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Menopausa

 

O que é menopausa?

A menopausa se define como a cessação permanente da menstruação após a perda da atividade dos ovários(que produzem hormônios). Geralmente ocorre entre 40 e 55 anos de idade.

Quando ocorre antes dessa fase damos o nome de menopausa precoce.

É difícil determinar quando ocorre a menopausa, o que se sabe é que após os 40 anos e após a interrupção da menstruação por um período de mais de um ano, é provável que essa mulher esteja na menopausa. Nesta fase é importante o acompanhamento médico para o correto diagnóstico e acompanhamento.

Todas as mulheres têm os mesmos sintomas? Quais os mais comuns?

Certamente que não. É comum a mulher dizer que sente calor com suor no corpo e rubor na face, que chamamos de fogacho.

Cerca de 80 % das mulheres menopausadas mencionam esse sintoma. Porém, há outros como irritabilidade, depressão, esquecimento, dificuldade de concentração, alteração no desejo sexual. Tardiamente poderá apresentar osteoporose e aumento na probabilidade de doenças cardíacas.

Quais os cuidados gerais, que a mulher na menopausa, deverá ter?

Após a menopausa a mulher deve se preocupar em fazer dieta hipocalórica, diminuir a ingestão de gorduras e utilizar complementos de vitaminas e sais minerais, aumentar a ingestão de cálcio, em especial. A atividade física deve ser incentivada, principalmente as longas caminhadas.Abandonar o fumo e reduzir o consumo de bebidas alcóolicas.O acompanhamento de um profissional médico se faz mister neste caso, para se monitorar as alterações e o devido tratamento.

Todas as mulheres na menopausa devem tomar hormônio?

Se não houver contra-indicação para o uso, é de grande valor, para a melhoria dos sintomas que acometem a mulher nesta fase da vida. Em especial auxiliará na prevenção da osteoporose (fragilidade do osso) e doenças cardíacas (infarte, por exemplo).A utilização de medicação hormonal propicia melhora na qualidade de vida da mulher. Se houver contra indicação para o uso , há a possibilidade do uso de outros tipos de tratamentos com bons resultados.

Quer dizer que a menopausa é uma fase ruim na vida da mulher?

A menopausa é uma fase de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a fase não reprodutiva, levando muitas vezes às alterações em seu comportamento. Porém, cabe salientar que apesar disso, a mulher ganha em experiência e sabedoria o que poderá ser muito útil à família e à sua comunidade. Além de muitas vezes melhorar seu desempenho sexual, na medida em que nesta fase a mulher está livre de uma gravidez indesejada.

Miguel Jorge Neto

Fonte: www.sosdoutor.com.br

Menopausa

MENOPAUSA E CLIMATÉRIO

O climatério é um período na vida da mulher em que os ovários começam a deixar de produzir quantidades adequadas de hormônios (estrogênio e progesterona) e que ocorre por volta dos 40 a 45 anos de idade.

O primeiro indício da chegada desta fase que acarreta modificações profundas na vida da mulher é a irregularidade menstrual, isto é, os ciclos menstruais começam a atrasar ou adiantar culminando com a cessação completa das menstruações. Para nós médicos a última menstruação é denominada menopausa, apesar de muitas pessoas acharem que menopausa é todo este período de mudanças (que nós chamamos de climatério).

Neste período a mulher sofre uma série de alterações das esferas física e psicoemocional. É muito comum que surjam sintomas muito incômodos como fortes ondas de calor (fogachos), gerando quadros de insônia, irritabilidade, humor instável, alterações da memória, depressão e angústia. Além disso ocorre fragilidade e ressecamento da pele, cabelo e mucosas, dando aspecto de envelhecimento precoce além do surgimento de infecções urinárias freqüentes e dor às relações sexuais (devido ao ressecamento e atrofia das mucosas do órgão genital feminino e da uretra).

Mas o mais preocupante nesta fase é que devido à falta dos hormônios antes produzidos pelos ovários, a mulher fica muito mais propensa a ser vítima de doenças cardiovasculares tais como a hipertensão arterial, o infarto do miocárdio e os derrames cerebrais. Estas doenças aumentam assustadoramente os índices de mortalidade nas mulheres de meia-idade que já tenham entrado no climatério.

Outra conseqüência nefasta do climatério é que a mulher privada dos hormônios ovarianos começa a perder massa óssea, passando a ser forte candidata a desenvolver osteoporose e ficando sujeita a fraturas que causam deformidades, dores, invalidez e cirurgias de grande porte. Muitas mulheres na atualidade morrem ou ficam incapacitadas graças aos malefícios ocasionados pela osteoporose.

Por todas as razões apresentadas acima, em alguns casos se preconiza a reposição hormonal para as mulheres na fase pós-menopausa. A reposição é feita com hormônios muito semelhantes àqueles que anteriormente eram produzidos pelos ovários.

As finalidades da reposição são: proteção dos ossos evitando a osteoporose, proteção das artérias contra as doenças cardiovasculares, melhoria dos sintomas de atrofia dos aparelhos genital e urinário, eliminar as ondas de calor, melhorar o psiquismo da mulher e, em última análise promover uma vida ativa e com bem estar físico e psíquico.

Porém as pesquisas atuais já mostram que a reposição hormonal é questionável, podendo ter mais efeitos negativos do que positivos.

Existem atualmente várias modalidades de reposição hormonal. Converse com seu médico para saber se você tem indicação para usar a reposição e discuta com ele qual seria o melhor esquema terapêutico para o seu caso. As principais contra-indicações são a presença de câncer de mama, doenças hepáticas em atividade e tromboflebite em fase ativa. Cabe lembrar que antes de se iniciar a reposição é indispensável uma avaliação médica bem detalhada, bem como acompanhamento periódico durante a reposição hormonal.

Lembre-se que nos dias atuais a mulher de meia-idade está numa fase de franca produção tendo muito a oferecer ao mundo que a cerca e em condições de usufruir muitos prazeres da vida. Por estas razões não devemos deixar que as seqüelas do climatério impeçam a mulher moderna de viver a plenitude de sua maturidade

Fonte: www.geocities.com

Menopausa

A menopausa pode ser entendida como a última menstruação da mulher.

E o climatério?

O climatério envolve todo o período de transformações em torno da última menstruação. O climatério é a transição para um período na vida da mulher, em que ela deixa para trás a fase reprodutiva.

Quanto tempo dura o climatério?

Ele costuma durar entre 6 e 8 anos, antes e depois da menopausa. Esta, a menopausa, costuma ocorrer entre os 48 e 51 anos de idade. Este período, no entanto, pode ter uma variação muito grande.

A menopausa, então, não ocorre de repente?

Não. Acontece muita coisa para a mulher chegar à menopausa. Uma delas é a evolução natural do organismo, que se preparou para isso.

Por que a mulher deixa de reproduzir?

Basicamente, isto ocorre devido a uma falha do ovário. É como se os ovários parassem de trabalhar, de produzir os óvulos. Os ovários estão esgotados devido ao desgaste ocorrido na fase reprodutiva. A mulher, além de menstruar mais espaçadamente, passa a ter uma ovulação menos freqüente. Primeiro, cessam as ovulações; depois, as menstruações.

Quais os sintomas sentidos pela mulher?

São muitos, mas os mais comuns são os chamados “fogachos” e a sudorese, conhecidos como “onda de calor”. Costumam durar meses, mas o uso de medicação apropriada pode ajudar no seu controle. Também podem ocorrer, em maior ou menor intensidade, palpitações, dores de cabeça, irritabilidade, insônia, depressão e fadiga.

O relacionamento sexual pode ser afetado?

Com a menopausa ocorre uma diminuição na elasticidade da pele, das mamas e do órgão genital. Pode haver uma dificuldade no relacionamento sexual, muitas vezes já instável, principalmente se o casal construiu as regras desse relacionamento apenas em cima da função reprodutora da mulher. O sexo, na verdade, vai depender do que ele significa até agora e não da intensidade dos sintomas físicos.

A menopausa pode ter outras causas?

Sim. A falência dos ovários, se ocorre antes do 40 anos, é considerada prematura e pode ter causa genética ou motivada por distúrbios do mecanismo imunológico (que é o sistema de defesa do organismo). Também no caso de os ovários serem retirados ou afetados por uma cirurgia (tratamentos do câncer, por exemplo), os sintomas aparecem.

A menopausa traz riscos à mulher?

Infelizmente, traz. Cerca de 1/3 das mulheres desenvolvem a osteoporose, um processo de enfraquecimento dos ossos que pode ter conseqüências sérias e levar a fraturas. O problema é mais freqüente nas menopausas precoces ou artificiais. Há medicamentos que controlam este problema.

O mais importante é prevenir ou descobrir a osteoporose logo no início, para se chegar ao tratamento adequado. Podem ocorrer também artropatias degenerativas (inflamação das articulações) e hirsutismo (crescimento de pêlos).

Essas mudanças são visíveis no corpo da mulher?

Sim. Há uma tendência natural da mulher a engordar, pelo que é sempre aconselhável uma dieta mais saudável. Não é só uma questão de estética. É preciso ingerir alimentos com menos calorias, menos gorduras e mais cálcio, para auxiliar o fortalecimento dos ossos. Além disso, nesta nova fase da vida da mulher, é mais fácil o acúmulo de gordura nos vasos sangüíneos que pode causar graves problemas cardíacos. É mais uma indicação de que se deve ingerir dieta com pouca gordura. Há medicamentos para contornar este risco, mas um outro bom “remédio” é o exercício físico regular, sempre adequado às condições de saúde da mulher.

No caso da osteoporose, o exercício físico não pode ser prejudicial aos ossos?

Ao contrário. Os exercícios são ótimos na prevenção da osteoporose, porque fazem a estrutura óssea “trabalhar mais”, mantendo-a íntegra por mais tempo.

Nesse período da vida da mulher, é importante a ajuda de um médico?

É fundamental. Com todas essas mudanças em seu organismo, a mulher passa por um período difícil, com muitas ansiedades. A ajuda do médico é importante para ela entender melhor o que está acontecendo com seu corpo e encontrar mais rapidamente um novo equilíbrio em seu comportamento. O médico deve ter sempre em mente, nesses casos, que não precisa estar atento apenas aos problemas mais comuns ou a eventuais doenças.

Antes de mais nada, ele precisa acompanhar de perto as mudanças da mulher como pessoa, na sua relação familiar e conjugal. Isto porque a função social da mulher fica bastante alterada nessa transição entre o período reprodutor e o não-reprodutor.

A mulher pode conviver bem com essas mudanças?

Claro que sim. É importante que essa fase seja vivida com toda intensidade, pois a mulher já é adulta, madura e experiente. Assim, este período tão precioso na vida da mulher pode trazer-lhe evoluções marcantes. Se necessário, ela não deve ter receio de ir ao médico em busca de apoio, orientação ou tratamento adequado. O fundamental é a mulher querer ser feliz, estar decidida à ser feliz

Qual o tratamento para a menopausa?

É a Reposição Hormonal, que trás mais vantagens do que desvantagens. Ela alivia os sintomas, ajuda na prevenção de osteoporose, infarto e atrasa o processo de envelhecimento. Para usá-la, é sempre necessário procurar um ginecologista, pois há algumas contra-indicações e cerca de 10% das mulheres não podem fazer uso dela.

Recentemente estudos bem-feitos mostraram que os hormônios mais freqüentemente usados não conferem proteção para doenças dos vasos e do coração e também, o que já sabíamos, aumentam um pouco o risco do câncer de mama. Por tudo isso é preciso rediscutir com seu ginecologista para ter as vantagens sem os inconvenientes da reposição

Fonte: www.fmu.br

Menopausa

A menopausa consiste na última menstruação e é resultado da diminuição da função dos ovários.

Habitualmente ocorre entre os 47 e 55 anos. Seus sintomas, dentre os quais um dos mais freqüentes e desconfortáveis é o “fogacho”, decorrem da deficiência do estradiol, principal hormônio produzido pelo ovário.

O que é menopausa ?

A menopausa é o nome dado à última menstruação.

Qual é a diferença e entre menopausa e climatério?

Enquanto a menopausa representa a última menstruação da mulher o climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo, ou fértil, para o não reprodutivo. Na prática, mesmo que a mulher ainda não tenha parado de menstruar, poderá apresentar a “síndrome do climatério”, com as alterações características desse período de transição.

Por que ocorre?

A menopausa, geralmente, é causada pelo decréscimo natural da função dos ovários levando a uma redução dos hormônios sexuais produzidos por estes órgãos. Inicialmente, ocorre diminuição da progesterona e posteriormente, do estradiol, o seu principal hormônio. Menos freqüentemente, a menopausa pode ser devida a outras causas, como por exemplo, algumas cirurgias ginecológicas.

Como diagnosticar a menopausa?

Para o diagnóstico da menopausa, em mulheres que ainda têm útero e ovários, deve existir um período de um ano ou mais de falta de menstruação (amenorréia).

Laboratorialmente, pode-se observar níveis baixos de estradiol e níveis altos de hormônio folículoestimulante (FSH) e hormônio luteinizante (LH).

Em que idade ocorre?

Habitualmente, a última menstruação ocorre entre os 47 e 55 anos. No entanto, cinco a sete anos antes, ocorre diminuição gradual da produção dos hormônios pelos ovários. Quando a menopausa ocorre antes dos 40 anos é chamada de menopausa prematura ou precoce.

Há alguma relação entre a idade primeira menstruação e a da menopausa?

Não. A mulher pode ter a primeira menstruação (menarca) mais cedo e fazer a menopausa mais tarde. Por outro lado a menarca pode acontecer mais tarde e a menopausa mais cedo.

Quais são os sintomas e os sinais da menopausa?

Algumas mulheres param de menstruar sem apresentar sintomas. Entretanto, a maioria apresenta sinais e sintomas vários meses antes da parada definitiva da menstruação.

As menstruações podem ocorrer em intervalos maiores e pode ocorrer também alteração na quantidade eliminada (fluxo menstrual), havendo fases de fluxo intenso ou de fluxo reduzido.

Dentre os sinais e sintomas mais freqüentes deste período citamos:

Ondas de calor ou fogachos
Suores noturnos
Insônia
Diminuição do desejo sexual
Irritabilidade
Depressão
Ressecamento vaginal
Dor durante o ato sexual
Diminuição da memória
Pele seca e sem brilho
Alteração na distribuição da gordura com predomínio de deposição em região abdominal.

Com o passar do tempo, podem aparecer outras alterações conseqüentes à falta dos hormônios produzidos pelos ovários sendo a principal destas a osteoporose que ocorre devido à deficiência de estrogênio.

A menopausa deve ser tratada?

Algumas mulheres necessitarão de reposição dos hormônios que o ovário parou de produzir - terapia hormonal da menopausa, enquanto outras não necessitarão de tratamento ou este poderá ser contra-indicado. Outras medicações podem ser indicadas para o alívio dos sintomas. Em todos os casos, o médico assistente é o profissional indicado para definir se algum tratamento está indicado e qual a melhor opção em cada caso.

Fonte: gremioamarante.org.br

Menopausa

A menopausa é uma fase na vida de toda mulher que se caracteriza pelo fim do período fértil e pela redução de produção de estrógeno e progesterona.

À medida que a produção de estrógeno cai, as taxas de colesterol e triglicérides no sangue tendem a aumentar.

A absorção e a captação do cálcio pelos ossos ficam prejudicadas. Desse modo, surgem os riscos para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares e de osteoporose.

Devido ao comprometimento na produção de colágeno, ocorre perda de elasticidade da pele e dos vasos sangüíneos bem como há diminuição da massa muscular e o aumento da concentração de gordura corporal na região abdominal.

É fisiológica também uma diminuição no metabolismo basal do indivíduo, ou seja, o gasto de energia diminui.

Esse fenômeno, juntamente com a redução da atividade física, pode diminuir as necessidades energéticas na mulher. Se a ingestão calórica não for reduzida, o excesso será acumulado em forma de gordura.

O exercício físico regular aumenta o gasto de energia bem como ajuda aliviar a ansiedade.

Os sintomas mais freqüentes são os vasomotores, incluindo ondas de calor, sudorese noturna, palpitações, cefaléias e vertigens. Dentre os sintomas psicológicos estão a depressão, irritabilidade, fadiga e perda da libido.

Osteoporose

Durante a menopausa, ocorre um declínio natural de estrógeno, o que prejudica a absorção e a captação do cálcio pelos ossos. Isso contribui para o enfraquecimento dos ossos, podendo levar a osteoporose.

Menopausa
Osso Normal

Menopausa
Osso com Osteoporose

Quando a fonte externa é inadequada o cálcio é extraído dos ossos para manter os níveis sanguíneos dentro dos valores normais.

A vitamina D é sintetizada na pele pela ação dos raios solares. No fígado e nos rins sofre transformações, ficando na sua forma ativa. 0s exercícios aeróbios de baixo impacto (caminhadas, corridas leves, dança) melhoram especialmente o condicionamento cárdio-circulatório bem como estimulam a formação do osso e previnem a sua reabsorção.

Como a massa óssea é relacionada à ação da musculatura sobre o esqueleto, os exercícios com peso leve (musculação) aumentam a massa muscular e a força dos músculos esqueléticos, o que representa uma melhoria na composição corporal do idoso, uma vez que diminuem as gorduras e aumentam a massa magra.

Para aquisição do máximo de massa óssea e manutenção da saúde do osso é necessária uma ingestão de cálcio durante toda a vida. A necessidade diária de cálcio varia muito entre as pessoas e depende da idade, sexo, doenças, uso de medicamentos, consumo de álcool e taxa de hormônio, entre outros.

É recomendável que todas as mulheres após a menopausa recebam 1.500 mg de cálcio por dia (para aquelas que não recebem terapia de reposição hormonal – TRH).

Um dos alimentos mais ricos em cálcio é o leite e seus derivados.

Alimento

Quantidade

mg de cálcio

Leite integral

200 ml

220

Leite desnatado

200 ml

230

Iogurte com baixo teor de gordura

170 ml

160

Iogurte de frutas

200 g

160,8

Requeijão

30 g

32,1

Queijo mussarela

2 fatias

180

Ricota

1/2 xícara

337

Couve

1 xícara

357

Brócolis

1 xícara

136

Soja

As evidências cientificas indicam que o consumo de soja parece diminuir as ondas de calor da menopausa e auxiliar na redução dos níveis de colesterol. A isoflavona, também chamada de fitoestrogênio, é um composto da soja. Sua estrutura química é semelhante ao estrógeno.

Não existem pesquisas conclusivas aptas a recomendar um nível específico de consumo de fitoestrogênio bem como a descrição de efeitos adversos.

Leite de soja x Leite de vaca

 

Leite de soja*

Leite de vaca*

Colesterol

0**

27,2 mg

Cálcio

4 mg

220 mg

Caloria

66 Kcal

238 Kcal

Gordura

3,8 g

7 g

Proteína

5,5 g

6,3 g

* Os valores comparados referem-se a 200 ml de leite integral e de leite de soja.
** como todo alimento de origem vegetal, o leite de soja não tem colesterol.

 

A lactose, açúcar presente no leite de vaca, provoca alergia em muita gente. Já o leite de soja é hipoalergênico, ou seja, não tem lactose.

Para superar os sintomas indesejáveis e o risco acentuado de certas doenças da menopausa é fundamental que todas as mulheres tenham consciência da importância da adoção de um estilo de vida saudável equilibrado que envolve uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares, manutenção de um peso adequado e restrição de álcool e do fumo.

Todas essas medidas levam à prevenção e ao tratamento de doenças, o retardo das conseqüências naturais do processo de envelhecimento e, sobretudo à melhoria da qualidade de vida.

Célia Negami

Fonte: www.nutrociencia.com.br

Menopausa

A menopausa é o momento na vida da mulher no qual ocorre a cessação da função cíclica dos ovários e a menstruação.

A menopausa realmente ocorre no final da última menstruação da mulher. Contudo, este fato somente é estabelecido posteriormente, quando a mulher deixa de menstruar por pelo menos 12 meses.

A idade média na qual a menopausa ocorre é de aproximadamente 50 anos, mas ela pode ocorrer normalmente em mulheres com até mesmo 40 anos.

Os ciclos menstruais regulares podem continuar até a menopausa, mas, geralmente, a duração e a quantidade do fluxo tendem a variar nas últimas menstruações.

A liberação de um óvulo ocorre em um número cada vez menor de ciclos.

Com a idade, os ovários tornam-se progressivamente menos responsivos à estimulação dos hormônios luteinizante e folículo-estimulante, os quais são secretados pela hipófise. Conseqüentemente, os ovários secretam quantidades cada vez menores de estrogênio e progesterona e, finalmente, a ovulação (liberação de óvulo) cessa.

A menopausa prematura é aquela que ocorre antes dos 40 anos de idade.

As causas possíveis incluem a predisposição genética e distúrbios auto-imunes, nos quais são produzidos anticorpos que podem lesar várias glândulas, incluindo os ovários. O tabagismo também pode causar menopausa prematura. A menopausa artificial é aquela que resulta de uma intervenção médica que reduz ou interrompe a secreção hormonal ovariana.

Essas intervenções incluem a cirurgia de remoção dos ovários ou que reduz o seu suprimento sangüíneo e a quimioterapia ou a radioterapia aplicada sobre a pelve (incluindo os ovários) no tratamento antineoplásico. A histerectomia (cirurgia de remoção do útero) tem como conseqüência a suspensão da menstruação, mas não afeta a concentração dos hormônios; contanto que os ovários permaneçam intactos e, portanto, não provoca a menopausa.

Sintomas

Durante o período que precede a menopausa (tecnicamente denominado climatério, mas que, mais recentemente, vem sendo denominado perimenopausa), a mulher pode ser assintomática ou pode apresentar sintomas leves, moderados ou graves.

Os fogachos afetam 75% das mulheres. Durante um episódio de fogacho, a pele, especialmente a da cabeça e a do pescoço, torna-se vermelha e quente e a perspiração pode ser profusa. A maioria das mulheres apresenta fogachos por mais de um ano e 25 a 50% delas os apresentam por mais de cinco anos.

A duração de um episódio de fogacho pode variar de 30 segundos a 5 minutos e pode ser seguido por calafrios.

Os sintomas psicológicos e emocionais (fadiga, irritabilidade, insônia e nervosismo) podem ser causados pela diminuição da concentração de estrogênio.

Os suores noturnos podem perturbar o sono, piorando a fadiga e a irritabilidade. Algumas vezes, a mulher sente tontura, uma sensação de formigamento (picadas) e percebe os batimentos cardíacos, os quais parecem mais fortes.

A perda de controle da bexiga, inflamação da bexiga ou da uretra e a dor durante a relação sexual (decorrente do ressecamento da genitália) são comuns.

Algumas vezes, ocorrem dores musculares e articulares. A osteoporose (rarefação óssea intensa) é um problema de saúde importante da menopausa.

As mulheres magras da raça branca apresentam maior risco. As mulheres tabagistas, as que consomem quantidades excessivas de álcool, as que fazem uso de corticosteróides, as que consomem pouco cálcio e as que têm um estilo de vida sedentário também apresentam risco.

Durante os primeiros 5 anos que sucedem a menopausa, ocorre uma perda anual de 3 a 5% de matéria óssea. Após esse período, a perda anual é de 1 a 2%.

Podem ocorrer fraturas decorrentes de pequenos traumatismos e, nas mulheres idosas, mesmo sem qualquer traumatismo. Os ossos que são mais comumente fraturados são as vértebras (acarretando encurvamento e dor nas costas), os ossos dos quadris e os dos pulsos. As doenças cardiovasculares evoluem mais rapidamente após a menopausa, quando a concentração de estrogênio diminui.

Uma mulher cujos ovários foram removidos (acarretando menopausa prematura) e que não realiza um tratamento de reposição hormonal com estrogênio apresenta uma probabilidade duas vezes maior de apresentar uma doença cardiovascular em comparação com uma mulher com a mesma idade e que se encontra na pré-menopausa. As mulheres na pós-menopausa que fazem uso de estrogênio apresentam um índice de doenças cardiovasculares muito menor que aquelas que não o fazem.

Por exemplo, entre as mulheres que se encontram na pós-menopausa e que apresentam doença coronariana, aquelas que fazem uso de estrogênio apresentam uma sobrevida média maior em comparação com aquelas que não o fazem. Esses benefícios podem ser parcialmente explicados pelos efeitos favoráveis do estrogênio sobre a concentração do colesterol.

Uma redução da concentração de estrogênio provoca um aumento da concentração da LDLcolesterol (lipoproteína de baixa densidade ligada ao colesterol), o colesterol ruim, e uma redução da concentração da HDL-colesterol (lipoproteína de alta densidade ligada ao colesterol), o colesterol bom.

Tratamento

Os sintomas são tratados pela restauração da concentração do estrogênio a valores similares aos da pré-menopausa.

Os principais objetivos da terapia de reposição hormonal com estrogênio são os seguintes:

Aliviar sintomas como os afrontamentos, a secura vaginal e as perturbações urinárias
Prevenir o aparecimento da osteoporose
Prevenir a arterosclerose e as doenças das artérias coronárias.

Os estrogénios apresentam-se em forma não sintética (natural) ou sintética (produzida em laboratório). Os estrogénios sintéticos são cem vezes mais potentes que os naturais e, por consequência, não é recomendável a sua administração a mulheres menopáusicas, uma vez que com doses muito baixas de estrogénios naturais já se evitam os afrontamentos e a osteoporose. Por outro lado, as doses muito altas podem provocar problemas, como um aumento na tendência para sofrer de enxaquecas.

Os estrogénios são administrados sob a forma de comprimidos ou de bandas adesivas cutâneas (estrogénios transdérmicos). Também podem ser aplicados no órgão genital feminino em forma de creme quando as razões principais para o seu uso são evitar o adelgaçamento da superfície da parede vaginal (o que reduz o risco de infecções urinárias e de incontinência) e a dor durante o coito. Parte dos estrogénios administrados são absorvidos e passam para o sangue, sobretudo à medida que o revestimento vaginal melhora.

Devido ao fato de os estrogénios provocarem efeitos secundários e implicarem riscos a longo prazo, a par de vantagens, a mulher e o seu médico devem avaliar as vantagens e as desvantagens antes de decidir a administração de uma terapia de reposição de estrogénios. Os efeitos secundários incluem náuseas, incómodo mamário, dor de cabeça e mudanças de estado do espírito.

As mulheres pós-menopáusicas que tomam estrogénios sem progesterona correm maior risco de sofrer de cancro do endométrio (cancro do revestimento interior do útero). A incidência é de 1 a 4 em cada 1000 mulheres, por ano. O aumento está estreitamente relacionado com a dose e com a duração do tratamento.

Se uma mulher tiver uma hemorragia anormal pela órgão genital feminino, pode fazer-se uma biopsia (obtenção de uma amostra de tecido para ser examinada ao microscópio) do revestimento interior do útero para determinar se tem cancro do endométrio.

As mulheres que sofrem desta doença e que estão a tomar estrogénios, normalmente têm um bom prognóstico: cerca de 94 % sobrevivem 5 anos.

A administração de progesterona, juntamente com os estrogénios, elimina quase totalmente o risco de sofrer de cancro do endométrio e redu-lo ainda mais nas mulheres que não tomam estrogénios (uma mulher a quem tenha sido extraído o útero não pode desenvolver este cancro). A progesterona não parece anular os efeitos benéficos dos estrogénios sobre as doenças cardiovasculares.

Uma questão importante é se o fato de tomar estrogénios aumenta a incidência do cancro da mama. No entanto, não ficou demonstrada, de forma evidente, qualquer associação entre o tratamento substitutivo com estrogénios e o cancro da mama. O risco de cancro aumenta quando se tomam estrogénios durante mais de 10 anos.

A mulher com um risco elevado de desenvolver cancro da mama não deverá tomar estrogénios. No entanto, para as mulheres propensas à osteoporose e a doenças do coração e para aquelas com pouco risco de desenvolver cancro da mama, o benefício obtido graças à terapia com estrogénios compensa amplamente os riscos possíveis.

O risco de contrair uma doença da vesícula biliar durante o primeiro ano do tratamento substitutivo com estrogénios, é ligeiramente maior.

Em geral, a terapia substitutiva com estrogénios não é prescrita a mulheres que tenham ou tiveram cancro da mama ou um cancro do endométrio avançado, que tenham hemorragias genitais de causa desconhecida, que sofram de uma doença hepática grave ou de alterações na coagulação sanguínea.

Contudo, por vezes os médicos administram estrogénios a mulheres que foram tratadas por um cancro da mama nas suas primeiras fases e que não sofreram nenhuma recidiva pelo menos nos últimos 5 anos.

Em geral, a terapia substitutiva com estrogénios não é indicada em casos de doença crónica do fígado ou de porfiria aguda intermitente.

Às mulheres que não podem tomar estrogénios podem ser prescritos fármacos ansiolíticos, progesterona ou clonidina para reduzir o mal-estar que os afrontamentos provocam. Os anti depressivos também aliviam a depressão, a ansiedade, a irritabilidade e a insónia.

Administração de Progesterona com Estrogênio

A progesterona é administrada juntamente com o estrogênio para reduzir o risco de câncer de endométrio.

Normalmente, o estrogênio e a progesterona são utilizados diariamente. Este esquema costuma provocar sangramento vaginal irregular durante os primeiros 2 ou 3 meses de tratamento, mas, em geral, o sangramento cessa totalmente em 1 ano.

Alternativamente, um esquema cíclico pode ser utilizado: a mulher toma estrogênio diariamente por aproximadamente 2 semanas, progesterona e estrogênio durante alguns poucos dias e, em seguida, não toma qualquer hormônio durante os últimos dias do mês.

Entretanto, este esquema é menos conveniente porque muitas mulheres apresentam sangramento vaginal nos dias em que não tomam hormônios.

A progesterona sintética encontra-se disponível sob várias formas, as quais podem ser administradas via oral ou intramuscular.

Os efeitos colaterais da progesterona incluem a flatulência abdominal, o desconforto nas mamas, cefaléias, alterações do humor e a acne. Este hormônio também produz alguns efeitos colaterais sobre a concentração do colesterol

Fonte: www.msd-brazil.com

Menopausa

Menopausa é a parada de funcionamento dos ovários, ou seja, os ovários deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona e de eliminar óvulos, conseqüentemente a mulher deixa de menstruar.

Mas, para o diagnóstico de Menopausa deve existir um ano ou mais de falta da menstruação (chamada amenorréia) em mulheres que ainda tenham útero e ovários, juntamente com baixos níveis de estradiol (estrogêneo) e altos níveis do Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e do Hormônio Luteinizante (LH) (Greendale, 1999).

A Menopausa não é uma doença, mas apenas um estágio na vida da mulher e sua p principal característica é a parada das menstruações. Não existe idade predeterminada para a Menopausa mas, geralmente ela ocorre entre os 45 e os 55 anos. Em alguns casos a Menopausa pode ser mais prematura, ocorrendo a partir dos 40 anos, sem que isto seja um problema.

Em muitas mulheres a Menopausa pode ser anunciada, alguns anos antes, por irregularidades menstruais, menstruações mais escassas, hemorragias, menstruações mais freqüentes. Pode-se chamar esse período de Perimenopausa, a fase que antecede a parada total das menstruações (amenorréia), mas ela não é obrigatória.

Quando essas alterações são na forma de mais de uma menstruação por mês, chama-se de polimenorréia, quando surge com muito sangramento ou muitos dias sangrando, de hipermenorréia. Normalmente a Perimenopausa corresponde aos quatro anos antes da instalação da Menopausa, propriamente dita.

Ao contrário do que muita gente pensa, não há relação entre a precocidade ou atraso da primeira menstruação e a idade mais cedo ou mais tarde da Menopausa, nem tão pouco existe relação entre a idade de familiares da Menopausa e a da pessoa.

Uma palavra que se confunde com Menopausa é Climatério. Climatério é o decréscimo progressivo da capacidade reprodutiva feminina, portanto, estão no climatério todas as mulheres entre 35 e 65 anos de idade.

Sintomas da Menopausa

Os sintomas da Menopausa decorrem, em sua grande maioria, da deficiência de estrogênio. Essa deficiência de estrogênio pode ser observada desde o início do processo da Menopausa (climatério), sendo os mais freqüentes as ondas de calor, crises de sudorese noturna, palpitações, cefaléias e vertigens. Sintomas psicológicos também podem ocorrer com freqüência e incluem depressão, irritabilidade, fadiga e perda da libido.

Em relação às alterações emocionais possíveis de aparecer na Menopausa, não se pode atribuir exclusivamente à falta de estrogênio, embora isso seja importante. Nas questões emocionais devemos considerar todo o panorama existencial da pessoa menopausada, assim como os elementos sociais, biológicos, o passado emocional e físico, as condições atuais, etc.

Apesar de algumas mulheres não sentirem nada durante o período da Menopausa, a maioria poderá sentir os seguintes sintomas:

Ondas de calor
Suores noturnos
Insônia
Menor desejo sexual
Irritabilidade
Depressão
Ressecamento vaginal
Dor durante o ato sexual
Diminuição da atenção e memória

O que a falta de Estrogênio causa

O estrogênio é o hormônio básico da mulher.

Sua falta causa, principalmente, as ondas de calor ou fogachos em aproximadamente 75 a 80 % das mulheres. Fisiologicamente, a redução progressiva do estrogênio, que acontece na Menopausa, promove efeitos profundos no organismo todo. Em alguns casos a conseqüência dessa deficiência de estrogênio, em longo prazo, propicia sintomas desagradáveis e, algumas vezes, sérias doenças.

O estrogênio é responsável pela textura da pele feminina e pela distribuição de gordura, e sua falta causará a diminuição do brilho e da elasticidade da pele, além de produzir uma distribuição de gordura pelo corpo mais masculina que feminina, ou seja, na barriga.

Nos genitais a falta de estrogênio que causa a secura vaginal, que acaba por comprometer o desermpenho e até o desejo sexual, pois torna as relações sexuais dolorosas.

Outra alteração importante causada pela falta de estrogênio é na esfera emocional. A mulher com falta de estrogênio pode ter irritabilidade e depressão. O estrogênio está associado a sentimentos de baixa auto-estima.

O estrogênio também é relacionado ao equilíbrio entre as gorduras no sangue, tais como do colesterol e triglicérides. Estudos mostram que as mulheres na Menopausa têm uma chance muito maior de sofrerem arteriosclerose e suas conseqüências, tais como ataques cardíacos, doenças cardio-vasculares e demência.

Por último o estrogênio é responsável pela fixação do cálcio nos osssos. Após a Menopausa, grande parte das mulheres passará a perder o cálcio dos ossos, doença chamada osteoporose, que é responsável por fraturas e por grande perda na qualidade de vida.

Porque tratar a Menopausa

Se a Menopausa é um fenômeno natural, porque a mulher a um tratamento?

O objetivo do tratamento da Menopausa é melhorar a qualidade da vida da mulher.

As conquistas da ciência, particularmente da medicina, vêm aumentando muito a idade média dos homens e das mulheres, apesar do envelhecimento ser um fenômeno natural e fisiológico.

O maior motivo para um tratamento médico na Menopausa é a qualidade de vida. Hoje a medicina tem meios para minimizar eventuais desconfortos que podem comprometer a qualidade de vida da mulher menopausada e, um dos principais desconfortos que podem ocorrer nessa fase da vida é a osteoporose e suas conseqüências.

Além da prevenção da osteoporose, o tratamento proposto para a Menopausa e seus eventuais dissabores envolve a atenção às alterações emocionais (depressão e ansiedade), da atividade sexual, a prevenção de demência, a preservação da estética feminina, etc.

O que é a Osteoporose

A perda de cálcio que ocorre nos primeiros cinco anos da Menopausa descalcifica os ossos e causa a osteoporose. A conseqüência mais direta da osteoporose é relacionada à fraturas de ossos e entre essas fraturas, as mais graves são das vértebras (na coluna) e de bacia.

O tratamento com hormônios ou com substitutos hormonais reduz a ocorrência de osteoporose e previne fraturas de bacia em 25% e de coluna em 50%. Esse tratamento, para ser mais eficaz, deve ser iniciado logo no início da Menopausa.

O que é Terapia de Reposição Hormonal

Se o que falta na Menopausa é o estrógeno, o mais lógico seria que a reposição hormonal com o estrógeno seja a base do tratamento. Em mulheres que ainda tem o útero é importante associar a progesterona para proteger contra o risco de câncer do endométrio.

Acredita-se que, em relação ao Sistema Nervoso Central, a deficiência estrogênica possa ser responsável por muitos sintomas referidos pelas mulheres com mais de 49-52 anos, tais como fogachos (ondas de calor), suores noturnos e, principalmente, distúrbios do humor.

Outro fator importante a considerar no tratamento de reposição hormonal é na prevenção do risco de doenças cárdio-vasculares, entre elas o infarto e o derrame. O tratamento hormonal pode reduzir as mortes por doenças cárdio-vasculares em aproximadamente 35%.

Estudos recentes revelam que o declínio da memória após a menopausa se associa à deficiência de estrogênio, a qual promove a diminuição da síntese do neurotransmissor acetilcolina e do fluxo sanguíneo cerebral.

As vantagens do tratamento de reposição hormonal seriam:

Redução do Risco de Osteoporose.
Redução dos Riscos de Doenças Cárdio-vasculares. Melhora da Depressão.
Melhora da Atividade Sexual.
Melhora da Memória com possível prevenção da Doença de Alzheimer.

As desvantagens do tratamento de reposição hormonal seriam:

Custo do Tratamento.
Tratamento Prolongado.
Volta da Menstruação em algumas mulheres.
Agravamento da possibilidade de Câncer de Mama em mulheres suscetíveis.

Devem ser esclarecidos alguns enganos culturais sobre o tratamento hormonal.

Por exemplo: sendo bem orientada e conduzida a reposição hormonal, não é verdade que o tratamento com hormônios aumenta os pelos no corpo, que engorda e que causa câncer.

Como se Administram os Hormônios

Existem diversas maneiras de se administrar hormônios, notadamente o estrógeno. Essa administração se faz por via oral, via transdérmica através de cremes ou adesivos na pele, via vaginal, injetável e por implantes subcutâneos (debaixo da pele).

No Brasil as vias mais comuns são a transdérmica e a oral, tendo sido lançado recentemente o implante subcutâneo. Pela via oral podem ser administrados comprimidos de estrógenos e de estrogênios conjugados à progesterona.

Os hormônios de uso transdérmico são feitos sob diversas formas. A mais comum delas são os adesivos, os quais devem ser colocados na pele e substituídos uma ou duas vêzes por semana. Esses adesivos podem conter só o estrógeno ou uma combinação de estrógeno e progesterona.

Outras formas de hormônios transdérmicos são os cremes e aerossóis. Esses têm o inconveniente de necessitarem o uso diário, porém, mas têm a vantagem de não descolar da pele como acontece com adesivos em algumas mulheres.

Os implantes de hormônios são colocados embaixo da pele através de uma agulha mais grossa que as agulhas de injeção e duram 6 meses.

Tratamentos não hormonais

Para as mulheres que não podem usar os estrógenos existem alternativas com medicamentos que diminuem os sintomas e/ou os efeitos da Menopausa. Esses novos medicamentos para Menupausa imitam, até certo ponto, as qualidades do estrógeno sem eventuais efeitos colaterais.

Um desses medicamentos é o raloxifeno, que é um modulador seletivo dos receptores de estrogênio (SERM).

Raloxifeno (Evista®)

O raloxifeno é um modulador seletivo dos receptores de estrógeno e funciona da mesma maneira que o estrógeno, só que sua ação é seletiva, ou seja, exerce somente os aspectos benéficos do hormônio.

O Raloxifeno tem as seguintes vantagens:

Tratamento e Prevenção da Osteoporose.
Possível Redução dos Riscos de Doenças Cárdio-vasculares.
Proteção contra o Câncer de Mama.
Proteção contra o Câncer de Endométrio.
Possível prevenção da Doença de Alzheimer.

Tem as seguintes Desvantagens:

O custo do Tratamento é alto.
Não diminui as ondas de calor
Não diminui a dor à relação sexual.
Não tem efeitos sobre a pele, uretra e a bexiga.

Outro desses medicamentos é a tibolona, um hormônio alternativo e original. Trata-se de um medicamento que imita as qualidades do estrógeno com diminuição dos efeitos colaterais.

Tibolona (Livial®)

A grande vantagem do Tibolona é sua ação específica, agindo diferentemente em cada parte do organismo. Essa substância não tem quase nenhuma ação sobre a mama e sobre o endométrio, que são os locais de risco de câncer e onde os estrógenos geralmente têm ação.

Por outro lado, o Tibolona age sobre a área da sexualidade, melhorando a libido e o desempenho.

O Tibolona tem as seguintes vantagens:

Ação específica sobre o osso, prevenindo a osteoporose.
Ação específica sobre o coração com possível redução dos riscos de doenças.
Possível nenhuma ação na Mama.
Possível nenhuma ação no Endométrio.
Possível prevenção da Doença de Alzheimer.
Aumenta a libido.
Melhora a mucosa vaginal.

Cuidados sobre a Terapia Hormonal

A Terapia de Reposição Hormonal nunca deve ser iniciada sem supervisão médica. Essa supervisão deve ser periódica, mesmo que esteja dando certo e tudo esteja bem.

A Terapia de Reposição Hormonal nunca deve ser abandonada sem a supervisão médica. As vantagens da Terapia de Reposição Hormonal só se obtêm se seu uso for supervisionado e, principalmente, continuado.

MENOPAUSA E HORMÔNIOS

A média de idade para início da menopausa varia, nas diversas populações do mundo, ocorrendo entre 50 e 52 anos nos países ocidentais. Sabe-se que alguns fatores influenciam a idade da menopausa mas os trabalhos não são concordantes quanto a isso. Parece que o comprometimento vascular, decorrente de cirurgias dos ovários, a dieta vegetariana, grandes altitudes e magreza são citados como fatores que abreviariam a idade para a menopausa, assim como a número de filhos e a idade de menopausa da mãe (Torgerson, 1994).

Fisiologicamente, a redução progressiva do estrogênio, que acontece na menopausa, promove efeitos profundos no organismo todo. Em alguns casos a conseqüência dessa deficiência de estrogênio, em longo prazo, propicia sintomas desagradáveis e, algumas vezes, sérias doenças. De fato, o desenvolvimento de algumas doenças crônicas e degenerativas se relaciona à deficiência de estrogênio. Entre elas, está a osteoporose, as doenças cardiovasculares, a demência e as atrofias do tecido genital, resultando em vaginite, incontinência urinária e dor na relação sexual (Montgomery, 1991).

Os sintomas da deficiência estrogênica podem ser observados desde o início do processo da menopausa (climatério), sendo os mais freqüentes as ondas de calor, crises de sudorese noturna, palpitações, cefaléias e vertigens. Sintomas psicológicos também podem ocorrer com freqüência e incluem depressão, irritabilidade, fadiga e perda da libido.

Em relação às alterações emocionais da menopausa, não se pode atribuir exclusivamente ao estrogênio a responsabilidade por tudo que ocorre. É importante considerar todo o panorama existencial da pessoa menopausada, os elementos sociais, biológicos, o passado emocional e físico, as condições atuais, etc.

Como a expectativa de vida vem apresentando expressivo aumento, já se admite, hoje em dia, que as mulheres viverão um terço de suas vidas em estado de deficiência estrogênica, portanto, após a menopausa. Portanto, a saúde e a qualidade de vida da mulher na menopausa e depois dela passa a merecer especial atenção da medicina em geral e da ginecologia e psiquiatria em particular.

Climatério e Menopausa

Estão no climatério (decréscimo da capacidade reprodutiva feminina) todas as mulheres entre 35 e 65 anos de idade. Mas, para o diagnóstico de menopausa deve existir um ano ou mais de falta da menstruação (amenorréia) em mulheres com útero e ovários, juntamente com baixos níveis de estradiol (estrogêneo) e altos níveis do Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e do Hormônio Luteinizante (LH) (Greendale, 1999).

Pode-se chamar de Perimenopausa, o período que antecede a parada das menstruações (amenorréia), mas que se caracteriza por irregularidade menstrual. Essas alterações podem ser na forma de mais de uma menstruação por mês (polimenorréia), de muito sangramento ou muitos dias sangrando (hipermenorréia) ou outras alterações menstruais. Normalmente a Perimenopausa corresponde aos quatro anos antes da instalação da menopausa, propriamente dita.

Hormônios, Tratamentos Hormonais e Sintomas Neuropsiquiátricos da Menopausa

Acredita-se que, em relação ao Sistema Nervoso Central, a deficiência estrogênica possa ser responsável por muitos sintomas referidos pelas mulheres com mais de 49-52 anos, tais como fogachos (ondas de calor), suores noturnos e, principalmente, distúrbios do humor (Genazzani, 1998). Estudos recentes revelam que o declínio da memória após a menopausa se associa à deficiência de estrogênio, a qual promove a diminuição da síntese do neurotransmissor acetilcolina e do fluxo sanguíneo cerebral.

Achler, em 1999, procedeu uma vasta revisão na literatura médica para determinar se há, de fato, um aumento na prevalência da sintomatologia depressiva nas mulheres menopausadas e, eventualmente, se este aumento poderia ser relacionado aos níveis flutuantes do estrogênio. Além disso ele avaliou o efeito possível que o estrogênio teria sobre as concentrações de neurotransmissores no Sistema Nervoso Central, especificamente da serotonina, bem como o impacto subseqüente que isso teria no humor das mulheres em perimenopausa, na menopausa e na pós-menopausa (Archer, 1999).

As conclusões foram de que a depressão é, de fato, mais comum nas mulheres que nos homens idosos e essa diferença parece ser devida às mudanças nos níveis de estrogênio. O sistema serotoninérgico parece ter papel muito importante na depressão, embora outros neurotransmissores também estejam envolvidos. De fato, constatou, que a administração de estrogênio pode alterar a atividade da serotonina e de diversos outros neurotransmissores, e dessa forma resultando num efeito do antidepressivo.

A tendência atual, portanto, é de que a terapia estrogênica para a depressão nas mulheres em menopausa, perimenopausa e pós-menopausa pode ser útil. Outros estudos bem conduzidos também revelam que o estrogênio propicia melhora da função cognitiva em decorrência do aumento do tônus colinérgico (Joffe, 1998).

Portanto, essa tendência para o uso do estrogênio como coadjuvante aos antidepressivos e para os eventuais déficits cognitivos é uma possibilidade emocionante de expandir as fronteiras da psiquiatria feminina (Stahl, 1998).

Sobre a questão da cognição e memória, a terapia de reposição estrogênica (TRE) já havia sido estudada em mulheres portadoras de doença de Alzheimer, sugerindo resultados promissores (Bartus, 1981). A adição de progesterona e estrogênio através da terapia de reposição hormonal combinada realça a preservação da memória, mas, de acordo com estudo recente do British Journal of Obstetrics and Gynaecology, pode piorar o humor. Embora o eventual efeito negativo dos progestágenos no humor tenha sido anteriormente descrito, seu efeito benéfico na memória é um novo achado.

Em um estudo conjunto da Universidade de Bolonha, Itália, e do Reino Unido, examinando o efeito de progestágenos na memória, no humor, no sono e na libido, 23 mulheres pós-menopáusicas saudáveis, com idade média de 56 anos, sem nenhuma queixa de ondas de calor ou outros efeitos colaterais da menopausa foram avaliadas. Essas mulheres foram submetidas à terapia de reposição hormonal combinada durante 15 meses, e 20 delas pareceram ter claros benefícios da memória, embora mostrassem, concomitantemente, piora do humor. Quanto à libido, 16 delas referiram melhora e quanto ao sono, nenhuma alteração se observou. O trabalho sugere a terapia de reposição hormonal combinada para pacientes com indícios de Doença de Alzheimer mas alerta para que essa terapia seja usada com cautela em portadores de Transtornos Depressivos. (Harrison, 2001).

Não obstante, “usar com cautela” não significa abolir totalmente essa possibilidade. Ao se estudar as relações custo-benefício do tratamento de reposição hormonal, chega-se à conclusão que, para grande número de casos, os inegáveis benefícios na melhora global do organismo feminino pela reposição hormonal justificam plenamente o seu uso, reservando-se para tratamento psiquiátrico concomitante, eventuais pioras no estado afetivo das pacientes.

Duas distinções são muito importantes na questão da terapia hormonal. Primeiro, devemos entender as diferenças de ação do estrogênio e da progesterona sobre o humor. Enquanto o primeiro parece ter efeitos notadamente benéficos e antidepressivos, a segunda seria depressora.

Outra distinção importante é em relação aos elementos do humor. O humor considerado rebaixado não é a mesma coisa que o transtorno depressivo. O humor rebaixado é uma tristeza crônica, uma tendência distímica, um traço de personalidade compatível com a característica mais introvertida, de origem constitucional e que caracteriza pessoas mais apáticas ou habitualmente desanimadas. O transtorno depressivo é uma síndrome muito mais séria. Alguns trabalhos mostram que o tratamento de reposição com o estrogênio, isoladamente, pode melhorar o humor nas mulheres menopausadas com sintomas depressivos leves ou de humor rebaixado (Dell, 2000).

Constatações de benefícios da terapia de reposição hormonal combinada na melhora (e prevenção) da memória e da cognição em geral, juntamente com os avanços genéticos sobre a maior probabilidade de Doença de Alzheimer em portadores de um gene chamado ApoE, poderá ser a grande oportunidade da medicina para prevenir essa terrível demência.

As mulheres que carregam alguma variedade de um gene chamado ApoE eram mais prováveis de sofrer deterioração cognitiva após 65 anos de idade, mas se usarem o estrogênio os resultados podem ser mais benéficos.

O ApoE (o gene de Apolipoprotein E), que tem três variantes possíveis ou chamados alelos (e2, e3 e e4), é um gene marcado para uma proteína capaz de carregar o colesterol e outras gorduras para o fígado, cérebro e os outros tecidos. As mulheres que carregam, no mínimo, um alelo e4 têm um risco mais elevado para desenvolver a Doença de Alzheimer, de acordo com estudos precedentes.

Entretanto, as mulheres usuárias de reposição estrogênica e que carregam os alelos e2 e e3 (herdados de seus pais) mostraram muito menor perda cognitiva durante um estudo de sete anos realizado na Universidade de São Francisco (EUA). Havia, concomitante, muito menos sinais de aterosclerose nas artérias carótidas, ocorrência que poderia resultar na deterioração mental do envelhecimento.

Em Homens

Outros estudos têm se preocupado também com as mudanças hormonais que ocorrem em homens durante o envelhecimento. São tentativas bem sucedidas de determinar se o declínio da testosterona tem relação ao humor rebaixado no idoso e, também, determinar se esse hormônio pode ser útil no tratamento da depressão senil masculina.

Margolese publicou em 2000 os resultados de uma busca exaustiva de artigos na MEDLINE, de 1966 a 1999, sobre a questão de uma figurativa menopausa masculina. Há, sem dúvida, um declínio moderado da testosterona total e um declínio mais significativo da testosterona bio-disponível em homens no envelhecimento.

Os homens idosos com humor rebaixado parecem ter níveis mais baixos de testosterona que seus pares sem alterações do humor. Em homens com normalidade hormonal, a reposição de testosterona não tem um efeito significativo no humor, entretanto, em homens com hipofunção de testosterona, alguns estudos mostram um efeito positivo do tratamento com esse hormônio. Em diversos estudos encontrou constatações da eficácia da testosterona como alívio do quadro depressivo em homens com baixas concentrações desse hormônio. Os efeitos colaterais principais da testosterona incluem o aumento do hematócrito (aumento da viscosidade sangüínea), do metabolismo de gorduras e do volume da próstata.

A reposição de testosterona como tratamento preliminar ou coadjuvante da depressão no idoso pode ser útil, principalmente naqueles pacientes com hipofunção gonádica e que não respondem muito bem aos antidepressivos convencionais (Margolese, 2000).

Hormonioterapia de Reposição e Câncer

Discute-se, há tempos, o risco do cancer de mama em mulheres na menopausa e em uso de terapia hormonal substitutiva. Alguns trabalhos mostram um aumento de 40% no risco para esse tipo de cancer em mulheres de 50 a 64 anos de idade e um aumento 70% desse risco para mulheres entre as idades de 65 e 69 anos.

É por isso que se tem discutido uma série de terapias alternativas e naturais capazes de aliviar e diminuir a severidade de sintomas da menopausa sem envolver tantos riscos de câncer (Soffa, 1996).

Atualmente o climatério deve ser, sobretudo, mais um período de prevenção de doenças e promoção de saúde do que de tratamentos curativos. Para isso são fundamentais a educação e a informação à população, além da ação dos médicos que deve incluir medidas higieno-dietéticas e medicamentosas, objetivando o bem-estar físico e mental e melhor condição de vida das mulheres na velhice.

A obesidade é uma situação que deve sempre ser previnida e combatida. Deve-se incentivar o uso de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, dando preferência aos desnatados para não aumentar o colesterol. Não esquecer dos vegetais, especialmente os verde-escuros, como a couve, brócolis e escarola; estimular o consumo de salmão, sardinha e manjuba. A ingestão ideal de cálcio é de 1500 mg/dia e, se não obtida na dieta, deve ser suplementada com medicamentos (Heaney, 1982).

Quanto aos sintomas climatéricos estes podem ser facilmente revertidos com a Terapia de Reposição Estrogênica. A TRE também reduz a incidência de doença coronariana, previne a osteoporose, melhora a função cognitiva e a degeneração macular e diminui o risco de câncer do cólon intestinal. Entretanto, a Terapia de Reposição Estrogênica pode ter efeitos colaterais, tais como sangramentos vaginais e mastalgia (dor na mama), além de potencial risco de câncer de endométrio e de mama. Mas o risco de hiperplasia ou de câncer do endométrio é eficazmente combatido pela associação do estrogênio com progesterona (Aldrighi, 2000).

Na perimenopausa, em média até 4 anos antes da parada total das menstruações, a paciente geralmente procura o médico queixando-se de sangramentos irregulares. O principal objetivo da terapia nestas pacientes é a restauração da regularidade menstrual. Nestes casos, o uso de progestogênios cíclicos é o tratamento mais adequado.

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) convencional consiste na administração de estrogênios isolados, portanto e de fato, trata-se de uma Terapia de Reposição Estrogênica (TRE). Essa TRE é usada somente nas mulheres histerectomizadas (sem útero) ou associada com progestogênios, quando se pretende proteger o endométrio.

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) combinada pode ser utilizada de maneira cíclica ou contínua. Na forma cíclica o estrogênio é administrado continuamente ou por 21 dias ao mês, enquanto que a progesterona é administrada apenas durante 10 a 14 dias. A suspensão da progesterona normalmente gera sangramentos menstruais, portanto, é um esquema preferido na perimenopausa ou nos primeiros anos de pós-menopausa.

Na forma contínua da TRH combinada a paciente ao receber estrogênio e progestogênio associados diariamente, desenvolvendo atrofia endometrial e, por isso, sem sangramentos mensais de privação. Essa é a forma de TRH preferível na pós-menopausa tardia.

Outra opção para o tratamento de mulheres na pós-menopausa é a tibolona (Livial®), que é um esteróide sintético que não é estrogênio nem progesterona mas, não obstante, com propriedades estrogênica, progesterônica e androgênica. A tibolona controla os sintomas das fases iniciais e tardias do climatério, previne a perda óssea e oferece efeitos androgênicos benéficos, daí ser indicado para as mulheres com alterações de humor e da libido (Egarter, 1996).

Posteriormente, surgiram algumas drogas moduladoras seletivas dos receptores de estrogênio. Essas substâncias têm ação agonista (similares) do estrógeno nos ossos e sistema cardiovascular mas, curiosamente, são antagonistas do estrógeno na mama e no endométrio (útero). Os SERMs atualmente utilizados na pós-menopausa são o Tamoxifeno (Tamofen®, Tamoxifeno®) e o Raloxifeno (Evista®).

O tamoxifeno foi inicialmente desenvolvido para o tratamento do câncer de mama avançado. Desde então, ele vem sendo amplamente usado em mulheres na pós-menopausa de mulhres com antecedente de câncer de mama ou com alto risco para a doença (33). Mas, se por um lado o tamoxifeno reduz o colesterol sérico (34) e preserva a massa óssea e previne o câncer de mama, seu uso é limitado pelo aumento do risco de câncer do endométrio (útero) (Fisher, 1994).

Fonte: gballone.sites.uol.com.br

Menopausa

MENOPAUSA E CLIMATÉRIO

Muito se fala sobre menopausa e climatério, qual a importância dessas fases na vida da mulher?

A menopausa é o fim definitivo das menstruações e marca o fim da capacidade reprodutiva da mulher. O climatério é um período de transição que começa com as irregularidades nos ciclos menstruais e com a perda progressiva da fertilidade.

O climatério dura normalmente dos 40 aos 65 anos e a menopausa ocorre por volta dos 50 anos. Portanto, a menopausa ocorre dentro do climatério.

COMO SABER SE JÁ ESTOU NO CLIMATÉRIO?

Observe se os seus ciclos menstruais estão se tornando irregulares e menos freqüentes, isso indica que os ovários estão diminuindo a produção de estrogênio.

ALÉM DA IRREGULARIDADE MENSTRUAL, EXISTEM OUTROS SINTOMAS?

Sim, e os mais comuns são os fogachos ou "calorões", caracterizados por súbitas ondas de calor, principalmente na parte superior do corpo; suores noturnos; perda de elasticidade da pele; ganho de peso; secura vaginal e flutuações de humor, dentre outros.

É VERDADE QUE A MULHER MENOPAUSADA APRESENTA MAIOR PROPENSÃO À OSTEOPOROSE E ÀS DOENÇAS CARDIOVASCULARES?

Sim. A osteoporose talvez seja a conseqüência mais grave do climatério a longo prazo. Sabe-se que após a menopausa a perda óssea é de 2 a 3% ao ano.

Antes da menopausa as mulheres são menos vulneráveis às doenças cardiovasculares do que os homens de mesma faixa etária. Esta relativa proteção é invertida no climatério.

EXISTE TRATAMENTO PARA ESSES SINTOMAS?

Existe. O tratamento convencional é a Terapia de Reposição Hormonal - TRH, que busca repor hormônios femininos. Apesar da TRH apresentar efeitos benéficos, alguns estudos também demonstraram que pode elevar o risco de câncer de mama e útero e apresentar efeitos colaterais como ganho de peso, irritabilidade e náusea.

Uma forma mais recente de tratamento tem sido alvo de inúmeros estudos médico-científicos: os FITOHORMÔNIOS. Esta alternativa de tratamento também é utilizada no tratamento de pacientes que não podem ou não desejam se submeter à TRH.

FITOHORMÔNIOS?

São substâncias encontradas em algumas plantas que possuem leve ação estrogênica graças à semelhança de sua estrutura química com o hormônio estrogênio.

Os fitohormônios mais estudados em todo o mundo são as isoflavonas de soja. Sua descoberta deveu-se à baixa incidência de câncer de mama, doença cardíaca, sintomas de menopausa e osteoporose nas mulheres japonesas, grandes consumidoras de alimentos ricos em soja.

QUAIS AS VANTAGENS DAS ISOFLAVONAS DE SOJA?

As isoflavonas de soja trazem alívio aos sintomas característicos do climatério, diminuem o risco de osteoporose e doenças cardiovasculares e não são relacionadas ao aumento de risco de câncer de mama e útero como ocorre com a TRH convencional.

COMO POSSO INGERIR ISOFLAVONAS DE SOJA?

As isoflavonas de soja estão presentes em vários alimentos que contém soja, como tofu e leite de soja. Para atingir a quantidade ideal de isoflavonas, baseada no consumo médio japonês, você deve ingerir de 3 a 6 porções desses alimentos por dia, ou optar por ingerir as isoflavonas de soja na forma de cápsulas.

ISOFLAVINE foi especialmente desenvolvido para proporcionar a quantidade adequada desse fitohôrmonio de forma segura e prática.

CLIMATÉRIO: O INÍCIO DE UMA NOVA FASE

O Climatério é uma etapa da vida da mulher que começa dois ou quatro anos antes da última menstruação, onde acontece a transição do período fértil para o não fértil e é caracterizado pela diminuição dos hormônios (estrogênio e progesterona), irregularidade menstrual, sendo acompanhado de alguns sintomas desagradáveis como fogachos (ondas de calor), irritabilidade e insônia.

Já a menopausa é o final da vida fecunda da mulher, caracterizada pelo fim da menstruação e interrupção da fase reprodutora dos ovários.

Geralmente aparece entre os 45 e os 55 anos. Mas, nada impede que ela apareça antes dos 45 anos, então é chamada de menopausa precoce ou após os 50 anos, denominando-se menopausa tardia.

A menstruação pára porque o organismo vai envelhecendo e se desgastando. Todas as mulheres têm nos ovários, desde que nascem, cerca de 400.000 folículos que morrem antes mesmo da mulher produzir a ovulação mensal e quando esses folículos se esgotam é que se dá a menopausa.

SINTOMAS

Antes que a menstruação cesse por completo, o organismo começa a dar alguns sinais de que a menopausa está chegando: alterações do ciclo menstrual, menstruações mais ou menos freqüentes, hemorragias.

A esse período podemos chamar de Perimenopausa, uma fase que antecede a parada total das menstruações (amenorréia) e ocorre cerca de quatro anos antes do aparecimento da menopausa, mas ela não é obrigatória.

Quando essas alterações são na forma de mais de uma menstruação por mês, chama-se de polimenorréia, quando surge com muito sangramento ou muitos dias sangrando, de hipermenorréia.

Algumas mulheres não sentem nada durante este período, entretanto outras sofrem com os sintomas: ondas de calor, os chamados fogachos (é um tal de esquenta-esfria que nenhuma mulher agüenta); suores noturnos, insônia, depressão, irritatação, ressecamento vaginal, menor desejo sexual, dor durante o ato sexual, diminuição da memória e dificuldade de concentração.

POR QUE OCORRE?

Com o ovário falido, o organismo deixa de produzir em doses suficientes o estrogênio (hormônio feminino). A falta do estrogênio - um hormônio básico feminino - provoca efeitos desagradáveis no organismo todo. É ele quem causa as ondas de calor ou fogachos.

Nos órgãos genitais a falta de estrogênio causa a secura vaginal, tornando as relações sexuais dolorosas, o que compromete o desempenho e até o desejo sexual. A baixa auto-estima também está associada à falta do estrogênio.

TRATAMENTO

Nesta fase a mulher pode apresentar sintomas que poderão interferir em sua vida cotidiana, além do que pode apresentar falta de cálcio nos ossos, podendo evoluir para osteoporose que é uma doença grave. Por isso é ideal o acompanhamento médico que avaliará a situação e poderá indicar o melhor tratamento, com ou sem reposição de hormônios.

FITORMÔNIOS

Os fitormônios são hormônios vegetais extraídos de plantas que podem repor o estrógeno e a progesterona no organismo, são encontrados em plantas como a Cimicifuga racemosa, o Yam Mexicano, o Alcaçuz, a Linhaça, o Trevo Vermelho, mas sua fonte mais conhecida e mais abundante é a soja.

Fonte: www.herbarium.net

Menopausa

Menopausa é o período fisiológico em que a mulher encerra os ciclos menstruais e ovulatórios. É um momento geralmente difícil para a mulher e nunca se sabe, ao certo, quando vai começar, tendo em vista que a menopausa se manifesta com idade variável, mas apesar de existir a menopausa precoce, as chances apontam para que ela comece, normalmente, entre os 45 e 50 anos. Neste artigo vamos dar “uma geral” no assunto, passando claro, pelos sintomas da menopausa.

O que Menopausa?

A menopausa é um processo natural do corpo da mulher e não deve ser tratado como uma doença. Ela ocorre quando os ovários gradualmente, com o avanço da idade, deixam de produzir estrógenos, diminuindo a capacidade reprodutiva.

O que são Estrógenos ?

O Estrógeno é um hormônio que aparece na mulher durante a adolescência. Ele que é o responsável pelo aparecimento dos sinais sexuais secundários na mulher, e vai até a menopausa. A falta do estrogênio que causa as ondas de calor em cerca de 75 a 80 % das mulheres.

O estrógeno induz as células de muitos locais do organismo, a proliferar, isto é, a aumentar em número. Por exemplo, a musculatura lisa do útero, aumenta tanto que o órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou, mesmo, a triplicar de tamanho.

O estrogênio também provoca o aumento do órgão genital feminino e o desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz o púbis se cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide, em vez de afunilada como no homem; provoca o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus elementos glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas como os quadris e coxas, dando-lhes o arredondamento típico do sexo.

Em resumo, todas as características que distinguem a mulher do homem são devido ao estrogênio e a razão básica para o desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo.

Voltando á Menopausa…

Com o organismo adaptando-se aos níveis variáveis dos hormônios, temos os chamados sintomas da menopausa, que vão surgindo em graus variados, como nas ondas de calor e palpitações, aumento da depressão, ansiedade, irritabilidade, variações de humor e falta de concentração e, finalmente, sintomas de atrofia, como secura vaginal e urgência na urinação.

Além desses sintomas, a mulher também pode apresentar ciclos menstruais cada vez mais espaçados, escassos e irregulares até, finalmente, findar.

Uma mulher é considerada na menopausa quando apresenta ausência de ciclos menstruais há mais de um ano. Mas há também a menopausa cirúrgica, que ocorre após a retirada dos ovários ou do útero.

Literalmente, a palavra menopausa significa “interrupção do mês”, uma referência grega ao ciclo menstrual.

Na palavra temos do grego m?n (mês) e paûsis (interrupção, pausa). Por isso o correto seria dizer que a Menopausa é apenas a última menstruação da mulher.

Mas popularmente costumamos chamar de menopausa todo o processo gradativo de diminuição de hormonios e sintomas que envolvem a menopausa, que leva normalmente cerca de um ano (mas pode durar, em alguns casos, até mais de cinco anos ). O nome correto de todo esse processo é Climatério.

Idade Menopausa

O início comum da menopausa se dá por volta dos 50 anos, mas algumas mulheres entram na menopausa numa idade menor, especialmente se elas sofreram algum tipo de câncer ou outra doença séria em que houve uso de quimioterapia.

Menopausa Precoce

A menopausa prematura, também chamada de falência prematura dos ovários, é aquela que ocorre em mulheres com menos de 40 anos. Isso acontece com cerca de 1% das mulheres.

As causas de menopausa prematura incluem doença auto-imune, doenças na tireóide, e Diabete Mellitus. A menopausa prematura é diagnosticada medindo-se os níveis de FSH (do inglês: follicle stimulating hormone – hormônio folículo-estimulante) e do LH (do inglês: luteinizing hormone – hormônio luteinizante) – os níveis desses hormônios serão mais altos se a menopausa ocorre.

Índices de incidência de menopausa prematura elevados foram encontrados em casos de gêmeas idênticas e fraternas: aproximadamente 5% delas são afetadas pela menopausa precoce antes dos 40 anos de idade. Não se sabe ao certo porque isso ocorre. Mas nesses casos, quando a mulher quer retomar sua fertilidade, transplantes do tecido do ovariano entre gêmeas idênticas tiveram êxito no restabelecimento da fertilidade.

Fonte: www.gestantes.net

Menopausa

MENOPAUSA E CLIMATÉRIO

A palavra climatério significa fase crítica e dá nome a um período realmente conturbado da vida feminina, que começa por volta dos 40 anos e se estende até a pós-menopausa, quando não há mais ciclo menstrual. Sua principal característica são as transformações físicas e emocionais decorrentes do desequilíbrio na produção dos hormônios femininos pelos ovários. Os sintomas que marcam a entrada no climatério são semelhantes aos de uma TPM, só que acentuada e prolongada.

A sensação de inchaço no corpo e mamas, as dores fortes de cabeça ou enxaquecas, as alterações de humor (nervosismo, irritação, tristeza profunda e mesmo depressão) podem manifestar-se ao longo de até quinze dias antes da menstruação. Do meio para o fim do climatério é comum, ainda, a irregularidade nos ciclos e a variação do fluxo menstrual.

O período de maior desconforto, caracterizado pelos sintomas clássicos de ondas de calor, suores noturnos, insônia, sensação de fadiga, começa por volta dos 45 ou 47 anos e só termina dois a três anos após a última menstruação, aos 53 ou 54 anos. Esta fase que antecede o fim da menstruação é denominado pela Organização Mundial de Saúde como perimenopausa -- termo de origem grega. O prefixo peri, da palavra, significa em torno de.

O que acontece com o corpo feminino em torno da menopausa tem a ver com o desequilíbrio na produção dos hormônios estrogênio e progesterona pelos ovários.

OVÁRIOS

As mulheres já nascem com toda a reserva de óvulos que irão usar durante a vida.

Chegam ao mundo com um suprimento aparentemente exagerado de 2 milhões de folículos e atingem a puberdade com 400 mil.

O processo pelo qual desaparecem mais de dois terços desse estoque imenso antes da menarca, época da primeira menstruação, ainda é mal conhecido pela ciência. A atresia folicular, termo técnico usado para identificar o fenômeno de perda significativa de folículos e óvulos pelas mulheres, e que significa literalmente estreitamento de órgão oco, faz parte da natureza dos ovários.

Tanto que as mulheres gastam, no máximo, 450 dos 400 mil óvulos com suas ovulações antes de atingir a idade da menopausa, quando têm a ultima menstruação e provavelmente nenhum óvulo a mais em seus folículos capaz de continuar a sua história reprodutiva.

Não é de uma hora para a outra que ocorre o desfecho. O desaparecimento de folículos começa a se fazer notar a partir dos 35 anos e torna-se crônica depois dos 45, quando a chamada atresia dá origem a ciclos menstruais anovulatórios (sem produção de óvulos). A falha na ovulação desencadeia um processo de desequilíbrio na produção hormonal, com queda nos níveis de progesterona e flutuações dos níveis de estrogênios no organismo feminino.

Fonte: www2.uol.com.br

Menopausa

A menopausa é a última menstruação que a mulher apresenta havendo passado 1 ano. Climatério é a fase de transição entre as menstruações e o término das mesmas. A idade em que ocorre a menopausa varia de mulher para mulher, em torno de 50 a 52 anos. É o período em que ocorre uma série de transformações fisiológicas, orgânicas e anatômicas.

Primordialmente é a cessação do funcionamento do ovário. É o término da capacidade procriativa da mulher. Nos animais e nos primórdios da espécie humana corresponde igualmente ao final da idade biológica e coincide com a morte. Nos humanos graças à inteligência da nossa espécie consegue-se viver de 1/3 a 1/2 da vida após esse período.

Uma série de ocorrências acontecem devido à ausência dos hormônios produzidos pelo ovário. De fato, além de perder a capacidade de reproduzir-se a mulher defronta-se com sintomas e conseqüências decorrentes da ausência de produção de hormônios pelos ovários. Um dos primeiros desconfortos que decorrem da falência ovariana são as famigeradas ondas de calor, ou fogachos, acompanhados de suores profusos. Ë uma sensação anômala e desagradável de calor súbito e violento atingindo o segmento craneal-facial de duração rápida, mais freqüente à noite e de freqüência e intensidade variáveis. O suor é eventualmente catastrófico, a desmanchar penteados e molhar vestimentas.

Além dos fogachos, há nesta fase, outros dissabores. Há maior tendência a distúrbios emocionais, por exemplo, irritabilidade exagerada, depressão, melancolia e tristeza. Freqüentemente, sensação de inutilidade, com maridos e parceiros dispersos e desinteressados atingidos que estão pela rotina de anos de convivência. Filhos distantes, ausência de expectativas.

A falta dos hormônios femininos e masculinos que os ovários produzem acarreta desinteresse na sexualidade e com o passar do tempo secura vaginal tornando o ato sexual desagradável. Muitas vezes, a carência de hormônios favorece perda involuntária de urina.

A par desses sintomas subjetivos, acontecem alguns malefícios orgânicos importantes. Dos mais importantes é a perda de estrutura óssea, o que acarreta no futuro as temíveis e decorrentes fraturas ósseas, sobretudo, do fêmur e da coluna.

Ao que parece, também a falta dos hormônios femininos após a menopausa facilita a ocorrência de enfartes do miocárdio e de derrames cerebrais.

Os fatos mencionados animam os médicos a fazer, em algumas circunstâncias, reposição hormonal com medicamentos que, ao menos parcialmente, imitam a ação dos hormônios naturais metabolizados pelos ovários. É evidente que nunca conseguir-se-á uma imitação perfeita da natureza, então, esses hormônios medicamentosos tem algumas desvantagens. Podem, por exemplo, afetar o estômago, o fígado e o sistema nervoso. Igualmente, podem favorecer tromboses, aumentar a pressão arterial, inchar e ocasionar dor nos seios. O maior temor imediato das mulheres, no entanto, é a expectativa de engordar com o tratamento hormonal. Este fato pode ocorrer, porém, é muito individual.

Devemos esclarecer que a própria fase do climatério condiciona ganho de peso. A par disso outro fantasma a acompanhar a terapêutica de reposição hormonal é a expectativa de favorecimento de câncer.

De fato existem, sobretudo, 2 tipos de câncer que são favorecidos pelo estrogênio, um dos hormônios femininos e que compõe com freqüência os medicamentos de terapêutica na menopausa. Um desses cânceres é o de endométrio, que é um dos tecidos que pertence ao útero. Neste caso, a adequada associação de estrogênio com a progesterona, outro dos hormônios femininos, permite diminuir de maneira importante essa eventualidade. Outro câncer favorecido pelo estrogênio é o da mama. Neste caso, parece que a reposição começa a aumentar um pouco a chance de câncer de mama após 10 anos de uso.

Convém ressaltar, no entanto, que mulheres que fazem uso de hormônio por mais de 10 anos, apesar de terem mais câncer de mama, vivem por mais tempo.

Pois, não são vítimas de infarte e derrame cerebral.

Há inúmeras formas de reposição hormonal, assim como, inúmeros tipos de hormônios. Há formas, naturais e semi-sintéticas, assim como orais, adesivos transcutâneos (na pele), pomadas e implantes sub-cutâneos. A forma ideal varia de acordo com características sintomatológicas, orgânicas e funcionais de cada mulher e deve ser avaliada pelo especialista. Evidentemente, que há casos em que a mulher não se adapta à terapêutica de reposição hormonal. Em tais casos, para quase todos os problemas que acompanham a mulher nessa fase há outras opções não hormonais, as quais o ginecologista tem pleno conhecimento.

Além da terapêutica medicamentais no climatério, algumas importantes recomendações devem ser obedecidas. Por exemplo, uma atividade física de qualquer espécie de maneira rotineira ajuda a manter o peso, a estética e exacerba o ânimo e a disposição. Atividades intelectuais melhoram a performance racional, cognitiva e impedem os desagradáveis esquecimentos.

A permanência em atividades profissionais ou a iniciação de novos ramos de atividade ou de conhecimento estimulam o prazer de viver e massageia o ego, aumentando a auto-estima.

Concluindo, a terapêutica de reposição hormonal na mulher climatérica é útil, porém, não obrigatória; não é isenta de percalços. Há opções substitutivas e, mais que isso, atividades não medicamentosas são, as vezes tão, importantes quanto qualquer remédio.

Fonte: www.wmulher.com.br

Menopausa

Climatério é uma fase da vida da mulher caracterizada por redução gradual da produção hormonal dos ovários, correspondendo à transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva. Isto decorre do esgotamento dos folículos ovarianos, que contém os óvulos. A menopausa é tão somente a última menstruação da vida da mulher, ocorrendo, geralmente, ao redor dos 49-51 anos de idade, sendo considerada precoce quando ocorre antes dos 40 anos.

O estrogênio é um dos hormônios produzidos pelo ovário ao longo da vida reprodutiva, sendo responsável pela feminilidade. Este hormônio protege a mulher contra as doenças cardiovasculares como o infarto do miocárdio. Também dificulta a perda de cálcio dos ossos e quando essa perda é grande ocorre o desenvolvimento da osteoporose, que pode ter como conseqüências as fraturas ósseas.

Com a deficiência deste hormônio que ocorre no climatério, particularmente após a menopausa, passa a haver um risco aumentado para a mulher desenvolver a doença cardiovascular e a osteoporose. Nos primeiros 5 anos após a menopausa a mulher pode perder de 1% a 4% ao ano de massa óssea, ou seja, nesses primeiros 5 anos, sua perda pode chegar a 20% de toda a massa óssea acumulada ao longo de sua vida. Deve-se salientar que todas essas conseqüências são silenciosas e que se manifestam tardiamente.

Os sintomas e sinais típicos do climatério ocorrem em cerca de 75% a 80% das mulheres. Mais comumente se observam as ondas de calor, ou fogachos, sudorese aumentada, nervosismo, depressão, labilidade emocional, insônia, tonturas e vertigens, cansaço, desânimo, dores musculares e articulares, pele seca, unhas e cabelos quebradiços, secura vaginal, dor no relacionamento sexual, diminuição da libido e outros.

O melhor tratamento disponível para o climatério atualmente é a terapêutica de reposição hormonal (TRH) desde que não haja contra-indicação, ou seja, administram-se os hormônios que o organismo não produz mais de forma adequada. Esse tratamento previne a ocorrência das conseqüências silenciosas da deficiência hormonal como a doença cardiovascular, a osteoporose e ainda diminui o risco de ocorrência do Mal de Alzheimer, conforme demonstram numerosas pesquisas.

A TRH também produz alívio dos sinais e sintomas típicos desta fase. Deve-se salientar que a TRH é realizada com o estrogênio natural, ou seja, semelhante ao que o ovário produzia antes, não se devendo utilizar para este fim, o hormônio da pílula anticoncepcional, que é sintético e não é produzido pelo ovário em nenhum momento da vida feminina, não sendo adequado para o tratamento da menopausa.

Uma grande preocupação das mulheres com relação à TRH é quanto ao risco de surgimento de câncer. De uma forma geral, o câncer de colo do útero, bem como o de ovário não recebem influência da reposição hormonal.

A mulher que tem útero, ou seja, que não foi submetida a uma retirada cirúrgica do órgão por algum motivo, ao fazer a reposição do estrogênio deve receber também doses adequadas de um segundo hormônio, da classe da progesterona (progestagênio), pois assim diminui o risco de desenvolver o câncer de endométrio, que é uma das camadas do útero. Assim, a chance de apresentar este tipo de câncer no futuro, pode ser até menor do que a de quem não faz a reposição hormonal, desde que a TRH seja realizada adequadamente.

Quanto ao câncer de mama, hoje se considera que o uso da TRH por até 10 anos não aumenta o risco para este tipo de câncer de forma significativa e para usos mais prolongados pode haver um aumento discreto desse risco, no entanto, os benefícios trazidos pela TRH, de uma forma geral, compensam os riscos.

Deve-se ainda salientar que a mulher menopausada que faz uso da TRH vive por mais tempo e com mais qualidade de vida, segundo vários estudos científicos, e o próprio aumento da longevidade pode favorecer a uma maior detecção do câncer de mama. Além disso, quem faz TRH, visita seu médico regularmente e faz exames preventivos com periodicidade, particularmente a mamografia e, assim, caso surja um câncer mamário, o diagnóstico será precoce e as chances de cura serão muito elevadas.

Atualmente, caso haja contra-indicação ou falta de desejo de utilizar a TRH, há outras opções terapêuticas que substituem os hormônios em alguns aspectos, embora a reposição hormonal continue sendo considerada a melhor terapêutica na menopausa.

Mas, atenção, TRH é coisa séria e deve ser personalizada para cada mulher, não havendo uma receita pronta que sirva para todas.

Somente um médico que conheça bem o assunto pode definir se determinada mulher pode receber a reposição hormonal e quais tipos e doses mais adequados.

NÃO FAÇA USO DA TRH SEM ACOMPANHAMENTO MÉDICO!!!

Fonte: www.aborto.com.br

Menopausa

MENOPAUSA E CLIMATÉRIO

O que é e quando começa o climatério?

Menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre a última menstruação.

A fase que segue depois da menopausa é chamada de pós-menopausa.

Já o climatério é o período de tempo em a mulher passa pela transição da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa é um fato que ocorre durante o climatério.

No climatério, há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo.

Estatisticamente, a menopausa ocorre, em média, aos 50 anos.

Como sei que estou no climatério?

Os sintomas mais comuns do climatério são:ondas de calor (fogachos), principalmente no colo e no rosto;suor noturno;secura vaginal;diminuição da libido;variação de humor;intolerância;ansiedade e depressão.

Não é necessário, no entanto, que ocorram todos estes sintomas ao mesmo tempo para caracterizar o climatério. Na verdade, existe uma grande variação da queixa de aparecimento destes sintomas, assim como da intensidade de cada um deles.

Todas as mulheres passam pelo climatério?

Todas as mulheres passam por esta fase, assim como passaram pela adolescência.O que varia é a intensidade dos sintomas em cada uma delas.

Esses sintomas acometem aproximadamente 80% das mulheres ocidentais, enquanto que, eles ocorrem em torno de 20% das orientais. Fatores culturais e ambientais como, por exemplo, alimentação são mais importantes na explicação dessa diferença do que os fatores raciais.

Corro risco de gravidez nesta fase?

A chance de uma gravidez nesta fase é muito remota, mas não é impossível.

Como os sintomas estão relacionados com a diminuição dos hormônios, e esses com a diminuição da ovulação, ocorre uma diminuição natural da fertilidade. Para exemplificar, uma mulher em torno de 25 anos tem aproximadamente nove ovulações ao ano, enquanto que uma mulher aos 50, tem aproximadamente uma ovulação.

E a diminuição da libido, é normal?

A diminuição do nível hormonal, comum nessa fase, propicia o humor depressivo e aumenta a intensidade da depressão naquelas mulheres que já têm predisposição, mas não é por si só um fator desencadeante de depressão.

A libido depende de níveis hormonais e pode estar diminuída nesta fase, mas não é somente de hormônio que depende a libido. Alteração de humor, desgaste no relacionamento do casal, preocupação com filhos na adolescência ou com os pais na senectude, podem também contribuir para a diminuição do interesse pelo parceiro.

Todas as mulheres devem ser tratadas?

O tratamento do climatério não é obrigatório, mas sim uma opção.

Existem mulheres que não devem ser tratadas como, por exemplo, aquelas que estão em tratamento para câncer de mama ou de endométrio. Também não devem fazê-lo as mulheres em tratamento de trombose ou de doenças hepáticas graves.

Só existe tratamento hormonal?

O tratamento hormonal é o mais antigo, o mais divulgado e o mais eficiente, porém não é o único.

Existem medicamentos eficientes para prevenir a perda óssea (osteoporose), a secura vaginal e a variação do humor, mas que não são tão eficientes no que diz respeito aos fogachos, aos suores noturnos e à diminuição da libido.

Quanto aos problemas cardíacos que possam surgir nessa fase da vida, a melhor prevenção continua sendo ter bons hábitos. Praticar exercícios físicos, ter uma boa alimentação, evitar o fumo e o álcool em excesso são atitudes que todas as mulheres devem ter. Cuidados com a pele, a visão e a audição são também muito importantes.

A consulta rotineira ao médico para exames periódicos permite o diagnóstico precoce das doenças comuns desta fase.

O tratamento engorda?

O tratamento hormonal não engorda no termo exato da palavra uma vez que não aumenta a gordura. O que ocorre é que o hormônio promove a retenção de líquido, de onde vem um aumento de peso em torno de um quilo quando se inicia o tratamento. Porém, este aumento não é continuo, pelo contrário, o uso adequado do hormônio favorece a manutenção do peso, pois regula o metabolismo.

O tratamento hormonal aumenta a incidência de câncer?

O que se pode afirmar até o momento é que após 10 anos de uso contínuo de hormônio o risco do câncer de mama aumenta em 20%. No entanto, a mortalidade entre as mulheres em tratamento não aumenta. A explicação possível para isso, é o fato do grupo que usa hormônio fazer um controle das mamas mais rigoroso, permitindo assim um diagnóstico precoce.

O tratamento com homeopatia ou fitoterápicos é eficiente?

O uso de homeopatia ou de fitoterápicos, principalmente os derivados da soja, as isoflavonas, não está estabelecido como tratamento eficiente da paciente climatérica. Até o momento, os resultados são precários e ainda muito recentes para avaliação dos efeitos em longo prazo, como a prevenção da osteoporose e da doença coronariana, entre outras.

Nas japonesas os sintomas do climatério são menores possivelmente devido ao uso da soja na alimentação, que é iniciado na infância. Não se sabe, no entanto, se será igualmente eficaz iniciar o uso deste alimento aos 50 anos.

Se resolver tratar, quando devo parar?

O tratamento deve durar enquanto a paciente estiver satisfeita com os resultados.

Se não tratar, fico prejudicada em relação às mulheres que tratam?

O que se observa é que as mulheres que fazem reposição hormonal têm, em geral, uma melhor qualidade de vida e uma maior sobrevida. Todavia, isso não se deve somente ao fato de haver reposição hormonal pura e simplesmente, mas também ao fato dessas pacientes fazerem um controle médico mais sistemático.

Fonte: www.ism.med.br

Menopausa

As palavra menopausa e climatério têm sentidos diferentes, embora sejam utilizadas como sinônimos com frequência.

A rigor, menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre o último ciclo menstrual.

Climatério é o período que abrange toda a fase em que os hormônios produzidos pelos ovários(estrogênio e progesterona) vão progressivamente deixando de ser fabricados, incluindo-se, portanto, a transição entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva da vida da mulher.

Assim, a menopausa é um evento que acontece durante o climatério.

Nem a menopausa nem o climatério são doenças, mas ocorrências naturais ao longo da vida das mulheres.

Durante o climatério, a diminuição desses hormônios faz com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem completamente. Nessa fase de transição, ocorrem alterações físicas e psíquicas importantes, que prejudicam a qualidade de vida da mulher.

Ao contrário do que muita gente pensa, essas alterações podem e devem ser tratadas.

Quando começa o climatério?

Na maioria das mulheres, a menopausa ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade, em média aos 50 anos. Por outro lado, os primeiros sinais do climatério, que são os ciclos menstruais irregulares, podem ocorrer vários anos antes da menopausa, ou seja, antes da última menstruação.

Atualmente, a expectativa de vida das mulheres se localiza na faixa dos 75 anos. Como a menopausa ocorre por volta dos 50 anos, as mulheres de hoje vivem em um estado de carência hormonal durante cerca de 25 anos, ou seja, um terço de suas vidas.

Sinais e sintomas do climatério (deficiência hormonal)

Durante o climatério, ocorrem sintomas desagradáveis, como os que seguem:

Fogachos (ondas de calor) que, freqüente, estão associados a suores intensos e, às vezes, a tonturas e palpitações.
Suores noturnos, que fazem a mulher acordar à noite, prejudicando-lhe o sono.
Depressão e irritabilidade, que podem ser agravadas por problemas domésticos e no trabalho.
Alterações nos òrgãos sexuais, como por exemplo, coceira e secura vaginal, que causam dor e desconforto durante as relações sexuais.
Diminuição do tamanho das mamas e perda de sua firmeza.
Perda de elasticidade da pele, principalmente da face e a do pescoço.

Além disso, a longo prazo, a falta de hormônios femininos leva a outras alterações que não causam sintomas imediatos, mas que têm conseqüências graves, a saber:

Os ossos ficam mais porosos e frágeis (osteoporose), o que leva ao encurvamento da coluna (a chamada "corcunda da viúva") e ao aumento do risco de fraturas, principalmente nos quadris.

Aumentam as gorduras que circulam no sangue e que se depositam na parede das artérias, levando à aterosclerose, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares como infartos, "derrames" cerebrais e hipertensão.

Quais os tratamentos para o climatério?

Todos os sintomas e as conseqüências da carência hormonal podem ser tratados, com a orientação médica, pela terapia de reposição hormonal, ou seja, a substituição dos hormônios, que antes eram produzidos pelos ovários, por hormônios administrados através da pele (adesivos transdérmicos), por via oral (comprimidos) e, mesmo, por injeções intramusculares ou por cremes vaginais.

A administração de hormônios em comprimidos por via oral é a forma mais antiga utilizada na prática clínica. Modernamente, vem-se utilizando a via transdérmica com a mesma finalidade.

Os sistemas transdérmicos são constituídos por adesivos colocados sobre a pele, que liberam diretamente para o sangue o estrogênio e o progestogênio, ou seja, os hormônios que deixaram de ser fabricados pelo ovário.

Como não há passagem inicial pelo fígado, as doses transdérmicas utilizadas são muito menores (12 vezes menor, no caso do estrogênio) do que quando se compara com as doses necessárias dos medicamentos orais. Além disso, os hormônios são liberados para a corrente sangüínea através da pele, de forma constante, gradual e uniforme, da mesma maneira como ocorre quando os ovário estão funcionando.

Por isso, esse método é considerado "fisiológico", pois se assemelha à fisiologia normal do ovário. Os sistemas de adesivos sã trocados só a cada 3 ou 4 dias, permitindo maior comodidade no tratamento.

Os cremes vaginais são muito úteis no tratamento dos sintomas locais (por exemplo, secura vaginal), mas não têm efeito no restante dos sintomas. Já os medicamentos injetáveis, praticamente não são mais utilizados.

A melhor forma de tratamento, no entanto, deve ser indicada pelo médico.

Nunca inicie um tratamento para o climatério ou qualquer outro tipo de tratamento, por indicação de amigas ou parentes.

A decisão final sobre o melhor tipo de tratamento depende sempre da opinião do médico.

Quais os resultados da terapia de reposição hormonal?

Depois de iniciado o tratamento com hormônios (terapia de reposição hormonal), as ondas de calor e os distúrbios do sono começam a diminuir, dentro de duas ou três semanas. Os sintomas vaginais adversos també diminuem e o envelhecimento da pele é retardado.

Quando a terapia de reposição hormonal se realiza no momento adequado, ela tamb´m pode prevenir o enfraquecimento dos ossos (osteoporose) e diminuir os riscos de infarto, pressão alta e "derrames" cerebrais.

A terapia de reposição hormonal "combinada" (que associa a administração de estrogênio com progestogênio), indicada para mulheres com útero intacto, pode causar um sangramento a cada ciclo, justamente por simular o funcionamento normal dos ovários.

Esse sangramento assemelha-se a uma pequena menstruação, prevenindo que o útero venha a desenvolver hiperplasia endometrial.

E lembre-se sempre de duas coisas importantes:

O tratamento de reposição hormonal não faz crescer pelos, não engorda e não causa câncer.
Para tratar os problemas de saúde procure sempre o seu médico!

Outras recomendações:

Beba bastante água, principalmente após exercícios físicos.
Adote uma dieta rica em cálcio, ingerindo laticínios e vegetais verdes.
Use roupas leves e procure ambientes frescos e ventilados.
Faça refeições mais freqüentes e mais leves.
Pratique exercícios leves regularmente. As caminhadas, a natação e a dança ajudam a fortalecer músculos e ossos.
Evite fumo e álcool em excesso.
Consulte o seu médico pelo menos uma ou duas vezes ao ano.

Colaboração: Sociedade Brasileira do Climatério.

Fonte: www.angelfire.com

Menopausa

Menopausa e Climatério

O climatério é um período longo da vida da mulher caracterizado pela diminuição da produção de hormônios femininos pelo ovário.

A menopausa é a última menstruação da mulher, portanto a menopausa é uma data e o climatério é uma etapa que inclui a menopausa, pois no climatério a um período antes e outro após a menopausa. Apesar de serem expressões diferentes são muitas vezes utilizadas como sinônimos.

A idade da menopausa ocorre ao redor de 50 anos e o climatério começa aos 40 anos.

Neste período ocorrem várias alterações no corpo da mulher causados pela diminuição progressiva dos hormônios femininos (estrogênio).

As alterações mais comuns são os calorões (fogachos), palpitações, ansiedade, depressão, irritabilidade, ressecamento do órgão genital feminino. Muitas pacientes sentem sintomas urinários como dor/ardência urinária, infecções urinárias mais freqüentes e maior dificuldade em controlar a micção. Queixas também comuns são os problemas sexuais como a diminuição na libido, dispareunia (dor na relação sexual) e diminuição na satisfação sexual.

Estes sintomas podem iniciar antes mesmo da menopausa em algumas pacientes, e são variáveis entre as pacientes. Além destes sintomas o climatério determina dois fatores principais o aumento do risco de doenças cardiovasculares e de osteoporose. Os hormônios femininos determinam uma proteção as mulheres pelo melhor perfil lipídico (HDL-colesterol e LDL-colesterol) do que os homens e um efeito direto sobre os vasos sangüíneos. Com a diminuição dos hormônios no climatério a mulher passa a ter um perfil similar ao do homem aumentando seu risco para doenças cardíacas.

O maior risco de osteoporose ocorre porque o estrogênio diminui a taxa de perda óssea que todas as pessoas possuem.

Com a diminuição dos níveis de estrogênio ocorre maior perda óssea. A osteoporose na maior parte não causa sintomas, no entanto enfraquece os ossos aumentando a chance de fraturas de maneira importante.

Sendo assim, esta é uma etapa da vida da mulher onde ocorrem muitas perdas: perda óssea, perda da proteção cardiovascular e perda identificação corporal, além do maior risco de doenças ocasionadas pela idade. As mulheres devem procurar seu ginecologista para serem orientadas neste período e realizar os exames necessários procurando evitar problemas que possam ser evitados.

Seu médico irá avaliá-la e realizar os exames particularizados ao seu caso para definir a necessidade ou não do uso da Terapia de Reposição Hormonal (TRH).

Nesta fase procura-se realizar a promoção da saúde e prevenção de doenças. Os chamados exames de revisão nesta fase são além do exame físico completo, um exame preventivo do colo do útero, uma mamografia, avaliação do endométrio (camada de dentro do útero), perfil lipídico e glicemia de jejum. Outros exames podem ser necessários como, por exemplo, uma densitometria óssea.

A TRH é o melhor tratamento para as pacientes sendo indicado em pacientes com sintomas de climatério, pacientes com risco ou com diagnóstico de osteoporose, risco cardiovascular elevado ou menopausa precoce (antes dos 40 anos). Existem várias formas de TRH desde o uso de comprimidos, até o uso de adesivos de pele, mais recentemente gel ou implantes de pele.

Mas nem todas as pacientes podem usar a TRH, existem contra-indicações que devem ser discutidas com seu médico. Há situações sobre o uso de hormônios que suscitam dúvidas nas paciente como a associação com câncer.

Os estudos até o momento não conseguiram comprovar que o uso de hormônios causa câncer de mama, no entanto outros estudos demonstraram um maior risco de câncer de mama após uso prolongado de hormônios. Muito deve-se estudar ainda para termos conclusões precisas.

No momento o uso de hormônios traz benefícios às pacientes e a decisão deve ser particularizada com seu médico, pesando indicações, riscos e benefícios.

Independente do uso de hormônios o climatério é um período onde a mulher deve procurar seu ginecologista para orientação e realização da promoção da saúde e prevenção de doenças.

Fonte: www.drgate.com.br

Menopausa

SEXO E MENOPAUSA

A idéia de que as pessoas perdem suas habilidade sexuais à medida em que envelhecem, não passa de uma grande mentira.

A verdade é que o sexo, assim como várias atividades, vão se tornando menos necessárias, com a idade. O mito, entretanto, é alimentado pela desinformação e pela má interpretação das inevitáveis mudanças fisiológicas, que ocorrem nos indivíduos de mais idade.

Na maior parte das vezes, o fracasso sexual ou a evitação sexual é induzida pelo pessimismo e ansiedade gerada pela má informação.

O fato de haver uma diminuição na freqüência das atividades sexuais, não significa fim da expressão ou do desejo sexual.

Em idades mais jovens existe uma grande preocupação com a " quantidade " de atividades sexuais; em idades mais avançadas esta noção de quantidade deve e pode sadiamente, ser substituída por uma noção de " qualidade ".

Se um jovem precisa de várias atividades para encontrar satisfação o indivíduo de mais idade pode encontrar o " mesmo grau de satisfação " com um número bem menor de intercursos sexuais.

Isto se deve ao fato do aprimoramento decorrente das experiências sexuais durante a vida.

Até que idade, um homem é potente sexualmente?

Este tipo de questão, foi gerada, por um preconceito em relação às pessoas mais velhas.

Creio que, a maior parte dos leitores, já ouviu " brincadeiras " (de muito mau gosto, diga-se de passagem), quanto ao fracasso sexual da pessoa mais velha.

Ficou velho = pifou, não dá no couro, fica broxa, etc., são apenas expressões maldosas, que unicamente demonstram, nossa falta de educação sexual e respeito à condição humana.

O homem, na verdade é potente enquanto estiver vivo. Enquanto seu coração estiver pulsando ele é um indivíduo potente sexualmente.

Salvo em alguns casos, onde exista alguma doença orgânica, que impeça atividades físicas.

Até que idade ocorre ereção?

A ereção ocorre, conforme citamos, até o fim da vida.

Existe com o aumento da idade, uma maior necessidade de estímulos, para que ocorra a ereção.

Se, em um jovem a ereção ocorre imediatamente, numa pessoa de maior idade a ereção é um pouco mais demorada. Isto se prende ao fato do desgaste físico, comum às idades mais avançadas.

Por exemplo; Se um jovem sobe uma escada correndo. Uma pessoa de mais idade, vai subir andando, mas os dois vão chegar ao topo.

Com a ereção e a atividade sexual ocorre o mesmo.

A pessoa mais velha tem desejo sexual?

O interesse e o desejo sexual nada tem a ver com a idade.

Em qualquer etapa da vida ele se manifesta. Esta idéia de que a pessoa de mais idade perde o interesse pelo sexo é errônea.

Assim como, se a pessoa de mais idade demonstra grande interesse pelo sexo, ela não é como muitos " desinformados " dizem: um maníaco sexual.

O interêsse sexual existe e deve existir sempre, pois ele é a própria expressão do impulso de vida.

Até que idade, ocorre a ejaculação?

A ejaculação ocorre até por volta dos 100 anos, portanto podemos afirmar que ela ocorre por toda a vida.

Existe uma diminuição da quantidade ejaculada, com o aumento da idade, mas a produção de espermatozóides continua até o fim da vida.

Com o aumento da idade, as contrações ejaculatórias são sensivelmente diminuídas, mas isto não significa diminuição do prazer sexual.

Menopausa e sexualidade

Por volta dos 45-50 anos, os ciclos menstruais da mulher vão se tornando irregulares e em alguns destes ciclos pode observar-se a ausência da ovulação.

Algum tempo após o início desta fase, os ciclos menstruais cessam por completo. Após a cessação dos ciclos, quando já não existe a ocorrência da menstruação, a mulher simplesmente deixa de ser fértil.

Em nossa sociedade, pela desinformação e pelos mitos criados em torno da menstruação, corre o pensamento de que após a menopausa a mulher perde o interesse e o prazer pelo sexo.

Esta " mentira " está alicerçada no " preconceito machista " contra a mulher e no processo de achatamento da mulher na sociedade.

Ocorre mais ou menos da seguinte forma: A mulher passa pela vida cumprindo " papéis ".

Começa pelo " papel de menina ", já educada de forma excessivamente diferenciada, educada como um " não menino ".

A Segunda etapa ou segundo papel é o de " mulher solteira " ou o papel de " mulher jovem ", sem direitos de liberdade ou direitos sobre a sexualidade.

Ela só se " liberta " deste papel quando assume o " papel de mulher casada ". Onde todos sabemos, por ser assunto já bastante comentado e debatido, ocorre uma troca de " proprietário ".

Do papai e família para o marido. Toda esta seqüência, aqui sintetizada, culmina com o " papel de mãe ". Portadora do " direito e obrigação " de gerar filhos.

O pensamento machista e mesmo as próprias mulheres, associam após a menopausa, com a perda da fertilidade e portanto a impossibilidade de gerar, uma posição de incompetência.

Menopausa fica associada desta forma com a perda do desejo sexual e para muitas com a incapacidade de serem atraentes ou desejadas.

Por que após a menopausa fica mais difícil a penetração vaginal?

As duas principais alterações que ocorrem com a menopausa, relacionadas com a pergunta são a diminuição da mucosa vaginal e a redução da lubrificação vaginal.

Com estas ocorrências, a mulher pode sentir certo desconforto no início de uma penetração vaginal.

Este desconforto pode ser diminuido com o aumento de carícias preliminares ou anulado com o uso de algum creme lubrificante, assim permitindo que a ação sexual seja agradável em todas etapas.

Mulher de idade avançada pode ter prazer sexual?

Sim. A capacidade orgânica ou capacidade de gozo sexual não declina ou acaba com o aumento da idade.

O prazer sexual pode ser obtido e desfrutado pela mulher em qualquer idade. Em qualquer idade a mulher é responsiva orgásticamente.

Carícias são agradáveis sempre. Carinho sempre é bom de se dar e de se receber. A capacidade e a emoção do amor não pergunta a idade da pessoa atingida.

Como devo agir para que meu marido fique sabendo que ainda tenho desejo sexual ?

Existem dois caminhos, o diálogo e as carícias.

Para trilhar qualquer um deles, você deve despreocupar-se com o aspecto " como ele vai pensar a meu respeito ?"

Esta é uma preocupação com um entre as mulheres. Embora sintam vontade ficam preocupadas em solicitar por temer sair de um papel passivo, um papel de espera.

O primeiro caminho, o do diálogo, é o mais delicado, pois você vai ter que solicitar, sem que seu marido se sinta " cobrado ".

De um modo geral o homem, educado em nossos princípios machistas " acha " que é só dele o direito de solicitar.

Solicite com aquele " jeitinho especial " que você sabe como, faça aquele " charminho " ( tenho certeza que você sabe como, pois assim você o conquistou).

Lembre-se que dentro de todo machão existe um ser afetuoso, assim como uma criança.

Escondido dentro de todo homem rígido existe um potencial muito grande de afeto, está escondido por medo. O amor e afeto dá coragem.

O caminho das carícias parece ser o melhor. Todo homem, por mais rígido, gosta de receber carícias.

Receber carícias, possibilita o reaprender a dar carícias.

As carícias aumentam o contato de corpo e isto excita até o mais " machão " dos homens.

Trocando em miúdos, " namore seu parceiro ".

O namoro é a melhor forma de recomeçar. O início de suas vidas como casal começou com o namoro. O namoro fortalece a união.

Lembre-se sempre que todo dia é de amar, todo dia é dia de seduzir.

Ponha de lado os preconceitos gerados pela incompetência de certas normas sociais, nada é mais importante que sua felicidade e o bem-estar de uma união.

Fonte: www.prosex.org.br

Menopausa

DEPRESSÃO NA MENOPAUSA

Não se pode dizer, com certeza, se a depressão relacionada à menopausa na mulher é realmente causada pela própria menopausa, como conseqüência das alterações biológicas e endócrinas desse período, da mesma forma que acontece com a osteoporose ou com as ondas de calor, se a depressão aparece juntamente com a menopausa como coincidência, ou ainda, se é um reagravamento de estados depressivos anteriores.

É a sensibilidade individual, possivelmente, uma das questões mais importantes no desenvolvimento da depressão da menopausa.

Dessa sensibilidade fazem parte as idiossincrasias pessoais, capazes de vulnerabilizar a mulher às alterações hormonais, tal como acontece na Tensão Pré Menstrual ou na Depressão Pós-parto, o psicodinamismo próprio de cada pessoa e a capacidade afetiva de cada um para adaptação às diversas fases da vida.

Aqui importam a adaptação emocional à menopausa, os conflitos atuais e passados e o perfil afetivo pregresso da paciente.

Nicol (1996), revendo 94 artigos dos últimos 30 anos, considera os dados insuficientes para dizer-se, com certeza, ser a menopausa a causa da depressão em mulheres que atravessam esse período evolutivo. Há uma tendência recente em considerar os sintomas da menopausa como sendo causados pela combinação de vários fatores e não apenas à falência ovariana. Valorizam-se as alterações orgânicas possíveis no climatério, influências culturais, sensibilidade individual e dificuldades sociais, entre outros bons motivos para a sintomatologia menopáusica (Robinson, 1996).

Tenhamos ou não a certeza do papel hormonal no desenvolvimento da depressão menopáusica, uma coisa parece certa: há uma maior incidência de depressão em mulheres peri-menopáusicas e menopáusicas do que em mulheres pré-menopáusicas (Baker, 1997).

A depressão peri-menopáusica é aquela detectada até 5 anos antes da menopausa propriamente dita.

Em relação à depressão na população geral, existem referências sobre alterações na incidência de depressão entre homens e mulheres depois dos 50 anos: antes dos 50 anos a incidência entre os sexos é aproximadamente a mesma e, depois dessa idade, é francamente mais prevalente em mulheres (Bebbington e cols., 1998).

Não se pode negar existirem mulheres emocionalmente mais vulneráveis às variações circadianas de sua constelação hormonal, seja por ocasião da menarca, do período pré-menstrual, pós-parto e, evidentemente, da menopausa. Ainda que seja certo, também, uma grande probabilidade dessas pacientes serem emocionalmente vulneráveis às demais mudanças em suas vidas, além das hormonais.

Para a paciente que está diante de seu médico queixando-se de depressão, além dos outros sintomas da menopausa, pouco interessa saber se aquele mal estar emocional é tido como conseqüência ou comorbidade desta. Seu desejo é pela resolutividade.

INCIDÊNCIA

Evidentemente não se pode falar ainda, com certeza, numa determinada incidência da síndrome sintomática da menopausa. Não se pode falar em incidência por não se ter um consenso entre os autores sobre quais seriam, exatamente, os sintomas da menopausa. Ora, não se chegando à um acordo sobre quais são os sintomas seguramente associados à menopausa não será possível estabelecer-se, com certeza, qual seria sua incidência baseada num quadro clínico.

Porter (1996), por exemplo, representando autores mais generosos, detecta um quadro menopáusico significativo em 57% das mulheres, tomando por base uma lista de 15 sintomas associados à menopausa. Dessas pacientes, apenas 22% atribuíram importância relevante às suas queixas e nem sempre associavam, por si mesmas, a depressão emocional como um dos sintomas atrelados ao quadro menopáusico, embora este sintoma estivesse fortemente presente.

Corroborando isso, Zhao (1996) encontra uma incidência de depressão em 46,1% de 419 mulheres com idade entre 45 e 55 anos. Entre essas pacientes, 30,1% apresentavam os sintomas depressivos em grau moderado ou severo e o restante em grau leve. Para Punyahotra (1997), os sintomas mais comuns que aparecem em 51% das pacientes menopausadas foram dores nas juntas, ondas de calor, atrofia da mucosa vaginal, depressão emocional e insônia.

Por outro lado, Coope (1996), menos flexível, restringe ao máximo aquilo que considera sintomas da menopausa. Para ele, somente as ondas de calor, suores noturnos (sintomas vasomotores) e ressecamento vaginal estariam diretamente associados à falência ovariana pois, como observa, são os únicos que respondem bem à reposição hormonal isoladamente. A artralgia, a depressão e outros sintomas emocionais podem ser encontradiços na meia idade e não seriam exclusivos e/ou específicos da menopausa. Tais sintomas, ele mesmo reconhece, não são responsivos à terapêutica hormonal isolada.

A idade média para aparecimento da menopausa, segundo pesquisa com 268 mulheres na Inglaterra, foi de 50,13 anos (Punyahotra, 1997). Outros autores preferem não estabelecer uma idade média para a menopausa, tendo em vista as inúmeras variáveis individuais. Cramer (1996) parte do princípio que uma mulher deve experimentar uma média de 300 ciclos durante sua vida. As variáveis que considera significativas para a menopausa mais precoce são o tabagismo, a depressão emocional, a ooforectomia em adulta jovem e a história familiar de menopausa precoce. Portanto, na década de 90 corrobora-se a idade média para a menopausa como sendo a mesma calculada há muitas décadas, ou seja, em torno dos 50 anos.

FATORES PREDISPONENTES E FISIOPATOLÓGICOS

Apesar dos achados hormonais não estarem diretamente relacionados às alterações emocionais, Saletu e cols. (1996), mediante minucioso trabalho em 129 mulheres menopausadas, concluíram que baixos níveis de estradiol contribuem para a diminuição do nível de vigilância neurofisiológica a qual, por sua vez, se relacionaria com a sintomatologia depressiva da menopausa. Este nível de vigilância neurofisiológica foi criteriosamente avaliada eletroencefalograficamente e a depressão associada à tal achado correlacionou-se com uma hiperatividade frontal direita e hipoatividade frontal esquerda.

E, de fato, o estrogênio parece exercer algum efeito sobre o comportamento, cognição e emoção através de sua interação com os neuroreceptores estrogênicos.

As alterações neuro-endócrinas conseqüentes aos níveis diminuídos dos estrogênicos têm sido associados à diversas alterações emocionais ou à recorrência de transtornos afetivos anteriores em várias fases da vida feminina, notadamente nos períodos pré-menstruais, puerperais e do climatério. Stahl (1998) prevê que os avanços na administração de antidepressivos associados à estrogênios para essas pacientes expandirão as fronteiras da psiquiatria feminina.

Arpels (1996), pesquisa casos de Tensão Pré-menstrual, de Depressão Pós-parto e Depressão peri-menopáusica e menopáusica, relacionando os sintomas emocionais próprios desses períodos como sendo a depressão, distúrbios do sono, irritabilidade, ansiedade, pânico e distúrbios de memória. Adepto da idéia acerca da influência estrogênica sobre o sistema nervoso, esse autor chega a afirmar que o cérebro, em mulheres, é um órgão alvo do estrogênio ("the brain in women has been shown to be an estrogen target organ").

Antecedentes afetivos pessoais parecem ser, entre os autores, um dos fatores predisponentes de maior peso para o surgimento da depressão na menopausa.

Em 1996, Woods pesquisou a ocorrência de 4 modalidades de humor na fase menopáusica: depressão franca, traços depressivos, depressão controlada e ausência de depressão. A depressão franca era mais freqüente entre as pacientes com sintomas vasomotores (ondas de calor) e com história pregressa de síndrome pré-menstrual e depressão pós-parto. A presença de antecedentes afetivos em pacientes com depressão menopáusica é corroborada por outros autores.

Pearlstein (1997), também estabelece relações entre o risco aumentado para depressão peri e menopaúsica com antecedentes pessoais de transtorno afetivo e com alterações afetivas relacionadas ao parto e puerpério.

Entre os fatores somáticos que favorecem a ocorrência de sintomas menopáusicos depressivos deve-se destacar a Diabetes Melitus Insulino Dependente. Malacara e cols. (1997), comparando diabéticas e não diabéticas, constataram que as mulheres diabéticas apresentavam uma prevalência maior de sintomas emocionais na menopausa, e entre esses a depressão.

Também se pode constatar um aumento significativo na incidência de depressão no climatério num grupo de 285 mulheres histerectomizadas previamente em comparação à um grupo não histerectomizado (Carranza, 1997). Neste caso a depressão ocorreu com freqüência maior do que as alterações dos níveis hormonais, de lipídeos e da densidade óssea.

BASE DE TRATAMENTO

A questão do tratamento dos sintomas molestos da menopausa repousa em algumas questões ainda não totalmente esclarecidas: deve-se ou não tratá-los? deve-se ou não tratá-los com reposição hormonal? Deve-se ou não tratá-los com reposição hormonal isoladamente?

Pela média dos trabalhos dos dois últimos anos, tem sido vantajoso o tratamento dos sintomas menopáusicos. Entre os tratamentos propostos tem prevalecido o Tratamento de Reposição Hormonal (TRH). Quanto a ser melhor este tipo de tratamento na forma isolada parece não haver ainda um consenso.

Em 1998 Pisani estuda dois grupos de 44 mulheres na menopausa; o primeiro grupo submetido à tratamento transdérmico de hormonioterapia e o segundo fazendo uso de placebo.

Os sintomas menopáusicos em ambos os grupos apareceram na seguinte incidência: ondas de calor em 65%, ansiedade em 60%, depressão em 50%, parestesias e astenia em 40%, insônia em 35%, diminuição da memória em 30%, ressecamento vaginal e dispareunia em 15%. Além desses sintomas associados à menopausa o autor procurava avaliar também o interesse sexual das pacientes. A conclusão do autor aponta para a insuficiência do tratamento com hormônios, isoladamente, para a resolução satisfatória de todos esses sintomas, embora tenha havido melhora das ondas de calor, insônia e ressecamento vaginal.

Ainda sobre os acanhados efeitos terapêuticos de hormônios usados isoladamente no tratamento da síndrome da menopausa, Pearce (1997) é mais contundente ao concluir não haver grandes diferenças no alívio dos sintomas físicos ou psíquicos, até dois meses depois de iniciado o tratamento em comparação com placebo.

Outros trabalhos apontam para efeitos mais satisfatórios da hormonioterapia de reposição isoladamente no quadro da menopausa. Pearlstein (1997) considera satisfatório esse tratamento para alívio dos sintomas vasomotores, ósseos e genitais. Para a depressão, entretanto, não vê benefícios significativos só com os hormônios e recomenda também a associação de antidepressivos.

MENOPAUSA - TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL

Atualmente milhões de mulheres pré, pós ou menopáusicas, no mundo todo, estão recebendo de seus ginecologistas e geriatras o que se conhece por Terapia de Reposição Hormonal. A literatura médica tem sido bastante abrangente sobre os benefícios, riscos, efeitos indesejáveis, indicações e contra-indicações da estrogenioterapia (terapia de reposição com o hormônio feminino estrogênio).

Indicações para Terapia Hormonal

A terapia de reposição hormonal com estrogênio para mulheres pós-menopausa teve, inicialmente, indicação para prevenir a osteoporose freqüente dessa faixa etária e para diminuir os riscos de infarto do miocárdio.

Observou-se que as mulheres submetidas a esse tipo de terapia hormonal também acabavam tendo um aumento da eslasticidade e turgência da mucosa vaginal, do tecido perineal e peri-uretral, tecidos estes, fisiologicamente mais ressecados com a menopausa. Tal mudança resolvia, indiretamente, o problema da dor na relação sexual por ressecamento vaginal e a queixa crônica de urgência miccional (vontade de urinar com rapidez e de pouco em pouco), muito incômodos nessa faixa etária.

Além disso, o tratamento a base de estrogênios para a menopausa resolvia também a questão dos tradicionais "fogachos", ondas de calor determinadas por um sintoma vasomotor, bem como atenuava significativamente a depressão própria do climatério e devida ao decréscimo fisiológico dos hormônios.

Mulheres mais jovens que tenham sido submetidas à retirada cirúrgica dos ovários também podem requerer doses substitutivas de hormônios para evitar os problemas típicos da falta desses; "fogachos", osteoporose, ressecamento vaginal, etc.

Contra-indicações da Terapia Hormonal

A Terapia por Reposição de Estrogênio (TRE) está formalmente contra-indicada nas mulheres com história de hemorragias vaginais ou acidentes vasculares, do tipo trombo-embólicos (tromboses, embolias e varises ou hemorróidas graves).

Quando começar e quando parar com hormônios

Em geral a menopausa, em carater estrito, é definida clinicamente como um período de seis meses de amenorréia (sem menstruações). Caso não haja história de sangramentos vaginais anormais, a TRE pode ser iniciada nessa fase. Ocasionalmente o tratamento pode ter início antes do período de amenorréia, caso existam sintomas incômodos, tais como as ondas de calor e crises de ansiedade, choro ou angústia que antes não existiam.

Atualmente os testes de Densitometria Óssea, que calculam a perda de cálcio dos ossos, tem sido um dos fatores determinantes para o início do tratamento hormonal. Normalmente esse exame é mais decisivo do que a constatação de alterações hormonais no exame de sangue (dosagem de FSH).

Uma das questões que mais incomoda a cliente e o clínico é sobre o tempo desse tratamento hormonal. Quantos anos, depois da menopausa, se poderia continuar tomando estrogênios? Alguns autores preferem continuar a TRE indefinidamente em mulheres com algum grau significativo de osteoporose.

MENOPAUSA - TERAPIA ANTIDEPRESSIVA

A terapia antidepressiva para mulheres peri ou menopáusicas tem indicação formal quando se detectam sintomas depressivos de moderados a graves. Se essa terapia se dará isoladamente ou associada aos hormônios é uma questão que deve ser avaliada para cada caso. De qualquer maneira, essa associação costuma resolver a expressiva maioria dos casos de grave Depressão na Menopausa.

A prescrição de antidepressivos para pacientes na meia-idade deve observar alguns aspectos importantes. A sedação, por exemplo, pode ser um efeito colateral bastante incômodo, considerando os riscos de fraturas e a limitação sócio-ocupacional. Os efeitos anticolinérgicos também devem ser considerados, tanto para os pacientes cardiopatas, quanto para os idosos em geral, mais sensíveis à esses efeitos (Cohen, 1997).

Por questões de segurança em relação aos efeitos colaterais, os antidepressivos ISRS têm sido preferidos aos tricíclicos, preferência que se justifica ainda mais diante de algumas situações clínicas encontradiças na meia-idade, como pode ser o caso dos problemas cardiocirculatórios ou da sensibilidade aumentada para efeitos anticolinérgicos (Reynolds, 1996). Entre os ISRS a fluoxetina pode ser iniciada na dose de 10 mg/dia e aumentada para 20 mg/dia (von Moltke, 1993) e a sertralina pode ser iniciada com 25-50 mg/dia, podendo chegar à 100 mg/dia (Armstrong, 1997).

A esta altura, não nos constrange apresentar aqui nossa opinião pessoal sobre a fisiopatologia e tratamento da depressão na menopausa, principalmente tendo em vista a falta de concordância sobre o tema na literatura mundial.

Para nós, o estado depressivo, concomitante ao aparecimento da menopausa, pode ter três implicações:

1 - se a depressão for de qualquer grau (leve, moderado ou grave) e aparecer em pacientes com antecedentes de alterações afetivas concomitantes ao período pré-menstrual e/ou pós-parto, deve tratar-se, possivelmente, de uma conseqüência direta às alterações neuro-endócrinicas da menopausa. Nesses casos a terapia de reposição hormonal pode ser eficiente para os casos leves, mesmo quando usada isoladamente. Para os casos de grau moderado e grave podem estar indicados também e conjuntamente os antidepressivos.
2 –
se a depressão for de grau moderado a grave e aparecer em pacientes com antecedentes prévios de algum transtorno afetivo independente do período pré-menstrual e/ou pós-parto, deve tratar-se, possivelmente, de uma comorbidade do transtorno afetivo à menopausa. Neste caso os antidepressivos podem ser eficientes mesmo quando usados isoladamente. Havendo outros sintomas menopáusicos além do afeto, os hormônios podem ser coadjuvantes.
3 –
se a depressão tiver um grau leve e aparecer em pacientes sem antecedentes afetivos prévios e sem antecedentes de alterações afetivas pré-menstruais ou pós-parto, deve tratar-se, possivelmente, de uma conseqüência direta às alterações neuro-endócrinicas da menopausa e/ou associado à circunstâncias vivenciais que permeiam a existência da mulher menopáusica. Nesses casos a terapia de reposição hormonal pode ser eficiente, mesmo quando usada isoladamente e está indicada a psicoterapia.

CONCLUSÃO

Tendo em vista que o quadro depressivo da menopausa não costuma ser diferente do Episódio Depressivo especificado na CID.10 (Classificação Internacional de Doenças) e no DSM.IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), tendo em vista também que não se pode estabelecer, com certeza, se a depressão peri ou menopáusica depende diretamente das alterações hormonais ou se é apenas uma comorbidade à elas e, tendo em vista ainda que a literatura tem apontado para uma não resolutividade do tratamento hormonal isolado para esses estados depressivos, está mais que justificado associar-se ao eventual tratamento hormonal para a sintomatologia da menopausa, também o tratamento psicofarmacológico com antidepressivos.

À cliente interessa o alívio e o bem estar. Independentemente de a literatura mundial digladiar-se com diversas tendências e teorias sobre a determinância ou não dos hormônios sobre os sintomas depressivos, o bom senso deve nortear a conduta médica de caso-a-caso. Ao clínico deve interessar a questão da segurança dos antidepressivos atuais, seus efeitos colaterais, a questão da dependência ou não, a sedação desnecessária e, principalmente a relação custo-benefício.

Entre os antidepressivos utilizados na meia idade, como é o caso da paciente menopáusica, deve-se escolher aqueles com menores efeitos colaterais. As pessoas mais idosas costumam ter sensibilidade aumentada aos efeitos anticolinérgicos próprios dos antidepressivos tricíclicos, podendo apresentar francos episódios de confusão mental em alguns casos.

Embora algumas pesquisas tenham sugerido que os antidepressivos tricíclicos sejam tão eficientes quanto os antidepressivos Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS) em alguns tipos de depressão da meia-idade, a maioria dos autores tem recomendado antidepressivos ISRS como primeira escolha devido à sua segurança.

Esta segurança diz respeito à ausência de (ou muito escassos) efeitos anticolinérgicos, cardiovasculares e sedativos dos inibidores seletivos em comparação aos tricíclicos, conseqüentemente à maior tolerabilidade à esses ISRS (Reynolds, 1996). Ente esses ISRS recomendados destacam-se a fluoxetina e a sertralina.

Fonte: www.psiqweb.med.br

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