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Mercúrio

Mercúrio teve o seu nome atribuído pelos romanos baseado no mensageiro dos deuses, de asas nos pés, porque parecia mover-se mais depressa do que qualquer outro planeta. É o planeta mais próximo do Sol, e o segundo mais pequeno do sistema solar. O seu diâmetro é 40% mais pequeno do que o da Terra e 40% maior do que o da Lua. É até mais pequeno do que Ganímedes, uma das luas de Júpiter e Titan uma lua de Saturno.

Se um explorador andasse pela superfície de Mercúrio, veria um mundo semelhante ao solo lunar. Os montes ondulados e cobertos de poeira foram erodidos pelo constante bombardeamento de meteoritos. Existem escarpas com vários quilómetros de altura e centenas de quilómetros do comprimento. A superfície está ponteada de crateras. O explorador notaria que o Sol parece duas vezes e meia maior do que na Terra; no entanto, o céu é sempre negro porque Mercúrio praticamente não tem atmosfera que seja suficiente para causar a dispersão da luz. Se o explorador olhasse fixamente para o espaço, veria duas estrelas brilhantes. Veria uma com tonalidade creme, Vênus, e a outra azul, a Terra.

Antes da Mariner 10, pouco era conhecido sobre Mercúrio por causa da dificuldade de o observar com os telescópios, da Terra. Na máxima distância, visto da Terra, está apenas a 28 graus do Sol. Por isso, só pode ser visto durante o dia ou imediatamente antes do nascer-do-Sol ou imediatamente depois do pôr-do-Sol. Quando observado ao amanhecer ou ao anoitecer, Mercúrio está tão baixo no horizonte, que a luz tem que passar através do equivalente a 10 vezes a camada da atmosfera terrestre que passaria se Mercúrio estivesse directamente por cima de nós.

Durante a década de 1880, Giovanni Schiaparelli criou um esquema onde mostrava algumas estruturas de Mercúrio. Ele concluiu que Mercúrio deveria estar "preso" ao Sol de modo a acompanhar o seu movimento, tal como a Lua está "presa" à Terra. Em 1962, radio-astrónomos estudaram as emissões rádio de Mercúrio e concluíram que o lado escuro é quente demais para estar preso, acompanhando o movimento. Era de esperar que fosse muito mais frio se estivesse sempre virado para o lado oposto ao Sol. Em 1965, Pettengill e Dyce calcularam o período de rotação de Mercúrio como sendo de 59 +/- 5 dias baseado em observações de radar. Mais tarde, em 1971, Goldstein melhorou o cálculo do período de rotação para 58.65 +/- 0.25 dias por meio de observações do radar. Após observações mais próximas obtidas pela Mariner 10, o período foi definido como sendo de 58.646 +- 0.005 dias.

Apesar de Mercúrio não estar preso ao Sol, o seu período de rotação está relacionado com o período orbital. Mercúrio roda uma vez e meia por cada órbita. Por causa desta relação de 3:2, um dia em Mercúrio (desde o nascer do Sol até ao nascer do Sol do dia seguinte) dura 176 dias terrestres, conforme se mostra no diagrama seguinte.

Mercúrio

No passado distante de Mercúrio, o seu período de rotação deve ter sido menor. Os cientistas especularam que a rotação deve ter sido de cerca de 8 horas, mas ao longo de milhões de anos foi gradualmente retardando por influência do Sol. Um modelo deste processo mostra que este retardamento levaria 109 anos e deveria ter elevado a temperatura interior de 100 graus Kelvin.

Muitas das descobertas científicas sobre Mercúrio vêm da sonda espacial Mariner 10 que foi lançada em 3 de Novembro de 1973. Ela passou em 29 de Março de 1974 a uma distância de 705 quilómetros da superfície do planeta. Em 21 de Setembro de 1974 passou Mercúrio pela segunda vez e em 16 de Março de 1975 pela terceira vez. Durante estas visitas, foram obtidas mais de 2,700 fotografias, cobrindo 45% da superfície de Mercúrio. Até esta altura, os cientistas não suspeitavam que Mercúrio tinha um campo magnético. Eles pensavam que, por Mercúrio ser pequeno, o seu núcleo teria solidificado há muito tempo. A presença de um campo magnético indica que o planeta tem um núcleo de ferro que está pelo menos parcialmente fundido. Os campos magnéticos são gerados pela rotação de um núcleo condutivo fundido e este efeito é conhecido por efeito de dínamo.

A Mariner 10 mostrou que Mercúrio tem um campo magnético que é 1% mais forte que o da Terra. Este campo magnético está inclinado 7 graus em relação ao eixo de rotação de Mercúrio e produz uma magnetosfera à volta do planeta. A origem do campo magnético é desconhecida. Pode ser produzido pelo núcleo de ferro parcialmente líquido no interior do planeta. Outra origem do campo pode ser a magnetização remanescente das rochas férreas que foram magnetizadas quando o planeta tinha um campo magnético forte, durante a sua juventude. Quando o planeta arrefeceu e solidificou, a magnetização remanescente permaneceu.

Já antes da Mariner 10, sabia-se que Mercúrio tinha uma alta densidade. A sua densidade é de 5.44 g/cm3 que é comparável à densidade da Terra, de 5.52g/cm3. Num estado não comprimido a densidade de Mercúrio é 5.5 g/cm3 enquanto a da Terra é apenas 4.0 g/cm3. Esta alta densidade indica que o planeta é constituído por 60 a 70 por cento em peso de metal e 30 por cento em peso de silicatos. Isto dá um núcleo com um raio de 75% do raio do planeta e um volume do núcleo de 42% do volume do planeta.

Superfície de Mercúrio

As fotografias obtidas pela Mariner 10 mostram um mundo que parece a lua. Está crivado de crateras, contém bacias de anéis e muitas correntes de lava. As crateras variam em tamanho desde os 100 metros (a resolução de imagem mais pequena que se consegue obter pela Mariner 10) até 1,300 quilómetros e estão em vários estados de conservação. Algumas são recentes com arestas vivas e raios brilhantes. Outras estão altamente degradadas, com arestas que foram suavizadas pelo bombardeamento de meteoritos. A maior cratera em Mercúrio é a bacia Caloris Planitia. Uma bacia foi definida por Hartmann e Kuiper (1962) como uma "depressão circular larga com anéis concêntricos distintos e linhas radiais." Outros consideram cada cratera com mais de 200 quilómetros como uma bacia. A bacia Caloris tem 1,300 quilómetros de diâmetro, e provavelmente foi causada por um projéctil com uma dimensão de mais de 100 quilómetros. O impacto produziu uma elevação com anéis concêntricos com três quilómetros de altura e expeliu matéria pelo planeta até uma distância de 600 a 800 quilómetros. (Outro bom exemplo de uma bacia com anéis concêntricos é a região Valhalla em Callisto, uma lua de Júpiter.) As ondas sísmicas produzidas pelo impacto em Caloris concentraram-se no outro lado do planeta e provocaram uma zona de terreno caótico. Após o impacto, a cratera foi parcialmente cheia com lava. 
Mercúrio está cheio de grandes penhascos ou escarpas que aparentemente se formaram quando Mercúrio arrefeceu e sofreu uma compressão de alguns quilómetros. Esta compressão produziu uma crusta enrugada com escarpas de quilómetros de altura e centenas de quilómetros de comprimento.

A maior parte da superfície de Mercúrio está coberta de planícies. Muitas delas são antigas e crivadas de crateras, mas algumas das planícies têm menos crateras. Os cientistas classificaram estas planícies como planícies intercrateras e planícies suaves. Planícies intercrateras estão menos saturadas de crateras que têm menos de 15 quilómetros de diâmetro. Estas planícies provavelmente foram formadas quando as correntes de lava cobriram os terrenos mais antigos. As planícies suaves são recentes com poucas crateras. Existem planícies suaves à volta da bacia Caloris. Em algumas áreas podem ser vistas pequenas porções de lava a preencher as crateras.

A história da formação de Mercúrio é semelhante à da Terra. Há cerca de 4.5 biliões de anos formaram-se os planetas. Esta foi uma época de bombardeamento intenso sobre os planetas, que eram atingidos pela matéria e fragmentos da nebulosa de que foram formados. Logo no início desta formação, Mercúrio provavelmente ficou com um núcleo metálico denso e uma crusta de silicatos. Depois do intenso período de bombardeamento, correntes de lava percorreram o planeta e cobriram a crusta mais antiga. Por esta altura, já muitos dos fragmentos tinham desaparecido e Mercúrio entrou num período de bombardeamento mais ligeiro. Durante este período foram formadas as planícies intercrateras. Então Mercúrio arrefeceu. O núcleo contraiu-se o que por sua vez quebrou a crusta e produziu as escarpas. Durante o terceiro estágio, a lava correu pelas regiões mais baixas, produzindo as áreas mais planas. Durante o quarto estágio, bombardeamentos de micrometeoritos criaram uma superfície de poeira que é conhecida por regolito. Alguns meteoritos pouco maiores atingiram a superfície e produziram as crateras de raios luminosos. Além de colisões ocasionais de meteoritos, a superfície de Mercúrio já não é activa e permanece no mesmo estado de há milhões de anos.

Pode existir água em Mercúrio?

Podíamos supor que em Mercúrio não pode existir água em nenhuma forma. Tem pouquíssima atmosfera e é extremamente quente durante o dia, mas em 1991 cientistas em Caltech captaram ondas de rádio vindas de Mercúrio e descobriram algumas invulgarmente brilhantes vindas do polo norte. O brilho aparente do polo norte poderia ser explicado por gelo na superfície ou logo abaixo. Mas é possível haver gelo em Mercúrio? Devido à rotação de Mercúrio ser quase perpendicular ao plano orbital, o polo norte vê sempre o sol um pouco acima do horizonte. O interior das crateras nunca está exposto ao Sol e os cientistas suspeitam que está a uma temperatura inferior a -161 C. Esta temperatura congelante pode ter água provinda de evaporação do interior do planeta, ou gelo trazido para o planeta resultante de impacto de cometas. Estes depósitos de gelo podem ter sido cobertos com uma camada de pó e por isso mostram ainda os reflexos brilhantes no radar.

Estatísticas de Mercúrio
 Massa (kg) 3,303x1023 
 Massa (Terra = 1) 0,055271 
 Raio equatorial (km) 2 439,7 
 Raio equatorial (Terra = 1) 0,38252 
 Densidade média (gm/cm3) 5,42 
 Distância média ao Sol (km) 57 910 000 
 Distância média ao Sol (Terra = 1) 0,3871 
 Período de rotação (dias) 58,6462 
 Período orbital (dias) 87,969 
 Velocidade orbital média (km/seg) 47,88 
 Excentricidade orbital 0,2056 
 Inclinação do eixo (graus) 0,00 
 Inclinação orbital (graus) 7,004 
 Gravidade à superfície no equador(m/seg2) 2,78 
 Velocidade de escape no equador (km/seg) 4,25 
 Albedo geométrico visual 0,10 
 Magnitude (Vo) -1,9 
 Temperatura média à superfície 179°C 
 Temperatura máxima à superfície 427°C 
 Temperatura mínima à superfície -173°C 
 Composição atmosférica
Hélio
Sódio
Oxigênio
Outros

42% 
42% 
15% 
1% 

Fonte: www.if.ufrgs.br

Mercúrio

Mercúrio

raio equatorial = 2439 km
massa = 3,30E23 kg = 0,0553 massas terrestres = 1/6023600 massas solares
densidade = 5,4 g/cm^3
período de rotação = 58,6 d
inclinação do equador = 0,0°
achatamento = 0
temperatura = 615 - 130 K
albedo geométrico = 0,106
magnitude absoluta = -0,42
número de satélites conhecidos = 0


Mercurio é o planeta mais próximo do Sol. A excentricidade de sua órbita é 0,21, isto é, sua distância ao Sol varia de 0,31 a 0,47 AU. Isto faz com que a temperatura superficial varie bastante.
Seu tamanho é pequeno se comparado ao Sol, resultando uma baixa gravidade em Mercúrio; sua proximidade ao Sol resulta em altas temperaturas, razões que contribuem para uma falta de atmosfera. Isto por sua vez faz com que a temperatura caia rapidamente após o por do Sol. A duração do dia é de 176 dias terrestres, maior que para qualquer outro planeta. O eixo de rotação é perpendicular ao plano da órbita, é possível que em regiões próximas aos polos a temperatura seja moderada.

Antes da década de 60 acreditava-se que Mercúrio apresentava sempre a mesma face virada para o Sol, mas medições realizadas indicaram que a temperatura do lado 'escuro' era de cerca de 100K, se Mercúrio apresentasse a mesma face virada para o Sol esta deveria ser igual a zero K. O periodo de rotação foi estabelecido através de radar.
Mercúrio faz uma revolução em torno do Sol a cada 88 dias, o período de rotação é 2/3 disto, fazendo que no periélio a mesma face de Mercúrio esteja voltada para a Terra, já que em 6 meses ele realiza duas translações e consequentemente 3 rotações em torno de seu eixo.

Mercúrio é mais fácil de ser observado na primavera e no outono, mas detalhes de sua superfície se apresentam obscuros. Mercúrio está sempre próximo ao Sol, sua elongação máxima é de apenas 28°, o que dificulta as observações. Mercúrio se apresenta similar a uma estrela brilhante próxima ao horizonte, no por ou nascer do Sol. Quando está mais próximo da Terra, o lado voltado para a Terra não é iluminado pelo Sol.
No final do século 19 forma desenhados os primeiros mapas de Mercúrio, mas os melhores dados foram obtidos em 1974 e 75 quando a sonda Mariner 10 passou por Mercúrio três vezes, mas o mesmo lado de Mercúrio estava iluminado a cada sobrevôo. Ainda não temos informações sobre o outro lado. A Mariner 10 revelou que a superfície de Mercúrio é similar a da Lua, coberta por crateras, a maioria destas é antiga, o que indica a ausência de vulcanismo ou movimento de placas tectônicas.

O único dado relevante obtido que permite estudar o interior de Mercúrio é sobre o campo gravitacional, que permitiu determinar sua massa e densidade. De acordo com modelos teóricos sua estrutura interna é similar a da Terra, ou seja, ele é similar com a Terra internamente e com a Lua externamente. Mercúrio tem um campo magnético fraco, cerca de 1% do terrestre.

Fonte: www.geocities.com

Planeta Mercúrio

Com 4878 quilômetros de diâmetro (0,382 vezes o da Terra), é o menor planeta do sistema solar. Mas também, é o mais rápido e o mais próximo do sol, do qual dista quase 59 milhões de quilômetros. Mercúrio não tem satélites e sua distância até a Terra é de 91 700 000 km (mínima) ou 218 900 000 km (máxima). A atmosfera nesse planeta é bastante rarefeita, contendo Sódio e Potássio.

Movimento

A rotação (movimento em torno de si) do Mercúrio se faz em 58 dias e meio, o que representa exatamente dois terços do tempo que leva para dar uma volta em torno do Sol (88 dias). Esse fenômeno curioso é de natureza semelhante ao que se passa com a Lua, cujo período de rotação é igual ao de revolução em torno da Terra.

Atmosfera e superfície

A atmosfera reduz-se a um fluxo modesto de gases leves (hidrogênio, hélio), fornecidos permanentemente pelo vento solar e de gases inertes (argônio, neônio), provenientes provavelmente da expulsão de gases do solo sob a ação de minerais radioativos. A superfície está cheia de crateras, e vigoram variações consideráveis de temperatura (cerca de 600ºC) entre o dia e a noite.

Características físicas

» Diâmetro Equatorial - 4878 km
» Achatamento - 0
» Massa em relação à Terra - 0,055
» Densidade média - 5,44 
» Período de Rotação Sideral - 58d 15h 38mim.
» Inclinação do equador em relação à órbita - 0º
» Albedo - 0,055

Características orbitais

» Raio da órbita - 58 000 000 km ou 0,3871 U.A. 
» Distância máxima do Sol - 69 700 000 km 
» Distância mínima do Sol - 45 900 000 km
» Excentricidade - 0,206 
» Inclinação sobre a eclíptica - 7º00' 
» Período de revolução sideral - 87,969d
» Velocidade orbital média - 44,89 km/s

Fonte: www.webciencia.com

Planeta Mercúrio

Mercúrio é o planeta mais próximo ao Sol, orbitando a uma distância média de cerca de 58 milhões de quilômetros. Por ser o planeta mais próximo ao Sol, Mercúrio desloca-se mais rapidamente do que todos os outros planetas, viajando com velocidade média de aproximadamente 48 quilômetros por segundo e completando sua órbita em 88 dias. Mercúrio é muito pequeno (somente Plutão é menor) e rochoso. A maior parte de sua superfície foi pesadamente perfurada pelo impacto de meteoritos, embora existam regiões pouco acidentadas esparsamente perfuradadas.

A Bacia do Calor é a maior cratera, medindo cerca de 1 500 quilômetros de diâmetro. Acredita-se que ela tenha se formado quando uma rocha do tamanho de um asteróide chocou-se com o planeta e foi cercada por anéis concêntricos de montanhas provocados pelo impacto. A superfície também tem muitas cristas (chamadas rupes) que talvez tenham sido formadas quando o núcleo quente do jovem planeta resfriou-se e se contraiu, há cerca de quatro bilhões de anos, deformando a superfície do planeta nesse processo. O planeta gira ao redor do seu eixo muito lentamente, levando aproximadamente 59 dias terrestres para completar uma rotação. Como resultado, o dia solar (intervalo entre um nascer do sol e o seguinte) em Mercúrio dura cerca de 176 dias terrestres - duas vezes mais longo que os 88 dias do ano mercuriano. Mercúrio apresenta termperaturas superficiais extremas que oscilam de um máximo de 430ºC no lado iluminado pelo Sol a -170ºC no lado escuro. Ao cair da noite, a temperatura desce muito rapidamente porque quase não existe atmosfera no planeta. Ela compreende somente uma reduzida quantidade de hélio e hidrogênio capturados do vento solar e mais alguns traços de outros gases.

Mercúrio na mitologia

Na mitologia romana, Mercúrio era o deus do mercado e do comércio, da ciência e da astronomia, dos ladrões, viajantes e vagabundos, da esperteza e da eloqüência. O mensageiro dos deuses, era representado na arte como um jovem homem com asas no chapéu e nas sandálias. Na mitologia grega era identificado como Hermes.

Ficha Técnica

Diâmetro Equatorial: 4.880 km

Distância média do Sol: 57.900.000 km

Período de Translação (Ano): 88 dias terrestres

Período de Rotação (dia): 59 dias terrestres

Inclinação de sua órbita em relação à eclíptica: 7°

Inclinação de seu eixo de rotação em relação ao eixo eclíptico: quase 0°

Excentricidade de sua órbita: 0,206

Temperatura superficial: máxima 427° C, mínima: -183° C

Principais componentes atmosféricos: não possui atmosfera mensurável

Densidade: 5,44 g/cm3 (agua: 1 g/cm3)

Gravidade: 0,37 G (1 G = 9,8 m/s2)

Satélites: não tem.

Fonte: orbita.starmedia.com

Planeta Mercúrio

Mercúrio
Planeta Mercúrio

Mercúrio é o planeta mais perto do Sol. A sua distância a partir do Sol é aproximadamente de 58 milhões de Km com um diâmetro de 4,875 Km.

Mercúrio completa a sua órbita à volta do Sol em 88 dias e tem um período de rotação de 58,7 dias, ou seja, dois terços do seu período de translacção.

Mercúrio contém uma fina atmosfera com sódio e potássio. Mercúrio tem temperaturas que vão desde 430º C, na face virada para o Sol, aos -180º C no lado escuro. Existem vestígios de vastos lençóis de gelo nas regiões polares do planeta.

A força da gravidade do planeta é de um terço em relação à superfície da Terra, tendo em conta que é um pouco maior que a Lua que só tem um sexto da gravidade.

Fonte: www.ptsoft.net

Planeta Mercúrio

Em primeiro lugar vamos introduzir o conceito de Planetas Inferiores (Mercúrio e Vênus):São ditos planetas inferiores aqueles que possuem sua órbita interior a da órbita terrestre. Para um observador da Terra esses dois planetas possuem fases e nunca estão a mais de 50 graus do Sol. Normalmente são astros vespertinos ou matutinos, embora ocorram ocasiões em que Vênus pode ser visto a olho nu durante o dia.

Mercúrio

ÓRBITA E AMPLITUDE TÉRMICA

A distância máxima do planeta ao Sol é de 77 milhões de quilômetros (Afélio) e a mínima é de 46 milhões (Periélio). Devido à grande excentricidade de sua órbita a temperatura sofre uma grande elevação quando está no periélio. No dia de Mercúrio a temperatura atinge 430oC e do lado oposto, ou seja, durante a noite, essa temperatura cai para -180oC. Vemos nesse caso a maior amplitude térmica do sistema solar, que é cerca de 600oC. Fotos tiradas por sondas espaciais mostram que ele é muito parecido com a Lua, por causa do grande número de crateras, mas sua composição química tanto da superfície quanto do seu interior é parecida com a da Terra.

HISTÓRICO

Era considerado na Antiguidade como dois objetos diferentes, pois ora era visto a tarde (após o por do Sol), ora de manhã (antes do nascer do Sol). Pelos gregos era chamado de Apolo (Estrela da Manhã) e Mercúrio (Estrela da Tarde). O mesmo ocorria com os egípcios e hindus. Só muito mais tarde foi reconhecido como sendo um único astro. Os sacerdotes egípcios foram os primeiros a perceberem que Mercúrio e Vênus giram ao redor do Sol.

OBSERVAÇÃO

A observação a olho nu só é possível, no máximo duas horas antes do Sol nascer ou duas horas depois do Sol se por. Isso porque seu afastamento angular (visto da Terra) não ultrapassa 28 graus do Sol.

ATMOSFERA

Não existe atmosfera em Mercúrio. Porém, foi detectada a presença de um envólucro de pouca espessura de hélio. A origem do gás não é conhecida. Pode ser produto do decaimento radiativo de elementos como Urânio e Tório que se encontram presentes nas rochas do planeta. Podem também ser átomos capturados do vento solar.

Mercúrio

SUPERFÍCIE

Ao ser enviada para Mercúrio a sonda Mariner 10 (1974), tinha entre outras a missão de transmitir imagens de sua superfície para mapeamento. Essa superfície revelou-se bem semelhante à lunar, predominando a existência de crateras de impacto. A classificação e o estudo dessas crateras são muito importantes do ponto de vista geológico do planeta. A semelhança citada é apenas na imagem. Estudos realizados posteriormente revelaram que sua superfície tem uma constituição bastante diferente.

Em um exame mais detalhado sobre as crateras, pode-se observar várias diferenças com as crateras da Lua. Sendo a gravidade de Mercúrio quase o dobro da lunar e a sua proximidade do Sol, os impactos dos meteoritos são muito intensos, provocando deformações diferentes na superfície. Além disso, a gravidade mais elevada faz com que a matéria arremessada em trajetórias balísticas percorra uma distância até vinte vezes menor que na Lua, dando uma formação diferente à cratera.

A superfície de Mercúrio possui uma característica exclusiva, que são as escarpas e os sistemas de cristais com alguns quilômetros de altura e que se estendem por centenas de quilômetros sobre a superfície. A formação dessas estruturas podem ser devida ao resfriamento do núcleo metálico do planeta que provocou uma contração das camadas superficiais da crosta.

INTERIOR DO PLANETA E SEU CAMPO MAGNÉTICO

A sonda Mariner fez várias experiências a respeito do planeta. Entre essas experiências foi detectada a existência de um campo magnético. A presença do campo é prova concreta de que existe no interior do planeta um núcleo metálico, que também é evidenciado pela elevada densidade do planeta (5,44 g/cm3 ), sendo que na superfície a densidade foi estimada entre 2 e 2,5 g/cm3 . Isso implica que o núcleo deve ter densidade entre 6 e 7 g/cm3 . Levando-se em conta esses valores, estima-se que o núcleo metálico corresponde a 70% da massa do planeta. Isso faz com que Mercúrio tenha uma gravidade próxima à de Marte, porém com dimensões menores.

O estudo do campo magnético do planeta, apesar de menos intenso que o da Terra, demonstrou que é bem semelhante ao nosso. Além disso, sua estrutura interna se aproxima da terrestre.

Fonte: www.cdcc.usp.br

Planeta Mercúrio

Mitologia

Mercúrio
Símbolo 
O mensageiro, é representado por 
um capacete estilizado de asas.

O mensageiro, é representado por um capacete estilizado de asas. Os gregos batizavam os planetas com o nome de seus deuses. Como Mercúrio é o planeta que gira mais rápido, escolheram um nome na mitologia grega que tem esta característica, Hermes; o veloz mensageiro dos deuses que possuía asas nos pés. Na mitologia romana o deus correspondente é Mercúrio, permanecendo este nome até hoje.

Mercúrio

Conhecendo Mercúrio

Mercúrio é um dos menores planetas do sistema solar, só é maior que Plutão. Para termos idéia do seu tamanho, basta compará-lo com a Terra que é três vezes maior. Estudando a sua massa e levando em conta o seu tamanho, os cientistas chegaram a conclusão que boa parte do centro do planeta é constituído de Ferro. 
Mercúrio é o segundo corpo mais denso do sistema solar, logo após a Terra. O seu interior é composto por um grande núcleo de ferro com um raio de 1800 a 1900 km, quase 75% do diâmetro do planeta, correspondendo ao tamanho da nossa Lua. A camada externa de Mercúrio é parecida com a camada externa da Terra e tem uma espessura de 500 a 600 km. 
Até as 1965 os cientistas acreditavam que Mercúrio mantinha sempre a mesma face voltada para o Sol, foi quando os astrônomos descobriram que Mercúrio completa três rotações enquanto dá duas voltas ao redor do Sol, isto significa que um dia de Mercúrio corresponde a 58 dias na Terra!
Várias informações que temos hoje sobre o planeta foram fornecidas pela espaçonave Mariner 10, cujo objetivo era tirar informações do planeta Vênus e Mercúrio, realizado entre os anos de 1974 e 1975. Através das imagens enviadas pela Mariner 10 verificou-se uma certa semelhança com a superfície da nossa Lua. Revelou que Mercúrio não possui nenhum satélite, o campo magnético é muito fraco comparado com o da Terra. Geometricamente Mercúrio é uma esfera perfeita.

Mercúrio

Em 1991, os astrônomos através de observações com radar, descobriram que nos pólos de Mercúrio existe gelo. O gelo se encontra no interior de crateras profundas. O interior destas crateras permanece em sombra perpétua, assim o Sol não pode derreter o gelo. 
A foto mostrada ao lado nos dá bem uma idéia de como há semelhanças entre a superfície da nossa lua e a de Mercúrio. Verificamos regiões com crateras e grandes regiões planas, e a superfície também é coberta por uma areia grossa.

Mercúrio
Massa 3,3 . 1023kg
Diâmetro 4878km
Distância: Mercúrio - Sol 57,8 milhões de km
Período de Rotação - duração do dia em Mercúrio 58,6 dias terrestres
Temperatura máxima na Superfície 
(Face Iluminada)
aproximadamente 427ºC
Temperatura mínima na Superfície 
(Lado escuro)
aproximadamente -180ºC
Atmosfera tênue traços de Hélio e Hidrogênio

Como ocorre com a maioria dos planetas e luas do sistema solar, Mercúrio também é bombardeado por asteróides e fragmentos de cometas. Como nossa Lua, Mercúrio não tem quase nenhuma atmosfera, deve tê-la perdido a milhões de anos atrás, pela intensidade do calor que recebe do Sol. A pouca atmosfera existente é composta de átomos trazidos pelo vento solar. Sua composição principal é de Argônio, Néon e Hélio. Devido a temperatura elevada da superfície de Mercúrio, estes átomos escapam rapidamente para o espaço e constantemente são repostos. Como não há atmosfera para proteger a superfície, não ocorreu nenhuma erosão causada pelo vento ou pela água, os meteoritos não queimam devido ao atrito com a atmosfera como ocorre com os planetas que possuem atmosfera.

A atmosfera para um planeta é muito importante, entre outras coisas protege a superfície. Ela por exemplo dificulta os choques de asteróides e outros fragmentos com a superfície. No caso de Mercúrio pela foto fica evidente os sinais destes choques.

As fotografias enviadas pela sonda Mariner10, descobriu-se na superfície do planeta há uma grande depressão que recebe o nome de Caloris, cujo diâmetro é de 1300km e que provavelmente é o resultando de um grande impacto no passado entre Mercúrio e um asteróide.

Por estar tão próximo do Sol e não possuir uma atmosfera significativa, a face do planeta que está voltada para o Sol possui uma temperatura extremamente elevada, aproximadamente 427ºC, enquanto a face que esta escura por não receber luz e calor diretamente do sol atinge o valor aproximado de -180ºC.

Mercúrio

Fonte: www.ciencia-cultura.com

Planeta Mercúrio

É o planeta mais denso e veloz. Seu núcleo é composto de ferro; sua superfície é formada por crateras e falhas; sua atmosfera é muito tênue e não evita choques de meteoros em seu solo.

Podíamos supor que em Mercúrio não pode existir água em nenhuma forma. Tem pouquíssima atmosfera e é extremamente quente durante o dia, mas em 1991 cientistas em Caltech captaram ondas de rádio vindas de Mercúrio e descobriram algumas invulgarmente brilhantes vindas do polo norte.

O brilho aparente do polo norte poderia ser explicado por gelo na superfície ou logo abaixo. Mas é possível haver gelo em Mercúrio? Devido à rotação de Mercúrio ser quase perpendicular ao plano orbital, o polo norte vê sempre o sol um pouco acima do horizonte.

O interior das crateras nunca está exposto ao Sol e os cientistas suspeitam que está a uma temperatura inferior a -161 C.

Esta temperatura congelante pode ter água provinda de evaporação do interior do planeta, ou gelo trazido para o planeta resultante de impacto de cometas. Estes depósitos de gelo podem ter sido cobertos com uma camada de pó e por isso mostram ainda os reflexos brilhantes no radar.A história da formação de Mercúrio é semelhante à da Terra.

Há cerca de 4.5 biliões de anos formaram-se os planetas.

Esta foi uma época de bombardeamento intenso sobre os planetas, que eram atingidos pela matéria e fragmentos da nebulosa de que foram formados.

Logo no início desta formação, Mercúrio provavelmente ficou com um núcleo metálico denso e uma crusta de silicatos. Depois do intenso período de bombardeamento, correntes de lava percorreram o planeta e cobriram a crusta mais antiga. Por esta altura, já muitos dos fragmentos tinham desaparecido e Mercúrio entrou num período de bombardeamento mais ligeiro.

Durante este período foram formadas as planícies intercrateras. Então Mercúrio arrefeceu. O núcleo contraiu-se o que por sua vez quebrou a crusta e produziu as escarpas.

Durante o terceiro estágio, a lava correu pelas regiões mais baixas, produzindo as áreas mais planas.

Durante o quarto estágio, bombardeamentos de micrometeoritos criaram uma superfície de poeira que é conhecida por regolito.

Alguns meteoritos pouco maiores atingiram a superfície e produziram as crateras de raios luminosos. Além de colisões ocasionais de meteoritos, a superfície de Mercúrio já não é activa e permanece no mesmo estado de há milhões de anos.

Era considerado na Antiguidade como dois objetos diferentes, pois ora era visto a tarde (após o por do Sol), ora de manhã (antes do nascer do Sol).

Pelos gregos era chamado de Apolo (Estrela da Manhã) e Mercúrio (Estrela da Tarde). O mesmo ocorria com os egípcios e hindus.

Só muito mais tarde foi reconhecido como sendo um único astro.

Os sacerdotes egípcios foram os primeiros a perceberem que Mercúrio e Vênus giram ao redor do Sol. Ao ser enviada para Mercúrio a sonda Mariner 10 (1974), tinha entre outras a missão de transmitir imagens de sua superfície para mapeamento.

Essa superfície revelou-se bem semelhante à lunar, predominando a existência de crateras de impacto. A classificação e o estudo dessas crateras são muito importantes do ponto de vista geológico do planeta.

A semelhança citada é apenas na imagem. Estudos realizados posteriormente revelaram que sua superfície tem uma constituição bastante diferente. Em um exame mais detalhado sobre as crateras, pode-se observar várias diferenças com as crateras da Lua.

Sendo a gravidade de Mercúrio quase o dobro da lunar e a sua proximidade do Sol, os impactos dos meteoritos são muito intensos, provocando deformações diferentes na superfície. Além disso, a gravidade mais elevada faz com que a matéria arremessada em trajetórias balísticas percorra uma distância até vinte vezes menor que na Lua, dando uma formação diferente à cratera.

A superfície de Mercúrio possui uma característica exclusiva, que são as escarpas e os sistemas de cristais com alguns quilômetros de altura e que se estendem por centenas de quilômetros sobre a superfície.

A formação dessas estruturas podem ser devida ao resfriamento do núcleo metálico do planeta que provocou uma contração das camadas superficiais da crosta. A sonda Mariner fez várias experiências a respeito do planeta.

Entre essas experiências foi detectada a existência de um campo magnético.

A presença do campo é prova concreta de que existe no interior do planeta um núcleo metálico, que também é evidenciado pela elevada densidade do planeta (5,44 g/cm3 ), sendo que na superfície a densidade foi estimada entre 2 e 2,5 g/cm3 .

Isso implica que o núcleo deve ter densidade entre 6 e 7 g/cm3 .

Levando-se em conta esses valores, estima-se que o núcleo metálico corresponde a 70% da massa do planeta. Isso faz com que Mercúrio tenha uma gravidade próxima à de Marte, porém com dimensões menores.

O estudo do campo magnético do planeta, apesar de menos intenso que o da Terra, demonstrou que é bem semelhante ao nosso.

Além disso, sua estrutura interna se aproxima da terrestre.

Primeiro planeta do sistema solar, e por ser o planeta mais proximo do Sol e não ter atmosfera, sua superfície é exposta a uma grande quantidade de radiação ultravioleta. Devido a sua proximidade do sol possuindo e a sua lenta rotação (59 dias) as suas temperaturas extremas alcançam 350 ºC na parte com sol e -170 ºC na parte sem sol, sendo Mercúrio um dos planetas mais quentes do Sistema Solar. A superfície de Mercúrio é repleta de crateras e falhas, tendo penhascos com centenas de quilometros de comprimento e até quase 4 quilometros de altura formadas pelo arrefecimento do planeta há milhões de anos atrás e por eventuais quedas de meteoritos, pois não há atmosfera para protejer o planeta, e devido a falta de vento e àgua essas crateras e falhas permanecem intactas.

Mercúrio é tambem o planeta mais denso do sistema solar, com o seu núcleo composto por ferro, sendo parte dela liquida, que gera um campo magnético em volta de mercúrio com apenas 1 % da intensidade do campo da Terra. A sua superficie é constituida por uma fina camada de Ferro e Niquel.

Mercúrio foi descoberto em 1662 por Johanes Hevelius, mas devido a proximidade do Sol e ao seu pequeno tamanho ele só pode ser visto por telescópios terrestres ao amanhecer e ao anoitecer. As suas primeiras imagens foram enviadas pela sonda Americana Mariner 10. Por não possuir atmosfera e por ter uma grande amplitude termica diaria não há possibilidade de existir vida semelhante a da Terra em Mercúrio.

Mercúrio recebe o nome do mensageiro dos deuses romanos devido ao seu rapido movimento de translação em torno do Sol.

Caracteristicas Gerais :

Diametro ( Km ) 4878 
Massa ( relativa a massa terrestre ) 0,06 
Tempo de Rotação ( dias terrestres ) 88 
Tempo de Translação (dias terrestres ) 56 
Distância média da Terra ( Km ) 80.500.000 
Distância média do Sol ( Km ) 57.910.000 
Número de Satélites 0 
Velocidade Orbital ( Km/s ) 48 
Gravidade ( em relação a Terra ) 0,37

Fonte: br.geocities.com

Planeta Mercúrio

O planeta Mercúrio é conhecido do Homem desde os tempos mais remotos, embora até aos Gregos se pensasse tratar-se de duas estrelas (tal como Vénus): Apolo, estrela da manhã e Hermes, estrela da tarde. Ao tempo de Heraclito, contudo, já se sabia que ambos os nomes se referiam ao mesmo planeta. Este astrónomo pensava, muito adiante dos conceitos do seu tempo, que Mercúrio e Vénus orbitavam o Sol e não a Terra.

Até 1962 pensava-se que o dia e o ano de Mercúrio eram iguais. Só então se soube que o planeta executa três rotações para cada duas translacções - o que é um caso único no Sistema Solar.

A órbita de Mercúrio é muito excêntrica, tendo o periélio a 46 milhões de km e o afélio a 70 milhões de km; só a órbita de Plutão é mais excêntrica.

Mercúrio
Figura 1 – Mariner 10.

Devido à sua proximidade ao Sol, Mercúrio é o menos bem conhecido dos planetas telúricos. Por um lado, a sua elongação máxima de 28º dificulta a sua observação, quer a olho nu quer com instrumentos. Por outro lado, as elevadas temperaturas e fluxos de radiação que se verificam tão perto do Sol dificultam o envio de sondas científicas e impossibilitam até que se tente obter imagens com o Telescópio Espacial Hubble. Na verdade, as únicas imagens de Mercúrio de que dispomos são provenientes de observatórios terrestres ou da sonda Mariner 10 (Figura 1) que, em Março e Setembro de 1974 e Março de 1975 fez três passagens junto do planeta. Por estes motivos, apenas cerca de 45% da superfície de Mercúrio se encontra cartografada.

Mercúrio
Figura 2 – Modelo da estrutura interna de Mercúrio. C. Hamilton.

Superficialmente, as imagens de Mercúrio fazem lembrar a Lua terrestre – pela superfície fortemente craterizada – mas os dois planetas são muito diferentes. Não só Mercúrio é maior (4880 km contra 3476 km de diâmetro) como muito mais denso (5.44 contra 3.34); o único planeta do Sistema Solar mais denso que Mercúrio é a Terra (5.52). Pensa-se que o núcleo metálico de Mercúrio terá 1800 a 1900 km de diâmetro e que parte dele se encontrará em fusão (Figura 2) - o que explicaria a existência de um campo magnético dipolar de origem interna, como o da Terra, mas muito mais fraco (cerca de 1%).

Uma importante diferença morfológica em relação ao nosso satélite é a existência, em Mercúrio, de longas escarpas, muito semelhantes às falhas da crosta terrestre, com centenas de quilómetros de extensão e até 3 quilómetros de altura. Estas escarpas são geralmente interpretadas como sendo fendas de retracção produzidas pela contracção do planeta em consequência do seu arrefecimento, embora seja possível que pelo menos algumas delas sejam vestígios de uma antiga tectónica activa (Figura 3).

Mercúrio
Figura 3 – Note-se, do lado direito, o conjunto de crateras em forma de oito, que revelam pelo menos três episódios de craterismo. Ao centro é bem evidente a escarpa Discovery, a cortar uma cratera mais antiga com 55 km de diâmetro. NASA.

Apesar da proximidade do Sol (e por causa dela) Mercúrio tem uma atmosfera. Esta atmosfera é muito fina e é composta por uma mistura de átomos arrancados à superfície do planeta pelo vento solar e de partículas do próprio vento solar capturadas pelo campo gravitacional de Mercúrio.

A proximidade do Sol faz com que as temperaturas máximas à superfície de Mercúrio sejam da ordem dos 420ºC, mas as mínimas, à noite e nas regiões polares, podem atingir os -180ºC. Por este motivo, pensa-se que possa existir gelo de água nas crateras polares mais profundas.

As inúmeras interrogações que ainda se levantam sobre Mercúrio fazem com que ele seja um alvo prioritário da investigação espacial. Em 2004 partirá para Mercúrio a sonda MESSENGER, da NASA, e em 2009 a missão BepiColombo, da ESA, que deverá ser composta de dois satélites, um para cartografia em várias bandas espectrais e outro só para estudar o campo magnético, e uma sonda que pousará na superfície.

Mercúrio
Figura 4 – Note-se, no canto NE, a cratera de duplo anel, típica de Mercúrio. O anel exterior tem 170 km de diâmetro. NASA.

Mercúrio

Figura 5 – Fotomosaico de imagens Mariner 10, colorido artificialmente. As manchas mais claras correspondem a áreas onde não foram obtidas imagens. NASA.

Mercúrio
Dados Astronómicos
Orbita
Sol
Distância média ao Sol (UA) 0.38710
Excentricidade orbital 0.20563
Período sideral (dias) 87.969
Inclinação orbital 7.004º
Velocidade orbital média (km/s) 47.87
Período de rotação (dias) 58.646
Inclinação do eixo de rotação 0.01º
Magnitude visual máxima -1.9
Número de Satélites 0
Dados Físicos
Raio equatorial (km) 2439.7
Massa (kg) 0.3302 X 1024
Volume (km3) 6.083 X 1010
Densidade média (g/cm3) 5.427
Gravidade à superfície no equador (m/s2) 0.37
Velocidade de escape equatorial (km/s) 4.25
Temperatura média à superfície (K) ~90 – 740
Albedo normal 0.106
Momento magnético dipolar (Gauss R3) 0.0033
Pressão atmosférica à superfície (bar) ~10-15
Composição da atmosfera He, Na, O2, H2
Dados Históricos
Descobridor -
Data -
Missões espaciais Mariner 10, Messenger (2004), BepiColombo (2009)

Fonte: www1.ci.uc.pt

Planeta Mercúrio

PLANETA DOS CONTRASTES

As características do solo mercuriano levam a acreditar que esse pequeno planeta jamais teve geológica ativa

Mercúrio é o menor dos planetas terrestres, que orbita mais próximo do sol, à maior velocidade. A maioria das informações disponíveis sobre Mercúrio provém da sonda Mariner 10, lançada em 3 de Novembro de 1973, o único veículo espacial que visitou o planeta até o momento.

As imagens da sonda Mariner 10 revelaram que a superfície de Mercúrio é coberta de crateras, muito semelhante à nossa Lua.

Mercúrio apresenta zonas crivadas por numerosas crateras, similares aos planaltos lunares, e outras áreas com planícies de relevo discreto e poucas crateras, parecidas com os mares lunares .Em meio às regiões com uma presença elevada de crateras encontram-se também amplas extensões quase planas. Provavelmente essas planícies surgiram de ascensão de rochas fundidas que vieram das profundezas do núcleo do planeta.

Antes da missão Mariner 10, acreditava-se que Mercúrio fosse muito pequeno para possuir um campo magnético significativo. Os dados obtidos pela Mariner 10 permitiu que se determinasse a composição geológica do planeta. Ele está recoberto por um córtex e um manto relativamente finos. Sua densidade, muito elevada, atinge 5,43g/cm3 ,semelhante à densidade terrrestre. Isto significa que a maior parte do planeta deve ser constituída por um material pesado, por exemplo, o ferro. Isto explica a existência de seu campo magnético.

Os astrônomos consideram bastante improvável que o planeta possua desde sua formação um núcleo ferroso tão grande. Supõe-se que Mercúrio possa ter perdido a maior parte de seu manto rochoso externo numa colisão catastrófica com algum objeto planetário nos primórdios do sistema solar.

Mercúrio
70% de Mercúrio constitui-se de um núcleo composto de níquel e ferro envolto por um manto e um córtex finos. Mercúrio é mais rico em ferro do que qualquer outro planeta do sistema solar.

Mercúrio
Duas das crateras mais jovens de Mercúrio. Seus halos e raios sobrepostos são indícios de um impacto relativamente recente

Mercúrio

DIA E NOITE

Mercúrio gira muito lentamente sobre seu eixo, fato este que provoca alguns fenômenos interessantes. No tempo necessário para completar uma órbita ao redor do Sol, ele dá uma volta e meia sobre seu próprio eixo. Devido a esse movimento lento, um dia de Mercúrio eqüivale a 2 anos mercurianos.

A lenta rotação faz com que durante longos períodos o mesmo hemisfério fique voltado para o Sol. Por isso, o contraste entre o dia e a noite é mais acentuado que nos demais planetas. À noite, as temperaturas do hemisfério oposto ao Sol caem a -180º C. No entanto, quando o planeta encontra-se no periélio as temperaturas da tarde podem alcançar 430º C.

Perto dos polos existem zonas que nunca recebem a luz do sol. As ondas de rádio emitidas pela antena do radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, descobriram os reflexos característicos de gelo nessas zonas. A capa de gelo pode ter uma espessura de alguns metros e estar coberta de poeira.

Mercúrio
Imagem das regiões vizinhas ao polo sul de Mercúrio, uma das áreas onde é mais provável a presença do gelo.

ATMOSFERA

Mercúrio

Devido a sua pequena massa, a força de gravidade do planeta é muito reduzida e não permitiu que Mercúrio mantivesse sua atmosfera primordial. É provável que houvesse uma atmosfera nos primórdios da formação do planeta que dispersou-se no espaço ou foi arrancada pelo forte vento solar devido à proximidade do planeta com o sol. A Mariner 10 detectou pequena quantidade de hélio, mínimas quantidades de sódio, traços de oxigênio, hidrogênio e potássio. Ela é tão rarefeita que pode ser desconsiderada.

BACIA CALORIS

Essa enorme cratera é delimitada por montanhas de até 2 Km de altitude

Mercúrio
Detalhe da cratera Caloris. Nesta imagem em alta resolução são visíveis as fraturas do fundo da cratera que vão se ramificando

A maior cratera de impacto de Mercúrio é a chamada Bacia Caloris. Com 1300km de diâmetro, ela é a maior estrutura de toda a superfície do planeta. Provavelmente o impacto que a produziu ocorreu pouco depois da formação do planeta, quando um grande asteróide ou cometa colidiu com ele.

Mercúrio
Imagem da estrutura conhecida como rocha de Santa Maria, o elemento sinuoso e escuro que atravessa verticalmente a foto. Acredita-se que
se trata de uma enorme falha geológica

OBSERVANDO MERCÚRIO

A observação direta de Mercúrio com instrumentos a partir da Terra é muito difícil, pois o planeta fica muito próximo do Sol.

Quando o planeta se encontra a leste do Sol, pode ser visto por pouco tempo no ocidente, logo acima do horizonte, imediatamente depois do por do Sol.

Quando se encontra a oeste do Sol, é possível observá-lo na 1.ª hora da manhã, pouco antes da aurora.

Fonte: osistemasolar.vilabol.uol.com.br

Planeta Mercúrio

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol estando a uma distância média de 57,9 milhões de km do "astro-rei". Devido a essa proximidade, Mercúrio viaja a uma velocidade média de 47,87 km/s em volta do Sol, sendo o planeta que tem a velocidade orbital mais elevada do Sistema Solar. Isso deve-se ao facto de quanto mais próximo um planeta está do Sol, maior é a força gravítica que este exerce sobre o planeta, sendo que o planeta precisa de uma velocidade mais elevada para não cair em direcção à superfície solar.

Um observador que estivesse em Mercúrio veria o Sol duas vezes e meia maior e sete vezes mais luminoso do que visto na Terra. É também o planeta mais pequeno do Sistema Solar depois da "despromoção" de Plutão a planeta anão. Tem cerca de 4.880 km de diâmetro no equador.

Existe uma relação interessante entre o período de rotação e o período de translação de Mercúrio. O período de rotação, também designado por dia sideral, é de 58,65 dias terrestres correspondendo a dois terços do período de translação - o período de tempo que demora a dar uma volta ao Sol - que é de 87,97 dias terrestres. Esses dois períodos combinados fazem com que um dia solar em Mercúrio dure 176 dias terrestres, ou seja, o equivalente ao tempo que o planeta demora a efectuar 2 translações

Podemos afirmar que em termos de temperatura, este é um planeta de extremos. À superfície, durante o dia, a temperatura pode chegar aos 430 ºC; de noite a temperatura pode descer até aos -180 ºC. Esta descida tão acentuada deve-se ao facto de sua atmosfera ser extremamente ténue, não existindo portanto o efeito de estufa que impeça o calor de se perder durante a longa noite de Mercúrio.

Essa ténue atmosfera é criada a partir de substâncias voláteis que existem na superfície e que reagem às temperaturas muito elevadas, sendo libertas do solo mas aprisionadas pela fraca força gravítica de Mercúrio. A pressão dessa atmosfera é inferior a 2 bilionésimos da atmosfera terrestre ao nível do mar.

A observação de Mercúrio a partir da Terra é bastante limitada. Até mesmo com recurso aos telescópios profissionais, pouco é revelado sobre a sua superfície.

No nosso céu, Mercúrio sempre está próximo do Sol, sendo só possível vê-lo ao anoitecer ou ao amanhecer, e na melhor das hipóteses, afasta-se a apenas 28º do Sol.

Uma grande parte daquilo que sabemos sobre Mercúrio, foi por intermédio da sonda espacial Mariner 10 que se aproximou do planeta em 3 ocasiões diferentes: a 29 de Março de 1974, a 21 de Setembro de 1974 e 16 de Março de 1975. Esta sonda tirou fotos a cerca de 45% da superfície. Desde então mais nenhuma sonda visitou Mercúrio. Porém, Mariner 10 foi muito importante para o nosso conhecimento acerca deste corpo celeste. Ficamos a saber que a sua superfície é muito semelhante à superfície da nossa Lua. Está repleta de crateras e existem também grandes áreas planas que indiciam que ali correram grandes quantidades de lava no passado. A maior cratera chama-se Caloris Basin tem cerca de 1.300 km de extensão.

A sua crosta é essencialmente constituída por silicatos leves, porém os cientistas admitem a existência de um grande núcleo de ferro fazendo com que a densidade média seja elevada – cerca 5,5 vezes a da água.

Mercúrio é portanto um dos 4 planetas rochosos (ou planetas telúricos) que pertencem ao Sistema Solar; os outros 3 planetas são Vénus, Terra e Marte. Estes planetas possuem uma densidade relativamente elevada e são constituídos essencialmente por matéria sólida, distinguindo-se dos planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno) que como o nome indica são principalmente constituídos por gases.

Para sabermos mais, teremos que aguardar pelos resultados da sonda Messenger que chega a este planeta já neste ano de 2008. Os especialistas esperam obter respostas para as muitas questões que ainda não foram respondidas

Mercúrio não possui qualquer satélite conhecido.

Fonte: www.astro.110mb.com

Planeta Mercúrio

Primeiro planeta do sistema solar, Mercúrio é um globo sem atmosfera, sua superfície é crivada de radiação ultravioleta, possuindo temperaturas extremas que alcançam 350 graus centigrados! Até 1974, todas as informações que se tinha de Mercurio era obtida quando o planeta ficava entre a Terra e o Sol, eram obtidas pelos telescópios aqui da Terra, criando muitas dificuldades pois a proximidade do planeta com o Sol e a distância da Terra não davam grande informações sobre o planeta. As temperaturas em Mercurio são extremas devido a sua proximidade com o Sol e a lentissima rotação do planeta ( 59 dias ), com isso a face virada ao Sol chega a uma temperatura de 350 C e o lado sem Sol baixissima de -170 C.

Principais características

Distância máxima do Sol ( milhões de Km ) 69.7 
Distância miníma do Sol ( milhões de Km ) 45.9 
Distância média do Sol ( milhões de Km ) 57.9 
Diâmetro equatorial ( Km ) 4.880 
Diâmetro polar ( Km ) 4.880 
Velocidade orbital ( Km/s ) 47.9 
Volume 6 
Massa 5.5 
Densidade ( em relação à água ) 5.4 
Gravidade 37 
Temperatura ( centigrados ) - 170 / + 350 
Atmosfera ausente 
Satélites não possui 
Translação 88 dias 
Rotação 59 dias

Mercurio é um planeta sem atmosfera e repleto de crateras, crateras de milhões de anos pois a falta de vento e de água deixaram as marcas intactas. Tem uma aparencia parecida com a da Lua também pelos penhascos, rachaduras e planicies. Sua superficie é constituida de uma camada delgada de silicatos rochosos com uma grande quantidade de ferro e niquel. A total falta de atmosfera faz com que fique impossivel a existencia de formas de vida semelhantes da Terra, mas alguns estudiosos dizem que certas re giões do planeta encontram-se em desniveis enormes que sempre estão na sombra, essas areas poderiam concentrar vapor de água ou gás carbônico no esta- do de gelo, o que não eliminaria a hipotese de algum tipo de forma de vida.

A observação deste planeta atravez de telescópios aqui da Terra é muito dificil, principalmente pela sua próximidade do Sol, que faz com que ele só possa ser visto dias ao amanhecer ou ao anoitecer, e também devido a sua grande distância associada ao seu pequeno tamanhao, maior somente que Plutão. Um fenomeno que ocorreu no mes de Novembro de 1999 é muito interessante, trata-se da passagem do planeta a frente Sol, isso foi observado e a NASA fez uma animação do fenomeno que coloco abaixo. Podemos pela animação ver claramente o planeta a frente do Sol, o mais espetacular dessas imagens é a comparação do tamanho do planeta com a gigantesca estrela ao fundo.

Mercúrio
Acima um filme mostrando o transito de Mercúrio a frente do Sol, reparem a comparação de tamanho dos astros

Fonte: www.geocities.com

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