O solo faz parte integrante dos ecossistemas, pela sua participação nos ciclos biogeoquímicos. A utilização de água e nutrientes é cíclica desde que, retirados do solo, tais elementos retornem ao mesmo através dos ciclos biogeoquímicos.
Um dos problemas ecológicos atuais é a não preocupação humana em relação à essa reciclagem, especialmente no que diz respeito aos nutrientes de vegetais e condicionadores de solos agricultáveis. Em relação à poluição do solo analisaremos o uso de adubos sintéticos e praguicidas e o lixo.
A fim de atender à crescente necessidade de alimentos ocorrida pelo crescimento populacional, a produção e o uso de adubos sintéticos vêm sendo intensificados progressivamente. Para a produção desses adubos a indústria de fertilizantes retira elevadas quantidades de nitrogênio do ar e fosfatos das rochas.
O uso excessivo de fertilizantes gera um desequilíbrio ecológico. Os agentes decompositores não conseguem reciclá-la na mesma proporção em que são adicionados ao solo provocando eutrofização, bem como alterações características pelo decréscimo de matérias orgânicas e retenção de água.
Praguicidas ou defensivos agrícolas são substâncias venenosas
utilizadas no combate às pragas animais ou vegetais que prejudicam
o homem e as plantas cultivadas.
Os principais praguicidas são:
Herbicidas, usados para matar ervas daninhas;
Fungicidas, utilizados no combate de fungos parasitas;
Inseticidas, usados contra insetos, e
Nematócidos, que controlam nematódeos parasitas.
Acontece que os defensivos químicos empregados no controle de pragas
são muito pouco específicos, destruindo indiferentemente espécies
nocivas e úteis. Existem praguicidas muito tóxicos, mas instáveis
que podem causar danos imediatos, mas não causam poluição
a longo prazo. Existem praguicidas menos tóxicos, ou seja, persistentes
em ecossistemas, provocando efeitos por muitos anos. Os praguicidas podem
ser transportados a longas distâncias, causando danos bem longe das
regiões em que foram aplicados.
Outro problema é o acúmulo ao longo das cadeias alimentares.
Assim, por exemplo, as minhocas, alimentando-se de grandes quantidades de
folhas mortas e ingerindo partículas do solo, acumulam no seu organismo
grandes quantidades de inseticidas clorados; as aves que se alimentam de minhocas,
como as galinhas, passam a ingerir altas concentrações de veneno.
Um outro problema do uso de pesticidas reside nos abusos praticados pelo homem.
Vale a mesma observação aplicadas a muitos medicamentos, o limite
entre o veneno e o remédio está na dosagem aplicada. Ex. Os
inseticidas são com freqüência utilizados em doses muito
superiores as necessárias, inúmeras vezes, ainda, os alimentos
são colhidos e colocados para o consumo antes que os inseticidas perca
o seu efeito tóxico, conseqüentemente provocando o envenenamento
de nossos alimentos e assim potencialmente desastrosos para o ser humano.
Outro efeito nocivo é que os praguicidas reduzem a biodiversidade das
biocenoses.
O chamado controle biológico consiste no combate às pragas
através dos seus inimigos naturais, predadores ou parasitas. Nesse
processo, os parasitas, por serem mais específicos são preferidos
em relação aos predadores.
Quando bem planejado, o controle biológico acarreta evidentes vantagens
em relação ao uso de agentes químicos, uma vez que não
podem poluir o ambiente e não causa desequilíbrio ecológico.
Um dos problemas mais sérios que qualquer cidade enfrenta, mais grave
nas enormes aglomerações urbanas-industriais é o lixo
sólido.
O lixo urbano é uma das questões mais sérias a ser enfrentada
atualmente, pois os excedentes vão acumulando cada vez em maior escala.
A tendência deste problema é agravar-se com a elevação
da população, e principalmente, com o estímulo dado ao
consumo.
As soluções são várias dependendo da fonte produtora,
exemplo, lixo domiciliar:
· Lixo orgânico: retorno do lixo ao solo para servir como adubo
orgânico ou também, para produção de gás
metano.
· Lixo inorgânico: coleta seletiva possibilitando a reciclagem
de grande parte de materiais contido nos lixos domiciliar e industrial.
O lixo urbano é constituído predominantemente por matéria
orgânica e como tal sofre intensa decomposição, permitindo
a reciclagem. A decomposição pode ser feita por dois processo:
aeróbio e anaeróbio
A decomposição aeróbia é muito mais rápida,
e os resíduos resultantes são: gás carbônico, sais
minerais e alguns compostos orgânicos que, mais resistentes à
biodegradação não chegam a se decompor totalmente. A
decomposição anaeróbia, entretanto pode originar compostos
nocivos, como gás sulfídrico, mercaptanas e outros compostos
que podem ser tóxicos ou exalar mau cheiro. O lixo urbano sofre quatro
processos: lixões, aterros sanitários, compostagem e incineração.
No casos dos "lixões", o lixo simplesmente e levado para
terrenos baldios onde fica exposto e é aproveitado pelos "catadores
de lixo" que correm o risco de contrair doenças. Por outro lado
o lixão provoca intensa proliferação de moscas e outros
insetos. Outro inconveniente é o "chorume". Líquido
que resulta da decomposição do lixo e que polui o solo e os
lençóis d´água. O chamado aterro sanitário
não é um processo de tratamento. Consiste na decomposição
de camadas e lixo alternadas com camadas de argila em terrenos bem drenados.
Nessas condições as camadas de lixo sofrem decomposição
aeróbia e depois anaeróbia. Um inconveniente do aterro sanitário
é a possibilidade de contaminação das águas subterrâneas,
além da não reciclagem dos matérias para os locais de
origem. A incineração é um processo dispendioso, no qual
o lixo é queimado em câmaras de incineração. As
cinzas resultantes podem ser usadas para indústrias de fertilizantes.
No processo de compostagem o material orgânico do lixo sofre um tratamento
biológico do qual resulta o chamado "composto", material
utilizado na fertilização e recondicionamento do solo.
Fonte: www.rainhadapaz.g12.br