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Solo

Poluição do Solo

O desenvolvimento Tecnológico da civilização moderna tem produzido uma série de substâncias que contaminam a atmosfera, o solo, os rios e os mares, poluindo cada vez mais o ambiente em que vivemos. Os ecologistas acreditam que a poluição seja o mais importante problema atual da humanidade.

O solo, como recurso natural básico, disponibiliza múltiplas funções ou serviços aos seres vivos em geral e ao Homem em particular, constituindo:

Componente fundamental dos ecossistemas e dos ciclos naturais

Reservatório de água

Suporte essencial do sistema agrícola

Espaço para as atividades humanas e para os resíduos produzidos

Para que o solo mantenha as múltiplas capacidades de suporte dos sistemas naturais e agrícolas, é fundamental que as suas características estruturais permaneçam em equilíbrio com os diversos sistemas ecológicos. Este condicionamento é tanto mais determinante quanto o tipo de solo é frágil e pouco estável.

A preocupação com os processos de degradação do solo vem sendo crescente, à medida que se verifica que, para além da clássica desertificação por secura, outros processos conducentes aos mesmos resultados se têm instalado, devidos a:

Utilização de tecnologias desadequadas em culturas de sequeiro

Falta de práticas de conservação de água no solo

Destruição da cobertura vegetal

Em Portugal, estas situações têm fortes repercussões negativas em termos globais, dadas as características dos solos. A degradação do solo traduz-se, na prática, pelo seu esgotamento e pelo desaparecimento dos horizontes superficiais (camada arável), por vezes até à situação de rocha nua, sendo causa direta da desertificação, ou seja, degeneração dos ecossistemas produtivos. Este processo resulta maioritariamente da maior ou menor agressividade do clima e da atividade do Homem.

As conseqüências visíveis deste processo são, de imediato, a transformação da paisagem e alteração do regime hidrólogo, com as conseqüentes carências hídricas e irregularidades nos regimes pluviofluviais, que, tornando-se torrenciais, causam a destruição dos solos.

Contaminação de Solos

Um dos principais fenômenos de degradação dos solos é a contaminação, nomeadamente por:

Resíduos sólidos e líquidos provenientes de aglomerados urbanos, na medida em que a maioria são ainda depositados no solo sem qualquer controle, levando a que os lixiviados produzidos e não recolhidos para posterior tratamento, contaminem facilmente solos e águas, e por outro lado, o metano produzido pela degradação anaeróbia da fração orgânica dos resíduos, pode acumular-se em bolsas, no solo, criando riscos de explosão;

Águas contaminadas, efluentes sólidos e líquidos lançados diretamente sobre os solos e/ou deposição de partículas sólidas, cujas descargas, continuam a ser maioritariamente não controladas, provenientes da indústria, de onde se pode destacar a indústria química, destilarias e lagares, indústria de celulose, indústria de curtumes, indústria cimenteira, centrais termoeléctricas e atividades mineira e siderúrgica, assim como aquelas cujas atividades industriais constituem maiores riscos de poluição para o solo;

Efluentes provenientes de atividades agrícolas, de onde se destacam aquelas que apresentam um elevado risco de poluição, como sendo, as agropecuárias intensivas (suiniculturas), com taxa bastante baixa de tratamento de efluentes, cujo efeito no solo depende do tipo deste, da concentração dos efluentes e do modo de dispersão, os sistemas agrícolas intensivos que têm grandes contributos de pesticidas e adubos, podendo provocar a acidez dos solos, que por sua vez facilita a mobilidade dos metais pesados, e os sistemas de rega, por incorreta implantação e uso, podem originar a salinização do solo e/ou a toxicidade das plantas com excesso de nutrientes;

O processo de contaminação, pode então definir-se como a adição no solo de compostos, que qualilativa e/ou quantitativamente podem modificar as suas características naturais e utilizações, produzindo então efeitos negativos, constituindo poluição.

Estando a contaminação do solo diretamente relacionado com os efluentes líquidos e sólidos neste lançados e com a deposição de partículas sólidas (lixeiras), independentemente da sua origem, salienta-se a imediata necessidade de controlo destes poluentes, preservando e conservando a integridade natural dos meios receptores, como sendo os recursos hídricos, solos e atmosfera.

Fonte: www.geocities.com

Solo

O solo é um corpo vivo, de grande complexidade e muito dinâmico. Tem como componentes principais a fase sólida (matéria mineral e matéria orgânica), e a água e o ar na designada componente "não sólida". O solo DEVE ser encarado como uma interface entre o ar e a água (entre a atmosfera e a hidrosfera), sendo imprescindível à produção de biomassa.

Assim, o solo não é inerte, o mero local onde assentamos os pés, o simples suporte para habitações e outras infraestruturas indispensáveis ao Homem, o seu "caixote do lixo"!. Sempre que lhe adicionamos qualquer substância estranha, estamos a poluir o solo e, direta ou indiretamente, a água e o ar.

Contaminação do solo

O uso da terra para centros urbanos, para as atividades agrícola, pecuária e industrial tem tido como consequência elevados níveis de contaminação.

De fato, aos usos referidos associam-se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas, deposição não controlada de produtos que podem ser resíduos perigosos, lixeiras e/ou aterros sanitários não controlados, deposições atmosféricas resultantes das várias atividades, etc. Assim, ao longo dos últimos anos, têm sido detectados numerosos casos de contaminação do solo em zonas, quer urbanas, quer rurais.

A contaminação do solo tem-se tornado uma das preocupações ambientais, uma vez que, geralmente, a contaminação interfere no ambiente global da área afetada (solo, águas superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação), podendo mesmo estar na origem de problemas de saúde pública.

Regra geral, a contaminação do solo torna-se problema quando:

Há uma fonte de contaminação

Há vias de transferência de poluentes que viabilizam o alargamento da área contaminada

Há indivíduos e bens ameaçados por essa contaminação.

O problema pode ser resolvido por:

Remoção dos indivíduos e/ou bens ameaçados

Remoção da fonte de poluição

Bloqueamento das vias de transferência (isolamento da área).

Medidas de recuperação do solo

Se o estudo de solos contaminados é recente, a investigação e desenvolvimento de processos e tecnologias de tratamento é-o ainda mais.

A abordagem das áreas contaminadas considera, normalmente, três fases fundamentais:

Identificação das áreas contaminadas (inventários)

Diagnóstico-avaliação das áreas contaminadas

Tratamento das áreas contaminadas.

Atualmente consideram-se três grandes grupos de métodos de descontaminação de solo:

Descontaminação no local ("in-situ")

Descontaminação fora do local ("on/off-site")

Confinamento/isolamento da área contaminada.

Esta 3ª opção não se trata verdadeiramente de um processo de descontaminação, mas sim de uma solução provisória para o problema. O tratamento do solo como metodologia de recuperação de áreas contaminadas é uma alternativa cada vez mais significativa relativamente à sua deposição em aterros sanitários, devido essencialmente ao aumento dos custos envolvidos.

Tecnologias de Tratamento

A Figura abaixo sistematiza os métodos e técnicas disponíveis para tratamento de solos contaminados. As técnicas "on/off site" exigem a extração, por escavação, do solo contaminado. O solo extraído pode ser tratado no local ("on-site") ou em estações de tratamento ("off site"), sendo depois reposto no local de origem ou noutro para outros fins, depois de descontaminado.

Com a tecnologia disponível atualmente, uma parte dos solos contaminados ainda não é ou é problematicamente descontaminável, devido a problemas de ordem vária como: emissões gasosas de alto risco, concentrações residuais inaceitavelmente elevadas e/ou produção de grandes quantidades de resíduos contaminados. Isto é particularmente verdade para solos poluidos com hidrocarbonetos aromáticos halogenados e/ou metais pesados, bem como com solos contendo elevada percentagem de finos.

Para além destes aspectos, algumas das técnicas utilizadas envolvem elevados custos de tratamento. Dos diferentes métodos de descontaminação do solo (biológicos ou não biológicos), apenas os biológicos e a incineração permitem a eliminação ambiental dos poluentes orgânicos, através da sua mineralização.

Tratamento Térmico

As necessidades energéticas das técnicas térmicas são, normalmente, bastante elevadas e são possíveis emissões de contaminantes perigosos. Contudo, em determinados casos, podem ser utilizadas temperaturas substancialmente baixas, levando a consumos de energia relativamente diminutos. O processo é ainda passível de minimizar outros tipos de poluição ambiental, se as emissões gasosas libertadas forem tratadas. As instalações para este método de tratamento podem ser semi-móveis, e os custos dependem, não só do processo em si, como também do teor de humidade, tipo de solo e concentração de poluentes, bem como de medidas de segurança e das regulamentações ambientais em vigor.

Tratamento Físico-Químico

Dos processos físico-químicos, os métodos atualmente mais usados baseiam-se na lavagem do solo. Estes métodos fundamentam-se no princípio tecnológico da transferência de um contaminante do solo para um aceitador de fase líquida ou gasosa. Os principais produtos a obter são o solo tratado e os contaminantes concentrados. O processo específico de tratamento depende do tipo(s) de contaminante(s), nomeadamente no que se refere ao tipo de ligação que estabelece com as partículas do solo.

Geralmente as argilas têm uma elevada afinidade para a maior parte das substâncias contaminantes (por mecanismos físicos e químicos). Assim, para separar os contaminantes do solo, há que remover as ligações entre estes e partículas do solo, ou extrair as partículas do solo contaminadas.

A fase seguinte consiste na separação do fluido, enriquecido em contaminantes das partículas de solo limpas.

Adicionalmente pode ser necessário considerar um circuito de exaustão e tratamento do ar, se for provável a libertação de compostos voláteis. A aplicação desta técnica pode não ser viável (técnica e economicamente), especialmente quando a fração argila do solo é superior a 30%, devido à quantidade de resíduo contaminado gerada.

Tratamento Biológico

Os métodos biológicos baseiam-se no fato de que os microorganismos têm possibilidades praticamente ilimitadas para metabolizar compostos químicos. Tanto o solo como as águas subterrâneas contêm elevado número de microorganismos que, gradualmente, se vão adaptando às fontes de energia e carbono disponíveis, quer sejam açucares facilmente metabolizáveis, quer sejam compostos orgânicos complexos. No tratamento biológico, os microorganismos naturais, ou indígenas, presentes na matriz, são estimulados para uma degradação controlada dos contaminantes (dando às bactérias um ambiente propício, i.e., oxigénio, nutrientes, temperatura, pH, humidade, mistura, etc.). Em determinadas situações (presença de poluentes muito persistentes), pode ser necessário recorrer a microorganismos específicos ou a microorganismos geneticamente modificados, de modo a conseguir uma optimização da biodegradação.

Atualmente as principais técnicas biológicas de tratamento incluem:

"Landfarming"

Compostagem

Descontaminação no local

Reatores biológicos

Outras técnicas inovadoras (cometabolismo, desnitrificação, etc).

Estas técnicas, à excepção do "landfarming", estão ainda numa fase de desenvolvimento.

Recentemente, tem sido dada particular relevância aos métodos biológicos de descontaminação de solos, tecnologia promissora que pode vir a ter um papel de importância crescente na recuperação de áreas contaminadas pelas atividades industrial e urbana.

O tratamento biológico do solo diminui os riscos para a saúde pública, bem como para o ecossistema e, ao contrário da incineração ou dos métodos químicos, não interfere nas propriedades naturais do solo.

Fitorremediação - esta técnica biológica procura entender os mecanismos de defesa e tolerância das plantas, seja por exclusão do metal, para evitar ou diminuir sua entrada no vegetal, seja pela produção de proteínas – denominadas fitoquelatinas – que eliminam os metais, seja pela transformação do resíduo tóxico em vertentes menos intoxicantes.

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Pesquisa em Fitorremediação, da Coréia, transferiram um gene da levedura Saccharomyces cerevisiae para o DNA da Arabidopsis thaliana, planta modelo em pesquisas genéticas. O gene deu a essa espécie vegetal a capacidade de tolerar metais pesados, como o chumbo e o cádmio. O resultado é uma planta transgênica capaz de absorver esses poluentes da terra e de prevenir a contaminação de humanos, principalmente em regiões industriais.

Fonte: antonio-fonseca.com

Solo

Formação do Solo

Pode um solo derivar-se de qualquer tipo de rocha: sedimentar, ígnea ou metamórfica. Seu caráter ultimado não dependerá, em, exclusivamente, da composição da rocha- máter, mas, em larga extensão, de outros fatores que contribuem para a formação do solo.

A parte principal de muitos solos consiste em grãos minerais de vários tamanhos, mas é a presença de organismos e de matéria orgânica (fonte de nitrogênio) que destingui o solo de um simples manto de decomposição. O nitrogênio é essencial ao crescimento das plantas. o tempo é outro fator importante na formação do solo. Os solos de regiões fortemente inclinadas diferencia dos das regiões planas, devido a condição de drenagem e outros.

Designam-se como solos residuais os que descansam sobre a rocha-máter, isto é, a rocha de derivaram. Nesse caso, observar-se uma transição gradual do solo para o subsolo e deste para a rocha-máter. Os solos constituídos de material transportado de pontos mais ou menos afastados por agentes geológicos chaman-se solos transportados

CLASSIFICAÇÃO DO SOLO

Os solos são agrupados em classes determinadas primariamente pelo tipo de clima em que se originaram. No Brasil há designações populares para distinguir tipos de solos. No Estado de São Paulo, dá-se o nome de terra- roxa aos solos originários da decomposição de diabásicos ou basaltos. São solos lateríticos riquíssimos óxidos hidratados de ferro ( e em matéria orgânica, quando virgens) de cor marron-avermelhada.

Podem atingir 20m de profundidade. Constituim solos importantes para a cultura do café. A designação massapé é usada no N do Brasil para solos pretos argilosos, calcíferos. Em São Paulo o mesmo nome é aplicado aos solos argilosos, provinientes da decomposição de xistos metamórficos. O salmourão é um solo areno-argiloso, proviniente da decomposição de granitos e gnaísses.

CONTAMINAÇÃO DO SOLO AGRÍCOLA

A origem do inseticida vem desde de 1950 no Estados Unidos, que em seguida foi passando essa tecnologia para os países subdesenvolvidos dizendo que a fome poderiar se vencida se a agricultura adotasse essa e outras medidas. E as assim a venda desse produto foi aumentando cada vez mais na década de 60, 70 e 80 foi a época que ele se expadiu no mercado e até agora ele é muito usado. Dessa forma, tem ínicio um ciclo de desequílibrio que, se não interrompido a tempo, pode causar grandes prejuízos à natureza e conseqüentemente a nós.

Desde de há um tempo, esse procedimentos vêm sendo debatidos e questionados por especialistas no assunto. Afirmam que esse procedimento causa danos aos seres humanos que dependem da natureza para sua alimentação além de causar danos a natureza também. Praticamente não existe, atualmente, um elemento químico que não traga em sua composição elementos quimicos derivados da ultilização de inseticidas e agrotóxicos. Esses alimentos estão, infelizmente, contaminados por esse uso generalizado de substâncias químicas nocivas à saúde humana e dos animais, ao solo e aos vegetais.

O MEIO RURAL BRASILEIRO

O meio rural brasileiro, que se caracteriza pelo predomínio das atividades agropastoris, também apresenta sérios problemas ambientais, especialmente naquelas áreas que passam por um processo de modernização das atividades agrárias, com a mecanização e a introdução de técnicas modernas.

Com a derrubada das matas, a fauna da área tende a extinguir-se, o curso hidrológico passa por alterações, o regime de chuvas se modifica e o próprio gado fica sem sombra para proteger-se do sol nos dias muito quentes.

No Brasil predomina uma agricultura comercial, que se caracteriza por ser altamente mecanizada; em conseqüência disso, é comum a derrubada de árvores visando a que não atrapalhem a ação dos tratores, colheitadeiras, etc.

O excessivo uso dos agrotóxicos constitui outro sério problema ecológico na área rural brasileira: o agrotóxico é muito utilizado na agricultura e na pecuária, para combater as pragas que reduzem as colheitas ou a produtividade do gado. Esse uso excessivo de agrotóxicos, elimina certos tipos de microorganismos que são benéficos às plantas, por serem inimigos naturais das pragas. Os insetos e outras pragas, com o tempo, vão se adaptando aos agrotóxicos através de mutações genéticas, adquirindo imunidade em relação aos produtos químicos utilizados.

O fato de no Brasil predominarem climas quentes e úmidos faz com que os insetos e pragas proliferem bastante; para combate-los os agricultores acabam utilizando-se de fortes doses de veneno; em decorrência disto surge a contaminação dos alimentos (verduras, cereais, frutas), e até o leite.

O uso exagerado de adubos e fertilizantes químicos acaba poluindo também o meio ambiente rural; com as chuvas boa parte é carregada para os rios, poluindo-os; a água das chuvas ao infiltrar-se no subsolo, acaba contaminando os lençóis d’água com cobre, fosfatos, nitratos, etc., que irão comprometer a qualidade da água utilizada pelas populações.

Alguns rios do meio rural além de serem atingidos pelo excesso de agrotóxicos despejados ou carregados pela chuva, também são poluídos por determinadas indústrias instaladas no campo como fábricas de papel e celulose, frigoríficos, curtumes, entre outras.

Mas nem tudo está errado. Algumas iniciativas, tanto públicas quanto privadas, tem possibilitado a recuperação de cursos d’água outrora bastante degradados. É o caso, por exemplo, do rio Tibagi, no Estado do Paraná, que foi alvo durante muito tempo dos dejetos de fábricas de papel e celulose. Hoje, as indústrias tratam os materiais antes de lançar qualquer elemento que possa degradas as águas do rio.

Também as usinas de açúcar e as destilarias de álcool, têm contribuído para uma melhoria nas condições ambientais do meio rural. Até alguns anos atrás, a vinhaça ou vinhoto, um produto resultante da fermentação do álcool da cana-de-açúcar, era despejado nos cursos d’água, o que causava sérios danos, sobretudo à fauna aquática.

COLHEITA CONSCIENTE

Na horta orgânica , onde o resultado procurado e a qualidade dos produtos – sejam eles hortaliças, flores ou frutas – controlar pragas e doenças e tarefa que exige trabalho permanente . É sempre melhor prevenir do que remediar. Para não ser forçado a lançar mão de agrotóxicos ou erradicar canteiros inteiros, o horticultor deve fazer a vistoria diária em toda área, observar a terra ao redor das plantas e das folhas dos dois lados.

Nenhum bicho, inseto ou bactéria ataca de imediato em grande numero principalmente quando a grande variedade de culturas. Eles chegam aos poucos instalam-se e aumentam sua população somente quando as condições lhe são favoráveis. Se construirmos um sistema equilibrado onde haja de tudo um pouco, uma floresta em miniatura, as pragas poderão estar presentes mais dificilmente provocaram danos apreciáveis.

Como tratar sementes

A prevenção de doenças na horta começa pela escolha das sementes elas devem ser compradas de firmas idôneas que garantam o poder de germinação e tratamento especifico. Só que esse tratamento geralmente é feito com pesticidas.

Se o produtor quiser obter sementes da sua própria horta, livres de agrotóxicos, deve recorrer a um método muito antigo, reavaliado e recomendado pelo centro nacional de pesquisas de hortaliças, em Brasília que utiliza calor para expurgar das sementes os microorganismos patogênicos.

Esse método é ideal para expurgo de pequenas quantidades de sementes. Os grãos são colocados em saquinhos de algodão e o saquinho e imerso na água que se aquece ate atingir a temperatura apropriada

O saquinho deve ser agitado constante mente para todas as sementes receberem o tratamento igual. Passado o tempo indicado na tabela, resfria-se as sementes em água à temperatura ambiente por alguns minutos. Retira-se, em seguida a água em excesso e espalha-se as sementes sobre jornal, papel absorvente ou pano seco.

A secagem das sementes e tão importante quanto o tratamento pois se elas ficarem úmidas por um período de doze horas acabam germinando e não podem ser mais usadas. Elas devem secar à sombra, em local bem ventilado e, logo que o papel estiver absorvido a água, ele deve ser trocado por outro enxuto, virando-se as sementes, para secarem por igual.

Importante: para cada tipo de doença controlada a uma temperatura exata e um período de tempo preciso, que deve ser rigorosamente observado.

Raiz/folha/fruto

Assim como a esterilização, a rotação de culturas garante o controle das doenças que se alastram pelo solo.

Faz-se a rotação da seguinte maneira: quando uma hortaliça é colhida, o canteiro deve ser preparado novamente e ocupado por uma outra espécie , de família diferente e obedecendo à seqüência raiz/folha/fruto.

As plantas de famílias e características diferentes raramente são suscetíveis às mesmas doenças havendo rotatividade, os micro organismos que provocam estas doenças não encontram hospedeiras e morrem por falta de alimentos. Algumas culturas chegam mesmo a ser toxicas para os microorganismos maléficos presentes no solo e eliminam quase toda a população.

No inicio parece difícil organizar essa rotação. Mas aos poucos o horticultor vai reconhecendo as melhores combinações e os casamentos indesejáveis. Para alcançar esse conhecimento e preciso observar atentamente as circunstancias em que surgem as pragas e identificar a falha que possibilitou seu aparecimento. No caso da ocorrência de nematóides a rotação deve ser feita com variedades resistentes ou com leguminosa.

Esses vermes minúsculos que podem por vezes infestar o solo das hortas e causar grandes prejuízos, morrem quando as reservas de alimento contidas em seus corpos se esgotam. E o limite de resistência deles dificilmente excede o ciclo normal de uma leguminosa.

Para prevenir a ocorrência de nematóides, o plantio de cravo-de-defunto (Tagetes Patula L.)é bastante eficiente. A planta possui uma substancia que repele os nematóides e intoxica aqueles que porventura sugarem suas raízes. Varias moitas de cravo-de-defunto devem ser espalhadas pela horta , especialmente ao lado das culturas mais susceptíveis como tomate, alho-poró, salsão, e cenoura.

Quando as folhas do cravo-de-defunto caírem, o miolo contendo as sementes deve ser armazenado para que o horticultor tenha seu próprio estoque para semear, posteriormente, é so esmagar o miolo com os dedos e espalhar as sementes

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Solo

O solo se forma como resultado da fragmentação e alteração química das rochas, e do subsequente estabelecimento de microrganismos que colonizam os minerais, liberando os nutrientes que necessitam para crescer e possibilitando o crescimento também de pequenos vegetais. Quando morrem, os restos de todos esses organismos vão sendo decompostos e passam a formar o húmus.

Ao longo do tempo, por ação da água que se infiltra no terreno, ocorre o transporte de muitos dos sais minerais. Pouco a pouco, começa a se formar o solo, organizado em camadas (como uma torta de mil folhas), cada uma com aspecto e composição diferentes.

TIPOS DE SOLO

Dependendo da composição do material da rocha de origem e da ação exercida pelo clima e pelos organismos sobre este material formam-se solos com características diferentes: uns mais férteis (mais ricos em nutrientes) outros mais pobres em nutrientes. O tamanho e a natureza dos minerais que compõem o solo determinam características importantes.

Um solo muito rico em areia que se apresenta na forma de grãos relativamente grandes, não consegue reter a água por muito tempo. A água se infiltra rapidamente pelos espaços existentes entre os grãos de areia, indo se acumular nas camadas mais profundas. Como retém pouca água e secam com muita facilidade, dificultam o crescimento de plantas. São chamados solos arenosos.

Os solos argilosos contém muita argila que são minerais de tamanho muito pequeno. A água é retida por muito tempo nos pequenos espaços entre os grãos de argila, originando o barro. Este tipo de solo, encharca com facilidade e por isso também dificulta o crescimento das plantas.

Os solos escuros, ricos em matéria orgânica (também chamada de húmus) são ricos em nutrientes, principalmente o nitrogênio. O húmus age ligando os minerais do solo como um cimento, modificando a porosidade e, portanto, aumentando a capacidade de retenção de água.

Os solos orgânicos apresentam alta fertilidade, e normalmente proporcionam excelentes condições para o crescimento das plantas.

Dependendo das condições climáticas e biológicas que interagem sobre a rocha de origem, o solo pode freqüentemente apresentar características mistas.

Terra roxa

Terra roxa é um tipo de solo bastante fértil, caracterizado por ser o resultado de milhões de anos de decomposição de rochas de arenito-basáltico originadas do maior derrame vulcânico que este planeta já presenciou, causado pela separação da Gondwana - América da Sul e África - datada do período Mezozóico.

É caracterizado pela sua aparência vermelho-roxeada inconfundível, devida a presença de minerais, especialmente Ferro. No Brasil, esse tipo de solo aparece nas porções ocidentais dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e sudeste do Mato Grosso do Sul, destacando-se sobretudo nestes três últimos estados por sua qualidade.

Historicamente falando, esse solo teve muito importância, já que, no Brasil, durante o fim do século XIX e o início do século XX, foram plantadas nestes domínios, várias grandes lavouras de café, fazendo com que surgisse várias ferrovias e propiciasse o crescimento de cidades, como São Paulo, Itu, Ribeirão Preto e Campinas. Atualmente, além do café, são plantadas outras culturas.

O nome terra roxa é dado a esse tipo de solo, devido aos imigrantes italianos que trabalhavam nas fazendas de café, referindo-se ao solo com a denominação Terra rossa, já que rosso em italiano significa vermelho.

E, devido a similaridade entre essa palavra, e a palavra "roxa", o nome "Terra roxa" acabou se consolidando. O solo de terra roxa também existe na Argentina, aonde é conhecida como "tierra colorada", bastante presente nas províncias de Misiones e Corrientes.

Fonte: www.webquestbrasil.org

Solo

Os solos são muito importantes para a nossa vida e também a dos animais e das plantas, pois fornece alimento e atua como suporte à água e ao ar.

O que é o solo?

O solo, também chamado terra, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planeta, assim como o ar, a água, o fogo e o vento. É do solo que retiramos parte dos nossos alimentos e que sobre ele, na maioria das vezes, construímos as nossas casas.

Como o solo é formado?

O solo é formado a partir da rocha (material duro que também conhecemos como pedra), através da participação dos elementos do clima (chuva, gelo, vento e temperatura), que com o tempo, e a ajuda dos organismos vivos (fungos, líquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, até transformá-la em um material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral.

Como os seres vivos ajudam na formação dos solos?

Logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais, como insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem, passam a ajudar no desenvolvimento do solo.

Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com o material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta.

Além disso os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.

Deste modo o solo é representado pela seguinte expressão:

IMPORTANTE:

É preciso que a matéria orgânica seja misturada com o material solto e macio para que o solo possa existir de verdade.

Qual a composição do solo?

O solo ou terra como também é chamado, é composto de quatro partes, a saber:

Ar

Água

Matéria orgânica (restos de pequenos animais e plantas)

Parte mineral que veio da alteração das rochas, ou seja a areia da praia, o barro que gruda no sapato e o limo que faz as crianças escorregarem.

Estes quatro componentes do solo se encontram misturados uns aos outros. A matéria orgânica está misturada com a parte mineral e com a água.

E o ar do solo onde ele está?

Dentro do solo existem pequenos buraquinhos, que chamamos de poros do solo, onde fica guardada a água e o ar que as raízes das plantas e os outros organismos necessitam para beber e respirar.

O SOLO FUNCIONA COMO UMA ESPONJA QUE USAMOS PARA TOMAR BANHO: TEM ÁGUA E AR DENTRO DELE.

Como o solo é estudado?

O solo é estudado nas pesquisas dividindo a parte mineral em três frações principais, de acordo com o seu tamanho, a saber:

Areia

A parte mais grosseira

Silte

Uma parte um pouco mais fina, ou seja o limo que faz escorregar

Argila

Uma parte muito pequena que para ser visualizada necessita de microscópios muito possantes, ou seja a mesma que gruda no sapato.

Como o solo é organizado?

Assim como o nosso corpo, o solo também tem uma organização.

Para podermos entender esta organização, primeiro vamos imaginar um bolo de aniversário que tem várias camadas, uma em cima da outra, como: uma camada de chocolate, uma de morango e uma de baunilha. O solo também tem as suas camadas que são chamadas de horizontes do solo.

Em cada uma destas fotos, podemos ver as diferentes camadas do solo, sendo cada uma de uma cor diferente. Estas camadas são os horizontes do solo, assim como as camadas do bolo de aniversário.

Estes horizontes podem apresentar cores diferentes, como nas fotos ou não. Quase sempre o primeiro horizonte é mais escuro que os outros. Isso porque é nele onde normalmente plantamos os nossos vegetais.

Os vegetais (frutas, verduras, legumes e árvores) e os pequenos animais quando morrem vão se misturando com este primeiro horizonte dando a ele uma cor escura.

IMPORTANTE:

A cor escura do primeiro horizonte vem da matéria orgânica do solo, que como já vimos, é formada por animais e plantas que morrem e caem sobre ele e, que aos poucos vão sendo misturados com a parte mineral.

Como os solos se apresentam na natureza?

Ao viajar de carro observa-se grandes diferenças no tipo de vegetação e plantações. Estas diferenças são em grande parte decorrente dos diversos tipos de solos que ocorrem na natureza.

Essas diversidades de solos refletem as variações que ocorre na natureza dos fatores de formação, descrito na expressão de solo anterior.

Assim, estes solos se apresentam na natureza com diferentes cores, como por exemplo: amarelo, vermelho, marrom, preto, cinza, azulado, esverdeado e branca.

Lembram da areia da praia? Ela é branca, não é!

Além de possuir cor diferente, um determinado horizonte pode ser mais duro que outro, filtrar a água mais rápido e/ou deixar que as raízes cresçam mais ou menos depressa, etc.

JÁ IMAGINARAM O NOSSO PLANETA SEM O SOLO?

Fonte: www.cnps.embrapa.br

Solo

O que é o solo?

Dentro de um ecossistema, o solo é o elemento que desempenha a importante atividade de sustentar e alimentar os vegetais, além de funcionar como reservatório de água desse ecossistema.

O solo é constituído por elementos minerais e gasosos, ou seja, por um conjunto formado por partículas como argila, silte, pedras e os nutrientes, além da água e do ar que ocupam os espaços vazios localizados abaixo da superfície denominados poros.

O solo é também um sistema vivo, uma vez que contém em si uma imensa quantidade de formas de vida: vírus, bactérias, fungos, protozoários, etc. Isto sem considerar o imenso volume ocupado pelas raízes das plantas.

Todos esses elementos minerais e biológicos encontram-se em profundo entendimento, numa intensa relação de trocas. O desenvolvimento dos organismos vivos, por exemplo, depende da presença dos minerais, água e ar do solo. De outro lado, a atividade dos organismos vivos promove um aumento da fertilidade do solo, produzindo matéria orgânica.

A conservação das florestas e da vegetação de um modo geral ajuda a proteger os solos e a manter os cursos d’água. As camadas de vegetação permitem que as águas pluviais cheguem lentamente ao solo onde se infiltram, sendo que parte dela será absorvida pelas raízes e outra irá compor o lençol freático que abastece os rios. A existência de vegetação também protege os solos da ação erosiva dos ventos.

Solo eutrófico

Tipo de solo que possui concentrações de nutrientes em níveis ótimos, ou quase ótimos, para o crescimento de plantas e animais.

Húmus

Fração mais ou menos estável da matéria orgânica do solo, que resta após a maior parte dos resíduos vegetais e animais ter sido decomposta, adquirindo em geral uma cor escura.

Deserto

Áreas temperadas, tropicais ou subtropicais, onde a falta de chuva não permite a existência de árvores ou qualquer vegetação fechada, exceto tapetes efêmeros de ervas anuais, durante os curtos períodos de chuva.

Desertificação

Desenvolvimento de condições desérticas (deficiência aguda de água e/ou ausência de vegetação) como resultado de atividades humanas ou mudanças climáticas.

Erosão

Desgaste e/ou arrastamento da superfície da terra pela água corrente, vento, gelo ou outros agentes geológicos, incluindo processos como arraste gravitacional.

Assoreamento

Obstrução, por areia ou quaisquer outros sedimentos, de um rio, canal ou estuário.

Matéria Orgânica

É o resíduo dos organismos vivos, em forma de excrementos (húmus de minhoca, por exemplo) e dos restos de seus corpos (folhas caídas, insetos mortos). Um solo com uma quantidade ideal de matéria orgânica faz com que este fique solto, com mais reserva de água e nutrientes, apresentando uma coloração escura.

Fonte: www.meioambientecriancas.pr.gov.br

Solo

Estudo dos solos – origem , agentes poluidores, tratamento

Considerando que o planeta Terra tem entre 4,5 e 5 bilhões de anos, um evento que aconteceu há 80 milhões de anos (idade aproximada das cadeias montanhosas) tem apenas cerca de 1,5% da idade do planeta!

A história geológica da Terra iniciou-se há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, na era Pré-Cambriana.

A partir do resfriamento superficial do magma, consolidaram-se as primeiras rochas, por isso chamadas magmáticas ou igneas (do radical latino ignis, que da idéia de fogo). A cristalização dos minerais e as transformações da estrutura molecular das rochas deram origem a estruturas geológicas compostas de rochas magmáticas, as quais denominamos escudos cristalinos. Formou-se, assim, a litosfera (do radical grego litbos, que significa pedra ou rocha ou crosta terrestre primitiva).

A liberação de gases decorrente do resfriamento originou a atmosfera, responsável pela ocorrência das chuvas e pela formação de lagos e mares nas depressões preenchidas pela água. Assim, iniciou-se a ação do intemperismo ou decomposição química das rochas, processo responsável pela formação dos solos e consequente início da erosão.As partículas minerais que compõem os solos transportadas pela água, dirigem-se aos lagos e mares, onde a pequena velocidade de escoamento da água possibilita a sedimentação. Ao longo de milhões ou mesmo bilhões de anos, essas depressões foram preenchidas com sedimentos, constituindo as bacias sedimentares, áreas relativamente planas, independentes da altitude. Nessas bacias, são encontradas rochas formadas pela compactação física e química de partículas minerais, denominadas rochas sedimentares.

RELEVO

Relevo corresponde às formas assumidas pelo terreno (serras, montanhas, depressões, chapadas, etc.) após serem moldadas pela atuação de agentes internos e externos sobre a crosta terrestre. Os agentes internos são as forças tectônicas (movimentos orogenéticos, terremotos e vulcanismo), que se originam dos movimentos das placas tectônicas, alterando as formas do terreno na superfície terrestre. Os escudos cristalinos (serras), por exemplo, formam-se nas eras Pré-cambriana e Paleozóica. Suas formas atuais são resultado da modelagem exercida pela ação dos agentes externos ou agentes erosivos (chuva, vento, rios, gelo, neve, etc.), atuando durante milhões de anos sobre as formas definidas pelos agentes internos. Já as cadeias montanhosas terciárias são resultantes da ação dos agentes internos (orogênese).

O RELEVO BRASILEIRO

No território brasileiro, os terrenos acidentados, de formação geológica cristalina, são muito antigos e desgastados pela erosão, possuindo altitudes modestas.

O país não possui cadeias montanhosas ou dobramentos O Brasil tem oito unidades de relevo. Os planaltos ocupam 59% da superfície do território, e as planícies, os 41% restantes, promoveu alteração nos critérios de definição dos compartimentos do relevo.

No território distinguem-se três compartimentos:

Planalto: é um compartimento de relevo com superfície irregular e altitude superior a 300 metros, no qual predominam processos erosivos em terrenos cristalinos ou sedimentares.

Planície: é um compartimento de relevo com superfície plana e altitude igual ou inferior a 100 metros, no qual predominam acúmulos recentes de sedimentos.

Depressão: é um compartimento de relevo mais plano que o planalto, no qual predominam processos erosivos, com suave inclinação e altitude entre 100 e 500 metros.

SOLO

Uma rocha qualquer, ao sofrer intemperismo, transforma-se em solo, adquire maior porosidade e, como decorrência, há penetração de ar e água, o que cria condições propícias para o desenvolvimento de formas vegetais e animais. Estas, por sua vez, passam a fornecer matéria orgânica à superfície do solo, aumentando cada vez mais sua fertilidade. Assim, o solo é constituído por rocha intemperizada, ar, água e matéria orgânica, formando um manto de intemperismo que recobre superficialmente as rochas da crosta terrestre.A matéria orgânica, fornecida pela fauna e pela flora decompostas, encontra-se concentrada apenas na camada superior do solo. Essa camada é chamada de horizonte A, o mais importante para a agricultura, dada a sua fertilidade. Logo abaixo, com espessura variável de acordo com o clima, responsável pela intensidade e velocidade da decomposição da rocha, encontramos rocha intemperizada, ar e água, que formam o horizonte B.

Em seguida, encontramos rocha em processo de decomposição – horizonte C – e, finalmente, a rocha matriz – horizonte D -, que originou o manto de intemperismo ou o solo que a recobre.

Sob as mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua constituição mineralógica: do basalto, por exemplo, originou-se a terra roxa; do gnaisse, o solo de massapê, e assim por diante.É importante destacar que solos de origem sedimentar, encontrados em bacias sedimentares e aluvionais, não apresentam horizontes, por se formarem a partir do acúmulo de sedimentos em uma depressão, e não por ação do intemperismo, mas são extremamente férteis, por possuírem muita matéria orgânica.

O principal problema ambiental relacionado ao solo é a erosão superficial ou desgaste, que ocorre em três fases: intemperismo, transporte e sedimentação.

O solo é um corpo vivo, de grande complexidade e muito dinâmico. Tem como componentes principais a fase sólida (matéria mineral e matéria orgânica), e a água e o ar na designada componente "não sólida".

O solo DEVE ser encarado como uma interface entre o ar e a água (entre a atmosfera e a hidrosfera), sendo imprescindível à produção de biomassa.

Processo de formação dos solos

Assim, o solo não é inerte, o mero local onde assentamos os pés, o simples suporte para habitações e outras infraestruturas indispensáveis ao Homem, o seu "caixote do lixo"!. Sempre que lhe adicionamos qualquer substância estranha, estamos a poluir o solo e, direta ou indiretamente, a água e o ar.

A classe de solos dominante é a dos Latossolos, em relevo pouco declivoso. Esses solos geralmente possuem propriedades morfológicas e físicas que facilitam o manejo agrícola, facilitando a aplicação de corretivos e fertilizantes que garantam elevadas produtividades. Apresentam baixa erodibilidade quando comparados a outras classes de solos, como é o caso dos Argissolos e Neossolos Quartzarênicos. Estes últimos requerem atenção mais cuidadosa quanto ao manejo, para evitar a degradação dos solos. Os Latossolos pelas condições físicas e de relevo, quando bem manejados podem refletir em elevada produtividade agrícola.

Ocorrem solos mais rasos em regiões mais declivosas como os Cambissolos e os Neossolos Litólicos. Tais solos apresentam limitações para trafegabilidade e alta erodibilidade, tendo baixa aptidão agrícola quando comparados aos Latossolos, Nitossolos e Argissolos de relevo pouco declivoso.

Nos fundos dos vales e nas várzeas podem ser encontrados principlamente Gleissolos, Organossolos, Cambissolos, Neossolos Flúvicos e Planossolos. Os Gleissolos e os Organossolos apresentam como principal limitação o excesso de água, necessitando de sistemas de drenagem para seu manejo agrícola.

Os solos mais comuns no Brasil são:

a) Latossolos: são os solos predominantes no Brasil e, em geral, apresentam relevo suave, grande profundidade, alta permeabilidade e baixa capacidade de troca catiônica. Ocorre a predominância de óxidos de ferro, de alumínio e caulinita, que é uma argila de baixa atividade, sendo predominante na fração argila dos latossolos. Esta combinação química, juntamente com matéria orgânica e alta permeabilidade e aeração conferem ao Latossolo uma estrutura fina, muito estável que facilita o cultivo. Em caso de compactação subsuperficial, a erodibilidade destes solos aumenta, exigindo cuidados redobrados no seu manejo. Dentro da classificação de latossolos, ainda existe uma subdivisão, ou seja, eles podem ser classificados de acordo com sua coloração, a qual reflete maior ou menor riqueza em óxidos de ferro.

Assim, predominam no Brasil os seguintes latossolos: Latossolo Roxo, Latossolo Bruno, Latossolo Vermelho-Escuro, Latossolo Vermelho Amarelo e, Latossolo Amarelo. O teor de óxidos de ferro decresce do Latossolo Roxo para o Latossolo Amarelo. O Latossolo Roxo apresenta-se, em relação aos demais, com maior fertilidade, ocorrendo, porém, em menor freqüência.

b) Podzólicos ou Argissolos: são solos profundos e menos intemperizados do que os Latossolos podendo apresentar maior fertilidade natural e potencial. Esses solos são desenvolvidos basicamente a partir de produtos da intemperização de arenitos, com seqüência de horizontes A, B e C bem diferenciados e com suas transições geralmente bem definidas. A principal característica deste solo é a diferença textural entre os horizontes A e B, visto que no horizonte B concentra-se teor mais elevado de argila do que no horizonte A, onde, entretanto, a atividade biológica apresenta-se intensa. O acúmulo de argila no horizonte B torna os solos podzólicos menos permeáveis, portanto mais propensos à erosão hídrica.

c)Plintosolos: a característica mais marcante dos Plintossolos é a presença de manchas ou mosqueados avermelhados, ricos em ferro e de consistência macia, que podem ser facilmente individualizados da matriz do solo ou, ainda, de nódulos ou concreções ferruginosas, extremamente duros, que formam, algumas vezes, espessas camadas contínuas e endurecidas de material ferruginoso. Os materiais ferruginosos macios, denominados plintita, formam geralmente um emaranhado de cores bem contrastante com a matriz do solo. São constituídos de uma mistura de argila, pobre em carbono orgânico e rica em ferro, ou ferro e alumínio, com quartzo e outros materiais. Os materiais endurecidos são formados a partir das plintitas de consistência macia, que endurecem quando submetidas a ciclos sucessivos de umedecimento e secagem.

A profundidade de ocorrência, a quantidade e intensidade de cimentação do material ferruginoso são fatores que condicionam a aptidão agrícola das áreas onde predominam os Plintossolos. A presença de petroplintita, por exemplo, a pouca profundidade ou em superfície, formando camadas contínuas e espessas, mais comuns nas terras altas e bem drenadas do Estado, constitui forte limitação ao uso agrícola. Isto porque a permeabilidade do solo, a restrição por enraizamento das plantas e o entrave ao uso de equipamentos agrícolas podem se tornar críticos. Além disto, a baixa fertilidade natural, a elevada acidez e toxicidade por alumínio, muito comum na classe dos Plintossolos em geral, tornam-nos, neste caso, inaptos ou com aptidão restrita ao cultivo.

Cabe esclarecer que os Plintossolos situados nas planícies do rio Araguaia no Estado do Tocantins apresentam predominância de plintita no perfil, sem ou com pouca petroplintita, que geralmente permanecem saturados com água ou submersos a maior parte do ano. Assim, a presença de plintita em profundidade pode constituir um forte impedimento à drenagem e, com isto, favorecer a manutenção adequada da lâmina de água ou proporcionar melhores condições de umidade no perfil do solo na época da estiagem. Esses fatores concorrem para o melhor desenvolvimento do arroz irrigado por inundação contínua. são solos pouco desenvolvidos, provenientes de sedimentos, geralmente de origem fluvial, apresentando grande heterogeneidade entre si, como também ao longo do seu perfil.

Ocorrem em relevo plano, várzeas e em áreas próximas aos rios. Suas maiores limitações de uso referem-se aos riscos de inundações periódicas e elevação do lençol freático. Uma vez que esses solos apresentam horizonte A diretamente assentado sobre o horizonte C, todos os cuidados devem ser tomados nos trabalhos de sistematização para uso. Excessivos cortes podem expor o horizonte C, reduzindo a capacidade produtiva.

d) Hidromórficos: são desenvolvidos em condições de excesso d’água, ou seja, sob influência de lençol freático. Estes solos apresentam a cor cinza em virtude da presença de ferro reduzido, ou ausência de ferro trivalente. Logicamente, ocupam baixadas inundadas, ou freqüentemente inundáveis. Pelas condições onde se localizam, são solos difíceis de serem trabalhados.

Existem dois tipos principais de solos hidromórficos: os orgânicos e os minerais.

e) Cambissolos: são solos pouco desenvolvidos em relação aos Latossolos e Podzólicos. Apresentam horizonte B em formação. São rasos e de elevada erodibilidade podendo em curto espaço de tempo ocorrer exposição de subsolo. A fertilidade do horizonte A está condicionada ao tipo de rocha formadora inicial. Por serem muito susceptíveis à erosão, normalmente não permitem um uso intensivo podendo, em condições naturais, ser observada a ocorrência de erosão laminar moderada, ou severa, bem como em sulcos e voçorocas.

f) Solos salinos ou halomórficos: caracterizam-se por uma concentração elevada de sais solúveis. São comuns nas partes baixas do relevo nas regiões áridas, semi-áridas e naquelas próximas do mar. São desprovidos de cobertura vegetal devido à elevada salinidade.

g) Litossolos: esta classe é constituída por solos pouco desenvolvidos, muito rasos, com o horizonte A assentado diretamente sobre a rocha. Situam-se nas áreas montanhosas. Os locais onde ocorrem este tipo de solo, são normalmente, destinados às áreas de preservação permanente.

Os diferentes tipos de solos proporcionam diferentes tipos de substratos, e por este motivo, a cobertura vegetal de uma área modifica-se de acordo com as características do terreno. As plantas conferem proteção ao solo, reduzindo o impacto das chuvas, diminuindo a velocidade da água através da copa das árvores e das raízes. Mesmo as folhas caídas contribuem para diminuir a ação da água no solo agindo como cobertura. Assim, a remoção de cobertura vegetal de forma não planejada é um dos principais fatores que podem desencadear a erosão, ou seja, o processo de desagregação e remoção de partículas do solo ou fragmentos de rocha, pela ação combinada da gravidade com a água, vento, gelo ou organismos. Muitas vezes, a quebra deste equilíbrio natural entre o solo e o ambiente (remoção da vegetação, desvio de cursos hídricos, etc) promovida e acelerada pelo homem, expõe o solo a formas menos perceptíveis de erosão, que promovem a remoção da camada superficial deixando o subsolo (geralmente de menor resistência) sujeito à intensa remoção de partículas, o que culmina com o surgimento de voçorocas.

Quando os processos erosivos não são controlados ou estabilizados, estes podem acarretar um pesado ônus à sociedade.

Além de danos ambientais irreversíveis, produz também prejuízos econômicos e sociais, como por exemplo: diminuição da produtividade agrícola,redução da produção de energia elétrica e do volume de água para abastecimento urbano devido ao assoreamento de reservatórios; ameaçar obras viárias e áreas urbanas, além de uma série de transtornos aos demais setores produtivos da economia.


Exemplos de erosão (voçorocas)

Erosão

A erosão é um processo natural que faz parte da evolução do relevo no planeta.

Ela consiste basicamente de três etapas:

a) desagregação do solo

b) transporte das partículas desagregadas pela água

c) depósito de partículas nas áreas mais baixas da paisagem como as várzeas e os leitos dos rios.

Importância da cobertura vegetal

A cobertura vegetal funciona como uma proteção do solo, pois diminui o impacto da gota de chuva e conseqüentemente impede ou minimiza a ocorrência da desagregação.

Isso acontece devido à perda de energia potencial da chuva ao passar por diferentes estratos vegetais. Solos que possuem cobertura vegetal com estratos variados contam com uma menor taxa de erosão do que aqueles que possuem um único estrato.

Em alguns casos pode até ocorrer aumento do processo erosivo, pois as folhas das árvores podem funcionar como concentradoras das águas, aumentando o tamanho e o peso das gotas de chuva (aumentando a energia potencial).

Além desse efeito dispersante de energia, a cobertura vegetal também ajuda na taxa de infiltração, retardando o escoamento superficial devido à abertura de poros no solo pelas raízes. Outra influência da cobertura vegetal é a incorporação de matéria orgânica ao solo.

Erosão em ravinas ou sulcos

A erosão em ravinas ou sulcos origina-se da ação concentrada do fluxo d’água que acaba formando um escoamento canalizado devido ao aumento da velocidade e turbulência na encosta.

Este fato pode ser decorrente do aumento da intensidade da chuva, do aumento da declividade da encosta e da diminuição da capacidade de armazenamento de água pelo solo.

Esta forma erosiva é facilmente percebida, pois após o evento chuvoso, pode-se observar a presença de sulcos de profundidades variadas no solo.

Erosão em lençol ou laminar

A erosão em lençol ou laminar origina-se da ação do fluxo d’água difuso que ao percorrer o seu caminho carregam pequenas partículas que foram colocadas em suspensão pela desagregação.

Estas partículas, juntamente com o turbilhonamento das águas exerce uma ação erosiva bem representativa na superfície, ocasionando a remoção progressiva e uniforme da superfície do solo.

Pelo fato de sua atuação se dar de forma homogênea e de difícil percepção, essa forma erosiva tende a acarretar danos econômicos consideráveis

A ação da água

A água é o principal agente erosivo dos solos. A intensidade da chuva e a sua precipitação total são os fatores que influenciam na sua capacidade de provocar erosão.

A intensidade da chuva é definida como a quantidade de chuva num determinado tempo. As chuvas de maior intensidade são mais eficientes em provocar erosão devido à agressividade do impacto da água no solo. Já a precipitação total deve ser considerada conjuntamente com a capacidade máxima do solo de reter água.

Normalmente, a erosão se inicia quando o solo fica saturado, ou quando há qualquer impedimento à infiltração da água da chuva. A água que não se infiltra, começa a se concentrar na superfície do terreno formando poças as quais podem crescer e se unir. Deste modo, iniciam-se os escorrimentos superficiais que dependem das características das encostas e podem ser difusos ou concentrados.

Prejuízos causados pela erosão

A influência do homem no ambiente através de práticas agrícolas, acelera muito as ações erosivas, levando a grandes prejuízos financeiros, sociais e ambientais.

Alguns dos efeitos causados pela erosão:

Aumento do preço dos produtos agrícolas

Diminuição da capacidade produtiva do solo

Aumento do êxodo rural

Assoreamento dos cursos d’água que resultam em transbordamento e inundações queda de barreiras em estradas

Encarecimento do tratamento da água

Prejuízo financeiro, pois os adubos e corretivos aplicados no solo, são carreados junto com o solo erodido, não sendo utilizados pelas plantas.

Contaminação do solo

O uso da terra para centros urbanos, para as atividades agrícola, pecuária e industrial tem tido como consequência elevados níveis de contaminação.

De fato, aos usos referidos associam-se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas, deposição não controlada de produtos que podem ser resíduos perigosos, lixeiras e/ou aterros sanitários não controlados, deposições atmosféricas resultantes das várias atividades, etc. Assim, ao longo dos últimos anos, têm sido detectados numerosos casos de contaminação do solo em zonas, quer urbanas, quer rurais.

Regra geral, a contaminação do solo torna-se problema quando:

Há uma fonte de contaminação

Há vias de transferência de poluentes que viabilizam o alargamento da área contaminada

Há indivíduos e bens ameaçados por essa contaminação.

O problema pode ser resolvido por:

Remoção dos indivíduos e/ou bens ameaçados

Remoção da fonte de poluição

Bloqueamento das vias de transferência (isolamento da área)

Tipos de Solos de acordo com a granulometria, os solos são classificados nos seguintes tipos, de acordo com o tamanho decrescente dos grãos:

Pedregulhos ou cascalho

Areias (grossas, médias ou finas)

Siltes

Argilas.

Na natureza, raramente um solo é do tipo “puro”, isto é, constituído na sua totalidade de uma única granulometria. Dessa maneira, o comum é o solo apresentar certa percentagem de areia, de silte, de argila, de cascalho, etc.

Assim, os solos são classificados de acordo com a seguinte nomenclatura: o elemento predominante é expresso por um substantivo e os demais por um adjetivo.

Exemplo: areia argilosa é um solo predominantemente arenoso com certa percentagem de argila.

Tipos de Solos

Solos arenosos

Os solos arenosos têm boa aeração, plantas e microorganismos morrem com mais facilidade,pois tem pouca umidade.O solo arenoso possui teor de areia superior a 70%. Também possui argila e outros compostos em menor percentagem. Mas como tem boa aeração não retém água. Esse solo é permeável, também é conhecido com neossolo.

Solos argilosos

Não são tão arejados, mas armazenam mais água. São menos permeáveis, a água passando mais lentamente ficando então armazenada. Alguns solos brasileiros mesmo tendo muita argila, apresentam grande permeabilidade. Sua composição é de boa quantidade de óxidos de alumínio (gibbsita) e de ferro (goethita e hematita). Formam pequenos grãos semelhantes ao pó-de-café, isso lhe dá um similar ao arenoso. Chamado de argilossolo.

Solos siltosos

Com grande quantidade de silte, geralmente são muitos erodíveis.

Solo humífero

Esse solo apresenta uma quantidade maior de húmus em relação aos outros. É um solo geralmente fértil, ou seja, um solo onde os vegetais encontram melhores condições para se desenvolverem. Possui cerca de 10% de humo em relação ao total de partículas sólidas. A presença de humo dá uma coloração, em geral, escura, contribui para sua capacidade de reter água e sais minerais e aumenta sua porosidade e aeração.

Solo calcário

A quantidade de calcário nesse tipo de solo é maior que em outros solos. Desse tipo de solo é retirado um pó branco ou amarelado, que pode ser utilizado na fertilização dos solos destinados à agricultura e à pecuária.

Esse solo também fornece a matéria-prima (substância principal com que é fabricada) para a fabricação de cal e do cimento, que são utilizados na construção de edifícios, casa, muros, calçadas e pontes.

Brownfields ("campos marrons") é um termo de origem estadunidense que designa "instalações industriais e comerciais abandonadas, ociosas ou subutilizadas cuja expansão ou revitalização é complicada por contaminações ambientais reais ou percebidas".[1] No Reino Unido e na Austrália, o termo é aplicado para qualquer tipo de terreno já utilizado.

Em planejamento urbano, brownfield é um terreno previamente usado para fins industriais ou para determinados fins comerciais, e que pode estar contaminado por baixas concentrações de lixo tóxico ou poluição e que possui o potencial para ser reutilizado desde que seja limpo. Terrenos que apresentem graus de contaminação maiores ou altas concentrações de lixo tóxico não podem ser enquadrados na classificação de brownfields.

Landfarming

O processo de landfarming, também conhecido como tratamento em terra, consiste na aplicação controlada de resíduos sobre o solo, conseguindo a degradação biológica e química dos mesmos.

O landfarming também deve ser considerado como um processo de disposição final, já que os produtos da degradação se incorporam ao solo e à matéria vegetal presente no local.

A diferença entre tratamento em solo e landfarming se baseia em que o último implica o desenvolvimento de técnicas de trabalho do solo, através das quais é incorporado oxigênio do ar, maximizando a remoção biológica.

O grupo dispõe de um landfarming no município de Bahía Blanca, que foi desenvolvido sobre uma base de terreno de mais de 100 hectares e é considerado um dos principais do país.

O terreno está localizado na Rodovia Nº 33 e apresenta características singulares. Os baixos níveis de precipitação, inferiores a 600 mm por ano, a geologia local caracterizada pelas camadas do solo, que não permitem a lixiviação dos produtos da degradação para os aquíferos, a ausência de cursos de água superficiais e a distância dos centros urbanos, tornam este terreno da IPES S.A. uma instalação única.

A superfície do landfarming permite a gestão de lotes exclusivos por cliente. Estes lotes estão identificados e é realizado um seguimento do processo mediante amostragens periódicas de controle da degradação. Uma vez degradado, solicita-se a liberação do lote à Secretaria de Política Ambiental. Assim, o gerador do resíduo pode realizar um seguimento do processo de tratamento exclusivo, já que não se misturam resíduos de diferentes fontes de geração.

Os resíduos que podem ser tratados com este tipo de tecnologia são:

Resíduos provenientes de indústrias de alimentos em geral, da indústria de laticínios e de frigoríficos.

Resíduos da indústria do petróleo.

Resíduos da indústria química e farmacêutica.

Barros e fundos de tanques de combustíveis e hidrocarbonetos em geral.

Solos contaminados por vazamentos de hidrocarbonetos.

Reatores biológicos

Unidades onde ocorre a remoção da matéria orgânica pela ação de microorganismos aeróbios submetidos à aeração, presença constante de ar.

Fitorremediação

Esta técnica biológica procura entender os mecanismos de defesa e tolerância das plantas, seja por exclusão do metal, para evitar ou diminuir sua entrada no vegetal, seja pela produção de proteínas – denominadas fitoquelatinas – que eliminam os metais, seja pela transformação do resíduo tóxico em vertentes menos intoxicantes. Pesquisadores do Laboratório Nacional de Pesquisa em Fitorremediação, da Coréia, transferiram um gene da levedura Saccharomyces cerevisiae para o DNA da Arabidopsis thaliana, planta modelo em pesquisas genéticas. O gene deu a essa espécie vegetal a capacidade de tolerar metais pesados, como o chumbo e o cádmio. O resultado é uma planta transgênica capaz de absorver esses poluentes da terra e de prevenir a contaminação de humanos, principalmente em regiões industriais.

Compostagem- Decomposição aeróbia, isto é, sob presença de oxigênio, em resíduos orgânicos por populações microbianas in situ, sob condições total ou parcialmente controladas, que produzem um material parcialmente estabilizado.

Assim,

Remediação do solo

A técnica de remediação de áreas comprovadamente contaminantes consiste em retirar ou diminuir a concentração do contaminante nos solos ou nas águas subterrâneas.

Vários métodos de remediação podem ser utilizados, dentre eles estão: a retirada do solo e tratamento deste fora de seu local de origem, a remoção da água subterrânea do terreno para seu posterior tratamento, a injeção de compostos químicos ou de ar e a biorremediação.

A seleção do método apropriado constitui um processo complexo, envolvendo considerações detalhadas das características do local (fatores geológicos e hidrogeológicos), do poluente, da população microbiana presente no local, e um estudo da viabilidade técnico-econômica de aplicação das várias alternativas para o local específico.

Uma das técnicas mais recomendadas e adequadas atualmente de remediação desses meios contaminados é o tratamento biológico ou a biorremediação.

Discutiremos ao longo do texto os principais pontos referentes a esta técnica além de outras técnicas de remediação.

Biorremediação

A biorremediação é uma ciência que estuda, monitora e utiliza um conjunto de tecnologias para remover ou neutralizar poluentes orgânicos presentes nos solos, nas águas ou em outros ambientes utilizando microorganismos, como fungos, bactérias, ou leveduras, ou suas enzimas. Como exemplo podemos citar a adição de microorganismos, como o Pseudomonas sp. ADP (de Atrazine Degrading Pseudomonas), em locais poluídos com o herbicida atrazina para facilitar a sua degradação.

Valores de Referência para Contaminantes do Solo (Soil Guideline Values - SGV)

No Brasil, realizaram-se alguns levantamentos dos teores de metais pesados e de contaminantes nos solos brasileiros, entretanto, ainda não se definiram seus níveis de referência para uma possível avaliação de contaminação.

São Paulo é o primeiro estado brasileiro a dispor de valores de referência de qualidade próprios para a avaliação dos graus de poluição do solo e das águas subterrâneas. A Companhia de Tecnologia e Saneamento Básico (Cetesb) do Estado de São Paulo, por meio de testes laboratoriais e pesquisas de campo, elaborou uma lista com critérios, valores e padrões orientadores para a concentração de determinados metais pesados e substâncias orgânicas no solo e nas águas subterrâneas.

Resumidamente, os valores são divididos em Valor de Referência de Qualidade, Valor de Prevenção e Valor de Intervenção:

Valor de Referência de Qualidade (VRQ): é a concentração de determinada substância no solo ou na água subterrânea, que indica as condições de um solo considerado limpo ou de águas subterrâneas em seu estado natural. São valores de referência usados na prevenção e no controle da contaminação e para o monitoramento de áreas contaminadas.

Valor de Prevenção (VP): indica a qualidade de um solo capaz de sustentar as suas funções primárias, protegendo-se os seres humanos e os animais e a qualidade das águas subterrâneas. Indica uma possível alteração da qualidade natural dos solos. Quando este valor é excedido podem ocorrer alterações prejudiciais à qualidade do solo e das águas subterrâneas e devem ser usadas medidas preventivas de contaminação. Deve-se, também, exigir o monitoramento das águas subterrâneas, identificando-se e controlando-se as fontes de poluição.

Valor de Intervenção (VI): indica o limite de contaminação do solo e das águas subterrâneas acima do qual existem riscos potenciais, diretos ou indiretos, à saúde humana. Quando excedido, requer alguma forma de intervenção na área avaliada. Para o solo, foram estabelecidos três cenários de exposição à contaminação: agrícola (área de proteção máxima), residencial e industrial.

Essa lista é utilizada como referência para a identificação de áreas consideradas já contaminadas ou com suspeitas de contaminação, as quais venham a oferecer risco à saúde pública. A área será classificada como área contaminada sob investigação quando houver constatação da presença de contaminantes no solo ou na água subterrânea em concentrações acima dos valores de intervenção, indicando a necessidade de ações para proteger as pessoas, os animais e o meio ambiente e o seguimento dos procedimentos de gerenciamento de áreas contaminadas.

Fonte: www.grupos.com.br

Solo

Recursos Naturais

O que está representado em marrom é a parte terrestre do planeta, que constitui os continentes. Os continentes ocupam cerca de 30% da superfície terrestre.

Os seis continentes do planeta são (em ordem decrescente de tamanho): Ásia, América, África, Antártida, Europa e Oceania.

Para evitar confusão, vamos empregar a palavra “solo” onde realizamos atividades diversas, nos sustentamos, construímos, plantamos e retiramos minerais.

Entretanto, são diversas as definições de solo, conforma o enfoque desejado.

Abaixo estão listados alguns exemplos destas definições segundo as diferentes áreas:

Engenharia civil: material escavável, que perde sua resistência quando em contato com a água.

Agronomia: camada superficial de terra arável, possuidora de vida microbiana.

Arqueologia: material no qual se encontram registros de civilizações e organismos fósseis.

Geologia: produto do intemperismo físico e químico das rochas.

Pedologia: camada viva que recobre a superfície da terra, em evolução permanente, por meio da alteração das rochas e de processos pedogenéticos comandados por agentes físicos, biológicos e químicos Esta é a ciência que estuda a formação do solo, e foi iniciada na Rússia por Dokuchaiev no ano de 1880.

O solo é o resultado de algumas mudanças que ocorrem nas rochas. Estas mudanças são bem lentas, sendo que as condições climáticas e a presença de seres vivos são os principais responsáveis pelas transformações que ocorrem na rocha até a formação do solo.

Para entendermos melhor este processo, acompanhe atentamente a seqüência abaixo:

1) Rocha matriz exposta.

2) Chuva, vento e sol desgastam a rocha formando fendas e buracos. Com o tempo a rocha vai esfarelando-se.

3) Microrganismos como bactérias e algas se depositam nestes espaços, ajudando a decompor a rocha através das substâncias produzidas.

4) Ocorre acúmulo de água e restos dos microrganismos.

5) Organismos um pouco maiores como fungos e musgos, começam a se desenvolver.

6) O solo vai ficando mais espesso e outros vegetais vão surgindo, além de pequenos animais.

7) Vegetais maiores colonizam o ambiente, protegidos pela sombra de outros.

8) O processo continua até atingir o equilíbrio, determinando a paisagem de um local.

Todo este processo leva muito tempo para ocorrer. Calcula-se que cada centímetro do solo se forma num intervalo de tempo de 100 a 400 anos! Os solos usados na agricultura demoram entre 3000 a 12000 anos para tornarem-se produtivos.

Você consegue imaginar uma plantação neste costão rochoso? É esquisito, parece que não existe solo. Observamos uma vegetação rasteira no alto do morro, mas, além do declive e da proximidade do mar, a foto mostra rochas que não se transformaram em solo propriamente dito, aquele que pode ser cultivado. Isto não quer dizer, entretanto, que toda rocha obrigatoriamente deverá se transformar em solo.

É importante visualizar os solos como corpos dinâmicos naturais, cujas características (como a de um ser vivo) são decorrentes das combinações de influências que recebem.

Como o solo é substrato onde evoluem outros sistemas, tais características irão também influenciar na evolução de diferentes componentes das paisagens como: relevo, vegetação, comportamento hídrico.

O processo de formação de solos é chamado de intemperismo, ou seja, fenômenos físicos, químicos e biológicos que agem sobre a rocha e conduzem à formação de partículas não consolidadas.

Intemperismo físico: promove a modificação das propriedades físicas das rochas (morfologia, resistência, textura) através da desagregação ou separação dos grãos minerais antes coesos, acarretando no aumento da superfície das partículas, mas não modificando sua estrutura. Sua atuação é acentuada em virtude de mudanças bruscas de temperatura. Ciclos de aquecimento e resfriamento dão origem a tensões que conduzem a formação de fissuras nas rochas assim desagregando-as. A mudança cíclica de umidade também pode causar expansão e contração. Espécies vegetais de raízes profundas, ao penetrarem nos vazios existentes, também provocam aumento de fendas, deslocamento de blocos de rochas e desagregação.

A superfície exposta ao ar e a água, aumentada pela fragmentação, abre caminho e facilita o intemperismo químico.

Intemperismo químico: ocorre quando estratos geológicos são expostos a águas correntes providas de compostos que reagem com os componentes minerais das rochas e alteram significativamente sua constituição. Esse fenômeno é o intemperismo químico, que provoca o acréscimo de hidrogênio (hidratação), oxigênio (oxigenação) ou carbono e oxigênio (carbonatação) em minerais que antes não continham nenhum destes elementos. Muitos minerais secundários formaram-se por esses processos. Este tipo de intemperismo é mais comum em climas tropicais úmidos.

Intemperismo biológico: é caracterizado por rochas que perdem alguns de seus nutrientes essenciais para organismos vivos e plantas que crescem em sua superfície.

À medida que o intemperismo vai atuando (tempo), a camada de detritos torna-se mais espessa e se diferencia em subcamadas (horizontes do solo), que em conjunto formam o perfil do solo. O processo de diferenciação dos horizontes ocorre com incorporação de matéria orgânica no seu interior. Partículas migram descendentemente, levadas pela gravidade e até realizam movimentos ascendentes carregadas com a ascensão do lençol freático. Ainda, deve ser considerada a atuação de plantas, cujas raízes absorvem elementos em profundidade e estes são incorporados à superfície.

Na verdade, a origem e evolução dos solos são condicionadas por cinco fatores:

Material de origem: a ação do intemperismo nas rochas depende de seus materiais constituintes, sua estrutura e composição mineralógica

Clima: precipitação e temperatura regulam a natureza e a velocidade das reações químicas. A disponibilidade de água (chuvas) e a temperatura agem acelerando ou retardando as reações do intemperismo

Relevo: a topografia e a cobertura vegetal regulam a velocidade do escoamento superficial das águas pluviais. Isto interfere na quantidade de água que infiltra e percola no solo. Este processo (em tempo suficiente) é essencial para consumação das reações e drenagem

Microrganismos: a decomposição de matéria orgânica libera gás carbônico cuja concentração no solo pode ser até 100 vezes maior que na atmosfera. Isso diminui o pH das águas de infiltração. Alguns minerais, como alumínio, tornam-se solúveis somente em pH ácido, isto é, necessitam desta condição para se desprender de sua rocha de origem. Outros produtos de metabolismo, como ácidos orgânicos secretados por liquens, influenciam também os processos de intemperismo.Assim como raízes que exercem forca mecânica nas rochas que pode acarretar em sua desagregação

Tempo: variável dependente de outros fatores que controlam o intemperismo, principalmente dos constituintes do material de origem e do clima. Em condições de intemperismo pouco agressivas é necessário um tempo mais longo de exposição para haver o desenvolvimento de um perfil de alteração.

A partir de um perfil do solo, é possível visualizar a ação do processo de intemperismo!!!

Chama-se de perfildo solo a seção vertical que, partindo da superfície, aprofunda-se até onde chega a ação do intemperismo, mostrando, na maioria das vezes, uma série de camadas dispostas horizontalmente (horizontes), paralelas à superfície do terreno, que possuem propriedades resultantes dos efeitos combinados dos processos de formação do solo (pedogênese).

A natureza e o número de horizontes variam de acordo com os diferentes tipos de solo. Os solos geralmente não possuem todos esses horizontes bem caracterizados, entretanto, pelo menos possuem parte deles.

Perfil do solo: horizontes.

Horizonte O: camada orgânica superficial. É constituído por detritos vegetais e substâncias húmicas acumuladas na superfície, ou seja, em ambientes onde a água não se acumula (ocorre drenagem). É bem visível em áreas de floresta e distingui-se pela coloração escura e pelo conteúdo em matéria orgânica (cerca 20%).

Horizonte A: camada mineral superficial adjacente à camada O ou H. É o horizonte onde ocorre grande atividade biológica o que lhe confere coloração escurecida pela presença de matéria orgânica. Existem diferentes tipos de horizontes A, dependendo de seus ambientes de formação. Esta camada apresenta maior quantidade de matéria orgânica que os horizontes subjacentes B e C.

Horizonte E ou B: camada mineral situada mais abaixo do horizonte A. Apresenta menor quantidade de matéria orgânica, e acúmulo de compostos de ferro e argilo minerais. Ocorre concentração de minerais resistentes, como quartzo em pequenas partículas (areia e silte). Éo horizonte de máximo acúmulo, com bom desenvolvimento estrutural.

Horizonte C: camada mineral de material inconsolidado, ou seja, por ser relativamente pouco afetado por processos pedogenéticos, o solo pode ou não ter se formado, apresentando-se sem ou com pouca expressão de propriedades identificadoras de qualquer outro horizonte principal.

Horizonte R: camada mineral de material consolidado, que constitui substrato rochoso contínuo ou praticamente contínuo, a não ser pelas poucas e estreitas fendas que pode apresentar (rocha).

A presença dos vários tipos de horizontes mencionados está subordinada às condições que regulam a formação e evolução do solo. Como as condições variam de acordo com as circunstâncias do ambientes (material de origem, vegetação, clima, relevo, tempo) o tipo e número de horizontes de um perfil de solo são diferentes.

CARACTERÍSTICAS DO SOLO

Cor

Se alguém lhe perguntar qual é a cor do solo, você provavelmente dirá marrom. Mas você deve ter notado quantas cores diferentes de solo existem. A variação é muito grande nos tons de marrom, podendo chegar até preto, vermelho, amarelo, acinzentado.Essa variação irá depender do material de origem como também de sua posição na paisagem, conteúdo de matéria orgânica, e mineralogia, dentre outros fatores. Por exemplo, quanto maior a quantidade de matéria orgânica, mais escura é a cor do solo, o que pode indicar fertilidade ou apenas condições desfavoráveis à decomposição da mesma. As cores com tonalidades avermelhadas ou amareladas estão associadas aos diferentes tipos de óxidos de ferro existentes no solo. Quando a quantidade destes óxidos é grande, os solos apresentam-se vermelhos, como por exemplo, a terra roxa. Já os solos com elevada quantidade de quartzo na fração mineral apresentam coloração clara.

Em solos com baixa capacidade de drenagem, isto é, com excesso de água, a cor é acinzentada. Isto, porque os óxidos de ferro são lavados para o lençol freático, o que torna o solo mais claro. A cor branca a acinzentada é conseqüência da presença de minerais silicatados existentes na fração argila do solo

Textura

É o tamanho relativo das diferentes partículas que compõem o solo, sendo que a prática de sua quantificação é chamada granulometria. As partículas menores que 2 mm de diâmetro (areia, silte e argila), são as de maior importância, pois muitas das propriedades físicas e químicas da porção mineral do solo dependem das mesmas. Assim, usualmente se consideram apenas as três frações menores para caracterizar a textura. Para o estudo da textura geralmente são utilizadas peneiras (para solos granulares) padronizadas, nas quais uma porção de solo é separada nos diferentes tamanhos constituintes. No caso de solossilto-argilosos, utiliza-se o procedimento do densímetro ou então o da pipetagem.

Para a determinação textura temos:

Argila: partícula com diâmetro inferior a 0,005 mm

Silte: partícula com diâmetro entre 0,005mm e 0,05mm

Areia fina: partícula com diâmetro entre 0,05mm e 0,42mm

Areia média: partícula com diâmetro entre 0,42mm e 2,0mm

Areia grossa: partícula com diâmetro entre 2,0mm e 4,8mm

Pedregulho: partícula com diâmetro entre 4,8 e 76 mm.

Consistência

A consistência está relacionada com a influência que as forças de coesão e de adesão exercem sobre os constituintes do solo, de acordo com suas variáveis estados de umidade. A força de coesão se refere à atração entre partículas sólidas, entretanto, a força de adesão está relacionada à atração entre as partículas sólidas e as moléculas de água. Assim, um solo pode ser muito duro quando está seco, e pegajoso quando está molhado.

Porosidade

Refere-se à porção de espaços ocupados pelos líquidos e gases em relação ao espaço ocupado pela massa de solo (relação entre volume de vazios e volume total de uma amostra de solo). Divide-se em micro e macro porosidade, sendo que esta variação deve-se à forma e ao imbricamento dos grãos (como estes se encaixam). A porosidade está diretamente relacionada com a circulação de água no solo, isto é, as redes de poros podem estar conectadas permitindo a circulação de água, ou podem estar também isolados, o que permite que a água fique em seu interior, mas não circule.

Permeabilidade

É a maior ou menor facilidade com que a percolação da água ocorre através de um solo. A permeabilidade é influenciada pelo tamanho e arranjo das partículas, e pela sua porosidade. Ainda, deve-se ressaltar a importância da viscosidade e temperatura da água.

Diante do exposto, é possível considerar que o solo é um material poroso, composto pelas fases sólida, líquida e gasosa, e que se origina pela intemperização física e química das rochas situadas em determinado relevo e sujeitas à ação do clima e dos organismos vivos. Abaixo, estão listadas as substâncias sólidas, líquidas e gasosas que compõem o solo.

SUBSTÂNCIAS SÓLIDAS ÁGUA AR
Partículas minerais: originadas da desintegração e decomposição das
rochas.
É o meio onde os nutrientes solúveis do solo estão dissolvidos.
Ocupa o espaço entre as partículas permitindo a respiração dos microrganismos e das raízes das plantas.
Partículas orgânicas: formadas por restos de seres vivos ou produtos eliminados por estes.
  

A VIDA NO SOLO

Os organismos são extremamente importantes na decomposição da matéria orgânica.

Podemos chamar de matéria orgânica o material "morto" que sofrerá ação de outros organismos, numa seqüência de eventos que começa com animais maiores até chegar aos microscópicos: formigas são capazes de triturar folhas que caem das árvores e picar frutos que apodrecem; cupins se alimentam de troncos mortos; besouros se alimentam de animais mortos; minhocas se movimentam no interior da terra cavando buracos e misturando diferentes camadas, promovendo a circulação do ar no solo. E finalmente algumas algas, bactérias e fungos que vivem no solo se alimentam daquilo que os animais maiores não conseguiram aproveitar, transformando tudo o que comem em compostos que ficarão no solo por um tempo até serem novamente aproveitados, ou seja, o húmus.

Além disto, pequenos animais e vegetais do terreno são essenciais para a agricultura.

Por exemplo: os pequenos canais, ou poros, feitos pelas minhocas, formigas, larvas e outros inúmeros insetos, servem para o ar circular e a água e as raízes das plantas penetrarem.

Esses animais, auxiliados por bactérias e fungos, trituram e decompõem a matéria orgânica, transformando-as em húmus, que torna os solos mais fofos e servem de nutrientes para as plantas. Os microorganismos também produzem substâncias que ajudam as culturas a crescer e se defenderem de pragas e doenças.

Solo: “substrato” para plantas

Diversos elementos químicos são indispensáveis à vida vegetal, visto que, sem eles, as plantas não conseguem completar o seu ciclo de vida.

O carbono vem do ar, o oxigênio do ar e da água e o hidrogênio vem da água. Desta forma, observa-se que o solo é responsável por apenas 1% do fornecimento dos nutrientes às plantas, o que não significa que ele é menos importante, uma vez que além destes três elementos, as plantas são constituídas de mais treze elementos minerais.

Os elementos minerais são classificados em dois grupos: os macronutrientes e os micronutrientes.

Os MACRONUTRIENTES podem ser subdivididos em macronutrientes primários (o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K)), e em macronutrientes secundários (o cálcio (Ca), o magnésio (Mg) e o enxofre (S)). Estes elementos são absorvidos em maiores quantidades pelas plantas, uma vez que a demanda dos mesmos também é maior para a vida da planta.

Os MICRONUTRIENTES são: boro (B), cloro (Cl), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), zinco (Zn) e molibdênio (Mo). Apesar de estes nutrientes serem requeridos em menor quantidade pelas plantas, não são menos importantes.

CURIOSIDADE

O nitrogênio (representado por N) é responsável pela cor verde da folhagem e é o principal elemento químico para formação de proteínas. O fósforo (P) ajuda a formar raízes fortes e abundantes; contribui para formação e amadurecimento dos frutos e é indispensável na formação de sementes. O potássio (K) está relacionado com a formação de talos fortes e vigorosos, além de proteger a planta de enfermidades. O cálcio (Ca) ajuda no crescimento da raiz e do talo das plantas e também facilita a absorção dos nutrientes. O magnésio (Mg) é o elemento principal na formação da clorofila, sem a qual as plantas não produzem carboidratos.

USO E DEGRADAÇÃO DO SOLO

Além de nos sustentar e ser onde construímos nossas casas, o solo, por meio da agricultura, fornece a maior parte do alimento que consumimos.Para garantir a produção constante de alimentos, o ser humano passou a investir na agricultura. Construir armazéns para guardar o estoque de alimentos, desenvolver máquinas para facilitar seu trabalho, como tratores e arados; criar mecanismos de drenagem e irrigação pra controlar a quantidade de água e até mesmo escolher espécies mais resistentes ao ataque de organismos considerados pragas como insetos, fungos, bactérias ou vírus.

IRRIGAÇÃO 

Serve para molhar os solos secos tornando-os bons para o plantio, através de tubos ou canais.

DRENAGEM

Utilizada para retirar o excesso de água dos terrenos muito úmidos. Costuma-se abrir valas, fazer aterros ou plantar vegetais que absorvem muita água, como o eucalipto. 

ADUBAÇÃO

Importante para enriquecer os solos pobres com nutrientes. Podem ser usados: calcário, húmus e esterco, adubos ou fertilizantes químicos.

ARAÇÃO

Realizada para revolver a terra facilitando a circulação do ar, da água e nutrientes. Realizada em solos compactos, que dificultam a passagem do ar. No entanto, o uso exagerado desta técnica pode também levar à erosão.

No entanto, deve-se considerar que o solo não é importante somente para a produção de alimentos, mas também, que exerce uma multiplicidade de funções, como a regulação da distribuição, escoamento e infiltração da água da chuva e de irrigação; armazenamento e ciclagem de nutrientes para as plantas e outros elementos além de ação filtradora e protetora da qualidade do ar e da água.

Como recurso natural dinâmico, o solo é passível de ser degradado em função do uso inadequado pelo homem. Condição em que o desempenho de suas funções básicas fica severamente prejudicado, acarretando interferências negativas no equilíbrio ambiental, diminuindo drasticamente a qualidade de vida nos ecossistemas, principalmente naqueles que sofrem mais diretamente a interferência humana como os sistemas agrícolas e urbanos.

A seguir, vamos listar algumas práticas agrícolase atividades de exploração comuns em quase todo o país que têm provocado prejuízos ao solo:

Monocultura

A substituição da cobertura vegetal original, geralmente composta por várias espécies de plantas, por uma cultura única, é uma prática danosa ao solo.

Por exemplo: numa área de cerrado podemos encontrar tamanduás, emas, e até lobos-guará, sem contar os animais menores. Quando se derruba uma grande área de cerrado e planta-se, por exemplo, soja estes animais tem dificuldade para se alimentar, não encontram abrigos e dificilmente conseguem se reproduzir.

Aqueles que sobrevivem procuram outros locais, invadindo áreas urbanas, tornando-se então presas fáceis.

Por outro lado, alguns insetos encontram na plantação de soja alimento constante e poucos predadores, desta maneira se reproduzem intensamente tornando-se pragas.

Outro efeito é o esgotamento do solo: na maioria das colheitas retira-se a planta toda interrompendo desta maneira o processo natural de reciclagem dos nutrientes. O solo torna-se empobrecido, diminui sua produtividade, tornando-se necessária então a posterior aplicação de adubos. .

Desmatamento

Retirar a vegetação de um determinado local, além de alterar a paisagem contribui para o enfraquecimento do solo. O solo exposto fica sujeito à erosão, que é capaz de alterar a paisagem numa velocidade bem maior que os processos naturais. Em alguns locais é possível observar o efeito da erosão, num intervalo de tempo de apenas alguns anos. Com o passar do tempo, formam-se canais que vão tornando-se maiores podendo até formar uma voçoroca,

A recuperação de uma área que foi desmatada sem controle e planejamento pode levar um tempo de até mais de 50 anos.

Queimada

Algumas vezes os agricultores fazem queimadas com a finalidade de limpar os terrenos para outro plantio. É uma prática antiga e barata, pois não é necessário gastar dinheiro com máquinas.O fogo mata, além das plantasanimais e os microrganismos. As cinzas são transportadas facilmente para outros locais, empobrecendo, desta maneira, o solo.

Ressalta-se ainda que o nitrogênio e o enxofre são perdidos na própria queima. É verdade que nos dois primeiros anos após as queimadas a produção aumenta, porém, com o passar do tempo, a falta de nutrientes no solo faz diminuir a produção.

Extrativismo

Na figura acima, podemos observar a retirada de areia do leito de um rio. A areia é retirada principalmente para uso na construção civil, fabricação de vidros e utensílios domésticos.

Uso de fertilizantes

Aplicação de fertilizantes Os adubos ou fertilizantes são substâncias químicas geralmente de baixa toxicidade, não acarretandopoluição do solo quando empregados dentro das normas que regem a boa prática agrícola. A má utilização destes compostos (desrespeito às concentrações apropriadas a serem utilizadas, aos prazos de carência, e às técnicas de segurança) pode desencadear além da contaminação dos solos, a contaminação de rios, lençóis freáticos e do homem.

Uso de pesticidas


Aplicação aérea de pesticidas


Exposição humana durante a aplicação de pesticidas

Figura acima: Exposição humana durante a aplicação de pesticidas Os pesticidas são compostos químicos naturais ou sintéticos utilizados para controlar insetos, ácaros, ervas daninhas, fungos e outras formas de vida animal ou vegetal, que prejudicam a lavoura, pecuária e outros produtos delas advindos.

A industrialização dos pesticidas teve como objetivo o aumento da produtividade agrícola. Entretanto,sabe-se hoje em dia, que a falta de especificidade destes compostos, ou seja, o fato de eles não atingirem apenas os organismos alvo, bem comosua longa persistência no ambiente representam um grande risco à saúde dos ecossistemas. Ainda assim, acredita-se que estejam disponíveis no mercado mundial cerca de 15000 substâncias ou princípios ativos diferentes. De acordo com a sua natureza química, os pesticidas podem ser classificados como organofosforados, organoclorados, carbamatos e piretróides.

Os organoclorados (aldrin, endosulfan, DDT, etc) são considerados os mais perigosos, uma vez que após aplicação no solo, eles podem permanecer no ambiente por mais de três décadas, contaminando aqüíferos, água superficiais, a biota e conseqüentemente o homem. As análises químicas de amostras de solo, água e dos alimentos são utilizadas como indicador de fontes de poluição ambiental, e servem também para fornecer informações a respeito dos riscos destas fontes para a população humana.

A contaminação do solo tem sido uma das maiores preocupações ambientais, uma vez que, geralmente, esta interfere no ambiente global da área afetada (solo, águas superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação). Além das substâncias químicas (fertilizantes e pesticidas), os resíduos domésticos, industriais e hospitalares também são fontes de poluição. Por exemplo, em zonas suburbanas rurais praticamente não há saneamento básico e as instalações sanitárias são extremamente precárias Com a ausência de tratamento e canalização de esgotos e, conseqüentemente, a deposição de fezes diretamente sobre o solo, há uma intensa contaminação por ovos e larvas de helmintos. O controle deste tipo de poluição deve ser feito com medidas de educação sanitáriae de promoção social. Assim, a poluição dos solos também pode resultar em problemas na saúde pública.

A degradação ambiental no Brasil atinge níveis críticos e impõe elevados custos à sociedade. A grande perda de solos agricultáveis através da erosão e redução da capacidade produtiva do solo, o assoreamento dos cursos de água e represas e, conseqüentemente, o empobrecimento do produtor rural, com reflexos negativos para a economia nacional são exemplos deste ônus. Portanto, as ações voltadas para o racional uso e manejo dos recursos naturais, principalmente o solo, a água e a biodiversidade visam promover uma agricultura sustentável, aumentar a oferta de alimentos e melhorar os níveis de emprego e renda no meio rural.

A agricultura sustentável é vista como a melhor prática de conservação e manejo dos solos. Os objetivos de uma agricultura sustentável envolvem o desenvolvimento de sistemas agrícolas que sejam produtivos, conservem os recursos naturais, protejam o ambiente e melhorem as condições de saúde e segurança a longo prazo. Neste sentido, as práticas culturais e de manejo, como a rotação de culturas, o plantio direto, e o manejo conservacionista do solo, são muito aceitáveis, uma vez que, além de controlarem a erosão do solo e as perdas de nutrientes, mantêm e/ou melhoram a produtividade do solo.

Fonte: educar.sc.usp.br

Solo

Justamente quando a população e a pobreza do mundo estão aumentando, a destruição de nossos preciosos recursos naturais também está cada vez maior.

Há vários fatores que se relacionam e fazem com que a terra se torne menos produtiva.

O solo leva milhares de anos para se formar, mas ele pode ser destruído de maneira extremamente rápida pelas atividades descuidadas ou inadequadas das pessoas.

As más práticas de utilização da terra causam a perda do solo arável, a qual inicia uma reação em cadeia de eventos não apenas na região diretamente afetada pela erosão do solo.

Camadas do solo

O solo possui várias camadas. No entanto, é a camada fina superior, o solo arável, que é a parte fértil de onde as plantações e as raízes das árvores obtêm nutrientes. A erosão remove a camada arável, deixando o subsolo duro e infértil, o qual possui pouca utilidade para as plantações.

É possível ver estas camadas quando se abre um buraco na terra para se construir os alicerces de um prédio, ou quando uma nova estrada é construída passando pelo lado de uma colina.

Erosão do solo

Esta ocorre quando a cobertura do solo é removida, expondo-o aos efeitos do vento e da chuva. Durante a chuva forte, o solo é carregado pela água para os rios, lagos e mares. Ele não somente fica perdido para o fazendeiro, mas também obstrui com lodo as fontes de água e as praias, afetando a pesca.

A pastagem excessiva

Esta ocorre quando um número excessivo de animais pasta no mesmo pedaço de terra. A não ser que haja um controle, os animais que pastam comem a grama (relva) e outras plantas até as raízes, deixando o solo exposto à erosão. As plantas que são boas como alimento para os animais e conseguem segurar o solo podem desaparecer e serem substituídas por plantas que possuem pouca utilidade tanto para a pastagem, quanto para a proteção do solo.

Desmatamento

As árvores protegem o solo da erosão. Quando estas são derrubadas, o solo produtivo em que elas cresciam pode ser carregado pela água rapidamente.

Derrubada (Derrube)

Por todo o mundo, as empresas madeireiras, os proprietários de terras e os governos estão derrubando florestas para obter lucro com a madeira. Às vezes, são replantadas árvores na terra, mas geralmente isto não ocorre. As florestas do mundo estão desaparecendo 30 vezes mais rápido do que estão sendo replantadas.

Inundações

Se as florestas e a vegetação de cobertura são removidas, quando as chuvas fortes chegam, estas não penetram mais na terra. Ao invés disso, correm pelas encostas das colinas. Os rios transbordam, inundando povoados e cidades no caminho.

Utilize a terra de maneira sábia!

Faça um aterro de contorno ou barreiras para proteger o solo contra a erosão

Are e plante ao longo das linhas do contorno

Proteja o solo mantendo-o coberto com as plantações apropriadas

Plante árvores nas terras em declive e ao redor das hortas

Controle os animais

Coloque materiais orgânicos, composto, estrume e resíduo de safras no solo.

Fonte: tilz.tearfund.org

Solo

Solo é o elemento que desempenha a importante atividade de sustentar e alimentar os vegetais, além de funcionar como reservatório de água desse ecossistema.

O solo é constituído por elementos minerais e gasosos, como: argila, silte, pedras e os nutrientes. Além da água e do ar que ocupam os espaços vazios localizados abaixo da superfície denominados poros.

O solo é também um sistema vivo, pois contém em si uma imensa quantidade de formas de vida: vírus, bactérias, fungos, protozoários, etc. Isto sem considerar o imenso volume ocupado pelas raízes das plantas.

TIPOS DE SOLO

Solo Argiloso

Possuí consistência fina e é impermeável a água. Um dos principais tipos de solo argiloso é a terra roxa, encontrada principalmente nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Este tipo de solo é bom para a prática da agricultura, principalmente para a cultura de café.

Solo Arenoso

Possui consistência granulosa como a areia. Muito presente na região nordeste do Brasil. É permeável à água.

Solo Humoso

Presente em territórios com grande concentração de material orgânico em decomposição (húmus). É muito utilizado para a prática da agricultura, pois é extremamente fértil (rico em nutrientes para as plantas).

Solo Calcário

É um tipo de solo formado por partículas de rochas. É um solo seco e esquenta muito ao receber os raios solares. Inadequado para a agricultura. Este tipo de solo é muito comum em regiões de deserto.

A existência de vegetação também protege os solos da ação erosiva dos ventos.

A conservação das florestas e da vegetação ajuda a proteger os solos e a manter os cursos d’água.

O homem tem criado técnicas, equipamentos e produtos químicos para aumentar a produtividade dos solos. Muitas vezes não se preocupa com os danos que isso pode causar.

Por outro lado, os desmatamentos, as queimadas, o esgoto e a poluição em geral também têm agredido a terra.

Sabemos que tudo isso deve ser evitado. O importante é pensarmos em como ajudar.

O solo é o chão em que pisamos, construímos nossa casa e retiramos nossos alimentos.

Vamos preservar o solo! A natureza agradece!

Fonte: www.slideboom.com

Solo

O solo é a camada superficial constituída de partículas minerais e orgânicas, distribuídas em horizontes de profundidade variável, resultante da ação conjunta de agentes intempéricos sobre as rochas e a adaptação destas às condições de equilíbrio do meio em que se encontram expostas, geralmente diferentes daquele que condicionou sua gênese apresentando variabilidade espacial. No caso de solos aluviais, essa variabilidade torna-se mais intensa, por serem formados por partículas de diversas gêneses sedimentadas aleatoriamente ao longo da superfície de uma determinada área.

Na natureza, além dos processos de formação dos solos, existem outros, principalmente derivados da ação dos agentes erosivos, que atuam em sentido contrário. Normalmente, produz-se uma harmonia entre a ação de uns e de outros, estabelecendo-se um equilíbrio entre os mecanismos de "desgaste" e de "formação" do solo. Nos ambientes semi-áridos e tropicais, este equilíbrio é muito frágil e fácil de se romper, na maioria das vezes em prejuízo do solo. É na zona semi-árida, onde se cultiva a maior área com algodão irrigado no Brasil e quando o homem interfere de forma decisiva, sobre este equilíbrio, pode desnivelá-lo a favor dos mecanismos de desgaste.

Os principais constituintes do solo são:

Textura

A textura do solo refere-se à proporção relativa em que se encontram, em determinada massa de solo, os diferentes tamanhos de partículas. Refere-se, especificamente, às proporções relativas das partículas ou frações de areia, silte e argila na terra fina seca ao ar (TFSA). É a propriedade física do solo que menos sofre alteração ao longo do tempo. É muito importante na irrigação porque tem influência direta na taxa de infiltração de água, na aeração, na capacidade de retenção de água, na nutrição, como também na aderência ou força de coesão nas partículas do solo. Os teores de areia, silte e argila no solo influem diretamente no ponto de aderência aos implementos de preparo do solo e plantio, facilitando ou dificultando o trabalho das máquinas. Influi também, na escolha do método de irrigação a ser utilizado.

Para simplificar as análises, principalmente quanto às práticas de manejo, os solos são agrupados em três classes de textura:

Solos de Textura Arenosa (Solos Leves)

Possuem teores de areia superiores a 70% e o de argila inferior a 15%; são permeáveis, leves, de baixa capacidade de retenção de água e de baixo teor de matéria orgânica. Altamente susceptíveis à erosão, necessitando de cuidados especiais na reposição de matéria orgânica, no preparo do solo e nas práticas conservacionistas. São limitantes ao método de irrigação por sulcos, devido à baixa capacidade de retenção de água, o que ocasiona uma alta taxa de infiltração de água no solo e, conseqüentemente, elevadas perdas por percolação.

Solos de Textura Média (Solos Médios)

São solos que apresentam certo equilíbrio entre os teores de areia, silte e argila. Normalmente, apresentam boa drenagem, boa capacidade de retenção de água e índice médio de erodibilidade. Portanto, não necessitam de cuidados especiais, adequando-se a todos os métodos de irrigação.

Solos de Textura Argilosa (Solos Pesados)

São solos com teores de argila superiores a 35%. Possuem baixa permeabilidade e alta capacidade de retenção de água. Esses solos apresentam maior força de coesão entre as partículas, o que além de dificultar a penetração, facilita a aderência do solo aos implementos, dificultando os trabalhos de mecanização. Embora sejam mais resistentes à erosão, são altamente susceptíveis à compactação, o que merece cuidados especiais no seu preparo, principalmente no que diz respeito ao teor de umidade, no qual o solo deve estar com consistência friável. Apresentam restrições para o uso da irrigação por aspersão quando a velocidade de infiltração básica for muito baixa.

Estrutura do Solo

A estrutura do solo consiste na disposição geométrica das partículas primárias e secundárias; as primárias são isoladas e as secundárias são um conjunto de primárias que se unem através de agentes cimentantes originando agregados, os quais associados formam torrões. O ferro, a sílica e a matéria orgânica são os principais agentes cimentantes. A textura e a estrutura do solo influenciam na quantidade de ar e de água que as plantas em crescimento podem obter.

Porosidade do Solo

É constituída pelo espaço poroso, após o arranjo dos componentes da parte sólida do solo e que, em condições naturais, é ocupada por água e ar.As areias retêm pouca água, porque seu grande espaço poroso permite a drenagem livre da água dos solos. As argilas adsorvem relativamente grandes quantidades de água e seus menores espaços porosos a retêm contra as forças de gravidade. Apesar dos solos argilosos possuírem maior capacidade de retenção de água que os solos arenosos, esta umidade não está totalmente disponível para as plantas em crescimento. Os solos argilosos e aqueles com alto teor de matéria orgânica retêm mais fortemente a água que os solos arenosos. Isto significa mais água não disponível.

Muitos solos do Brasil e da região tropical, apesar de terem altos teores de argila, comportam-se, em termos de retenção de água, como solos arenosos. São solos com argilas de baixa atividade (caulinita e sesquióxidos), em geral altamente porosos. Muitos Latossolos sob cerrado apresentam esta característica.

Capacidade de uso

A capacidade de uso do solo pode ser expressa como sua adaptabilidade para fins diversos, sem que sofra depauperamento pelos fatores de desgaste e empobrecimento, através de cultivos anuais, perenes, pastagem, reflorestamento e vida silvestre. Com respeito à avaliação de terras para desenvolvimento agrícola, existem inúmeros sistemas de classificação, em que diversas modalidades de interpretação podem ser realizadas em função do seu objetivo. Assim sendo o uso mais conveniente que se deve dar ao solo depende da localização, do tamanho da propriedade, da quantidade da terra para outros fins, da disponibilidade e localização de água, da habilidade do proprietário e dos recursos disponíveis. No caso específico do algodoeiro irrigado, para alcançar altos rendimentos de algodão e fibra de boa qualidade, seu cultivo deve ser em solos que apresentem características físicas, químicas e de fertilidade adequadas. Os solos rasos, com afloramento de rochas, salinos, excessivamente arenosos e/ou pedregosos, demasiadamente argilosos e/ou siltosos e de baixa permeabilidade, devem ser evitados por suas características de difícil correção.

Um fator adverso para a capacidade de uso do solo é a erosão, pois destrói o maior patrimônio do homem, que é o solo, provocando problemas de natureza:

Física

Destrói a estrutura do solo (quebra o esqueleto) dificultando a movimentação do complexo ar-água-nutrientes e prejudicando o crescimento de raízes e vida do solo.

Química

Provoca a perda da fertilidade natural, a diminuição do teor de matéria orgânica e a falta de nutrientes.

Biológica

Resulta em alteração da vida do solo, má formação das raízes e poluição da água, prejudicando os seres aquáticos.

Econômica

Provoca a perda do solo, arrastando calcário, adubo e semente, aumentando o custo de produção e diminuindo os rendimentos do produtor.

Social

É fator favorável ao êxodo rural pois, diante dos baixos rendimentos, o agricultor busca nas cidades a realização do sonho de uma vida melhor.

Fonte: sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br

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