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Meteoritos

A entrada de um meteoróide na atmosfera da Terra se nos apresenta como um belo efeito visual e as vezes auditivo pela queima do corpo pelo atrito em nossa atmosfera, que nesse caso é chamada de meteoro. Mas, quando um desses luminosos meteoros conseguem chegar a bater no solo, então são chamdos de meteoritos. Mesmo se sua entrada e choque como o solo não forem detectadas, mesmo assim podemos reconhecer um meteorito devido ao contraste em relação as rochas naturais da Terra que, antes de chegar aqui, estavam orbitando o Sol durante cerca de 4.500 milhões de anos.

Meteorito
Aspecto de um Meteorito Recentemente Caído

Por serem fragmentos de outros objetos planetários, principalmente de Asteróides, estas rochas são de suma importancia porque podem ajudar a elucidar a origem e evolução do Sistema Solar. Eles são amostras únicas que podem nos proporcionar uma oportunidade de entender os processos geológicos que aconteceram nas distintas regiões do Sistema Solar.

Os meteoritos primitivos de maior valor são aqueles cuja caída foi presenciada e foram recolhidos pouco tempos depois de chocar-se contra o solo. Estas amostras são de especial utilidade por não terem sido alteradas pelos processos físicos e químicos (chuvas e erosões) típicas da superfície terrestre. Os meteoritos recém-caídos são os mais fáceis de serem identificados, pois possuem uma crosta de fusão produzida pelo atrito com a atmosfera da Terra. Por essa mesma razão, as naves espaciais devem ser protegidas com escudos térmicos, para impedir que se queimem ao reentrarem em nossa atmosfera.

A crosta de fusão podem ser de cor negra ou marrom. As vezes, apresentam estrias dispostas radialmente entre os dois extremos, produzidas por fluxos de partículas superficiais líquidas até atrás. Os meteoritos que apresentam esse aspecto são chamados meteoritos orientados, pois resulta evidente com estiveram orientados durante sua caída. Se encontrar um meteorito com a crosta de fusão completa e sem fraturas, procure manipulá-lo com cuidado, para que a crosta não se desprenda. Para ver o interior do objeto, lime ou corte só uma pequena porção. Se o interior for parecido com algum dos meteoritos descritos anteriormente, leve a amostra a algum laboratório confiável, onde podem examiná-lo e fazer um informe completo sem destruí-lo. Se pensa haver encontrado um meteorito recentemente, procure fotografar a zona em que se encontrava antes de ser recolhido. De preferencia, e se possível, fotografe o local ainda com o meteorito no solo. Se houve formação de cratera, com uma régua, meça o diâmetro e profundidade (que pode ser de alguns centímentros). Comprove se há fragmentos dispersos pelos arredores e, se haver, anote a distãncia aproximada entre eles.

Origem dos Meteoritos

Os meteoritos são especialmente úteis para o geólogo planetário, pois são amostras dos corpos celetes, principalmente de Asteróides. para conseguí-las, dependendos de acasos fortuítos como sua captura pela gravidade da Terra, de chegar a cair no solo e ainda ser descoberto antes que os processos químicos-físicos da Terra modifique parte de suas características. Por enquanto, esta é a única maneira de se conseguir estas amostras, até que naves espaciais possam pousar em Asteróides, recolher amostras e traze-las para serem analisadas em nossos laboratórios em Terra. Do ponto de vista científico, esse material que nos chega do espaço exterior é imprescindível para podermos dar uma primeira vista nos materiais que constituem o Sistema Solar interno.

Os meteoritos mais antigos são resíduos dos primeiros processos que tiveram lugar em nosso Sistema Solar, há uns 4.600 milhões de anos na nebulosa solar de poeira e gases e que posteriormente viria a ser o Sol. Este mesmo material em rotação constituem os materiais primitivos a partir dos quais foram formados os planetas e toda a família solar. Em síntese, os aglomerados de grãos de poeira e gases, em algumas zonas da nebulosa solar, foram submetidas a altíssimas tempeaturas que provocaram sua fusão e formação de gotículas de metal e silicatos (como na lava). Segundo parece, os processos de altas tempraturas que originaram estas gotas foram de curta duração, pois se esfriram rapidamente, formando as esferas de rochas que hoje conhecemos com cóndrulos. Os meteoritos que são formados desse material são os objetos chamados condritas.

Em algumas regiões, a temepratura da nebulosa fopi tão alta que os materiais mais voláteis evaporaram da poeira, deixando apenas os resíduos refratários. Em outros, foi tão baixa que os materiais puderam se condensar diretamente a partir do gás da nebulosa. Com o tempo, os condrulos, os resíduos produzidos por evaporação e os materiais condensados, se foram unindo para formar sedimentos nebulares e, finalmente, grandes corpos, os planetessimais, com diâmetros de até decenas de quilômetros. Os meteoros mais primitivos encontrados são amostras dessa mescla de materiais que remotam à criação do Sistema Solar. Em alguns casos, inclusive contém traços de poeira interestelar, sobreviventes dos processos de altas tempraturas que tiveram lugar na nebulosa solar.

Os pequenos corpos planetários dos quais procedem os meteoritos primitivos se formaram em uma zona bastante externa do sistema solar interno, com amplas variações na distribuição dos materiais e em grau de aquecimento sofrido. Planetesimais formados em distintas regiões da nebulosa solar tenderiam, pois, a ter propriedades químicas e estruturas diferentes. Os três grupos principaos de condritos primitivos, que representam essas variações, são os condritos carbonáceos, os enstatíticos, e os condritos ordinários desequilibrados. Em alguns casos, o acúmulo de planetessimais rochosos, e talvez também gelados, chegou a produzir planetas de tamanho frelativamente grande, suficiente para que se alcançassem altas tempraturas em seu interior. A energia necessária, em parte, dos impáctos, porém em maior grau, provavelmente, da desintegração radiotiva de isótopos de vida relativamente curta.

Os corpos de tamanho maior reteriam mais eficasmente o calor produzido em seu interior. O campo magnético solar poderia haver interagido com os materiais dos corpos presentes nas regiões interiores da nebulosa, aquecendo-os por indução. As altas tempraturas transformaram o material condrítico primitivo, de forma semelante como se modificam as rochas nas profundidas da crosta terrestre, produzindo o aparecimento de grandes cristais e novas associações de minerais. Os meteoritos que prodecem desses corpos metamorfozeados se chamam condritos equilibrados, por sua composição química homogênea.

As temperaturas de alguns planetessimais foram tão altas que chegaram a fundir totalmente os materiais primitivos, produzindo as câmaras magmáticas e outras estruturas de atividade ígnea. Os Meteoritos que dão mostra de haverem sofrido este tipo de processo são chamados acondritos, nome que se refere a sua aparência de condrulos. Nos Planetesimais de maior tamanho, total ou parcialmente fundidos, o campo gravitacional provocou a separação dos materiais mais densos, metálicos, do resto do magma silício. Desta maneira se formaram corpos com um núcleo rico em ferro envolto por um manto de silicatos. Os meteoritos metálicos são consideraos análogos ao núcleo terrestre, que deve haver originado da mesma maneira.

Outros tipos de meteoritos, os palasitas são mesclas de metal com alto conteúdo de ferro e cristais de silicatos. provavelmente, representam regiões em que os magmas que deram lugar aos meteoritos acondritos e metálicos se encontravam mesclados, talvez no limite entre o núcleo e o manto dos planetessimais. Os diferentes tipos de meteoritos descritos procedem dos asteróides. Estes, por sua vez, podem ser restos dos materiais a partir dos quais se formaram os planetesimais ou também fragmentos desintegrados por colisões mútuas. Os meteoritos primitivos também poderiam proceder de Cometas. A maioria dos cientistas, sem dúvida, concordam que é improvável que nenhum grande meteorito proceda de um Cometa. De qualquer modo, os Cometas são uma fonte importante de micrometeoritos. Embora os fragmentos cometários não sobrevivem ao impacto com a atmosfera terrestre, em parte por causa que a velocidade relativa à da Terra é maior que a dos asteróides, poderiam ser a causa de alguns dos grandes impactos que a Terra recebeu.

Outras possíveis origens de meteoritos encontrados na Terra e de especial interesse, são corpos provavelmente oriundos de Asteróides (Vesta), da Lua, e de Marte encontados na Austrália e na Antártida. Se assim for, se tratariam das únicas amostras que possuimos de outros planetas. Note que não estamos contando as amostras recolhidas na Luas por ocasião das missões Apollo e da antiga União Soviética.

Fonte: rgregio.astrodatabase.net

Meteoritos

O QUE SÃO METEORITOS ?

Meteoritos são fragmentos de corpos sólidos naturais (asteróides, lua, marte, cometas ...), que vindos do espaço penetram a atmosfera terrestre, se incandescem pelo atrito com o ar e atingem a superfície terrestre. A chegada de um meteorito é anunciada pela passagem de um grande meteoro (bólido), chiado e estrondos cacofônicos.

O meteorito recebe o nome da cidade ou localidade mais próxima de onde foi recuperado facilitando, assim, sua localização, este é o motivo de alguns nomes estranhos para os meteoritos. Quando a queda do meteorito é assistida ou se sabe a data em que ele caiu, ele é tido como queda, se for encontrado no campo sem estar relacionado a qualquer evento é considerado um achado.

Os termos meteoros, meteoróides e meteoritos são sempre muito confundidos. Resumindo temos: um meteoróide é um corpo sólido que seja muito pequeno para ser chamado asteróide ou cometa, que gira ao redor do Sol, ainda no espaço interplanetário. O termo meteoro é usado para descrever a faixa de luz produzida conforme matéria do sistema solar entra na atmosfera de Terra se incandescendo pelo atrito com as partículas de ar. Um meteorito é um meteoróide que sobrevive a passagem atmosférica em forma de meteoro e alcança a superfície da Terra.

Os meteoritos podem ser classificados em: pétreos, formados basicamente de material rochoso, metálicos também chamados de sideritos formados, basicamente da liga metálica ferro-níquel e dos siderolitos, que são meteoritos compostos das duas fases metálica e pétrea. Podemos distinguir os meteoritos também além da composição por sua natureza primitiva ou diferenciada como veremos posteriormente.

A atmosfera terrestre é bombardeada, continuamente, por milhares de meteoritos, estima-se que a Terra seja acrescida diariamente de cerca de 1000 toneladas de material cósmico, dos mais variados tamanhos desde poeira cósmica até meteoritos maiores com alguns kg. Os impactos de grandes meteoritos formadores de crateras são, no entanto, muito raros.

A composição de um grupo especial de meteoritos, os carbonáceos, contém compostos carbônicos complexos que podem ter sido a “semente” da vida na Terra. Algumas extinções em massa, como a dos dinossauros há 65 milhões de anos, estão ligadas a quedas de grandes meteoritos, assim como também a origem e evolução da vida está ligada ao estudo dos meteoritos.

A meteorítica, ciência que estuda os meteoritos, crateras e meteoros, tem adquirido uma nova importância à luz da era espacial. Os meteoritos são formados de material primitivo, sendo como verdadeiros “fósseis” do Sistema Solar, viajantes do espaço e do tempo, revelando as condições sob as quais o Sol e os planetas se formaram.

COMO RECONHECE-LOS?

Distinguir um meteorito das rochas terrestres, requer o conhecimento de algumas características típicas destes objetos. Mineralogicamente, os meteoritos consistem de quantidades variadas de silicatos, ferro-niquelífero, sulfetos e outros minerais em fases menores.

Os meteoritos são subdivididos em três tipos básicos: os sideritos (~90% de ferro e níquel), siderolitos (~50% de ferro), aerólitos (rochosos) no entanto apresentam algumas características comuns como:

Tamanho

Os meteoritos não possuem dimensões fixas; seu peso pode varia de microgramas (micrometeoritos) a várias toneladas. De maneira geral, podemos dizer que os meteoritos metálicos por serem mais resistentes são os maiores, seguidos pelos siderolitos e, por último, os pétreos, que por serem mais frágeis também são os menores.

O maior meteorito conhecido é o siderito HOBA WEST, que ainda permanece no local de sua queda, no sudoeste da África Seu peso aproximado é de 60 toneladas, embora, na época de sua queda, pesasse cerca de 100 toneladas. Está coberto por uma capa de mais de meio metro de uma massa laminada de limonita, formada pela ação do tempo. Não há vestígios de cratera de impacto, acredita-se que este seja o maior tamanho que um meteorito possa chegar aqui na Terra sem se fragmentar e formar crateras. Na Tabela 1, temos uma relação dos maiores meteoritos conhecidos até o momento. O Bendegó já não figura mais entre os 15 maiores, embora tenha sido por muito tempo o segundo maior e o maior em exposição em museu.

Meteorito
Meteorito de Bendegó – Museu Nacional

Meteorito
Meteorito de Hoba-West - Namíbia, África

Crosta de Fusão

Durante a passagem atmosférica as camadas mais externas do meteorito, funde, e vaporiza se desprendendo do meteorito, deixando um rastro de poeira no ar, no entanto uma fina camada deste material fundido fica aderido na superfície do meteorito após a queda.

Esta película é chamada crosta de fusão, é geralmente preta e fosca, mas podem ser bem diversificadas, podendo ser mais grossas, ou mais finas, pretas, marrom e até mesmo verde, foscas ou vítreas.

Meteorito
Campos Sales – Ceará, Brasil

Forma

Os meteoritos apresentam as formas bem variadas mesmo antes de penetrarem a atmosfera terrestre ainda no espaço são modificadas devido a erosão por colisões cósmicas; quando penetram a atmosfera terrestre o atrito com a atmosfera provoca a queima ou ablação, a fragmentação o impacto com a superfície e o intemperismo terrestre.

Muitos meteoritos apresentam formas geométricas devido à fragmentação e explosão no final da passagem atmosférica, quando ele é freado e não sofre mais ablação atmosférica responsável pelos sulcos, muito comum nos meteoritos.

Os meteoritos apresentam formatos bem variados, mas há tendências para uma forma equidimensional, principalmente nos aerólitos. Os sideritos são mais irregulares, podendo tanto ter protuberâncias acentuadas, bem como cavidades profundas.

Alguns meteoritos mostram cavidades profundas que teriam formado pela evaporação de inclusões nodulares de troilita e/ ou grafita, durante a passagem pela atmosfera terrestre.

O meteorito cuja forma é bem interessante é o Tucson chega a ser em forma de um anel,

Regmaglitos

Uma outra característica comum nos meteoritos, principalmente nas quedas recentes, é a existência de algumas depressões que se assemelham a marcas de dedos em massa de modelar, chamadas regmaglitos. Se desenvolvem evidentemente pela ablação, durante a passagem atmosférica, assim os meteoritos que se fragmentam durante a fase final do percurso, como os meteoritos pétreos desenvolvem menos regmaglitos Assim sã geralmente mais marcantes nos sideritos, como exemplo no siderito Cabin Creek, da figura I - 10, que mostra a maneira pela qual essa estrutura se desenvolveu melhor na face frontal.

Meteorito

Interior

Cerca de 86% das quedas parece com cimento proveniente de resto de construção e com algumas pintinhas amarronzadas semelhantes a sardas se contrastando com a fina crosta externa preta. Estes mesmos meteoritos podem conter bolinhas arredondadas chamadas de côndrulos, facilmente visíveis ao microscópio.

Meteorito

A presença de ferro-níquel

A grande maioria dos meteoritos contém ferro ou melhor ferro-níquel. Se lixados irão exibir pintinhas com brilho metálico ou interior totalmente de aço sólido, estes últimos em geral se atacados com uma solução de ácido nítrico irá exibir lamelas entrelaçadas chamadas de estrutura de Widmanstätten.

Meteorito
Cape York ( estrutura de Widmanstätten)

Magnetismo

A grande maioria dos meteoritos é atraída por imã, nos meteoritos metálicos esta atração é mais forte.

Densidade

Os meteoritos em geral são mais densos que as rochas terrestres, principalmente os metálicos que chegam a pesar três a quatro vezes mais que uma rocha terrestre de mesmo tamanho e por isto mais encontrado no campo.

Côndrulos

Esférulas de minerais incrustados nos meteoritos semelhantes a flocos em chocolate

Meteorito
Côndrulos ao microscópio

Exceções

Os meteoritos rochosos do tipo acondrito, não irão apresentar as características acima exceto a crosta de fusão e regmaglitos.. Estes meteoritos são raros e praticamente só recuperados de quedas recentes.

COMO RECUPERAR UM METEORITO

Assistir a passagem inesperada de um bólido, fenômeno que dura apenas, alguns segundos é um momento único, indescritível, algo tão emocionante que ninguém se preocuparia em anotar com precisão sua trajetória bem como dados fundamentais para a localização precisa e cálculo da órbita.

Localização

A observação precisa é crucial para a localização de um meteorito.

As observações mais importantes se fazem durante o estágio de bólido, entretanto devido a erros de paralaxe não observamos a trajetória verdadeira, mas sim o percurso aparente observado do chão.

A trajetória verdadeira ou percurso do bólido pode ser bem determinado se tivermos a observação também da altura e do ângulo de descida em pelo menos 2 pontos distantes algumas dezenas de km, ver figura 1.

Meteorito

Como não se é de esperar que os observadores estimem a altitude e o azimute do meteoro em graus, e como são as únicas testemunhas, geralmente tão emocionadas que têm seus depoimentos exagerados. Devemos ao entrevistar as testemunhas, leva-las ao local em que estavam na hora que assistiram o evento e faze-las recordar os detalhes mais importantes, tentar fazer se localizar pela posição de edificações, árvores ou montanhas, utilizar uma bússola para determinar o azimute do bólido

Geralmente o bólido é notado bem depois do apex, ponto da aparição no céu, mas avistado até o ponto de retardamento, quando o bólido é totalmente freado pela atmosfera, neste ponto muitas vezes ocorre uma ou várias detonações sendo o ponto final do bólido que escurece e o meteorito passa a cair como uma simples, ou várias, pedras escuras e em queda livre. A determinação deste ponto final é de fundamental importância pois já se encontra mais baixo no ar, é o final da trajetória, em geral o meteorito é recuperado bem próximo a este ponto.

Meteorito

A área da queda do meteorito pode ser determinada plotando-se num mapa o azimute estimado da direção em que seguiu o bólido, deve-se pegar estes dados de diversas localidades distantes algumas dezenas de km em várias direções. Se uma dúzia ou mais de azimutes diferentes for plotado em um mapa as linhas irão se interceptar numa área elíptica, região na qual devemos procurar pelo meteorito (quadro 2). Após a recuperação da primeira amostra, não devemos encerrar a busca e sim procurar por outras amostras nas proximidades, pois a grande maioria dos meteoritos se parte e os fragmentos se distribuem nesta área chamada de elipse de dispersão.

Meteorito

O meteorito de Ibitira foi o único exemplo de meteorito brasileiro recuperado de maneira científica por um grupo de astrônomos amadores de Belo Horizonte

Tipos de Meteoritos

Os meteoritos podem ser divididos em três grupos básicos que são: os metálicos, metálicos-pétreos, e os pétreos, cada uma destas classes pode ser ainda subdividida em grupos menores, com propriedades distintas.

Aerolitos (pétreos)

Condritos (85,7%)

Ordinários (80%)
Carbonáceos (3%)
Enstatita (2%)
Outros (0,7%)

Achondritos (7.1%)

grupo HED (Vesta)
grupo SNC (marcianos)
Aubrito
Ureilito

Siderolitos (metálicos- péteros) (1.5%)

Palasitos
Mesosideritos

Sideritos (metálicos) (5.7%)

Os meteoritos mais comuns são os do tipo condritos, que são meteoritos pétreos não diferenciados, ou seja nunca foram fundidos no interior de um planeta. Os condritos são os objetos mais antigos que conhecemos de 4,55 a 4,6 bilhões de anos, que é a idade aproximada do sistema solar. Eles são considerados amostras prístinas de matéria dos primórdios do sistema solar. Alguns meteoritos, cujas propriedades diferem das encontradas em vários condritos, sugerem a localização na qual eles foram formados. Enstatita condritos são mais ricos em ferro e menos em oxigênio, e acredita-se que tenham se formado no interior do sistema solar. Acredita-se que as condritos ordinários, do tipo mais comum, contém tanto elementos voláteis quanto oxidados, teriam se formado no interior do cinturão de asteróide. Acredita-se que os condritos carbonáceos, que tem as proporções mais altas de elementos voláteis, e oxigênio, tenham se originado em distâncias, ainda maiores, do Sol.

Os demais tipos de meteoritos foram geologicamente diferenciados ou reprocessados pela fusão e recristalização de material do tipo condrítico no interior de corpos planetários. Os acondritos são meteoritos rochosos e teriam se formado nas partes do manto e crosta planetária, têm texturas e mineralogia distintas, indicativo de processos ígneos. Palasitos são meteoritos metálicos-pétreos, compostos de olivina no interior do ferro-niquelífero. Meteoritos metálicos são classificados em treze grupos principais e consistem principalmente de ligas de níquel-ferro, com quantias secundárias de carbono, enxofre, e fósforo. Estes meteoritos formaram-se quando o metal fundido separou-se do silicato, menos denso, sendo que o ferro migrou para o núcleo enquanto que o silicato para as partes mais externas.

Meteorito

Fonte: www.meteoritos.kit.net

Meteoritos

Diariamente, a Terra é alvo de uma artilharia pesada composta por fragmentos espaciais, que, somados, podem ultrapassar 50 toneladas!

Para nossa sorte, entretanto, ao entrar na atmosfera terrestre, a maior parte desse bombardeio se transforma em minúsculos grãos de areia, chamados de microasteróides. O restante, os poucos corpos que cruzam os céus, deixando um rastro de luz, são os meteoros, popularmente conhecidos como estrelas cadentes. Quando alcançam a superfície do planeta, eles são chamados de meteoritos. Esses corpos são provenientes dos asteróides, as massas rochosas que chegam a ter até 1000 quilômetros de diâmetro e que se concentram principalmente entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Catástrofe que vem do céu

Meteorito
Uma enorme cratera no sul da Alemanha, onde, no seu interior, foi fundada a cidade de Nördlingen, hoje com 20 mil habitantes

Uma enorme cratera no sul da Alemanha, onde, no seu interior, foi fundada a cidade de Nördlingen, hoje com 20 mil habitantes, é exemplo do poder de destruição que vem do céu. Há 15 milhões de anos, um asteróide, com 600 metros de diâmetro, caiu nessa região, destruindo plantas e animais. O círculo, com 24 quilômetros de diâmetro, é a cicatriz exposta de uma grande catástrofe do passado.

Poder destrutivo

Meteorito
A cratera de Barringer, no Arizona, EUA, com 1,5 quilômetro de diâmetro por 230 metros de profundidade, é atribuida a um meteorito que caiu na Terra há 50 mil anos.

A cratera de Barringer, no Arizona, EUA, com 1,5 quilômetro de diâmetro por 230 metros de profundidade, é atribuida a um meteorito que caiu na Terra há 50 mil anos. Seu peso era espetacular: 300 mil toneladas, podendo atingir a velocidade de 70 quilômetros por segundo, o bastante para desencadear efeitos destrutivos de várias explosões nucleares.

O asteróide que mudou a história O espetacular choque de um corpo celeste contra a Terra, há 65 milhões de anos, acabou com os dinossauros. Seu poder explosivo foi 250 mil vezes maior que o da bomba atômica de Hiroshima, em 1945. Com o choque, bilhões de toneladas de rochas foram instantaneamente derretidas e pulverizadas, criando uma pavorosa nuvem em formato de cogumelo, com quase 20 quilômetros de altura. Contudo, como essa própria teoria, o local onde teria acontecido tal catástrofe ainda é discutível. Muitas pesquisas apontam a cratera de Chicxulub (com 180 quilômetros de diâmetro, com parte na terra e parte submersa no mar), na região da península de Yucatán, no México, como o alvo daquele objeto mortífero, que teria diâmetro de 13 quilômetros. Muitas das crateras criadas pelo choque de corpos extraterrestres na Terra foram apagadas pela erosão (mas sobraram as maiores, como a de Nördlingen), que somam 150 em todo o planeta.

Fonte: www.fenomeno.trix.net

Meteoritos

Hoje temos um conhecimento profundo sobre a composição, a origem e os processos sofridos pelas rochas que compõem o nosso Planeta. Temos ainda um razoável conhecimento em primeira mão sobre as rochas lunares, a partir dos 382 kg de amostras colhidas pelos astronautas do programa Apolo.

E dos outros corpos do Sistema Solar?

Há análises químicas obtidas diretamente nas superfícies de Vénus e de Marte pelas sondas robóticas que lá pousaram, mas estas análises não são controladas por análises petrográficas (análise microscópica dos minerais e das suas relações geométricas), que não se podem fazer remotamente.

Mas também temos outra ajuda preciosa para conhecer a geologia extraterrestre: os meteoritos.

As "estrelas cadentes" que se podem ver quase todas as noites e são particularmente numerosas em algumas épocas do ano, são meteoros: pedaços de asteróides e de outros corpos que atingem altíssimas temperaturas pelo atrito que sofrem ao atravessar a atmosfera, de tal modo que a maioria se vaporiza antes de atingir o solo. Se um meteoro tem dimensão suficiente para sobreviver à travessia da atmosfera, atinge a superfície terrestre e pode ser encontrado e estudado: é um meteorito. A terminação "ito", em português, significa "rocha", como em granito - rocha granular - tal como a terminação "ite", como em volframite, significa "mineral". Assim, um meteorito é uma rocha do céu.

E temos muito material para estudar. Crê-se que todos os dias a nossa atmosfera é atravessada por mais de cem toneladas de meteoros, embora a maioria se vaporize. Em todo o caso, neste momento já se conhecem e estão catalogados meteoritos num total de cerca de 500 toneladas.

É possível classificar os meteoritos em várias categorias segundo a sua textura e a sua composição química e mineralógica.

As mais importantes são:

1. Condritos

São os mais comuns (cerca de 82% do total de meteoritos). Meteoritos líticos (de composição semelhante a rochas terrestres), caracterizam-se por terem côndrulos: pequenas esferas (cerca de 1mm) de minerais fundidos.

1.1. Condritos comuns.

95% dos condritos.

1.2. Condritos carbonáceos.

Caracterizam-se por terem carbono - o elemento mais essencial para a vida - na sua composição.

2. Acondritos

São também meteoritos líticos, tal como os condritos, mas não apresentam côndrulos. Constituem cerca de 8 % dos meteoritos e são, talvez, os mais interessantes para a ciência planetária pelas suas supostas origens.

2.1. Tipo HED (Howarditos, Eucritos, Diogenitos), supõe-se provirem do asteróide 4 Vesta, do solo, da crosta basáltica ou de maiores profundidades.

2.2. Tipo SNC (Shergottitos, Nakhlitos, Chassignitos), supõe-se provirem de Marte, basaltos, peridotitos e dunitos. O meteorito ALH84001, onde se pensou encontrar fósseis de bactérias era um acondrito de tipo SNC.

2.3. Lunares, que, como o seu nome indica serão provenientes da lua.

2.4. Outros tipos, geralmente associados a vários tipos de asteróides.

3. Sideritos

Constituídos por ligas cristalinas de ferro e níquel, são cerca de 5% dos meteoritos. Caracterizam-se pelas estruturas de Widmanstatten. A sua composição deve assemelhar-se à do núcleo terrestre.

4. Siderólitos

São misturas de ligas Fe-Ni e materiais líticos. Raros (cerca de 1% do total), pensa-se que a sua composição deve ser semelhante à da zona de transição núcleo/manto na Terra.

A queda de meteoritos é a responsável pelo craterismo que modela a superfície de Mercúrio, da Lua, de Marte, mas também da Terra e dos planetas com atmosferas. Neste caso, só os maiores atingem a superfície, com energias da ordem das megatoneladas de TNT, pensando-se que possam ter sido responsáveis pelas grandes extinções faunísticas dos finais dos períodos Pérmico e Cretácico.

Todas as noites a atmosfera da Terra é atravessada por grãos de poeira deixados no espaço pelos cometas, que em contato com o ar aquecem até se desintegrarem completamente, dando origem a um rasto luminoso no céu a que chamamos habitualmente estrela cadente ou mais corretamente meteoro. Estes grãos de poeira pesam normalmente menos de uma grama e muitas vezes nem sequer têm um milímetro de diâmetro. Mesmo assim, são capazes de dar origem às tais estrelas cadentes. Mas, por vezes, a atmosfera terrestre é atravessada por partículas bem maiores que um grão de poeira, bocados de rocha, que produzem um meteoro extremamente brilhante no céu e que chegam a atingir a superfície terrestre. Aí temos um meteorito, um bocado de rocha extraterrestre, que pode ser apanhado e estudado.

Meteorito
Meteorito

Estimativas indicam que por ano caem cerca de 100 mil meteoritos em toda a Terra com mais de um quilo. Grande parte deles não é recuperada ou porque cai no mar ou então em sítios desconhecidos.

Sabe-se também que a queda de meteoritos é um fenómeno já observado há vários séculos na Terra, mas que nem sempre foi compreendido. Noutros tempos, quando se via um meteoro, dizia-se que tinha caído um bocado de céu velho, uma afirmação natural, pois para muita gente um meteoro não era mais do que uma estrela, e se uma estrela cai, só pode ser por velhice. Outrora, eram também pedras sagradas, sinais divinos que era preciso saber interpretar.

Fonte: www.uc.pt

Meteoritos

Características

Os meteoritos são menos previsíveis que os cometas. Surgem sem aviso prévio e sempre com muita pressa, a uma velocidade que varia em 12 e 70 km/s. Ao entrar na atmosfera, sofre um aquecimento brusco que dá um brilho intenso - ocasionando um fenômeno rapidíssimo. Os meteoritos podem até ser chamados popularmente de "estrela cadente".

Meteorito
Meteorito

Tamanho é documento?

Quando são pequenos grãos de poeira, consomem-se inteiramente durante o percurso na atmosfera. Outros, extremamente raros, podem ser gigantescos e quando batem no solo terrestre vaporizam-se e desaparecem. O impacto atinge proporções de um pequeno terremoto, abrindo uma cratera, arrastando bosques existentes e matando todos os animais.

Asteróides ou meteoros?

São pequenos demais para serem considerados asteróides, mas os meteoritos são supostamente fragmentos arrancados de asteróides, por colisões ou destroços de cometas. Os meteoritos são corpos sólidos que percorrem o espaço cósmico e entram no campo gravitacional da Terra, sendo atraídos por ela, e penetram em nossa atmosfera. Atravessando a atmosfera a uma velocidade espantosa, os meteoritos deixam atrás de si um rastro luminoso facilmente visível - e são chamados então de meteoros.

Meteorito brasileiro

No Brasil, também já caiu um meteorito de tamanho bem razoável, 5.300 kg. Ele foi encontrado na Bahia e hoje se encontra no Museu do Rio de Janeiro.

Fonte: www.fenomeno.trix.net

Meteoritos

Durante muito tempo relegados para as prateleiras dos museus, os meteoritos são hoje uma importante chave para compreendermos muitos dos mistérios das origens. Formados há 4,6 mil milhões de anos, alguns meteoritos contêm relíquias na sua composição que se apresentam como pistas para compreendermos a origem do sistema solar e da própria vida. Mesmo muitos processos estelares, antes de o Sol e os planetas estarem formados, podem ser identificados nestas rochas celestes. Com efeito, os meteoritos são mensageiros do Universo, mais exatamente, testemunhos da história anterior e primitiva do sistema solar que, depois de uma viagem através do espaço e do tempo, nos trazem informações das épocas em que as marcas na Terra foram totalmente apagadas.

A classificação tradicional dos meteoritos é feita nos seguintes três grupos: metálicos, férreos ou sideritos; petro-férreos ou siderólitos; e pétreos ou aerólitos. Como os nomes indicam, esta classificação é baseada nas proporções relativas de metal e de material silicatado que o meteorito apresenta. Uma classificação mais sugestiva e correta do ponto de vista genético deveria considerar dois grandes grupos: os condritos e os não-condritos, em que os elementos do segundo grupo são derivados dos do primeiro, devido a diversos processos de diferenciação.

Alguns condritos apresentam uma composição próxima da do Sol, o que parece ser consistente com a idéia de uma origem primitiva (na nébula solar) e incompatível com o terem experimentado fusão e fraccionação ígnea. Outro aspecto importante no estudo destes meteoritos é o fato de eles apresentarem um registo isotópico de distintas fontes estelares que contaminaram a nébula solar, assim como inequívocos grãos de diamante e de carboreto de silício de origem pré-solar.

Antes de colidirem com a Terra, os meteoritos movem-se em órbitas elípticas à volta do Sol acabando por intersetar o percurso do nosso planeta. Estas órbitas possuem afélios para lá da órbita de Marte, mais precisamente na cintura de asteróides. Por outro lado, a filiação com os asteróides é também confirmada com o recurso a técnicas variadas de observação astronómica. O registo da fotometria multiespectral tem sido usado em centenas de asteróides e vários mostram espectros muito semelhantes aos espectros, medidos em laboratório, de alguns meteoritos. A técnica consiste na análise da fracção de luz refletida na superfície do asteróide que obviamente expressa o carácter do mineral ou minerais lá existentes. É assim possível formar uma ideia, à distância, da mineralogia dos asteróides, permitindo uma correlação entre estes e os meteoritos. Uma percentagem muito reduzida de meteoritos (brechas anortosíticas e acondritos do grupo SNC), apresentam caracterísitcas mineralógicas, texturais, isotópicas e radiométricas que apontam para uma origem e proveniência planetária, nomeadamente da Lua e de Marte.

Um conjunto vasto de compostos orgânicos - hidrocarbonetos, porfirinas, aminoácidos e as bases dos ácidos nucleicos - foram já encontrados em diversos condritos carbonáceos. O exame dos aminoácidos nos meteoritos de Murchison e Murray revelou que apresentam ambas as formas (levógira e dextrógira) e havia alguns aminoácidos que não se encontram nas proteínas conhecidas. Uma análise do carbono da matéria orgânica mostrou que a proporção isotópica era muito diferente da normalmente existente na matéria orgânica da Terra. Por essas razões, aqueles aminoácidos devem ter sido devidos a um processo abiótico extraterrestre. Daí a importância destes meteoritos para o esclarecimento dos processos que conduziram à origem da vida.

Uma apresentação crítica das proclamadas evidências de fósseis de microrganismos e os últimos estudos no ALH 84001, um meteorito proveniente de Marte e encontrado na Antártida, é amplamente discutida.

Faz-se uma referência aos meteoritos caídos em Portugal, detalhando-se o estudo da brecha acondrítica de Chaves, na qual existem inúmeras evidências que a permitem filiar com o asteróide Vesta, um corpo que sofreu diferenciação ígnea e processos vulcânicos. Por fim, referem-se algumas colisões de grandes meteoritos (asteróides ou cometas) ao longo da história geológica que atestam a suposição de que o fenómeno de impactismo teve grande importância ao longo da evolução do nosso planeta. Há mesmo fortes sugestões de algumas destas megacolisões terem sido responsáveis por consideráveis alterações globais, extinções bióticas e outros eventos geológicos.

Dr. José Fernando Monteiro

Fonte: www.oal.ul.pt

Meteoritos

Todas as noites a atmosfera da Terra é atravessada por grãos de poeira deixados no espaço pelos cometas, que em contato com o ar aquecem até se desintegrarem completamente, dando origem a um rasto luminoso no céu a que chamamos habitualmente estrela cadente ou mais corretamente meteoro. Estes grãos de poeira pesam normalmente menos de uma grama e muitas vezes nem sequer têm um milímetro de diâmetro. Mesmo assim, são capazes de dar origem às tais estrelas cadentes. Mas, por vezes, a atmosfera terrestre é atravessada por partículas bem maiores que um grão de poeira, bocados de rocha, que produzem um meteoro extremamente brilhante no céu e que chegam a atingir a superfície terrestre. Aí temos um meteorito, um bocado de rocha extraterrestre, que pode ser apanhado e estudado.

Meteorito
Meteorito

Estimativas indicam que por ano caem cerca de 100 mil meteoritos em toda a Terra com mais de um quilo. Grande parte deles não é recuperada ou porque cai no mar ou então em sítios desconhecidos. Sabe-se também que a queda de meteoritos é um fenómeno já observado há vários séculos na Terra, mas que nem sempre foi compreendido. Noutros tempos, quando se via um meteoro, dizia-se que tinha caído um bocado de céu velho, uma afirmação natural, pois para muita gente um meteoro não era mais do que uma estrela, e se uma estrela cai, só pode ser por velhice. Outrora, eram também pedras sagradas, sinais divinos que era preciso saber interpretar.

Fonte: oficina.cienciaviva.pt

Meteoritos

Um meteoro é uma raia luminosa de luz no céu (ou uma "estrela cadente") produzida pela entrada de um meteoróide pequeno na atmosfera da Terra. Se você estiver num local com céu escuro e limpo você provavelmente verá alguns por hora em uma noite comum; durante uma das chuvas de meteoro anuais você pode chegar a ver até 100/hora.

Meteoros muito luminosos são conhecidos como bolas de fogo; se você vir uma, por favor avise.

Meteorito
Meteorito

As chuvas de meteoro podem ser muito impressionantes.

As famosas linhas de Samuel Taylor Coleridge em A Rima do Marinheiro Antigo:

O céu explodiu em vida! 
E cem bolas de fogo brilharam, 
Para lá e para cá elas estavam apressadas! 
E para lá e para cá, para dentro e para fora, 
As estrelas pálidas dançavam entre elas

E o vento chegando rugiu mais alto, 
E as velas suspiraram como capim; 
E a chuva verteu abaixo de uma nuvem preta; 
A Lua estava atrás dela

Podem ter estado inspiradas pela chuva de meteoro Leônidas que ele testemunhou em 1797.

Os meteoritos são pedaços do sistema solar que caem na Terra. A maioria vem de asteróides, incluindo alguns que se acredita terem vindo especificamente de 4 Vesta; e alguns que provavelmente vêm de cometas. Um número pequeno de meteoritos foram descobertos ser de origem Lunar (23 achados) ou marciana (22).

Meteorito
Meteorito

Um dos meteoritos marcianos, conhecido como ALH84001 (esquerda), acredita-se mostrar evidências de vida primitiva em Marte.

Embora meteoritos possam parecer ser somente pedras enfadonhas, eles são extremamente importantes nisso já que nós podemos analisá-los cuidadosamente em nossos laboratórios. Apesar dos poucos quilos de pedras trazidos da lua pelas missões Apolo e Luna, os meteoritos são nossa única evidência material do universo além da Terra.

Tipos de meteorito

Ferro

Meteorito
Principalmente ferro e níquel; semelhante aos asteróides tipo M

Ferro rochoso

Meteorito
Misturas de ferro e material rochoso assim como os asteróides tipo S

Condrito

Meteorito
Sem dúvida o maior número de meteoritos se enquadra nesta classe; semelhante em composição aos mantos e crostas dos planetas terrestres

Condrito carbonado

Meteorito
Bem parecido em composição com o Sol sem os voláteis ; semelhante aos asteróides tipo C

Acondrito

Meteorito
Semelhante aos basaltos terrestres; os meteoritos que se acreditam ter sido originados na Lua e Marte são acondritos

Uma "queda" significa que o meteorito foi visto por alguém quando caiu do céu. Um "achado" significa que o meteorito não foi visto cair e foi achado depois do fato. Aproximadamente são testemunhadas 33% das quedas de meteoritos. A tabela a seguir é de um livro de Vagn F. Buchwald. Nela estão todos os meteoritos conhecidos (4.660 ao todo, pesando um total de 494.625 kg) no período entre 1740-1990 (excluindo os meteoritos achados na Antártica).

Estatísticas de meteorito

Tipo Queda% Encontrado% Peso encontrado Peso Achado
Rochoso 95,0 79,8 15.200 8.300
Ferro-rochoso 1,0 1,6 525 8.600
Ferro 4,0 18.6 27.000 435.000

Um número muito grande de meteoróides entra na atmosfera da Terra todo dia chegando a mais de cem toneladas de material. Mas eles são quase todos muito pequenos, só algumas miligramas cada. Só os maiores alcançam a superfície e se tornam meteoritos. O maior meteorito já achado (Hoba, na Namíbia) pesa 60 toneladas.

O meteoróide comum entra na atmosfera entre 10 e 70 km/sec. Mas todos até os muito maiores são rapidamente desacelerados para algumas centenas de km/hora pela fricção atmosférica e atingem a superfície da Terra com muito pouco estrago.

Porém meteoróides maiores que algumas centenas de toneladas são reduzidos em velocidade muito pouco; só estes grandes (e felizmente raros) fazem crateras.

Um bom exemplo do que acontece quando um asteróide pequeno bate na Terra é a Cratera de Barringer (também conhecida como a Cratera do meteoro) perto de Winslow, Arizona. Foi formada por um meteoro férreo há aproximadamente 50,000 anos atrás ele tinha cerca de 30-50 metros de diâmetro. A cratera tem 1200 metros em diâmetro e 200 metros de profundidade. Foram identificadas aproximadamente 120 crateras de impacto na Terra, tã pelo menos.

Um mais recente impacto aconteceu em 1908 em uma região despovoada remota da Sibéria ocidental conhecida como Tunguska . O objeto tinha aproximadamente 60 metros de diâmetro e provavelmente consistia de muitos pedaços levemente agrupados. Em contraste com o evento da Cratera de Barringer, o objeto Tunguska desintegrou completamente antes de bater no chão e assim nenhuma cratera foi formada. Entretanto, todas as árvores foram derubadas em uma área de 50 quilômetros. O som da explosão foi ouvido em Londres.

Há provavelmente pelo menos 1000 asteróides maiores que 1 km de diâmetro que cruzam a órbita da Terra. Um destes atinge a Terra pelo menos uma vez a cada um milhão de anos em média. Os maiores são menos numerosos e os impactos são menos freqüentes, mas algumas vezes acontecem e com conseqüências desastrosas .

Meteorito

O impacto de um cometa ou asteróide com o tamanho de Hephaistos ou SL9 que bateu na Terra foi provavelmente o responsável há 65 milhões de anos atrás pela extinção dos dinossauros . Deixou uma cratera de 180 km agora enterrada debaixo da selva perto de Chicxulub na Península de Iucatã (direita).

Cálculos baseados no número observado de asteróides sugerem que nós deveríamos esperar aproximadamente 3 crateras de 10 km ou mais a ser formada na Terra a cada milhão de anos. Isto está bem de acordo com os registros geológicos. É mais difícil de computar a freqüência de grandes impactos como o Chicxulub mas uma vez a cada 100 milhões de anos parece uma suposição razoável.

Aqui estão as suposições sobre as conseqüências de impactos de vários tamanhos:

Diâmetro do Objeto (metros) Rendimento (megatons) Intervalo (anos) Conseqüências
<50 <10 <1 meteoros na atmosfera superior a maioria não alcança superfície
75 10 - 100 1.000 os de ferro fazem crateras como a Cratera de Meteoro; os rochosos produzem deslocamentos de ar como Tunguska; impactos em terra destroem uma área do tamanho de uma cidade
160 100 - 1.000 5.000 os de ferro e os rochosos atingem o solo; cometas produzem deslocamentos de ar; impactos em terra destroem uma área do tamanho de uma grande área urbana (Nova Iorque, Tóquio)
350 1000 - 10.000 15.000 impactos em terra destroem uma área do tamanho de um estado pequeno; impacto no oceano produz tsunamis moderados
700 10.000 - 100.000 63.000 impactos em terra destroem uma área do tamanho de um estado médio (Virgínia); impacto no oceano produz tsunamis grandes
1.700 100.000 - 1.000.000 250.000 impacto em terra levanta poeira com implicação global; destrói área do tamanho de um estado grande (Califórnia, França)

Dados de 'Os Perigo do Impacto', por Morrison, Chapman e Slovic, publicado em Perigos devido a Cometas e Asteróides

Estudos mais recentes indicam uma ligeiramente diminuição na freqüência.

Fonte: noveplanetas.astronomia.web.st

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