
Meteorito
Todas as noites a atmosfera da Terra é atravessada por grãos de poeira deixados no espaço pelos cometas, que em contacto com o ar aquecem até se desintegrarem completamente, dando origem a um rasto luminoso no céu a que chamamos habitualmente estrela cadente ou mais correctamente meteoro. Estes grãos de poeira pesam normalmente menos de uma grama e muitas vezes nem sequer têm um milímetro de diâmetro. Mesmo assim, são capazes de dar origem às tais estrelas cadentes. Mas, por vezes, a atmosfera terrestre é atravessada por partículas bem maiores que um grão de poeira, bocados de rocha, que produzem um meteoro extremamente brilhante no céu e que chegam a atingir a superfície terrestre. Aí temos um meteorito, um bocado de rocha extraterrestre, que pode ser apanhado e estudado.
Estimativas indicam que por ano caem cerca de 100 mil meteoritos em toda a Terra com mais de um quilo. Grande parte deles não é recuperada ou porque cai no mar ou então em sítios desconhecidos. Sabe-se também que a queda de meteoritos é um fenómeno já observado há vários séculos na Terra, mas que nem sempre foi compreendido. Noutros tempos, quando se via um meteoro, dizia-se que tinha caído um bocado de céu velho, uma afirmação natural, pois para muita gente um meteoro não era mais do que uma estrela, e se uma estrela cai, só pode ser por velhice. Outrora, eram também pedras sagradas, sinais divinos que era preciso saber interpretar.
Fonte: oficina.cienciaviva.pt
Um meteoro é uma raia luminosa de luz no céu (ou uma "estrela cadente") produzida pela entrada de um meteoróide pequeno na atmosfera da Terra. Se você estiver num local com céu escuro e limpo você provavelmente verá alguns por hora em uma noite comum; durante uma das chuvas de meteoro anuais você pode chegar a ver até 100/hora.
Meteoros muito luminosos são conhecidos como bolas de fogo; se você vir uma, por favor avise.

Meteorito
As chuvas de meteoro podem ser muito impressionantes.
As famosas linhas de Samuel Taylor Coleridge em A Rima do Marinheiro Antigo:
O céu explodiu em vida!
E cem bolas de fogo brilharam,
Para lá e para cá elas estavam apressadas!
E para lá e para cá, para dentro e para fora,
As estrelas pálidas dançavam entre elas
E o vento chegando rugiu mais alto,
E as velas suspiraram como capim;
E a chuva verteu abaixo de uma nuvem preta;
A Lua estava atrás dela
Podem ter estado inspiradas pela chuva de meteoro Leônidas que ele testemunhou em 1797.
Os meteoritos são pedaços do sistema solar que caem na Terra. A maioria vem de asteróides, incluindo alguns que se acredita terem vindo especificamente de 4 Vesta; e alguns que provavelmente vêm de cometas. Um número pequeno de meteoritos foram descobertos ser de origem Lunar (23 achados) ou marciana (22).

Meteorito
Um dos meteoritos marcianos, conhecido como ALH84001 (esquerda), acredita-se mostrar evidências de vida primitiva em Marte.
Embora meteoritos possam parecer ser somente pedras enfadonhas, eles são extremamente importantes nisso já que nós podemos analisá-los cuidadosamente em nossos laboratórios. Apesar dos poucos quilos de pedras trazidos da lua pelas missões Apolo e Luna, os meteoritos são nossa única evidência material do universo além da Terra.

Principalmente ferro e níquel; semelhante aos asteróides tipo M

Misturas de ferro e material rochoso assim como os asteróides tipo S

Sem dúvida o maior número de meteoritos se enquadra nesta classe; semelhante em composição aos mantos e crostas dos planetas terrestres

Bem parecido em composição com o Sol sem os voláteis ; semelhante aos asteróides tipo C

Semelhante aos basaltos terrestres; os meteoritos que se acreditam ter sido originados na Lua e Marte são acondritos
Uma "queda" significa que o meteorito foi visto por alguém quando caiu do céu. Um "achado" significa que o meteorito não foi visto cair e foi achado depois do fato. Aproximadamente são testemunhadas 33% das quedas de meteoritos. A tabela a seguir é de um livro de Vagn F. Buchwald. Nela estão todos os meteoritos conhecidos (4.660 ao todo, pesando um total de 494.625 kg) no período entre 1740-1990 (excluindo os meteoritos achados na Antártica).
| Tipo | Queda% | Encontrado% | Peso encontrado | Peso Achado |
|---|---|---|---|---|
| Rochoso | 95,0 | 79,8 | 15.200 | 8.300 |
| Ferro-rochoso | 1,0 | 1,6 | 525 | 8.600 |
| Ferro | 4,0 | 18.6 | 27.000 | 435.000 |
Um número muito grande de meteoróides entra na atmosfera da Terra todo dia chegando a mais de cem toneladas de material. Mas eles são quase todos muito pequenos, só algumas miligramas cada. Só os maiores alcançam a superfície e se tornam meteoritos. O maior meteorito já achado (Hoba, na Namíbia) pesa 60 toneladas.
O meteoróide comum entra na atmosfera entre 10 e 70 km/sec. Mas todos até os muito maiores são rapidamente desacelerados para algumas centenas de km/hora pela fricção atmosférica e atingem a superfície da Terra com muito pouco estrago.
Porém meteoróides maiores que algumas centenas de toneladas são reduzidos em velocidade muito pouco; só estes grandes (e felizmente raros) fazem crateras.

Cratera de Barringer
Um bom exemplo do que acontece quando um asteróide pequeno bate na Terra é a Cratera de Barringer (também conhecida como a Cratera do meteoro) perto de Winslow, Arizona. Foi formada por um meteoro férreo há aproximadamente 50,000 anos atrás ele tinha cerca de 30-50 metros de diâmetro. A cratera tem 1200 metros em diâmetro e 200 metros de profundidade. Foram identificadas aproximadamente 120 crateras de impacto na Terra, tã pelo menos.
Um mais recente impacto aconteceu em 1908 em uma região despovoada remota da Sibéria ocidental conhecida como Tunguska . O objeto tinha aproximadamente 60 metros de diâmetro e provavelmente consistia de muitos pedaços levemente agrupados. Em contraste com o evento da Cratera de Barringer, o objeto Tunguska desintegrou completamente antes de bater no chão e assim nenhuma cratera foi formada. Entretanto, todas as árvores foram derubadas em uma área de 50 quilômetros. O som da explosão foi ouvido em Londres.
Há provavelmente pelo menos 1000 asteróides maiores que 1 km de diâmetro que cruzam a órbita da Terra. Um destes atinge a Terra pelo menos uma vez a cada um milhão de anos em média. Os maiores são menos numerosos e os impactos são menos freqüentes, mas algumas vezes acontecem e com conseqüências desastrosas .

O impacto de um cometa ou asteróide com o tamanho de Hephaistos ou SL9 que bateu na Terra foi provavelmente o responsável há 65 milhões de anos atrás pela extinção dos dinossauros . Deixou uma cratera de 180 km agora enterrada debaixo da selva perto de Chicxulub na Península de Iucatã (direita).
Cálculos baseados no número observado de asteróides sugerem que nós deveríamos esperar aproximadamente 3 crateras de 10 km ou mais a ser formada na Terra a cada milhão de anos. Isto está bem de acordo com os registros geológicos. É mais difícil de computar a freqüência de grandes impactos como o Chicxulub mas uma vez a cada 100 milhões de anos parece uma suposição razoável.
Aqui estão as suposições sobre as conseqüências de impactos de vários tamanhos:
| Diâmetro do Objeto (metros) | Rendimento (megatons) | Intervalo (anos) | Conseqüências |
|---|---|---|---|
| <50 | <10 | <1 | meteoros na atmosfera superior a maioria não alcança superfície |
| 75 | 10 - 100 | 1.000 | os de ferro fazem crateras como a Cratera de Meteoro; os rochosos produzem deslocamentos de ar como Tunguska; impactos em terra destroem uma área do tamanho de uma cidade |
| 160 | 100 - 1.000 | 5.000 | os de ferro e os rochosos atingem o solo; cometas produzem deslocamentos de ar; impactos em terra destroem uma área do tamanho de uma grande área urbana (Nova Iorque, Tóquio) |
| 350 | 1000 - 10.000 | 15.000 | impactos em terra destroem uma área do tamanho de um estado pequeno; impacto no oceano produz tsunamis moderados |
| 700 | 10.000 - 100.000 | 63.000 | impactos em terra destroem uma área do tamanho de um estado médio (Virgínia); impacto no oceano produz tsunamis grandes |
| 1.700 | 100.000 - 1.000.000 | 250.000 | impacto em terra levanta poeira com implicação global; destrói área do tamanho de um estado grande (Califórnia, França) |
Dados de 'Os Perigo do Impacto', por Morrison, Chapman e Slovic, publicado em Perigos devido a Cometas e Asteróides
Estudos mais recentes indicam uma ligeiramente diminuição na freqüência.
Fonte: noveplanetas.astronomia.web.st