planeta holístico.

A causa da violência não é fundamentalmente a pobreza, uma vez que esta é conseqüência. Se a causa da violência fosse a pobreza, a miséria, como muitos acham, como explicar o caso da Índia? Na Índia, um dos países mais pobre do mundo, quase não há praticamente a violência generalizada. Ali reina a “Cultura da Paz e Não-Violência”, memoravelmente difundida por Gandhi.

A violência não está relacionada somente com a pobreza, pois esta é conseqüência da violência estrutural, que também existe na Índia. A violência está relacionada sim ao nível de ser individual e cultura de uma sociedade. E o nível de ser, de moralidade, está relacionado ao percentual do ego de cada indivíduo, de forma diretamente proporcional.

Violência generalizada

Por violência generalizada compreendemos todos os tipos de violências conhecidos: violência urbana, religiosas, no campo, na família, na escola, na ecologia, nos esportes, estrutural, sistêmica, brigas, tráfico e uso de drogas, seqüestros, assaltos, terrorismo, guerras, etc.

Violência estrutural

É tida como a rainha das violências por se tratar de um fator desencadeador da violência generalizada, em suas múltiplas formas. A miséria, a fome, a pobreza material, etc., se constituem em conseqüência da violência estrutural, que leva à ruptura do pacto social, onde as pessoas do poder acham normal o empregado perder o direito a seu emprego, o que se constitui numa violência, ficar sem trabalho, etc. E isto conduz o indivíduo a romper o pacto legal, insubordinando-se às normas, às leis, à ordem, à disciplina. Conseqüentemente as pessoas vitimizadas pela quebra do pacto social, acabam perdendo o controle sobre os impulsos destrutivos e se tornam agressivas, indisciplinadas, violentas, se transformando em construtor da violência generalizada.

A classe política dominante do sistema antropocêntrico não possui uma pratica legislativa em causa própria, que ao guarnecer os seus interesses ideologicamente, não possui a menor conexão, a menor coerência entre intenção e pratica.

Através da violência estrutural o violentador do sistema político antropocêntrico utiliza-se de ideologias dominantes para ofuscar a verdade; ele legisla em causa própria, ao fazer leis de proteção aos interesses de sua classe, como, por exemplos, a legislação que diz que o salário mínimo deverá garantir as necessidades básicas do trabalhador (moradia, alimentação, transporte, vestimenta, etc); e o mecanismo legal que sustenta que “a criança e o adolescente possuem direito à proteção, à vida e à saúde através da efetivação de políticas sociais publicas que permitam o nascimento e o crescimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”. Belas palavras, que ideologicamente apregoam direitos, mas não os garantem efetivamente, na prática. São palavras destituídas da verdade, recheadas de ideologia dominante para a ocultar a realidade dos fatos. Porque, na prática contextual, não há condições dignas de existência para os pobres, para os socialmente excluídos, expostos ao sofrimento, à miséria, em meio á violência estrutural que lhes é imposta pelo sistema dominante.

Não haverá paz social, enquanto houver violência estrutural, enquanto não se combater as causas da violência estrutural. As causas da violência estrutural estão radicadas nos agregados psicológicos da ambição, que proporciona a ganância, o egoísmo. Portanto, a causa da violência estrutural é intrínseca ao homem do sistema, político e econômico, dominante. Daí vem conseqüentemente que as condições de vida extremamente adversas, a miséria da imensa maioria da população, a fome, o desemprego, a violência generalizada, etc, constituem em efeitos da violência estrutural.

Violência sistêmica

É a violência que se caracteriza pela prática do autoritarismo por intermédia de autoridades que possuem posição de mando e a síndrome do poder, muito comum entre policiais, militares, agentes de seguranças, etc. A violência sistêmica manifesta-se de diversas maneiras, tais como nas condições indignas impostas aos presos, torturas ilegais, ação de exterminadores, brutalidade policial, crime organizado, impunidade generalizada, abusos de autoridade, esquadrão da morte, etc.

Violência domestica

É a formula de violência que se verifica nos lares, através de atos físicos tais como agressões generalizadas, chutes, socos, pontapés, empurrões, beliscões, abuso sexual, etc; e, por intermédio de atos psicológicos tais como insultos, humilhações, coação, agressão verbal, omissões, negligência e abandono.

Violência sexual

Hoje, os veículos de comunicação, a televisão, o rádio, a música, o cinema, a novela, o jornal, a revista, salvo honrosas exceções, vem cometendo violência sexual, ao fazerem apologia a sexualidade perniciosa, promovendo excitações por intermédio da erotização exacerbada, como nos famosos Realitiy Shows da vida. Entretanto, ao sabor da legislação considera-se como sendo violência sexual ao abuso sexual sob a forma de sedução, de estupro, de incesto, de prostituição de menores, de voyeurismo, exibicionismo de nudez, fotos, filmes e musicas pornôs, pedofilia, etc.

Os homemóides, entes desumanos que cometem este tipo de crime, pertence às diferentes classes sociais, utilizando-se para tal fim o poder que possui, o prestígio profissional, social, etc e o pacto do silencio. Há homemóides, que comandados pelos agregados da luxúria, abusam sexualmente de suas próprias filhas e de enteadas. Este tipo de ser desumano, comandado pelos eus da luxúria e da traição, inicia a violência sexual, de modo tão sutil, contra suas vitimas, que a criança vitimada não perceba a malícia existente em suas carícias e se envolve, muitas das vezes coagida, ameaçadas a guardar silêncio sobre o ato praticado.

Mais tarde, quando surgem os sentimentos de culpas, vem a solidão, a angustia, os pesadelos, os pânicos e todo tipo de complicação psicológica. Daí que as vitimas de abuso sexual ficam vulneráveis às drogas, à concepção, às dificuldades nas relações interpessoais, nos relacionamentos amorosos, etc. Há ainda os homemóides inumanos que estupram bebes e crianças pequenas, causando graves lesões corporais e mortes.

Violência nas Escolas

A escola é o lugar de continuidade da socialização iniciada na família, da cultura contextual. Portanto, a classe média se dá bem na escola particular, pois há uma correlação entre a cultura adquirida na socialização primária do lar e a secundária que recebe na escola.

Quando a escola possui um padrão cultural diferenciada da cultura de sua clientela, que é o caso das escolas elitistas e das universidades públicas, que apesar de, hipoteticamente, ser criado com o dinheiro do povo e para os pobres, na prática, transmitem um saber para as classes médias e ricas e não aos pobres, o que é um sinal revelador da violência estrutural.

Quando os valores, expectativas e práticas, existentes no processo pedagógico possuem conexão com o processo de socialização havido nos lares, a escola tem sucesso, pois ela apenas dá continuidade a tal processo de socialização.

A indisciplina e a violência, nascidas no interior psíquico de cada estudante, se manifestam, mais intensivamente, nas relações interpessoais entre professores e alunos; ocorridas nas escolas onde os conteúdos pragmáticos, ministrados pelos professores, não possuem significado nenhum para o estudante, por diferir do seu perfil cultural.

A indisciplina e a violência generalizada se intensificam nas relações interpessoais, relações entre alunos e professores, alunos e alunos, etc., no interior das escolas convencionais antropocêntricas, onde reinam as práticas autoritárias, a ausência de espaço e de oportunidades para discussão dos fatos, para sugestões e críticas, para o diálogo, etc.

Fala-se muito em tipos de violência cometida pelos alunos contra professores, contra funcionários e contra outros membros da comunidade escolar, contra o patrimônio escolar, etc. Entretanto, fala-se muito pouco, e de maneira velada, da violência escolar cometida pela escola contra o aluno, quando ela possui uma prática disciplinar tão somente para injunção dos alunos, para sua submissão, para docilidade, para obediência cega, para o conformismo, etc.

A escola convencional antropocêntrica comete muitos tipos de violência contra o aluno, ao usar o seu poder institucional para controlar a cabeça, o corpo, o espaço e o tempo do estudante, ceifando-lhe oportunidades de pensar, de sentir e de agir consoante o seu perfil cultural impedindo-o de desenvolver e manifestar suas potencialidades segundo o paradigma gnoseolístico de conhecimento.

A escola antropocêntrica comete a violência estrutural e a sistêmica contra o alunado ao tirar do estudante o direito de desenvolver-se plenamente a sua consciência, a ética, a solidariedade, a atividade e a cidadania holística. Ela, com sua força perniciosa, vitimiza a estudantada ao inculcar-lhe ideologias dominantes tornando-os reprodutores de conhecimento e das desigualdades sociais.

Outro tipo de violência que a escola comete contra os alunos é da seletividade. Esta forma de violência, a escola comete contra os estudantes das camadas populares, que não possuem o repertório de conhecimento esperado por ela, por serem, muitas das vezes, trabalhadores precoces responsáveis pelo sustento do seu lar ou meninos de rua sem teto, sem terra, sem família, sem nada, vítimas da violência estrutural. Assim, o conhecimento destes segmentos não é valorizado pela escola, que se sustenta sobre a cultura dominante.

Assim, as crianças pobres não possuem um desempenho escolar satisfatório, reprovam-se, são concebidos como incapazes, são transferidos para classes de aceleração, para “classes especiais”, etc., ou acabam se evadindo da escola, internalizando o fracasso que lhe é atribuído, que passa a fazer parte da construção de sua identidade e o estudante passa a sentir-se incapaz e infeliz.

Outra forma de violência praticada pela escola contra o aluno é a violência da disseminação da ideologia dominante. Assim, ela veicula conteúdos pragmáticos recheados de preconceitos sobre o negro, sobre as raças, sobre a submissão da mulher, que fomentam a formação de preconceitos, conduzem à discriminação de pessoas e grupos e violência contra eles.

Violência nas Ruas, Logradouros e Espaços Públicos: A violência nas ruas, nos logradouros, nos locais de aglomeração humana e dos espaços públicos se constitui num grande problema dos centros urbanos. No passado, a rua se constituía num espaço de construção da amizade, espaço social lúdico, onde as pessoas se encontravam para as mais diversas finalidades e convivência pacífica; hoje, infelizmente, a realidade é outra, ela tornou-se o espaço do medo, o local da insegurança, da violência, do crime, do tráfico, da troca de tiros entre policiais e bandidos, do seqüestro, do roubo, da bala perdida, dos problemas de trânsito, das agressões que terminam em briga, em morte, violência! A rua já é o lugar do caos! Ali já não há mais cordialidade, ninguém confia mais em ninguém, as pessoas são adversárias sustentadas pelo medo, cada um concebe o outro como agressor em potencial, um agente da violência, o que leva a um clima de intranqüilidade e insegurança, perpassando toda a sociedade.

A população, no clima de insegurança, passa a demandar mais segurança, mais proteção policial, maior atenção por parte do estado, um aparelho de repressão mais eficiente, para colocar ordem no caos e restabelecer o clima de segurança. Esta demanda por segurança demonstra claramente que a própria sociedade tornou-se vítima de si mesma e da repressão policial, por ausência de uma educação profunda construtora de uma Cultura da Paz. Pois, onde há demanda por “policia” é por que falhou a pedagogia; o que está em consonância com as afirmativas de Platão: “se não educarmos os entes sociais, agora, iremos precisar de cadeias, que cada vez mais se superlotarão”.

Se não se educar a massa estudantil com uma Educação Profunda, de transformação radical e formação de cidadania plena, voltada à construção do equilíbrio ecopsicosocial, num futuro próximo teremos o fenômeno da inversão presidiária. Talvez será preciso construir presídios para a proteção dos poucos bons, que vão se tornando mais raros, e deixar a imensa maioria, que se tornará cada vez mais violenta, devido ao fenômeno da entropia, do lado de fora, se decompondo através da violência generalizada.

Violência & Drogas

Numa sociedade transformada pelo filtro da Educação Profunda não haveria espaço para a cultura da violência, reinaria a plenitude da cidadania ético-holística, não haveria consumo de drogas. As drogas se constituem num instrumento anti-holístico de destruição da vida, de autodestruição do indivíduo. O uso da droga é comandado pela voz do ego, para preenchimento do vazio deixado pela ausência de espiritualidade, de moralidade, do respeito à vida, que a realidade social não preenche e a pessoa não se acha em si mesmo.

Violência Psicológica

Há homemóides que cometem a violência física, das mais variadas formas, e também há os que cometem a violência psicológica. O estado de ódio promovido pelos agregados psicológicos inumanos propicia, além da ira, o xingamento, o insulto, a depreciação, a humilhação, a agressão verbal e outros tipos de violência psicológica.

A violência psicológica é uma ação irracional perniciosa, que veiculada através do homemóide, conduz a vítima ao caminho da rejeição, da perda da estima, da síndrome do pânico e outros desequilíbrios psíquicos. As crianças e adolescentes vitimadas pela violência psicológica sentem desprotegidas, rejeitadas e passam a desvalorizar a si próprios quando chega à idade adulta e a serem reprodutor desta violência recebida ao longo dos tempos, como um revide.

Hoje em dia, há muitos pais que cometem violência psicológica contra seus filhos na forma de isolamento, confinando-os em seus lares, onde ficam privados de suas presenças, expostos á televisão, aos vídeos, ao computador, etc, na mais completa omissão de seus responsáveis acerca do acompanhamento da sua vida escolar e de seu desenvolvimento integral.

Outra forma de violência contra criança e adolescente é o fato de colocá-los como espectadores de atos de violência pela televisão e pela mídia em geral, na forma de dramas, tragédias, comedias, etc, recheadas de perversidade, de pornografia, etc.

Há também o caso de crianças que presenciam diretamente atos de violência na forma assaltos, homicídios, brutalidades, rachas, brigas de gangues, espancamentos de colegas, na rua e dos irmãos e da mãe pelo próprio pai, em casa.

Quando a criança e o adolescente ficam expostos a tais cenas de violência cotidiana, passam a ter a síndrome de estresse pós-traumático, onde revivem as cenas, os dramas, as tragédias chocantes e passam ter pesadelos, terror noturno, estado de tensão, frios nas mãos, taquicardia, distúrbios na capacidade cognitiva, dificuldades de relaxamento, de concentração e de assimilação.

Modernamente há alguns grupos de fanqueiros, gangues organizadas e torcidas uniformizadas de futebol, que se apresentam como pessoas desequilibradas ecopsicossocialmente; com hipertrofiação do ego do ódio e da ira, eles possuem a “síndrome do caos” e levam a desordem, a bagunça e a violência generalizada por onde passam, desacatam as autoridades, não respeitam normas, não possuem limites, são deseducados e sem vergonhas; sentem prazer em desrespeitar seus professores, implicar com outros alunos, com familiares, etc; exaltam os ânimos, causam tumulto e confusão; geralmente são pessoas predestinadas a canalizar a ira dos outros, desencadear raivas, arrumar treta e promover a i indisciplina e a violência generalizada.

Precisamos saber que a violência estrutural, sistêmica, domestica, física, psíquica, negligência, abandono, violência escolar urbana, do campo, social, esportiva, etc, são decorrentes de fatores que possuem uma só causa, que está intrínseca ao ser humano, inserida nos agregados psicológicos inumanos componentes do ego. Portanto, o ego é a causa causarium de todo tipo de violência e esta, por sua vez, se desdobra nas mais variadas conseqüências nefastas para a vida na Terra.

O ser humano não nasce violento, mas herda a cultura da violência construída pela geração adulta da sociedade. Assim, este ser nasce para violência, à medida que sua personalidade vai se formado, quando ego vai se robustecendo, com a assimilação dos defeitos da camada social adulta.

Apesar do ente humano trazer embutido no ego recorrente os germes da violência, estes só se desenvolverão plenamente se caírem em solo apropriado, cultivado pela família, escola, Instituições e sistemas antropocêntricos, que dão substrato à sociedade adulta contagiada pela cultura da violência generalizada.

A violência, antítese da paz, é causada pelo ego e se traduz em indisciplina e outros comportamento inumanos desenvolvidos pelas crianças, adolescentes e jovens, após se espelharem no comportamento da geração adulta.

Há necessidade de se educar a humanidade para construção de uma cultura de paz, através da erradicação das causas da violência generalizada, presentes no universo psicológico dos seres humanos, no substrato do ego.

A violência nos dias de hoje já é uma pandemia universal, pois sua incidência é mundial. Daí, que da mesma forma que se faz campanha para combate dos outros males como o fumo, o álcool, uso de camisinha, etc, há necessidade de se fazer campanhas também para combater as causas deste terrível mal chamado violência.

A violência generalizada, em suas múltipla formas de expressão, está aumentando assustadoramente em progressão geométrica, nos quatro cantos do mundo. A sua intensidade de manifestação tem sido tão alarmante que se pode, pela lógica dos acontecimentos, antever o caos total que estará presente no devir da humanidade; onde haverá dor, tristeza, ante o beco sem saída imposto pela violência, estará estabelecido o reino das trevas sobre a face da Terra, se nada fizermos para reversão da trajetória nefasta da violência.

Portanto, a violência tem-se constituído num problema de saúde publica mundial, a ser atacado de modo preventivo, combatendo as suas causas, para evitar suas conseqüências nefastas para Teia viva da Terra. A pandemia da violência revela que a humanidade está doente social, cultural e psicologicamente, pois a violência se constitui numa insanidade mental outorgada pelo ego.

Assim há necessidade de nossa participação articulada na mobilização da massa social, em prol da construção da paz, por intermédio dos diversos meios de comunicação, para combate da violência generalizada na causa, por meio de uma educação revolucionaria de perfil gnóstico holístico, com base nos três fatores de revolução da consciência. É preciso que as pessoas de bem se engajem nos projetos, com programas eficazes de construção da paz, ante que a violência ceife a espécie humana da face do planeta Terra de uma vez por toda.

Maurício da Silva

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

1. Huberto Rohden – “Einstein, O Enigma do Universo” – Martim Claret Editora.
2. Irineu Monteiro – “Einstein”, Reflexões Filosóficas- Irineu Monteiro – Martin Claret.
3. Claire Colombier -“A Violência nas Escolas” - Summus Editorial.
4. Maria Tereza Maldonado – “Os Construtores da Paz” - Editora Moderna.
5. Júlio Groppa Aquino “Indisciplina nas Escolas” - Summus Editoria.
6. Samael Aun Weor – “Tratado de Psicologia Revolucionária” - Editora Gnose.
7. Samael Aun Weor – “Educação Fundamental” - Editora Gnose.
8. Autora Áurea Maria Guimarães – “Punição e Depredação” - Editora Papirus.
9. Michel Faucalt – “Vigiar e Punir” - Várias Editoras.
10. Humberto Rohden – “A Educação do Homem Integral” - Martin Claret Editora.
11. James Lovelock – “As Eras de Gaia” - Editora Campus.
12. Fritjof Capra – “O Ponto de Mutação” - Editora Cultrix.
13. Fritjof Capra – “A Teia da Vida” - Editora Cultrix.

14. Fritjof Capra - “O Tao da Física” - Editora Cultrix.
15. Roberto Brandão, Dênis & Crema - “O Novo Paradigma Holístico” -Summus Editorial.
16. Roberto Crema – “Introdução à Visão Holística” - Summus Editorial.
17. Carlos Guimarães – “Percepção e Consciência” - Ed. Persona.

18. Gilles Perrault – “O Livro Negro do Capitalismo” – Editora Record.

Fonte: www.geocities.com

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