O mergulho é possível graças a equipamentos modernos e especializados, que lhe adaptam ao meio aquático.
Os equipamentos atuais vêm numa variedade de cores e estilos, provendo conforto e funcionalidade.
Há uma polêmica sobre que tipo de arma é melhor. A arma de elástico é mais apropriada em determinadas circunstâncias, em outras a de ar comprimido. Por exemplo, para a caça de espera, é mais aconselhável o arbalete pois é mais preciso a maior distância, porém em uma área com muitas pedras é mais fácil de manejar e eficaz uma curta e potente arma de ar comprimido. Em cada caso é a experiência que chega a aconselhar sobre a conveniência de usar determinado tipo de arma.
Referente a este tema há uma grande diversidade de opiniões, por isso estabelecer uma norma concreta se faz muito difícil e comprometido. De todas as formas, o que é certo é que a experiência tem demonstrado claramente que quem perde ou ganha as competições não são as armas e sim os caçadores-sub. Dizer isso significa que mesmo sendo a arma um elemento importante não é tudo, pois um bom caçador-sub é bom com uma arma de elástico( arbalete) ou de ar comprimido e um mau caçador não caça nem com uma nem com outra.
É aconselhável, então, conhecer a fundo as características dos determinados tipos de armas e depois será a experiência que dirá qual o melhor tipo de arma.
Depois deste esclarecimento vamos detalhar algumas características que devem ter as armas e os arpões:
- A arma deve ser leve e isto se consegue estando bem compensada.
- Deve ter a empunhadura anatômica e deve permitir uma boa pegada, não só para evitar que um peixe grande nos tire a arma da mão, mas porque quando se segura firmemente uma arma esta é mais fácil de manusear. Sempre que possível a empunhadura deve ser de cor branca, porque se em alguma ocasião ela cair no fundo do mar em área de águas turvas a veremos com mais facilidade da superfície.
- Deve ter o gatilho suave porque ao se fazer muita força para disparar pode-se desviar a trajetória do arpão.
- A potência deve ser a suficiente, é um erro freqüente naqueles que se iniciam no neste esporte, pensar que a arma deve ter um disparo muito potente e isto nem sempre é o correto.
- Deve-se observar que a ponta do arpão deve estar bem afiada e em boas condições, bem como a barbela.
- O cordel do arpão deve ser fino para evitar ao máximo a resistência devido ao atrito com a água quando se dispara e resistente para evitar que arrebente com facilidade. Sobre a grossura dos arpões, é importante saber que para peixes grandes é melhor um arpão grosso e para peixes pequenos é suficiente um de 6mm de diâmetro. O tridente em determinados casos pode ser de grande utilidade.

As nadadeiras constituem o motor de propulsão do mergulhador e sua função é a de permitir que este possa deslocar-se com a maior comodidade e eficácia possíveis.
Na hora da compra verifique:
Se ajustam-se bem aos seus pés, se forem pequenas nos causarão problemas de circulação. Se, caso contrário, forem grandes podem sair do pé com qualquer esbarrão com uma pedra.
Se são leves. É aconselhável escolher nadadeiras que sejam leves no peso pela simples razão de que causam menos fadiga.
Permite o deslocamento na água com menos esforço e mais eficiência do que usando as mãos. Isto se dá pois as nadadeiras provêm uma grande área de contato, que os poderosos músculos da perna podem usar para nadar.
Toda nadadeira tem um bolso para os pés e uma lâmina para propulsão.
Podem ser de tiras ajustáveis (abertas) ou com calçadeiras fixas (fechadas). As nadadeiras de tiras ajustáveis são usadas com bota de neoprene. Já as nadadeiras fechadas são utilizadas com meias de neoprene. São perfeitas em águas quentes, pois dispensam o uso do neoprene.
Nadadeiras, especialmente as de tiras ajustáveis, têm uma série de características a escolher. As tiras devem ter presilhas que as tornem facilmente ajustáveis, e com esforço mínimo. As lâminas têm designs variados para aumento da performance, incluindo as canaletas, tubos e aletas laterais. De uma forma ou de outra, estes mecanismos reduzem a resistência à pernada ou aumentam sua potência.
A maioria das nadadeiras modernas é feita de uma composição de materiais. Em geral as calçadeiras são feitas de borracha e lâminas de termoplástico. Existem nadadeiras feitas somente de borracha.
A escolha da nadadeira deve ser determinada por alguns fatores: seu tamanho, habilidade física e área geográfica onde você vive. Pessoas maiores devem optar por nadadeiras de lâminas grandes, que por outro lado requerem mais força. Se, onde você mora, o mergulho requer roupas de proteção térmica (roupas de neoprene), é adequado o uso de nadadeiras de tiras com bota de neoprene. Conforto e adaptação são as considerações principais na escolha das nadadeiras. Elas não devem apertar, causar câimbras ou incomodar.
Nadadeiras de tiras devem ser ajustadas de tal forma que fiquem firmes no lugar, não apertadas. Nadadeiras novas vêm com uma substância preservativa que deve ser removida com lavagem.
Devem ser lavadas com água doce e guardadas em local seco e fresco, fora do alcance da luz solar.
Se são suficientemente rígidas. As nadadeiras para impulsionar bem o mergulhador devem ser rígidas o suficiente para não serem demasiadamente flexíveis, que não se fazem eficientes pois o mergulhador deverá fazer mais esforço para avançar pouco. Para a caça à muita profundidade ou para efetuar grandes deslocamentos são mais adequadas as nadadeiras largas.
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A faca só deve ser uma arma em último caso, sua função é a de uma ferramenta. Em qualquer momento podemos nos ver presos a uma corda, em uma rede abandonada no fundo do mar, etc. Nesses casos, a faca pode nos salvar a vida. Ela deve estar sempre bem afiada porque cortar uma corda em um momento de perigo deve ser feito com o mínimo de tempo e esforço.
O lugar ideal para colocar-se a faca é na parte interior das pernas, porque tem-se acesso com ambas as mãos, e porque se levássemos na parte exterior poderíamos nos prender pela faca.

Não existe um modelo único de máscara que seja mais adequado para todos. Neste caso cada pessoa requer um modelo diferente. O melhor a fazer é experimentar os diferentes modelos e ficarmos com a que melhor se ajuste ao nosso rosto. Esta é a característica de uma boa máscara e com isso evita-se que entre água no interior da mesma. Além disso deve permitir realizar com facilidade a operação de desalagamento da máscara. Deve ser de dimensões reduzidas para facilitar a compensação da pressão interior quando descemos. Logicamente a medida que descemos o ar que está no interior da máscara vai se comprimindo por efeito da pressão e diminui de volume.
Esta perda de volume deve ser reposta pelo ar que vamos introduzir no interior através do nariz. Se a máscara é grande, logicamente, a quantidade de ar que teremos que repor para compensar a pressão será maior e quando estamos submersos devemos economizar todo o ar possível. Por último devemos lembrar que para limpar a máscara antes de qualquer mergulho o método mais eficaz é fazê-lo com a própria saliva. Por sua parte o respirador deve ser curto, para que o ar se renove com facilidade e flexível para que ao usarmos debaixo de uma pedra ou gruta ele se dobre com facilidade ao roçar com alguma superfície dura. Os respiradores rígidos podem acarretar outros sustos pois podem provocar a perda da máscara.
A máscara permite que você enxergue claramente sob a água, pois interpõe um espaço aéreo a frente dos olhos, este espaço deve ser equalizado na descida. Por isso, seu nariz deve estar incluso na máscara. Óculos de natação não permitem a equalização, não podendo ser utilizados para o mergulho.
Uma ou duas lentes. Idealmente deve ter pequeno volume e bom ângulo visual. Há máscaras com visores laterais para aumentar a visão periférica.
- Lentes de vidro temperado, mais seguras.
- Molde confortável, selando bem à sua face.
- Espaço para pinçar as narinas.
- Pequeno volume tornando sua equalização mais fácil.
- Tira ajustável e firme.
- Bom ângulo de visão.
Uma característica opcional é a purga, pouco usada atualmente, pois com uma simples manobra você pode esgotar a água da máscara. Para as pessoas com problemas de visão, há uma opção de se fazer uma máscara com lentes corretoras.
Além disso, não há problemas em usar lentes de contato gelatinosas.
Podem ser feitas de neoprene ou silicone. As de silicone são mais caras, porém oferecem uma séria de vantagens: é mais macio, mais durável e não irritativo da pele, entre outras.
Os dois fatores mais importantes na seleção da máscara são adaptação e conforto. para checar se uma máscara veda bem, coloque-a na face sem a tira e faça uma sucção. Esta deve ficar firme no lugar.
Máscaras novas têm uma película oleosa no vidro, que deve ser removida. Se isto não for feito haverá condensação. Para remover esta película, esfregue pasta de dente nas lentes, com um pano macio (a pasta não deve ser tipo gel). Além disso, lembre-se de ajustar as tiras da máscara.
Os três procedimentos gerais de manutenção para qualquer equipamento de mergulho, inclusive a máscara são:
- Enxague bastante com água doce, após o uso, para eliminar contaminantes e corrosão.
- Mantenha longe da luz solar, pois os raios solares podem danificar o neoprene e o silicone. Deve ser seco antes de ser guardado.
- Guarde num local seco e fresco. Por fim as máscaras e outros equipamentos compostos de silicone devem ser guardados sem tocar produtos de borracha preta, para prevenir que o silicone escureça.

É uma peça mandatória do equipamento, que permita a você respirar na superfície sem tirar o rosto da água. No mergulho livre, permite que você veja constantemente o mundo subaquático, sem ter que tirar a cabeça da água para respirar. Já mergulhadores autônomos usam o snorkel na superfície para economizar o ar do cilindro.
São aparatos simples, basicamente um bocal e um tubo que se estende além da superfície.
- Bom diâmetro do tubo
- Medir até 45 cm de extensão
- Ser feito com curvas suaves
Evite snorkel com curvas anguladas. Muitos dos snorkels modernos tem mecanismos que facilitam a drenagem da água. Você verá como é fácil esgotar a água que entra no snorkel. Por isso, estes mecanismos não são fundamentais.
A maioria dos snorkels modernos é feita de uma combinação de plástico, silicone e borracha.
Os dois pontos importantes na seleção são: conforto, adaptação e resistência respiratória mínima. Cheque se o bocal do snorkel fica confortável e bem adaptado à sua boca, sem causar fadiga na mandíbula respire fundo através do mesmo. Compare alguns modelos.
Fixe o snorkel no lado esquerdo da sua máscara com a presilha. Este deve ficar posicionado de tal forma que, ao olhar 45° para baixo, o mesmo fique na vertical. Se posicionado corretamente, os músculos da mandíbula não terão que segurar o snorkel na posição.
Seguem-se os mesmos procedimentos usados para a máscara, ou seja, lavar com água doce após o uso, manter fora da luz solar e guardar evitando contato entre borracha e silicone.

A roupa de neoprene constitui um elemento imprescindível ao equipamento de um bom caçador submarino. Entre suas funções, podemos destacar as seguintes:
- Nos protege das mudanças de temperatura e do frio;
- Nos protege de arranhões;
- Psicologicamente nos dá segurança, convertendo-se em nossa segunda pele.
Existe no mercado uma grande variedade de tipos e qualidade. O que você deve cuidar na hora da compra é:
- As costuras, pelas quais devem passar água . As costuras que são somente cosidas não são aconselháveis, além de cosidas dever estar unidas com cola de maneira que evitaremos muitos problemas com o frio.
- A espessura, a ser adequada de acordo com a estação do ano e o local do mergulho. Existem roupas de todas as espessuras, desde 2 a 8mm. Há tecidos lisos e revestidos.
- As roupas de exteriores lisos são mais adequadas para a caça a muita profundidade porque deslizam melhor que as revestidas além de serem mais delicados que os revestidos, pelo contrário são mais resistentes aos arranhões das pedras e duram mais tempo.
É muito importante que a roupa esteja bem ajustada ao corpo do mergulhador, nunca apertada ou folgada apertado. Uma roupa que aperta é muito incômodo produzindo fadiga e sensação de asfixia. E uma roupa muito folgada deixa correr água pelo seu interior e não cumpre sua função de nos proteger do frio.

O regulador reduz a alta pressão do cilindro de mergulho, a um nível que permita seu uso. Só libera o ar quando o mergulhador inspira.
O regulador moderno é um aparato simples e confiável, com algumas partes móveis. É composto de dois estágios: o primeiro estágio, que é acoplado ao cilindro e o segundo estágio, que contém o bocal. O primeiro estágio reduz a alta pressão do cilindro a um nível intermediário, de 100 a 150 psi acima da pressão ambiente, permitindo fácil, a característica mais importante do regulador.
Independente da marca, todos os reguladores modernos têm uma estrutura básica similar. O primeiro estágio contém sua estrutura metálica onde saem conexões para acessórios e há uma abertura para entrada de ar do cilindro com um filtro, coberta por um protetor. O segundo estágio contém, basicamente, uma tampa, um diafragma, uma válvula de entrada, um bocal e uma válvula de exaustão.
Quando você inspira o diafragma é sugado para dentro. Isto empurra a válvula de entrada para baixo, liberando o ar. Quando você expira, o diafragma é empurrado, fechando a válvula de entrada. Daí, a válvula de exaustão se abre, jogando para fora o ar exalado. A válvula de exaustão é unidirecional, impedindo a entrada de água. Ao regulador devem estar acoplados o manômetro submersível, um segundo estágio extra (octopus), e a mangueira de conexão do Colete Equilibrador.
O primeiro estágio é feito geralmente de metal cromado e o segundo estágio com peças de plástico de alto impacto, metal ou uma combinação de ambos. O bocal é feito de silicone ou borracha.
O fator mais importante na seleção é a facilidade respiratória tanto na inspiração como na expiração, lembre-se de obter junto o seu octopus ao comprar o seu regulador.
Deve ter seus acessórios acoplados (octopus, manômetro, etc.) por um profissional. Geralmente isto é feito durante a compra.
Manutenção Seu regulador deve ser lavado sempre após o uso, com o resto do equipamento, mas melhor é deixá-lo imerso em água doce antes. Tenha estes três pontos em mente:
- Deixe o protetor firme no lugar, para evitar a entrada de água no primeiro estágio.
- Não use água sob pressão para lavar o regulador.
- Não aperte o botão de purga durante a lavagem, pois isto permitiria a entrada de água pela mangueira do segundo estágio.
Durante a lavagem, escorra água por todas as reentrâncias do primeiro estágio (exceto a entrada de ar do cilindro, coberta pelo protetor) e por dentro do bocal do segundo estágio. É uma boa precaução conectar o regulador ao cilindro e purgá-lo por algum tempo após a lavagem, para eliminar a água que tenha entrado acidentalmente no primeiro estágio.
Evite contato com a areia, lama e resíduos. Ao guardar o regulador, faça as mangueiras formarem curvas grandes e suaves, sem angulações, para prevenir danos às mesmas. Evite puxá-las quando o regulador estiver conectado ao cilindro. É melhor guardar o regulador deitado, ao invés de pendurá-lo por um dos estágios ou mangueiras. Um ponto importante na manutenção do regulador é a inspeção por assistência técnica autorizada, anualmente. Com imersão, lavagem, acondicionamento apropriado e inspeção anual, seu regulador funcionará adequadamente por muitos anos.

São bóias carregadas pelos mergulhadores, usadas para marcação de locais, descanso, assistência a outro mergulhador ou como suporte da bandeira de mergulho.
Podem ser feitas de diversos materiais, e ancoradas num ponto determinado, ou carregadas por todo o mergulho. De qualquer forma, uma bóia deve ter um cabo com pelo menos 15 metros de comprimento, de preferência numa carretilha.
A bóia é um requisito exigido pelas normas legais que regulamentam a atividade desportiva da caça submarina, não só em competições como em qualquer ocasião. A bóia se constitui num elemento de segurança de primeira ordem.
A bóia indica às embarcações a presença de mergulhadores em suas proximidades, por isso nunca se deve aventurar-se num mergulho sem levar a bóia regulamentar na superfície. Além desta função a bóia também é um elemento muito útil para levar o material de reserva e as peças capturadas. É a mochila do mergulhador.

O cinto de lastro tem como função compensar a flutuabilidade da roupa, não de ajudar-nos a descer mais fundo e mais rápido. Isso significa que nunca se deve por mais peso do que o estritamente necessário, a não ser que se esteja praticando a caça de espera e a muito pouca profundidade. É sempre preferível levar um pouco menos de lastro que o necessário para mergulhar. Deve-se levar em conta que todo peso a mais que utilizamos para mergulhar também o teremos para subir e isso pode ser perigoso.
Para conhecer o peso ideal que devemos levar, deve-se permanecer quieto na superfície e flutuar sem que notemos alguma tendência para afundar.
Quanto ao material ao material do cinto, são melhores os de fibras plásticas, porque se adaptam melhor ao corpo e além disso a pressão que exercem sobre a roupa evita que entre mais água no interior da roupa. A fivela deve sempre ser de muito fácil e rápida abertura porque em caso de necessidade um gesto rápido deve ser capaz de ajudarmos a livrar-nos do cinto.
Para a caça de espera a pouca profundidade, pode-se ir mais lastrado para permanecer imóvel no fundo e além disso, podemos colocar alguns pesos complementares em torno dos tornozelos para evitar que os pés tenham tendência a subir quando estamos no fundo. O peso destas tornozeleiras deve ser proporcional a flutuabilidade das calças.

Além de seu uso óbvio em certas especialidades, como mergulho noturno, lanternas são usadas à luz do dia. São úteis para se olhar em tocas e grutas, e restaurar as cores.
A lanterna para mergulho deve ser à prova d'água e de pressão. Sua vedação é feita a custa de O'rings, que devem ser inspecionados periodicamente. Como qualquer lanterna, guarde-a sem baterias.
A lanterna é um elemento muito útil quando há de se caçar em uma área rochosa, onde os peixes têm muitos recursos para fugir do cerco do mergulhador. Um bom caçador nunca deve abusar da lanterna.
Se você ligar a lanterna antes da hora fará com que em muitos casos os peixes se assustem antes que se esteja em condições de poder capturá-lo e por isso escape. Como se observa, a lanterna é um elemento imprescindível do equipamento mas só deve ser usada quando realmente necessária.
O colete equilibrador é uma bolsa que pode ser inflada ou desinflada para ajustar sua flutuabilidade. O colete equilibrador moderno pode ser inflado oralmente ou com o ar do cilindro. Há alguns mecanismos de desinflagem. O colete equilibrador é peça obrigatória do equipamento autônomo. Permite que você ajuste sua flutuabilidade à qualquer profundidade e a qualquer momento.
Há três estilos básicos de colete equilibrador: Frontal (babador), Dorsal (borboleta) e jaqueta (jacket). O colete equilibrador frontal se fixa à frente do tronco. O colete equilibrador dorsal fica nas costas, acoplado ao back-pack e o colete equilibrador tipo jacket é vestido como um casaco sem mangas, envolvendo todo o tronco, atualmente este colete é o mais popular, dado o seu conforto e facilidade.
- Deve conter ar suficiente para lhe dar uma flutuabilidade ampla na superfície.
- Deve ter uma traquéia de inflagem/desinflagem larga, para que o ar possa ser liberado facilmente.
- Deve ter um sistema de inflagem de baixa pressão que lhe possibilite inflar lentamente.
- Deve ter uma válvula de alívio de pressão, para prevenir uma ruptura acidental do colete equilibrador.
- Deve ter formato anatômico e confortável.
O colete equilibrador deve ficar o mais ajustado possível ao seu corpo. Outras características desejáveis são: bolso, apito, prendedores de mangueiras e acessórios.
Os coletes equilibradores são feitos com uma ou duas bolsas. Os coletes equilibradores com duas bolsas tem uma bolsa interna de plástico-uretano, que retém o ar, e uma externa de nylon, que protege a primeira contra cortes furos, etc...Os coletes de uma bolsa são feitos de um tecido emborrachado, o que os torna impermeáveis e resistentes. Atualmente, coletes de uma bolsa são mais populares.
Devem ser ajustados para servir confortavelmente. Coletes muito largos ficam rodando desconfortavelmente no corpo e, muito apertados machucam especialmente quando inflados. Os coletes tipo jacket ou dorsal devem ser montados no cilindro, checando-se o engate do back-pack. Depois de ajustado por seu dupla, para colocar o colete equilibrador, faça ajustes finais nas presilhas, para que fique firme e confortável.
Além de lavar, secar e guardar fora da luz solar, deve-se ter dois cuidados adicionais: - Lave internamente com água doce. - Guarde parcialmente inflado.

O cilindro para mergulho é um container cilíndrico de metal, usado para ar sob alta pressão. Os cilindros vêm numa grande variedade de capacidade, dependendo da pressão de trabalho e volume.
A capacidade de um cilindro é expressa em pés cúbicos de ar comprimido. Algumas capacidades comuns são 50, 64 ou 80 cf. Algumas situações requerem cilindros de maior capacidade, ou mesmo cilindros duplos. As pressões de trabalho podem variar de 1500 libras por polegada quadrada (psi), aproximadamente 102 ATM, à mais de 4000 psi (272 ATM). Aqui, os cilindros mais comuns trabalham a 3000 psi (204 ATM).
Os cilindros para mergulho podem ser feitos de aço ou alumínio. Ambos estão sujeitos à regulamentação por órgãos de normas técnicas (nos E.U.A., o órgão é o U.S. Departament of Transportation, D.O.T.). Esses órgãos requerem que os cilindros de alta pressão recebam marcações específicas, estampas na sua curvatura superior. Estas marcas indicam o tipo de material que são feitos, sua pressão máxima de trabalho, seu número de série, datas dos testes hidrostáticos e a marca do fabricante.
Depende de uma série de fatores, como seu tamanho e tipo de mergulhos que você fará. Consulte seu instrutor para melhor orientação.
Além de fixar o cilindro ao back-pack, o outro preparo requerido é ter seu cilindro cheio numa estação de recarga apropriada.
A torneira abre e fecha o fluxo de ar do cilindro.
- Torneira tipo K, que é um simples mecanismo de abrir e fechar.
- Torneira tipo J, que tem uma manopla de reserva, que permite sinalizar quando a pressão do ar está baixa.
A torneira tipo J tem uma válvula com uma mola que quando virada para baixo, fecha o suprimento de ar quando sua pressão cai até 300 a 500 psi. Neste ponto, a mola vence a pressão, fazendo o descrito acima. Isso sinaliza que o ar está acabando, e que você deve abrir a reserva (virar para cima) e encerrar o mergulho.
Tenha em mente que a torneira J não é um mecanismo confiável para o monitoramento preciso do suprimento de ar. Isto é feito através do manômetro submersível. Todas as torneiras tem um anel de borracha, onde se conecta o regulador. Conhecido com O'ring, este faz a vedação entre a torneira e o regulador e deve ser inspecionado sempre, antes de se conectar o regulador à torneira.
As torneiras tem um aparato de segurança obrigatório, chamado disco de ruptura. Num eventual enchimento do cilindro acima de sua pressão de trabalho ou ainda numa exposição excessiva ao calor, o disco rompe, prevenindo uma situação perigosa.
Virtualmente todas as torneiras de cilindro são feitas de anel cromado. Geralmente quando você escolhe um cilindro, a torneira já vem acoplada. Não existe preparação especial.
Cuidados e Manutenção de Cilindros e Torneiras
Os cilindros de mergulho são pesados, instáveis quando estão de pé e tende a rolar quando estão deitados. Um cilindro que esteja caindo ou rolando pode causar prejuízos não só a torneira, mas a objetos ou pessoas que estejam na sua direção.
Mantenha os cilindros sempre presos e nunca os deixe em pé quando não estiver prestando atenção. Caso você tenha que deixar um cilindro em pé, prenda-o para que este não caia ou bata nas coisas a sua volta. Durante seu transporte, deite e calce os cilindros.
Além de lavados com água doce, externamente, secos e guardados na sombra, como todo o equipamento, cilindros e torneiras possuem condições especiais de manutenção e estocagem. A torneira deve operar fácil e suavemente. Caso você encontre dificuldade para operá-la, não a lubrifique. Deixe que uma loja especializada a conserte. Feche a torneira gentilmente, evite apertá-la em demasia, pois isso pode danificá-la.
Os cilindros sempre devem estar guardados com pressão de 100 a 300 psi para evitar a entrada de umidade. Se um cilindro for guardado por um período maior que 6 meses, recarregue-o novamente, pois o ar pode ter um gosto metálico. Nunca carregue seu cilindro com oxigênio ou outro gás, use apenas ar. O cilindro deve, durante sua recarga, ficar num recipiente com água, o que ajuda a dissipar o calor.
Nunca recarregue seu cilindro a uma pressão maior que a especificada, pois isso leva a fadiga do metal, encurtando a vida útil do cilindro. Cheque com freqüência os pontos de corrosão na pintura, especialmente em áreas cobertas, como sob a bota. Cilindros devem receber um teste de pressão (hidrostático) a cada cinco anos e inspeção visual anualmente. Devem ser feitas por profissionais qualificados.
Fonte: www.mergulhe.com.br
O Snorkel é o que permite a respiração quando o mergulhador se encontra na superfície da água.
As nadadeiras auxiliam e dão mais força aos movimentos.
O colete é que controla a flutuação do mergulhador.
Os reguladores, como o próprio nome já diz, são feitos para regular a pressão do cilindro.
O cilindro armazena o ar respirável.
A máscara protege os olhos e permite a visibilidade.
O cinto de lastro é muito importante pois é utilizado para compensar a flutuação.
A roupa isotérmica mantém o calor natural do corpo dentro da água.
O profundímetro indica a profundidade.
Outros acessórios são: lanternas, bússola, facas, capuz, meias, botas, luvas, etc...
Segundo a atleta de mergulho livre detentora de 4 recordes mundiais e 8 sul americanos, Karol Meyer, os gastos com os equipamentos podem variar. "Se o atleta morar em um local de clima quente durante todo o ano, não precisará de roupa de neoprene. Caso necessite o custo total deve ficar entre R$ 300,00 e 600,00".
Fonte: oradical.uol.com.br