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Meteoritos

 

Meteoritos
Meteoritos

Meteoritos são amostras de rocha espacial que caem sobre a superfície da Terra a partir do espaço

A maioria dos Meteoritos são originários de asteróides destruídos por impactos com outros asteróides.

A massa dos meteoritos apresenta alguns dos materiais mais escasso na Terra, muito mais raro do que o ouro, mas nos apresenta algum do material original do qual foi formado a Terra inteira.

Devido à sua escassez e suas origens primitivas, os meteoritos são procurados tanto por colecionadores como pesquisadores.

Existem três tipos principais de meteoritos: pedra, de ferro e de pedra-ferro.

Meteoritos pedra consistem em dois grupos: condritos e acondritos. A maioria dos condritos permaneceram inalteradas desde a sua formação 4,56 bilhões de anos atrás, logo após a formação da Sun. Quase todos os condritos contém chondrules -, gasosas, inclusões esféricas pequenas que se formaram durante a nebulosa solar.

Acondritos parecem ter sido condritos antes de ser alterada por um aquecimento ou impacto de eventos. Esses meteoritos são muito mais raros do que condritos e incluem o grupo HED de asteróide 4 Vesta e SNCs do planeta Marte.

Meteoritos
Meteorito de Ferro

Meteoritos de ferro são considerados peças dos núcleos quebrados de asteróides diferenciadas e contêm quantidades variáveis de níquel.

Este tipo compreende os três grupos básicos: Hexahedrites que contêm 4,5 a 6,5 por cento de níquel, Octahedrites contendo 6,5-13 por cento de níquel e níquel Ataxites com quantidades de 16 a 30 por cento. meteoritos de ferro são o grupo mais comum de meteoritos por peso.

Mesosiderites e Palasitos são os dois principais grupos de meteoritos pedregosos-ferro. Mesosiderites consistem em fragmentos angulares quebrados de rocha manto e níquel-ferro que foram fundidos por impactos com outro corpo. Pallasites, alguns dos meteoritos mais atraentes, são acreditados para ter formado na fronteira manto-núcleo de asteróides e contêm cristais de olivina (peridoto).

Quando os Meteoritos entram na atmosfera da Terra a velocidades é de 11 a 70 km por segundo. O atrito diminui seu tamanho. aquecendo-os, de modo que sua superfície externa começa a queimar (ablação).

Qual é a diferença entre um meteoro, uma estrela cadente e um meteorito?

Fugazes rastos de luz são chamados de meteoros ou estrelas cadentes e eles são criados por pequenas partículas, alguns do tamanho de um grão de arroz, como eles são completamente queimado para o alto na atmosfera: cerca de 100 km (ou 60 milhas) acima da Terra. Eles são mais literalmente, num piscar de olhos.

Detritos espaciais é coletivamente chamado de meteoróides, esses fragmentos maiores que atingem o solo são chamados de meteoritos.

Os meteoróides muito grandes são também conhecidos como asteróides. Se um desses asteróides colidir com a Terra poderia causar uma grande catástrofe.

Meteoritos - Terra

Meteoritos
Meteorito de um fragmento do asteróide Vesta

A entrada de um meteorito na atmosfera da Terra se nos apresenta como um belo efeito visual e as vezes auditivo pela queima do corpo pelo atrito em nossa atmosfera, que nesse caso é chamada de meteoro. Mas, quando um desses luminosos meteoros conseguem chegar a bater no solo, então são chamdos de meteoritos. Mesmo se sua entrada e choque como o solo não forem detectadas, mesmo assim podemos reconhecer um meteorito devido ao contraste em relação as rochas naturais da Terra que, antes de chegar aqui, estavam orbitando o Sol durante cerca de 4.500 milhões de anos.

Por serem fragmentos de outros objetos planetários, principalmente de Asteróides, estas rochas são de suma importancia porque podem ajudar a elucidar a origem e evolução do Sistema Solar. Eles são amostras únicas que podem nos proporcionar uma oportunidade de entender os processos geológicos que aconteceram nas distintas regiões do Sistema Solar.

Meteoritos
Meteorito de Rocha

Os meteoritos primitivos de maior valor são aqueles cuja caída foi presenciada e foram recolhidos pouco tempos depois de chocar-se contra o solo. Estas amostras são de especial utilidade por não terem sido alteradas pelos processos físicos e químicos (chuvas e erosões) típicas da superfície terrestre. Os meteoritos recém-caídos são os mais fáceis de serem identificados, pois possuem uma crosta de fusão produzida pelo atrito com a atmosfera da Terra. Por essa mesma razão, as naves espaciais devem ser protegidas com escudos térmicos, para impedir que se queimem ao reentrarem em nossa atmosfera.

A crosta de fusão podem ser de cor negra ou marrom. As vezes, apresentam estrias dispostas radialmente entre os dois extremos, produzidas por fluxos de partículas superficiais líquidas até atrás. Os meteoritos que apresentam esse aspecto são chamados meteoritos orientados, pois resulta evidente com estiveram orientados durante sua caída. Se encontrar um meteorito com a crosta de fusão completa e sem fraturas, procure manipulá-lo com cuidado, para que a crosta não se desprenda. Para ver o interior do objeto, lime ou corte só uma pequena porção. Se o interior for parecido com algum dos meteoritos descritos anteriormente, leve a amostra a algum laboratório confiável, onde podem examiná-lo e fazer um informe completo sem destruí-lo. Se pensa haver encontrado um meteorito recentemente, procure fotografar a zona em que se encontrava antes de ser recolhido. De preferencia, e se possível, fotografe o local ainda com o meteorito no solo. Se houve formação de cratera, com uma régua, meça o diâmetro e profundidade (que pode ser de alguns centímentros). Comprove se há fragmentos dispersos pelos arredores e, se haver, anote a distãncia aproximada entre eles.

Origem dos Meteoritos

Os meteoritos são especialmente úteis para o geólogo planetário, pois são amostras dos corpos celetes, principalmente de Asteróides. para conseguí-las, dependendos de acasos fortuítos como sua captura pela gravidade da Terra, de chegar a cair no solo e ainda ser descoberto antes que os processos químicos-físicos da Terra modifique parte de suas características. Por enquanto, esta é a única maneira de se conseguir estas amostras, até que naves espaciais possam pousar em Asteróides, recolher amostras e traze-las para serem analisadas em nossos laboratórios em Terra. Do ponto de vista científico, esse material que nos chega do espaço exterior é imprescindível para podermos dar uma primeira vista nos materiais que constituem o Sistema Solar interno.

Os meteoritos mais antigos são resíduos dos primeiros processos que tiveram lugar em nosso Sistema Solar, há uns 4.600 milhões de anos na nebulosa solar de poeira e gases e que posteriormente viria a ser o Sol. Este mesmo material em rotação constituem os materiais primitivos a partir dos quais foram formados os planetas e toda a família solar. Em síntese, os aglomerados de grãos de poeira e gases, em algumas zonas da nebulosa solar, foram submetidas a altíssimas tempeaturas que provocaram sua fusão e formação de gotículas de metal e silicatos (como na lava). Segundo parece, os processos de altas tempraturas que originaram estas gotas foram de curta duração, pois se esfriram rapidamente, formando as esferas de rochas que hoje conhecemos com côndrulos. Os meteoritos que são formados desse material são os objetos chamados condritas.

Em algumas regiões, a temepratura da nebulosa fopi tão alta que os materiais mais voláteis evaporaram da poeira, deixando apenas os resíduos refratários. Em outros, foi tão baixa que os materiais puderam se condensar diretamente a partir do gás da nebulosa. Com o tempo, os condrulos, os resíduos produzidos por evaporação e os materiais condensados, se foram unindo para formar sedimentos nebulares e, finalmente, grandes corpos, os planetessimais, com diâmetros de até decenas de quilômetros. Os meteoros mais primitivos encontrados são amostras dessa mescla de materiais que remotam à criação do Sistema Solar. Em alguns casos, inclusive contém traços de poeira interestelar, sobreviventes dos processos de altas tempraturas que tiveram lugar na nebulosa solar.

Os pequenos corpos planetários dos quais procedem os meteoritos primitivos se formaram em uma zona bastante externa do sistema solar interno, com amplas variações na distribuição dos materiais e em grau de aquecimento sofrido. Planetesimais formados em distintas regiões da nebulosa solar tenderiam, pois, a ter propriedades químicas e estruturas diferentes. Os três grupos principaos de condritos primitivos, que representam essas variações, são os condritos carbonáceos, os enstatíticos, e os condritos ordinários desequilibrados. Em alguns casos, o acúmulo de planetessimais rochosos, e talvez também gelados, chegou a produzir planetas de tamanho frelativamente grande, suficiente para que se alcançassem altas tempraturas em seu interior. A energia necessária, em parte, dos impáctos, porém em maior grau, provavelmente, da desintegração radiotiva de isótopos de vida relativamente curta.

Os corpos de tamanho maior reteriam mais eficasmente o calor produzido em seu interior. O campo magnético solar poderia haver interagido com os materiais dos corpos presentes nas regiões interiores da nebulosa, aquecendo-os por indução. As altas tempraturas transformaram o material condrítico primitivo, de forma semelante como se modificam as rochas nas profundidas da crosta terrestre, produzindo o aparecimento de grandes cristais e novas associações de minerais. Os meteoritos que prodecem desses corpos metamorfozeados se chamam condritos equilibrados, por sua composição química homogênea.

As temperaturas de alguns planetessimais foram tão altas que chegaram a fundir totalmente os materiais primitivos, produzindo as câmaras magmáticas e outras estruturas de atividade ígnea. Os Meteoritos que dão mostra de haverem sofrido este tipo de processo são chamados acondritos, nome que se refere a sua aparência de condrulos. Nos Planetesimais de maior tamanho, total ou parcialmente fundidos, o campo gravitacional provocou a separação dos materiais mais densos, metálicos, do resto do magma silício. Desta maneira se formaram corpos com um núcleo rico em ferro envolto por um manto de silicatos. Os meteoritos metálicos são consideraos análogos ao núcleo terrestre, que deve haver originado da mesma maneira.

Outros tipos de meteoritos, os palasitas são mesclas de metal com alto conteúdo de ferro e cristais de silicatos. provavelmente, representam regiões em que os magmas que deram lugar aos meteoritos acondritos e metálicos se encontravam mesclados, talvez no limite entre o núcleo e o manto dos planetessimais. Os diferentes tipos de meteoritos descritos procedem dos asteróides. Estes, por sua vez, podem ser restos dos materiais a partir dos quais se formaram os planetesimais ou também fragmentos desintegrados por colisões mútuas. Os meteoritos primitivos também poderiam proceder de Cometas. A maioria dos cientistas, sem dúvida, concordam que é improvável que nenhum grande meteorito proceda de um Cometa. De qualquer modo, os Cometas são uma fonte importante de micrometeoritos. Embora os fragmentos cometários não sobrevivem ao impacto com a atmosfera terrestre, em parte por causa que a velocidade relativa à da Terra é maior que a dos asteróides, poderiam ser a causa de alguns dos grandes impactos que a Terra recebeu.

Outras possíveis origens de meteoritos encontrados na Terra e de especial interesse, são corpos provavelmente oriundos de Asteróides (Vesta), da Lua, e de Marte encontados na Austrália e na Antártida. Se assim for, se tratariam das únicas amostras que possuimos de outros planetas. Note que não estamos contando as amostras recolhidas na Luas por ocasião das missões Apollo e da antiga União Soviética.

Meteoritos - O que são

Meteoritos
Meteorito

Meteoritos são fragmentos de corpos sólidos naturais (asteróides, lua, marte, cometas ...), que vindos do espaço penetram a atmosfera terrestre, se incandescem pelo atrito com o ar e atingem a superfície terrestre. A chegada de um meteorito é anunciada pela passagem de um grande meteoro (bólido), chiado e estrondos cacofônicos.

O meteorito recebe o nome da cidade ou localidade mais próxima de onde foi recuperado facilitando, assim, sua localização, este é o motivo de alguns nomes estranhos para os meteoritos. Quando a queda do meteorito é assistida ou se sabe a data em que ele caiu, ele é tido como queda, se for encontrado no campo sem estar relacionado a qualquer evento é considerado um achado.

Os termos meteoros, meteoróides e meteoritos são sempre muito confundidos.

Resumindo temos: um meteoróide é um corpo sólido que seja muito pequeno para ser chamado asteróide ou cometa, que gira ao redor do Sol, ainda no espaço interplanetário. O termo meteoro é usado para descrever a faixa de luz produzida conforme matéria do sistema solar entra na atmosfera de Terra se incandescendo pelo atrito com as partículas de ar. Um meteorito é um meteoróide que sobrevive a passagem atmosférica em forma de meteoro e alcança a superfície da Terra.

Os meteoritos podem ser classificados em: pétreos, formados basicamente de material rochoso, metálicos também chamados de sideritos formados, basicamente da liga metálica ferro-níquel e dos siderolitos, que são meteoritos compostos das duas fases metálica e pétrea. Podemos distinguir os meteoritos também além da composição por sua natureza primitiva ou diferenciada como veremos posteriormente.

A atmosfera terrestre é bombardeada, continuamente, por milhares de meteoritos, estima-se que a Terra seja acrescida diariamente de cerca de 1000 toneladas de material cósmico, dos mais variados tamanhos desde poeira cósmica até meteoritos maiores com alguns kg. Os impactos de grandes meteoritos formadores de crateras são, no entanto, muito raros.

A composição de um grupo especial de meteoritos, os carbonáceos, contém compostos carbônicos complexos que podem ter sido a “semente” da vida na Terra. Algumas extinções em massa, como a dos dinossauros há 65 milhões de anos, estão ligadas a quedas de grandes meteoritos, assim como também a origem e evolução da vida está ligada ao estudo dos meteoritos.

A meteorítica, ciência que estuda os meteoritos, crateras e meteoros, tem adquirido uma nova importância à luz da era espacial. Os meteoritos são formados de material primitivo, sendo como verdadeiros “fósseis” do Sistema Solar, viajantes do espaço e do tempo, revelando as condições sob as quais o Sol e os planetas se formaram.

COMO RECONHECE-LOS?

Distinguir um meteorito das rochas terrestres, requer o conhecimento de algumas características típicas destes objetos. Mineralogicamente, os meteoritos consistem de quantidades variadas de silicatos, ferro-niquelífero, sulfetos e outros minerais em fases menores.

Os meteoritos são subdivididos em três tipos básicos: os sideritos (~90% de ferro e níquel), siderolitos (~50% de ferro), aerólitos (rochosos) no entanto apresentam algumas características comuns como:

Tamanho

Os meteoritos não possuem dimensões fixas; seu peso pode varia de microgramas (micrometeoritos) a várias toneladas. De maneira geral, podemos dizer que os meteoritos metálicos por serem mais resistentes são os maiores, seguidos pelos siderolitos e, por último, os pétreos, que por serem mais frágeis também são os menores.

O maior meteorito conhecido é o siderito HOBA WEST, que ainda permanece no local de sua queda, no sudoeste da África Seu peso aproximado é de 60 toneladas, embora, na época de sua queda, pesasse cerca de 100 toneladas. Está coberto por uma capa de mais de meio metro de uma massa laminada de limonita, formada pela ação do tempo. Não há vestígios de cratera de impacto, acredita-se que este seja o maior tamanho que um meteorito possa chegar aqui na Terra sem se fragmentar e formar crateras. Na Tabela 1, temos uma relação dos maiores meteoritos conhecidos até o momento. O Bendegó já não figura mais entre os 15 maiores, embora tenha sido por muito tempo o segundo maior e o maior em exposição em museu.

Crosta de Fusão

Durante a passagem atmosférica as camadas mais externas do meteorito, funde, e vaporiza se desprendendo do meteorito, deixando um rastro de poeira no ar, no entanto uma fina camada deste material fundido fica aderido na superfície do meteorito após a queda.

Esta película é chamada crosta de fusão, é geralmente preta e fosca, mas podem ser bem diversificadas, podendo ser mais grossas, ou mais finas, pretas, marrom e até mesmo verde, foscas ou vítreas.

Forma

Os meteoritos apresentam as formas bem variadas mesmo antes de penetrarem a atmosfera terrestre ainda no espaço são modificadas devido a erosão por colisões cósmicas; quando penetram a atmosfera terrestre o atrito com a atmosfera provoca a queima ou ablação, a fragmentação o impacto com a superfície e o intemperismo terrestre.

Muitos meteoritos apresentam formas geométricas devido à fragmentação e explosão no final da passagem atmosférica, quando ele é freado e não sofre mais ablação atmosférica responsável pelos sulcos, muito comum nos meteoritos.

Os meteoritos apresentam formatos bem variados, mas há tendências para uma forma equidimensional, principalmente nos aerólitos. Os sideritos são mais irregulares, podendo tanto ter protuberâncias acentuadas, bem como cavidades profundas.

Alguns meteoritos mostram cavidades profundas que teriam formado pela evaporação de inclusões nodulares de troilita e/ ou grafita, durante a passagem pela atmosfera terrestre.

O meteorito cuja forma é bem interessante é o Tucson chega a ser em forma de um anel.

Regmaglitos

Uma outra característica comum nos meteoritos, principalmente nas quedas recentes, é a existência de algumas depressões que se assemelham a marcas de dedos em massa de modelar, chamadas regmaglitos. Se desenvolvem evidentemente pela ablação, durante a passagem atmosférica, assim os meteoritos que se fragmentam durante a fase final do percurso, como os meteoritos pétreos desenvolvem menos regmaglitos

Interior

Cerca de 86% das quedas parece com cimento proveniente de resto de construção e com algumas pintinhas amarronzadas semelhantes a sardas se contrastando com a fina crosta externa preta. Estes mesmos meteoritos podem conter bolinhas arredondadas chamadas de côndrulos, facilmente visíveis ao microscópio.

A presença de ferro-níquel

A grande maioria dos meteoritos contém ferro ou melhor ferro-níquel. Se lixados irão exibir pintinhas com brilho metálico ou interior totalmente de aço sólido, estes últimos em geral se atacados com uma solução de ácido nítrico irá exibir lamelas entrelaçadas chamadas de estrutura de Widmanstätten.

Magnetismo

A grande maioria dos meteoritos é atraída por imã, nos meteoritos metálicos esta atração é mais forte.

Densidade

Os meteoritos em geral são mais densos que as rochas terrestres, principalmente os metálicos que chegam a pesar três a quatro vezes mais que uma rocha terrestre de mesmo tamanho e por isto mais encontrado no campo.

Côndrulos

Esférulas de minerais incrustados nos meteoritos semelhantes a flocos em chocolate

Exceções

Os meteoritos rochosos do tipo acondrito, não irão apresentar as características acima exceto a crosta de fusão e regmaglitos.. Estes meteoritos são raros e praticamente só recuperados de quedas recentes.

COMO RECUPERAR UM METEORITO

Assistir a passagem inesperada de um bólido, fenômeno que dura apenas, alguns segundos é um momento único, indescritível, algo tão emocionante que ninguém se preocuparia em anotar com precisão sua trajetória bem como dados fundamentais para a localização precisa e cálculo da órbita.

Localização

A observação precisa é crucial para a localização de um meteorito.

As observações mais importantes se fazem durante o estágio de bólido, entretanto devido a erros de paralaxe não observamos a trajetória verdadeira, mas sim o percurso aparente observado do chão.

A trajetória verdadeira ou percurso do bólido pode ser bem determinado se tivermos a observação também da altura e do ângulo de descida em pelo menos 2 pontos distantes algumas dezenas de km.

Como não se é de esperar que os observadores estimem a altitude e o azimute do meteoro em graus, e como são as únicas testemunhas, geralmente tão emocionadas que têm seus depoimentos exagerados. Devemos ao entrevistar as testemunhas, leva-las ao local em que estavam na hora que assistiram o evento e faze-las recordar os detalhes mais importantes, tentar fazer se localizar pela posição de edificações, árvores ou montanhas, utilizar uma bússola para determinar o azimute do bólido

Geralmente o bólido é notado bem depois do apex, ponto da aparição no céu, mas avistado até o ponto de retardamento, quando o bólido é totalmente freado pela atmosfera, neste ponto muitas vezes ocorre uma ou várias detonações sendo o ponto final do bólido que escurece e o meteorito passa a cair como uma simples, ou várias, pedras escuras e em queda livre. A determinação deste ponto final é de fundamental importância pois já se encontra mais baixo no ar, é o final da trajetória, em geral o meteorito é recuperado bem próximo a este ponto.

A área da queda do meteorito pode ser determinada plotando-se num mapa o azimute estimado da direção em que seguiu o bólido, deve-se pegar estes dados de diversas localidades distantes algumas dezenas de km em várias direções. Se uma dúzia ou mais de azimutes diferentes for plotado em um mapa as linhas irão se interceptar numa área elíptica, região na qual devemos procurar pelo meteorito (quadro 2). Após a recuperação da primeira amostra, não devemos encerrar a busca e sim procurar por outras amostras nas proximidades, pois a grande maioria dos meteoritos se parte e os fragmentos se distribuem nesta área chamada de elipse de dispersão.

meteorito de Ibitira foi o único exemplo de meteorito brasileiro recuperado de maneira científica por um grupo de astrônomos amadores de Belo Horizonte

Meteoritos - Tipos

Meteoritos são muitas vezes classificados de acordo com o material que se encontra nos seus núcleos.

A maioria dos meteoritos são classificados como rochosos, o que significa que eles contêm uma rocha primitiva. Curiosamente, alguns desses meteoritos também contêm aminoácidos, que são os blocos de construção das proteínas.

A segunda classificação são os meteoritos de ferro, que contêm grandes quantidades de ferro e níquel. Devido ao alto teor de ferro, estes são muitas vezes meteoritos magnéticos.

Meteoritos
Meteorito

Os meteoritos podem ser divididos em três grupos básicos que são: os metálicos, metálicos-pétreos, e os pétreos, cada uma destas classes pode ser ainda subdividida em grupos menores, com propriedades distintas.

Aerolitos (pétreos)

Condritos (85,7%)

Ordinários (80%)
Carbonáceos (3%)
Enstatita (2%)
Outros (0,7%)

Achondritos (7.1%)

Grupo HED (Vesta)
Grupo SNC (marcianos)
Aubrito
Ureilito

Siderolitos (metálicos- péteros) (1.5%)

Palasitos
Mesosideritos

Sideritos (metálicos) (5.7%)

Os meteoritos mais comuns são os do tipo condritos, que são meteoritos pétreos não diferenciados, ou seja nunca foram fundidos no interior de um planeta. Os condritos são os objetos mais antigos que conhecemos de 4,55 a 4,6 bilhões de anos, que é a idade aproximada do sistema solar. Eles são considerados amostras prístinas de matéria dos primórdios do sistema solar. Alguns meteoritos, cujas propriedades diferem das encontradas em vários condritos, sugerem a localização na qual eles foram formados. Enstatita condritos são mais ricos em ferro e menos em oxigênio, e acredita-se que tenham se formado no interior do sistema solar. Acredita-se que as condritos ordinários, do tipo mais comum, contém tanto elementos voláteis quanto oxidados, teriam se formado no interior do cinturão de asteróide. Acredita-se que os condritos carbonáceos, que tem as proporções mais altas de elementos voláteis, e oxigênio, tenham se originado em distâncias, ainda maiores, do Sol.

Os demais tipos de meteoritos foram geologicamente diferenciados ou reprocessados pela fusão e recristalização de material do tipo condrítico no interior de corpos planetários. Os acondritos são meteoritos rochosos e teriam se formado nas partes do manto e crosta planetária, têm texturas e mineralogia distintas, indicativo de processos ígneos. Palasitos são meteoritos metálicos-pétreos, compostos de olivina no interior do ferro-niquelífero. Meteoritos metálicos são classificados em treze grupos principais e consistem principalmente de ligas de níquel-ferro, com quantias secundárias de carbono, enxofre, e fósforo. Estes meteoritos formaram-se quando o metal fundido separou-se do silicato, menos denso, sendo que o ferro migrou para o núcleo enquanto que o silicato para as partes mais externas.

Fonte: rgregio.astrodatabase.net/www.meteoritos.kit.net/www.armaghplanet.com

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